Atendimento à Família - Apostilas - Serviço Social, Notas de estudo de Sociedade. Universidade de Taubaté (Unitau)

Sociedade

Descrição: Apostilas de Serviço Social sobre o estudo das Metodologias de atendimento à família: o fazer do Assistente Social.
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Acta Scientiarum. Health Sciences Maringá, v. 26, no. 1, p. 61-70, 2004
Metodologias de atendimento à família: o fazer do assistente social
Cristiane da Silva de Jesus*, Karla Terezinha Rosa e Greicy Gandra Soares Prazeres
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. *Autor para correspondência. Rua Sagrado
Coração de Jesus, 189, Morro das Pedras, 88066-070, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. e-mail: cris-didi@bol.com.br ou
gapefam@terra.com.br
RESUMO. A prática profissional dos assistentes sociais com famílias acompanha a história
da profissão, o que os leva a buscar formas de atendimento mais eficazes e efetivas. O
presente estudo se propõe identificar as metodologias de atenção às famílias, desenvolvidas
pelo Serviço Social. O estudo, do tipo exploratório, foi realizado com assistentes sociais de
instituições de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil. Como resultado,
identificamos que: a finalidade dos serviços concentra-se na área da assistência, seguida da
educação e da pesquisa; como referencial teórico-metodológico, percebemos diferentes
vertentes, revelando ecletismo na condução dos trabalhos; como instrumental técnico-
operativo, se sobressaem os encaminhamentos, as visitas domiciliares, o estudo e o parecer
social; já a forma de atuação transita entre a disciplinaridade e a interdisciplinaridade.
Constatamos que o trabalho com famílias envolve quatro etapas: entrada da família,
identificação, acompanhamento e seu desligamento. Os profissionais ressaltam resultados
positivos e a importância de se contemplar a família como totalidade.
Palavras-chave: metodologia, serviço social, família, interdisciplinaridade.
ABSTRACT. Family attendance methodologies: the social worker’s doing. The
social workers professional practice with families has been presented since the beginning of
that profession, demanding of the professionals researching new and more efficient and
effective ways of attending the family. The present study proposes to identify social workers
family methodologies in institutions in Florianópolis, Santa Catarina state, Brazil. Results
show that professionals are directed, first of all, to assistance, second to the education and at
last to research. The study shows professionals using eclectic frameworks. The instruments
and techniques most used are forwarding, home visits, social study and social report. Social
workers performance vary between disciplinary and interdisciplinary conducts. The authors
verified that the family assistance involves fours steps; the family entering in the program,
identification, attendance and discharge. Professionals emphasize the positive results and
the importance to attend family as a whole.
Key words: methodology, social worker, family, interdisciplinary conduct.
Introdução
Historicamente, a família sempre esteve
inserida na área de atuação do Serviço Social,
porém, na maioria dos serviços, ela vem sendo
contemplada de maneira fragmentada, ou seja, cada
integrante da unidade familiar é visto de forma
individualizada, descontextualizada e portador de
um problema. Em vista disso, um dos desafios da
profissão é a busca de metodologias para trabalhar a
família como um grupo com necessidades próprias
e únicas.
Neste relato apresentamos os resultados de uma
pesquisa sobre a prática profissional do assistente
social com famílias, que integra o projeto
Laboratório de Saúde Familial e Cidadania: propondo
modelos assistenciais e construindo um processo de trabalho
interdisciplinar (Elsen et al., 1999), desenvolvido pelo
Laboratório de Estudos e Práticas Interdisciplinares
em Família e Saúde – LEIFAMS/UFSC.
Como um dos propósitos do LEIFAMS é o
desenvolvimento de tecnologias de ensino, de
pesquisa e de assistência voltadas à família,
procuramos, inicialmente, conhecer as experiências
nesse âmbito. Para tanto, o grupo fez um
levantamento acerca da produção científica do
Grupo de Assistência, Pesquisa e Educação na Área
de Saúde da Família – Gapefam, bem como nas
áreas de Serviço Social e de Enfermagem. O
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trabalho que ora apresentamos integra esses estudos
e teve por objetivos: conhecer o trabalho realizado
pelos assistentes sociais nos serviços de atenção à
família do município de Florianópolis, Santa
Catarina; identificar as metodologias desenvolvidas
pelo Serviço Social no atendimento à família; e
evidenciar se a interdisciplinaridade emerge no seu
fazer. Em última instância, tinha o propósito de
subsidiar um projeto de atenção interdisciplinar à
família a ser desenvolvido posteriormente pelo
Gapefam.
Material e métodos
O estudo desenvolvido foi do tipo exploratório,
de natureza qualitativa, realizado em Florianópolis,
em 9 instituições (3 organizações governamentais e
6 não-governamentais) que contam com assistentes
sociais em seu quadro técnico. A relação desses
serviços surgiu através do conhecimento das
pesquisadoras e de informações do Departamento
de Serviço Social da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC). Recorremos ainda à relação das
entidades cadastradas no Conselho Municipal dos
Direitos da Criança e do Adolescente de
Florianópolis, que indicava o público-alvo atendido
pelas mesmas.
Para a coleta de dados, foi construído um
roteiro de entrevista semi-estruturado, previamente
testado por dois peritos, do qual constam questões
relacionadas ao serviço (nome, população atendida,
duração, recursos humanos e financeiros, etc.) e à
prática profissional (referencial teórico,
instrumental teórico-metodológico, formas de
atendimento, entre outros).
As entrevistas foram gravadas após autorização
do entrevistado e tiveram a duração média de duas
horas. Para tanto, foi realizado um contato
telefônico prévio com os serviços a fim de
apresentar o Gapefam e a pesquisa e verificar a
existência do Serviço Social atuando junto às
famílias. Sempre que havia esse trabalho,
agendávamos a entrevista conforme a
disponibilidade dos profissionais.
Durante o encontro, apresentávamos aos
profissionais uma carta esclarecendo os objetivos da
pesquisa e nossa observância aos preceitos éticos
que nos norteavam, o sigilo e os direitos de pessoas,
grupos, famílias e instituições envolvidos.
As entrevistas foram gravadas em fitas
magnéticas e transcritas com base em Correa
(1978). No decorrer deste trabalho, utilizamos as
falas dos profissionais com o intuito de
exemplificar os dados apresentados. Os
depoimentos são apresentados seguidos de uma
numeração referente ao número do serviço.
Foram entrevistados 11 assistentes sociais,
sendo que 1 administrador também participou da
entrevista, uma vez que este era o fundador da
instituição que representava. Os dados foram
agrupados por questões e posteriormente
categorizados sob a forma de quadros. A discussão
apresenta os resultados deste estudo na perspectiva
da prática profissional.
Resultados e discussão
Finalidade dos serviços no atendimento às
famílias
Na intenção de conhecer a finalidade de cada
serviço, perguntamos aos assistentes sociais se as
ações desenvolvidas concentram-se na área da
Assistência, da Educação e ou da Pesquisa.
Os resultados apontam que 4 serviços
apresentam como finalidade a Assistência às
famílias, Educação e Pesquisa; 3 referiram sua
atuação somente no campo da Assistência; 1 definiu
o trabalho voltado para a Assistência e a Educação;
e 1 na área da Educação e da Pesquisa.
Cabe ressaltar que, nos três serviços em que a
Assistência é apontada como a única finalidade
adotada, percebemos que as ações educativas como
orientação, socialização de informações e prevenção
também são desenvolvidas, contudo, a orientação é
priorizada nas falas dos assistentes sociais:
Orientação às famílias, grupos com adolescentes para
integrá-los [...] discutindo temas pertinentes à
adolescência.(Serviço 3)
É feita uma orientação/educação quando a
criança/adolescente passa os finais de semana com a família
[...].(Serviço 6)
Segundo Mioto (2002:11), “as ações sócio-
educativas estão relacionadas às ações que, através
da informação, da reflexão ou mesmo da relação,
visam provocar mudanças (valores, modos de
vida)”. Como comenta uma entrevistada:
As famílias estão buscando mais os seus direitos. [...] O
vínculo que a gente tem com as famílias é muito bom [...]
Eles sentem confiança para estar vindo, aí a gente esclarece
e eles buscam o local certo [As famílias sentem que] podem
contar com o Serviço Social, sabem que é um setor que está
aberto ao apoio mesmo.(Serviço 9)
Neste contexto, a Educação aparece nos serviços
com a finalidade de capacitação dos usuários e de
seu desenvolvimento como cidadãos e sujeitos de
direitos.
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A Pesquisa é descrita pelos assistentes sociais
como uma das finalidades do serviço associada às
áreas da Assistência e da Educação. Percebemos
que, em alguns serviços, a pesquisa é entendida
como sinônimo de levantamento de dados. Isso
ocorre em serviços nos quais são realizados
levantamentos junto às famílias com o objetivo de
identificar seu perfil e suas necessidades e, a partir
daí, traçar o plano de intervenção do projeto.
[...] A gente entendeu que seria necessário conhecer o
contexto familiar dessas crianças. Então a gente elaborou
um questionário com perguntas relacionadas à saúde,
habitação, procedência, todo o quadro familiar, número de
irmãos, renda familiar [...] A gente fez essa pesquisa e,
durante as entrevistas, vimos que as pessoas não conheciam
a fundação. [...] Com a pesquisa aumentou: a procura de
vagas, as mães foram às reuniões e, no dia da devolução,
tinham 29 famílias. [...] Na pesquisa apareceu também
que elas tinham interesse em participar de algum grupo na
comunidade [...], também a gente sentiu a necessidade de
estar lá, atendendo à comunidade, mas não para dar cesta
básica [...].(Serviço 2)
No entanto, alguns serviços também se
propõem realizar estudos estatísticos e qualitativos
para o conhecimento das questões sociais atendidas,
principalmente na área da criança e do adolescente.
Na área da prevenção, também estamos com duas
pesquisas que estão em andamento. [...] Com os agentes
comunitários de saúde vão sair duas pesquisas. E tem uma
que começou na área de exploração sexual [...] A idéia é
retomar a pesquisa que foi iniciada no começo do ano, mas
por questões de recursos humanos, foi parada. Deveriam
ser feitas mais pesquisas nesta área.(Serviço 4)
Observou-se que a intenção de pesquisar é
defendida pelos assistentes sociais no desejo de
inserir em seu cotidiano a prática investigativa.
Entretanto, isso nem sempre ocorre por fatores
como o excesso de trabalho e a não-valorização de
tal atividade por parte dos serviços.
Referencial teórico-metodológico
utilizado pelos assistentes sociais
O processo de trabalho no Serviço Social, de
acordo com Iamamoto (1997), é pautado no
instrumental técnico-operativo utilizado por esse
profissional. Esse instrumental não compreende
apenas o arsenal de técnicas utilizadas para a
efetivação do serviço, mas também o arsenal
teórico-metodológico (conhecimento, valores,
herança cultural, habilidades). Essa base teórico-
metodológica é constituída pelos "recursos essenciais
que o assistente social aciona para exercer o seu trabalho"
(Iamamoto, 1997:43), a fim de iluminar a leitura da
realidade, direcionar melhor sua ação e moldá-la.
A apropriação do referencial teórico-
metodológico, por parte do assistente social,
permite-lhe apreender a realidade numa
perspectiva de totalidade e construir mediações
entre o exercício profissional comprometido e os
limites dados pela realidade de atuação.
Nessa ótica, procuramos identificar os
principais referenciais teóricos apropriados pelo
assistente social no trabalho com famílias, bem
como as noções, os conceitos e os autores mais
utilizados (Figura 1).
Serviço Referencial teórico Noções Autores
1 Teoria Sistêmica e Analítica. Família e Direitos Humanos, Família e Políticas
Públicas e Família Contemporânea. Não referiram.
2 Não referiram. Educação Popular, Família, Comunidade, Educação e
Rede, Criança e Adolescente.
Maria do Carmo Brant de Carvalho, Luiz
Carlos Osório.
3 Pensam ser marxistas. Também usam
a Fenomenologia. Família, Criança, Desenvolvimento Infantil. Vigotsky e Piaget.
4 Não referiram. Violência contra Crianças e Adolescentes, Políticas
Públicas. Azevedo e Guerra.
5 Realizaram estudos teóricos nas
reuniões semanais.
Teorias de família, ECA, Violência contra Crianças e
Adolescentes. Minuchin, Azevedo e Guerra.
6
Não possuem uma linha
propriamente diferenciada porém,
procuram estar mais próximas do
marxismo.
Não referiram. Não referiram.
7 Não referiram. Vínculo, Adoção, Políticas Sociais, Família.
Lídia Weber, Fernando Freire, Cláudia
Fonseca, Irene Rizini, Roberto da Silva,
Maria Tereza Maldonado.
8 Teoria Sistêmica.
Família, Visão antropológica (estudos da família
extensa, família nuclear). Comunidade, Educação
popular.
Regina Célia Mioto, Paulo Freire,
Leonardo Boff, Salvador Minuchin,
Cínthya Sarti.
9
Serviço Social – Materialismo
Dialético. Instituição – Sócio-
Histórico Interacionista.
Família, Ética, Textos Pedagógicos – Infância e
Violência Doméstica, - Doença mental, Transtornos
invasivos de desenvolvimento e Desenvolvimento
Neuropsicomotor, Políticas Sociais.
Marilda Iamamoto, José Paulo Netto,
Vicente de Paula Faleiros, Ivete
Simionatto, Aldaíza Sposatti, Vigotsky.
Figura 1. Referencial teórico-metodológico adotado pelos profissionais.
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As principais linhas teóricas mencionadas são a
Teoria Sistêmica e o Marxismo. Ressaltamos que o
quadro também evidencia que os profissionais
mesclam referenciais teóricos, não citam autores
mais significativos da corrente teórica e/ou conceitos
adotados e alguns não demonstram coerência entre
as três categorias (referencial teórico, noções e
autores).
O profissional que salientou não ter clareza do
seu referencial teórico, noções e autores utilizados
identificou que esse limite se deve à inserção do
Serviço Social na instituição há poucos meses e,
portanto, ainda em processo de estruturação.
As noções, os conceitos e os autores citados estão
relacionados às particularidades de cada espaço
ocupacional e às demandas apresentadas ao assistente
social, como: família (foco de atenção dos serviços
pesquisados), educação popular (junto a grupos de
famílias em comunidades), criança e adolescente
(nos serviços onde este segmento é a porta de
entrada), políticas sociais e públicas (sendo o Serviço
Social propositor e executor das mesmas), violência
doméstica, bem como àquelas pertinentes à área da
adoção, educação, desenvolvimento infantil e
necessidades especiais.
Percebemos que o assistente social, em seu
exercício profissional, busca atualizar-se e capacitar-
se constantemente, a fim de oferecer respostas
profissionais às demandas oriundas dos processos
sociais próprios da dinâmica da sociedade brasileira.
No entanto, essa busca ocorre majoritariamente a
partir das exigências colocadas no contexto dos
serviços onde trabalham, isto é, os assistentes sociais
procuram aprofundar seus conhecimentos para
atender às demandas colocadas pelos locais de
trabalho. Embora, por um lado, essa capacitação
mereça destaque, por outro lado, ela pode indicar
um afastamento das discussões circunscritas na
esfera da profissão na atualidade, tais como: o
processo de trabalho, o projeto ético-político, entre
outros. (Mioto, 2002).
Daqui a pouco vou me formar em Pedagogia! Porque a
gente trabalha tanto com a questão pedagógica e tão pouco o
Serviço Social, que é bem mais amplo. De vez em quando a
gente pára um pouquinho e diz ‘hoje vamos buscar o Serviço
Social para nos atualizarmos’. A escola tem uma cultura de
atualização profissional, mas é só na área pedagógica. A
gente faz todos os cursos que a escola oferece, tanto
internamente quanto externamente.(Serviço 9)
Quanto ao instrumental técnico-operativo
utilizado para a efetivação do seu trabalho com
famílias, verificamos que os entrevistados apontam
uma diversidade de instrumentos e técnicas entre os
quais se sobressaem os encaminhamentos (9), as
reuniões (8), as visitas domiciliares (7), as entrevistas
(6), o estudo (3) e o parecer social (3).
Os encaminhamentoso efetuados quando a
família e/ou um de seus membros precisa de um
atendimento inexistente na estrutura do serviço na
qual está inserida, tais como: atendimento
odontológico, fonoaudiológico, psiquiátrico, entre
outros, na intenção de complementá-lo.
A gente faz o encaminhamento [...], por exemplo, para uma
reabilitação, porque precisa de alguma coisa específica que [o
Serviço Social da instituição] não dá conta.(Serviço 9)
O encaminhamento tem a sua importância na
busca pela resolução de problemas vivenciados pelos
usuários, porém ressaltamos a forma como ele vem
sendo empregado por alguns profissionais e
instituições.
A este respeito, Sarmento (2000:104) tece
importantes reflexões
O encaminhamento, muitas vezes confundido com
transferência de responsabilidade entre setores e organizações,
torna-se um serviço sempre parcial e insuficiente, exigindo
novos retornos através de uma recorrência burocrática e do
disciplinamento em percursos infundáveis nos corredores
institucionais, que acabam por reforçar a dependência e,
muitas vezes, a perda de auto-estima. Quando muito,
conseguem, através da garantia de alguns recursos, uma
satisfação compensatória em meio às informações
controvertidas e às respostas insuficientes às demandas
criadas. O encaminhamento ainda não é compreendido
como a busca de uma solução para os problemas e situações
vivenciadas pela população, como garantia de seus direitos.
Entretanto, nas entrevistas realizadas,
observamos que alguns assistentes sociais
encaminham a família a outro profissional ou serviço
não para “mandar o caso adiante”, mas porque
entendem que a integração de dados e
procedimentos, produtos da intervenção de outras
áreas, possibilitará alcançar um melhor resultado.
As reuniões contemplam desde aquelas da equipe
técnica para estudo de caso ou para avaliação do
trabalho realizado, até reuniões com grupos, como
os de pais, mães, mulheres, terapêuticos e familiares.
A visita domiciliar, que “sempre foi um dos
instrumentos do Serviço Social”, é realizada, em
alguns serviços, por profissionais de outras áreas,
como a Psicologia, a Fisioterapia e a Pedagogia. É
uma prática relevante no Serviço Social conforme
descreve Silva (2001:30).
Por meio desse contato com as pessoas em seu ambiente
familiar, o assistente social consegue aproximar-se do vivido
e do cotidiano do usuário, observando as interações
familiares, a vizinhança, a rede social e os recursos
institucionais mais próximos. Essa prática supera em
diversos aspectos a entrevista feita na instituição, pois quando
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Subject: Sociedade
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