Tópicos - Apostilas - Iniciação á Ciência, Notas de estudo de Filosofia

Filosofia

Descrição: Apostilas de Direito do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB sobre o estudo dos Tópicos da Filosofia, Criticismo kantiano, Dogmatismo, Conhecimento, Racionalismo.
Showing pages  1  -  4  de  7
O conhecimento: como já estudamos, ele possui os três elementos básicos:
sujeito, objeto e imagem. Sujeito: consciência cognoscente, que procura o
conhecimento; objeto: o que será conhecido pelo sujeito; imagem: relação
existente entre sujeito e objeto que se trata da própria apropriação das
características deste por aquele.
Epistemologia: vejamos etimologicamente o significado dessa palavra. Logia,
como sabemos, quer dizer estudo, ciência, tratado, teoria. Episteme: ciência,
estudo, tratado, teoria. Ora, são sinônimos compondo a mesma palavra! De fato,
a epistemologia é a ciência da ciência! Mais conhecida como Teoria da Ciência.
Serve para verificar os aspectos da formação do conhecimento, e como ele é
repassado e construído.
Projeto de pesquisa: falaremos sobre ele durante todo o mês de maio. É o
planejamento, a organização de uma pesquisa que se pretende realizar. É o
primeiro passo para a produção do conhecimento. As bases são universais. O
conhecimento cientifico, como já sabemos, deve ser universal e público para ser
considerado como tal. A epistemologia, ou teoria da ciência, definirá a
fundamentação básica do conhecimento cientifico, independente de onde ele for
produzido.
Racionalismo: prioriza o intelecto na produção do conhecimento. O grande
ponto fundamental do racionalismo é a desqualificação dos órgãos dos sentidos
em prol da razão. Desqualifica o conhecimento intuitivo e o sensorial.
Empirismo: ligado aos aspectos dos órgãos dos sentidos. Tem origem mais ou
menos no conhecimento sensorial e intuitivo.
Criticismo kantiano: crítica de Immanuel Kant sobre o racionalismo e o
empirismo. Kant dá origem ao criticismo, que culminará no Iluminismo do séc.
XVIII. Até o final desta disciplina, teremos estudado os principais “ismos”:
capitalismo, socialismo, comunismo, racionalismo... “ismo” significa linha de
estudo, tendência, filosofia, conjunto de ideias. Exemplo: capitalismo: conjunto
de ideias que versa sobre o capital. Kant é considerado autoridade a respeito de
moral e ética moderna.
Ceticismo: o cético é aquele que não acredita na viabilidade das coisas e do
conhecimento. Não acredita que o homem tenha condições de perceber o
conhecimento como um todo.
Dogmatismo: o dogmático é aquele que acredita em excesso. Parte do
princípio da verdade absoluta, mesmo que não seja verdade, nem absoluta.
Sofista: indivíduo que, a principio, é tomado como um grande inimigo da
ciência porque não tem comprometimento com a verdade. Usa o conhecimento
para fazer pontos, emprega palavras bem elaboradas para, com o uso da
eloqüência, aparentar estar sendo verdadeiro.
Dialética: Tese, antítese e síntese.
O conhecimento
Não vamos nos aprofundar muito, ele já foi estudado. Apenas devemos manter
em mente que ele pressupõe a existência daquele trio: sujeito, objeto e imagem,
bem como saber o significado de cada um dos elementos.
Epistemologia
Também chamada de Filosofia da Ciência. Estuda os fundamentos da ciência. O
conhecimento só é considerado cientifico na medida em que ele universal e
público. Ao abrirmos uma revista de divulgação científica, veremos nos artigos:
1. Quais foram os objetivos da pesquisa (o artigo visa comunicar os
resultados de uma pesquisa);
2. Quais passos utilizados para a realização da pesquisa;
3. Técnicas de coleta de dados;
4. O referencial teórico;
5. Os resultados obtidos.
Esses são tópicos padronizados que não dependem do país ou região onde
ocorreu a pesquisa e a publicação. Se um pesquisador escreve um artigo e não
detalha sua metodologia, tal pesquisa já não pode ser considerada científica nem
o conhecimento dali produzido. Os princípios deverão ser os mesmos em
qualquer lugar do mundo. Ao escrever o artigo, o que eu é escrito, na verdade,
são os princípios epistemológicos. Eles permitirão replicar a pesquisa e verificar
a veracidade dela. O ponto chave é chegar ao mesmo resultado ao se repetir o
experimento.
Se você, por acaso, desenvolver uma nova tecnologia que lhe dará grande
vantagem econômica sobre seus concorrentes, nem pense em publicá-la num
artigo científico. No caso da Coca-Cola, o que é protegido é o nome da marca. Ela
não patenteou a fórmula. Qualquer um está autorizado a tentar replicá-la, mas,
antes disso acontecer, o sujeito que está perto da façanha poderá ficar rico antes
mesmo de anunciar seu feito: Coca pagará uma pequena quantia para que a
pesquisa cesse.
Racionalismo:
Autoridade: Renè Descartes, pai da Filosofia moderna, pai do
produto cartesiano. o racionalismo busca desqualificar os órgãos dos sentidos.
Grande parte do que conhecemos ou queremos conhecer tem origem nos nossos
órgãos dos sentidos, e, portanto, do conhecimento sensorial. Disse Descartes,
não exatamente nessas palavras: “Grande parte do que temos em nossa mente
nos chega através dos órgãos dos sentidos. O nosso conhecimento, em sua
esmagadora maioria, é construído com base nessas informações assim
adquiridas. Entretanto, tais informações não merecem confiança pois os
órgãos dos sentidos são extremamente falhos, incompletos e não conseguem
captar a realidade tal como ela é [...]”
A visão humana é muito limitada. Nós não conseguimos enxergar grande parte
da existência das coisas. A realidade captada por uma águia é diferente da
realidade enxergada pelo homem pelo fato de os olhos humanos serem muito
imprecisos, relativamente deficientes. A águia enxerga detalhes que o olho
humano jamais teria condições de ver. Há diferenças inclusive entre os
humanos: há os que têm boa visão e os amétropes. Nem mesmo o homem com
visão normal sabe se está captando corretamente! Nem segurança da tonalidade
das cores podemos ter certeza. Por isso que somos enganados por ilusões de
óptica. Em suma: temos uma visão deturpada da realidade. Essa é a premissa da
qual parte Descartes em seu pensamento.
O mesmo vale para a audição: há muita coisa que o humano não capta. O cão
percebe muito mais coisas captadas por suas orelhas do que os humanos; a
realidade auditiva captada pelo cachorro é bem mais acurada. O ouvido humano
não está equipado para captar os mais diversos sons da realidade.
Aspecto olfativo: vale o mesmo raciocínio do auditivo.
Descartes constrói seu método em cima da dúvida. O conhecimento é construído
com base no que vem dos órgãos dos sentidos, mas eles são falhos, então o
conhecimento que temos também será falho. Não temos consciência de que
nosso conhecimento é dificilmente verdadeiro. Ou seja, tudo que eu conheço
pode ser falso, pois a base não é necessariamente verdadeira! Portanto a ideia
central de Descartes é a dúvida. A única coisa verdadeira é que eu estou
duvidando de tudo, portanto, estou pensando e, se estou pensando, eu
existo! Cogito, ergo sum. Esta é a primeira certeza cartesiana.
Mas, antes, lembremos alguns pontos do racionalismo de Descartes:
racionalismo de Descartes: o conhecimento construído sobre bases não-sólidas
não deve ser de confiança.
O racionalismo fundamenta suas posições. O cético (visto posteriormente nesta
página) não. O ponto essencial que devemos entender sobre o racionalismo é: ele
parte do princípio da desqualificação dos órgãos dos sentidos e, por
conseqüência, o próprio conhecimento. Tudo é questionável; de tudo se duvida.
A única verdade é que eu estou duvidando, portanto, estou pensando, logo, eu
existo. O Cogito, ergo sumconstitui a primeira certeza dentro de um sistema
rodeado de dúvidas. Para Descartes, o conhecimento é conseqüência do ato de
pensar, não de sentir.
Empirismo: representa aquilo que Descartes combate. O empirismo é a
antítese do racionalismo. Em grego, empirismo = experiência, normalmente
oriunda dos órgãos dos sentidos. A autoridade neste assunto é John Locke. Para
ele, a essência do conhecimento é a experiência. Se só pudéssemos entender as
coisas de maneira racional, como é que raciocinaríamos em relação ao frio e
calor? Não teria jeito, tem que ser através dos sentidos. como ensinar as coisas
apenas pela razão? Ela não leva ao conhecimento de todas as coisas; é necessário
passar pelas experiências sensíveis. O empirismo é fortemente ligado ao
conhecimento sensorial. A origem do conhecimento é nos órgãos dos sentidos.
A bases desses dois conceitos vêm da Grécia antiga.
A síntese dos dois é o...
Criticismo kantiano. Immanuel Kant concilia o racionalismo com o
empirismo. O conhecimento não é nem exclusivamente racional nem empírico.
Ele começa com a parte sensorial e depois é elaborado pelo aspecto racional. Em
relação ao conhecimento, o criticismo kantiano fecha o triângulo dialético no
qual o racionalismo representa a tese, o empirismo a antítese e o criticismo
kantiano a síntese.
Ceticismo: o espírito humano nada pode conhecer com certeza. O cético diz:
“vocês estão perdendo tempo aí em suas tentativas pois o conhecimento não
pode ser apreendido, pois o ser humano é incompetente para se atingir o
conhecimento, tanto intelectual quanto sensorialmente. O racionalismo diz que
o homem é incompetente apenas no aspecto sensorial, enquanto o ceticismo
afirma que ele é tanto sensorial quanto racionalmente.
Dogmatismo: antítese do ceticismo. Crédito no dogma, em verdades
estabelecidas, pontos centrais de doutrinas. Exemplo: Cristo é filho de Deus.
Essa afirmação não pode ser nem confirmada nem contestada, mas, se
considerada falsa, o grande pilar ou dogma do cristianismo é derrubado. O
dogmatismo pode ser visto como um agente de restrição ao desenvolvimento de
ideias, já que não admite críticas às premissas. A religião não aceita críticas pois
a base é dogmática. No axiomas ou postulados, por exemplo os da geometria
euclidiana, procura-se demonstrar a afirmativa. No dogma, apenas se afirma.
Nossa sociedade é extremamente dogmática. A facilidade em se acreditar é
imensa. As pessoas acreditam em algo apenas porque saiu na Veja, ou em
determinado jornal ou telejornal. Para elas, é suficiente que um desses veículos
da grande mídia afirme para que o que foi mostrado seja considerado verdade. A
opinião pública, como estudado nas primeiras aulas, é de fácil formação. Nada é
por acaso na comunicação social. Exemplo: o conceito de privatização. Antes do
final da década de 90, ninguém sequer havia ouvido falar nesse termo. Então
começam a pipocar artigos e reportagens aqui e acolá sobre ela e, em poucos
meses, a opinião pública já é favorável à privatização. O que a autoridade fala se
transforma em dogma.
The preview of this document ends here! Please or to read the full document or to download it.
Informação do Documento
Uploaded by: Tapioca_1
Visitas: 603
Downloads : 0
Endereço:
Universidade: Unknown
Subject: Filosofia
Upload date: 11/07/2013
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome