A cidade antiga - resumo de livro - Direito Civil 4, Notas de estudo de Direito de Família. Universidade do Sul de Minas
Vasco_da_Gama
Vasco_da_Gama27 de Fevereiro de 2013

A cidade antiga - resumo de livro - Direito Civil 4, Notas de estudo de Direito de Família. Universidade do Sul de Minas

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Resumo do livro A Cidade Antiga - coulanges, Fustel de, A cidade antiga. Trad. Jean Melville, São Paulo, Martin Claret, 2002. Crenças sobre a alma e sobre a morte, o culto dos mortos, a religião doméstica, a família, a r...
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ou menos violência seguiam uma mesma política. A tirania baseava-

se no direito da força, a plebe encontrou uma nova forma de

governar e o poder desta classe foi aumentando pouco a pouco. "A

terra já não supria todas as necessidades do homem; a preferência voltava-se para o belo e para o luxo, as próprias artes nasciam, e a

indústria e o comércio tornavam-se indispensáveis." (p.300).

Formou-se assim, a riqueza mobiliária e o aparecimento do dinheiro.

Era outra grande revolução uma vez que o dinheiro podia chegar a todos, surgiram "[...] artesões, navegantes, operários, comerciantes

e, dentro em pouco, os ricos." (p.300). A classe inferior podia

enriquecer e começou a ganhar importância e se tornou um grupo

organizado. Outra mudança foi à arte militar, a infantaria ganhou importância com o progresso na fabricação das armas, pois estes

resistiam a cavalaria e tiveram progresso também na marinha. Os

plebeus tinham força no exército. Com estas conquistas a classe

inferior obteve a sua religião buscou seu próprio culto, não sendo permitindo que estes ficassem nos templos, estes edificaram templos

para si, a princípio ocupava-se do culto budista, que não discriminava

nem casta, nem povo. Sérvio erigiu um altar para cada bairro e todos

os plebeus podiam orar ter cerimônias e festas religiosas, uma vez

que significava da dignificação do homem. Assim, a cidade se abriu para a classe inferior, mais uma revolução. Em algumas cidades a

plebe obteve ganhos pela força física, em outras foi pela força moral,

em Cumes pelo número de cidadãos chegaram à democracia. Em

Roma foi por obra dos reis, em outras ainda por obra dos tiranos populares. Com a volta da aristocracia tiveram o cuidado de respeitar

esta classe com título de cidadãos. Em Samos, a aristocracia venceu

os tiranos, libertando as classes mais baixas. Em todos os lugares a

classe inferior adentrou na cidade, ocupando lugar no corpo político. Com tantas mudanças as leis mudaram, dando a riqueza, como único

objeto de desejo do homem, uma vez que conferia assim poder, com

isso, os plebeus tinham poder o logo os filhos dos patrícios casa-se

com filhos de plebeus. Assim, a nobreza virou uma sombra do que

fora antigamente, e o ramo mais novo, os clientes, e a plebe derrubaram barreiras e entraram na cidade, assumindo o governo (p.

297-305).

2.º História dessa revolução em Atenas

Os eupátridas depois da realeza governaram Atenas, sua religião não

mais impunha prestígio sobre a alma, e o povo reclamava reformas.

Sólon libertou a clientela, ele era em escudo para os direitos políticos

deste povo. O senado passou a ser de quem quisesse, essas inovações derrubaram as velhas regras da cidade. As classes se

distinguiam pela riqueza. Este regime teve dois inimigos: "[...] os

eupátridas, que lastimavam os privilégios perdidos; e os pobres,

sofrendo ainda com a desigualdade." (p.306). Sólon manteve as instituições republicanas, mesmo com reclamações sobre o regime.

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Ao fim, os homens se tornaram iguais, pois, eliminaram-se os

privilégios. Nos novos grupos que surgiram o sacerdócio ficou anual e

cada membro podia exercê-la, definindo assim a queda da

aristocracia foi quando deixou de existir as castas religiosas e também se extinguiu os privilégios de nascimento. Qualquer homem

era admitido nos sacrifícios destruindo as associações anteriores,

impostas pela religião, marcando o "[...] fim do regime religioso da

cidade." (p.310). (p.305-310).

3.º A história dessa revolução em Roma

Na cidade de Roma a plebe teve sua importância desde muito cedo,

como o que Roma queria era uma população numerosa, acolheu todos os estrangeiros não se importando de onde eles vinham , e

com isso a plebe foi aumentando. E como os patrícios eram os que

mandavam a realeza e a plebe viram neles um inimigo comum. A

plebe queria destruir a barreira que os excluía da religião e da política, assim, "[...] os reis protegiam a plebe, e a plebe apoiava os

reis." (p.311). O rei Sérvio deu terras aos plebeus, concerniram leis

que visou o começo da igualdade entre os plebeus e os patrícios.

Sérvio deu-lhe também cultos e sacrifícios ¾ religião ¾ com festas e celebrações visando mais igualdade ainda. Reuniu em ato sagrado

toda a população passando todos a cidadãos. Estabeleceu a riqueza

como divisora de classes, assim, plebéia fazia parte de um lado junto

de patrícios e no lado pobre também se encantava as duas classes. O

exército também foi dividido pela riqueza. Os plebeus perceberam que sua força aumentava, pois tinham "[...] armas, disciplinas e

chefes [...]". (p.313). Os plebeus conseguiram também ação de notar

nas assembléias. E com tanto progresso os patrícios assassinaram

sérvio e expulsam Tarquínio, junto da realiza a plebe foi vencida pela aristocracia. Essa aristocracia retirou as terras dos plebeus, e não

fizessem parte de sua religião, sua política e suas leis, embora estes

permanecessem na cidade, ar religião tona seu antigo poder. Foi

sugerido que o plebeu virasse clientela, para fazer parte da gens sagrada. Os plebeus não queriam ser clientela, pois os via como

escravos preferiam o exílio, assim foram para fora dos limites e essa

classe fora era preocupação para Roma no sentido onde perdia meio

dos seus soldados. Não pediam fundar uma cidade, pois não tinham sacerdotes, religião, lhe e organização também não tinha

magistrados. Formaram então uma aliança com Roma. Mas

constituindo a sociedade, tiveram chefes do meio, não era a princípio

como magistrado romano. Foi pedido pelos plebeus um tribuno que

era inviolável e o patrício não podia tocá-lo, caso contrário cometia grave impiedade. Perto deste tribuno nenhum plebeu podia ser

maltratado, e, este tribuno era o direito de asilo, ficando como chefe

dos plebeus. Ao passar dos anos os tribunos se tornaram mais

ousados e progrediu fazendo parte do senado e podia também prender um cônsul e nenhum patrício podia fazer nada "Contra ele

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ninguém tinha poder, a não ser outro tribuno." (p.322). Os tribunos

progredindo nomeavam novos plebeus para chefes.

O plebeu não podia ser um cônsul, no entanto nenhum patrício

poderia ser um tribuno. Roma mantinha-se com dois povos e "[...]

cada um deles era justo de acordo com os seus próprios princípios, e injusto segundo os princípios e as crenças do outro." (p.323). A única

coisa que criava vínculo entre eles era a guerra. A classe de plebeus

rica, com medo de Roma cair diante das revoltas, funcionava como

mediadora entre plebeu e patrício. Os patrícios aceitavam qualquer rico mesmo que plebeu, e este vivia com eles e estabelecia relações

de negócio e amizade. E foi se sensibilizando tornando-se menos

orgulhoso de sua superioridade, "[...] o patriciado estava em parte

vencido." (p.325). A classe rica no geral tinha interesse na grandeza

de Roma e assim desejavam a união entre as duas classes. E a plebe buscava condições de igualdade e para isso reclamam um código e

conseguiram "[...] decidiu-se que os legisladores seriam todos

patrícios, mas que o código, antes de ser promulgado e posto em

vigor, devia ser mostrado ao publico e submetido à aprovação prévia de todas as classes." (p.327). Assim, aplicou-se igual lei para todos e

o plebeu participava do mesmo tribunal que o patrício e julgado pela

mesma lei e com isso tudo, em Roma foi modificado: costumes,

sentimentos, idéias da dignidade, princípios e hábito. Em um ano o plebeu podia ser legislador, o casamento entre as classes ficou livre.

Os plebeus conquistaram também igualdade política, e também

tinham um sacerdócio e censores.

Os plebeus uniram-se intimamente a nova aristocracia estabelecida.

A classe plebéia propôs três leis inseparáveis "A que tinha por objeto

tornar obrigatório que um dos cônsules fosse escolhido na plebe era precedida de duas outras, uma diminuindo as dívidas e a outra

concedendo terras ao povo." (p.330). Roma prefere aceitar tudo a

tudo perder. Assim o cônsul plebeu "[...] administrou a justiça, foi

senador, governou a cidade e comandou as legiões." (p.330). A plebe libertou a religião e o sacerdócio da hereditariedade e por fim o

plebeu podia ser pontífice. "Da antiga religião hereditária, que

durante muito tempo governava os homens e estabelecera categorias

e divisões, nada mais restava além de meras formalidades externas. O plebeu lutara contra a religião durante quatro séculos, na República

e no tempo dos reis, mas por fim saíra vencedor." (p.332). (p.310-

332).

Modificações do Direito Privado; O Código das Doze Tábuas; O

Código de Sólon

A princípio o regime era patriarcal, produzido pela religião

hereditária. Mais tarde a plebe conseguiu o direito público e

conhecido por todos e o legislador representava não mais a tradição

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religiosa, mas sim a vontade popular. E com as mudanças a lei não

era mais imutável e indiscutível, a lei não era mais uma tradição

santa e sim um simples texto podendo ser revogável, sendo comum a

todos os cidadãos. Mudou também o direito mesmo que de maneira lenta. O plebeu podia testar e o casamento foi reconhecido como

legítimo. Para adquirir não era mais pela hereditariedade religiosa e

sim por compra ou uso. A união matrimonial não era mais tão

rigorosa e a mulher podia herdar. Os direitos variaram de cidade para cidade e Sólon foi um grande modificador. "A cada novo estado

social, nascia um novo direito. Uma vez modificadas as crenças, os

costumes e as instituições, as leis que antes tinham parecido justas e

boas deixaram de parecê-lo e , pouco a pouco caíram no

esquecimento." (p. 342). (p.332-342).

Novo Princípio de Governo. O Interesse Público e o Sufrágio

Tudo mudou as instituições, os direitos, as crenças e costumes, tinham um novo regime, "[...] e a vida humana mudou." (p.343). o

principio que substitui a religião foi o interesse público, que decidiu o

futuro às instituições e leis. A vida era julgada como convinha ao

interesse público, geral. O governo tornou-se do homem, tornou-se humana e mantinham a administração da justiça e o poder político. E

todos podiam candidatar-se para cônsul ou qualquer outro posto

sendo igual o direito de voto. "A eleição já não pertence aos deuses,

mas ao povo." (p.346). (p.342-346).

Tenta-se Constituir uma Aristocracia de Riqueza;

Estabelecimento da Democracia; Quarta Revolução

A democracia não sucedeu à aristocracia de imediato, variou de cidade para cidade, variando também seu tempo de duração. A força

material ficou nas mãos da riqueza fazendo rebelião entre as classes

pobres e ricas. A riqueza "[...] fazia da instituição necessidade

fundamental e da inteligência a mais poderosa mola dos negócios

humanos." (p. 349). O homem se inclinava para o que julgava ser o direito ou que avaliasse como muito superior a si ¾ interesse ¾

"Diante da riqueza, o sentimento mais comum no homem não; é o

respeito, mas a inveja." (p.350). Essa nova aristocracia foi atacada

tal como a antiga, pois, os pobres quiseram serem cidadãos uma vez que faziam parte do corpo político, e, esse ataque da classe inferior

precipitou as mudanças em algumas cidades. A classe inferior foi

ganhando força e as cidades correndo risco via-se na democracia

buscando o interesse público por meio de assembléias populares, estabelecendo o sufrágio universal. Pelo voto o indivíduo participava

de todos os negócios. A democracia oferecia um pouco mais de

segurança ao pobre e freava um pouco os ricos. Pois, os pobres

"Queriam ter direitos políticos, não para ter verdadeira liberdade,

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mas para ter, ao menos, algo que pudesse vir a substituí-la."

(p.353). (p.347-353).

Regras do Governo Democrático; Exemplo da Democracia

Ateniense

"À medida que as revoluções seguiam o seu curso e as instituições se

afastavam do antigo regime, o governo dos homens tornava-se mais difícil. Necessitava-se de regras mais minuciosas, mecanismos mais

numerosos e mais delicados." (p.353). Para que as idéias fossem

passadas ao povo era necessário que primeiramente fossem

apresentadas ao senado. A classe inferior de Atenas não tinha

iniciativa, uma vez que tinham raízes do velho regime. Todos os assuntos eram ponderados e feitos sob reflexões baseando-se na

razão, isto era feito com a política e com as decisões de negócios. Era

permitido que as opiniões mesmo que conflitantes fossem

apresentadas com paciência. "Para fazer funcionar o mecanismo do sufrágio universal, necessita-se da palavra; a eloqüência é mola do

governo democrático." (p.357). Se ocorresse ofensa a qualquer

orador, a assembléia era fechada e o povo dispersava-se sem votar,

"O povo, como verdadeiro soberano, era considerado impecável, mas cada orador ficava sempre como responsável pelo conselho que

dera." (p.358). Uma vez que a democracia tem regras minuciosas,

seu governo é muito trabalhoso, o ateniense tinha sempre um dia

cheio, para estar por dentro de tudo, "Os interesses individuais estão

indissoluvelmente ligados aos interesses do Estado." (p.359). O dever do indivíduo não se limitava somente ao voto, era como um

funcionário público dos dias de hoje, "Na guerra, dava-lhe seu

sangue; durante a paz, o seu tempo. [...] A democracia não podia

existir senão sob a condição de trabalho incessante de todos os seus

cidadãos." (p.360). (p.353-360).

Ricos e Pobres; Desaparece a Democracia; Os Tiranos

Populares

Quando o homem pertencia a gens a miséria quase não existia, o

homem era alimentado em suas necessidades pelo seu chefe. Quando

se libertou, suas necessidades requisitavam dificuldades, tinha antão,

uma vida independente, mas com maiores percalços. Sem o patriarcalismo conseqüentemente há desigualdade. A democracia não

acabou com a miséria e sim veio aumentá-la, "A igualdade de direitos

políticos evidenciou mais ainda a desigualdade de condições."

(p.361). A desigualdade era visível, onde havia comércio, quase todos os benefícios ficavam com os ricos e os trabalhadores grande

maioria era escravo. "A riqueza e a pobreza não estavam organizadas

de maneira a poder viver em paz." (p.361). O pobre tinha igualdade

de direito, mas não tinha a riqueza e começou a viver do direito de

voto, vendendo-o e vendia-se como testemunha para confisco dos

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bens dos ricos, uma vez que não era ilegal. Com esses

acontecimentos havia nas cidades sempre duas revoluções: "[...]

uma, a que espoliava os ricos, e outra, a que os reintegrava na posse

de seus bens." (p. 364). Havia então por parte do pobre a cobiça e por parte do rico o medo, e, tudo isso gerou que a democracia foi a

primeira a ser atingida. O magistrado não tinha mais autoridade em

prol da paz e sim dos interesses e ambições de um determinado

partido. A democracia no poder dos ricos tornou-se oligarquia violenta, e nas mãos dos pobres tornou-se tirania. Os ricos tinham

superioridade e defendiam suas fortunas e a tirania era o contrário.

Os tiranos eram de origem popular inimigo da aristocracia, os tiranos

sempre faziam guerra aos ricos e só podiam manter-se no poder enquanto satisfaziam a multidão. Os tiranos governaram todas as

cidades suprimindo quem lhe fosse superior por nascimento, riqueza

ou mérito (p.360-367).

Revoluções em Esparta

Esparta passou pelas mesmas revoluções que as demais cidades.

Passaram pelo regime patriarcal, nobreza religiosa, clientela

hereditária e pela realeza. Como a que prevaleceu foi à aristocracia, a realeza tomava partido pela classe inferior ocasionando revoluções.

"De todas as cidades que houve na terra, Esparta terá talvez sido

aquela onde a aristocracia reinasse mais duramente, e onde menos

se conheceu a igualdade." (p.368). Os reis eram simples membros do

Senado, governando segundo ordens da aristocracia. Esta classe aristocrata tinha em seu poder força suficiente para fazer frente a

classes inimigas. E quem não era a favor da aristocracia se juntava a

classe inferior. A oligarquia gerava cada vez uma maior desigualdade

e sua forma de governo enriquecia ainda mais quem já era rico. Mantinha assim, de um lado a minoria que tudo tinha, do outro a

grande maioria que nada possuía, originando a democracia que há

tempos mantinha-se reprimida. Ágis que tentava a revolução foi

degolado pelo s éforos, que estabeleceram a aristocracia. Cleómenes retomou os projetos de Ágis com maior habilidade e menos

escrúpulo, começou massacrando os éforos proscreveram os ricos e

suprimiu a magistratura aos reis e ao partido popular, fez

distribuições de terra e concedeu o direito a cidadania. Mais tarde Antígono, venceu a democracia e o antigo governo voltou. A

oligarquia não conseguia se mantiver e depois de Licurgo ¾ rei ¾

Esparta foi regida por tiranos. E mais tarde outro tirano Nábis dá o

direito de cidadania a todos os homens livres. Essa nova Esparta

democrática teve grandezas, criou à marinha e estabeleceu a democracia por toda a parte, tendo dominado Argo seu primeiro ato

foi confiscar os bens dos ricos e abolir as dívidas e distribuir as terras.

Nábis morre mais tarde assassinado, mas as realizações de Esparta

permanecem, e a própria Roma se recusou a restabelecer a antiga

situação em Esparta (p.367-375).

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Desaparece o Regime Municipal

Novas Crenças; A Filosofia Altera as Normas da Política

As famílias e o estado nasceram da religião antiga, tudo era

particular, municipal: a religião, o direito, o governo. Com o espírito

humano evoluindo, amadurecendo originaram novas crenças e evoluiu ainda mais até a idéia de um ser divino "[...] acima e além da

natureza." (p.377). A alteração na crença alterou os lares e as

cidades. As pessoas com tantas divindades ao mesmo tempo

sentiram a necessidade de diminuir este número e junto das

modificações das crenças a religião doméstica e municipal perdeu sua ascensão sobre as almas. Com a filosofia foram derrubadas as regras

da velha política, pois se afastou das velhas crenças e estas andando

lado a lado foram afetadas juntas. A concepção dos filósofos era de

um deus superior a todos os homens e todos os seres. Depois vieram os sofistas com lutas severas sobre o passado e claro contra a

religião preconceituosa, pregando assim novos princípios com

humanidade, "[...] mais racional, e liberta das formulas das idades

anteriores." (p.379). Despertou então o hábito da reflexão, assim o povo foi se libertando em suas casas e em praça pública. Sócrates

acreditava "[...] que as regras de conduta estavam gravadas na

consciência humana." (p.380). Este homem morreu por ter atacado

as crenças dizendo que a origem do dever estava na alma do homem.

Depois de sua morte os filósofos continuaram comas discussões ¾ que eram então livres ¾ , sobre os princípios e regras da associação

do homem. Foram com isso, escritos tratados políticos por estes

filósofos, questionando que "Só o Estado é proprietário, só o Estado é

livre, só ele tem uma vontade, uma religião e crenças, e quem quer que não pense como o Estado deve morrer." (p.381). Proclamaram

então, que a "[...] regra da moral e da política está em nós mesmos,

que a tradição nada vale que só as razões deveram escutar, e que as

leis só são justas quando conformes à natureza humana." (p.381). A filosofia faz o povo refletir sobre o que é bom não para o pai e sim

para si próprio. Com estas reflexões a filosofia rejeita os velhos

princípios. Em seguida vem a escola cínica, que "Nega a própria

pátria." (p.381), dizendo que o homem é cidadão do universo. Depois vem o estoicismo, "[...] alargando a associação humana, emancipa o

indivíduo." (p.382), libertando pelo menos a consciência do homem,

onde este deve procurar em si mesmo "[...] o dever, a virtude e a

recompensa. [...] Grande princípio esse ignorado pela cidade antiga,

mas que havia de se tornar uma das regras mais sagradas da política." (p.383). Dessa forma, começou a existir a compreensão de

outros deveres, além dos do Estado e a alma libertou-se a outros

elementos além da pátria. Aos poucos se alterou as crenças, a

religião municipal e morre o regime municipal (p.376-383).

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A Conquista Romana

Roma utilizou-se da queda do regime municipal para suas conquistas,

usou sua sabedoria para aproveitar as circunstancias favorável

(p.384).

1.º Algumas palavras sobre as origens e a população de Roma

A raça romana era certamente heterogênea, nela se encontravam

raças aborígene, latinos, outros estrangeiros vindos de Tróia. Os albanos, "[...] mescla de duas raças [...]" (p.384) fundaram Roma e

nesta cidade todas as raças se misturam: latinos, troianos, gregos,

sabinos e etruscos. Roma era como uma confederação de muitas

cidades, Roma era o centro onde todas as raças se encontravam, seu primeiro rei foi latino, o segundo Sabino, o terceiro foi filho de grego

e o sexto etrusco. Sua língua é claro, advinha de inúmeras raízes,

nem o nome da cidade sabe-se ao certo de que língua nasceu. Roma

com essa mistura criou laços o quanto pode, adotando os cultos, cerimônias e festas dos povos vizinhos. Com os laços soube vencer

guerras e aumentar sua população. Assim, sua população era

miscelânea de várias raças, seu culto era vários cultos juntos e seu

lar era uma mistura de muitos lares. Roma era a única cidade que

não tinha sua religião isolada, estava ligada a toda a Itália e a toda a

Grécia (p.384-387).

2.º Primeiros progressos de Roma (753-350 antes de Cristo)

Roma teve habilidade para se unir pelo culto e pelo sangue a todas as cidades vizinhas, pois sabia da importância de laços. Roma também

foi a única cidade que soube aumentar com a guerra sua população,

pois, inteligente adotava para si todos os cultos vizinhos e assim

chamava também, este povo. "Montesquieu louva os romanos como homens de hábil sutileza política por não imporem os seus deuses aos

povos vencidos." (p.389). Enquanto as cidades viviam isoladas em

sua religião, Roma teve habilidade e sorte para atrair e dominar tudo

a sua volta (p. 387-390).

3.º (Como Roma adquiriu o Império (350-140) antes de

Cristo)

Roma deu o golpe fatal ao regime municipal e se utilizou deste regime quebrado para formar o seu império. Esta cidade percebeu

que, "O homem ainda dá seu sangue e sua vida, não mais para

defender a sua divindade nacional e o lar de seus pais, mas para

defender as instituições de que usufrui e as vantagens que a cidade lhe proporciona." (p.391). O homem não se sentia tranqüilo estando

isolado,uma vez que o regime antigo gerava sempre violências

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populares. Assim, "Começou a ser sentida a necessidade de sair do

sistema municipal e de obter outra forma de governo que não a da

cidade." (p.393), Roma ganhou com esta forma do homem pensar e

como tinha apoiado a aristocracia e teve como aliada esta classe por toda à parte, conseguiu fortuna. A cidade de Roma era a esperança

do partido aristocrático, dessa forma, foi ficando grandiosa e com isso

ela foi à cidade rica que mais se manteve no domínio. Roma também

teve suas lutas por parte da pobreza, mas não tão evidente como nas demais cidades, e quem venceu foi à aristocracia e assim, Roma

conquistou o império (p.390-397).

4.º Roma destrói por toda a parte o regime municipal

Roma destruiu o regime e teve o império pelo regime municipal se

encontrar enfraquecido em várias cidades. E também nenhuma

cidade imaginou que Roma poderia se unir a outros povos como fez.

Tanto os submetidos quanto os aliados passaram pelos mesmos problemas, embora com os aliados Roma fosse mais sutil. O regime

municipal dos aliados não passava de aparência, pois quem dominava

era Roma, e as instituições municipais aliadas e submetidas

desapareceram. Esses povos ficaram considerados sem leis próprias e sem leis romanas. E quando assumiam Roma perdiam tudo o que era

municipal e pertencia inteiramente a Roma. A nação não sucedeu de

imediato, mas não tardou todas as cidades desapareceram (p.398-

403).

5.º Os povos vencidos entram sucessivamente na cidade de

Roma

Quem não fosse cidadão romano, não era pai, esposo, não herdava e não era proprietário legal. E a admissão dos estrangeiros a povo

romano foi uma longa transformação social dos antigos. Os aliados

perceberam que a aliança era grande prejuízo para eles, pois seu

dinheiro e seu sangue eram em prol de Roma. Depois de uma guerra,

Roma deu aos magistrados o direito de cidadãos, uma vez que só admitia o de melhor e mais rico. O problema era que quanto maior o

número dos que tinham o direito à cidadania mais sofrimento gerava

para quem não tinha. Deu-se assim, a guerra social onde os aliados

tomaram armas para tornarem-se romanos. Roma venceu, no entanto, viu-se obrigada a conceder o pedido de direito a cidadania.

Mais tarde as colônias, cidades de direito itálico e latino foram

chamados de romanos, com os mesmos direitos, não pertencendo, no

entanto a sua cidade natal. E depois de dez gerações foi concedido a todo homem livre, sem distinção o direito à cidadania. Mais tarde

ainda caiu em desuso o título de cidadão e o de nação caminhava

lentamente, mas as velhas formas sociais, da antiguidade,

desapareceram para sempre (p.403-412).

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O Cristianismo Altera as Condições de Governo

"A vitória do cristianismo é o marco terminal da sociedade antiga."

(p.412). Com o cristianismo, o sentimento religioso se reavivou, mas

dirigindo-se para metas mais elevadas e menos material, sofrendo mudanças profundas. O Cristianismo concebeu um "[...] Deus como

sendo, na sua essência, realmente estranha à natureza humana e ao

mundo material." (p.413), e trouxe ainda outras inovações. Não era

mais uma religião doméstica de uma família, a religião nacional de uma cidade ou de uma raça. "O cristianismo não pertencia nem a

uma casta, nem a uma corporação. [...] chamou a si toda a

humanidade." (p.414). Para este Deus não tinha estrangeiro, tinha a

idéia de propagação e não de exclusão. E proíbe que o homem odeie

seu próximo. Quanto ao governo do estado, podemos afirmar que o cristianismo o transformou na sua essência, precisamente porque não

se ocupou dele. O cristianismo se colocou fora do direito se tornando

assim, independente, e o indivíduo pode procurar as suas regras na

natureza, na consciência humana, suas idéias de justiça, que existe em todos nós. Relatou-se a história de uma crença, "Estabeleceu-se a

crença: constituiu-se a sociedade humana. Modificou-se a crença: a

sociedade atravessou uma série de revoluções. A crença

desapareceu: a sociedade muda de aspecto." (p.418). (p.412-418).

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