A ressistência antibiótica das bactérias segundo charles  Darwin - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)
Jose92
Jose9214 de Março de 2013

A ressistência antibiótica das bactérias segundo charles Darwin - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)

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Apostilas de Biologia sobre o estudo da ressistência antibiótica das bactérias segundo charles Darwin,
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A visão de Darwin – bactérias resistentes e antibióticos. O fenômeno da resistência está muito bem compreendido do ponto de vista científico e é explicado por uma idéia com quase 150 anos de idade – o princípio da seleção natural, proposto por Charles Darwin para explicar como os organismos vivos respondem ao seu ambiente com uma evolução adaptativa. A idéia é extraordinariamente simples – uma característica que confira ao organismo seu portador maior sucesso reprodutivo vai rapidamente predominar na população, em detrimento de outras características. E é assim que, desde que foram introduzidos, os antibióticos têm constituído uma pressão para o aparecimento de bactérias resistentes, representando um dos exemplos mais visíveis do processo de seleção natural. A resistência aos antibióticos é uma característica genética que pode aparecer de forma aleatória, por processos de mutação, e que depois é transmitida de geração em geração. É evidente que num meio ambiente em que é vulgar a utilização de antibióticos, os organismos que possuírem esta característica genética vão propagá-la de forma mais eficiente à descendência do que os seus primos não resistentes, levando à evolução rápida de uma população que não é sensível ao medicamento. No caso das bactérias, a situação torna-se ainda mais complexa porque os genes que codificam a resistência aos antibióticos encontram-se frequentemente em pequenos segmentos de DNA extra-cromossômico que podem ser transferidos diretamente entre bactérias, mesmo que de espécies diferentes. A compreensão destes princípios biológicos básicos permitiria facilmente prever que a utilização de uma pressão de seleção tão poderosa – literalmente um caso de vida ou de morte – iria inevitavelmente conduzir ao aparecimento de grande número organismos resistentes. E, de facto, foi logo na década de 40, em que principiou a utilização médica dos antibióticos, que foram feitas as primeiras tentativas de regulamentação do seu uso, que chocaram com as preocupações individuais perante a doença. No entanto, diversos estudos sugerem que um dos fatores de maior peso no aparecimento de resistências na comunidade foi o interesse econômico da indústria agro-pecuária. A descoberta de que os antibióticos promovem de forma barata e eficiente o crescimento animal levou à sua utilização generalizada como forma de aumentar substancialmente a margem de lucro da produção animal, apesar da previsão fácil das perigosas consequências que daí poderiam advir. Muitas das bactérias resistentes que se desenvolvem neste contexto são comuns a seres humanos e propagam-se facilmente entre espécies por contacto direto, pela cadeia alimentar ou pela simples contaminação ambiental proveniente da utilização de estrume animal nos campos agrícolas. Trata-se de uma verdadeira poluição biológica que passa despercebida. Felizmente, os interesses de saúde pública parecem finalmente ter-se sobreposto aos interesses econômicos – desde Janeiro de 2006 que a União Europeia, empurrada pelas normas mais exigentes da Suécia e

Finlândia, proibiu a utilização de antibióticos para promoção de crescimento animal. Os resultados positivos já são visíveis. Tal como previsto por Darwin, muito antes da era dos antibióticos.

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