Acidente Vascular Cerebral- Resumo - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Pamela87
Pamela8727 de Fevereiro de 2013

Acidente Vascular Cerebral- Resumo - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Resumo sobre o conceito de acidente vascular cerebral, origem, tipos, sintomas, fatores de risco.
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AVC

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CONCEITO

A expressão AVC refere-se a um complexo de sintomas de deficiência neurológica, que duram

pelo menos vinte e quatro horas e resultam de lesões cerebrais provocadas por alterações

da irrigação sanguínea.

AVC é uma doença caracterizada pelo início agudo de um déficit neurológico que persiste por

pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado

de um distúrbio na circulação sanguínea cerebral.

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ORIGEM DAS LESÕES

As lesões cerebrais são provocadas por um enfarte, devido a isquemia ou hemorragia, de que

resulta o comprometimento da função cerebral. Este acontecimento pode ocorrer de forma

ictiforme (súbito), devido à presença de fatores de risco vascular ou por defeito neurológico

focal (aneurisma).

A localização e extensão exatas da lesão provocada pelo AVC determinam o quadro neurológico apresentado por cada paciente e, o seu aparecimento é normalmente repentino, oscilando entre leves ou graves, podendo ser temporários ou permanentes.

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SINAIS E SINTOMAS

A presença de danos nas funções neurológicas origina déficits a nível das funções motoras,

sensoriais, comportamentais, perceptivas e da linguagem. Os déficits motores são caracterizados por paralisias completas (hemiplegia) ou parciais/ incompletas (hemiparesia) no hemiCorpo oposto ao local da lesão que ocorreu no cérebro.

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FATORES DE RISCO

Os fatores de risco aumentam a probabilidade de um acidente vascular cerebral,

mas, muitos deles, podem ser atenuados com tratamento médico ou mudança nos estilos de vida.

Os principais fatores de risco de AVC são, a arteriosclerose, a hipertensão arterial, o

tabagismo, o colesterol elevado, o Diabetes Mellitus, a obesidade, doenças das válvulas

e arritmias cardíacas, dilatações do coração, a hereditariedade, sedentarismo, o uso de

anticoncepcionais orais e a idade (a probabilidade de ocorrência de AVC aumenta com a

idade).

Existem outras causas menos freqüentes de AVC como doenças inflamatórias das

artérias, alguns tipos de reumatismo, uso de drogas como a cocaína, doenças do sangue e da coagulação sanguínea.

A presença de Acidentes Isquêmicos Transitórios (AIT’s) é um fator de risco extremamente importante visto que cerca de 1/3 dos indivíduos que sofrem AIT`s acabarão por

sofrer um AVC dentro de cinco anos.

Quanto maior for o número de fatores de riscos identificados no indivíduo, maior será

a probabilidade de ocorrência de AVC.

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FISIOPATOLOGIA

O tecido nervoso é desprovido de reservas sendo totalmente dependente da circulação sanguínea, pois é graças a este que as células nervosas se mantém ativas, sendo o

seu metabolismo dependente de oxigênio e glicose. A interrupção deste fluxo numa deter

minada área do cérebro tem por conseqüência uma diminuição ou paragem da atividade

funcional dessa área.

Se a interrupção do fluxo sanguíneo for inferior a 3 minutos, a alteração é reversível;

se esse prazo ultrapassar os 3 minutos, a alteração funcional poderá ser irreversível, originando necrose do tecido nervoso.

O AVC pode ser causado por dois mecanismos diferentes: oclusão de um vaso provo

cando isquemia e enfarte do território dependente desse vaso ou ruptura vascular.

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TIPOS DE AVC

A determinação do tipo de AVC depende do mecanismo que o originou.

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AVC ISQUÊMICO

A isquemia diz respeito a qualquer processo durante o qual um tecido não recebe os nutrientes – e em particular o oxigênio – indispensáveis ao metabolismo das suas células. Assim, o AVC

isquêmico é induzido por oclusão de um vaso ou redução da pressão de perfusão cerebral, seja

esta provocada por redução do débito cardíaco ou por hipotensão arterial grave e sustentada.

Ou seja, quando o tecido cerebral é privado do fornecimento de sangue arterial, segue-se um

sofrimento celular que, conforme a sua intensidade, poderá manifestar-se por uma perturbação

funcional. Se esta privação é de curta duração (menos de 24horas), a disfunção é considerada

reversível. Nestes casos fala-se de Acidente Isquémico Transitório (AIT). Quando a isquemia

persiste para além desse período de 24 horas, poderão instalar-se lesões definitivas e irreversíveis do cérebro, caracterizadas pela morte de um grupo de neurónios. Falamos aqui de enfarte

cerebral .

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AVC TROMBOLÍTICO

AVC é trombótico quando o processo patológico responsável pela oclusão do vaso se

desenvolve no próprio local da oclusão.

Trombose cerebral refere-se à formação ou desenvolvimento de um coágulo de sangue ou

trombo no interior das artérias cerebrais, ou dos seus ramos. Os trombos resultam da aderência e agregação plaquetária, coagulação de fibrina e queda da fibrinólise.

Existem dois tipos de trombose, a trombose venosa e a trombose arterial. As tromboses

arteriais são as mais freqüentes, e resultam da presença de material ateromatoso que oclui o

lúmen de um vaso. As tromboses venosas constituem uma raridade no conjunto dos quadros

de patologia vascular cerebral.

As tromboses cerebrais são freqüentemente precedidas por AIT (cerca de 20% dentro do

mesmo território arterial).

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AVC HEMORRÁGICO

A hemorragia cerebral é conseqüência de um fenômeno inverso ao da isquemia: a extravasamento de sangue para fora dos vasos.

Quando ocorre uma hemorragia, o sangue pode derramar:

• Para o interior do cérebro, provocando uma hemorragia intra-cerebral.

• Para o espaço cheio de fluído entre o cérebro e a membrana aracnóide, provocando uma

hemorragia subaracnóidea.

A hemorragia cerebral, mais do que a isquemia, está relacionada essencialmente com a hiper

tensão arterial. O aumento crônico da pressão nas artérias, sobretudo se é ignorado ou mal

tratado, conduz a uma fragilização das paredes arteriais, do que poderá resultar uma ruptura e

conseqüente hemorragia .

A hemorragia pode ocorrer de várias formas, sendo as principais:

- Aneurisma –

um ponto fraco ou fino na parede de uma artéria. Com o tempo estes

pontos aumentam com a elevada pressão arterial, acabando por rebentar.

- Ruptura de uma parede arterial. As paredes arteriais encrostadas de placas (provocadas

pela arteriosclerose) perdem a sua elasticidade, ficam rígidas, finas e sujeitas a quebrarem.

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SINDROMES VASCULARES

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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

O enfarte e a hemorragia têm em comum a sua manifestação clínica mais freqüente: a

hemiplegia. Nos dois casos, o início é marcado pela ocorrência brutal ou rapidamente progressiva de paralisia do hemicorpo contralateral à lesão. Em caso de enfarte, a hemiplegia

instala-se subitamente em alguns minutos ou horas. Em caso de hemorragia, a ocorrência é

com freqüência mais dramática, acompanhada de cefaléias intensas e de vômitos, às vezes

uma perda de consciência breve ou que se prolonga para coma. Nestes casos é também

freqüente observar igualmente alterações neurovegetativas, tais como modificação do ritmo

cardíaco, da tensão arterial, da temperatura corporal, do ritmo respiratório, acompanhadas

por perturbações da consciência. Conforme a topografia da lesão poderão surgir outros sintomas associados à hemiplegia: hemianopsia, alteração da sensibilidade do hemicorpo paralisa

do, perturbação da linguagem quando a lesão está localizada no hemisfério esquerdo e altera

ção da consciência do espaço e do corpo quando a lesão é do lado direito

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PROBLEMAS ASSOCIADOS À LESÃO

NEUROLÓGICA PROVOCADA POR AVC

- Alterações do tónus

Logo após o AVC, o hemicorpo afetado apresenta um estado de flacidez sem movimentos

voluntários, ou seja, o tónus é muito baixo para iniciar o movimento, não há resistência ao

movimento passivo e o indivíduo é incapaz de manter um membro em qualquer posição,

especialmente durante as primeiras semanas. Em alguns casos a flacidez permanece por

apenas algumas horas ou dias mas raramente persiste indefinidamente.

Todas estas alterações levam à ausência de consciencia e de perda dos padrões de

movimento do hemicorpo afetado, bem como a padrões inadequados do lado não afetado

(utilizado como compensação). Assim, o indivíduo não consegue rolar, sentar-se sem apoio,

manter-se de pé, e tem tendência para transferir o seu peso para o lado são, por falta de noção da linha média.

Ainda que a hipotonia possa persistir, é freqüente ser seguida pelo aparecimento de um

quadro de hipertonia. Neste quadro verifica-se o aumento da resistência ao movimento passivo, sendo isto típico dos padrões espásticos.

Durante os primeiros dezoito meses a espasticidade vai, gradualmente, desenvolvendo-se

com as atividades e esforços realizados pelo indivíduo. A espasticidade produz características

típicas, como as posturas anormais e movimentos estereotipados.

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PROBLEMAS ASSOCIADOS À LESÃO

NEUROLÓGICA PROVOCADA POR AVC

-

Presença de reações associadas

As reações associadas definem-se como respostas automáticas

anormais estereotipadas dos membros afetado resultantes de uma

ação ocorrida em qualquer parte do corpo, por estimulação reflexa

ou voluntária (ex.: tossir, espirrar, esforço), inibindo a função.

Estas reações podem ocorrer quando o indivíduo se esforça para

realizar uma tarefa difícil ou quando está ansioso. Quando realiza

uma tarefa, como por exemplo o vestir, as reações associadas pode

rão ser observadas no braço e perna afetadas.

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PROBLEMAS ASSOCIADOS À LESÃO

NEUROLÓGICA PROVOCADA POR AVC

- Perda do mecanismo de controlo postural

O mecanismo de controlo postural é a base para a realização dos movimentos voluntários

normais especializados. Este mecanismo consiste num grande número e variedade de respos

tas motoras automáticas, adquiridas na infância, e que são desenvolvidas durante os primeiros três anos de vidas. Este mecanismo é constituído por três grupos de reações posturais

automáticas, sendo estas as reações de retificação (mantêm a posição normal da cabeça no

espaço), as reações de equilíbrio (respostas automáticas a alterações de postura e movimento) e as reações de extensão protética (quando as reações de equilíbrio e de retificação se

mostram insuficientes).

Num indivíduo que tenha sofrido um AVC as reações posturais automáticas descritas não

funcionam no hemicorpo afetado, o que impede o indivíduo de usar uma variedade de

padrões normais de postura e de movimento, essenciais para a realização de atividades

funcionais tais como as transferências, o rolar, o sentar, o manter a posição de pé, o andar e

a realização de atividades da vida diária.

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PROBLEMAS ASSOCIADOS À LESÃO

NEUROLÓGICA PROVOCADA POR AVC

Alterações da função sensorial

As alterações sensoriais mais freqüentes e observáveis nos casos de lesão neurológica

do hemicorpo são os déficits sensoriais superficiais, proprioceptivos e visuais.

A diminuição e ou abolição da sensibilidade superficial (táctil, térmica e dolorosa), contribui para o aparecimento de disfunções perceptivas (alterações da imagem corporal) e para o

risco de auto lesões.

A diminuição da sensibilidade proprioceptiva (postural e vibratória) contribui para a perda

da capacidade para executar movimentos eficientes e controlados, para a diminuição da sensação e noção de posição e de movimento, impedindo e diminuindo novas aprendizagens

motoras no hemicorpo afetado.

São bastante comuns em indivíduos que sofreram um AVC distúrbios do campo visual

(diminuição da acuidade visual e diplopia). É um déficit visual que contribui para a diminuição

do nível de consciência e/ou diminuição da noção do hemicorpo afetado.

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PROBLEMAS ASSOCIADOS À LESÃO

NEUROLÓGICA PROVOCADA POR AVC

Alterações da Comunicação

Os problemas da comunicação são freqüentes nos indivíduos que

sofreram um AVC, por obstrução da artéria cerebral média no hemisfério

esquerdo.

A afasia é uma perturbação da linguagem que resulta de uma lesão

cerebral, localizada nas estruturas que se supõe estarem envolvidas no

processo da linguagem.

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PROBLEMAS ASSOCIADOS À LESÃO

NEUROLÓGICA PROVOCADA POR AVC

Alterações do Comportamento

Os indivíduos com lesão no hemicorpo esquerdo e direito diferem amplamente

nos seus efeitos comportamentais.

Os indivíduos com lesão do hemicorpo direito, tem um comportamento lento,

são muito cuidadosos, incertos e inseguros, logo, ao desempenharem tarefas estes

apresentam-se ansiosos e hesitantes, exigindo freqüentemente “feedback” e apoio.

Eles também tendem a ser realistas na avaliação dos próprios problemas.

A labilidade emocional é geralmente encontrada nos casos de hemiplegia. Os

indivíduos apresentam emoções instáveis, sendo capaz de inibir a expressão das

emoções espontâneas, que rapidamente alteram o seu comportamento emocional

sem qualquer razão aparente.

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PROBLEMAS SECUNDÁRIOS E COMPLICAÇÕES

DAS LESÕES NEUROLÓGICAS POR AVC

Pneumonia;

 Formação de coágulos de sangue nas veias

das pernas, os quais podem atingir a

circulação pulmonar (artéria pulmonar),

provocando

uma

embolia

pulmonar

potencialmente fatal;

 Infecção do trato respiratório;

 Incontinência urinária;

 Constipação.

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MEDICAMENTOS

Embora os AVCs afectem o cérebro, as suas causas ocorrem no aparelho circulatório. É

por isso que se prescrevem medicamentos para reduzir o risco de AVC a quem sofra de hiper

tensão, revele níveis elevados de colesterol ou tenha tido um ataque cardíaco.

Anti - Hipertensores

Os anti - hipertensores actuam no coração e nos vasos sanguíneos ou aumentam a

eliminação do sal na circulação.

Anticoagulantes

Há duas formas de evitar as lesões causadas por coágulos sanguíneos, reduzindo assim o

risco de um AVC ou cardiopatia: impedir a formação de coágulos (com anticoagulantes) ou

dissolver os coágulos já existentes (com trombolíticos).

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MEDICAMENTOS

Medicamentos trombolíticos

Aumentam as quantidades de uma enzima chamada plasmina, que decompõe a fibrina, uma

das componentes dos coágulos. Estes medicamentos dissolvem os coágulos que se tenham

formado e que estejam a bloquear vasos importantes.

Medicamentos redutores dos lípidos

Alguns lipídios (gorduras), como o colesterol e os triglicérides, podem acumular-se no

sangue e formar placas nas artérias - aterosclerose. Se estas placas restringirem o fornecimento de sangue ao cérebro ou ao coração, pode ocorrer um AVC ou ataque cardíaco.

Os medicamentos redutores dos lipídios atuam reduzindo o colesterol e /ou os triglicérides

do sangue.

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EXAMES COMPLEMENTARES DE DIAGNÓSTICO

DO AVC

Análise ao sangue (hemograma, glicémia, perfil

lipídico)

 Electrocardiograma

 Ecocardiograma transtorácico/ transeosfágico

 Doppler transcraniano

 RMN

 Punção lombar

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