Acidez e Alcalinidade  - Apostilas - Quimica, Notas de estudo de Química. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
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Maraca1 de Março de 2013

Acidez e Alcalinidade - Apostilas - Quimica, Notas de estudo de Química. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Descrição
Apostilas sobre a determinação da acidez e alcalinidade de amostras reais de esgotos, quantificando os elementos causadores da acidez e da alcalinidade, usando como método a Titrimetria (Titulação) de Neutralização.
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1 INTRODUÇÃO

Este relatório tem como principal objetivo determinar a acidez e alcalinidade de amostras reais de esgotos. A acidez nos esgotos é causada principalmente pela presença de CO2, ácidos minerais e sais hidrolisados. A determinação da acidez é de utilidade, uma vez que uma brusca variação do seu valor normal poderá indicar o lançamento de algum resíduo industrial nos esgotos domésticos. A maioria das águas é considerada alcalina, embora possam conter CO2 que, combinado com a molécula de água, formará ácido carbônico (H2CO3). Por essa razão muitas águas contêm acidez e alcalinidade, em cujos casos a acidez pode ser devida unicamente ao dióxido do carbono.

Este experimento buscará quantificar os elementos causadores da acidez e da alcalinidade, usando como método a Titrimetria (Titulação) de Neutralização.

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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Análise Volumétrica

A análise Gravimétrica é o mais rigoroso de todos os métodos químicos de análise. Além disso, o seu domínio de aplicação é muito visto, pois quase todos os elementos (são raras as exceções) formam compostos pouco solúveis que permitem doseá-los quantitativamente por este método.

No entanto, a Análise Gravimétrica tem um defeito: é que os doseamentos são morosos. Nos casos mais favoráveis, os resultados da análise só se obtém, ao fim de algumas horas e, muitas vezes, as operações só se conseguem terminar no dia seguinte.

Uma tal lentidão não se coaduna, muitas vezes, com as necessidades da prática industrial. Por exemplo, no controle químico de qualquer processo tecnológico ( a fusão num alto forno, ou num forno de Martin, etc.) os resultados de análise têm de se conhecer a tempo de se poder intervir na operação em curso, para evitar qualquer fracasso. Uma análise terminada a tempo, permite orientar uma dada operação e obter uma produção de boa qualidade. Pelo contrário, uma análise muito meticulosa torna-se inútil, se os resultados demorarem e ser conhecidos.

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A análise Volumétrica tem portanto este grande vantagem sobe a gravimetria: é de execução muito mais rápida. A aceleração do doseamento obtêm-se neste caso, por que, em vez de se efetuar a passagem do produto da reação, mede-se o volume de solução do reagente cuja concentração (ou, como se costuma dizer, título, é conhecida com rigor.

Chama-se de título à quantidade, em gramas, da substância dissolvida existentes em um milímetro de solução. Por exemplo, a expressão título duma solução de H2SO4 é 0,0049g/mL, significa que em um mililitro dessa solução existem 0,0049g de H2SO4.

O título designa-se pela letra T, com indicação da fórmula química do composto. Por exemplo, no caso considerado:

TH2SO4 = 0,0049g/mL

Uma solução cujo título é rigorosamente conhecido chama-se solução titulada.

Comparando a Análise Volumétrica com a Gravimétrica, vemos que em lugar de operações demoradas como a precipitação (com maturação posterior do precipitado), a filtração, a lavagem, a calcinação do cadinho vazio e com o precipitado, etc...; na Análise só tem de se efetuar uma única operação, a titulação, que em regra só exige alguns minutos, desde que já se tenha uma certa prática.

A precisão das volumetrias é um pouco inferior á das gravimetrias, pois a pesagem numa balança analítica é um pouco mais precisa do que a medição do volume na bureta. Mas, se o trabalho for feito com correção, a diferença da determinações é tão pequena que, na maioria dos casos, se pode desprezar. Por isso, desde que seja possível, é preferível proceder aos dosesamentos pelos métodos voluméticos.

Mas para que uma reação qualquer possa servir de base a uma titulação, terá que satisfazer a uma série de condições.

2.2 Classificação dos métodos da análise volumétrica

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As reações utilizadas na Análise Volumétrica podem classificar-se de vários tipos, segundo suas características. Os doseamentos volumétricos podem ser divididos nos seguintes métodos fundamentais, método da neutralização, método de oxidação-redução, método de precipitação e complexação e medição de volumes.

• Método de Neutralização: são todos o doseamentos volumétricos baseados na interação dos ácidos e das bases, isto é, nas reaçõesde neutralização:

H+ + OH- ( H2O

Doseiam-se por este método a quantidade de ácidos (alcalinimetria) ou de bases (acidimetria) numa solução dada e resolvem-se também outras problemas que estão relacionados com a neutralisação.

• Método de oxidação-redução: os métodos mais usados são:

a) Permanganimetria: que se baseia na reações de oxidação-redução em que intervém o permanganato de potássio KMnO4 como oxidante;

b) Iodometria: baseia-se com o íon I- como redutor;

c) Dicromatometria: K2Cr2O7 como oxidante;

d) Bromatometria: utiliza bromato de potássio como oxidante (KbrO3)

e) Ainda podem considerar a cerimetria (Ce++++), a vanadometria (VO3-) e titanometria (Ti+++), etc.

• Método de precipitação e complexão: incluem nesses métodos os doseamentos volumétricos baseados na precipitação de qualquer íon sob a forma de um composto dificilmente solúvel ou na fixação de um íon num complexo pouco dissociado. Seja qual for o método utilizado no doseamento, ele implica sempre:

a) uma medição rigorosa dos volumes das soluções que reagem;

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b) a existência de uma solução titulada padrão, por meio da qual se efetua o doseamento;

c) o calculo dos resultados da análise.

Portanto antes de mais nada, temos que proceder com a medição correta do volume.

• Medição de Volumes: como se sabe, a unidade de volume no sistema métrico é litro, ou seja, o volume ocupado por uma massa de água de 1kg à temperatura da sua densidade máxima (3,98°C) e a pressão atmosférica normal. A milésima parte do litro é o mililitro, esta unidade não corresponde necessariamente a ao centímetro cúbico, isto é, a milésima parte do decímetro cúbico, pois a massa de água nele existente não é 1000g más sim 1000,028g.

Para se medirem volumes, com precisão, em análises quantitativas utilizam-se buretas, pipetas e matrizes aferidos.

2.3 Potenciometria

Métodos potenciométricos de análise baseiam-se na medida do potencial de uma cela eletroquímica na ausência de corrente

utilizada para detectar ponto final de titulações (titulações potenciométricas), ou para determinação direta de um constituinte em uma amostra, através da medida do potencial de um eletrodo íon-seletivo

equipamento simples e barato, constituído de um eletrodo de referência, um eletrodo indicador e um dispositivo para leitura do potencial A potenciometria é aplicada aos processos industriais sempre que se faz necessária a medição ou controle do grau de acidez ou alcalinidade de uma solução.

Cada vez são mais utilizados os eletrodos seletivos de íons (ESI) o eletrodo de membrana.

Um dos mais empregados é o eletrodo de pH, que começou a ser utilizado no começo do século XX.

2.4 Alcalinidade

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A alcalinidade da água é representada pela presença dos íons hidróxido, carbonato e bicarbonato.

A importância do conhecimento das concentrações deste íon permite a definição de dosagens de agentes floculantes, fornece informações sobre as características corrosivas ou incrustantes da água analisada.

Todos os íons causadores da alcalinidade têm características básicas, sendo assim reagente quimicamente com soluções ácidas, ocorrendo à reação de neutralização.

Para determinação final da reação de neutralização iremos utilizar um indicador, na análise de alcalinidade utilizaremos dois indicadores, com pontos de viragem em função das diversas formas de alcalinidade.

PH > 9,4 ? hidróxidos e carbonatos

8,3 < pH < 9,4 ? carbonatos e bicarbonatos

4,4 < pH < 8,4 ? apenas bicarbonatos

Não é possível a coexistência das três formas de alcalinidade numa mesma amostra, em função da reação química do íon bicarbonato com o íon hidróxido, o íon bicarbonato age como se fosse um acido fraco na presença de uma base forte:

HCO3- + OH- ( H2O + CO3-

Para quantificação dos íons OH- e CO3-, o indicador mais utilizado é a fenolftaleína, sua faixa pH de atuação é de 8,3 a 9,8, em pH menor que 8,3 não apresenta coloração (incolor) enquanto acima de 8,3 assume a cor rosa.

Na quantificação dos íons HCO3-, podem ser utilizados os seguintes indicadores:

- Metilorange: cuja faixa de pH de atuação varia de 3,1 a 4,6, acima de 3,1 apresenta coloração vermelha e abaixo de 3,1 assume a cor laranja.

- Vermelho de metila: faixa de pH de atuação varia de 4,4 a 6,2, acima de 4,4 apresenta coloração amarela e abaixo de 4,4 assume a cor vermelha.

- Indicador misto: constituído de vermelho de metila e de verde de bromocresol, solubilizados em álcool etílico ou isopropílico, que passa da cor azul para a cor salmão.

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A presença de cloro residual influencia na coloração dos indicadores, torna-se necessário à utilização de uma solução de uma solução de tiossulfato de sódio, para inativação do residual de cloro.

Os indicadores quando adicionamos à amostra apresentam colorações que indicam a presença ou não de um ou mais tipos de alcalinidade.

Ao adicionarmos fenolftaleína à amostra, surgindo uma coloração rosa, significa a possibilidade da presença de hidróxido, ou de carbonato, ou hidróxido/carbonato simultaneamente na amostra de água. A alcalinidade à fenolftaleína será quantificada utilizando um ácido de concentração conhecida, que adicionado quantitativamente à amostra neutralizara a alcalinidade presente, mudando a cor de rosa para incolor.

Se após a adição de fenolftaleína a amostra se mantiver incolor, afirmamos que a alcalinidade à fenolftaleína é igual a zero.

Após o teste de alcalinidade a fenolftaleína, iremos testar a presença de alcalinidade ao metilorange (ou vermelho de metila). Quando se utiliza o metilorange, caso a amostra tome a coloração laranja ou avermelhada a alcalinidade ao metilorange é zero. Se a amostra apresenta coloração amarela, iremos avaliar a alcalinidade ao metilorange com o mesmo ácido utilizado na quantificação da alcalinidade à fenolftaleína.

Ao se iniciar a adição de solução ácida, irá ocorrer primeiro a reação com o íon mais básico e a seguir com os mais fracos. Sendo a ordem de basicidade: hidróxido, carbonato e bicarbonato; teremos:

H2SO4 + 2 OH- → 2 H2O + SO42-

H2SO4 + 2CO32- → 2 HCO3- + SO42-

H2SO4 + 2 HCO3- → 2 H2O + SO42- + 2 CO2

Ressalta-se que a neutralização do carbonato não é completa passando primeiro a bicarbonato, sendo necessário levar em conta este aspecto nos cálculos estequiométricos.

Com ralação ao comportamento do carbonato podemos afirmar que metade da sua concentração será titulada com a fenolftaleína e a outra metade da sua concentração será titulada com o metilorange.

2.5 Acidez

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Ácido - É uma espécie química (molécula ou íon) que pode ceder prótons (H+). Um exemplo é o ácido clorídrico, de fórmula HCl:

HCl → H+ + Cl- ( em qualquer meio, aquoso ou não )

O conceito de ácido é o contraposto ao de base. Para medir a acidez de um meio se utiliza o conceito de pH.

A definição anterior corresponde a formulada por Brönsted e Lowry em 1923, e generaliza a teoria anterior de ácidos , de Arrhenius, de 1887. Na definição de Arrhenius um ácido é uma substância que ao ionizar-se produz íons H+ ( em solução aquosa ). A teoria de Brönsted e Lowry de ácidos também serve para dissoluções não aquosas; as duas teorias são muito parecidas na definição de ácido, mas a de Bronsted-Lowry é muito mais geral.

Lewis em 1923 ampliou ainda mais a definição de ácidos, teoria que não obteve repercussão até alguns anos mais tarde. Segundo a teoria de Lewis um ácido é aquela espécie química que, em qualquer meio, pode aceitar um par de elétrons. Desta forma se incluem substâncias que se comportam como ácidos, mas não cumprem a definição de Brönsted e Lowry, sendo denominadas ácidos de Lewis. Visto que o próton, segundo esta definição, é um ácido de Lewis ( tem vazio o orbital 1s, onde pode alojar-se o par de elétrons ), pode-se afirmar que todos os ácidos de Brönsted-Lowry são ácidos de Lewis, e todos os ácidos de Arrhenius são de Bronsted-Lowry.

• Exemplos de ácidos de Brönsted e Lowry: HCl, HNO3, H3PO4.

Se estiverem em solução aquosa também são ácidos de Arrhenius.

• Exemplos de ácidos de Lewis: Ag+, AlCl3, CO2, SO3.

A acidez nos esgotos é causada principalmente pela presença de CO2, ácidos minerais e sais hidrolisados. A determinação da acidez é de utilidade, uma vez que uma brusca variação do seu valor normal, poderá indicar o lançamento de algum resíduo industrial nos esgotos domésticos.

Por sua vez, e em comparação com alcalinidade, a acidez é definida como a capacidade quantitativa de uma água para reagir com bases. A acidez pode ser devida à presença de ácidos fortes (ácidos minerais), de ácidos fracos como os ácidos carbônico e acético, e de sais hidrolizáveis, como os sulfatos de ferro e de alumínio.

Na maior parte das águas, quer naturais quer residuais, o pH está tamponizado pelo sistema carbonato-dióxido de carbono. Nas águas em equilíbrio com a atmosfera a concentração de dióxido de carbono é diminuta. Nas águas subterrâneas a quantidade de dióxido de carbono pode atingir valores significativos devido à atividade bacteriana. A presença de ácidos fortes, que origina valores elevados de acidez, é comum em águas residuais.

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Águas ácidas são inconvenientes, principalmente a nível industrial, devido ao seu poder corrosivo, e à possibilidade de interferência em processos reacionais ou de separação. Em termos de saúde pública, as águas ácidas não representam grande fonte de preocupação, pois o seu sabor é tão desagradável que impede o seu consumo.

A acidez é determinada por titulação da água com uma base forte, usualmente hidróxido de sódio. A acidez devida aos ácidos minerais é determinada por titulação até pH = 3,7 - correspondendo ao ponto de viragem do alaranjado de metilo.

A acidez total, devida tanto aos ácidos fortes como aos ácidos fracos, incluindo o ácido carbônico, é determinada por titulação até pH = 8,3 - que corresponde à viragem da fenolftaleína .

Tal como na determinação da alcalinidade, as titulações podem ser seguidas através de indicadores ácido-base, ou por potenciometria, que também é preferível quando as amostras estão turvas ou coradas.

As amostras de água para análise devem ser recolhidas em frascos de polietileno, ou de vidro (se possível de borossilicato), limpos, e passados duas vezes pela água a recolher. Os frascos devem ser completamente cheios, evitando-se a existência de ar nos frascos. As amostras devem ser analisadas logo que possível, mantendo-se conservadas no frio.

A acidez é normalmente expressa em mmol por litro, mas também é usual que seja referida em mmol/L de CaCO3 ou mg/L de CaCO3.

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3 MATERIAIS E REAGENTES

|Materiais |Capacidade |Quantidade Utilizada |

|Pipeta volumétrica |100 mL |01 |

|Erlenmeyer |250 mL |02 |

|Bureta |50 mL |02 |

|Pipetador por Sucção |- |01 |

|Agitador Magnético |- |01 |

Tabela 01 – Materiais Utilizados no Experimento

Tabela 02 – Reagentes Utilizados no Experimento

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|Reagentes |Capacidade |Quantidade Utilizada |

|Solução Indicadora de Fenolftaleína |- |5 mL |

|Solução titulada de NaOH 0,02 N |- |10 mL |

|Ácido Sulfúrico |- |10 mL |

|Carbonato de Sódio 0,02 N |- |10 mL |

|Solução Indicadora de metilorange |- |10 mL |

|Amostra de efluente a ser analisada |- |100 mL |

|Amostra de esgoto bruto a ser analisada |- |100 mL |

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4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

4.1 Determinação da Acidez

a) Pipetou-se 100 mL de amostra, utilizando o pipetador por sucção e introduziu-se a mostra em um Erlenmeyer de 250 mL;

b) Adicionou-se no Erlenmeyer 3 gotas do indicador fenolftaleína;

c) Foi iniciado a titulação com NaOH 0,02 N até que a primeira coloração rósea persistente apareceu. Anotou-se os mL de hidróxido de sódio gastos;

d) Em seguida prosseguiu-se com o cálculo para determinar em mg/L a acidez em termos de CaCO3 ;

4.2 Determinação da Alcalinidade

a) Pipetou-se 100 mL da amostra da água a analisar e transferiu-se a mesma para um Erlenmeyer de 250 mL adicionando 3 gotas de fenolftaleína;

b) Como a amostra ficou com tonalidade avermelhada (significa que a amostra contém carbonato e hidróxido), titulou-se a mesma com H2SO4 0,02 N, até descoramento do indicador e anotou-se a quantidade de ácido gasto na titulação, chamando de f.f.;

c) Em seguida adicionou-se no Erlenmeyer 3 gotas de metilorange;

d) A amostra tornou-se amarelada, assim prosseguiu-se a titulação com H2SO4 0,02 N, até a amostra tornar-se vermelho-alaranjado;

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e) Anotou-se o volume total gasto, de H2SO4 0,02 N ( gasto de H2SO4 0,02 N com fenolftaleína e com o metilorange), chamando o mesmo de t , e calculou-se a alcalinidade total, bem como determinar as espécies iônicas e alcalinidade correspondente;

4.3 Determinação da Alcalinidade Potenciométrica

a) Mediu-se 100 mL do esgoto bruto e adicionou-se em um béquer de 250 mL;

b) Em seguida adicionou-se 3 gotas de solução indicadora de metilorange;

c) O béquer foi colocado sobre um agitador magnético, e na solução introduziu-se o eletrodo do potenciômetro;

d) Titulou-se com solução de H2SO4 0,02 N até pH 4,5. Anotou-se os mililitros de ácido consumidos,e calculou-se a alcalinidade total em mg/L em termos de CaCO3;

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

5.1 Resultado da determinação da Acidez

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Após a realização dos procedimentos experimentais para determinação da acidez na amostra de efluente, calculou-se a acidez utilizando a seguinte fórmula:

mg/L de acidez em termos de CaCO3 = mL de NaOH 0,02 N x 10 x Fator

Onde: mL de NaOH 0,02 N = Quantidade de NaOH 0,02 N utilizado na titulação;

Fator = [NaOH] rótulo

[NaOH] método

Assim temos:

mg/L de acidez em termos de CaCO3 = mL de NaOH 0,02 N x 10 x Fator

mg/L de CaCO3 = 3,6 x 10 x 1,0525

mg/L de CaCO3 = 37,90 mg/L

Anotou-se também os valores obtidos pelas outras equipes, para chegarmos na média e desvio padrão correspondentes a determinação da acidez total em termos de CaCO3, conforme Tabela 03.

Tabela 03 - Valores obtidos por todas as equipes envolvidas no experimento da acidez total.

|Equipes |Valores Obtidos mg/L |X ± s |

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|1° |47,4 | |

| | | |

| | | |

| | | |

| | |42,98 mg/L ± 6,25 |

|2° |47,4 | |

|3° |28,4 | |

|4° |49,5 | |

|5° |43,5 | |

|6° |44,2 | |

|7° |47,4 | |

|8° | 37,9 | |

|9° |44,1 | |

|10° |40,0 | |

Assim, chegou-se a uma média de 42,98 mg/L em termos de CaCO3 na amostra de efluente analisado, com um desvio padrão de ±6,25;

Com esse valor encontrado pode-se dizer que houve uma brusca variação do seu valor normal, caracterizando assim um lançamento de algum resíduo industrial nos esgotos domésticos.

5.2 Resultados da Determinação da Alcalinidade

Após os procedimentos experimentais de determinação da alcalinidade na amostra de efluente, calculou-se:

• alcalinidade total na amostra em termos de CaCO3, com base nos dados adquiridos durante o processo., utilizando a seguinte fórmula:

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mg/L de CaCO3 = volume total de H2SO4 0,02 N x 10 x Fator

Onde: Volume total de H2SO4 0,02 N = Quantidade de H2SO4 0,02 N utilizado na titulação com fenolftaleína e metilorange;

Fator = [H2SO4] rótulo

[H2SO4] método

Assim temos:

mg/L de CaCO3 = volume total de H2SO4 0,02 N x 10 x Fator

mg/L de CaCO3 = 11,7 x 10 x 1,1155

mg/L de CaCO3 = 130,51 mg/L

Anotou-se também os valores obtidos pelas outras equipes, para chegarmos na média e desvio padrão correspondentes a determinação da alcalinidade total em termos de CaCO3, conforme Tabela 04.

Tabela 04 - Valores obtidos por todas as equipes envolvidas no experimento da Alcalinidade total.

|Equipes |Valores Obtidos mg/L |X ± s |

|1° |136,1 | |

| | | |

| | | |

| | | |

| | |129,82 mg/L ± 9,13 |

|2° |128,3 | |

|3° |118,2 | |

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|4° |133,9 | |

|5° |130,5 | |

|6° |118,2 | |

|7° |139,4 | |

|8° |121,0 | |

|9° |142,8 | |

|10° |137,2 | |

Assim obteve-se na análise da amostra do efluente, a quantidade de alcalinidade total de 129,82 mg/L , expressos em CaCO3 com um desvio padrão de ± 9,13.

• determinar as espécies iônicas e alcalinidades correspondentes na amostra com base nos dados adquiridos durante o processo, utilizando a seguinte fórmula pela seguinte razão:

Se f.f < ½ t, termos água HCO3 e CO32-, e alcalinidade será:

Formulas:

1 - mg/L CO32- (em termos de CaCO3) = 2 x f.f. x 10 x fator

2 - mg/L HCO3- (em termos de CACO3) = (t - 2 f.f.) x 10 x fator

Onde:

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f.f. = Volume de H2SO4 gasto na titulação com fenolftaleína;

t = Volume de H2SO4 gasto na titulação com fenolftaleína e com metilorange;

Assim temos:

1 - mg/L CO32- (em termos de CaCO3) = 2f.f. x 10 x fator

mg/L CO32- (em termos de CaCO3) = 2 x 1,3 x 10 x 1,1155

mg/L CO32- (em termos de CaCO3) = 29,003 mg/L

2 - mg/L HCO3- (em termos de CACO3) = (t - 2 f.f.) x 10 x fator

mg/L HCO3- (em termos de CACO3) = (11,7 - 2,6) x 10 x 1,1155

mg/L HCO3- (em termos de CACO3) = 9,1 x 10 x 1,1155

mg/L HCO3- (em termos de CACO3) = 101,5105 mg/L

Ao final desses cálculos, podemos dizer que as quantidades de espécies iônicas, ou seja 29,003 mg/L de CO32- e 101,510 mg/L de HCO3, são fatores influentes na alcalinidade total na amostra de efluente, que por isso possui alta alcalinidade.

5.3 Resultado da determinação da Alcalinidade Potenciométrica

Após a realização dos procedimentos experimentais, calculou-se a alcalinidade da amostra com elevada turbidez , em termos de CaCO3 utilizando a seguinte fórmula:

Alcalinidade total (mg/L em termos de CaCO3) = mL de H2SO4 0,02 N x 10 x fator

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Onde:

mL de H2SO4 0,02 N = Volume de ácido consumidos na titulação até pH 4,5

Assim temos:

Alcalinidade total (mg/L em termos de CaCO3) = mL de H2SO4 0,02 N x 10 x fator

Alcalinidade total (mg/L em termos de CaCO3) = 32,4 x 10 x 1,1155

Alcalinidade total (mg/L em termos de CaCO3) = 361,422

Anotou-se também os valores obtidos pelas outras equipes, para chegarmos na média e desvio padrão correspondentes a determinação da alcalinidade potenciométrica em termos de CaCO3, conforme Tabela 05.

Tabela 05 - Valores obtidos por todas as equipes envolvidas no experimento da Alcalinidade potenciométricas .

|Equipes |Valores Obtidos mg/L |X ± s |

|1° |290,03 | |

| | | |

| | | |

| | | |

| | |340,72 mg/L ± 39,47 |

|2° |295,60 | |

|3° |282,00 | |

|4° |361,42 | |

|5° |360,14 | |

|6° |332,42 | |

|7° |345,80 | |

|8° |362,50 | |

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|9° |387,10 | |

|10° |390,20 | |

Com observação nos resultados obtidos, pode-se dizer que a amostra de efluente que continha turbidez possui maior alcalinidade, ou seja 340, 72 mg/L de alcalinidade total, enquanto a amostra sem turbidez mostrou alcalinidade total de 129,82 mg/L.

Todas as amostras mostraram alcalinidades altas, isso se deve a várias espécies iônicas ou resíduos industriais que nos esgotos são liberados.

6 CONCLUSÃO

Na amostra do efluente onde foi analisado a sua respectiva acidez , pode-se perceber analisando os resultados obtidos, que houve uma brusca variação no seu valor normal, então levantou-se a questão de que à resíduos industriais sendo liberados nos esgotos domésticos, para justificar assim os resultados encontrados.

Os resultados das análises de alcalinidade, nos mostraram que a amostra de efluente analisada tem alta alcalinidade em termos de CaCO3, isso devido às espécies iônicas que no efluente apareceram, ou seja, CO32- e HCO-3, que influenciaram no valor total da alcalinidade

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no esgoto. Isso devido a possíveis resíduos industriais liberados também em esgotos domésticos.

Na análise potenciométrica de alcalinidade na amostra de efluente com turbidez, obteve- se alta alcalinidade em termos de CaCO3, já que para esgotos domésticos é muito comum os valores de alcalinidade total se situarem na faixa de 50 a 200mg/L, enquanto nosso valor encontrado foi de 361 mg/L. Essa diferença foi causada possivelmente por alguma espécie iônica, influenciando assim no valor da alcalinidade;

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REFERÊNCIAS

VOGEL, Arthur Israel. Química analítica qualitativa; São Paulo, Ed. Mestre Jou, 5a ed, 1981.

ALEXÉEV, Vladimir Nikolaevich: Análise quantitativa; São Paulo, Ed. Livraria Lopes da Silva, 1972, 575 p.

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