Acordo Ortográfico - Apostilas - Pedadogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
Gaucho_82
Gaucho_827 de Março de 2013

Acordo Ortográfico - Apostilas - Pedadogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

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Apostilas de Pedagogia sobre o estudo do Acordo Ortográfico, história, modificações, mudanças nas regras.
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1 INTRODUÇÃO

Esse trabalho apresenta as novas normas ortográficas referentes ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que passarão a serem cada vez mais presentes a partir de agora.

2 HISTÓRIA DO ACORDO ORTOGRÁFICO

Os países de língua portuguesa já fizeram vários acordos para tentar unificar a escrita. O primeiro Acordo Ortográfico foi celebrado entre Brasil e Portugal em 1931, mas deixou muitas questões em aberto. No Brasil, esse acordo resultou no Formulário Ortográfico de 1943.

Em 1945, houve a segunda tentativa de unificação. O Acordo se tornou lei em Portugal, entretanto não foi ratificado pelo Congresso Nacional Brasileiro, que manteve o Formulário Ortográfico anterior. Novos acordos entre Brasil e Portugal começaram a vigorar em 1971 e 1973, porém davam ênfase à alteração dos acentos gráficos, especialmente os diferenciais. Outros esforços dos dois países foram frustrados em 1975 e 1986, porque houve resistência na supressão do acento gráfico nas palavras proparoxítonas.

Em 1988, foi elaborado o Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa, que resultou, em 1990, no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O documento foi assinado em Lisboa por representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Depois de conquistar a independência, Timor- Leste aderiu ao Acordo em 2004.

No dia 29/09/08, o Presidente Lula assinou o Decreto nº 6.583/08, que aprovou o Acordo Ortográfico.

Cronograma da reforma no Brasil:

1931 - Primeiro Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal.

1943 - Publicação do Formulário Ortográfico.

1945 - Segunda tentativa de unificação.

1971 a 1973 - Acordos que deram ênfase à alteração dos acentos gráficos.

1975 a 1986 - Esforços frustrados de unificação.

1990 - Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

2008 - Assinatura do Decreto nº 6.583/08, que aprovou o Acordo Ortográfico.

2009 a 2012 - Serão aceitas as duas ortografias até dezembro de 2012, exceto para os livros didáticos, que deverão estar adaptados em 2010.

2013 - Nova ortografia.

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O Brasil terá um período de transição de quatro anos - de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012 - para implantar a reforma ortográfica. Os livros didáticos, porém, deverão estar adaptados às novas regras em 2010.

É importante lembrar que a língua falada não muda. Continuaremos pronunciando as palavras da mesma forma. O Acordo altera apenas a língua escrita.

3 MODIFICAÇÕES NO ALFABETO

O alfabeto passa a ter 26 letras:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Na prática, as letras K, W e Y são usadas em várias situações, como na escrita de símbolos de unidades de medida (Ex.: km, kg) e de palavras e nomes estrangeiros (Ex.: show, William).

4 TREMA

Não se usa mais o trema, exceto em nomes próprios estrangeiros ou derivados, como por exemplo: Müller, mülleriano, Hübner, hüberiano, etc.

Exemplo:

A palavra freqüente passa a ser escrita frequente.

A palavra agüentar passa a ser escrita aguentar.

5 MUDANÇAS NAS REGRAS DE ACENTUAÇÃO

5.1 Ditongos abertos

Perdem o acento os ditongos abertos ÉI e ÓI das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Exemplo:

A palavra idéia passa a ser escrita ideia;

A palavra asteróide passa a ser escrita asteroide.

Entretanto, essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em ÉIS, ÉU, ÉUS, ÓI, ÓIS. Exemplo: papéis, herói, heróis.

5.2 I e U em paroxítonas

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Perdem o acento o I e o U tônicos nas palavras paroxítonas, quando eles vierem depois de ditongo.

Porém, se a palavra for oxítona e as letras I ou U estiverem em posição final (ou seguidas de s), o acento permanece.

Exemplo:

A palavra feiúra passa a ser escrita feiura.

A palavra baiúca passa a ser escrita baiuca.

As palavras Piauí e tuiuiú permanecem sendo escritas da mesma forma.

5.3 Êem / ôo

Perdem o acento circunflexo (^) as palavras terminadas em ÊEM e ÔO(s).

Exemplo:

A palavra enjôos passa a ser escrita enjoos.

A palavra prevêem passa a ser escrita preveem.

5.4 Acento diferencial

Perdem o acento diferencial as duplas: pára/para, péla(s)/pela(s), pólo(s)/polo(s), pêlo(s)/pelo(s), pêra/pera.

Exemplo:

Como era Como fica

Ele pára o carro. Ele para o carro.

Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.

Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.

Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.

Comi uma pêra. Comi uma pera.

Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.

Exemplo:

Ontem, ele não pôde sair, mas hoje ele pode.

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Permanece, também, o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.

Exemplo:

Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir, entre outros).

Exemplo:

Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.

Ele vem de longe. / Eles vêm de longe.

Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.

É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.

Exemplo:

Qual é a forma da fôrma do bolo?

5.5 Verbos com gue, gui, que, qui

Some o acento agudo (´) no U forte nos grupos GUE, GUI, QUE, QUI, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar.

Exemplo:

A palavra averigúe passa a ser escrita averigue.

5.6 Verbos terminados em guar, quar e quir

Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.

A ou I tônicos devem ser acentuados.

Exemplo:

Enxaguar: enxáguo, enxáguas.

Delinquir: delínquo, delínques.

Com U tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.

Exemplo:

Enxaguar: enxaguo, enxaguas.

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Delinquir: delinquo, delinques.

No Brasil, a pronúncia mais usada é a com A e I tônicos.

6 HÍFEN

6.1 Palavras iniciadas por H

Usa-se o hífen em junções por prefixo e palavra iniciada por H.

Exemplo:

Anti-herói, auto-hipnose, co-herdeiro.

A palavra subumano é uma exceção, pois perde o H na junção e, assim, foge à regra.

6.2 Junção entre vogais diferentes

O hífen não é usado quando a segunda palavra inicia com uma vogal diferente do prefixo.

Exemplo:

Autoescola, extraescolar, infraestrutura.

O prefixo CO é uma exceção, pois, geralmente, junta-se a segunda palavra, mesmo quando esta seja iniciada pela vogal O.

Exemplo:

Coordenar.

6.3 Junção entre vogal e consoante

Nesse ponto, temos dois casos:

A) O hífen não é usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com consoante diferente de R ou S.

Exemplo:

Semideus, geopolítica, microcomputador.

Porém, com o prefixo VICE, usa-se sempre o hífen.

Exemplo:

Vice-rei, vice-presidente.

B) Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa por R ou S. Nesse caso, essas letras são duplicadas.

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Exemplo:

Antirrábico, contrarregra, ultrassom.

6.4 Junção entre vogais iguais

Usa-se o hífen quando a segunda palavra inicia com vogal igual a do prefixo.

Exemplo:

Micro-ônibus, contra-ataque, anti-inflamatório.

6.5 Junção entre consoantes

Nesse ponto, também, temos dois casos:

A) Em palavra com o prefixo terminado por consoante igual à iniciada pela segunda palavra, o hífen é usado.

Exemplo:

Super-resistente, hiper-requintado, inter-regional.

B) Com prefixo terminado por consoante diferente da que inicia a segunda palavra, o hífen não é usado.

Exemplo:

Hipermercado, superproteção.

6.6 Junção entre consoante e vogal

Se o prefixo termina em consoante, não se usa o hífen no caso de a segunda palavra começar por vogal.

Exemplo:

Hiperativo, interestelar, superaquecimento.

6.7 Regras à parte

A) Com o prefixo SUB, usa-se o hífen, também, diante de palavra iniciada pela letra R.

Exemplo:

Sub-região.

B) Com os prefixos CIRCUM e PAN, o hífen é usado diante de palavra iniciada por M, N e vogal.

Exemplo:

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Circum-navegação, pan-americano.

C) Com os prefixos EX, SEM, ALÉM, AQUÉM, RECÉM, PÓS, PRÉ, PRÓ, o hífen é usado sempre.

Exemplo:

Ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-formado, pós-graduação, pré-história, pró- ativo.

D) O hífen deve ser usado no caso de junção com sufixo tupi-guarani como AÇU, GUAÇU e MIRIM.

Exemplo:

Capim-açu.

E) Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.

Exemplo:

Ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

F) Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, ou seja, não são mais consideradas a junção de duas palavras, mas uma unidade.

Exemplo:

Girassol, mandachuva, paraquedista.

G) Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.

Exemplo:

Os ex-

-alunos foram recebidos pelo professor.

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