Adl, Teses de Sociologia Saúde e Doença. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)
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erika_pra_a22 de Junho de 2015

Adl, Teses de Sociologia Saúde e Doença. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)

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A Adrenoleucodistrofia é certamente uma doença muito triste para toda a família da criança, e principalmente para mãe que se acha a responsável de ter passado geneticamente uma doença incurável para seu próprio filho.Entretanto que mais sofre é a criança portadora de ALD, que fica em estado semivegetativo.

Uma mãe com uma criança com ALD fica em constante alerta, vive a favor dele a todo instante, cuidados durante a madrugada a todo tempo, tendo que pensar em cada detalhe, como mudar o posicionamento dele na cama, e seguindo a risca sua dieta.

Depoimento da Priscila Aguiar mãe do Gui portador de ALD

Tenho um casal de filhos Graziely 9 anos e Guilherme de 13 anos. Gui é portador de Adrenoleucodistrofia doença rara progressiva e degenerativa, infelizmente sem tratamento, ele foi saudável até seus 8 anos, hoje Gui com 12 anos, não fala, não anda, usa fraldas, se alimenta por gastrostomia (sonda), perdeu a visão, infelizmente vive em uma cama. Tem dias que você percebe qual é sua real situação, e dá vontade de sair chorando e gritando por aí: “Porque meu Deus comigo??? “ Sei que são coisas que fogem de nosso entendimento. E imagino que jamais saberei o porquê! Mesmo, “contudo ainda acredito que tudo vai melhorar.”

O filme retrata uma história real, de um casal de historiadores que descobrem em seu filho Lorenzo de oito anos de idade, uma doença rara e degenerativa diagnosticada como Adrenoleucodistrofia (ADL), que provoca uma incurável degeneração do cérebro, levando o paciente a morte em pouco tempo.

Após a descoberta dessa doença em Lorenzo, seus pais acabam vivenciando a frustração da falta de medicamentos para a doença e o fracasso dos médicos.

A partir dessa constatação eles começam a estudar e pesquisar sozinhos na esperança de encontrar alguma substância que pudesse amenizar ou conter o avanço da doença, que ia destruindo o cérebro de Lorenzo deixando-o cego, deficiente físico, incapaz de engolir e de se comunicar.

Os pais de Lorenzo passaram dias e noites em bibliotecas fazendo um estudo do caso de seu filho, e quando constatavam alguma informação relevante, procuram médicos e professores de medicina para discutir suas idéias a fim de encontrar algo que amenizasse o sofrimento de Lorenzo. Nessa busca pela cura, encontraram diversas barreiras por serem leigos no assunto e o próprio preconceito, por não serem formados em biomedicina.

Assim, depois de muitos estudos, pesquisas e testes os pais de Lorenzo descobriram um óleo, que não curava efetivamente a doença, mas que estagnava a mesma. Com o uso desse óleo, Lorenzo não voltou ao seu estado normal, apenas paralisou a doença e através de diversos tratamentos conseguiu melhoras significativas.

O filme é verdadeira lição de vida, pois pessoas leigas que ao verem o sofrimento de seu próximo, no caso seu filho se sensibilizaram e começam a fazer um movimento para visualização dessa doença que até então era desconhecida. Passaram por cima do preconceito de uma forma decisiva alcançando seu objetivo maior que era um tratamento para Lorenzo.

A Adrenoleucodistrofia é uma doença genética rara ligada ao cromossomo X que atinge as glândulas adrenais, sistema nervoso e testículos. A doença atinge particularmente os homens e pode se manifestar em qualquer idade.

É uma enfermidade rara, genética e de caráter progressivo que afeta fundamentalmente homens. Pode ser encontrada em vários grupos ao redor do mundo, porém como acomete o cromossomo X e é uma doença de caráter recessivo ligada ao sexo, esta é transmitida por mulheres que são portadoras e, portanto, afeta quase que exclusivamente os homens.

A Adrenoleucodistrofia promove uma alteração no metabolismo dos peroxissomos. Com isto ocorre um significativo acúmulo de ácidos graxos de longa cadeia, principalmente nas supra-renais e no cérebro. O acúmulo de ácidos graxo tem relação com o processo de desmielinização dos axônios, interferindo na transmissão de impulsos nervosos e causando insuficiência adrenal.

Existem algumas formas da doença. A forma neonatal, por exemplo, manifesta-se já nos primeiros anos de vida e a expectativa é de que a criança viva apenas até os 5 anos. A forma clássica é a mais grave e manifesta-se em média entre 4 e 10 anos de idade. Geralmente a criança vive até os 10 anos com uma série de complicações como problemas de fala, de movimento, demência, perda de memória, de visão e de audição. A versão adulta é mais leve do que a clássica e geralmente é descoberta na adolescência. Pode-se viver algumas décadas com a doença lidando com problemas com deterioração neurológica, impotência e incontinência urinária, por exemplo. A Adrenoleucodistrofia pode se manifestar em mulheres portadoras. Entretanto, os sintomas são bem menos agressivos tais como fraqueza ou paralisia nas pernas.

Os sintomas da adrenoleucodistrofia vão surgindo aos poucos. O indivíduo perde as funções da adrenal, as capacidades de falar e interagir, tem que usar óculos devido ao estrabismo, tem dificuldades para andar, passa a se alimentar através de uma sonda, tem muitas convulsões e em pouco tempo o indivíduo fica como que em estado de coma. Tudo acontece pois seu corpo não consegue se manter sozinho, necessitando da ajuda de aparelhos.

Expectativa de vida na Adrenoleucodistrofia

A Adrenoleucodistrofia pode manifestar-se nos primeiros meses de vida do bebê e neste caso, a expectativa de vida é de 5 anos. Se ela manifestar-se entre os 4 e os 10 anos de vida, a criança tem uma expectativa de vida de aproximadamente 10 anos e quando a doença manifesta-se na vida adulta o indivíduo pode viver por muitas décadas, embora a deteriorização do sistema nervoso seja igualmente progressiva.

A doença se manifesta inicialmente com isolamento social e déficit de atenção seguido de diversas alterações, como o comportamento agressivo, diminuição parcial ou total da audição, perda parcial da visão e da memória, alterações na fala, na escrita, no caminhar, distúrbios adrenais. E nos casos mais graves hipertonia generalizada, perda das funções cognitivas e motoras, convulsões e disfagia. O diagnostico e confirmado através de ressonância magnética mostrando lesões de desmielinização com distribuição em asa de mariposa na substância branca do cérebro.

Sintomas iniciais:Comportamento agressivo,Perda parcial ou total da audição,Perda parcial da visão e da memória,Alterações na fala, na escrita, no caminhar,Distúrbios adrenais.Nos casos mais graves hipertonia generalizada, perda das funções cognitivas e motoras, convulsões e disfagia.

As imagens são de ressonância magnética que mostram o agir da doença na matéria branca do cérebro.

Imagem 1: RNM corte coronal. Observa-se imagem em asa de mariposa em ambos os hemisférios.

Imagem 2: RNM corte sagital. Evidencia lesões na matéria branca do cérebro .

Peroxissomos Os peroxissomos são organelas que se encontram em todos os tecidos exceto nos eritrócitos maduros. Especificamente é encontrado de forma elevada nas células do fígado, podendo ocupar até 1,5 a 2% do volume celular, e nos rins. Nestas células hepáticas podem ser encontrados até 500 organelas. Em tecido os peroxissomos aparecem em um microscópio eletrônico como uma organela redonda e circundada por uma membrana delgada (Fig.17), com diâmetro médio aproximadamente 0,3 a 1µm, mas os peroxissomos cerebrais são menores ainda. Os Peroxissomos são organelas caracterizadas pela presença de enzimas oxidativas que transferem átomos de hidrogênio de diversos substratos para o oxigênio. Desempenhando um papel importante na mielinização e migração neuronal, eles são também importantes na oxidação dos ácidos graxos. Os peroxissomos formam-se pela união das proteínas da membrana (estruturais, receptoras e transportadoras) formando a membrana dos peroxissomos. As proteínas peroxissômicas são codificadas por genes nucleares, sintetizadas em ribossomos do citoplasma e importadas para o interior da matriz do 17 peroxissomo por intermédio da intervenção das proteínas de membrana receptoras e transportadoras (MOSER, 1998).

Enzimas Peroxissômicas As enzimas peroxissômicas possuem papel fundamental no metabolismo lipídico, especificamente na oxidação de ácidos graxos de cadeias muito longas e síntese de glicerolípidios e lipídios de glicerol éster. A síndrome de Zellweger e a Adrenoleucodistrofia Neonatal, são caracterizadas pela ausência de enzimas peroxissômicas, ocasionada por desordens metabólicas (MARTINEZ, 1994). Os peroxissomos possuem uma membrana que os envolve, e que no seu interior existem mais de 40 enzimas. Suas principais enzimas são a catalase, responsável pela conversão de H2O2 em água e oxigênio, urato oxidase, cuja propriedade é transformar o ácido úrico em um produto solúvel em água, facilmente eliminado pelos rins (MARTINEZ, 1994). As alterações da biossíntese peroxissômica são causadas por desordem na formação da membrana ou por falha no transporte através dessa mesma membrana da matriz peroxissômica, devido à disfunção de ordem genética (MARTINEZ, 1994).

As doenças peroxissômicas são um grupo de desordem que se caracterizam por apresentar alterações nas vias metabólicas localizadas nos peroxissomos. Sobre essas vias cabe destacar: a β-oxidação dos ácidos graxos saturados de cadeia muito longa, longa e média; ácidos graxos monoinsaturados, poli- insaturados (22:6ω3) e ramificados. Esta oxidação não se realiza em sua totalidade no peroxissomo, sendo que seus produtos parcialmente oxidados, a exceção daqueles que utilizam esta via para sua síntese, são transportados para a mitocôndria para completar sua degradação; a oxidação do ácido fitânico; os primeiros passos da síntese de plasmogênios, componentes lipídicos estruturais muito importantes no tecido nervoso; diferentes passos da síntese do colesterol; diferentes passos da síntese dos ácidos biliares; a transmissão do glioxilato; o oxilato dos aminoácidos e poliaminas; a eliminação do peróxido de hidrogênio (H2O2); geralmente, todas as oxidações nos peroxissomos utilizam O2 e , geram H2O2 de alta toxidade para a célula , que dispõe de um mecanismo mediado pela catalase peroxissômica para sua degradação (GIRÓS et al., 1999).

Classificação

As doenças peroxissômicas são classificadas em dois grupos:

No grupo 1 caracteriza-se pela ausência morfológica de peroxissomos com a perda total da função peroxissômica. Nesse grupo encontramos doenças como Zellweger e Adrenoleucodistrofia Neonatal (ADL-N), (VERHOEVEN et al., 1995).

No grupo 2 os peroxissomos são morfologicamente intactos mas com deficiência ou ausência de uma única função peroxissomal. Adrenoleucodistrofia ligada ao cromossomo X (ADL-X), Doença de Refsum, Deficiência da acil- CoA oxidase, Deficiência da 3-oxoacil-CoA tiolase e Deficiência da proteína bi-funcional são síndromes que se classificam neste grupo ( LAZAROW & MOSER, 1995).

Importância Os lipídios são fornecedores de calorias (energia) e de ácidos graxos, substâncias muito importante em nosso organismo, quando consumidas na quantidade certa e sem exageros. Eles auxiliam na absorção das vitaminas A, D, E, e K. Porém há os ácidos graxos benéficos, que são os monoinsaturados (ômega 9) e os poliinsaturados (ômega 3 e 6); e os ácidos graxos prejudiciais (gordura trans e ácidos graxos saturados).

Funcionalidade Os lipídios possuem quatro funções básicas nos organismos: - Fornecimento de energia para as células. Porém, estas preferem utilizar primeiramente a energia fornecida pelos glicídios. - Alguns tipos de lipídios participam da composição das membranas celulares. - Nos animais endodérmicos, atuam como isolantes térmicos. - Facilitação de determinadas reações químicas que ocorrem no organismo dos seres vivos. Possuem esta função os seguintes lipídios: hormônios sexuais, vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, K, D e E) e as prostaglandinas.

Muitos axônios, tanto no sistema nervoso central como no sistema nervoso periférico, são envolvidos por uma cobertura isolante composta por lipídios e proteínas chamada bainha de mielina. No SNC é produzida pelos oligodentrócitos, e no SNP pelas Células de Schwann. O tamanho da bainha de mielina vai variar de acordo com o calibre do axônio, mantendo-se constante ao longo de todo o seu trajeto. Nestes axônios encontramos interpostos com as bainhas de mielina estruturas que favorecerão seu desempenho no deslocamento do potencial de ação. Estas estreitas estruturas intercaladas em distâncias de 0,2 e 1,2 micrometros são conhecidas como Nódulos de Ranvier.

A bainha de mielina atua como um isolamento elétrico e aumenta a velocidade de propagação do impulso nervoso ao longo do axônio. Esta propagação do impulso nervoso é realizado de forma saltatória de um nódulo de Ranvier a outro, constituindo assim o Mecanismo de Propagação Saltatória do impulso nervoso, sistema essencial devido a sua rapidez de transmissão nervosa, esta agilidade de comunicação não ocorrre em fibras amielínicas. Algumas patologias estão diretamente ligadas a desmielinização de uma bainha, como ocorre na Adrenoleucodistrofia cuja atividade anormal dos peroxissomos leva a um acúmulo excessivo de ácidos graxos de cadeia longa em tecidos corporais, sobretudo no cérebro. Como consequência desse acúmulo ocorre a destruição da bainha de mielina, afetando a transmissão de impulsos nervosos.

O sistema nervoso é responsável pela maioria das funções de controle em um organismo, coordenando e regulando as atividades corporais. O neurônio é a unidade funcional deste sistema. Neurônio

O neurônio é a unidade funcional do sistema nervoso. Os neurônios comunicam-se através de sinapses; por eles propagam-se os impulsos nervosos. Anatomicamente o neurônio é formado por: dendrito, corpo celular e axônio. A transmissão ocorre apenas no sentido do dendrito ao axônio.

Cérebro O cérebro está relacionado com a maioria das funções do organismo como a recepção de informações visuais nos vertebrados, movimentos do corpo que requerem coordenação de grande número de partes do corpo. O cérebro encontra-se protegido pelas meninges: pia-máter, dura-máter e aracnóide.

O encéfalo dos mamíferos é dividido em: telencéfalo (cérebro), diencéfalo (tálamo e hipotálamo), mesencéfalo (teto), metencéfalo (ponte e cerebelo) e mielencéfalo (bulbo).

O gene envolvido na X-ALD é o gene ABCD1, que codifica uma proteína de membrana peroxissomal. Mutações nesse gene são relacionadas ao acúmulo de ácidos graxos (cadeias retas de hidrocarbonetos terminando num grupo carboxila e na outra extremidade um grupo metila) de cadeia muito longa (very long chain fatty acids – VLCFA) formados por 24 a 26 átomos de carbono em todos os tecidos e fluidos corporais, especialmente no sistema nervoso e glândulas adrenais. As gorduras saturadas são introduzidas para o organismo através dos alimentos e também são fabricadas pelo organismo através da biosíntese. O corpo humano precisa dessas gorduras para poder gerar células e o excesso é queimado normalmente, mas no caso de portadores de ALD as enzimas que deveriam metabolizar este tipo de gordura são defeituosas, sendo assim o nível anormal de gordura no sangue não se decompõe e acumulam-se no cérebro degenerando a bainha de mielina.

Após a descoberta da concentração aumentada de VLCFA no sangue e em outros tecidos dos pacientes com ADL-X, diversos tratamentos dietéticos foram desenvolvidos. Usa-se sedativos leves, como Hidrato de Cloral, Pentobarbita lanticonvulsivos, Difenhidramina - antialérgico e Baclofén – antipasmódico. Já o transplante de medula óssea e as terapias imunossupressoras estão sendo investigados atualmente. Deve-se enfatizar que esses tratamentos são eficazes, porém se a insuficiência adrenocortical, encontrada na maioria dos casos de pacientes com ADL-X, for tratada tardiamente, será letal. É necessário, então, que testes que verifiquem a função adrenocortical, que é medida pela concentração de ACTH e cortisol encontrados no plasma sanguíneo, ou pelo aumento de cortisol após a estimulação de ACTH em pacientes masculinos, sejam feitos regularmente, a menos que eles já estejam fazendo terapia com substituição de hormônios esteróides (van GEEL et al., 1997).

Dieta Terapêutica

A meta da dieta consiste em diminuir a ingestão VLCFA, que provém de comidas gordurosas e controlar o aumento endógeno de VLCFA ingerindo alimentos monoinsaturados (KEMP, 2002). O controle pode ser feito a partir da ingestão do glicerol trierucato (GTO) ou pela ingestão de glicerol trioleato (GTE), ( van GEEL et al., 1997). O GTO é encontrado compondo até 90% do ácido oleico (C18:1) e também encontrado naturalmente no azeite de oliva, óleo de milho e de semente de girassol. 32 Essa ingestão resulta em uma diminuição em VLCFA para 50% em 4 meses. Já o GTE ácido erúcico (C22:1) - encontrado naturalmente no óleo de colza - couve nabeira (van GEEL et al.,1997).

Uma outra terapia é o Óleo de Lorenzo, que foi desenvolvido por Augusto Odone, cujo filho Lorenzo manifestou a ADL-CC na infância. Este óleo consiste em 4 partes de GTO para 1 parte de GTE. Uma a base do Lorenzo normaliza o nível de C26:0 em 4 semanas normaliza a microviscosidade (diminuto processo cilíndrico na superfície das células intestinais que aumentam bem a área de superfície absorvitiva das células) da membrana (van GEEL et al., 1997). Dr. Hugo Moser que trabalha no Kennedy Krieger Institute, em Baltimore, após um longo estudo da eficiência do Óleo de Lorenzo no tratamento preventivo da ALD, apresentou resultados de sua pesquisa. Este estudo contou com a participação de 12 laboratórios internacionais, envolveu 104 meninos portadores assintomáticos da ALD até seis anos de idade, 68 dos Estados Unidos e 36 da Europa. Um grupo seguiu regularmente o regime a base do Óleo de Lorenzo e o outro não. O grupo que seguiu a dieta com o óleo apresentou uma queda brusca do VLCFA e no segundo grupo essa taxa continuou se elevando (MOSER, 2002). Ficou constado neste estudo que o risco de desenvolver ALD Infantil, no grupo dos meninos que seguiram a dieta do Óleo de Lorenzo, era de 23% naquele que não apresentavam sintomas, porém isso não significa dizer que os meninos que passaram pela fase crítica ALD da infância, que pode manifestar até os dez anos e que não desenvolverão a AMN, é a doença que se manifesta após trinta anos de idade (MOSER, 2002).

O óleo de Lorenzo é uma mistura de trioleato de glicerol e trierucato de glicerol derivados dos ácidos oleico e erúcio extraídos a partir dos óleos de oliva e canola, (também conhecida como óleo de colza). Descobertos por Augusto e Michaela Odone na década de 80, pais de Lorenzo, onde se origina o nome do suplemento alimentar parar os deficientes de andrenoleucodistrofia (ALD), o óleo de Lorenzo interrompe a síntese de ácidos graxos estabilizando as desmielinaçao fator que destroe a banhia de mielina, é indicado como tratamento para melhorar e prolongar a qualidade de vida dos portadores DEFICIENCIA DAS ENZIMAS NOS PORTADORES DE ALD As enzimas é responsável por transportar os ácidos graxos de cadeia longa para dentro do peroxissomos para que eles possam metabolizar gorduras no sangue, porem é defeituosa nos portadores da doença provoca o acumulo de ácidos graxos de cadeia longa no sistema nervoso, tendo assim a mielina que envolve os nervos corrompidas (descascadas) , causando assim a degeneração do cérebro fazendo que o corpo perca suas funções.

A medicina, em sua busca incessante em favor da vida e todas as áreas envolvidas com a saúde devem ser orientadas para o alívio do sofrimento. Estar preocupado em cuidar da pessoa doente e não somente da doença da pessoa? Com a preocupação de encarar o estar morrendo como um processo normal, enfatizando o controle de dor e dos sintomas, objetivando melhorar a qualidade de vida, antes mesmo que a alternativa de curar a doença? No filme óleo de Lorenzo em 1992, fala sobre Adrenoleucodistrofia, um garoto de 6 anos começa ter os sintomas e os médicos não sabem dizer corretamente o que é a doença. Só sabiam que haviam vários fatores que lavava a morte rapidamente. E apesar da ALD ainda não existir cura, podemos considerar de uma certa forma, que quem conseguiu, o “remédio” não foram os médicos, e sim a persistência, amor de um pai e uma mãe.

E 23 anos depois, os médicos estão preparados para estudar novas doenças? Hoje em dia quando pensamos em médicos e curas, pensamos na medicina moderna, de alta tecnologia. Onde as possibilidades no cuidado com a saúde são as mais variáveis possíveis. Podemos dizer, que hoje nesse nosso mundo, a globalização tem causado um efeito paradoxal na saúde, contrastando os avanços na medicina, cura para muitas doenças. Atualmente se percebe os efeitos na saúde através de vários exemplos: simples vacinas que imunizam as pessoas de doenças graves, a cura do câncer em fase inicial e até a expectativa da cura definitiva. Mesmo tudo tendo seus prós e contras, HOJE é mais fácil falarmos que os médicos junto com essa grande evolução na medicina, estudos e pesquisas, as chances das curas acontecer, tanto com doenças já existente quanto com surgimento de novas doenças, são maiores que anos atrás.

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