Administracao eclesiastica planejamento estrategico eo projeto impacto esperanca, Teses de Absorção. Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)
Antunes_L.P_Tavares
Antunes_L.P_Tavares22 de Março de 2015

Administracao eclesiastica planejamento estrategico eo projeto impacto esperanca, Teses de Absorção. Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)

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UNIVERSIDADE DO CONTESTADO CAMPUS DE CURITIBANOS

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

ANA PAULA PEREIRA

ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E O PROJETO IMPACTO ESPERANÇA

.

Curitibanos, 2008.

ANA PAULA PEREIRA

ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA: PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO E O PROJETO IMPACTO ESPERANÇA

.

PAGE 1

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao

curso de Administração - UNC, como requisito

para a obtenção do Grau de Bacharel em

Administração orientado pelo Professor Geraldo

Antonio da Rosa.

Curitibanos, 2008. SUMÁRIO

RESUMO

ABSTRACT

06

07

LISTA DE FIGURAS 08

1. INTRODUÇÃO 09

1.1. QUESTÃO NORTEADORA 10

1.2. JUSTIFICATIVA 10

1.3. OBJETIVOS 10

1.3.1. OBJETIVO GERAL 11

1.3.2. OBJETIVOS ESPECIFICOS 11

1.4 METODOLOGIA 11

1.5. ESTRUTURA DO TRABALHO MONOGRAFICO 12

2. ESTRATÉGIA 13

2.1. O PROPÓSITO DA ORGANIZAÇÃO, VISÃO, MISSÃO, PRINCIPIOS,

VALORES E ABRANGÊNCIA.

14

2.1.2. O PROPÓSITO DA ORGANIZAÇÃO 14

3. VISÃO, MISSÃO 15

3.1. PRINCÍPIOS 15

3.2. VALORES 16

3.3 ABRANGÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO 16

PAGE 1

4. CAMINHOS PARA UMA ESTRATÉGIA EFICAZ 16

5. O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 18

5.1. UM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É COMPOSTO PELOS

SEGUINTES PASSOS:

19

5.1.1. FORMULAÇÃO DOS OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS 19

5.1.2 ANÁLISE INTERNA DA FORÇAS E LIMITAÇÕES DA EMPRESA 19

5.1.3. ANÁLISE EXTERNA 20

6. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO VERSUS PLANEJAMENTO A

LONGO PRAZO

21

6.1. OBJETIVOS E METAS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 22

7. AS DEZ ESCOLAS DO PENSAMENTO ESTRATÉGICO 22

8. O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR 27

9.1. A ORIGEM DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA 29

9.1. A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA EM EXPANÇÃO 30

9.1.1. A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA NO BRASIL 31

9.1.2. ESTRUTURA E FORMA DE ADMINISTRAÇÃO 33

9.1.3. ORGANOGRAMA DA ESTRUTURA DA IGREJA ADVENTISTA DO

SÉTIMO DIA

34

9.2. OS ADVENTISTAS 35

9.2.1. MENSAGEM E PROPÓSITO: 35

9.2.2. MISSÃO: 36

9.2.3. REGRA DA FÉ: 36

9.3. AS 28 DOUTRINAS DA A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA 37

1. AS ESCRITURAS SAGRADAS 37

2. A TRINDADE 37

3. DEUS PAI 37

4. DEUS FILHO 37

5. DEUS ESPÍRITO SANTO 38

6. DEUS É O CRIADOR

7. A NATUREZA DO HOMEM

38

38

8. O GRANDE CONFLITO 39

9. VIDA, MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO 39

PAGE 1

10. A EXPERIÊNCIA DA SALVAÇÃO 39

11. CRESCIMENTO EM CRISTO 40

12. A IGREJA 40

13. O REMANESCENTE E SUA MISSÃO

14. UNIDADE NO CORPO DE CRISTO

41

41

15. O BATISMO 41

16. A CEIA DO SENHOR 41

4217. DONS E MINISTÉRIOS ESPIRITUAIS

18. O DOM DE PROFECIA 42

19. A LEI DE DEUS 42

42

42

20. O SÁBADO

21. MORDOMIA

22. CONDUTA CRISTÃ 43

43

43

44

23. MATRIMÔNIO E FAMÍLIA

24. O MINISTÉRIO DE CRISTO NO SANTUÁRIO CELESTIAL

25. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

26. MORTE E RESSURREIÇÃO 44

44

27. O MILÊNIO E O FIM DO PECADO

28. A NOVA TERRA 44

45

9.4. O PROJETO IMPACTO ESPERANÇA

9.4.1. CRONOGRAMA DO PROJETO 46

9.4.2. A REVISTA 48

9.4.3. O CUSTO DO PROJETO 49

9.4.4. O ENVOLVIMENTO 49

9.5. ANÁLISE DO PROJETO EM CURITIBANOS SC 53

CONSIDERAÇÕES FINAIS 58

PAGE 1

RESUMO

A presente monografia demonstra a estruturação de um planejamento estratégico.

Tem como objetivo mostrar a importância do planejamento estratégico em entidades

do terceiro setor, ou entidades não governamentais, as chamadas ONGs

(Organizações Não Governamentais). No início do trabalho compreendemos o que

é a estratégia, o que é o planejamento estratégico, e como funciona o planejamento

estratégico no terceiro setor. Apesar de muitos acharem que é perda de tempo,

achar que o importante é receber os benefícios doados, por colaboradores ou pelo

Estado, os quais muitas vezes não cobrem nem as necessidades básicas das

entidades, a entidade que tem um planejamento estratégico, consegue mesmo com

poucos recursos suprir pelo menos o que é mais importante, pois sabe onde investir,

PAGE 1

o planejamento estratégico dá essa possibilidade para as organizações, a de saber

onde e quanto deve investir, através da analise que é feita é possível também

saber quais riscos que envolvem a organização, e dá a possibilidade de se

defender destes riscos, a análise também indica o caminho que a organização deve

seguir para conseguir alcançar o sucesso desejado.

Palavras-chave: ONGs, Planejamento Estratégico, Terceiro setor

ABSTRACT

This paper demonstrates the structuring of a strategic planning. Aims to show the

importance of strategic planning in the third sector entities, or non-governmental

entities, so-called NGOs (Non Governmental Organizations).

At the beginning of labor understand what is the strategy, which is the strategic

planning, and how the strategic planning in the third sector.

Although many believe it is waste of time, feel that the important thing is receiving the

benefits donated by employees or the state, which often do not cover either the basic

needs of the entities, the entity that has a strategic planning, it even with few

resources supply at least what is most important because you know where to invest,

strategic planning gives the possibility for organizations, to know where and how

much to invest, through analysis that is done you can also learn which risks involving

PAGE 1

the organization, and gives the possibility to defend these risks, the analysis also

indicates the path that the organization should follow to achieve the desired success.

Key words: NGOs, Strategic Planning, Third Sector

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Organograma da estrutura administrativa da Igreja Adventista do Sétimo

Dia..............................................................................................................................26

Figura 2 – Foto ..........................................................................................................51

Figura 3 – Foto ..........................................................................................................51

Figura 4 – Revista “Viva com Esperança”..................................................................52

Figura 5 – Adesivo oficial do projeto..........................................................................52

PAGE 1

INTRODUÇÃO

Muito se tem ouvido falar sobre Planejamento Estratégico nas

empresas ou organizações de modo geral, ainda encontramos várias interpretações

sobre esta ferramenta da Administração, muitas vezes o estabelecimento de metas

e a formulação de planos para atingi-los é mal dirigida, e algumas vezes são

obsoletas, desta maneira as organizações perdem tempo excessivo e energia

intelectual, tentando planejar seu futuro, criam planos estratégicos grandiosos, com

orçamentos milionários, planos táticos e cronogramas, mais isso tudo não garante o

sucesso dos negócios.

O Planejamento Estratégico é importante para empresas que de

certo modo procuram preparar-se para enfrentar ameaças e aproveitar todas as

oportunidades que vierem a surgir.

PAGE 1

A rapidez com que as empresas são forçadas a mudar

constantemente, para que assim possam acompanhar o mercado pode ser citada

como uma causa do crescimento do Planejamento Estratégico sabe-se que a

organização só poderá crescer e progredir se conseguir acompanhar a evolução, e

a maneira comprovadamente mais inteligente de fazer isso é através do

Planejamento Estratégico.

A administração estratégica envolve todos os membros da

organização, depende de uma série de considerações, as ameaças e oportunidades

do ambiente externo e a avaliação dos pontos fortes e fracos devem ser feitas

cuidadosamente, com o objetivo de determinar a estratégia ideal para cada situação

para que esta seja favorável aos interesses da organização. Assim, Wright (2001, p.

25) diz que “a administração estratégica consiste em decisões e ações

administrativas que auxiliam a assegurar que a organização formula e mantém

adaptações benéficas com o ambiente.” A maioria das empresas encontra

dificuldades em identificar um fator que a diferencie de seus concorrentes, não se

pode pensar que existe apenas uma forma de competir, e nem tão pouco achar que

pode se aventurar em qualquer área é preciso identificar o que a empresa oferece

melhor do que qualquer outra. Por essa razão é essencial que o planejamento tenha

uma visão ampla.

1.1. QUESTÃO NORTEADORA

O que é o Projeto Impacto Esperança e como ele foi realizado em

Curitibanos SC?

1.2. JUSTIFICATIVA

A presente monografia tem como objetivo mostrar a importância do

planejamento estratégico em entidades sem fins lucrativos, ou as chamadas “ONGs”

Organizações Não Governamentais, e usar essa ferramenta da administração para

alcançar metas. O projeto Impacto Esperança, realizado pela Igreja Adventista do

Sétimo dia, é considerado o maior projeto realizado pela igreja em mais de um

PAGE 1

século de existência. Este projeto é um exemplo de planejamento estratégico o qual

abrange toda a América do Sul, e envolve todos os departamentos da organização

da Igreja Adventista do Sétimo dia, desde a presidência, passando por ADRA

(Agência de Recursos Assistenciais), Desbravadores, J.A.(Jovens Adventistas), etc.

O estudo de caso do projeto poderá servir como base para

estudiosos e pesquisadores, ou por dirigentes de outras organizações no sentido de

mostrar como um projeto pode mobilizar tantas pessoas visando o mesmo foco. E

qual o papel de cada departamento na realização do projeto.

Justifica-se como um estudo de caso por tratar-se de uma pesquisa

cujo objetivo é o estudo do projeto Impacto Esperança, uma análise de como foi

realizado esse projeto em Curitibanos SC. Todo estudo de caso reúne o maior

número de informações, e tem como objetivo descrever detalhadamente o projeto

estudado.

1.3. OBJETIVOS

1.3.1. OBJETIVO GERAL

Proporcionar a análise da importância do Planejamento Estratégico,

destacando o compromisso social da Igreja Adventista do Sétimo Dia através do

Projeto Impacto Esperança. Mostrar que é possível um mesmo plano estratégico ser

usado por diferentes departamentos, e como esse planejamento pode influenciar

milhares de pessoas. E mostrar como a Igreja Adventista de Curitibanos realizou o

projeto Impacto Esperança.

1.3.2. OBJETIVOS ESPECIFICOS

PAGE 1

• Conceituar o Planejamento Estratégico

destacando sua importância na gestão de

empresas;

• Explicar o funcionamento do terceiro setor;

• Levantar dados históricos do adventismo;

• Mostrar como a Associação Catarinense da

Igreja Adventista do Sétimo Dia realizou o

projeto, destacando o projeto em Curitibanos.

1.4. METODOLOGIA

O universo desta pesquisa é a Igreja Adventista do 7º Dia. A

característica metodológica desta monografia é de pesquisa explicativa, pois visa

identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fatos.

Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “por que” das

coisas, como o resultado da pesquisa influência a vida das pessoas.; pode-se

classificar ainda como bibliográfica e estudo de caso.

Para a realização das pesquisas que compõem o conteúdo

referencial teórico, histórias e o projeto objeto de estudo, foram utilizados livros,

revistas, sites, além de pesquisa documental feita nos arquivos da Igreja Evangélica.

1.5.ESTRUTURA DO TRABALHO MONOGRAFICO

Na primeira parte do trabalho encontra-se: Introdução, questão

norteadora, justificativa, objetivos e metodologia. Na segunda parte encontra-se a

fundamentação teórica que aborda estratégia, planejamento estratégico, as dez

escolas de estratégia e o planejamento estratégico no terceiro setor. Na terceira

parte encontra-se a história da igreja adventista, como surgiu, como ela chegou ao

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Brasil, como é a estrutura administrativa da igreja. Na quarta parte encontra-se a

descrição do projeto Impacto Esperança, cronograma do projeto. E na quinta parte

encontra-se a análise de como o projeto foi realizado em Curitibanos SC, e por fim

são feitas as considerações finais.

2. ESTRATÉGIA: CONCEITUAÇÃO E IMPORTÂNCIA

A palavra “estratégia” vem do grego “strategos”, que quer dizer a arte

do general. A estratégia pode ser definida como um conjunto de objetivos,

finalidades, metas, diretrizes fundamentais e os planos para atingir os objetivos da

organização, segundo Ansoff (1993, p. 71):

A estratégia é um conjunto fugaz e um tanto abstrato. Sua formulação tipicamente não produz qualquer ação produtiva imediata na empresa. Acima de tudo, é um processo dispendioso, tanto em termos de dinheiro quanto do tempo dos administradores.

A partir deste conceito entende-se que, para se obter uma boa

estratégia, é necessário cumprir uma série de etapas e acompanhar cada uma delas

corretamente, para que nada dê errado durante o processo.

PAGE 1

As etapas que compõem uma estratégia dependem de cada

situação e das variáveis que a envolvem, é por isso que uma estratégia só pode ser

desenvolvida, a partir de uma análise que compreenda todo o conjunto de variáveis

e circunstâncias que envolvem aquele momento.

Mintzberg (2000, p. 21) no livro Safári de Estratégia diz que:

A estratégia diz respeito tanto a organização como ao ambiente. Uma

premissa básica para se pensar a respeito da estratégia diz respeito à

impossibilidade de separar organização e ambiente [...] A organização usa

a estratégia para lidar com as mudanças nos ambientes.

Não se pode pensar em estratégia para uma organização sem

envolver o ambiente no qual ela está inserida, pois a estratégia é definida depois que

a análise do ambiente é feita, depois que é analisado tudo que pode sair errado,

para que a empresa possa estar preparada para corrigir as falhas e alcançar suas

metas sem riscos, para isso é necessário um bom planejamento. Embora um bom

planejamento não signifique uma boa estratégia, é importante para garantir que a

estratégia devera ter uma seqüência para que possa acontecer como o planejado.

Portanto, observar o ambiente e suas variáveis é essencial para se

ter uma estratégia. Olhar para o futuro, enxergar os possíveis resultados e planejar

todas as etapas para alcançá-los, além disso, analisar cada etapa, acompanhar de

perto as pessoas, identificando o que pode dar errado, aperfeiçoando a estratégia a

cada passo. Desta maneira as chances de alcançar as metas ficarão maiores. Ansoff

(1993, p.70) ainda define estratégia afirmando que “Basicamente, estratégia é um

conjunto de regras de tomada de decisão para a orientação do comportamento de

uma organização.”

Essas regras não garantem o sucesso da estratégia, elas somente

orientam a organização para a melhor opção, pois o que irá garantir o êxito da

estratégia, o que irá garantir o êxito ou fracasso da estratégia é a execução das

etapas.

1.. O PROPÓSITO DA ORGANIZAÇÃO, VISÃO, MISSÃO, PRINCIPIOS, VALORES E ABRANGÊNCIA.

PAGE 1

São estes elementos que dão início à formação de uma cultura que

informa o que fazer, para onde estamos indo e sobre quais condições de

comportamentos e atitudes vamos percorrer. Este caminho serve para dar a

orientação necessária, é o conjunto que auxilia a dizer onde estamos e o que

estamos fazendo hoje, e o que queremos alcançar através do comportamento que

temos.

2.1.2 O PROPÓSITO DA ORGANIZAÇÃO

É um conjunto de elementos básicos que definem aquilo que a

organização pretende ou gostaria de ser no futuro, sua vontade de agir, define suas

crenças básicas, não se limita nem pelo ambiente externo nem pela sua capacidade

atual. Segundo Arantes (2004, p. 35):

O propósito é o impulso, a motivação maior que fornece essa força,

direcionando a organização para os caminhos que ela escolher. Sem ele, a

organização fica como um barco sem motor: qualquer onda ou corrente

pode levá-la para qualquer outro lado ou, na ausência delas, permanecerá

estática.

O Propósito da Organização é tido como um elemento chave, pois é o que

guiará a organização no caminho que ela irá escolher.

3. Visão, Missão

Visão e Missão são dois termos que estão ligados, mais que

possuem significados diferentes. “A Visão procura descrever o que a organização

quer ser no futuro. A Missão resulta de uma reflexão sobre o Porquê de sua

existência.” (ARANTES, 2004).

A Visão precisa ser definida de maneira simples, objetiva, mais

também deve ser ambiciosa e inspiradora. Deve ser fácil de entender por todos, pois

as pessoas que formam a organização precisam estar comprometidas com a Visão,

precisam “comprar” a visão de sua organização. Devem ser ambiciosas, porém

realistas, não se pode construir uma visão baseada em uma fantasia, ou em uma

utopia. Deve ser inspiradora, para motivar, entusiasmar a organização.

PAGE 1

A Missão, a formulação da missão deve responder perguntas como:

• Qual a necessidade básica que a organização pretende suprir?

• Que diferença faz, para o mundo esterno, ela existir ou não?

• Qual a motivação básica que inspirou seus fundadores?

• Por que surgiu?

As pessoas precisam compreender as razões básicas da existência,

ou missão da organização em que trabalham, para que não se percam em meio a

objetivos que não são tão importantes. (ARANTES, 2004 p. 35)

3.1. Princípios

Princípios são os pontos que a empresa não muda, aconteça o que

acontecer. Em relação aos princípios não há meio termo, ou eles são respeitados

integralmente ou estão sendo violados.

2.. Valores

Os Valores de uma organização representam os princípios éticos

que norteiam todas as suas ações. Normalmente, os valores compõem-se de regras

morais que simbolizam os atos de seus fundadores, administradores e

colaboradores em geral. É importante destacar que os valores devem realmente

fazer parte da cultura organizacional da instituição, isto é, devem ser percebidos por

todos. Resumindo, podemos dizer que os valores são o “ar que se respira” na

organização, aquilo que é imediatamente percebido por um visitante ao manter

contato com a instituição. Como afirma ARANTES (2004, p. 38) “É como se os

princípios fossem os alicerces de um edifício, enquanto os valores seriam as

paredes externas e internas do prédio; ambos são importantes, mas em natureza e

PAGE 1

graus diferenciados.” Ambos têm significados diferentes, mas estão intimamente

ligados entre si, apóiam um ao outro, um não pode se sustentar sem o outro.

3.3. Abrangência da Organização

A abrangência se refere às limitações que a organização tem no seu

campo de atuação. A abrangência serve para qualificar o mercado que a

organização pretende atuar, faixas etárias, preferenciais ou necessidades

especificas que a empresa queira atender.

4. CAMINHOS PARA UMA ESTRATÉGIA EFICAZ

Para se ter uma estratégia eficaz para cada tipo de organização é

necessário entender a estratégia do seu ramo de atividade, tenha uma visão ampla,

procure pontos “chave” no seu negócio.

• O que são eles?

• O que torna seu negócio diferente dos demais?

• Quais vantagens competitivas tornam sua empresa diferente das

demais do mesmo ramo de atividade?

Baseado no sentido de que a estratégia é flexível, pode-se dizer que

ela deve ser constantemente melhorada, se isso for necessário. Além disso, envolver

as pessoas dentro da organização, para que estejam atentos ao que se passa no

mercado externo, e no ambiente ao qual sua empresa esteja inserida, é importante

que se faça uma análise SWOT PLP, que é a identificação dos pontos fortes, e

pontos fracos, ameaças e oportunidades que a empresa tem no meio que atua.

A análise SWOT, faz com que a organização revise suas

capacidades, seus recursos, suas competências, se o seu nível está agradando aos

seus clientes, e também o maior e mais importante recurso que a empresa possui os

seus funcionários. Os profissionais da organização são “peças chave”, pois são eles

que realizam a estratégia.

PAGE 1

Considere, onde a empresa está hoje, e onde você quer que ela

chegue futuramente, e quais os caminhos que você e sua equipe terão que percorrer

para chegar a esse futuro que você previu através da estratégia adotada. Para

Ansoff (1993, p. 426) a questão estratégica é um evento futuro: “Uma questão

estratégica é um evento futuro, interno ou externo à organização, que tende a

exercer um impacto significativo sobre a capacidade da empresa para alcançar seus

objetivos.”

Em outras palavras, a estratégia é realizada dentro ou fora da

organização, e tem como objetivo impactar o mercado onde atua, e também

ressaltar a capacidade da empresa para alcançar suas metas.

Ainda podemos encontrar outras definições de estratégia que

basicamente estão no mesmo contesto das demais, é o caso de Almeida (2001, p.

29) que diz: Estratégia é o caminho que a entidade deverá seguir, sendo que pode-se considerar uma decisão estratégica à medida que seja mais difícil voltar atrás e tenha-se uma interferência maior em toda a entidade. Durante as quatro grandes atividades realizadas, varias possíveis estratégias são levantadas, sendo que, nessa fase, resta sintetizá-la de modo a harmonizá- las e dar um sentido geral, não as tornando um amontoado de estratégias, mas um conjunto de estratégias em que possa ser identificado um todo.

Em outras palavras, à medida que a estratégia vai sendo formada,

ela vai sendo adaptada de maneira que todas as estratégias que surgiram ao longo

do tempo são ligadas, formando uma só estratégia.

5. O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

O Planejamento Estratégico é muito comentado nas organizações

atualmente, os estudos sobre esse tema são muitos e variados, existem várias

interpretações sobre essa ferramenta da administração. Como a definição de

Almeida (2001, p. 13) que diz:

Planejamento Estratégico é uma técnica administrativa que procura ordenar as idéias das pessoas, de forma que se possa criar uma visão de caminho que se deve seguir (estratégia). Depois de ordenar as idéias, são ordenadas as ações, que é a implementação do Plano Estratégico, para que, sem desperdício de esforços, caminhe na direção pretendida.

Observa-se o crescente interesse de empresas no Planejamento

Estratégico notamos que o que elas querem é preparar-se para conquistar o

mercado no qual está inserido, querem preparar-se para possíveis crises, ou alguma

coisa que sair errado, e também querem aproveitar as oportunidades que surgirem.

PAGE 1

Ainda existe duvidas sobre a diferença do Planejamento Estratégico

e os Planos Táticos e Operacionais. Contudo alguns estudiosos definem essa

diferença afirmando que o plano estratégico diz respeito à organização em geral,

enquanto o plano tático está relacionado com os vários departamentos da empresa,

um plano de marketing ou um plano de finanças, são exemplos de plano tático, já o

plano operacional, são aqueles que envolvem os recursos para a realização do plano

tático.

Segundo Ansoff (1993, p. 38) no PLP, as metas são detalhadas em

programas de ação, orçamentos e planos de lucro para cada uma das unidades-

chave da empresa. A seguir, esses programas e orçamentos são implantados por

essas unidades. Observa-se que enquanto o plano estratégico envolve a

organização em geral, o plano em longo prazo investe em programas de ação para

cada uma das unidades da empresa, é feito detalhadamente departamento por

departamento, analisando os custos para cada unidade, e somente depois que estes

custos são analisados em cada unidade é que é implantado, já o plano estratégico é

diferente, pois analisa os custos que a organização terá no geral, e não unidade por

unidade, e com isso economiza tempo.

5.1. UM PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É COMPOSTO PELOS SEGUINTES PASSOS:

5.1.1. FORMULAÇÃO DOS OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS

Nessa etapa a organização define os objetivos globais que pretende

alcançar e estabelece o que é mais importante, e o que deve ser feito primeiro.

5.1.2. ANÁLISE INTERNA DA FORÇAS E LIMITAÇÕES DA EMPRESA

Na segunda etapa é feita uma análise das condições internas da

empresa para permitir uma avaliação dos principais pontos fortes e dos pontos

fracos que a organização possui. Os pontos fortes constituem as forças da

PAGE 1

organização que facilitam o alcance dos objetivos organizacionais e devem ser

reforçados, enquanto os pontos fracos constituem as limitações e forças restritivas

que dificultam ou impedem o seu alcance e que devem ser superados. Essa análise

interna envolve tudo o que diz respeito à organização, como por exemplo:

Análise dos recursos (recursos financeiros, máquinas,

equipamentos, matérias-primas, recursos humanos, tecnologia

etc.), além disso, o que a empresa tem a sua disposição para

trabalhos futuros ou em estoque, se ela possuir;

Análise da estrutura organizacional da empresa, seus aspectos

positivos e negativos, divisão de trabalho entre departamentos e

unidades e como os objetivos da organização foram distribuídos

em objetivos departamentais.

Segundo Biagio (2005, p. 77):

Antes de estabelecer os objetivos estratégicos, a empresa

necessita analisar o que seu ambiente interno, ou seja, tudo

aquilo que está sob o controle da empresa, os aspectos

organizacionais, os aspectos de marketing, os aspectos

financeiros, os aspectos pessoais, e os aspectos de produção.

O que Biagio quer dizer com isso, é que antes de qualquer coisa, a

empresa necessita estar ciente do que ela tem ao seu favor, seus recursos, sejam

eles financeiros, ou humanos.

5.1.3. ANÁLISE EXTERNA

A análise externa é uma análise do ambiente externo da empresa,

ou seja, das condições externas que rodeiam a empresa, que da mesma maneira

que lhe propõe desafios também lhe dá oportunidades. Segundo Arantes (2004) a

análise externa envolve:

• Mercados abrangidos pela empresa, características atuais e

tendências futuras, oportunidades e perspectivas;

PAGE 1

• Concorrência ou competição, isto é, empresas que atuam no

mercado, disputando os mesmos clientes, consumidores ou

recursos;

• Questões econômicas, tais como, tendências políticas, sociais,

culturais, legais etc., que afetam a sociedade e todas as demais

empresas.

Enfim, a análise externa é feita fora da empresa, levando em

consideração fatores externos que possam influenciar de alguma maneira a

organização, um exemplo clássico disso é a concorrência, ou seja, empresas do

mesmo segmento, que tanto podem ser positivos como também podem ser

negativos. Positivos por que podem incentivar a organização a melhorar cada vez

mais seus produtos e serviços, e negativos, por que podem ganhar o espaço no

mercado que antes eram da sua organização.

6. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO VERSUS PLANEJAMENTO A LONGO PRAZO

O Planejamento Estratégico é uma ferramenta mais flexível do que

o Planejamento a longo prazo, no livro Implantando Administração Estratégica Ansoff

diz que “no planejamento a longo prazo acredita-se que o futuro possa ser previsto

a partir da extrapolação do crescimento passado” (ANSOFF, 1993, p. 37). Porém

esse processo muitas vezes produz metas muito otimista, e quem nem sempre

condizem com a realidade da organização. Já sobre o planejamento estratégico,

Ansoff (1993, p. 38) diz: No Planejamento Estratégico, não se espera necessariamente que o futuro

represente um progresso em relação ao passado, tampouco se acredita

que seja extrapolável. Portanto, como primeira medida, é feita uma análise

das perspectivas da empresa, identificando-se tendências, ameaças,

oportunidades e descontinuidades singulares que possam alterar as

tendências históricas.

PAGE 1

O Planejamento Estratégico permite que a empresa se adapte as

variações do mercado, com isso a empresa não será pega de surpresa se houverem

mudanças no meio em que está inserida, por isso a análise do ambiente é tão

importante.

Para Philip Kotler (1975, p. 24) o Planejamento Estratégico é uma

metodologia gerencial, ele diz o seguinte: O Planejamento Estratégico é uma metodologia gerencial que permite

estabelecer a direção a ser seguida pela organização, visando maior grau de

interação com o ambiente. A direção engloba os seguintes itens: âmbito de

atuação, macro políticas, políticas funcionais, filosofia de atuação, macro

estratégias, e estratégias funcionais.

O Planejamento Estratégico é implantado em organizações de vários

segmentos, pequeno empresas, médias empresas, grandes organizações, entidades

sem fins lucrativos, e acredite até mesmo no nosso cotidiano é possível implantar o

planejamento estratégico. Quem nunca se pegou pensando ou estruturando

estrategicamente tudo o que faria em cada hora do dia? Até mesmo antes de

levantar da cama? Tenho certeza que todos já fizeram isso, e se ainda não o

fizeram, com toda certeza farão.

6.1. OBJETIVOS E METAS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Todo planejamento precisa ter desafios, objetivos e metas a serem

atingidos ao longo do caminho pelo qual o planejamento passa é através desses

elementos que a organização define seus alvos, que serão alcançados no decorrer

do processo. No livro Gestão Estratégica, Arantes diz que os objetivos e as metas se

refere aos parâmetros chave, Arantes (2004, p. 199) faz o seguinte destaque: Objetivos e metas referem-se aos parâmetros-chave, qualitativos ou

quantitativos, que se pretende atingir ou manter num dado tempo

preestabelecido. Podem ser marcos finais ou intermediários. Eles são

como as placas de quilometragem nas estradas, e servem para identificar

se o caminho escolhido está correto e sendo percorrido no espaço e no

tempo combinados. Podem ser desafios a vencer ou alvos a conquistar.

Conclui-se então que, os objetivos e as metas são muito importantes

dentro de qualquer tipo de planejamento, seja ele estratégico ou a longo prazo, de

qualquer maneira precisa-se saber onde quer chegar, precisa ter uma visão de

futuro, e precisa saber como fazer, que caminhos deve seguir para chegar a esse

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futuro. São estes objetivos e estas metas que definirão seu futuro e o da sua

organização.

7. AS DEZ ESCOLAS DO PENSAMENTO ESTRATÉGICO

Minzberg fez um resumo e após muitos estudos e extensa revisão

bibliográfica, as características de dez escolas do pensamento estratégico que se

desenvolveram a partir da década de 70 são as seguintes:

1. A Escola do design: vê a estratégia como um processo de concepção. considera as forças e as fraquezas internas da empresa juntamente com

ameaças e oportunidades externas de seu ambiente. (MINTZBERG, AHLSTRANO,

LAMPEL, 2008).

Essa técnica também é conhecida como “Analise SWOT”, podemos

dizer que o primeiro passo no planejamento é a análise das forças e fraquezas,

ameaças e oportunidades, pois é preciso saber quais os riscos que a empresa corre

ao decidir seguir um caminho, e também quais as oportunidades ela tem.

2. A Escola de Planejamento: iniciado por Ansoff e Andrews, reflete a maior parte das idéias da escola de design, acrescentando a concepção de que o

processo estratégico não é apenas cerebral, mas também formal. A formalidade

significa que o processo estratégico pode ser decomposto em passos distintos,

delineados por listas de verificações e sustentado por técnicas como orçamentação,

programas e planos operacionais. (MINTZBERG, AHLSTRANO, LAMPEL, 2008).

A escola do planejamento está de acordo com a maioria das idéias

da escola de design, podemos notar que na escola de planejamento se fala que o

processo estratégico precisa ser sustentado por técnicas de orçamentos e planos

operacionais, isso que dizer que, o plano estratégico precisa de investimento

financeiro e também de plano de ação, de nada adianta a empresa ter um ótimo

planejamento se não está disposta investir dinheiro nele, e também, não adianta

investir dinheiro no planejamento, se a empresa não sabe como colocá-lo em práica.

3. A Escola de Posicionamento: vê a estratégia como um processo analítico. Nessa escola, a formulação da estratégia deve ser precedida de exame

profundo da indústria e de uma minuciosa análise do ambiente externo e interno da

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empresa, essa escola foi impulsionada por Michael Porter, uma grande estudioso em

estratégia, e citado como o maior autor sobre estratégia no ultimo século. Porter

(2008, p. pagina) contribuiu com seu modelo de analise competitiva onde ele

identifica cinco forças no ambiente de uma organização:

• ameaças de novos entrantes;

• poder de barganha dos fornecedores da empresa;

• poder de barganha dos clientes da empresa;

• ameaças de produtos substituidos;

• intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes.

Podemos notar que a escola do posicionamento, também foca a

análise do ambiente externo e interno da organização, além disso o grande

impulsionador dessa escola Michael Porter, cita cinco forças no ambiente de uma

organização, baseado no seu modelo de analise competitiva, cada uma dessas

forças contribuem para o crescimento da organização.

4. A Escola Empreendedora: vê a estratégia como um processo visionário, centra o processo estratégico no presidente da empresa, e diferente das

demais escolas, baseia o processo estratégico nos mistérios da intuição, é feita

formulação da estratégia através de visões vagas ou perspectivas amplas, as quais

são vistas por meio de metáforas. Planejar ou raciocinar estrategicamente, é fazer

planos, e o plano nada mais é que a intenção de conquistar determinado objetivo,

por sua vez outra intenção! Tudo não passa de intenções, visões. É no campo tático,

pela decisão tática e conquista do objetivo, que essa visão transforma-se em

realidade concreta. Mas no começo, quando ainda estamos no pensamento

estratégico, estamos num processo totalmente visionário. (MINTZBERG,

AHLSTRANO, LAMPEL, 2008).

Admite-se que a escola empreendedora é uma escola visionária,

otimista, a estratégia é feita baseada em visões, em intenções de alcançar alguma

meta, no desejo de conquistar algum objetivo, empreendedor não é aquele que

coloca dinheiro dentro da empresa, nem aquele que inventa um produto, mais sim

aquele que tem a idéia do negócio, é aquele que faz coisas novas, ou faz coisas que

já existem, mas de maneiras diferentes.

5. A Escola Cognitiva: vê a estratégia como um processo mental. Essa escola estuda as estratégias que se desenvolvem nas mentes das pessoas, a

fim de construir estratégias de maneira criativa, ao invés de ser ampenas um mapa

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da realidade, a idéia principal, é que os estrategistas, utilizem seu conhecimento

para criar estratégias a partir de experiências. Essas escola prega, que para

compreender a formação da estratégia precisamos compreender a mente humana.

(MINTZBERG, AHLSTRANO, LAMPEL, 2008)

Em outras palavras, a escola cognitiva não foca diretamente a

formação da estratégia, ela prega que para podermos compreender a formação da

estratégia, primeiro precisamos compreender como a mente humana trabalha.

6. A Escola do Aprendizado: vê a estratégia como um processo emergente. Se origina em toda a organização através de seus membros

individualmente ou coletivamente, essa escola desafiou todas as outras, ela diz que

a estratégia pode ser encontrada e produzida por toda a organização, e que as

empresas aprendem também com seu fracasso, tanto quanto com seu sucesso.

(MINTZBERG, AHLSTRANO, LAMPEL, 2008).

A escola do aprendizado prega que a estratégia pode ser realizada

por todos na organização, nota-se que essa escola mostra que aprendemos tanto

com os erros quanto com os acertos, afinal devemos sempre olhar o lado positivo

das situações, se erramos uma vez, precisamos aprender com isso, para que não

venhamos a cair no mesmo erro mais tarde.

7. A Escola do Poder: vê a estratégia como um processo de negociação, enxerga o desenvolvimento da estratégia dentro das organizações

como um fenômeno essencialmente político de modo que o processo de formulação

envolve persuasão e confrontação entre os que dividem o poder na empresa, isso é

conhecido como o Micropoder, e Macropoder, que visualiza a organização como

uma entidade que usa seu poder sobre os outros e seus parceiros de alianças,

realizando redes de relacionamento para negociar estratégias "coletivas" de seu

interesse. (MINTZBERG, AHLSTRANO, LAMPEL, 2008).

Observa-se então que, quem tem mais poder, manda mais, quem

tem menos poder obedece mais, aqueles que se dividem o poder dentro de uma

organização utilizam persuasão, e confrontam-se para que sejam formuladas

estratégias coletivas.

8. A Escola Cultural: vê a estratégia como um processo coletivo. Enquanto o poder concentra-se em interesse próprio e fragmentação, a cultura volta-

se para os interesses comuns e integração dentro da organização. (MINTZBERG,

AHLSTRANO, LAMPEL, 2008).

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Diferente da escola do poder, onde podemos dizer que é “cada um

por si”, ou seja, concentram-se no interesse próprio, a escola do poder, mostra que

a estratégia é um processo coletivo, prega que todos precisam unir-se para o

crescimento da organização.

9. A Escola Ambiental: a estratégia como um processo reativo, ou

seja, a organização é considerada um ente passivo que consome seu tempo

reagindo a um ambiente que estabelece a ordem a ser seguida. (MINTZBERG,

AHLSTRANO, LAMPEL, 2008).

Nessa escola observa-se que a estratégia é seguida conforme o

mercado onde a organização está inserida determina, é como se o mercado tivesse

um manual e a organização seguisse aciduamente esse manual.

10. A Escola da Configuração: vê a estratégia como um processo de transformação. Nessa linha de estudo, as organizações são percebidas como

configurações, ou seja, agrupamentos lógicos de características e comportamentos.

Com o objetivo de transformar uma organização, ela teria de saltar de uma

configuração para outra, sendo que nesse instante ocorreria uma mudança

estratégia. (MINTZBERG, AHLSTRANO, LAMPEL, 2008)

Embora as escolas de pensamento estratégico não tratem somente

da formulação da estratégia, mas do processo estratégico como um todo, cada uma

das dez escolas reforça uma maneira diferente de formular ou formar estratégias.

O estudo de cada uma destas escolas é importante, saber em qual

cenário e tipo de empreendimento se encaixam cada uma delas é essencial.

O processo de identificação pode levar o planejamento que a

empresa usa a seguir vários caminhos sem se perder. Conhecer o processo e o

fundamento teórico aplicado facilitará em muito a prática, e então é só escolher a

que melhor se encaixa em cada organização.

Enfim, pode-se concluir que, não há dúvidas de que o

planejamento estratégico é importante para qualquer organização, seja ela com fins

lucrativos ou sem fins lucrativos. Do mesmo modo, não se pode afirmar com toda

certeza que a presença do Planejamento Estratégico determinara os resultados, ele

não elimina os riscos do negócio, poderá minimizar os impactos, mas nunca

eliminará por completo os efeitos dos riscos.

De qualquer maneira, o planejamento estratégico depende das

pessoas que compõem a organização, cabe a elas, seguir os passos criados na

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primeira etapa do planejamento, cumprir religiosamente essas etapas definirá o

futuro da organização, se todos os integrantes da organização estiverem

comprometidos com a visão da empresa, não será difícil cumprir de maneira eficaz

todas as etapas do plano estratégico e assim garantir um futuro de sucesso para a

organização.

Análise o ambiente onde sua empresa atua, escolha a melhor

estratégia, mobilize seus funcionários, motive-os, faça com que todos estejam

comprometidos dentro da sua organização, escolha a melhor estratégia, cumpra

todas as etapas.

Deixa-se uma dica considerada muito importante, não tenha o

sucesso como um foco, mas sim como uma conseqüência do trabalho realizado por

você e por sua organização. Boa sorte nesse caminho!

8. O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR

Diante dos acontecimentos atuais e das limitações do país, a

sociedade tenta de alguma maneira reolver os problemas, ou pelo menos amenizá-

los, problemas como, crianças abandonadas, violência, auxilio em desastres

naturais, etc., a partir do desejo de ajudar ao próximo, foi que surgiu o chamado

Terceiro Setor, que corresponde ao conjunto de organizações com fins não-lucrativos

e que também não é governamental. São destaques dessas organizações as

chamadas ONGs – Organizações Não Governamentais, as fundações beneficentes,

institutos empresariais e associações de defesa de direitos. Porém, um

administrador preparado para gerir essas organizações é muito importante, como

afirma Drucker (2001, p. 63), atualmente, grande parte dessas organizações já entendeu que as

entidades sem fins lucrativos necessitam de administração até mais que as

empresas privadas, exatamente porque lhes falta a disciplina imposta pela

linha de resultados.

As funções do administrador segundo Szazi (2005, p. 56): O administrador é o responsável por gerir a entidade ou a empresa,

executando atos de gestão por meio dos quais a entidade realiza sua

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vontade social, seja com ou sem fins lucrativos ou econômicos. Há duas

espécies de administradores: os legais e os voluntários.

Os administradores legais segundo Szazi (2005) são aqueles

determinados por lei, o os administradores voluntários são aqueles que exercem por

vontade própria a atividade de gerir uma entidade. Uma organização necessita do

trabalho de pessoas preparadas, sejam elas voluntárias ou não, sem funcionários ou

colaboradores, ela não se mantém.

Drucker (1997, p.370) diz o seguinte: A organização moderna existe para prestar um serviço especifico a

sociedade. Portanto, precisa estar dentro da sociedade. Precisa pertencer

a uma comunidade, ser uma vizinha e realizar seu trabalho dentro do

ambiente social. E precisa também empregar pessoas para consumar seu

trabalho. Seus impactos sociais vão, inevitavelmente, além da contribuição

especifica que ela existe para prestar.

Esta concepção assegura que, sem colaboradores não há

associação ou fundação, ela não se mantém sozinha, precisa de pessoas para

trabalhar, para assim desenvolver seu papel junto à sociedade.

Nas organizações do Terceiro Setor são necessárias pessoas que

estejam comprometidas com a causa da organização, afinal são elas que colocarão

o planejamento em prática, e para isso precisam sentir-se parte integrante da

organização. Os voluntários realizam atividades com as quais eles se identificam

dentro da associação, eles procuram realizar-se nessas atividades. O voluntário não

somente ajudam os necessitados, ele busca promover a cidadania; ele dá o melhor

de si, muitas vezes algumas horas mensais, sem receber nenhum tipo de

remuneração, porém o mais importante sente satisfação neste trabalho, pois assim,

busca o desenvolvimento pessoal e cria laços mais fortes de identidade e

cooperação.

Apesar de todos os benefícios que o planejamento estratégico traz

algumas organizações do Terceiro Setor não tem um planejamento estratégico por

acharem dificuldades em definir seus objetivos, sua missão. Estas dificuldades estão

no sentido de que elas, muitas vezes preocupadas em captar recursos para se

manter no dia-a-dia, esquecem de dar prioridade para a equipe traçar seus objetivos,

definir sua missão.

Segundo Chiavenato (2001, p. 221) “o planejamento representa a

primeira função administrativa por ser exatamente aquela que serve de base para as

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demais funções”. Então, pode-se concluir que, se a organização não possui um

planejamento estratégico fica sem saber o que fazer captar recursos é essencial

para manter a entidade, mais a definição de objetivos pela equipe também é, afinal,

uma entidade sem fins lucrativos, ou de terceiro setor, é como qualquer outra

empresa precisa saber o que ela quer ser no futuro.

Por fim, o Terceiro Setor está sempre crescendo e ganhando cada

vez mais admiradores, pois ele exerce o papel de reunir a administração com a

consciência social. Porém as organizações do Terceiro Setor precisam muito mais do

que um bom controle financeiro, precisam treinar e animar o espírito voluntário, e,

além disso, planejar o hoje e o amanhã.

9. A ORIGEM DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é originária do Movimento Millerita

, que foi parte do Segundo Grande Despertar ocorrido na década de 1840 no Oeste

dos Estados Unidos, que na época consistia das áreas próximas aos montes

Apalaches.

O Movimento Millerita foi liderado por Guilherme Miller, que através

de seus estudos das profecias bíblicas, passou a acreditar que teria descoberto o dia

da volta de Jesus a Terra. Utilizando uma Bíblia e um material de estudo de textos

bíblicos conhecido como Concordância de Cruden, concluiu que o Santuário descrito

na profecia de Daniel 8:14 referia-se à Terra e a purificação do mesmo ao retorno de

Jesus. Fazendo uso de um método de interpretação de profecias bíblicas conhecido

como princípio dia-ano, concluiu que as "2300 tardes e manhãs" referidas, iniciavam-

se em 457 a.C e se cumpriam entre março de 1843 e março de 1844.

Ele conseguiu conquistar vários seguidores que passaram a

acreditar que realmente Jesus voltaria no dia determinado por Miller, esses

seguidores acabaram vendendo tudo o que possuíam, para esperar o grande dia da

volta do filho de Deus a este mundo. Mas quem todos eles esperavam não veio

Jesus não voltou em 22 de Outubro de 1844. “Muitos abandonaram a esperança da

segunda vinda de Jesus a este mundo”. (Revista Adventista, 2002, p. 9).

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Depois desse grande desapontamento, as pessoas não acreditavam

mais em Miller, e voltaram, ou pelo menos tentaram voltar as suas vidas normais.

Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até o fim falara, e não mentirá.

Se tardar espera-o, porque certamente virá, e não tardará.(BORGES, 2000, p. 26.) A volta de Jesus não aconteceu naquele dia, mas o mundo cristão,

em particular aqui, os adventistas acreditam que certamente ele virá como na Bíblia

escrito esta: Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isso

aconteça.

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem

o filho, senão o Pai.

Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam,

casavam e davam se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e

não perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será

também a vinda do Filho do Homem. (Mateus 24: 36).

Enquanto a maioria dos Milleritas acabaram por desanimar, vários

grupos continuaram estudando a bíblia e constataram que a profecia não tratava da

volta de Cristo e sim de eventos celestiais relatados no livro de Hebreus. Um desses

grupos foi liderado por Joseph Bates um capitão aposentado e pelo casal Tiago

James White e Ellen G. Harmon (após se casar com Thiago White, Ellem G. White).

Em 1844, Ellen G. White teve sua primeira visão. Durante seu

ministério (1844-1915) ela escreveu cerca de 100.000 páginas e teve 2.000 sonhos

e visões. Segundo Borges (2000, p.26), crendo na vinda de Cristo a este mundo,

quando todas as profecias se cumpriram, começa o movimento da Igreja Adventista

do Sétimo Dia. “importa que profetizes outra vez a muitos povos, nações, e línguas

e reis”.

Embora o nome "Adventista do Sétimo Dia" tenha sido escolhido em

1860, a denominação oficialmente foi organizada em 21 de maio de 1863, quando o

movimento já era composto por cerca de 125 igrejas e 3.500 membros.

Para os Adventistas, eles não estavam apenas começando um

movimento, para eles, o movimento é profético e inspirado por Deus, o casal White

e os demais integrantes do pequeno grupo que ali se formava eram apenas

instrumentos usados e direcionados por Deus para levar a sua mensagem ao

mundo. Depois que estudaram e compreenderam a Biblia, esse grupo saiu pelo

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mundo pregando o evangelho e a segunda vinda de Jesus a este mundo, com o

objetivo de preparar a todos que quizessem ouvir

9.1. A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA EM EXPANÇÃO

Em um século e meio, a Igreja Adventista do Sétimo Dia cresceu de

um grupo de pessoas de várias denominações que estudavam a Bíblia, para uma

comunidade mundial, totalizando em 2006 mais de 12 milhões de membros e outros

6 milhões de simpatizantes espalhados em 208 países do mundo.

O crescimento adventista teve por base as literaturas, folhetos,

panfletos que se expandiam pelo mundo todo, e foi através de algumas literaturas

que o adventismo chegou ao Brasil.

9.1.1. A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA NO BRASIL

No Brasil o adventismo chegou em 1884 através de publicações que

chegaram pelo porto de Itajaí com destino a cidade de Brusque, no interior de Santa

Catarina. Não se sabe muito sobre como a mensagem adventista chegou ao Brasil.

As literaturas vieram endereçadas ao morador da cidade de Brusque

o Sr. Dreefke, sem saber o que fazer com aquelas literaturas que chegavam,

Dreefke resolveu distribuí-las entre os moradores do povoado de Brusque, ele não

se interessou nem pediu as literaturas, elas chegaram até ele por que ele tinha um

sobrinho que morava na Alemanha, e foi seu sobrinho que deu o endereço dele para

dois missionários adventistas, os missionários queriam enviar mensagens

adventistas ao Brasil.

O Sr. Dreefke não se interessou muito pelas revistas, mas continuou

pedindo mais literaturas em seu nome, pois dez famílias da região se interessaram,

com medo de que um dia a conta das literaturas chegasse e ele ter que pagar por

elas sozinho, pois elas vinham em seu endereço ele parou de pedir.

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As dez famílias que se interessaram pelas literaturas continuaram

pedindo as revistas e literaturas, que ainda vinham no idioma alemão, mesmo assim

o grupo continuou estudando.

Com as distribuições de folhetos e revistas chegou um folheto a mão

de Guilherme Belz, no folheto falava sobre o sábado, sobre a volta de Jesus, do

amor de Deus pelos seus filhos, Belz conferia na bíblia tudo o que lia nos folhetos

para ver se estava correto, começou a estudar a bíblia e aquelas revistas e folhetos

e logo começou a guardar o sábado, e no ano de 1890 que a primeira família no

Brasil começa a ser guardadora do sábado.

Guilherme Belz começou espalhar a mensagem adventista por onde

ele passava, falava para amigos, vizinhos e assim o movimento adventista, o

movimento dos guardadores do sábado foi crescendo.

O movimento religioso experimentando em países da Europa da

América do norte com a pregação adventista, no inicio do século XIX, chegava

também ao Brasil, embora com cerca de 50 anos de atraso. A igreja adventista do

sétimo dia desponta assim como sucessora direta do movimento protestante,

atingindo todos os continentes. (BORGES. 2000, p. 74)

A primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia em solo nacional foi

estabelecida na região de Gaspar, em Santa Catarina, em 1895, seguida por

congregações no Rio de Janeiro e em Santa Maria do Jetibá, no Espírito Santo,

todas no mesmo ano.

De santa Catarina a mensagem foi se espalhando para outros

estados; que chega a são Paulo ao Rio de Janeiro e se expande por todo o território

brasileiro.

(...) nós os filhos ouvimos, as vozes dos nossos pais proclamando a breve

volta de Jesus em gloria ouvimos da graça salvadora; da necessidade de

observar a lei da família de Deus; de estarmos atentos e preparados para

o dia da volta dos reis dos reis. (BORGES; 2000 p. 198)

A primeira Escola Adventista no Brasil surgiu em 1896 na cidade de

Curitiba. Em 2005 somam-se 393 escolas de ensino fundamental e 118 do ensino

médio com o total de 111.453 alunos e seis instituições de Ensino Superior (IES)

com mais de cinco mil alunos que tem no Centro Universitário Adventista de São

Paulo, sua matriz educacional.

O UNASP como é conhecida esta IES (Instituição de Ensino

Superior), surgiu em 1915, no Capão Redondo, São Paulo e hoje conta com três

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campus na cidade de São Paulo, em Engenheiro Coelho e Hortolândia. Em 2007 a

Educação Adventista é citada como um das melhores instituições de educação no

Brasil, pela revista Veja da editora Abril.

Em 1960, surge o primeiro Clube de Desbravadores (departamento

juvenil da IASD) na cidade de Ribeirão Preto.

No Brasil são 1.350.000 membros da IASD em 2005 sob a

coordenação de seis Uniões que administram as Associações e Missões. As

instituições da IASD do Brasil e de sete países latino-americanos formam a Divisão

Sul Americana, com sede em Brasília, DF. (www.wikice.org/index.php/

Igreja_Adventista_do_S%C3%A9timo_Dia, 2008)

9.1.2. ESTRUTURA E FORMA DE ADMINISTRAÇÃO

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é administrada por uma forma de

administração democrática. Todos os oficiais da igreja são eleitos a partir dos níveis

mais básicos da igreja em nível sucessivo e nenhum cargo é permanente, embora

possa haver reeleição.

A igreja local é o nível básico da estrutura organizacional podemos

dizer que ela é a face pública da igreja. Todo adventista batizado é membro de uma

igreja local e tem poder de voto naquela igreja. Um existe um número de cargos na

igreja local, e são exercidos em geral (com exceção do pastor local) de forma

voluntária pelos membros daquela igreja. Os cargos que necessitam de ordenação

(consagração através da imposição das mãos) incluem o pastor, ancião (que é o

mesmo que presbítero), e diácono.

Existem também cargos como o de tesoureiro e secretário da

igreja, além de outros departamentos associados (chamados de ministérios)

atendendo a necessidades distintas da igreja: Diaconisas, Jovens, Música, Escola

Sabatina, Mulheres, Crianças e Adolescentes, ADRA (Agência de Desenvolvimento

de Recursos Assistênciais), Desbravadores, Comunicação, etc.

Na estrutura administrativa, logo acima da igreja local, está a

Associação, Missão ou Campo local. A Associação é uma organização de igrejas em

um estado, ou parte dele, que administra e é proprietária dos bens e imóveis da

igreja naquela região, além de organizar a arrecadação de dízimos e ofertas tanto

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para o pagamento dos pastores e demais funcionários do campo, como também

para enviar parte destes recursos para ajudar no custeio de projetos de

evangelização. No estado de Santa Catarina, a Associação está localizada na Rua

Gisela, 900 São José SC.

O conjunto das diversas Uniões é chamado de Divisão. O nível

mais alto de administração da estrutura eclesiástica na IASD é a Associação Geral

dos Adventistas do Sétimo que consiste de 13 divisões.

A Associação Geral é a autoridade final da igreja no delineamento

de prioridades e metas, administração de projetos missionários e de instituições. A

mesma é chefiada por um presidente e por 7 vices-presidentes. Atualmente o

presidente é Jan Paulsen. A Associação Geral tem seu escritório em Silver Springs,

Maryland, EUA. O presidente da Associação Geral é eleito a cada 5 anos. Na

Conferência Geral também é votado e atualizado o Manual da Igreja, que contém

diretrizes para cada nível de administração da igreja, e também, procedimentos

específicos para lidar com situações desde a admissão do novo membro, batismo,

normas, e casos onde há o desligamento de membros da igreja.

Hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia é um corpo organizacional

estabelecido praticamente no mundo todo com ao redor de 12 milhões de membros.

Os princípios e normas que estabelecem a base da fé Adventista do

Sétimo Dia são as 28 doutrinas. (disponível em http://www.portaladventista.org,

acesso em 10 de Setembro de 2008)

9.1.3. ORGANOGRAMA DA ESTRUTURA DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

São 3 os níveis administrativos da Organização

Figura 1.

Dentro destes quatro níveis a Igreja opera várias Instituições. Em

todo mundo, os Adventistas servem às comunidades procurando sempre melhorar a

qualidade de vida das pessoas. Educação, saúde e outras áreas afins são

prioridade.

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No Brasil, a Casa Publicadora Brasileira (CPB) é a editora oficial da

igreja adventista. Atualmente o principal meio de divulgação das publicações

adventista. (www.wikice.org/index.php/Igreja_Adventista do_S%C3%A9timo_Dia,

2008)

9.2. OS ADVENTISTAS

A Igreja Adventista do Sétimo dia, como qualquer outra entidade

organizada, possui propósito, missão, regra da fé, ou seja, no que ela se baseia, as

quais veremos a seguir.

9.2.1. MENSAGEM E PROPÓSITO

A mensagem da Igreja Adventista do Sétimo Dia está centralizada

em Jesus. O evangelho eterno, a graça da salvação oferecida pelo extraordinário

amor de Deus revelado na vida vitoriosa, morte vicária e ressurreição triunfante de

Cristo.

A grande esperança da Igreja é o advento de Cristo, concretização

da promessa do Senhor “Virei outra vez” para levar Seu povo a um novo lar; a

verdade presente sobre o ministério contemporâneo de Cristo no Céu, atuando como

advogado e Sumo Sacerdote para aqueles que O aceitarem como Salvador pessoal,

perdoando os pecados num oferecimento de significado especial, sem precedentes,

para tornar o povo sadio, santo e feliz. (http://www.portaladventista.org, 2008)

9.2.2. MISSÃO

A missão da Igreja é anunciar as boas novas ao mundo no contexto

da mensagem dos três anjos de Apocalipse 14:6-12, levando as pessoas a aceitar a

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Jesus como Salvador pessoal e unirem-se à Sua Igreja na preparação para Sua

breve volta.

Esta é a mensagem universal, para todos, em todas as partes. A

“cada nação, e tribo, e língua e povo”; a cada cidade, a cada vila; a cada país,

comunidade, colônia e “criatura”. Isto é, a cada pessoa (Marcos 16:15). (

www.portaladventista.org, 2008).

O objetivo da Igreja é preparar as pessoas para a volta de Jesus,

não as obriga a aceitar suas doutrinas, apenas ensina, respeita o livre arbítrio das

pessoas.

9.2.3. REGRA DA FÉ

A Igreja Adventista do Sétimo Dia entende que seu surgimento “no

tempo do fim” foi especificamente definido pela profecia bíblica. A Igreja Adventista

do Sétimo Dia tem como regra de fé, a Bíblia, a Palavra de Deus preservada ao

longo dos séculos para a orientação da humanidade no caminho de volta ao Lar,

para alcançar a vida eterna. João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira,

que deu o Seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas

tenha a vida eterna”. (www.portaladventista.org, 2008).

A Igreja Adventista do sétimo Dia segue somente a Bíblia, apesar de

dizerem que o velho testamento foi abolido por Deus, os Adventistas seguem a bíblia

por completo, pois acreditam que Deus é um Deus que não muda.

9.3. AS 28 DOUTRINAS DA À IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam crêem unicamente na Bíblia

e mantêm crenças fundamentais como ensinam as Sagradas Escrituras. As 28

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crenças que estarão expostas a seguir formam a percepção e expressão que a

Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos, ou seja, é o que norteia o

fundamento da Igreja, e que ela prega.

1. As Escrituras Sagradas: As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo

Testamento, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos

homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. (Bíblia Sagrada, II

Pedro 1:20 e 21; II Tim. 3:16 e 17; Sal. 119:105; Prov. 30:5 e 6; Isa. 8:20; João 10:35; 17:17; I Tess.

2:13; Heb. 4:12). Tanto o velho como o novo testamento foram inspirados por Deus, e os Adventistas

acreditam e defendem essa crença.

Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo

e mantêm crenças fundamentais de acordo com a Bíblia. Estas crenças constituem

a percepção e expressão que a Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos.

2. A Trindade: Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma

unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de

tudo, e sempre presente. (Bíblia sagrada, Deut. 6:4; 29:29; Mat. 28:19; II Cor. 13:13;

Efés. 4:4-6; I Pedro 1:2; I Tim. 1:17; Apoc. 14:6 e 7).

Os Adventistas crêem apenas em um Deus, não acreditam nem

prestam cultos a imagens de esculturas, ou santos.

3. Deus Pai: Deus, O Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e

clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade. (Bíblia

sagrada, Gên. 1:1; Apoc. 4:11; I Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8; I Tim. 1:17: Êxo.

34:6 e 7; João 14:9).

Absolutamente contra a teoria da evolução do ser humano, os

Adventistas acreditam que Deus é o único criador, da humanidade, dos céus da terra

e de tudo o que há, foi Deus quem nos deu o dom da vida, e é quem nos sustém.

4. Deus Filho: Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada

a salvação da humanidade e julgado o mundo. Jesus sofreu e morreu na cruz por

nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu

para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez para o livramento

final de Seu povo e a restauração de todas as coisas. (Bíblia sagrada, João 1:1-3 e

14; 5:22; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom. 5:18; 6:23; II Cor. 5:17-21; Lucas

1:35; Filip. 2:5-11; I Cor. 15:3 e 4; Heb. 2:9-18; 4:15; 7:25; 8:1 e 2; 9:28; João 14:1-3;

I Ped. 2:21; Apoc. 22:20).

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Os Adventistas pregam a volta de Jesus, quando Jesus morreu na

cruz pagou o preço do nosso regate, nos resgatou do pecado, e virá para buscar

aqueles que aceitaram esse sacrifício.

5. Deus Espírito Santo: Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os

escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os

seres humanos; e os que se mostram sensíveis, são renovados e transformados por

Ele, à imagem de Deus. Concede dons espirituais à Igreja. (Bíblia sagrada, Gên. 1:1

e 2; Lucas 1:35; II Pedro 1:21; Lucas 4:18; Atos 10:38; II Cor. 3:18; Efés. 4:11 e 12;

Atos 1:8; João 14:16-18 e 26; 15:26 e 27; 16:7-13; Rom. 1:1-4). O Espírito Santo é

o responsável por tocar o coração das pessoas, é quem leva os pecadores ao

arrependimento.

6. Deus é o Criador: Deus é o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras o relato autêntico de Sua atividade criadora. “Em seis dias fez o

Senhor os Céus e a Terra” e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo

dia dessa primeira semana. (Bíblia sagrada, Gên. 1;2; Êxo. 20:8-11; Sal. 19:1-6; 33:6

e 9; 104; Heb. 11:3; João 1:1-3; Col. 1:16 e 17). A Bíblia deixa claro que Deus é o

único criador de tudo que há.

7. A Natureza do Homem: O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade e com o poder e a liberdade de pensar e agir.

Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade

indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração

e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua

dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de

Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes

partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências. (Bíblia sagrada, Gên.

1:26-28; 2:7; Sal. 8:4-8; Atos 17:24-28; Gên. 3; Sal. 51:5; Rom. 5:12-17; II Cor. 5:19

e 20). Deus é o criador da vida, ele criou o homem e a mulher a sua semelhança,

porém eles caíram em pecado, e hoje ainda pagamos por isso, quando Adão e Eva

desobedeceram a Deus, tornaram-se sujeitos á morte. E todos os sofrimentos que

temos hoje são decorrentes dessa desobediência.

8. O Grande Conflito: Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua Lei e

Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu, quando um ser

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criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o

adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o

espírito de rebelião neste mundo. Observado por toda a Criação, este mundo tornou-

se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de

amor. (Bíblia sagrada, Apoc. 12:4-9; Isa. 14:12-14; Ezeq. 28:12-18; Gên. 3; Gên. 6-8;

II Pedro 3:6; Rom. 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Heb. 1:4-14; I Cor. 4:9). Isso se refere,

a luta entre o bem e o mau, porém os adventistas acreditam que quando Jesus

morreu na cruz, o mal foi derrotado, porém nos dias atuais não é o que parece, num

mundo onde existem tantas atrocidades parece que o mal prevalece sempre, mas

chegará o dia em que isso acabará para sempre. Eles acreditam que esse dia será

quando Jesus voltar.

9. Vida, Morte e Ressurreição de Cristo: Na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição,

Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que

aceitam essa expiação, pela fé, possam ter vida eterna, e toda a Criação

compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. (Bíblia sagrada, João 3:16;

Isa. 53; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filip.

2:6-11;IJoão2:2;4:10;Col.2:15). O único modo de tirar o pecado do mundo foi com a

morte de Jesus na cruz, ele foi o cordeiro que tirou o pecado do mundo, ele fez esse

sacrifício por todos aqueles que aceitam esse gesto de amor sem medidas.

10. A Experiência da Salvação: Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos

justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo reconhecemos nossa pecaminosidade,

arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e

Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação, advém do poder

da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados e

libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos

justificados. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e

temos a certeza da salvação agora e no Juízo. (Bíblia sagrada, Sal. 27:1; Isa. 12:2;

Jonas 2:9; João 3:16; II Cor. 5:17-21; Gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Rom. 3:24-26;

4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; I Cor. 2:5; 15:3 e 4; I João 1:9; 2:1 e 2;

Efés. 2:5-10; 3:16-19; Gál. 3:26; João 3:3-8; Mat. 18:3; I Pedro 1:23; 2:21; Heb.

8:7-12). Ou seja, somente em Jesus podemos encontrar paz e salvação, por meio

dele nós nascemos de novo, para uma vida.

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11. Crescimento em Cristo: Por sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele, que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu

ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A

vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-

nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança de Seu amor.

Agora, o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente

consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de

nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do

mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova

liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter,

mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de

Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor,

reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao

Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua

salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma

cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual. (Bíblia sagrada, Salm.

1:1,2; 23:4; 77:11,12; Col. 1:13, 14; 2:6, 14,15; Luc. 10:17-20; Efés. 5:19, 20;

6:12-18; I Tess. 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Cor. 3:17,18; Filip. 3:7-14; I Tess. 5:16-18;

Mat. 20:25-28; João 20:21; Gál. 5:22-25; Rom. 8:38,39; I João 4:4; Heb.

10:25.Somente pelas nossas forças não conseguimos vencer o mal, só por Jesus e

em nome dele é que podemos nos defender do mal que nos persegue

sorrateiramente dia pós dia.

12. A Igreja: A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Unimo-nos para prestar culto, para

comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o

serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do Evangelho. A Igreja

é a Família de Deus. A Igreja é o corpo de Cristo. (Bíblia sagrada, Gên. 12:3; Atos

7:38; Mat. 21:43; 16:13-20; João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom. 8:15-17; I Cor. 12:13-27;

Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15). É importante estarmos numa igreja, pois

ali está a família de Deus, unidos num único propósito, se preparando para alcançar

o mesmo objetivo.

13. O Remanescente e sua Missão: A Igreja universal compõe-se de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um

remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de

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Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo,

proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo

advento. (Bíblia sagrada, Mar. 16:15; Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17;

14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14).A Igreja Adventista do Sétimo Dia prega a

obediência a todos os dez mandamentos, inclusive a guarda do sábado.

14. Unidade no Corpo de Cristo: A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de toda nação, tribo, língua e povo. Todos somos iguais em

Cristo. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras, partilhamos a mesma fé

e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Essa unidade encontra

sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos. (Bíblia

sagrada, Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29;

Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; João 17:20-23; Tiago 2:2-9; I João 5:1). Ou seja, todos são

iguais perante Deus, ninguém é melhor ou pior que ninguém.

15. O Batismo: Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e na ressurreição de Jesus Cristo e atestamos nossa morte para o pecado e nosso

propósito de andar em novidade de vida, sendo aceitos como membros por Sua

Igreja. É por imersão na água e segue-se à instrução nas Escrituras Sagradas e à

aceitação de seus ensinos. (Bíblia sagrada, Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38;

16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6; Gál. 3:27; I Cor. 12:13; Col. 2:12 e 13; I Pedro 3:21). É

através do batismo que nascemos para uma nova vida, essa é a crença dos

adventistas.

16. A Ceia do Senhor: A Ceia do Senhor é uma participação nos

emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso

Senhor e Salvador. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento

e a confissão. O Mestre instituiu a Cerimônia do lava-pés para representar renovada

purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade

semelhante à de Cristo, e para unir nossos corações em amor. (Bíblia sagrada, Mat.

26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; João 6:48-63; Apoc. 3:20; João 13:1-17). A

ceia é um ato de adoração a Deus, para poder participar dessa cerimônia é preciso

avaliar a consciência antes, não se pode participar da cerimônia de santa ceia

vivendo em pecado, e pior, não tendo a intenção de sair do pecado.

17. Dons e Ministérios Espirituais: Deus concede a todos os

membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais. Sendo outorgados

pela atuação do Espírito Santo, o Qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os

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dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir

suas funções divinamente ordenadas. Alguns membros são chamados por Deus e

dotados pelo Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios

pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino. (Bíblia sagrada, Rom. 12:4-8; I

Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I

Pedro 4:10 e 11; Col. 2:19; Mat. 25:31-36).

18. O Dom de Profecia: Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no

ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma

contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação,

instrução e correção à Igreja. (Bíblia Sagrada, Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb.

1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10). Ellen G. White é considerada a maior profetiza da igreja

adventista, porém não é idolatrada.

19. A Lei de Deus: Os grandes princípios da Lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam

o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações

humanas, e são obrigatórios a todas as pessoas, em todas as épocas. Esses

preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma do

julgamento de Deus. (Bíblia Sagrada, Êxo. 20:1-17; Mat. 5:17; Deut. 28:1-14; Sal.

19:7-13; João 14:15; Rom. 8:1-4; I João 5:3; Mat. 22:36-40; Efés. 2:8).

20. O Sábado: O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o Sábado para todas as pessoas, como memorial

da Criação. O quarto mandamento da imutável Lei de Deus requer a observância

deste Sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em

harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do Sábado. (Bíblia Sagrada,

Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17; Lucas 4:16; Heb. 4:1-11; Deut. 5:12-15; Isa. 56:5

e 6; 58:13 e 14; Lev. 23:32; Mar. 2:27 e 28). Essa doutrina é um dos fundamentos da

igreja, a igreja adventista do sétimo dia é conhecida por alguns como “os

guardadores do sábado”.

21. Mordomia: Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele

pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades e posses, e das

bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado.

Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus, por meio de fiel serviço à

Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a

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proclamação de Seu Evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua igreja.

(Bíblia Sagrada, Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Mal. 3:8-12; Mat. 23:23; I Cor.

9:9-14). Os dízimos são 10% de todo o ganho, as pessoas são incentivadas a

devolver o dizimo mas não são obrigadas a devolver, pois isso é um assunto entre

Deus e a pessoa.

22. Conduta Cristã: Somos chamados para ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito

recrie em nós o caráter de nosso Senhor, só nos envolvemos naquelas coisas que

produzirão em nossa vida, pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo. (Bíblia

Sagrada, I João 2:6; Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9

e10; Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I Pedro 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8).

23. Matrimônio e Família: O Casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem

e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso

matrimonial é com Deus, bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre

parceiros que partilham da mesma fé. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a

pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e se casa

com outro, comete adultério. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros

ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. Os pais devem educar os seus

filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. (Bíblia Sagrada, Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9;

João 2:1-11; Efés. 5:21-33; Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e

6; Mar. 10:11 e 12; Lucas 16:18; I Cor. 7:10 e 11).

24. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial: Há um santuário no Céu. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos

crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na

cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu

ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período

profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério

expiatório. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos

será digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem,

dentre os vivos, está preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. A

terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres

humanos, antes do Segundo advento. (Bíblia Sagrada, Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28;

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Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc.

14:12; 20:12; 22:12.

25. A Segunda Vinda de Cristo: A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e

universal. (Bíblia Sagrada, Tito 2:13; João 14:1-3; Atos 1:9-11; I Tess. 4:16 e 17; I

Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; Mat. 24; Mar. 13; Lucas 21; II Tim. 3:1-5; Joel 3:9-16;

Heb. 9:28).

26. Morte e Ressurreição: O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia,

a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. (Bíblia Sagrada, I Tim.

6:15 e 16; Rom. 6:23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17;

Rom. 8:35-39; João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; João 5:24).

27. O Milênio e o Fim do Pecado: O milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda

ressurreições. Durante este tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse

período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os

ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a

cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim

eternamente livre do pecado e dos pecadores. (Bíblia, Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Mal.

4:1; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II Pedro 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e

21).

28. A Nova Terra: Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor,

alegria e aprendizado eternos, em Sua presença. (Bíblia Sagrada, II Pedro 3:13;

Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15).

O nome Adventista do Sétimo dia é referente à crença do advento

da segunda vinda de Jesus, e o sétimo dia conforme outra crença é o sábado, o

sétimo dia da semana, então, surgiu Adventistas do sétimo dia, os guardadores do

sábado, o 4º mandamento diz:

Mas o sétimo dia é o sábado do senhor teu Deus; não farás nenhum

trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua

serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dento;

porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que

neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de

sábado, e o santificou. (Bíblia Sagrada).

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A Igreja Adventista do Sétimo Dia praga à obediência a todos os dez

mandamentos bíblicos, e sendo a guarda do sábado um deles, no sábado os

adventistas do sétimo dia descansam, não trabalham em nada que lhes possa trazer

algum beneficio próprio e individual, ou em troca de dinheiro, se trabalham ou

realizam alguma atividade, visam sempre o bem do seu próximo.

9.4. O PROJETO IMPACTO ESPERANÇA

“Um movimento de massa, uma obra urgente, o envolvimento de

toda igreja, uma açãoconcentrada, a apresentação da volta de Jesus e a entrega de

literatura”. É assim que Erton Köhler o líder da Igreja Adventista do Sétimo Dia para

a América do Sul (IASD), define aquele que já é considerado o maior projeto da

igreja em todos os tempos, o Impacto Esperança.

Tendo como principal objetivo impactar o mundo, a Divisão Sul-

Americana (DSA) criou e desenvolveu a campanha, que distribuiu cerca de 20

milhões de literaturas nos oito países da região. No dia 6 de setembro, data oficial do

programa, foi entregue a revista “Viva com Esperança”, que aborda um futuro de

esperança e apresenta a volta de Cristo. Além de fixados um milhão de adesivos em

automóveis e 10 mil outdoors nas principais cidades do continente.

O projeto envolveu mais de 2 milhões e 600 mil adventistas, em 20

mil congregações, com o objetivo de pregar o “evangelho do reino” como forma de

abreviar a volta de Cristo. Segundo o Pastor Köhler, “Cada um entregando entre 10

e 20 revistas a amigos, vizinhos, colegas, familiares sem dúvida, a mensagem e seu

alcance vão impactar muitas pessoas. Além disso, como normalmente revistas

passam de mão em mão, é possível imaginar como também será multiplicada sua

influência”, afirma o líder da igreja na região ao site oficial da campanha (disponível

em www.esperanca.com.br, acesso em 09 de novembro 2008).

O programa visa unir a igreja em todo território sul-americano em

um mesmo projeto missionário, além de ressaltar a visão do evangelismo, envolver

cada membro, motivá-los e fortalecer a comunhão e compromisso com a missão da

Igreja. Que é:

A missão da Igreja é anunciar as boas novas ao mundo no contexto

da mensagem dos três anjos de Apocalipse 14:6-12, levando as pessoas a aceitar a

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Jesus como Salvador pessoal e unirem-se à Sua Igreja na preparação para Sua

breve volta.

Esta é a mensagem universal, para todos, em todas as partes. A

“cada nação, e tribo, e língua e povo”; a cada cidade, a cada vila; a cada país,

comunidade, colônia e “criatura”. Isto é, a cada pessoa. (Marcos, 16:15).

O Projeto Impacto Esperança ainda tem a meta de promover a

palavra esperança, que é a marca da IASD e testemunhar de maneira abrangente.

9.4.1. CRONOGRAMA DO PROJETO

O mês de Setembro foi escolhido especialmente para fortalecer e

estimular o programa missionário da primavera, que é quando a igreja faz o batismo

da primavera, um dos principais programas que a igreja realiza anualmente, é

quando a igreja batiza mais pessoas.

“Apesar de criar uma motivação missionária mais ampla, o projeto

tem sua ênfase em duas semanas, sendo uma antes e outra depois da campanha.

1. O preparo - Sábado anterior ao Projeto (30/08/2008)

a. Início de uma jornada oração intercessória, com duração de uma

semana, pelos que serão visitados e alcançados pelas revistas.

b. Participação da igreja em um jejum especial pelo projeto, que será

opcional para este sábado ou para o dia do Impacto.

c. Organização da igreja em duplas para a entrega das revistas no

sábado do Projeto.

d. Os outdoors deverão estar fixados nas cidades e os carros serão

adesivados.

e. Foi apresentado um programa especial na Rádio e TV Novo

Tempo, com as últimas informações sobre o projeto.

2. O Impacto (06/09/2008)

a. Participação em um jejum especial pelo projeto, fortalecendo a

comunhão, em busca de poder para o envolvimento na campanha.

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b. Entrega das revistas missionárias “Viva com Esperança”,

destacando o envolvimento de toda a igreja com a missão.

c. As programações da escola sabatina e do culto serão reduzidas e

especiais em cada igreja, desafiando os membros a saírem, ainda pela manhã, para

a entrega das revistas.

d. Um sermão desafiando a igreja ao cumprimento da missão será

apresentado ao vivo, durante o culto divino, pelo canal executivo da TV Novo Tempo.

e. A cobertura do Projeto aconteceu ao vivo, em toda América do

Sul, pela TV e Rádio Novo Tempo e Portal Adventista ( www.portaladventista.com )

A Rede Novo Tempo, é a rede de televisão e rádio oficial da Igreja

Adventista do Sétimo dia, e durante todo o sábado dia 06 de setembro realizou

boletins, os membros da igreja que participaram da entrega das literaturas, davam

seus depoimentos ao vivo na radio, pelo telefone, elas contaram experiências que

tiveram durante todo o dia.

E Depois?

3. O apoio - Semana seguinte

a. As Igrejas realizaram uma semana de evangelismo e “colheita”

convidando cada pessoa alcançada pela entrega da revista "Viva com Esperança”.

b. Os amigos que receberam a revista foram convidados a participar,

também, da reunião do pequeno grupo, toda a semana.

4. Sábado seguinte (13/09/2008)

a. O programa da igreja foi transformado no “dia do amigo”, para

receber convidados que foram alcançados pelas revistas entregues no sábado do

Impacto.

b. A recepção foi especial para receber os convidados.

c. O programa foi evangelístico, voltado aos amigos, com apelo para

o batismo da primavera.

d. O canal executivo da TV Novo Tempo apresentou um sermão

especial sobre a volta de Cristo com foco na “Esperança”, retransmitido no horário

do culto pelas igrejas que possuem antena parabólica.

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e. Foi sem duvida uma excelente oportunidade para convidar os

amigos para participar na classe bíblica da igreja.

• Os resultados - Batismo da Primavera (20-28/09/2008)

Como resultado de todo o envolvimento com o Impacto, o Batismo

da Primavera foi promovido, esse que é a grande colheita missionária da igreja

durante o ano. “O desafio é ter seis pessoas batizadas em cada igreja organizada e

três em cada grupo. Como a igreja tem 9.251 igrejas e 10.666 grupos podemos

sonhar com a conquista de 87.504 pessoas para Jesus. No ano de 2006 foram

conquistadas 59.693 e em 2007 foram 61.618 nesta mesma época. Deus pode nos

dar uma vitória muito maior.” (www.portaladventista.net/, 2008).

9.4.2. A REVISTA

O título da revista para o dia do Impacto foi “Viva com Esperança”.

Em suas páginas são abordado seis desafios enfrentados pelas

pessoas em nossos dias: traumas emocionais, problemas familiares, crises sociais,

corrupção, questões ecológicas e a morte.

Em cada tema foram apresentados conselhos para enfrentar essas

questões, levando as pessoas à Bíblia e apresentando a volta de Cristo como a

grande solução.

O último artigo foi sobre “A grande esperança”, apresentando,

então, especificamente o tema da segunda vinda.

A revista foi disponibilizada também em forma eletrônica, para ser

enviada por e-mail ou disponibilizada em diferentes sites, também foi gravada em

áudio e vídeo.

9.4.3. O CUSTO DO PROJETO

Segundo o site da igreja o portal adventista, “A Divisão Sul

Americana, em parceria com suas duas editoras, 12 Uniões e 67 Associações e

Missões assumiu todas as despesas do projeto”, isso para que o envolvimento da

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igreja estivesse especialmente focado na distribuição do material. A única exceção

foram os outdoors que chegaram aos distritos já impressos, mas os custos de

fixação e exposição foram assumidos pela igreja ou alguns de seus membros.

9.4.4. O ENVOLVIMENTO

Todos os departamentos da Igreja estiveram envolvidos no Impacto

Esperança. A seguir veremos como cada departamento se envolveu no projeto,

segundo os lideres de cada setor:

ANCIONATO

Pr. Ranieri Sales - Associado da Associação Ministerial para a América do Sul

Segundo o Pastor Sales “A maioria das 19.917 congregações

adventistas da Divisão Sul-Americana (DSA) é liderada, a cada sábado, por seus

anciãos e diretores de grupo. Afinal, o exército de pastores alcança um total de

apenas 2.997. Não será diferente com o projeto “Impacto Esperança”. Na igreja local

ele também será coordenado por eles.

A primeira tarefa em cada congregação é eleger o coordenador geral

do projeto, para que junto com os demais anciãos e diretores de departamentos

defina a estratégia de envolvimento para o dia 06/09.

Para que haja boa organização, o coordenador geral deve:

1. Verificar com o pastor a quantidade de materiais que chegarão à igreja;

2. Discutir com a Comissão da igreja como funcionará a programação durante os

sábados envolvidos no projeto.

3. Definir a estratégia de entrega das revistas “Viva com Esperança” para amigos,

familiares e vizinhos da igreja. Poderá ser dada liberdade para cada um entregar a

seus amigos, pessoas por quem está orando ou seguindo uma distribuição

geográfica da região, novo território de missão global, etc.

4. Definir a estratégia e equipe de fixação dos adesivos nos carros dos membros e

amigos da igreja.

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5. Definir locais e patrocinadores para os outdoors.” (disponível em < http://

www.portaladventista.net> acesso em 09 de Novembro de 2008)

Essas foram as funções dos anciãos de cada igreja envolvida, visto

que o ancião é o líder da igreja local, ele dever guiar a igreja nesse projeto.

MINISTÉRIO PESSOAL

Pr. Jolivê Chaves - Líder do Ministério Pessoal para a América do Sul

Já o ministério pessoal segundo o pastor Chaves “O líder do

Ministério Pessoal deverá trabalhar lado a lado com o ancião coordenador do

projeto, pois em suas mãos está a mobilização missionária da igreja. O projeto

Impacto Esperança é uma oportunidade preciosa para envolver ainda mais a igreja

com a missão, que é nossa grande tarefa. A participação será através de:

1. Organização da igreja em duplas para a distribuição da revista

“Viva com Esperança”.

2. Organização dos Pequenos Grupos para receberem os amigos na

semana seguinte ao sábado do impacto. Nessa semana o estudo nos Pequenos

Grupos terá o mesmo tema da revista: “Viva com Esperança” e será preparado pela

DSA e enviado aos grupos pela Associação ou Missão.

3. Fortalecimento ou estabelecimento de uma classe bíblica na igreja

para atender aos amigos que aceitarem estudar a Bíblia.

4. Atendimento aos interessados em seus lares com estudos Bíblicos

através das duplas missionárias.

5. Apoio especial ao sábado seguinte ao projeto, onde alguns

amigos que receberam a revista virão para visitar a igreja. Esse deve ser um “dia do

amigo”, com foco missionário.” (disponível em < http://www.portaladventista.net>

acesso em 09 de Novembro de 2008)

Foi o líder do ministério pessoal que ficou responsável por

determinar como as revistas seriam entregues, se seriam entregues individualmente,

ou se os membros iriam em duplas. COMUNICAÇÃO

Pr. Edson Rosa - Diretor de Comunicação para a América do Sul

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Para que o projeto fosse bem conhecido pelos membros da igreja e

também pela comunidade, é preciso divulgação, e segundo o Pastor Rosa “o desafio

do líder de comunicação será:

1. Divulgar para a igreja todos os passos da estratégia local para o

projeto.

2. Promover o portal missionário www.esperanzaweb.com para a

Igreja e estimular sua divulgação aos amigos.

3. Divulgação da Revista “Viva com Esperança”, estimulando sua

leitura com a igreja local.

4. Acompanhar através da Agência Sul-Americana de Notícias

(ASN), do portal adventista na internet www.portaladventista.com e da Revista

Adventista as notícias sobre Impacto Esperança e divulgá-las para a igreja local.

5. Apoiar o ancionato na busca por locais para a colocação de

Outdoors.

6. Ajudar na coordenação da distribuição e colocação dos adesivos

nos carros de membros da igreja e amigos até o dia 30.08.2008.

7. Promover para a igreja o programa especial que será transmitido

pelo canal executivo da TV Novo Tempo no sábado 30.08.2008.

8. Mobilizar a igreja para assistir a mensagem especial, no culto

divino, que será apresentado pelo canal executivo da TV Novo Tempo, no dia

06.09.2008.

9. Enviar notícias no dia 06.09.2008 para o plantão de noticias da TV

e rádio Novo Tempo e portal adventista na internet. A cobertura estará sendo feita ao

vivo durante todo o dia.

10. Fazer contato com os veículos de comunicação da região para

divulgação de noticias e entrega da revista “Viva com Esperança”. (http://

www.portaladventista.net, 2008)

O que seria de um projeto sem uma divulgação? Tanto dentro da

igreja, entre os membros, quanto fora, esse com certeza é um fator importante, e a

Igreja Adventista usou todos os meios de comunicação possíveis para a realização

do projeto. MINISTÉRIOS DA FAMÍLIA

Pr. Edison Choque - Lar e Família – América do Sul

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Segundo o Pastor Choque, “Os Ministérios da Família estarão

participando do projeto Impacto Esperança motivando cada família da igreja a

entregar a revista “Viva com Esperança” para:

1. Famílias vizinhas;

2. Famílias amigas;

3. Outros membros da família que ainda não entregaram a vida a

Jesus.

Além disso, cada família estará sendo desafiada a orar pelas

famílias que pretende alcançar e convidá-las para participar de um pequeno grupo

ou um programa especial na igreja.” (disponível em < http://www.portaladventista.net

> acesso em 09 de Novembro de 2008)

O líder desse ministério deve incentivar a entrega dessas revistas,

para o vizinho ao lado, motivar os membros da igreja a levar pessoas de suas

famílias a conhecerem o conteúdo da revista.

AÇÃO SOCIAL

Pr. Gunther Wallauer - Ação Social e Comunitária – ADRA sul-americana

Vivemos em um mundo onde as desigualdades são cada vez

maiores, com milhões de pessoas enfrentando graves dificuldades e em busca de

alguma forma de esperança. A Igreja Adventista do Sétimo Dia busca através de

cada igreja local, por meio da ADRA (Agência de Desenvolvimento e Recurso

Assistenciais), aliviar esse sofrimento indo além das necessidades físicas e

materiais. O Pastor Wallauer diz o seguinte: “Estamos respondendo ao conselho

inspirado que diz: “Quando o sofrimento do corpo foi aliviado, e mostrardes ardente

interesse pelos afligidos, o coração é aberto, e podeis derramar ai o bálsamo

celestial”. Beneficência Social, pág. 26.

Precisamos aproveitar estes corações abertos para também levar o

alimento ao espírito e apresentar um futuro com esperança”. O Impacto Esperança

é uma oportunidade especial para entregar nossa literatura às comunidades

carentes e pessoas atendidas. “Além disso, a ADRA, como instituição, também

estará apoiando e envolvida com o projeto.” (disponível em < http://

www.portaladventista.net> acesso em 09 de Novembro de 2008)

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A importância que esse ministério tem dentro da igreja é muito

significativa, pois é através da ADRA (Agência de Desenvolvimento de recursos

Assistenciais) que a Igreja Adventista do Sétimo Dia auxilia aqueles que necessitam,

e no caso do Impacto Esperança onde o objetivo é aliviar o sofrimento do espírito,

através da mensagem de esperança.

9.5. ANÁLISE DO PROJETO EM CURITIBANOS SC

O Projeto Impacto Esperança em Curitibanos SC, aconteceu

justamente como foi descrito no cronograma do Projeto, teve seu principal evento no

dia 06 de setembro de 2008, com a entrega das revistas “Viva com Esperança”,

foram entregues cerca de 500 revistas na cidade de Curitibanos, com a participação

de 50 membros da igreja local.

Além das revistas entregues na cidade, também foram enviadas por

e-mail pelos membros da igreja de Curitibanos, quase 800 revistas.

No sábado seguinte ao projeto, foi realizado o “dia do amigo”, foi

quando aqueles que receberam as revistas visitaram a igreja.

Embora poucas pessoas tenham procurado a Igreja Adventista do

Sétimo Dia de Curitibanos após a entrega das revistas, os lideres da igreja local não

consideram o projeto um fracasso em Curitibanos, pois segundo eles, fizeram sua

parte, agora é a vez de Deus agir e tocar no coração das pessoas sabemos que

muitos daqueles que receberam a revista sequer a leram, podem ter guardado em

uma gaveta, esquecido em algum lugar, mas acreditam também que na hora certa

Deus tocará no coração deles, e essa revista que estava esquecida então será lida

e levará a mensagem de esperança que nela tem, a todos aqueles que quiserem.

Figura 1: O Desbravador Robson Dolberth Ribeiro, entregando a revista a um

empresário Curitibanense.

Figura 2: Rozana Dolberth e Salete Brandallizze em Curitibanos SC.

Figura 3: Revista do Projeto

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Figura 4: Adesivo oficial do Projeto.

10. Analise Interna

Pontos Fortes:

• Organização em departamentos da igreja;

• Equipe treinada;

• Treinamento especifico para a realização do projeto por parte

da associação catarinense;

• Distribuição dos materiais com baixo custo para a igreja local.

• Envolvimento dos membros, pelos esforços de um membro da

igreja do Estreito em Florianópolis, é que foi possível a

inserção da revista “Viva com Esperança”, como encart no

Jornal “Diário Catarinense”.

Pontos Fracos:

• Acumulo de funções de alguns departamentos;

• Extravio de materiais para a campanha;

• Desperdício de verba com excesso de material.

11. Análise Externa:

Oportunidades

• Mostrar de forma positiva a organização e o

comprometimento dos membros da igreja nos projetos

realizados por ela;

• Divulgar de forma abrangente a mensagem que a igreja

prega;

• Motivar os membros que fazem parte da igreja;

• Motivar as pessoas para o cumprimento da visão que norteia

a igreja.

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Ameaças

• Campanha negativa por parte de outras entidades,

concorrência;

• Falta de comprometimento de alguns dentro da igreja;

• Falta de preparo para receber os novos conversos, a igreja se

prepara para um numero de convertidos, porem se vierem

além desse numero a igreja encontrará dificuldade.

Pensar estrategicamente, usar os dons de cada um dos membros

para atingir os objetivos que foram traçados na elaboração do plano estratégico, isso

é o dever do líder estratégico. Planejar é um dos papéis da liderança. Planejar

estrategicamente é um dos papéis dos líderes estratégicos.

O pensamento estratégico envolve tanto a mente, como o

coração, as pessoas serão motivadas com mais facilidade se o coração for tocado,

para isso o líder deve compreender quem são e para onde querem ir, qual seus

objetivos, o que querem para si no futuro, é preciso compreender isso se o líder

quiser envolver as pessoas num projeto. Ninguém segue um líder que não sabe para

onde ir, nem o que deve fazer, é preciso saber realmente o que se quer aonde quer

chegar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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O mercado está em constante crescimento, e as empresas quer

sejam de terceiro setor ou não, precisam estar conscientes que precisam planejar

seu futuro a partir de agora, não devem esperar alguma crise para só então

considerarem a hipótese de implantar um planejamento estratégico em sua

organização. O planejamento é muito mais do que necessário para qualquer tipo de

empresa nos tempos atuais, mas para colocá-lo em prática de forma eficaz, é

necessário que o gestor conheça cada elemento que o compõe, suas funções, seus

limites, deve saber que para partir para a ação, é necessário antes de tudo,

identificar as oportunidades que o momento lhe propõe, e do mesmo modo ser

flexível o bastante para mudar de estratégia, se for necessário.

O objetivo da monografia foi o de mostrar que uma entidade de

terceiro setor como a Igreja Adventista do Sétimo Dia, é capaz de realizar um projeto

a partir do planejamento estratégico, como foi o caso do Impacto Esperança, que é

considerado pelos lideres da Igreja na União Sul Brasileira, como o maior projeto

realizado pela igreja em mais de um século de existência.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia realizou esse projeto que envolveu

mais de 2 milhões e 600 mil adventistas, em 20 mil congregações, no mês de

Setembro de 2008, a Igreja continua o trabalho que começou no dia 06 de Setembro,

agora é a época em que os lideres de cada igreja local, visita e prepara as pessoas

que receberam as revistas. O trabalho da igreja continua seguindo o plano

estratégico.

Segundo a profetiza da Igreja Adventista do 7º Dia, “Deus dá as

oportunidades. O sucesso depende do uso que delas se fizer.” (Ellen White. Profetas

e Reis, 486). Ou seja, o sucesso da empresa depende de como vamos aproveitar as

oportunidades que surgem pelo caminho, o gestor precisa estar atento para não

deixar uma boa oportunidade passar despercebida. Observa-se ainda que a

empresa precisa saber negociar, e até se precaver de crises futuras que só podem

ser identificadas e conseqüentemente evitadas através de um planejamento bem

especificado.

O sucesso da empresa depende de como vamos aproveitar as

oportunidades que surgem pelo caminho, o gestor precisa estar atento para não

deixar uma boa oportunidade passar despercebida.

A presente monografia tem como objetivo mostrar a importância

do planejamento estratégico em uma entidade sem fins lucrativos, a organização que

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serviu como base do estudo foi a Igreja Adventista do Sétimo Dia, e o foco do estudo

foi o projeto Impacto Esperança realizado no ano de 2008 pela União Sul Brasileira

da igreja. Com base na análise do projeto pode-se sugerir que seja criado um

departamento exclusivamente de planejamento estratégico na Igreja Adventista do

Sétimo Dia, desta maneira teriam um departamento que seria responsável por esse

trabalho, que continuaria mobilizando todos os departamentos, porém não

sobrecarregaria nenhum deles, assim poderiam dedicar-se mais nas suas funções

especificas.

REFERÊNCIAS

“Entende-se por referências o conjunto de elementos que permitem a identificação de documentos

impressos em variados tipos de material. Pode aparecer em nota de rodapé, ou no fim do texto, ou

em lista bibliográfica em ordem alfabética, também no final do texto” (MEDEIROS, 2000, p. 158).

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Livros

ANSOFF, Igor, MAC DONNEL, Edward. Implantando a administração estratégica. São Paulo:

Atlas, 1993.

CHIAVENATO, I Sapiro. A. Planejamento estratégico. Rio de Janeiro: Campus,

2001.

KOTLER, P. P. Marketing. São Paulo: Atlas, 1998.

PORTER, Michael E. Estratégia competitiva: Técnica para análise de indústria e de concorrência. 7 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1996.

ALMEIDA, Martinho Isnard Ribeiro de. Manual de planejamento estratégico:

desenvolvimento de um plano estratégico com a utilização de planilhas Exel. São Paulo, Atlas, 2001. p. 13).

COSTA, Eliezer Arantes da. Gestão Estratégica, São Paulo, saraiva, 2004.

WRIGHT, Peter, ET AL. Ração Estratégica: conceitos, Atlas, 2001.

BORGES, Michelson, A chegada do Adventismo ao Brasil, Casa Publicadora Brasileira, 2000.

Periódicos (Revistas) TIMM, Alberto R. Adventismo história e crenças, Revista Adventista, Casa Publicadora Brasileira, 2002

Internet

FARIA, Carlos Alberto de. Alinhamento da Empresa - A construção da marca, 2008,

Disponível em < http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos1/

Alinhamento_da_empresa_a_construcao_da_marca.htm> Acesso em: 17 Nov. 2008

Portal oficia da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Disponível em: <http://

www.portaladventista.org/portal/ >. (Acesso em :16 Set. 2008)

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Wikipédia, a enciclopédia livre, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Disponivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Adventista_do_S%C3%A9timo_Dia#Estrutura>

(Acesso em: 18 Set. 2008)

Blog do Projeto Impacto Esperança, Disponível em: < http://

www.esperanca.com.br/blog/?page_id=2>. (Acesso em: 18 Set. 2008)

Projeto Impacto Esperança, Disponível em: <http://www.portaladventista.net/ esperanca/#_materiais, (Acesso em: 18 Set. 2008)

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