Alfabetização - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
Gaucho_82
Gaucho_827 de Março de 2013

Alfabetização - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

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Apostilas de Pedagogia sobre o estudo da alfabetização, área de concentração, fundamentação teorica, objetivos, metodologia.
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SUMÁRIO

1 ÀREA DE CONCENTRAÇÃO.......................................................................................2

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA................................................................................... 2

3 OBJETIVOS................................................................................................................... 7

4 METODOLOGIAS.......................................................................................................... 7

REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 9

PROJETO DE ESTÁGIO II

A MÚSCIA, JOGOS E BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

1. ÁREA DE CONCENTRAÇÃO

O estágio terá a importância do lúdico no processo de socialização das crianças como também sua importância no processo ensino e aprendizagem, através dos jogos, músicas e brincadeiras. Consequentemente, projetou-se neste, a função dos jogos lúdicos nas séries iniciais e na construção interdisciplinar do processo ensino e aprendizagem, também o desenvolvimento dos educandos alcançado através deste. Também abordaremos os jogos na construção dos conceitos matemáticos e para isto, precisamos considerar a opinião de diversos autores, muitos conhecidos, como Vygotsky, Piaget e muitos outros que de forma direta ou diretamente citam em seus livros a importância do lúdico no cotidiano infantil.

Para que as crianças possam desenvolver sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas nas instituições, sejam elas mais voltadas às brincadeiras ou a aprendizagem que ocorrem por meio de uma intervenção direta. A brincadeira favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa.

A aula que tem o lúdico como um dos métodos para despertar nas crianças a vontade de aprender, é uma aula atrativa, dinâmica sem perder seu objetivo, “a aprendizagem”. Brincar e infância são palavras que inevitavelmente são associadas, elas parecem ter o mesmo significado, pois, uma infância feliz é essencial e necessária ao processo de desenvolvimento humano.

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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. O LÚDICO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Como a escrita é uma função culturalmente mediada, a criança se desenvolve numa cultura letrada e está exposto aos diferentes usos da linguagem escrita e ao seu formato, tendo diferentes concepções a respeito desse objetivo cultural ao longo de seu desenvolvimento. A principal condição necessária para que uma criança seja capaz de compreender adequadamente o funcionamento da língua escrita, é que essa criança descubra que a língua escrita é um sistema de signos que não tem significado em si. Os signos representam outra realidade, isto é, o que se escreve, tem uma função instrumental, funcionando como suporte para a memória e a transmissão de ideias e conceitos.

Vygotsky (1987), cita que é importante mencionar a língua escrita, como a aquisição de um sistema simbólico de representação da realidade. Também contribui para esse processo o desenvolvimento dos gestos, dos desenhos e do brinquedo simbólico, pois essas são também atividades de caráter representativo, isto é, utiliza-se de signos para representar significados.

“O desenhar e brincar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento da linguagem escrita das crianças. Os educadores devem organizar todas essas ações e todo o complexo processo de transição de um tipo de linguagem escrita para outro. Devemos acompanhar esse processo através de seus momentos críticos até ponto da descoberta de que se pode desenhar não somente objetos, mas também a fala. Se quiséssemos resumir todas essas demandas práticas e expressá-las de uma forma unificada, poderíamos dizer o que se deve fazer é, ensinar às crianças a linguagem escrita e não apenas a escrita de letras” (Vygotsky, 1987, p.134).

Grandes teóricos como ROUSSEAU, FROEBEL, DEWEY e PIAGET confirmam a importância do lúdico para a educação da criança.

Segundo Rousseau (1968), as crianças têm maneira de ver, sentir e pensar que lhe são próprias e só aprendem através da conquista ativa, ou seja, quando elas participam de um processo que corresponde à sua alegria natural.

Para Froebel, a educação mais eficiente é aquela que proporciona atividades, auto expressão e participação social às crianças. Ele afirma que a escola deve considerar a criança como atividade criadora e despertar, mediante estímulos, as suas faculdades próprias para a criação produtiva. Sendo assim, o educador deve fazer do lúdico uma arte, um instrumento para promover e facilitar a educação da criança. A melhor forma de conduzir a criança à atividade, à auto expressão e à socialização seria através do método lúdico.

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Já Dewey (1952), afirma que o jogo faz o ambiente natural da criança, ao passo que as referências abstratas e remotas não correspondem ao interesse da criança. Em que para ele somente no ambiente natural da criança é que ela poderá ter um desenvolvimento seguro.

Piaget (1973) mostra claramente em suas obras que os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.

Para Piaget (1973) os jogos e as atividades lúdicas tornaram-se significativas à medida que a criança se desenvolve, com a livre manipulação de materiais variados, ela passa a reconstituir, reinventar as coisas, o que já exige uma adaptação mais completa. Essa adaptação só é possível, a partir do momento em que ela própria evolui internamente, transformando essas atividades lúdicas, que é o concreto da vida dela, em linguagem escrita que é o abstrato.

Hoje em dia, os educadores precisam utilizar-se do lúdico na alfabetização, pois ao separar o mundo adulto do infantil, e ao diferenciar o trabalho da brincadeira, a humanidade observou a importância da criança que brinca.

Os efeitos do brincar começam a ser investigados pelos pesquisadores que consideram a ação lúdica como metacomunicação, ou seja, a possibilidade da criança compreender o pensamento e a linguagem do outro. Portanto, o brincar implica uma relação cognitiva e representa a potencialidade para interferir no desenvolvimento infantil, além de ser um instrumento para a construção do conhecimento do aluno.

Conforme Santos (1999), para a criança, brincar é viver. Esta é uma afirmativa bastante usada e aceita, pois a própria história da humanidade nos mostra que as crianças sempre brincaram, brincam hoje e certamente, continuarão brincando. Sabemos que ela brinca porque gosta de brincar e que, quando isso não acontece alguma coisa pode não estar bem. Enquanto algumas crianças brincam por prazer, outras brincam para dominar angústias, dar vazão à agressividade.

Para Vygotsky (1987), a aprendizagem e o desenvolvimento estão estritamente relacionados, sendo que as crianças se inter-relacionam com o meio objeto e social, internalizando o conhecimento advindo de um processo de construção. O brincar permite, ainda, aprender a lidar com as emoções. Pelo brincar, a criança equilibra as tensões provenientes de seu mundo cultural, construindo sua individualidade, sua marca pessoal e sua personalidade. Mas, é Piaget que nos esclarece o brincar, implica uma dimensão evolutiva com as crianças de diferentes idades, apresentando características específicas, apresentando formas diferenciadas de brincar.

Desta forma, a escola deve facilitar a aprendizagem utilizando-se de atividade lúdica que criem um ambiente alfabetizador para favorecer o processo e aquisição de autonomia de aprendizagem. Para tanto, o saber escolar deve ser valorizado socialmente e a alfabetização deve ser um processo dinâmico e criativo através de jogos, brinquedos, brincadeiras e musicalidade.

É muito importante aprender com alegria, com vontade. Comenta Sneyders (1996), que “Educar é ir em direção à alegria”. As técnicas lúdicas fazem com que a criança aprenda

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com prazer, alegria e entretenimento, sendo relevante ressaltar que a educação lúdica está distante da concepção ingênua de passatempo, brincadeira vulgar, diversão superficial.

Com a utilização desses recursos pedagógicos, o professor poderá utilizar-se, por exemplo, de jogos e brincadeiras em atividades de leitura ou escrita em matemática e outros conteúdos, devendo, no entanto, saber usar os recursos no momento oportuno, uma vez que as crianças desenvolvam o seu raciocínio e construam o seu conhecimento de forma descontraída.

O momento lúdico compõe-se de permitir ao aluno brincar e construir um espaço de experimentação, onde temos uma transição entre o mundo interno e o mundo externo.

As atividades lúdicas têm poder sobre a criança de facilitar tanto o progresso de sua personalidade integral, como o progresso de cada uma de suas funções psicológicas, intelectuais e morais. Ao ingressar na escola, a criança sofre um considerável impacto físico- mental, pois até então, sua vida era exclusivamente dedicada aos brinquedos e ao ambiente familiar.

Marcellino (1990) defende a reintrodução das atividades lúdicas na escola. Entende-se que esse direito ao respeito não significa a aceitação de que a criança habite um mundo autônomo do adulto, tampouco, que deve ser deixado entregue aos seus iguais, recusando-se, assim, a interferência do adulto no processo de educação.

Na escola, a criança permanece durante muitas horas em carteiras escolares nada adequadas, em salas pouco confortáveis, observando horários e impossibilitada de mover-se livremente. Pela necessidade de submeterem-se à disciplina escolar, muitas vezes a criança apresenta certa resistência em ir à escola. O fato não está apenas no total desagrado pelo ambiente ou pela nova forma de vida e, sim, por não encontrar canalização para as suas atividades preferidas.

O crescimento, ainda em marcha, exige maior consumo de energia e não se pode permitir que a criança permaneça, por longo tempo, trancafiada em sala de aula, calma e quieta, quando ela mais necessita de movimento. A escola deve partir de exercícios e brincadeiras simples para incentivar a motricidade e as habilidades normais da criança em um período de adaptação para, depois, gradativamente complicá-los um pouco possibilitando um melhor aproveitamento geral.

A criança se prepara para a vida, assimilando a cultura do meio em que vive, e ela se integrando e com ela convivendo como ser social por intermédio da atividade lúdica. Para Brougere (1995), “A brincadeira é, entre outras coisas, um meio de a criança viver a cultura que a cerca, tal como ela é verdadeiramente, e não como ela deveria ser”. A brincadeira, além de proporcionar prazer e diversão, pode apresentar um desafio e provocar o pensamento reflexivo da criança. Com as atividades lúdicas, espera-se que a criança desenvolva a coordenação motora, a atenção, o movimento ritmado, conhecimento quanto à posição do corpo, direção a seguir e outros; participando do desenvolvimento em seus aspectos biopsicológicos e sociais; desenvolva livremente a expressão corporal que favorece a criatividade, adquira hábitos de práticas recreativas para serem empregados adequadamente

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nas horas de lazer, adquira hábitos de boa atividade corporal, seja estimulada em suas funções orgânicas, visando ao equilíbrio da saúde dinâmica e desenvolva o espírito de iniciativa, tornando-se capaz de resolver eficazmente situações imprevistas.

O tema atual serve de estímulo a todos aqueles que, de alguma forma, estão envolvidos com o processo de alfabetização de crianças; e procuram alcançar a relação entre os que pensam e os que vivem da pesquisa sobre o cotidiano educacional, buscando sempre refletir sobre sua prática pedagógica.

2.2 A MUSICALIZAÇÃO

Embora o termo “alfabetização” possua diferentes sentidos, neste trabalho significa o processo de ensino-aprendizagem do sistema alfabético da escrita. Sobre a escrita, Ferreiro e Teberosky (1999) afirmam que aprender a escrever não é apenas um processo cognitivo, mas também uma atividade social e cultural, essencial para a criação de vínculos entre cultura e conhecimento. Para as autoras, não se trata simplesmente da aquisição de uma técnica de transcrição, mas de um processo de apropriação de um objeto socialmente constituído.

Ferreiro (2001) observa que o processo de desenvolvimento da escrita ocorre na interação sociocultural que o indivíduo mantém com o objeto de conhecimento, neste caso a escrita, e nas relações significantes com as pessoas alfabetizadas. Conforme a autora, a alfabetização representa um dos processos cognitivos mais complexos, sob o enfoque da psicologia genética piagetiana.

A música pode favorecer esta interação sociocultural significativa. Estudos têm demonstrado que os elementos da música (rítmicos e melódicos) atuam nos aspectos cognitivos e criativos do sujeito, podendo favorecer a aprendizagem da leitura e a produção de textos no processo de alfabetização. A música pode estimular o desenvolvimento da capacidade afetiva e cognitiva do indivíduo, além de desenvolver as habilidades estéticas e musicais específicas e todos estes aspectos concorrem para o desenvolvimento da escrita.

Ferreiro e Teberosky (1999) preconizam que os “estímulos” atuam no desenvolvimento dos “esquemas de assimilação” os quais, segundo a psicologia genética piagetiana, são responsáveis pela efetivação da aprendizagem. A música constitui um excelente recurso estimulador para o desenvolvimento da leitura de textos e das hipóteses de escrita.

Segundo Braggio (1992), os princípios ortográficos desenvolvem-se na criança à medida que vai escrevendo. Neste processo de aprendizagem a criança consegue ultrapassar os aspectos “gramaticalizados” ou “codificados” para elaborar seu material, investindo-o de significação própria em uma atividade criativa. A música, como atividade criativa, pode naturalmente favorecer o aparecimento de situações problema, propondo novas formas de utilização e manuseio da linguagem e propiciando a construção de hipóteses de escrita. Neste mesmo sentido, Smolka (1999) afirma que:

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“Não se trata apenas de ‘ensinar’ (no sentido de transmitir) a escrita, mas de usar, fazer funcionar a escrita como interação e interlocução na sala de aula, experimentando a linguagem nas suas várias possibilidades. No movimento das interações sociais e nos momentos das interlocuções, a linguagem se cria, se transforma, se constrói, como conhecimento humano”. (p.45)

2.3 OS JOGOS NA ALFABETIZAÇÃO

Através do jogo o indivíduo pode brincar naturalmente, testar hipóteses, explorar toda a sua espontaneidade criativa. Os jogos não são apenas uma forma de divertimento: são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Para manter seu equilíbrio com o mundo a criança precisa brincar, criar e inventar. A criança devota ao jogo a maior parte do seu tempo. Com jogos e brincadeiras, a criança desenvolve o seu raciocínio e conduz o seu conhecimento de forma descontraída e espontânea: no brincar, ela constrói um espaço de experimentação, de transição entre o mundo interno e externo.

É por meio dos jogos e da consequente apropriação e interpretação dos materiais linguísticos disponíveis que a criança vai tecendo a compreensão do seu mundo para, gradualmente ampliar essa compreensão para um amplo leque social. Cabe aos educadores reconhecer e refletir sobre o papel do jogo como estratégia pedagógica e/ou psicopedagógica, explorando seu potencial educativo e buscando assim o sucesso escolar.

De acordo com Tezani (2004), ao desenvolver um trabalho com jogos está não só desenvolvendo os aspectos cognitivos da criança, mas passando também a enfatizar os aspectos afetivos que são resgatados durante estes momentos lúdicos.

Vários tipos de jogos existem, entre eles, jogos motores, cognitivos, jogos intelectuais, jogos competitivos e jogos de cooperação, individuais ou coletivos, de faz de conta, simbólicos, verbais... A variedade de jogos conhecidos mostra a multiplicidade desta categoria e a dificuldade para se compreender o que é “jogo” (uma vez que significados diferentes são atribuídos a esse termo).

Segundo Tezani (2004) o jogo é essencial como recurso pedagógico e/ou psicopedagógico, pois no brincar a criança articula teoria e prática, formula hipóteses e experiências, tornando a aprendizagem atrativa e interessante. Deste modo, a construção de um espaço de jogo, de interação e de criatividade proporcionaria o aprender com sentido e significado, no qual o gostar e querer estariam presentes.

Já Bertoldi (2003) ressalta que a criança que tem seus primeiros contatos com a aprendizagem de forma lúdica, provavelmente, terá chances de desenvolver um vínculo mais positivo com a educação formal e estará mais fortalecida para lidar com os medos e frustrações inerentes ao processo do aprender.

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3. OBJETIVO

No contexto da alfabetização, a música, os jogos e as brincadeiras são ferramentas de aprendizagem, pois na medida em que se propõe estímulo de interesse ao aluno, este desenvolve níveis diferentes de sua experiência pessoal e social.

O lúdico é um componente de alto valor na educação, portanto, é necessário utilizá-lo nas escolas considerando que a criança já não brinca mais nesta sociedade capitalista, pois hoje vemos bichinhos virtuais, videogame, jogos eletrônicos, e a era virtual, que deixa cada vez mais restrito o espaço para o jogo e a brincadeira. Sem dúvida a resposta está na educação, o caminho que todo ser humano percorre estando ou não na escola. E o papel da educação é o de orientar, auxiliar, compartilhar e dar limites para que o aluno evolua e que se torne um cidadão.

Entretanto, para melhor desenvolver o ensino aprendizagem dos alunos, tendo como objetivo:

* Incluir jogos e brincadeiras aos conteúdos aplicados pode tornar o processo educativo mais agradável; resgatar a cultura e a tradição folclórica e propiciar o desenvolvimento de conhecimentos nos aspectos cognitivos, afetivos, motores e sociais.

* Construir uma relação democrática e respeitosa com as crianças em todas as situações, principalmente no que diz respeito à conservação dos jogos e brinquedos.

* Oferecer materiais variados e interessantes e que, principalmente, estimulem a imaginação infantil.

* Construir novos jogos, utilizando-se de sucatas. Estes materiais que normalmente são descartados como lixos apresentam uma infinita variedade de cores, formas, texturas, tamanhos e possibilitam que as crianças montem, desmontem, construam e brinquem, explorando a sua imaginação e criatividade.

* Evidenciar o efeito da música nos aspectos emocionais, criativos, cognitivos, sociais e físicos das crianças.

* Estudar a influência da música na alfabetização sob a concepção sóciointeracionista da linguagem.

4. METODOLOGIA

Nosso projeto de docência está fundado na flexibilidade, pois não pretende ser um projeto acabado e fechado, mas aberto à criatividade para que se possa planejar a dinâmica do

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ensinar e do aprender de acordo com as solicitações de cada momento, considerando as exigências curriculares, mas também o contexto de atuação. Numa abordagem interacionista, dá-se a importância para a capacidade do aluno de integrar as informações. O homem e o mundo são movidos pela interação e analisados em conjunto.

Pretendemos desenvolver os trabalhos através de temáticas, de forma a estimular as potencialidades individuais (cognitiva, afetivas e sociais) do educando, de uma forma crítica para que este possa interagir no meio em que vive. Buscando a humanização do espaço escolar para que o educando se torne auto-confiante, desenvolvendo a habilidade de pensar com independência, construindo seu próprio conhecimento.

Quando a escola se preocupa com a experiência, com o aprendizado pessoal, onde o próprio aluno descobre os motivos de aprender, trata-se de uma abordagem humanista. O sujeito é a peça mais importante nesta abordagem, pois se entende que é um indivíduo situado no mundo e tem sua vida interior.

Outra abordagem comum é a cognitivista, que dá importância à capacidade do aluno em integrar-se com as informações e aplicá-las. A educação irá instigar o aluno a criar soluções, estimulando sua interação como mundo.

Pensar nestas abordagens vimo como fica claro o misto de atitudes que temos em nossa prática de docência. Ora nos preocupamos em transmitir conceitos, ora acreditamos na capacidade dos alunos. Por vezes temos algumas atitudes tradicionais quando controlamos atitudes ou idealizamos a melhor forma, ou seja, a suposta maneira deles trabalharem ou estudarem.

Somos movidas por esta flexibilidade e subjetividade e não pretendemos dominar nenhuma dessas abordagens, mas sim, entendê-las, aplicá-las e filtrar o que elas têm de melhor, para que nossos alunos alcancem um aprendizado significativo e real.

Através dos diversos tipos de músicas, desenvolver atividades para a compreensão e interpretação do texto aproveitando os conhecimentos prévios dos alunos;

Trabalhar com as letras das músicas copiadas em cartazes e lidas apontando as palavras para que os alunos façam a relação entre a oralidade e escrita e percebam a direção do nosso sistema de escrita (esquerda/direita e de cima para baixo);

Cantar as músicas com as crianças chamando sempre à atenção para o título e o compositor da música;

Executar as atividades de formas diversificadas levando em consideração as hipóteses em que as crianças se encontram. Pode fazer exercícios de rimas, completar e ordenar versos e palavras, listas de nomes, interpretar as gravuras, construir frases e palavras utilizando o alfabeto móvel, marcar palavras que já conhecem ou sílabas;

As letras das músicas serão afixadas na parede para que todos se familiarizem com o texto e sirvam de referencias e suportes para as produções dos alunos.

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No decorrer de nossa caminhada, serão propostas algumas técnicas e recursos a serem trabalhados, tais como: confecção de um livro de música, jogos de memória, dominó, bata quente, bingo humano, atividades com recorte e colagem, desenhos, pesquisa, brincadeiras de caça-palavras, forca, cruzadinhas, aulas expositivas e participativas.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. PROFA - Programa de Professores Alfabetizadores.

2001.

DIAS, C. M., A importância dos jogos na alfabetização. USP/PEC - Trabalho de conclusão de curso, Suzano: 2002.

FERREIRO Emilia. Reflexões sobre alfabetização. 24ª edição atualizada, São Paulo: Cortez,

2001.

FERREIRO Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita.Edição comemorativa

dos 20 anos. Porto Alegre: Artmed Editora, 1999.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessário à pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

PIAGET, J., A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Zahar, Rio de Janeiro: 1971.

VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins, 1984.

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