Ambiente marinho - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)
Jose92
Jose9214 de Março de 2013

Ambiente marinho - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)

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Apostilas de Biologia sobre o estudo do Ambiente marinho, ambientes de água doce e de estuario, Plâncton, produção primaria e cadeias alimentares.
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Ambiente marinho

Acredita-se, em geral, que o Reino Animal originou-se nos oceanos

Arqueozóicos muito antes dos primeiros registros fósseis. Todo filo maior de

animais tem, pelo menos, alguns representantes marinhos; alguns grupos,

como os cnidários, são inteiramente ou, em grande parte, marinhos. A partir do

ambiente marinho ancestral, diferentes grupos de animais invadiram a água

doce enquanto que outros migraram para a terra.

Quando comparado à água doce e à terra, o ambiente marinho é

relativamente uniforme. O oxigênio é geralmente disponível, e a salinidade do

mar aberto é relativamente constante, variando de 34 a 36 partes por mil (3,4 –

3,6%), dependendo da latitude. A luz e a temperatura podem variar bastante,

embora principalmente como conseqüência da profundidade. Assim, a vida não

é distribuída uniformemente por toda a profundidade e extensão dos mares do

mundo, os quais cobrem aproximadamente 71% da superfície terrestre. As

margens dos continentes inclinam-se gradualmente em direção ao mar na

forma de plataformas submersas até a profundidade de 150 a 200 metros e,

então, inclinam-se abruptamente até a profundidade de 3000 metros ou mais.

Antes de alcançar o fundo oceânico, o declive continental é interrompido por

um terraço ou por uma inclinação mais gradual, a qual é formada pela elevação

continental. O assoalho das bacias oceânicas, denominado plano abissal, varia

de 3000 a 5000 metros em profundidade e pode apresentar características

como montanhas, cumes e vales oceânicos. A margem ocidental da plataforma

Atlântica fica a cerca de 120 km do litoral, mas ao longo da costa Pacífica da

América do Norte, a plataforma continental é bastante estreita. A mais extensa

plataforma encontra-se próxima à costa da Sibéria e estende-se até uma

distancia de 1300 km, no Oceano Ártico.

As águas que ficam sobre as plataformas continentais formam a

zona nerítica e aquelas além da plataforma formam a zona oceânica. A

margem do mar, que se eleva e se baixa com a maré, é a zona litoral

(“intertidal”). A região localizada acima é a supralitoral (“supraidal”) e a região

abaixo a sublitoral (“subtidal”). As inclinações continentais (talude continental)

formam a zona batial, os planos abissais a zona abissal e os vales a zona

hadal.

A distribuição vertical dos organismos marinhos é controlada

principalmente pela profundidade alcançada pela luz. Luz suficiente para que a

fotossíntese supere a respiração chega apenas a uma pequena distância da

superfície, podendo atingir até 200 m, na dependência da turbidez da água.

Abaixo desta zona eufótica superior, existe uma zona de transição

onde pode ocorrer algum nível de fotossíntese, embora sua taxa de produção

seja menos do que a perda pela respiração. Desta zona de transição até o

assoalho oceânico prevalece a escuridão total. Esta zona constitui a zona

afótica. Os animais que habitam permanentemente as zonas afóticas ou de

transição, ou são carnívoros ou alimentam-se de suspensões e detritos e

dependem, em última instância, da atividade fotossintética das microscópicas

algas das regiões superiores iluminadas.

Os animais das águas marinhas que nadam livremente ou flutuam

constituem a fauna pelágica e aqueles que vivem no fundo compõem a fauna

bentônica. Os habitantes do fundo podem viver sobre a superfície (epifauna) ou

sob a superfície (infauna) do fundo oceânico e, em geral, refletem de maneira

notável o caráter do substrato, ou seja, se é um substrato mole de areia ou

lodo. Muitos animais são adaptados a viver nos espaços entre os grãos de

areia e compõem o que comumente é referido como a fauna intersticial ou

meiofauna. Este grupo inclui representantes d virtualmente todos os filos

animais maiores, sendo que alguns grupos de animais são anteriormente

desconhecidos foram descobertos recentemente neste ambiente. Os animais

pelágicos e bentônicos são encontrados em todas as zonas horizontais. Por

exemplo, pode-se referir a animais neríticos pelágicos ou à infauna da zona

abissal.

Nas águas oceânicas tropicais de diversas áreas, os níveis

populacionais são menores quando comparados aos oceanos temperados e

frios, onde a mistura com águas profundas ricas em nutrientes é maior.

Entretanto, os mares tropicais e subtropicais possuem, de modo geral, maior

número de espécies do que as águas temperadas. No outro extremo, as

planícies abissais oceânicas, que são perpetuamente escuras e glaciais,

sustentam uma fauna relativamente pequena, tanto em número de indivíduos

quanto em número de espécies.

Ambientes de água doce e de Estuário

Os lagos terrestres também exibem um zoneamento horizontal e

vertical; entretanto o conteúdo da água doce, seus menores tamanho e

profundidade tornam-nos, sob diferentes aspectos, ecologicamente distintos

dos oceanos. A margem de um lago onde a luz alcança o fundo é denominada

zona litorânea. No interior da zona litorânea, a camada superior iluminada da

água, equivalente à zona eufótica do mar, é denominada, nos lagos, zona

limnética. Na zona limnética e abaixo dela, as águas e o fundo do lago

pertencem à zona profunda.

A temperatura é um fator preponderante no controle do ambiente

dos lagos. Em contraste com a água salgada, que se torna crescentemente

densa conforme descreve a temperatura, a água doce atinge sua maior

densidade a 4ºC; portanto, quando os lagos das regiões temperadas da terra

são aquecidos durante a primavera e o verão, a água quente fica na superfície

enquanto que a água mais fria e pesada permanece no fundo. É pequena a

circulação entre os níveis superior e inferior, de tal forma que não apenas a

zona inferior é escura, mas também estagnada e deficiente em oxigênio, dando

suporte apenas a uma fauna limitada. Com o advento da estação fria, a água

do estrato superior se torna mais pesada e afunda, resultando uma reviravolta

geral (“turnover”) entre a água da superfície e a água profunda. As condições

se tornam estabilizadas novamente no inverno, com uma estratificação

invertida de temperatura, uma vez que agora a água mais fria e leve em forma

de gelo flutua e a água mais quente (4º) e pesada está no fundo. Na primavera,

após o derretimento do gelo formado no inverno, há uma outra reviravolta

(“turnover”) como há no outono.

Os lagos tropicais podem apresentar um único “turnover” de inverno

ou podem exibir uma condição altamente estável com pequena circulação

vertical.

A junção dos rios com o mar não é abrupta. Pelo contrario, os dois

ambientes interconvertem-se gradualmente, criando o ambiente de estuário o

qual é caracterizado por uma água salobra, isto é, com salinidade

consideravelmente abaixo dos 3,5% típicos do mar aberto. O ambiente de

estuário compreende desembocaduras de rios e deltas circundantes, limites

costeiros, pequenas enseadas e braços de mar que recortam a costa. É,

usualmente, afetado pela maré, de cuja palavra deriva a palavra estuário

(aesus, maré). A maior parte dos animais marinhos são osmoconformistas e

esteno-halinos (toleram pequena variação no conteúdo salino) e não são

capazes de sobreviver em salinidades muito reduzidas. As salinidades mais

baixas e variáveis dos estuários restringem, portanto, a sua fauna àqueles

invasores marinhos euri-halinos (suportam amplas variações na concentração

salina) e a poucas espécies de água doce que podem tolerar estas condições.

A fauna também inclui alguns animais que se tornaram especialmente

adaptados a condições de estuário e que não são encontrados em nenhum

outro lugar.

Nos trópicos, os mangues constituem uma comunidade

característica do ambiente de estuário, assim como das áreas salinas onde as

águas são calmas. As arvores do mangue são espécies que podem tolerar

condições de salinidade. Eles ocupam a zona litorânea e geralmente possuem

raízes escoras e raízes aéreas especiais (pneumatóforos) que se projetam

para cima da superfície da água. As comunidades mais altamente

desenvolvidas de mangues são encontradas no Indo/Pacífico, onde numerosas

espécies formam diversas zonas que se estendem em direção ao mar. Tais

mangues podem ocupar vastas áreas costeiras e são virtualmente

impenetráveis. O mangue-vermelho, Rhizophora mangle, que possui raízes

longas que se estendem a partir de seus ramos diretamente para baixo, é o

mangue comum da América tropical. As arvores do mangue retêm sedimentos

e contribuem para a formação de terreno estável, criando um habitat que é

ocupado por animais e outras plantas.

Plâncton, produção primaria e cadeias alimentares

Tanto os oceanos quanto os lagos de água doce contêm um extenso

agrupamento de organismos microscópicos que nadam ou vivem suspensos na

água. Estes organismos compreendem o plâncton incluem tanto os animais

(zooplâncton) quanto as plantas (fitoplâncton). Embora diversos organismos

planctônicos sejam capazes de se deslocarem, eles são demasiadamente

pequenos para fazê-lo independentemente das correntes. O fitoplâncton é

composto de numerosas diatomáceas e outras algas microscópicas.

O zooplâncton marinho inclui representantes de, praticamente, todos

os grupos animais, tanto adultos quanto estágios de desenvolvimento. Algumas

espécies (holoplâncton) passam toda a sua vida no plâncton; larvas de outras

espécies (meroplâncton) entram e saem do plâncton em diferentes pontos no

curso de seu desenvolvimento. Os animais constituintes do plâncton de água

doce são mais limitados quanto ao seu número. O plâncton, especialmente o

marinho, tem uma importância fundamental na cadeia alimentar aquática uma

vez que o fitoplâncton fotossintético – particularmente diatomáceas,

dinoflagelados e diminutos flagelados – forma o nível trófico primário, servindo

de alimento aos animais maiores. Como seria de se esperar, o plâncton atinge

sua maior densidade nas zonas superiores e iluminadas das águas que

apresentam altos níveis de nutrientes (nitratos, fosfatos, etc.). Os nutrientes

inorgânicos são necessários para a síntese de compostos orgânicos efetuada

pelo fitoplâncton. M geral, os mais altos níveis de nutrientes são encontrados

nas águas costeiras rasas, nas áreas de ressurgência e nas águas superficiais

dos oceanos frios e temperados, onde a mistura com os níveis mais profundos

não é impedida.

As águas superficiais dos oceanos tropicais e subtropicais são

geralmente empobrecidas porque é pequena a sua mistura com águas

profundas ricas em nutrientes. A água superficial, que é quente e, portanto

menos densa, viaja acima da água fria e, portanto, mais pesada dos níveis

mais profundos. As águas oceânicas que possuem baixa produtividade, como a

Corrente do Golfo e o Mar dos Sargaços, são claras e azuis. A baixa

concentração de plâncton permite a penetração da luz até uma profundidade

considerável e os comprimentos de onde azuis são refletidos pelas moléculas

da água. A água do mar mais rica em plâncton é verde, pois o plâncton e os

detritos orgânicos refletem a luz amarela que, combinada com a luz azul

refletida pelas moléculas da água, produz a cor verde.

Partículas fecais e fragmentos de plantas mortas e de restos

animais, derivados do plâncton ou das plantas e animais bentônicos,

assentam-se no fundo e misturam-se às partículas minerais (areia). Este

material depositado é uma fonte de alimento para diversos animais. Alguns

destes comedores de detritos digerem a própria matéria orgânica; outros

alimentam-se de bactérias que se encontram no material depositado.

REFERÊNCIAS

BARNES ROBERT D., Zoologia de Invertebrados. Livraria Roca LTDA. Quarta Edição. São Paulo 1984.

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