Anatomia da Coluna Cervical - Trabalho - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Pamela87
Pamela8727 de Fevereiro de 2013

Anatomia da Coluna Cervical - Trabalho - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Trabalho sobre a anatomia da coluna cervical, biomecânica cervical, charneira cérvico dorsal, dores referidas cervicais, radiologia cervical.
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Cervical

ANATOMIA

A coluna cervical se articula através de duas articulações, posteriormente

através das facetas e anteriormente através das articulações unco vertebrais.

Estas duas estruturas formam o forame de conjugação:

Músculos cervicais:

• Esplênios

• Complexos

músculos Paravertebrais:

• Longo do pescoço;

• Longo da cabeça;

• Reto anterior da cabeça;

• Reto lateral da cabeça.

Músculos importantes:

Paravertebrais:

• ECOM (C2C3C4);

• Escalenos (Ramos locais);

• Supra e infra hioideos (Ramos locais).

Nucais:

• Profundo

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– Reto posterior > e < da cabeça;

– Oblíquos superior e inferior;

– Transverso e inter espinhoso.

Meios de união:

Discos, ligamentos capsulares, amarelo, inter e supraespinhoso (na cervical é

chamado lig. cervical posterior), ligamento inter transverso, LCVP (em conexão com a dura até cóxis), LCVA .

BIOMECÂNICA CERVICAL

É o segmento mais móvel de toda a coluna vertebral, e é submetida a um

grande número de agressões e pressões:

• O peso da cabeça;

• Esforços ao nível dos MMSS;

• Posturas de trabalho, esporte e sono;

• Incidência do psiquismo.

Movimentos:

Extensão:

• A vértebra superior desliza sobre a inferior;

• O núcleo tende a anteriorizar;

• Limitada pelo contato com as espinhosas e pelo LCVA .

Flexão:

• A vértebra superior desliza sobre a inferior;

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• O núcleo tende a posterioridade;

• Desimbricação;

• Limitada pelo ligamento inter espinhoso, LCVP, ligamento amarelo e Cápsulas articulares.

Inclinação:

• Imbricação homolateral;

• Deslocamento discal contralateral;

• Deslizamento vertebra suprajacente;

• Limitada pela cápsula contra lateral, ligamento intertransverso, processos

unciformes e facetas articulares.

Rotação:

• Imbricação contra lateral;

• Inclinação homolateral;

• Limitada pelas facetas articulares, cápsulas homolaterais, ligamento intertransversos contra laterais e tecidos moles.

Generalidades:

• Está sempre em 2ª lei de Fryette;

• Para a região cervical não existe 1ªlei, sempre que inclina para um lado, roda para o mesmo lado.

• Anatomicamente e fisiologicamente é dividida em duas:

1) Coluna cervical superior (OAA );

Anatomia: cervical superior (sentido das facetas especializada para as rotações).

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2) Coluna cervical inferior (C3 a C7).

Fisiologicamente o nível C5 é o mais móvel da coluna cervical sendo o centro

da extensão desse segmento.

Por isso é mais sujeito a apresentar processos degenerativos precoces, que

ainda podem ser mais adiantados se o indivíduo apresentar fixações das dorsais superiores.

Topografia

• C1: entre a apófise mastóide e a mandíbula;

• C2: primeiro processo espinhoso palpável a partir do occipital;

• C3: na mesma altura do osso hióide;

• C4-C5: cartilagem tireóide;

• C6: primeiro anel cricóide;

• C7: espinhosa mais saliente que anterioriza na ext. cervical.

CHARNEIRA CÉRVICODORSAL

É a região de transição entre a coluna cervical e a coluna torácica.

As estruturas ósseas que formam a charneira cérvico dorsal são C7, T1, T2,

1ª COSTELA.

IMPORTÂNCIA FUNCIONAL

É nesta região que se encontra o gânglio estrelado (sistema simpático), passando próximo ao esterno, articulação esterno clavicular, primeiras costelas e C7, T1.

O gânglio estrelado faz parte dos centro cárdio-aceleradores e controla as paredes das artérias dos membros supriores junto com o gânglio médio e superior, que controlam as paredes das artérias intra cranianas e fazem anastomose com o 10º par craniano (vago) que controla estomago, fígado, pâncreas, baço, intestino delgado, colon ascendente e tranverso.

OBS: Problemas em qualquer uma destas estruturas citadas acima devemos

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investigar a charneira cérvico-dorsal.

Nesta região também estão localizados os desfiladeiros torácicos que são freqüentemente confundidos com cervicobraquialgias quando comprimidos.

Existem também vários ligamentos que ligam estas estruturas a pleuras parietal e viscerais.

As hipertonias miofasciais influenciam sobre o sistema sanguineo, linfático,

nervoso, etc. da cabeça tronco e membros superiores.

Sintomatologia

• Cervicalgias;

• Cefaléias e enxaquecas;

• Vertigens;

• Nevralgia de Arnold;

• Torcicolos;

• Problemas oculares;

• Cervicobraquialgias;

• Epicondilites;

• Diafragma.

ERS, POSTERIORIDADE OU ROTAÇÃO

• O parâmetro maior é a rotação;

• À palpação sentiremos uma posterioridade e dor na região posterior;

• As manipulações tem um parâmetro maio em rotação;

• Movimentos dolorosos: em flexão e rotação para o lado oposto;

• Espasmo dos músculos posteriores.

FRS OU LATERALI DADE

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• O parâmetro maior é a lateroflexão;

• À palpação sentiremos uma lateralidade, sensação de um nódulo Lateral e dor anterior e lateral;

• As manipulação têm um parâmetro maior em lateroflexão;

• Movimentos dolorosos em extensão e lateroflexão para o lado oposto;

• Espasmo dos músculos anteriores e laterais.

DERMÁTO MOS CERVICAIS

DORES REFERIDAS CERVICAIS

RADIOLO GIA CERVICAL

RX oblíquo para observar os forames de conjugação.

Contra-indicações formais às manipulação

• Câncer vertebral;

• Instabilidades graves;

• Fraturas;

• Gravidez;

• Hérnias;

• Reumatismos inflamatórios;

• Doenças neurológicas;

• Transtornos circulatórios graves;

• Osteoporose;

• Recusa do paciente.

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Testes cervicais

Testes ortopédicos

• Jackson;

• Klein;

• Adson;

• Éden;

• Wrighit.

Testes da terapia manual

Inspeção dinâmica da coluna cervical

Durante a flexão deve ser observada a distância entre o mento e o esterno e

verificar se há encurtamento muscular limitando o movimento.

Na extensão também é levada em consideração a distância do mento ao esterno, verificando a dor e encurtamento muscular.

Quando há dor deve-se suspeitar de lesões osteopáticas.

Deve ser feita também a inclinação lateral, onde será verificada a distância

orelha úmero. Verificando sempre a dor ou limitação do movimento.

Durante a rotação deve-se observar o distânciamento do ombro, sempre

verificando se há dor ou limitação.

Esta verificação da mobilidade deve ser feita com o paciente sentado.

Palpação da cintura escapular e coluna cervical

Antes de iniciar a seqüência de avaliação é importante conhecer a topografia

cervical.

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A vértebra C1 pode ser palpada apenas em seus processos transversos que ficam entre a apófise mastóide e a mandíbula. A melhor maneira de localizar estes processos transversos é colocando o dedo indicador no ângulo da mandíbula e o dedo anular no processo mastóide, desta maneira o dedo maior cairá sobre o processo transverso de C1.

O primeiro processo espinhoso que é palpado quando se parte do occipital na

direção caudal é o de C2. Seus processos transversos são palpados quatro a cinco milímetros abaixo das transversas de C1.

A vértebra C3 é muito fácil de ser palpada, logo abaixo de C2.

Já a vértebra de C4 é muito difícil de ser palpada, neste caso temos como ponto de referência o mento que está horizontal a esta vértebra.

O próximo processo espinhoso que pode ser palpado a partir de C3 e o processo espinhoso de C5.

Seguindo na direção céfalo-caudal palpa-se o processo espinhoso de C6 que

corresponde anteriormente a cartilagem cricóide.

A vértebra C7 é palpada facilmente, pois geralmente seu processo espinhoso é mais saliente. Para diferenciar a vértebra C7 da vértebra T1 deve-se pedir ao paciente que faça a hiperextensão da cabeça, isso fará com que o processo espinhoso de C7 deslize anteriormente.

Enquanto que em T1 esse deslizamento é mínimo.

Seqüência Palpatória

O paciente deve estar em decúbito dorsal e o terapeuta sentado atrás da cabeça do paciente.

A palpação deve ser iniciada no sentido céfalo-caudal, começando pelos côndilos occipitais que podem estar doloridos em um dos lados. Esta dor pode evidenciar uma lesão osteopática do occipital ou apenas espasmo do trapézio superior que está comprimindo o nervo de Arnold.

Esta compressão é responsável por uma cefaléia unilateral que parte do ccipital até o olho.

A lesão osteopática do occipital será confirmada ou não pela posição da cabeça e pelo teste específico de Gillet.

Seguidamente deve ser palpada a vértebra C1 (atlas), buscando dor ou

posteriormente em um dos processos transversos, que indicará uma lesão de

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rotação pura, ou rotação com translação lateral.

Na lesão de rotação pura observa-se uma dor a palpação do lado da lesão.

Na palpação de C2, C3 e C4 deve-se buscar a dor e a posterioridade, pois

nestas vértebras ocorrem mais lesões de rotação que são fixadas pelos músculos posteriores do pescoço: intertransversal, esplênios e transversal espinhoso, porém também podemos encontrar lesões de lateralidade.

Durante o teste de mobilidade os movimentos estão limitados no sentido oposto a lesão.

O processo transverso estará baixo e posterior do lado da lesão e a apófise

articular posterior está saliente do mesmo lado.

Em C5 e C6 as lesões ocorrem principalmente em lateralidade, essas lesões

são fixadas pelos músculos ante-riores e laterais do pescoço, ou seja, longo do

pescoço e escalenos contra lateralmen-te.

Estas lesões ocorrem a este nível, pois o angular da escápula termina em C4 e por isso não existe mais o contra apoio para o longo do pescoço e escaleno.

Neste caso encontramos uma sensação de nódulo lateral, o processo transverso encontra-se saliente lateralmente do lado oposto à lesão.

Durante o teste de mobilidade os movimentos de inclinação lateral par o mesmo lado estão limitados.

Além da palpação das articulações devemos palpar também principalmente,

Músculos trapézios, escalenos, suboccipitais, esternocleidomastóideo, angular

da escápula, massetéricos, pterigóideos medial e lateral.

Técnicas de tratamento

Tecidos moles:

Pompage do Pescoço

O terapeuta toma um contato com uma das mãos no occipital por intermédio do

dedo mínimo e a outra mão em palma o mento.

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A técnica é executada por uma posteriorização do tronco do terapeuta, tracionando a cabeça do paciente. A tração é mantida três segundos e depois é relaxada lentamente para não estimular o complexo de Golgi.

Stretching dos Extensores da Cabeça

O paciente o terapeuta mantém-se na posição da técnica anterior.

O terapeuta cruza seus braços atrás da cabeça do paciente, colocando suas mãos no ombro do mesmo.

A técnica é realizada pela elevação da cabeça do paciente pelos antebraços do

terapeuta. Esta elevação é feita durante a expiração e a volta deve ser totalmente passiva.

Stretching do Trapézio em Flexão Lateral

O terapeuta sustenta o occipital com uma das mãos e a outra mão fixa o ombro.

A mão que sustenta o occipital leva o mesmo lateralmente enquanto a outra mão fixa o ombro.

Stretching dos escalenos

O terapeuta fixa o ombro do paciente com uma das mãos e a outra mão sustenta a cabeça do paciente. A cabeça do paciente deve estar em rotação para o mesmo lado que o ombro está fixo.

A técnica é executada por uma elevação da cabeça e diagonal para o lado oposto durante a expiração.

Pompage dos Músculos Suboccipitais

O terapeuta toma um contato com os músculos suboccipitais com a ponta dos

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seus dedos maior e indicador e pede que o paciente relaxe a cabeça sobre seus dedos. O terapeuta deverá perceber estes músculos relaxando e a cabeça deve cair devagar.

Stretching dos Músculos Suboccipitais

O terapeuta coloca a ponta de seu dedo maior de uma das mãos junto com a

ponta do dedo maior da outra mão e faz a mesma coisa com os dedos anelares.

Estes dedos são colocados entre o occipital e o processo espinhoso de C2.

A técnica é realizada pelo afastamento entre os anelares e dedos maiores.

Técnicas Semi-Diretas

Antes de utilizar estas técnicas na coluna cervical superior, deve-se aplicar o teste de Klein para evidenciar uma possível contraindicação, a insuficiência vascular. O teste é feito com o paciente sentado. O terapeuta faz uma hiperextensão e rotação da cabeça do paciente e mantém de dez a trinta segundos. Se o paciente sentir vertigem são contra-indicadas as manipulações

com thrust.

Lesão de Posterioridade de C3 a C7 (Exemplo à Direita)

O paciente posiciona-se em decúbito dorsal, o terapeuta posiciona-se do lado

direito do paciente.

A mão esquerda empalma a face do lado esquerdo enquanto que a mão direita toma um contato com a metacarpofalangeana sobre a posterioridade.

O terapeuta faz uma translação para a esquerda, inclinação para direita e rotação para esquerda.

A correção é feita por um thrust da mão direita contra a barreira articular.

Obs: para manipular C3 e C4 usa-se a posição neutra de flexo extensão para

manipular de C5 a C7 usa-se um pouco de flexão.

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Lesão de Lateralidade de C5 e C6 (Exemplo à Direita)

Para a realização desta técnica utilizase os mesmos contatos e parâmetros da

técnica anterior, a única variante é o thrust que é realizado sem rotação.

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