Anatomia do Figado - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo891 de Março de 2013

Anatomia do Figado - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

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Apostilas sobre a anatomia do figado, definição, funções, troca rápida, estocagem da energia, armazenagem de vitaminas e sais minerais, limpeza do sangue, síntese de gorduras, síntese da bile, pedra na vesícula.
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O que é o Fígado ?

O fígado é o maior órgão do corpo humano. Ele pesa cerca de 1,5 quilo e se localiza no lado direito, no quadrante superior da cavidade abdominal , protegido pelas costelas.

O fígado se divide em dois lobos (partes). O lobo direito é seis vezes maior que o esquerdo. O órgão é totalmente recoberto pelo peritônio e é irrigado pela artéria hepática, recebendo sangue venoso do baço e intestinos pela veia porta. Abaixo do lobo direito situa-se a vesícula biliar, uma bolsa de 9 cm, aproximadamente, que tem a capacidade de coletar cerca de 50 ml de bile produzida pelo fígado.

O fígado, junto com o baço e a medula óssea são os órgãos responsáveis pela hematopoese, formação e desenvolvimento das células sanguíneas. São também denominados órgãos hematopoiéticos.

As funções do fígado são as seguintes:

- Integração entre os vários mecanismos energéticos do organismo.

- Armazenar e metabolizar as vitaminas.

- Fazer a síntese das proteínas plasmáticas.

- Desintoxicação de toxinas químicas produzidas pelo organismo.

- Desintoxicação de toxinas químicas externas ao organismo.

- Filtragem mecânica de bactérias.

- Controlar o equilibrio hidro-salínico normal.

- Secreção da bile.

[pic]

As múltiplas funções do fígado

Ele executa mais de 500 funções no organismo humano - mesmo

quando é cortado pela metade

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Ele participa do processo de digestão, armazena vitaminas, anula o efeito de drogas, estoca energia, produz compostos necessários à coagulação do sangue - apenas para citar alguns de seus trabalhos mais conhecidos. É de se imaginar que um órgão assim tão importante deva ser extremamente complexo, de difícil tratamento. E ele é, de fato. O fígado ainda representa um intrincado desafio para a medicina. Tanto que ainda não existe remédio capaz de reavivar as funções de um fígado que já entrou em falência. Uma vez mortas, as células hepáticas (de hepar, palavra grega para fígado) não se recuperam. Contudo, se é difícil curar um fígado doente, a incrível versatilidade de um fígado saudável tem dado esperança de vida a milhares de pessoas em todo o mundo.

Ele é um dos órgãos mais propícios ao transplante, causando menos rejeição do que outros já rotineiramente transplantados, como coração ou rins. Outra característica peculiar desse órgão é sua capacidade de continuar funcionando mesmo quando é cortado ao meio: o fígado é capaz de se regenerar, voltando ao tamanho normal. Assim, um mesmo órgão pode ser usado para salvar a vida de duas pessoas. Ou um simples pedaço do fígado de uma pessoa saudável pode salvar a vida de outra. Por isso, é na área dos transplantes que os hepatologistas têm obtido as maiores conquistas.

Troca rápida

Segundo Paulo Chap Chap, já existem linhas de pesquisa que apontam para a produção do chamado fígado bioartificial, um equipamento semelhante à máquina de diálise, usada pelos pacientes de insuficiência renal. Dotada de membranas com células hepáticas, ela é capaz de exercer temporariamente as funções do fígado, enquanto o paciente aguarda um transplante. Também tenta-se construir células do fígado em laboratório e estuda-se até o uso do órgão de animais, especialmente porcos. "O fígado tem múltiplas funções metabólicas”

Estocagem da energia

O fígado ajuda a regular as taxas de glicose (açúcar) no sangue, estocando-a na forma de glicogênio. Quando o nível de glicose no sangue está baixo - horas após uma refeição, por exemplo -, ele converte o glicogênio em glicose e devolve-o ao sangue para que atinja partes do corpo que dele necessitem. O cérebro é um desses órgãos que requer um abastecimento regular de glicose.

Armazenagem de vitaminas e sais minerais

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Ele estoca vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, a hidrossolúvel B12 (fator antianêmico) e minerais como ferro e cobre, que são adquiridos pela alimentação.

Limpeza do sangue

Tem ação reguladora da composição do sangue. Juntamente com o baço, elimina os glóbulos vermelhos envelhecidos, sendo capaz de filtrar cerca de 1,2 litros de sangue por minuto. Quando o organismo precisa de sangue, recorre às reservas do fígado, pois a quantidade de sangue que aflui a este órgão é um quarto do total que circula no corpo.

Síntese de gorduras

O fígado sintetiza lipoproteínas, colesterol e fosfolipídios, que são os componentes essenciais das membranas plasmáticas. As células do fígado também usam colesterol para a produção da bile, substância química com capacidades digestivas.

Síntese da bile

Uma das principais funções do fígado é a secreção da bile, um líquido alcalino e amargo contendo água, bicarbonato de sódio, sais biliares, pigmentos, colesterol e bilirrubina, entre outros elementos. Cerca de um litro de bile é secretado pelo fígado todos os dias. Ela é estocada na vesícula biliar, em uma forma altamente concentrada até que seja exigido para quebrar gorduras. Os sais biliares atuam como detergentes, emulsionando as gorduras e fragmentando as suas gotículas, para aumentar sua superfície de exposição às enzimas e, assim, facilitar a transformação química necessária à perfeita absorção pelo organismo.

Não por acaso, o fígado é o maior órgão interno do corpo humano, perdendo em extensão apenas para a pele, que é um órgão externo. Pesa cerca de um quilo e meio na idade adulta. Crianças têm geralmente um abdômen grande por causa do tamanho do fígado, desproporcionalmente volumoso. Na maioria das crianças, ele ocupa cerca de 40% da cavidade abdominal e é responsável por aproximadamente 4% do total do peso corporal. Em um adulto, representa cerca de 2,5% do peso total.

Aparentemente lisa, na realidade a superfície desse órgão é composta por 50 mil a 100 mil pequenos lóbulos, cada um dos quais com uma veia central no seu interior. De cada veia irradiam-se centenas de células, entretecidas numa rede de microscópicos canalículos biliares e

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vasos sangüíneos chamados de sinusóides, que transportam às células hepáticas o sangue carregado de oxigênio e nutrientes.

Pedra na vesícula

A vesícula biliar e a digestão

A vesícula biliar assemelha-se a uma pequena pêra e fica debaixo do fígado. Trata-se de um reservatório para o armazenamento da bile, líquido fundamental à digestão das gorduras, produzido pelo fígado. A vesícula é capaz de armazenar toda a bile produzida durante 12 horas pelas células hepáticas e levada até ela pelo canal cístico. Nesse reservatório, a bile perde parte da água que contém e fica concentrada. Quando os alimentos, especialmente os gordurosos, passam pelo duodeno (primeira porção do intestino delgado), quimioreceptores são estimulados, provocando a formação do hormônio colecistoquinina. Esse hormônio promove a contração da vesícula biliar. Ao contrair-se, ela lança a bile sobre o quimo (comida misturada com suco gástrico) que está passando pelo duodeno.

As chamadas pedras, ou cálculos, da vesícula, são formadas pela cristalização de substâncias que compõem a bile, como colesterol e

bilirrubina. As pedras freqüentemente obstruem a passagem da bile para o duodeno, causando fortes dores e interferindo na absorção das

gorduras.

Quando isso acontece, a remoção da vesícula (colecistectomia) costuma ser o procedimento mais indicado. A retirada da pedras por raio laser tem um caráter meramente paliativo, pois não impedem a formação de outras.

Viver sem a vesícula biliar é perfeitamente possível, pois a bile, nesse caso, passa a fluir diretamente do fígado para o intestino delgado. Só que o tempo de digestão, principalmente dos alimentos mais gordurosos, tende a aumentar. A bile vinda diretamente do fígado não está na concentração ideal, nem é liberada nos momentos e em quantidades certas. Por isso, a digestão de certos alimentos tende a se tornar mais difícil e lenta.

CIRROSE DO FÍGADO

A maior parte das doenças crônicas do fígado provocam lesões nas células do fígado que levam à cirrose, um processo caracterizado por fibrose e formação de nódulos que altera a arquitetura do órgão. Esta alteração da morfologia do fígado bloqueia o fluxo do sangue que vem do intestino impedindo-o de atravessar o fígado e através das veias hepáticas atingir a veia cava superior e o coração. Esse bloqueio, essa barragem, dá origem à formação de varizes no

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esôfago e por vezes no estômago e, impede o fígado de fazer o seu trabalho normal tal como a síntese das proteínas etc. A Cirrose do Fígado é uma causa freqüente para Transplante do Fígado.

Causas de cirrose:

Em Portugal as duas principais causas de Cirrose do Fígado são o álcool e o vírus da Hepatite C.

• Álcool - é a causa mais freqüente de cirrose em Portugal: o álcool e o vírus da Hepatite C são responsáveis por mais de 90% das cirroses no nosso país.

• Hepatite - B e C -. Em Portugal a número de cirroses causadas pela Hepatite Crônica C é muito superior ao número de cirroses causadas por Hepatite Crônica B ( a Hepatite Crônica B é pouco freqüente em Portugal ).

• Hepatite auto-imune: inflamação de causa desconhecida em que os anticorpos agridem as células do fígado como se fossem proteínas estranhas ou bactérias.

• Obstrução biliar: quer relacionada com situações congênitas ( atresia biliar ), hereditárias ( doença de Alagile ), imunológicas ( cirrose biliar primária ) ou de causa desconhecida ( colangite esclerosante primária ).

• Doença de Wilson: acumulação anormal de cobre no fígado. hemocromatose: acumulação anormal de ferro no fígado, deficiência de alfa1-antitripsina.

• Fármacos e tóxicos: vários medicamentos e tóxicos podem causar hepatite e cirrose.

• Causas vasculares: síndrome de Budd-Chiari ( trombose das veias hepáticas e supra- hepáticas ) etc.

• Criptogênica: em cerca de 10 % dos casos por mais exaustiva que seja a investigação não é possível encontrar uma causa para a cirrose

Manifestações da cirrose:

A cirrose pode demorar anos a manifestar-se e, durante anos, os sintomas podem não ir além de fadiga, falta de força e perda de apetite. Com freqüência a cirrose é uma descoberta feita, por acaso, num exame médico ou análises de rotina. Quando a cirrose está plenamente desenvolvida pode apresentar vários sinais:

• Hepatomegália - significa aumento do tamanho do fígado.

• Icterícia: as alterações provocadas no fígado pela cirrose ( fibrose, formação de nódulos ) impedem a bilirrubina* de atravessar o fígado e atingir o intestino. O aumento da bilirrubina no sangue torna a pele e a branca do olho, amarelas - icterícia - e a urina escura.

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• . Retenção de água nas pernas e abdómen ( ascite ) - o fígado produz uma proteína, a albumina, que retém a água nos vasos sanguíneos. O fígado com cirrose é incapaz de produzir albumina e esta ao diminuir no sangue permite que a água dos vasos sanguíneos se escapa-se e infiltre os tecidos das pernas causando edema e se acumule na cavidade abdominal causando ascite ( barriga de água ).

• . Varizes esofágicas: o fluxo sanguíneo que vem do intestino através da veia porta, atinge o fígado e, depois de o atravessar, sai pelas veias hepáticas para atingir a veia cava superior e o coração. A estrutura do fígado desorganizada pela fibrose e pelos nódulos do fígado cirrótico, faz uma barragem à passagem do sangue, aumentado a tensão na veia porta. O sangue sob tensão, na veia porta, tenta através de curto-circuitos ( bypass ) colaterais atingir o coração. Esses vasos colaterais do estômago e do esôfago formam varizes. Essas varizes, sobretudo as do esôfago, podem dar origem a hemorragia grave.

• Encefalopatia: manifesta-se por alterações neurológicas que, podem ir de pequenas alterações do comportamento até à confusão mental e coma.

O diagnóstico da cirrose do fígado e feito pela suspeita da doença que nasce muitas vezes durante um exame médico ou de exames auxiliares laboratoriais de rotina

Os teste da função hepática permite determinar a atividade das enzimas do fígado que na cirrose estão geralmente alteradas.

A biopsia do fígado que consiste na colheita duma pequena porção do fígado para posterior análise microscópica por um médico especializado serve para confirmar o diagnóstico. Outras vezes, o doente vai pela primeira vez ao médico porque nota o aumento de volume do abdómen, causado pela ascite, ou tem que se dirigir à Urgência do Hospital porque vomitou sangue.

A cirrose do fígado é tratada com o travamento do processo evolutivo da cirrose. A abstenção de álcool é muito importante mesmo nas cirroses que não foram causadas pelo álcool. O tratamento das complicações ( ascite, hemorragia, encefalopatia etc. é muito importante ) e geralmente exige internamento hospitalar. O transplante hepático tem indicação em alguns casos.

Dieta na doença

Segue abaixo uma orientação dietética.

[pic]Alimentos a serem evitados:

|- Leite integral, tipo A ou B, queijos amarelos, requeijão |

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|- Chocolate, doces que contenham banha, biscoitos amanteigados, tortas, pastelaria, doces folhados |

|- Banha de porco, gordura animal |

|- Carnes gordas, lingüiça, paio, salsicha, pele de aves, galinha cozida, carne de porco, pato, ganso, costeleta, |

|mocotó, caldo de carne |

|- Lanches |

|- Atum, salmão, sardinha enlatados |

|- Mortadela, presunto, salame, copa, lombinho |

|- Sopas prontas |

|- Frituras, gratinados, preparações sauté |

|- Manteiga, maionese |

|- Frutas oleaginosas, como nozes, castanhas, amêndoas, amendoim |

|- Miúdos (fígado, rim, coração, moela) |

|- Bebidas alcoólicas |

[pic]Alimentos permitidos:

|- Leite desnatado, café, chá, suco de frutas |

|- Pão diet, integral, de glúten, bolacha água e sal, torrada, bolachas Maria e maizena |

|- Arroz, grãos integrais, macarrão |

|- Queijo fresco magro, cottage ou ricota, iogurte e coalhada desnatados |

|- Gelatina, frutas, sorvete de frutas sem leite |

|- Açúcar, mel, marmelada, goiabada, doces em calda |

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|- Carnes magras, peixes, aves (ensopados, cozidos ou refogados em pouco óleo vegetal) |

|- Ovos cozidos, poché (1 vez por semana) |

|- Pudim, merengue, bolo simples tipo pão de ló |

|- Fibras (farelo ou fibra de trigo, aveia, grãos integrais, vegetais crus, frutas com casca ou bagaço) |

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