Aparelho faríngeo
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taisaraujo27 de Maio de 2015

Aparelho faríngeo

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Aparelho faríngeo (guilherme ferreira morgado)

O aparelho faríngeo é formado pelos arcos faríngeos, bolsas faríngeas, sulcos faríngeos e membranas faríngeas, que irão formar cabeça e pescoço.

Os arcos faríngeos começam a se desenvolver no início da quarta semana. Eles são ao todo seis, sendo que quatro são visíveis externamente, e são delimitados por fissuras, os sulcos faríngeos. O primeiro arco faríngeo forma o primórdio da mandíbula e maxila, além do papel importante no desenvolvimento da face. O segundo arco faríngeo (arco hióideo) contribui para a formação do osso hióide. Os arcos faríngeos sustentam as paredes laterais da faringe primitiva, que deriva do intestino anterior. O estomodeu está separado da faringe primitiva pela membrana bucofaríngea.

Cada arco faríngeo é formado por um eixo de mesênquima recoberto externamente por ectoderma e internamente por endoderma, sendo que a maior parte do mesênquima vem das células da crista neural. Esses arcos contribuem para a formação da face, cavidades nasais, boca, laringe, faringe e do pescoço. Um típico arco faríngeo possui um arco aórtico, um bastão cartilaginoso, um componente muscular e um nervo.

Durante a quinta semana, o segundo arco cresce sobre o terceiro e o quarto formando o seio cervical, que vai desaparecer juntamente com os sulcos faríngeos na sétima semana dando lugar ao pescoço.

A extremidade dorsal da cartilagem do primeiro arco (cartilagem de Meckel) ossifica-se para formar o martelo e a bigorna. O pericôndrio da poção média forma o ligamento anterior do martelo e o ligamento esfeno-mandibular. Já as porções ventrais formam o primórdio da mandíbula.

A extremidade dorsal da cartilagem do segundo arco (cartilagem de Reichert) se ossifica para formar o estribo da orelha média e o processo estilóide do osso temporal, sendo que o pericôndrio forma o ligamento estilo-hióideo. A extremidade ventral forma o corno menor e a parte superior do corpo do hióide.

A cartilagem do terceiro arco forma o corno maior e a parte inferior do corpo do osso hióide. Já as cartilagens do quarto e sexto arco se fundem para formar as cartilagens laríngeas, exceto a epiglote, que se desenvolve a partir da saliência hipofaríngea (3º e 4º arcos).

Os componentes musculares formaram vários músculos da cabeça e do pescoço. A musculatura do primeiro arco forma os músculos da mastigação, já a do segundo os da expressão facial e o estilohióideo. Cada arco é suprido por seu próprio nervo craniano.

O endoderma da faringe reveste as superfícies internas dos arcos faríngeos estendendo para os divertículos, que são as bolsas faríngeas. Os pares de bolsas se desenvolvem entre os arcos, ou seja, o primeiro par de bolsas fica entre o primeiro e o segundo arcos. Sendo que há quatro pares bem definidos de bolsas faríngeas, o quinto é ausente ou rudimentar. O endoderma das bolsas, juntamente com o ectoderma dos sulcos faríngeos, forma as membranas faríngeas.

A primeira bolsa se expande para formar o recesso tubo timpânico, sendo que a porção distal entra e contato com o primeiro arco faríngeo, onde contribui para formar a membrana timpânica. A cavidade desse recesso origina a cavidade timpânica e o antro mastóideo; além disso, a conexão do recesso tubo timpânico com a faringe se alonga.

Grande parte da segunda bolsa é obliterada pelo desenvolvimento da tonsila palatina, parte da cavidade da bolsa permanece como seio ou fossa tonsilar. O endoderma da bolsa forma o epitélio superficial e o revestimento, que depois vai se diferenciar em tecido linfóide e se organizar em nódulos linfáticos.

A terceira bolsa se expande e forma uma parte dorsal bulbar compacta e uma ventral oca. A porção bulbar originará, a partir da sexta semana, a paratireóide inferior. Já a porção ventral prolifera obliterando as cavidades e formando o primórdio do timo.

Depois, a paratireóide e o timo perdem as conexões com a faringe e descem para o pescoço, porém, mais tarde, também se separam. Então, o timo se origina do endoderma do terceiro par de bolsas e do mesênquima, que vai dar tubos de células epiteliais. Esses tubos vão formar ramos laterais e cada um desses se torna um eixo de um lóbulo do timo. Depois aparecem os linfócitos preenchendo os espaços entre as células epiteliais.

A quarta bolsa também forma uma porção dorsal bulbar e uma ventral. Na sexta semana, a parte dorsal se desenvolve para formar a paratireóide superior. O epitélio das porções ventrais da terceira e quarta bolsa formam pequenos nódulos na face dorsal, sendo que o mesênquima vascular cresce dentro desses nódulos formando uma rede capilar. A porção ventral das bolsas forma um corpo ultimofaríngeo, que se funde com a tireóide, dando origem às células parafoliculares, também chamadas de células C, pois produzem calcitonina. A quinta bolsa se torna parte da quarta e ajuda a formar o corpo ultimofaríngeo.

Os sulcos faríngeos separam os arcos externamente. O primeiro par persiste para formar o meato acústico externo, já os outros ficam no seio cervical e são obliterados com o seio durante o desenvolvimento do pescoço. A primeira membrana faríngea, juntamente com a camada interposta de mesênquima, forma a membrana timpânica.

A tireóide é a primeira glândula endócrina a se desenvolver no embrião começando cerca de 24 horas após a fertilização. Inicia-se com um espessamento endodérmico no assoalho da faringe primitiva, que logo se torna uma pequena saliência e passa a ser o primórdio da tireóide. Com o crescimento do embrião e da língua, ela desce pelo pescoço, sendo que por pouco tempo ela se conecta com a língua pelo ducto tireoglosso. Ela se divide em dois lobos conectados pelo istmo da tireóide. Na sétima semana, ela assume a sua forma definitiva e sua localização permanente, assim o ducto tireoglosso já desapareceu, mas permanece a sua abertura proximal como o forame cego. O primórdio da tireóide é formado por células endodérmicas, que são invadidas pelo mesênquima vascular formando uma rede de cordões epiteliais. Por volta da décima semana, esses cordões geram aglomerados de células e na décima primeira surgem os folículos tireoidianos.

No final da quarta semana, uma elevação triangular surge no assoalho da faringe primitiva, anterior ao forame cego, que é chamada de broto lingual mediano. Depois dois brotos linguais distais se desenvolvem de cada lado do broto mediano. Esses brotos resultam da proliferação do mesênquima do primeiro par de arcos faríngeos. Esses brotos distais crescem e se fundem e vão formar os dois terços anteriores da língua - dessa fusão fica o sulco mediano da língua. O terço posterior vai ser formado por duas elevações: a copula, que vem do segundo par de arcos faríngeos, e a saliência hipofaríngea, oriunda do terceiro e quarto arcos. Eles se desenvolvem caudalmente ao forame cego. Com o crescimento da língua a copula é englobada pela saliência hipofaríngea. A linha de fusão entre a parte anterior e a posterior é um sulco em forma de V chamado de sulco terminal. O mesênquima dos arcos forma o tecido conjuntivo e os vasos sanguíneos, já os músculos da língua derivam dos mioblastos. As papilas aparecem no final da oitava semana, já os corpúsculos gustativos se desenvolvem durante a décima primeira e décima terceira semana.

As glândulas salivares começam a sua formação como brotos epiteliais maciços, que se formam na cavidade oral primitiva. O tecido conjuntivo das glândulas vem das células da crista neural. As parótidas são as primeiras a aparecer e se originam dos brotos junto ao ângulo do estomodeu. Eles crescem em direção às orelhas e se ramificam formando cordões que irão se canalizar. As submandibulares surgem no final da sexta semana e se desenvolvem a partir dos brotos no assoalho do estomodeu. Os ácinos começam a se forma com doze semanas e lateralmente a língua forma-se um sulco linear,

que vai originar o ducto submandibular. As sublinguais aparecem na oitava semana e se desenvolvem a partir de vários brotos no sulco paralingual.

A cavidade nasal começa com os placóides nasais, que vão formar as fossetas nasais. O mesênquima prolifera gerando as saliências nasais mediais e laterais, que resultam na formação dos sacos nasais primitivos. Esses sacos nasais vão crescer dorsalmente, mas estão separados da cavidade oral pela membrana oro-nasal, que se rompe no final da sexta semana. A região de comunicação entre as cavidades oral e nasal são as coanas primitivas. Após o palato secundário se desenvolver, as coanas se localizam na junção da cavidade nasal com a faringe. Enquanto isso as conchas nasais se desenvolvem e também o epitélio se especializa para formar o epitélio olfatório.

Os seios maxilares começam a se desenvolver no final da vida fetal, já os outros somente após o nascimento. Eles são formados por divertículos das paredes das cavidades nasais e se tornam extensões pneumatizadas, sendo que as aberturas dos divertículos permanecem como os orifícios dos seios nos adultos.

O espessamento epitelial bilateral no septo nasal indica o inicio da formação do órgão vômeronasal, que depois é formado quando há uma invaginação e separação do epitélio. Uma cartilagem parasseptal se desenvolve inferiormente ao OVN.

A palatogênese inicia-se no final da quinta semana. O processo palatino mediano começa a se desenvolver a partir da porção profunda do segmento intermaxilar da maxila, que é formado pela fusão das saliências nasais mediais. Isso irá formar o palato primário, que representa uma pequena parte do palato duro. O palato secundário começa a se formar a partir de projeções mesênquimais das faces internas das saliências maxilares, que são os processos palatinos laterais. Eles se projetam inferolateralmente à língua, mas, com o desenvolvimento da mandíbula, a língua de desloca inferiormente, então, os processos palatinos se alongam e ascendem para uma posição horizontal e superior da língua. Gradativamente, os processos se aproximam e se fundem no plano mediano, assim como com o septo nasal e com a parte posterior do palato primário. O septo nasal se desenvolve com o crescimento para baixo a partir das partes internas das saliências nasais mediais fundidas. O osso vai se desenvolvendo pelo palato primário e avança para os processos palatinos laterais para forma o palato duro. A parte posterior desses processos não é ossificada formando o palato mole, ao se fundirem formam a úvula. Um pequeno canal nasopalatino persiste entre a parte pré-maxilar da maxila e os processos palatinos, ele é representado no adulto pela fossa incisiva.

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