Apologia da História  - Apostilas - Direito, Notas de estudo de . Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)
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verde_amarelo4 de Março de 2013

Apologia da História - Apostilas - Direito, Notas de estudo de . Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)

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Apostilas de direito sobre o estudo da história do Direito e do pensamento jurídico, a história, os homens e o tempo, observação histórica, o tempo histórico.
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História do Direito e do Pensamento Jurídico

Data: 09/03/2012

Fichamento do Livro : Apologia da História ou O Ofício do Historiador.

* Capitulo 1 – A história, os homens e o tempo

1- A escolha do historiador.

2 – A história e os homens

3 – O tempo histórico

4 – O ídolo das origens

5 – Passado e presente

*Capitulo 2 – Observação histórica.

1 – Características gerais.

2 – Testemunhos .

3 – Transmissão dos testemunhos.

Referências Bibliográficas :

BLOCH, Marc. Apologia da História ou O Ofício de Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

Capitulo 1 – A História os Homens e o Tempo

1 - A escolha do historiador.

O conteúdo da palavra história vem mudando bastante desde seu surgimento há dois milênios atrás. Diante da complexa realidade em que se encontra o historiador, ele deve selecionar a forma de aplicação de suas ferramentas, como conseqüência disso, será um grande problema de ação nela fazer uma escolha.

2 - A história e os homens .

É um grande erro se dizer que o passado possa ser objeto de ciência, ele não pode ser nem mesmo da história. Antigamente, lá no inicio da historiografia, os operadores desse oficio

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narravam os acontecimentos de um mesmo momento de forma desordenada, misturando fatos de caráter diferente, trovoadas, grandes batalhas, posses de reis, eclipses e etc. Se tratando de um conhecimento racional, não se pode fazer de matéria deste, sem antes fazer uma separação, fenômenos que tem como uma única característica em comum serem da mesma época. Com o passar do tempo, essa separação, classificação necessária, foi ocorrendo aos poucos, surgindo por exemplo a geologia, a astronomia, e etc. Entretanto, nos dias atuais, na historiografia, é fundamental a junção de duas disciplinas ou mais na busca de certas explicações. O objeto de estudo da historia é o homem. Por traz dos fatos, das paisagens, das fontes históricas, é no homem que a historia esta interessada.

3 – O tempo histórico.

Naturalmente, não é só no homem que a história pensa, o seu pensamento está centrado na categoria de duração. A história é a ciência dos homens no tempo. A natureza do tempo possui dois atributos, que o é o de continuidade, em que os costumes e as ideias vão se passando de geração à geração, ao mesmo tempo em que eles se propagam em constante mudança, que é o segundo atributo, que entra em contradição com primeiro, e dessa contradição surge os grandes problemas da pesquisa histórica. Como, em que medida, se deve considerar o conhecimento do passado como necessário ou desnecessário para compreensão do presente ?

4 – O ídolo das origens.

Muitos historiadores têm obsessão pelas origens, fazem do passado seu principal objeto de pesquisa, usando ele como explicação para o presente. No vocabulário corrente origem significa um começo que explica, porém, isso é um equivoco, as coisas não funcionam bem assim. Origem significa começo sim, mas não explica as causas. Até porque, se explicassem não existiriam dificuldades na pesquisa histórica. Confundir uma filiação com uma explicação, é um erro presente em qualquer atividade humana que se associe com seu estudo. Na verdade o passado é usado para condenar ou melhor justificar o presente, sendo muitas vezes apenas um disfarce para o costume de julgar. É importante concluir que é impossível se explicar um fenômeno por completo, fora do estudo de seu momento.

5 – Passado e Presente.

Há cada momento de seu ser, o presente é transformado em ciência do passado. Em uma linguagem corrente, presente significa passado recente, é um instante que nasce e já morre. Existem concepções diferentes, na verdade paradoxais, ao estudo sobre o presente. Um professor de Marc Bloch o ensinou que o historiador deve analisar o presente de fora, de forma mais calculista e precisa, sendo que escrever sobre ele era trabalho da política, sociologia e jornalismo. Contrária a essa concepção, vários cientistas analisam o presente como perfeitamente capaz de servir de estudo para o conhecimento histórico. Eles se limitam a apenas algumas décadas atrás, se isolando do resto da história. A falta de conhecimento sobre o

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passado, compromete inclusive a ação no presente, não se limitando a prejudicar apenas a compreensão. O conhecimento do presente pode ser fundamental para compreensão do passado, ou seja, partir do mais recente para chegar ao mais remoto, pois a ordem das investigações históricas não devem necessariamente seguir a mesma ordem dos acontecimentos , após as investigações o historiador é livre para organizar a história em seu movimento verdadeiro.

Capitulo 2 – Observação histórica.

1 – Características Gerais:

O conhecimento que o historiador tem sobre o passado é necessariamente “indireto” , pois ele não tem contato direto com aquilo que estuda, só podendo falar sobre os testemunhos. Testemunhos estes que muitas vezes não necessitam de uma transmissão humana ( como relatos escritos ). No presente, na maioria das vezes o conhecimento sobre os fatos do passado, deve ser um conhecimento através de vestígios, como ossadas emparelhadas nas muralhas da Síria, ou o uma palavra cuja emprego ou forma revele um costume. O conhecimento do passado é algo em progresso, com o passar do tempo se transforma e se aperfeiçoa. Entretanto o passado em si, definitivamente, jamais se modificará. Ele deixa seus exploradores restritos àquilo que ele mesmo fornece, proibindo-os de conhecer de si qualquer outra coisa, deixando uma lacuna, que faz com que toda uma parte de nossa história possua questões sem repostas.

2 - Testemunhos :

Tudo que o homem diz, escreve, toca ou fabrica, tudo o que faz, pode informar sobre ele, fazendo com que exista uma infinidade de testemunhos históricos .Esses testemunhos históricos são disponibilizado pelo passado aos historiadores, possuem duas grandes classes, os testemunhos voluntários e os testemunhos involuntários. Um exemplo de testemunho voluntário é o primeiro livro de história do mundo ocidental, escrito por Heródoto, já um exemplo de testemunho involuntário, pode ser os guias de viagem que os egípcios introduziam nos túmulos. A grande vantagem dos testemunhos voluntários é que eles fornecem um enquadramento cronológico a ser seguido. Entretanto, com a evolução da investigação histórica , os testemunhos voluntários acabam sendo preteridos pelos involuntários, que tem como grande vantagem não possuírem intenção de informar, ou de posteridade. As pessoas preferem os textos que deixam entender, sem ter a intenção de ter deixado. Quando um texto, revela seu sentido verdadeiro mesmo sem ter pretendido, o historiador deve lhe questionar. A observação sem questionamento, nunca deu resultado algum, por isso até mesmo quando o texto é bastante claro, ele não fala se não souberem interrogá-lo. O questionamento deve ter um planejamento desde o inicio, mesmo o explorador sabendo que ele não será seguido fielmente, pois não ter um, traria a tona o risco de “esbarrar” no acaso. Por isso, tem de ser um planejamento flexível, capaz de agregar toda e qualquer novidade que surja no caminho.

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3- Transmissão dos testemunhos.

O historiador, inicialmente deve ter sempre alguma idéia do terreno que vai explorar , pois se não, nem mesmo os repertórios bibliográficos serão capazes de ajudá-lo na difícil tarefa de reunir os documentos realmente necessários. Diferente do que pensam iniciantes, esses documentos não surgem com facilidade, eles não estariam nas bibliotecas ou nos grandes arquivos, com o passar do tempo, se não fosse a ação humana. Muitos, nem chegam aos nossos dias atuais. No império romano por exemplo, as invasões fizeram com que os dossiês da burocracia imperial se perdessem, mostrando que os grandes desastres da humanidade podem ser um grande revés para história. Porém, as coisas não funcionam assim toda vez, muitas vezes revoluções obrigam ministros de determinado país a fugirem, sem deixar tempo para que eliminem suas anotações secretas, mostrando que a pacifica continuidade de uma vida social nem sempre é favorável a transmissão da memória. A sociedade precisa se organizar de forma racional com sua memória, se não as coisas só funcionaram dessa forma. E para conseguir essa organização terão necessariamente de lutar contra os dois princípios responsáveis pelo esquecimento e ignorância : a negligencia que extravia documentos, e a paixão pelo sigilo.

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