Apostilas - Cardiologia , Notas de estudo de Cardiologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Pernambuco
Pernambuco13 de Março de 2013

Apostilas - Cardiologia , Notas de estudo de Cardiologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Medicina sobre o estudo da Cardiologia.
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BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES: – ao nível de NAV:

– 1) BAV de 1º grau: – ritmo sinusal; – P-R aumentado (>200ms); – FC e QRS normais; – é um retardo na passagem do estímulo elétrico através do nó AV; – ocorre por regulação vagal (parassimpática) exacerbada do nó AV; – causas: fisiológica (idade avançada), medicamentosa (betabloqueadores, digital e diltiazem), isquemia

do nó AV, cardite reumática; – clínica da doença de base, se houver; – se o paciente estiver usando alguma medicação que provoque, recomendável redução de doses; – no IAM pode ser o primeiro aviso de bloqueios mais graves; – tto da doença de base, se houver;

– 2) BAV de segundo grau, Mobitz I (Wenckebach): – ritmo atrial regular (sinusal); – ritmo ventricular irregular; – intervalo PR vai aumentando gradativamente até que um estímulo não passa para os ventrículos; – QRS normais; – é um bloqueio com aumento progressivo à passagem do estímulo através do nó AV; – ocorre por regulação vagal (parassimpática) exacerbada do nó AV; – causas: medicamentosa (betabloqueadores, digital e diltiazem), isquemia do nó AV; – clínica da doença de base; – se o paciente estiver usando alguma medicação que provoque, recomendável redução ou interrupção; – frequente no IAM de parede inferior; – tto da doença de base, mas raramente precisa;

– 3) BAVT em nível de NAV: – ritmo cardíaco regular; – independência entre a atividade atrial (ritmo sinusal) e ventricular (ritmo juncional); – ondas P e QRS caem regular e independentemente, ou seja, não há “enlace AV”; – QRS normal; – frequência ventricular: 40-60bpm; – frequência atrial: 60-100bpm; – é um bloqueio total à passagem do estímulo através da junção AV; – ritmo ventricular comandado por um ritmo de escape juncional; – ocorre por regulação vagal (parassimpática) exacerbada no nó AV; – causas: medicamentosa (betabloqueadores, digital e diltiazem), isquemia no nó AV, congênito,

miocardite diftérica; – clínica da doença de base; – dificilmente provoca hipotensão já que a frequência ventricular está, geralmente, entre 40 e 60bpm; – frequente no IAM de parede inferior; – tto da doença de base, mas raramente precisa, pois cede espontaneamente em dias;

– ao nível do feixe de His: – 1) BAV de 2º grau Mobitz II:

– ritmo atrial regular; – ritmo ventricular regular; – ondas P bloqueadas intermitentemente (2:1 ou 3:1), sem aumento progressivo do PR; – é um bloqueio intermitente através dos ramos do feixe de His; – causas: quase sempre grave degeneração crônica dos ramos D e E do feixe de His (doença de Lev e

Lénègre) ou isquemia grave do septo interventricular; – clínica da doença de base; – é sinal de gravidade; – frequente no IAM de parede anterior; – tende a evoluir para BAVT ao nível de ramo; – tto: colocação de marca passo temporário preventivamente;

– 2) BAVT em nível de ramos: – ritmos atrial e ventricular regulares e independentes; – ritmo atrial normal (sinusal, 60-100bpm) e ventricular das fibras de Purkinje (idioventricular, 30bpm);

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– ondas P e os QRS caem regularmente (sinusal), mas de forma independente; – QRS alargados pois a repolarização ventricular não segue as vias normais (demora para passar por

todo o sincício ventricular); – FC: 20-40bpm; – síndrome de Stoke-Adams:

– 2-5 segundos = vertigens; – 5-15 segundos = síncope; – 15-30 segundos = convulsão; – mais de 3 minutos = morte cerebral;

– é um bloqueio total à passagem do estímulo através dos ramos do feixe de His; – tem ritmo ventricular comandado por foco no sistema His-Purkinje, abaixo do bloqueio, ou na massa

ventricular (ritmo idioventricular); – causas: degeneração do sistema de condução (Chagas) ou isquemia grave do septo interventricular

(IAM de parede anterior); – clínica: grave comprometimento hemodinâmico com hipotensão e choque, em função da baixa FC; – é sinal de gravidade associado à perda de grande massa muscular; – frequente no IAM de parede anterior; – tende a evoluir para BAVT permanente ou óbito por insuficiência cardíaca; – implante de marcapasso temporário, mesmo se assintomático, pois tende a cursar com episódios de

Stokes Adams e/ou choque;

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