Artrite Reumatoide - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Artrite Reumatoide - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre a artrite reumatoide, definição, quadro clínico, deformidades, diagnóstico, artrite reumatóide juvenil, espondilite equilosante.
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Artrite Reumatoide

Definição: doença auto-imune, que compromete a cartilagem e revestimento articular. São predominantes nas articulações distais. Os sinais flogisiticos estão sempre presentes (calor, tumor, rubor, dor) – perca da função. Esse processo inflamatório é de caráter crônico (em longo prazo) levando também a deformidade da membrana sinovial (sinovite).

Patogênese: acomete principalmente a membrana sinovial – o processo inflamatório é crônico – destruição das próprias células.

Quadro clínico:

- Início insidioso (de uma hora para outra)

–Poliartrite Simétrica (várias articulações), Erosiva e Deformante

–Sintomas Gerais:

• Fadiga, Mialgia (inflamação dos músculos), Febre e Emagrecimento

• Dor Inflamatória, Edema e Rigidez

– Articulações Acometidas:

• Punho, Metacarpofalângicas

• Interfalângicas Proximais

• Joelhos, Tornozelos

• Pequenas artic. dos pés

- Sinovite (inflamação da membrana sinovial)

– Diminuição da Força Muscular - FM

– Diminuição da Propriocepção

–Instabilidade na Marcha

–AVD´s – Atividade de vida diária

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–AVP´s – Atividade de vida profissional

–Função Sexual

• Deformidades:

–Pescoço de Cisne: hipertrofia da interfalangeana proximal; flexão da interfalangeana distal;

–Dedos em Botoeira: flexão da falange proximal e extensão da falange distal;

–Polegar em “Z”: flexão da 1º articulação com desvio ulnar e extensão da 2º articulação.

• Deformidades e Luxações:

–Flexão de Joelhos, Cotovelos e Quadril

• Ombro = Adução e RI (rotação interna)

• Pés Planos, Hálux Valgo, Calosidades

–Síndromes Compressivas (pannus):

- STC – síndrome do túnel do carpo

- ATM - Articulaçao temporo-mandibular

–Sintomas extra-articulares:

• Nódulos fibrosos nas extremidades

• Vasculite

• Pleurite

• Pericardite

• Inflamações nos olhos

• Raramente, vasculite cutânea, fibrose pulmonar, defeitos na válvula mitral e miocardite.

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Diagnóstico:

Para o processo inflamatório:

VHS: Velocidade de Hermosedimentação

PCR: Proteina C reativa

Processo patológico agressivo:

FR: fator reumatóide / reumatismo (pode ter resultado negativo (-) mas haver a patologia reumatologica.)

FR(+) positivo + Raio X com deformidade óssea (significa um processo patológico agressivo)

Critérios: (4 por seis semanas)

1. Presença de rigidez matinal durante mais de uma hora;

2. Artrite de 3 ou mais articulações;

3. Artrite nas mãos;

4. Artrite simétrica;

5. Fator reumatóide positivo;

6. Presença de nódulos reumáticos e

7. Alterações típicas no raio X.

Radiologia (exames de RX)

• Estágio inicial:

–Hipertrofia de partes moles

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–Rarefação óssea.

• Estágio avançado:

–Diminuição do espaço articular

–Cistos subcondrais

–Deformidade e desalinhamento

Mau Prognóstico:

– Início precoce da doença;

–Fator reumatóide alto(FR);

–Provas de função inflamatória elevada;

–Artrite em mais de 20 articulações

–Comprometimento extra articular

–Erosões detectáveis radiograficamente nos 2 primeiros anos da doença.

Artrite reumatóide juvenil

Definição: o mesmo

Epidemiologia: não é uma doença rara ; de 9 a 18/ 100 mil com menos de 16 anos – é a doença do tec. Conjuntivo mais comum da infancia. Incidencia : 2:1 – meninas.

Sintomas: Febrícula (37,5°C), astenia, anorexia, irritabilidade, regressão psicológica.

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–Evolução da doença: inflamação e edema,dor a palpação e movimentação, rigidez matinal, diminuição da mobilidade nas articulações afetadas.

–Articulações mais afetadas:

1º: Joelhos; 2º: Tornozelos; 3º: Punho; 4º: Pescoço; 5º Ombros; 6º Quadris.

Quadro clínico:

Tipos:

–Pauciarticular = quatro ou menos articulações:

É o tipo mais comum; Início antes dos 5 anos; Uveíte (50 a 60% bilat.)

Divide-se em 2 grupos:

• Tipo I: Meninas / Joelhos e Tornozelos.

• Tipo II: Meninos / Joelhos e Tornozelos e posteriormente quadril e coluna. Em 75% evolui para Espondilite anquilosante

–Poliarticular = cinco ou mais articulações:

- Maior destruição articular

– Dificuldade de marcha

– Cervical e ATM (micrognatia - Atrofia da mandíbula) são comuns

– Simétrico (são iguais)

– Diminuiçao da capacidade funcional e da qualidade de vida.

– Manifestações sistêmicas como febre baixa ou hepatoesplenomegalia (aumento no tamanho do figado ou do baço)

– Semelhança com AR adulto!

– FR (-):

• Sem bloqueio cervical

• 10-28%

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– FR (+);

• Mais agressiva

• Presença de anticorpos anti Peptídeo Citrulinado

• Retardo de crescimento, osteopenia, fibrose pulmonar, subluxação atlantoaxial

–Sistêmica = manifestações gerais, viscerais e artrite:

–Febre diária por 2 semanas;

–Hepato/esplenomegalia; pericardite leve e alterações discretas na função hepática.

–Rash eritematoso evanescente

– Linfonodomegalia

–Óbito por por alterações cardíacas ou pulmonares.

- Retardo do crescimento

– 50% desenvolvem poliartrite 3-12 meses após início da febre (punhos, joelhos e tornozelos)

–Anemia, leucocitose, trombocitose, e ferritina

–FR e Uveítes são raros

Diagnóstico:

–Clínico e de exclusão

–Critérios propostos pelo ACR:

• Idade de início inferior a 16 anos;

• Artrite em uma ou mais articulações;

• Duração mínima da artrite: 6 semanas

• Exclusão de outras doenças.

–Não há provas ou teste laboratorial que comprovem a doença.

–Não são determinantes para o diagnóstico.

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• Teste para determinação de anticorpos antinucleares (FAN), fator reumatóide, anemia e VHS.

–O hemograma é utilizado para avaliação da atividade inflamatória, avaliação da resposta ao tratamento e monitoramento da toxidade terapêutica.

–HISTÓRICO:

• Há quanto tempo os sintomas existem, excluir outras causas, história familiar.

–EXAME FÍSICO:

• Detectar inflamação, erupções e nódulos, diminuição da ADM, mudança na marcha,rigidez, problemas nos olhos.

–ECOCARDIOGRAMA:

• Pericardite

Radiologia:

Edemas de partes moles, osteopenia(diminuiçao na densidade mineral dos ossos, erosões,anquilose(rigidez na articulação), diminuição espaço articular, fraturas.

– Fase inicial: edema de partes moles e ocasionalmente osteoporose epifisária.

– Fase avançada: Espaço articular diminuido e lesões erosivas.

Espondilite Equilosante

Definiçao:

Enfermidade que conduzia à imobilidade e à rigidez. EA é uma doença reumática inflamatória; Crônica e progressiva; Auto-imune. Acomete as articulações sacroilíacas, coluna vertebral em graus variáveis e, em menor extensão, as articulações axiais envolvidas.

Etiologia:

Do grego

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• Ankilos, que significa fusão articular

• Spondylos, que significa vértebra

- Desconhecida

– Hipóteses: Genético

–Resposta Auto Imune;

–Tecidos mais suscetíveis a um agente infeccioso;

–Parentes de primeiro grau e em indivíduos positivos para o HLA-B27( marcador genetico que quando presente no inviduo, esse se torna mais sucetivel a patologias auto-imunes.)

Patogenese:

A causa do processo inflamatório, na EA, é desconhecida; no entanto, acredita-se que fatores ambientais estão envolvidos na patogênese dessa doença. As hipóteses patogênicas para a EA foram apenas recentemente confirmadas por dados experimentais. A forte associação entre o HLA-B27 e a EA já é reconhecida há mais de 25 anos; no entanto, o mecanismo patogênico que faz a ligação entre esse alelo e a EA e outras espondiloartropatias, ainda não foi descoberto. O HLA-B27 apresenta uma biologia celular incomum, quando comparado a outras moléculas HLA, além de demonstrar uma capacidade interessante de formar homodímeros de cadeia pesada, in vitro. Essa dimerização depende de pontes dissulfeto, as quais se formam entre resíduos de cisteína não-pareados, na posição 67. A formação desses homodímeros também foi demonstrada, in vivo, em algumas linhagens celulares, e dados preliminares sugerem, que um número significativo de células T de indivíduos com EA, expressa receptores para esses dímeros. Esses achados levaram à hipótese de que a dimerização do HLA-B27, em cadeias pesadas, pode estar envolvida na patogênese da EA.

Quadro Clínico

Sintomas:

• Febre e fadiga;

• Perda de peso;

• Dor surda insidiosa;

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Lombar baixa e inferior da região glútea.

• Rigidez matinal ou após o repouso e que melhora com exercício ou movimento;

Sintomas do paciente + História Familiar + Comprometimentos Articulares e Extra-Articulares

– Rx

– TC

– RMG

– Cintilografia que detectam áreas de inflamação em fases precoces, ainda sem epresentação radiológica

• Dor lombar e rigidez por pelo menos 3 meses, que é aliviada com exercício e não melhora com repouso

• Limitação da coluna lombar nos planos sagital e frontal

Manifestação

• Expansibilidade torácica reduzida erelação aos valores normais para idade e sexo

–Sacroileíte Bilateral (graus 2 a 4)

–Sacroileíte Unilateral (graus 3 a 4)

.Testes Especiais

–Sinal da Seta ou da Flecha: mede na distancia ocipto e parede. Com o pcte encostado na parede (de pé)

–Sinal de Schoeber: mobilidade (mede) da coluna lombar. Pcte em PE – prede-se a inflamação anterior do tronco , mede-se 10 cm a partir da L 5 a S1 (direção do crânio)

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–Teste de Stibor: mede mobilidade da coluna tórax lombar (S1 a C7).Pcte em pe perdendo a flexao de tronco (fazer mensuração)

–Sinal da corda ou do arco de Forestier: pcte em PE, pede uma inclinação lateral do tronco (ate ele consegui), mede-se a distancia do dedo medioate o chão

–Expansibilidade Torácica ou Cirtometria torácica: mede-se abaixo da região de mamilo. Pede-se o pcte para fazer uma IN e EX (inspiração/expiração) forçada. Resultado abaixo de 5 cm é sugestivo a doença ( a diferença ente a IN e a EX tem que ser de 5 cm)

–Distância mão-chão: pcte de pé, faz uma flexão de tórax e mede do dedo médio ate o chão.

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