Artrite séptica - Apostilas - Reumatologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Tucupi
Tucupi11 de Março de 2013

Artrite séptica - Apostilas - Reumatologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Reumatologia sobre o estudo da artrite séptica, sinais, artrite gonocócica, clinica, conduta, reabilitação.
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ARTRITE SÉPTICA

– início: abrupto; – sinais: flogísticos exuberantes; – principal articulação: joelho; – acometimento articular: monoarticular, porém 20% oligo ou poliarticular; – febre: 80% dos pctes; – fatores de risco: AR, DM, infecção na pele, artrite séptica prévia, artrocentese recente – raro,

AIDS, alcoolismo; – pcte de AR: mesmo sendo fator de risco, uma monoartrite abrupta deve ser investigada para

infecção; – bactéria mais comum entre as não-gonocócicas em adulto: Staphylococcus aureus; – outras bactérias: S. pneumoniae, Streptococcus grupos A, B e G; – GRAM: estafilo é positivo, Neisseria é negativo (diplococo), faz dx diferencial entre

gonocócicas e não-gonocócicas; – recém-natos: enterobactérias, estreptococos grupo B; – 6 meses a 2 anos: S. aureus, H. Influenzae; – maiores que 60 anos: enterobactérias; – anemia falciforme: Salmonella, Influenzae; – laboratório: não específico:

– leucócitos: aumentados em 50% dos casos; – VHS e PCR: frequentemente aumentados; – hemocultura: positiva em 50%;

– RX convencional: não mostra alterações precoces; – cintilografia óssea (muito sensível à inflamação) e RM: úteis para avaliação (principalmente

axial), porém não são específicas; – artrocentese:

– bacterioscopia e cultura: positivas em 50 a 75%; – citometria global e específica: geralmente > 50.000 células com predomínio de PMN;

– sempre pedir: GRAM e cultura; – artrite gonocócica :

– forma mais frequente de artrite bacteriana em: adultos jovens; – 2/3 casos em: mulheres; – 1% das infecções urogenitais evoluem para bacteremia e artrite; – clínica:

– febre com calafrios (COMUM); – lesões cutâneas típicas – pústulas (eritematovioláceas palmares) – 75%; – início: poliartrite migratória – ausente em 30%; – tenossinovite (mãos, punhos, CTVs, joelhos, TNZs); – com a evolução, persistem muitas vezes MONO ou OLIGOARTRITE; – uretrite inicial: assintomática em 50% dos casos; – cervicite, proctite e faringite: assintomáticas na grande maioria;

– cultura: – sensibilidade: baixa, isolando o gonococo mais frequentemente em hemoculturas

colhidas na primeira semana, durante a fase de gonococcemia; – culturar: sangue, líquido sinovial, uretra, endocérvix e, eventualmente, reto e faringe; – culturar em: ágar-chocolate ou Thayer-Martin;

– principal tto: drenagem articular sempre que houver derrame sinovial – melhora a infecção, os sintomas e o dano articular;

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– condutas possíveis: – artrocenteses diárias; – drenagem cirúrgica por artroscopia ou aberta (obrigatória em quadril ou quando as

artrocenteses não resolvem); – ATB: escolher pelo quadro clínico, idade, grupo de risco, foco associado e GRAM do

líquido sinovial, e ajustar a medicação com a chegada das culturas; – artrite não gonocócica: parenteral por pelo menos 3 semanas, mais 2-6 semanas VO; – artrite gonocócica: parenteral por 7 a 10 dias.

– tto empírico em adultos: – se artrite gonocócica for considerada: ceftriaxone 1g IV a cada 24h, ou ciprofloxacino

400 mg IV 12/12 h; – se há suspeita de estafilococcia: oxacilina 2g IV 4/4 h, ou vancomicina 1g IV 12/12h;

– reabilitação: – prescrever talas; – exercícios passivos; – fortalecimento muscular isométrico; – não elevar joelhos, imobilizar.

atrite por parvovírus B19: – características: poliartrite simétrica de pequenas e grandes articulações; – início agudo: – sintomas: dor > edema > calor e rubor; – remissão: 2 semanas a 9 meses; – 12% queixas articulares crônicas (6 m a 8 anos).

artrite por rubéola: – artralgia/artrite: 1 semana antes ou depois do rash; – características: poliartrite simétrica ou migratória com rigidez proeminente; – pós-vacinação (2 semanas) – transitório.

artrite por hepatites B e C: – características: oligoartrite assimétrica; – síndromes associadas: seca, reumatoide, fibromiálgica; – FAN e FR: podem ser positivos; – tto: AINEs, corticoide em baixa dose, antimaláricos;

artrite por HIV/AIDS: – características: poliartrite simétrica e aguda com periostite ou oligoartrite subaguda de

MMII; – artrite reativa e síndrome fibromiálgica; – tto: AINEs, corticoides, antimaláricos, sulfassalazina.

artrite por sífilis adquirida recente: – quando ocorre: geralmente durante período de latência ou na sífilis secundária; – características: artralgia, mono ou poliartrite, tenossinovite; – menos comum: lombalgia, sacroileíte, espondilite, osteíte e periostite.

artrite por sífilis adquirida tardia: – SN: neuroartropatia de Charcot; – características: artrite crônica e espondilite.

artrite por hanseníase: – pode mimetizar: LES (artrite, lesões malares, serosite, glomerulonefrite); – poliartrite aguda + eritema nodoso – reação tipo II; – características: oligoartrite assimétrica; – pele: vasculopatia cutânea;

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– SN: neuroartropatia de Charcot. – artrite por tuberculose:

– acometimento: monoarticular de curso arrastado, pouco inflamatório; – atinge: 1 a 5 % indivíduos com TB, maioria não tem TB ativa em outro local; – articulações mais acometidas: joelhos e quadril; – evolução: destruição articular insidiosa, com muita esclerose subcondral; – indicam longa evolução: abcessos frios e fístulas; – laboratório: anemia leve, leucocitose, ↑ VHS; – PPD: positivo em 90% (naqueles não imunossuprimidos); – síndromes clínicas:

– espondilite (doença de Pott); – artrite periférica; – osteomielite e dactilite; – tenossinovite e bursite; – doença de Poncet;

– líquido sinovial: – celularidade: alta; – predomínio: mononucleares; – BAAR: positivo <20%; – cultura: positiva em cerca de 80%;

– biópsia sinovial: – melhor método diagnóstico; – cultura: positiva em até 95%; – lesão: granulomatosa com necrose caseosa;

tuberculose vertebral (mal de Pott): – forma + comum de TB osteoarticular; – vértebras mais acometidas: torácicas baixas ou primeiras lombares; – padrão da infecção: começa no corpo, dissemina-se para o disco e evolui com

desabamento anterior da vértebra e cifose acentuada; – abcessos paravertebrais pouco inflamatórios (75%); – dorsalgia / lombalgia inflamatória; – PPD: positivo em 90%.

infecções fúngicas: – etiologia: paracoco, histoplasma, coccídeo, esporotricose, candida – neutropênico; – raras e curso indolente; – diagnóstico: por análise líquido sinovial (histopatologia = bx sinovial/óssea).

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