Auxina sobre o Crescimento de Raízes  - Apostilas - Agronomia, Notas de estudo de . Universidade Federal de Goiás (UFG)
Ronaldo89
Ronaldo891 de Março de 2013

Auxina sobre o Crescimento de Raízes - Apostilas - Agronomia, Notas de estudo de . Universidade Federal de Goiás (UFG)

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Apostilas sobre o estudo do enraizamento de estacas caulinares de mini-roseiras submetidas à aplicação de ácido indol butílico.
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Efeito da auxina sobre o crescimento de raízes adventícias em estacas.

1.0 INTRODUÇÃO

A propagação de roseiras pode ocorrer por via sexuada, por sementes, ou assexuadamente, por rebentos nascidos das raízes, alporquia e mergulhia (SILVA JÚNIOR e OSAIDA,2006),estacas caulinares herbáceas (SILVA, 1999)e também por meio da micro propagação (PEREIRA,1998).

As auxinas são os reguladores vegetais com maior efetividade na promoção do enraizamento, cujo principal efeito está ligado à sua ação sobre a iniciação dos primórdios radicais.

Quando a auxina é aplicada em segmentos do caule, o transporte polar causa um rápido acúmulo da substância na porção basal, e, após algum tempo, a auxina acumulada nesse local poderá causar a produção de uma dilatação ou calo, com muitas células, formando novos centros meristemáticos ou ativando meristemas existentes que induzem a formação de raízes (HARTMANN et al. 2002).

Dos fatores externos que influenciam na formação de raízes, o substrato utilizado para o enraizamento de estacas é de grande importância na propagação vegetativa, pois, ele é o meio onde as raízes se desenvolvem e deve ser permeável, poroso, bem drenado, livre de patógenos, pragas epropágulos de ervas daninhas e ter baixa densidade

(KÄMPF, 2000; WENDLING et al., 2002), bem como disponibilidade e viabilidade econômica.

Pela importância comercial na fabricação de perfumes com espécie, são poucos os trabalhos publicados sobre a produção de mudas por propagação vegetativa,estando, segundo RADOMSKI e SCHEFFER (2004),os estudos sobre a espinheira-santa restritos às áreas de fármacos, sendo, portanto, pouco relacionados aos aspectos ecológicos e de manejo.

2.0 OBJETIVO

O presente trabalho teve por objetivo estudar o enraizamento de estacas caulinares de mini- roseiras submetidas à aplicação de ácido indol butílico (AIB),

2.1 MATERIAIS E MÉTODOS

A aula prática foi conduzida no laboratório de Fisiologia situado na Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT – campus Sinop. Foram selecionadas estacas de mini-roseiras e mergulhadas nas diferentes soluções de AIB a 100, 50, 20, 10 e 0 mg/l em copos plásticos com estacas contendo folhas bem como estacas sem folhas e deixado por 24 horas em repouso. Após isso colocamos as estacas em água para verificarmos o efeito da auxina nos primórdios radiculares das estacas de roseiras retiras da planta matriz.

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3.0 RESULTADOS E DISCUSSÕES

O enraizamento aconteceu em decorrência do acúmulo de AIA na porção imediatamente superior ao corte, já que o transporte polar de auxina é interrompido nessa região.

Após o tempo necessário para que a auxina tenha efeito significativo na indução dos primórdios radiculares (24 horas), em que ela penetra pelo corte e, então, é

absorvida pelas células, induzindo a resposta fisiológica, avaliamos que a solução contendo 10 e 0 mg/l de AIB diluída em água obteve uma maior diferenciação de callus, com tudo uma maior quantidade de pontuações brancas visivelmente observadas com auxilio da lupa.

Nas maiores concentrações (50 e 100 mg/l) observamos um efeito contrário na indução do enraizamento.

4.0 CONCLUSÃO

Concluímos que o alongamento da parede celular é a resposta inicial dos tecidos vegetais às auxinas, ela estimulou uma bomba de prótons que promoveu a secreção de íons hidrogênio em um compartimento da parede celular causando acidificação. A secreção de prótons foi compensada por um movimento de cátions para o protoplasma. A acidificação promoveu a ativação de enzimas preexistentes causadoras do afrouxamento da parede celular. Isso possibilitou uma expansão celular por efeito do potencial de pressão do interior da célula. A síntese de ácidos nucléicos e de proteínas, sob efeito de auxinas, mostrando-se importante para o mecanismo de expansão da parede celular. Uma reserva de glicose e xilose, além de outros carboidratos, esteve presente no sistema que deu origem ao material necessário para o processo de alongação.

A auxina atua de maneira diferente em diferentes espécies de plantas, no caso da roseira, as estacas retiradas da planta matriz obteve uma indução de enraizamento melhorada em baixas concentrações, podendo se concluir até mesmo que ela é uma espécie de difícil enraizamento e não responde a aplicação de auxina.

5.0 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

1. BITENCOURT, J. de. Propagação de Ginkgo biloba L. (Ginkgoaceae). Curitiba, 2006. 83 f. Dissertação (Mestrado

em Ciências Biológicas) – Curso de Pós-Graduação em Botânica, Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal

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do Paraná.

2. CARVALHO-OKANO , R.M.; LEITÃO-FILHO, H. de F.O gênero Maytenus Mol. emend. Mol. (Celastraceae) no Brasil

extra-amazônico. In: REIS, M. S. dos; SILVA, S. R. (Org.) Conservação e uso sustentável de plantas medicinais

e aromáticas: Maytenus spp., espinheira-santa. Brasília: AIBma, 2004. p. 11-52. v. 1. Coleção plantas medicinais e

aromáticas, espinheira-santa.

3. DOLE, J.M.; WILKINS, H.F. Floriculture: principle and species. 1. ed. New Jersey: Prentice-Hall, 1999. 613 p.

4. HAMANN, A. Adventitious root formation in cuttings of loblolly pine (Pinus taeda L.): developmental sequence and

effects of maturation. Trees, v. 12, p. 175-180, 1998.

5.HARTMANN, H.T.; KESTER, D.E.; DAVIES JR, R.T.; GENEVE, R.L. Plant propagation: principles e practices. 7. ed.

New Jersey: Prentice Hall, 2002. 880 p.

6. KÄMPF, A.N. Substrato. IN: KÄMPF, A.N. Produção comercial de plantas ornamentais. Guaíba: Agropecuária,

2000. p. 45-73.

7. PEREIRA, A.M.S. Micropropagação de Maytenus aquifolium Mart. e Maytenus ilicifolia Mart. (espinheira-santa). In:

MING., L.C. (Coord.); SCHEFFER, M.C.; CORRÊA JÚNIOR, C.; BARROS, I.B.I.; MATTOS, J.K.A. Plantas medicinais,

aromáticas e condimentares: avanços na pesquisa agronômica.

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