AvaliaÇÃo nutricional de idosos, Notas de aula de Cuidados de Saúde. Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC)
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lanny_compro_atacado23 de Agosto de 2015

AvaliaÇÃo nutricional de idosos, Notas de aula de Cuidados de Saúde. Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC)

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resumo sobre avaliaçao nutricional em idosos
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AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE IDOSOS

O envelhecimento...

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, 2003), o envelhecimento é um processo seqüencial, individual, acumulativo, irreversível, universal, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, de maneira que o tempo o torne menos capaz de resistir ao estresse do meio-ambiente, aumentando sua possibilidade de morte.

A VELOCIDADE DO ENVELHECIMENTO

FATORES INFLUENTES

• Fatores genéticos

• Fatores ambientais

• Estilo de vida

• Alimentação

CLASSIFICAÇÃO ONU 1985

EPIDEMIOLOGIA

• Acima de 65 anos dobra o risco de doenças coronarianas, derrames e mal de Parkinson;

• A incidência de câncer é 10 vezes maior;

• 50% das pessoas que sofrem de HAS são idosas.

CARACTERISTICAS GERAIS DO ENVELHECIMENTO

ALTERAÇOES MUSCULOESQUELETICA

A composição corporal muda com a idade: F 0F C • Diminuição na massa magra

• Redução da massa mineral

O número de fibras musculares, de tecido muscular e o tamanho dos músculos estão diminuídos

Atrofia muscular, aumento de substâncias tóxicas no músculo, reduzindo a atividade muscular, promovendo acúmulo de gordura e colágeno nas células musculares

NO SISTEMA ESQUELETICO

• Os ossos tornam-se porosos;

• Há perda de cálcio;

• Redução da densidade óssea;

• Declínio de massa muscular;

Isto pode favorecer ao aparecimento da osteoporose, e maior freqüência de fraturas

Diminuição da massa muscular pode ser devido:

• Alterações hormonais

• Mudança no metabolismo das proteínas

• Mudanças na ingestão alimentar

• Redução atividade física.

MASSA CELULAR

• Diminuição do potássio total

• Diminuição da água corporal

• Menor consumo de oxigênio quando expresso por unidade de peso corporal

• Diminuição do peso e volume da maioria dos órgãos (os rins e o fígado, mas os músculos são os que mais sofrem prejuízo ponderal com o passar do tempo)

PRINCIPAIS FATORES QUE INTERFEREM NO ESTADO NUTRICIONAL DO IDOSO

IDOSOS – COMPOSIÇÃO CORPORAL

• Diminuição do peso;

• Diminuição da água;

• Aumento relativo de gordura;

• Diminuição da massa magra;

• Redução do GEB;

• Redução das NC (2-4%/década)

• Necessidade protéica = adulto

INDICADORES DO ESTADO NUTRICIONAL DO IDOSO

• Antropométrica;

• Sinais e sintomas clínicos nutricionais

• Dados bioquímicos

• Consumo alimentar

• Métodos avançados.

• Indicadores indiretos.

TRIAGEM NUTRICIONAL X AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

MINIAVALIAÇÃO NUTRICIONAL

INCLUI F 0E 0

HISTORICO GERAL F 0E 0 Hospitalização recente, incapacidade física, alteração de peso, tabagismo, distúrbios intestinais, ingestão de álcool, perda de apetite: cav.oral, olfato, depressão, disfagia.

ESPECIFICIDADES PARA AVALIAÇAO DO IDOSO

ANTROPOMETRIA

É ESSENCIAL, LIMITAÇOES DEVEM SER CONTORNADAS

Altura

Peso

Padrões de referencia

Elasticidade e compressibilidade dos tecidos

Distribuição e composição corporal

IMC

ESTATURA

Reduz-se cerca de 1 cm por década a partir dos 40 anos, acentuando-se após os 70 anos. Esse fato é conseqüência do encurtamento da coluna espinhal.

ALTURA

• Decréscimo de 1 a 2cm/década

• Achatamento das vértebras

• Redução dos discos intervertebrais

• Cifose dorsal

• Escoliose

• Arqueamento dos membros inferiores

• Achatamento do arco plantar

• Recomenda-se a estimativa da altura de indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, tendo em vista que, por alguma(s) dessas alterações, a altura já sofreu algum declínio

Como estimar a altura do idoso?

Knee Heigth / comp. Perna / AJ Envergadura do bRAÇO Melhor método, margem de erro pequena

Estima altura de pacientes acamados e deitados Alta correlação com estatura Estima peso corporal Altura do joelho muda pouco com a idade.

Equações para estimar a estatura de idosos a partir do Knee Heigth

HOMEM F 0E 0 [2.02 x KH] – [0.04 x idade] + 64,19 =

MULHER F 0E 0 [1.83 x KH] – [0.24 x idade] + 84,88 =

PESO DECLINA COM A IDADE

Causas: Perda de água corporal (perda de massa muscular), redução do peso das vísceras.

Equações para estimar peso corporal

HOMEM F 0E 0 (0.98 x CP) + (1.16 x KH) + (1.73 x CB) + (0.37 x PCSE) – 81,69 =

MULHER F 0E 0 (1.27 x CP) + (0.87 x KH) + (0.98 x CB) + (0.4 x PCSE) – 62,35 =

PERDA PONDERAL

Qualquer porcentagem de perda ponderal é considerada clinicamente significativa nesses pacientes.

Perdas muito rápidas F 0E 0 possibilidade de presença de patologias adjacentes e associação com aumento da mortalidade.

MUDANÇA DE PESO

Condições associadas à perda ponderal involuntária no envelhecimento

• Depressão, doenças pulmonares, alcoolismo, câncer, cardiopatias, demência, múltiplas medicações, desordens GTI, fatores socioeconômicos.

INDICADORES DE MASSA CORPORAL

IMC F 0E 0 pobre para avaliar o risco em idosos F 0E 0 não reflete distribuição regional de gordura ou qualquer mudança na distribuição de gordura do

idoso..................

IMC < 22 Magreza 22 – 27 Eutrofia .> 27 Excesso

OBESIDADE

• O Impacto da obesidade no aparecimento de DC Parece ser maior nos idosos jovens (60 – 75 anos).

• A Obesidade funcionaria como um fator seletivo levando a uma maior carga de morbi - Mortalidade em idosos mais jovens.

• Indivíduos Que se tornam obesos na velhice são menos propensos à DC

• Estudos Analisando a associação entre obesidade e mortalidade entre idosos Americanos Encontraram que esta condição, quando comparada ao baixo peso, pode ser um fator protetor contra a mortalidade.

• Baixo IMC E perda ponderal no idoso são fortes preditores de mortalidade.

• Mesmo O impacto do sobrepeso/obesidade sendo menos pronunciado no idoso, a forte influência na carga de morbidade (Disfunções Músculo - Esqueléticas: artrose) e diminuição da capacidade funcional devem ser vistas como um importante problema clínico e de saúde pública

DESNUTRIÇÃO

INDICADORES DA COMPOSIÇÃO CORPORAL

• Tecido muscular F 0 E 0 CMB e CP

CMB –Percentis (10 -90 do NHANES III)

Equação para estimar tecido muscular: CMB = CB –(π x PCT)

CP - < 31 cm - déficit de tecido muscular para Homens e Mulheres

• Tecido adiposo F 0 E 0 Pregas cutâneas

PCT -Percentis (10 -90 do NHANES III)

Mede somente a PCT em idosos.

CIRCUFERENCIA DA PANTURRILHA

• CP F 0E 0medida antropométrica mais sensível de massa muscular para pessoas idosas.

Como é feita a medida da CP?

•Posição supina

•Joelho dobrado em angulo de 90°

•Calcanhar apoiado na cama ou cadeira

•Mede-se a maior circunferência com fita métrica

• Valores inferiores a 31 cm indicam perda de massa muscular (OMS, 1995)

DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA

Indicadores de distribuição de gordura corporal (gordura visceral)

RCQ – diâmetro abdominal

Circunferência da cintura

Força de prensao palmar F 0E 0 dinamometria é um indicador de funcionalidade. Sua perda pode ser indicativo de desnutrição, caracterizada por perda de massa magra, principalmente em indivíduos idosos acamados, hospitalizados ou em instituições de longa permanência.

EXAME FISICO

A observação do idoso se inicia no primeiro momento de contato

• Expressão facial

• Padrão respiratório

• Atitude

• Atividade

• Se alguém o ajuda, etc.

Exame físico geral

Exame físico geral

Estado geral

• Estado de consciência (alerta, sonolento, comatoso)

• Saúde emocional (interesse, comunicação, colaboração, compreensão das perguntas, sinais de depressão ou ansiedade, perspectivas do futuro, amizade, discurso suicida)

• Corado ou hipocorado (mucosas região palmar/plantar)

• Estado de hidratação (hidratado/desidratado –leve, moderado ou grave)

• Eupnéico ou dispnéico (leve, moderado ou grave)

• Acianótico ou cianótico (região perilabial, ponta dos dedos)

• Anictérico ou ictérico (cor das conjuntivas oculares, mucosas e pele)

• Afebril/febril (hipotermia, Normotermia ou hiperpirexia)

• Pele e anexos (cor, textura, turgor. Presença de lesões. Anormalidades nas unhas, textura e distribuição dos cabelos)

• Orientado no tempo e no espaço

• Sinais de depleção nutricional

• Capacidade funcional

SINAIS CLINICOS NUTRICIONAIS

IDOSO F 0E 0 PODEM SER NÃO NUTRICIONAIS

FISIOLOGICO X PATOLOGICO

Sinais:

• Edema, ascite, anemia, hipotrofia muscular de quadríceps e deltóide, escassez de tecido subcutâneo no tríceps)

• Pele, cabelo, dentes, gengivas, lábios (estomatite angular), língua e olhos (catarata).

• Xantomas, xantelasmas, excesso de tecido adiposo subcutâneo.

• Palpação do abdômen – certificar concentração de tecido adiposo, ascite, etc.

• Dores articulares relativas ao excesso de peso.

EXAMES BIOQUIMICOS

Importância: F 0 A 7Determinar risco nutricional F 0 A 7Monitorizar impacto da terapia nutricional

Limitações: F 0 A 7Uso de múltiplas drogas F 0 A 7Inflamação F 0 A 7Múltiplas doenças

Exames marcadores do estado nutricional do idoso.

• Albumina

• Transferrina

• Pré-albumina;

• Proteína transportadora de retinol.

• Contagem total de linfócitos.

• Hemogramas (anemias)

• Dosagem de vitaminas/minerais (def nutricional)

• Perfil lipídico (índice prognostico nutricional).

Colesterol total

INQUERITO ALIMENTAR

Avaliação da ingestão alimentar

De acordo com objetivo e condições de execução

Métodos de inquérito

• Recordatório alimentar de 24h

• Frequência alimentar

• História alimentar

• Registro alimentar

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