Câncer de pulmão - Apostilas - Pneumologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Tucupi
Tucupi11 de Março de 2013

Câncer de pulmão - Apostilas - Pneumologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Pneumologia sobre o estudo do câncer de pulmão, sintomas, de células escamosas ou epidermoide, adenocarcinoma, pequenas células.
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CA DE PULMÃO:

– pico: 60 anos, masculino; – melhor resposta: pequenas células (20%); – sintomas:

– tosse, seca ou produtiva, é o sintoma mais comum, causada por um pequeno tumor agindo como um corpo estranho dentro do brônquio ou secundária à ulceração da mucosa (é mais comum nos tumores centrais);

– hemoptise (toda hemoptise em indivíduo com mais de 40 anos deve ser investigada com radiografia de tórax e broncofibroscopia);

– dispneia (pela obstrução de um brônquio principal ou da traquéia pelo tumor); – sibilo (pelo estreitamento de um grande brônquio, pela obstrução tumoral ou pela

compressão extrínseca, e tem significado quando é unilateral, localizado e de origem recente);

– estridor (pela obstrução quase total do brônquio principal ou da traqueia, em sua porção inferior);

– febre e calafrios (manifestações secundárias à pneumonia obstrutiva ou à atelectasia, ou pelo abscesso do pulmão resultante da necrose tumoral);

– outros: emagrecimento, astenia, anorexia; – 1) de células escamosas ou epidermoide:

– origem: epitélio brônquico; – localização: central (próximo do hilo); – crescimento: endobrônquico; – predomínio: homens fumantes; – alterações celulares: pérolas córneas, células queratinizadas; – características: pode necrosar, cresce rapidamente, metástase à distância lenta; – sintomas: tosse e hemoptise (pode ser diagnosticado no início); – diagnóstico: citologia do escarro/Lavado broncoalveolar. – Disseminação: para os linfonodos regionais e, em torno de 10% dos casos, apresenta-se

com cavitação; – outras manifestações: necrose tumoral ou pneumonia necrotizante; – tabagismo: maior relação;

– 2) adenocarcinoma: – origem: glândulas mucosas; – localização: periférica; – predomínio: mulheres não fumantes; – subtipo: carcinoma bronquíolo-alveolar:

– origem: epitélio distal das vias aéreas; – mecanismo: atapeta alvéolos; – características: acinar, papilar, muco;

– 3) pequenas células: – origem: brônquio; – localização: central ou hilar (BCP); – características: células pequenas de núcleo denso, com pouco citoplasma; – extra: produção ectópica de hormônios; – malignidade: é o mais maligno, com metástases precoces; – fumo: bastante associado; – crescimento: rápido; – alterações celulares: células em grão de aveia com grânulos neurossecretores. São

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neoplasias neuroendócrinas (grânulos neurossecretório, associados a síndromes paraneoplásicas);

– 4) grandes células: – localização: periférica; – características: células pleomórficas, núcleos grandes, vesiculosos, citoplasma

abundante; – 5) CA adenoescamoso: – fumo causa, na ordem: epidermoide > de pequenas células > adenocarcinoma; – estadiamento do CA não pequenas células:

– T1: <3cm; – T2: 3-7cm; – T3: >7cm; – T4: próximo à carina; – N0: nenhum linfonodo acometido a N3: muitos linfonodos acometidos; – M0: nenhuma metástase a M1b: muitas metástases à distância;

– estadiamento do CA de pequenas células: doença limitada ou extensa; – diagnóstico presuntivo: clínica + fatores de risco + imagem; – diagnóstico definitivo: imagem + procedimentos invasivos; – tumor central: a menos de 4cm do hilo, visível no BCP. Pode ser: epidermoide ou de

pequenas células. Sintomas: tosse, hemoptise (sinal de necrose), dispneia. Desconfiar em: pneumonias arrastadas ou recidivantes. Pode dar atelectasia;

– tumor periférico: diagnosticar com RX ou TC. Pode ser: adenocarcinoma ou de grandes células. Pode se manifestar como: nódulo pulmonar solitário, sem sintomas. Pode invadir estruturas torácicas;

– metástases por: contiguidade, linfática, hematogênica. Se na parede: dor. Se na pleura: derrame pleural. Se no mediastino: disfonia, obstrução de veia cava superior (principalmente se de pequenas células). Ápice: síndrome de Pancoast, acometendo trajeto do nervo ulnar. Se no osso: dor, aumento da calcemia, aumento de fosfatase alcalina, alterações na cintigrafia antes do RX. Se no fígado: altera provas hepáticas. Se no cérebro: cefaleia, alterações motoras e de conduta, convulsões. Pode acometer suprarrenais;

– ordem das metástases: SNC > osso > figado > adrenais; – o que é o tumor de Pancoast e a Síndrome de Horner? localizam-se no ápice, junto ao plexo

braquial, sintomas e sinais relacionados à infiltração neoplásica das raízes do oitavo nervo cervical e do primeiro e segundo nervos torácicos. Dor, alteração na temperatura cutânea e atrofia muscular do ombro e das porções do membro superior secundária ao comprometimento nervoso. A maioria dos tumores de Pancoast é do tipo escamoso, de crescimento lento e raramente produz metástases a distância. O tumor pode invadir a pleura e a parede torácica, destruindo a primeira e a segunda costelas, causando intensa dor. Pode também invadir e destruir o corpo vertebral. Devido ao acometimento da cadeia simpática e do gânglio estrelado, é comum o aparecimento da síndrome de Horner, que se caracteriza por: enoftalmia unilateral, ptose palpebral, miose e anidrose da face e do membro superior.

– síndrome paraneoplásica de não pequenas células: baqueteamento digital, osteoartropatia hipertrófica;

– síndrome paraneoplásica de pequenas células: manifestações endócrinas e neuromusculares (similar à miastenia gravis);

– principal exame para detectar: RX; – PET-TC: captação >2,5 é anormal. Indicado para nódulo pulmonar solitário. Cuidado:

tuberculoma é benigno, mas capta; – RNM: de escolha na invasão vertebral em Pancoast; – diagnóstico: citologia do escarro, biópsia endobrônquica para CA central ou aspirado

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traqueobrônquico para CA periférico, toracocentese para metástase em pleura visceral (é a metástase mais comum);

– escala de Zubrod: 0 = assintomático a 4 = prostrado; – escala de Karnofsky: 100 = assintomático a 20-30 = prostrado; – tratamento do CA de pequenas células:

– se doença limitada: radio e quimio; – se doença extensa: quimio; – medicamentos da quimio: cisplatina e etoposídeo;

– tratamento do CA de não pequenas células: – EI, II, IIIa, IV: cirurgia; – EIIIb: cirurgia + radio ou quimio; – EIV: quimio; – quimioterápico: cisplatina.

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