Características das bactérias - Apostilas - Engenharia Química_Parte2, Notas de estudo de Engenharia Química. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Pao_de_acucar
Pao_de_acucar5 de Março de 2013

Características das bactérias - Apostilas - Engenharia Química_Parte2, Notas de estudo de Engenharia Química. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Apostilas de Engenharia Química sobre o estudo das características das bactérias, morfologia e estrutura, tipos de bacteriose.
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DE BACTÉRIAS E ARQUEAS

ESPOROS

O endosporo é uma célula, formada no interior da célula vegetativa, altamente resistente ao calor, dessecação e outros agentes físicos e químicos, capaz de permanecer em estado latente por longos períodos e degerminar dando início à nova célula vegetativa. A esporulação tem início quando os nutrientes bacterianos se tornam escassos, geralmente pela falta de fontes de carbono e nitrogênio.

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MORFOLOGIA E ESTRUTURA DA CÉLULA BACTERIANA As bactérias podem ser classificadas, quanto a sua fórmula, em três grupos básicos:

1. Cocos, que são células esféricas que quando agrupadas aos pares recebem o nome de diplococos. Quando o agrupamento constitui uma cadeia de cocos estes são denominados estreptococos. Cocos em grupos irregulares, lembrando cachos de uva recebem a designação de estafilococos.

2. Bacilos, são células cilíndricas, em forma de bastonetes, em geral se apresentam como células isoladas porém, ocasionalmente, pode-se observar bacilos aos pares (diplobacilos) ou em cadeias (streptobacilos).

3. Espirilos são células espiraladas e geralmente se apresentam como células isoladas.

4. Vibrião são células em forma de vígula e se apresentam isoladas.

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As bactérias de forma esférica podem ser:

Diplococos. Ex. gonococos

Tétrade - quatro cocos formando um quadrado

Sarcina - vários cocos com aspecto cúbito

Estreptococos - forma de cadeia. Ex. Streptococcus pyogenes

Estafilococos - forma de cacho. Ex. Staphylococcus aureus

Outras formas:

Bacilos (bastonetes). Ex. Bacilos de Koch e de Hansen

Espirilos (filamentos). Ex. Spirillum gallinarum

Vibriões (virgula). Ex. Vibrio cholerae

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Entre as bacterioses, temos:

Tuberculose - É causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), atacando os pulmões. O tratamento é feito com antibióticos e as medidas preventivas incluem vacinação das crianças com BCG, abreugrafias periódicas e melhoria dos padrões de vida das populações mais pobres.

Lepra ou hanseníase - É transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae) e causa lesões na pele e nas mucosas. Quando o tratamento é feito a tempo a recuperação é total.

Difteria - Doença muitas vezes fatal causada pelo bacilo diftérico, que ataca principalmente crianças. Produz dor de garganta, febre e fraqueza. O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. A vacina antidiftérica está associada à antitetânica e à antipertussis (contra coqueluche) na forma de vacina tríplice.

Coqueluche - Doença que ataca crianças, produzindo uma tosse seca característica, causada pela bactéria Bordetella pertussis. O tratamento consiste em repouso, boa alimentação e, se o médico achar necessário, antibióticos e sedativos para tosse.

Tétano - É produzido pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani), que pode penetrar no organismo por ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém nascido quando este é cortado por instrumentos não esterilizados. É uma doença perigosa, que pode levar o indivíduo à morte, sendo por isso obrigatória a vacinação. Cuidados médicos em casos de ferimentos profundos são essenciais. Pode ser necessária a aplicação do soro antitetânico.

Tracoma - É uma inflamação da conjuntiva e da córnea que pode levar à cegueira. A doença é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, de estrutura muito simples, cuja transmissão se dá por contato com objetos contaminados. A profilaxia inclui uma boa higiene pessoal e o tratamento é feito com sulfas e antibióticos.

Disenterias bacterianas - Constituem a principal causa de mortalidade infantil nos países subdesenvolvidos, onde as classes mais pobres vivem em péssimas condições sanitárias e de moradia. São causadas por diversas bactérias como a Shigella e a Salmonella, e por outros bacilos patogênicos. Essas doenças são transmitidas pela ingestão de água e alimentos contaminados, exigindo todas

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pronto atendimento médico. Sua profilaxia só pode ser feita através de medidas de saneamento e melhoria das condições sócio-econômicas das camadas menos favorecidas da população.

Gonorréia ou blenorragia - É causada por uma bactéria, o Gonococo (Neisseria gonorrheage), transmitida por contato sexual. Provoca ardência, corrimentos pela uretra. Seu tratamento deve ser feito sob orientação médica pois exige o emprego de antibióticos.

Sífilis - É provocada pela bactéria Treponema pallidum, que também é transmitida pelo contato sexual. Um sinal característico da doença é o aparecimento, próximo aos órgãos sexuais, de uma ferida de bordas endurecidas, indolor, o "cancro duro", que regride mesmo sem tratamento. Entretanto, essa regressão não significa que o indivíduo esteja curado, sendo absolutamente necessários diagnósticos e tratamento médicos, pois a doença tem sérias conseqüências, atacando diversos órgãos do corpo, inclusive o sistema nervoso.

Meningite meningocócica - É uma infecção das meninges, causada pelo meningoccoco. Os sintomas são febre alta, náuseas, vômitos e rigidez dos músculos da nuca. O doente deve ser hospitalizado imediatamente e submetido a tratamento por antibióticos, pois a doença pode ser fatal. É transmitida por espirro, tosse ou fala, sendo importante a notificação à escola caso uma criança contraia.

Bacilo de Koch (Tuberculose)

Bacilo de Hansen (Hanseníase) Bacilo do tétano

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Salmonella (Desinteria bacteriana)

Bactéria da sífilis Bactéria do tracoma

Existem vários métodos de descontaminação, para evitar o desenvolvimento das bactérias.

Na tabela abaixo estão listados três métodos

Bactérias vivas ao final doprocesso/ml Sem tratamento 107

Pasteurização (62,8oC por 30min) 10

2

Fervura (100oC por 30min) 10 Autoclavação (120oC por 15min) 0

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A autoclavação é a mais eficiente porque a temperatura é suficiente para matar também os esporos que as bactérias desenvolvem para sobreviver em condições desfavoráveis, que resistem aos outros processos.

A estrutura responsável pela resistência da bactéria em ambientes hostis a sua sobrevivência é o endósporo.

Formação do endoesporo

Sua alta refringência, resistência ao calor e ao dessecamento fazem com que esta estrutura seja altamente resistente a condições de extremo estresse, com algumas espécies capazes de suportar temperaturas de até 80 oC por 10 minutos ou mais.

Dentre as bactérias de alguma relevância na fitopatologia, capazes de formar endósporo, pode-se citar as do gênero Bacillus (aeróbio) e Clostridium (anaeróbio).

A formação do endósporo se inicia pelo desenvolvimento de um septo assimétrico que divide a célula em dois compartimentos, onde o maior deles será o responsável pelo fornecimento de nutrientes para o esporo em desenvolvimento. O septo formado migra em direção ao pólo anterior da célula bacteriana e engolfa o protoplasma contido no menor compartimento, originando uma estrutura livre, delimitada por uma membrana dupla e entre elas se inicia a deposição de materiais semelhantes aos que compõe a parede celular. A seguir se deposita a capa externa e ocorre a lise da “célula mãe”, com a liberação do endósporo formado. Em Bacillus subtilis este processo demora cerca de 8 h. Em condições favoráveis para sua germinação, o protoplasma do endósporo reidrata novamente, a capa externa se rompe e a “célula nascente” é liberada. Como as bactérias fitopatogênicas mais importantes não são capazes de formar endósporo (gêneros: Agrobacterium, Clavibacter, Erwinia, Pseudomonas, Ralstonia e Xanthomonas), utilizam estratégias diferentes para sua sobrevivência na ausência da planta hospedeira, ou seja, sem estar na fase patogênica (causando doença). Podem portanto sobreviver em fase:

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Residente: População bacteriana multiplica-se na superfície de plantas sadias, hospedeiras ou não, sem causar infecção, utilizando como nutrientes exsudatos do filoplano ou rizoplano.

Latente: Encontradas no tecido hospedeiro suscetível sem se multiplicar e causar infecção.

Hipobiótica: Em baixa atividade metabólica no tecido hospedeiro lesionado.

Saprofítica: Com capacidade de sobreviver utilizando como nutriente material vegetal morto. As bactérias fitopatogênicas em geral, têm baixa capacidade de competição saprofítica, sendo as do gênero Streptomyces as que melhor sobrevivem no solo, nestas condições. Como o controle de bacterioses, após o aparecimento de plantas doentes no campo, é muito difícil, deve-se procurar afetar exatamente as condições que permitem a sobrevivência ou a introdução da bactéria fitopatogênica no campo de produção. Portanto a utilização de sementes infectadas, restos culturais com lenta decomposição e a permanência de plantas ou órgãos vegetais capazes de servir de fonte de inóculo para o próximo plantio, podem ocasionar grandes perdas em ciclos subseqüentes, devendo merecer maior atenção do produtor. Medidas adotadas de modo preventivo, são as melhores táticas para o controle de bacterioses.

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