Cardiologia - Apostilas - aferição de PA, Notas de estudo de Cardiologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Pipoqueiro
Pipoqueiro8 de Março de 2013

Cardiologia - Apostilas - aferição de PA, Notas de estudo de Cardiologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas e exercicios de Cardiologia sobre o estudo da aferição de PA, técnica de aferição de PA.
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TÉCNICA DE AFERIÇÃO DE PA: 1 - Explicar o procedimento ao paciente;

2 - Certificar-se de que o paciente não está com a bexiga cheia, não praticou exercícios físicos e não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30 minutos antes da medida;

3 - Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente calmo, com temperatura agradável. A PA é medida com o paciente sentado, com o braço repousado sobre uma superfície firme;

4 - Localizar a artéria braquial por palpação;

5 - Colocar o manguito firmemente cerca de 2 cm a 3 cm acima da fossa antecubial, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial. A largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% da circunferência do braço e seu comprimento, envolver pelo menos 80% do braço. Assim, a largura do manguito a ser utilizado estará na dependência da circunferência do braço do paciente. O quadro abaixo mostra a correção dos 1 níveis de pressão arterial pela largura do manguito (cm) e a circunferência do braço (cm) medida no 1/3 médio;

6 - Manter o braço do paciente na altura do coração;

7 - Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro aneroide;

8 - Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento no nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar de 15 a 30 segundos antes de inflar novamente;

9 - Colocar o estetoscópio nos ouvidos, com a curvatura voltada para frente;

10 - Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial, na fossa antecubial, evitando compressão excessiva;

11 - Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento de medição;

12 - Inflar rapidamente, de 10 mmHg em 10 mmHg, até o nível estimado da pressão arterial;

13 - Proceder à deflação, com velocidade constante inicial de 2mmHg a 4mmHg por segundo, evitando congestão venosa e desconforto para o paciente. Procede-se neste momento, à ausculta dos sons sobre a artéria braquial, evitando-se compressão excessiva do estetoscópio sobre a área onde está aplicado;

14 - Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som (fase I de Korotkoff), que se intensifica com aumento da velocidade de deflação;

15 - Determinar a pressão diastólica no desaparecimento completo dos sons (fase 5 de Korotkoff), exceto em condições especiais . Auscultar cerca de 20mmHg a 30mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase 4 de Korotkoff);

16 - Registrar os valores das pressões sistólica e diastólica. Deverá ser sempre registrado o valor da pressão obtido na escala do manômetro que varia de 2mmHg em 2mmHg, evitando-se arredondamentos e valores de pressão terminados em “5”;

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17 - Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas, recomendando-se a elevação do braço para normalizar mais rapidamente a estase venosa, que poderá interferir na medida tensional subsequente.

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