Cardiologia - Apostilas - hipertensão, Notas de estudo de Cardiologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Pipoqueiro
Pipoqueiro8 de Março de 2013

Cardiologia - Apostilas - hipertensão, Notas de estudo de Cardiologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Cardiologia sobre o estudo da hipertensão, fluxograma diretriz européia, fluxograma diretriz britânica.
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HIPERTENSÃO:

– paciente: deve persistir na mudança de vida, perceber se droga não funciona, usar múltiplas drogas, perceber efeitos colaterais, não resistir à mudança no estilo de vida, não faltar às consultas, evitar mudanças no plano médico, manter medidas pressóricas em domicilio;

– médico: confirmar o diagnóstico, fazer esquema posológico adequado, conhecer diretrizes, evitar relutância em mudar a droga, avaliar custo, conhecer meta ideal, fazer controle pressórico, atentar para efeitos colaterais, alterações metabólicas e aceitar controle parcial;

– critérios dx: não redução da PA abaixo de 140x90 em aderentes ao tto, com uso de 2+ anti- hipertensivos + 1 diurético;

– HA refratária: fazendo acompanhamento multidisciplinar, otimização terapêutica e MAPA, descobre-se que: 30% Jaleco Branco (Pseudo-Hipertensão), 25% Tiveram a PA controlada (HA Pseudo-Refratária), 45% Resistentes ou Refratários;

– dx diferencial: pseudo-hipertensão (“hipertensão” do avental branco – fazer MAPA/MRPA e fazer aferições domiciliares; idosos com aterosclerose); não adesão ao tratamento; uso concomitante de fármacos e drogas; patologias ou condições associadas; HAS 2ária; urgências e emergências hipertensivas;

– HA estágio 1 e 2 com risco baixo e médio → meta: < 140x90mmHg; – HA ou limítrofe com risco alto e muito alto, ou com 3 ou mais fatores de risco, DM, SM ou

LOA → meta: 130 x 80mmHg; – HA com IR e proteinúria > 1,0g/l → meta: 130 x 80mmHg; – o ACCORD foi um estudo usando uma combinação de fármacos para atingir meta de acordo

com grupo randomizado (Comparação da estratégia terapêutica com alvo de PAS <120mmHg em reduzir evento cardiovascular em relação ao alvo de PAS <140mmHg em DM2 com alto risco cardiovascular); – intervenção intensiva:

– início com 2 fármacos: tiazídico + IECA, BRA ou beta-bloqueador; – adição ou titulação de dose a cada visita para atingir PAS <120 mm Hg;

– intervenção padrão: – intensificar terapia se PAS ≥160 mmHg na visita 1 ou ≥140 mmHg em 2 visitas

consecutivas; – reduzir dosagem caso PAS <130 mmHg na visita 1 ou <135 mmHg em 2 visitas

consecutivas; – a PA sistólica caiu 14.2mmHg na intervenção intensiva; – a PA diastólica caiu 6.1mmHg na intervenção intensiva; – caiu 37% o risco de AVC não fatal e 41% o risco total com a intervenção intensiva; – não demonstrou evidência de que a redução intensiva da PA reduz a taxa de desfecho

cardiovascular composto em pacientes diabéticos de alto risco cardiovascular ;

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– estratégia de ação: – prevenção de fatores de risco CV; – regressão da lesão de órgãos-alvo; – retardo da lesão de órgãos-alvo; – doença terminal;

– angiotensina II: – no cérebro: aterosclerose, vasoconstrição, hipertrofia vascular, disfunção vascular; – no coração: hipertrofia VE, fibrose, remodelamento, apoptose; – nos rins: diminui TFG, aumenta proteinúria, aumenta aldosterona, esclerose glomerular; – iECA inibe a conversão de angiotensina 1 em 2, aumentando a bradicinina (tosse),

inibindo os receptores AT1 (vasoconstricção, secreção de aldosterona, liberação de catecolaminas, proliferação, hipertrofia), prevalecendo os AT2 (vasodilatação, inibição do fator de crescimento celular, diferenciação celular, injúria, apoptose);

– HAS é estímulo à inflamação (>PCR, >PA); – associar tratamento farmacológico ao não-farmacológico após 6 meses de tratamento não-

farmacológico quando houver risco adicional baixo; – sem risco adicionado → tratamento não-medicamentosos isolado; – risco adicional baixo → tratamento não-medicamentosos isolado por até 6 meses; – risco adicional médio ou maior → tratamento não medicamentoso + medicamentoso; – em peso normal (IMC 18,5 a 24,9) ou grau IA (IMC<25 e CA < 102/88) → reduz-se 5-

20mmHg/10Kg de peso perdidos; – em dieta DASH grau IA → reduz-se 8-14mmHg; – com redução do consumo de sal – 2,4g sódio 4g sal - grau IIb B → reduz-se 2-8mmHg; – exercícios 30min 5x semana, moderada, contínua ou acumulada → reduz-se 4-9mmHg; – consumo moderado de álcool – 30g homem e 15g mulher → reduz-se 2-4mmHg; – sal:

– o ideal é um consumo máximo de 5g diárias (1 colher de chá ou 2g Sódio), – consumo médio do brasileiro: 12g/dia; – redução de 12 para 5g:

– redução de 10% PA; – redução de 15% mortalidade por AVC; – redução de 10% mortalidade por IAM; – dos 30 milhões de HA, 1.5m não usariam fármacos para controle PA; – aumento da expectativa de vida em 4 anos;

– controle lipídico: – perda de peso; – atividade física regular; – dieta com 25 a 30% gordura, 7% saturada; – alto teor de fibra, vegetais e frutas; – baixo teor de carboidratos refinados; – margarinas com esterol;

– polirrefeição: dieta que destaca vinho e chocolate preto, além de peixe, frutos e vegetais, alho e amêndoas, com redução de 76% no risco cardiovascular e aumento da expectativa de vida dos homens (em seis anos e meio) e das mulheres (em cinco); – 150ml de vinho tinto → redução 32% RCV; – Peixe 4x semana → redução 14% RCV; – 100g de chocolate preto e 400g de frutas e vegetais → redução PA; – 2,7g de alho e 68g de amêndoas → redução de colesterol;

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– metas de obesidade visceral: – reduzir o peso corporal em 7%-10% no primeiro ano, continuando a redução até IMC

<25kg/m²; – baixa ingestão calórica e exercício físico até perímetro abdominal <90cm (homens)

<80cm (mulheres); – dieta anti-aterogênica:

– reduzir em 25%-35% a ingestão calórica total; – gordura saturada < 7% das calorias totais; – reduzir ingestão de gorduras trans; – colesterol < 200mg ao dia ; – alimentação principalmente com não-saturada; – evitar carboidratos simples;

– em 10-15 anos de HAS, há manifestação de retinopatias e nefropatias; – em 20 anos há manifestação de IRC;

– o paradoxo da hipertensão: apesar dos enormes avanços em medicamentos, o número de hipertensos descontrolados continua a crescer. A falha em adotar estilos de vida saudáveis tem sido um fator crítico.

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