Cardiopatia Congênitas - Resumo - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Pamela87
Pamela8727 de Fevereiro de 2013

Cardiopatia Congênitas - Resumo - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Resumo sobre o conceito de cardiopatia congênita, fatores de risco, circulação, cardiopatias, intervenções de enfermagem.
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CADIOPATIAS CONGÊNITAS

- Anormalidades anatômicas presentes ao nascimento e que resultam em funções cardíacas anormais. Causa principal de morte no primeiro ano de idade, além da prematuriadade.

Fatores de risco

Pré-natais: Rubéola materna, alcoolismo materno, idade acima de 40 anos, diabetes insulino- dependentes.

Genéticos: familiares com cardiopatias congênitas, crianças com Síndorme de Down, nascer com anomalias que não sejam cardiopatias.

Circulação

A circulação fetal tem suas diferenças, ocorre mistura de venoso com arterial, lembrar que o sangue oxigenado vem da mãe (não há troca nos pulmões. Ao nascimento há o fechamento dos ductos cardíacos. O sangue vem da placenta já irriga o fígado e vai para a cava inferior. O sangue da VCI se junta ao da veia cava superior (VCS) no átrio direito (AD); a maior parte deste sangue é mandada direto para o átrio esquerdo (AE) pelo Forame Oval (2° Shunt) e uma pequena parte passa para o ventrículo direito (VD); do VD eles vão pela artéria pulmonar (AP) para o pulmão, porém, antes de chegar até eles, grande quantidade é desviada pelo Canal Arterial (3° Shunt) direto para a Aorta descendente, a outra parte vai para os pulmões e como estes ainda estão colabados, apenas oxigena-os e retorna para o AE pelas veias pulmonares. O sangue do AE, proveniente das veias pulmonares e do AD é bombeado para o ventrículo esquerdo (VE) de onde parte para a aorta. há abertura da cava com o ducto pulmonar e comunicação com os átrios, realizando-se a circulação pulmonar, cerebral e de membros. Resistencia vascular pulmonar aumentada, resistência vascular sistêmica diminuída.

forame oval

Após o nascimento algumas alterações acontecem para tornar a circulação do neonato com a mesma conformação da que ocorre em um adulto. As principais modificações por ocasião do nascimento são:

Interrupção da circulação placentária: após o nascimento a musculatura lisa das artérias umbilicais se contrai e em apenas alguns minutos ocorre um fechamento fisiológico, impedindo o fluxo sangüíneo do feto em direção a placenta. Fechando também o Ducto venoso.

Fechamento do Canal Arterial: ocorre o fechamento fisiológico por contração muscular imediatamente após o nascimento.

Fechamento do forame oval: este fechamento fisiológico é causado pela combinação do aumento de pressão do átrio esquerdo e diminuição no átrio direito.Cardiopatias

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Cardiopatias

Acianóticas; fluxo sanguíneo pulmonar aumentado (DAS/CIA DSV/CIV, DAP/PCA CAV). Obstrução ao fluxo sanguíneo dos ventrículos (COA/EA/EP)

Cianóticas: fluxo sanguíneo pulmonar diminuído (não há troca gasosa) (tetralogia de Falow atresia Tric.) Fluxo sanguíneo Misturado (mistura de O2 com CO2) (TGV/TA)

FLUXO SANGUÍNEO PULMONAR AUMENTADO

CIA – comunicação interatrial (defeito do septo interatrial) O Forame não se fecha)

- Manifestações clinicas; assintomática, ICC, Sopro cardíaco.

-Tratamento; cirúrgico: colocação de retalho para a correção anatômica , não cirúrgico: colocação de dispositivos durante o cateterismo cardíaco.

-Prognóstico; mortalidade cirúrgica menor que 1%.

CIV – comunicação interventricular DSV(comunicação do septo ventricular) Comunicação entre os ventrículos, fluxo pulmonar aumentado.

-Manifestações Clínicas; ICC, sopro cardíaco

-Tratamento; cirúrgico: paliativo (bandagem pulmonar) e corretivo (sutura em laço). Não cirúrgica: colocação de dispositivos durante o cateterismo cardíaco (alguns estudos).

-Prognóstico:

PCA persistência do canal arterial (Ducto arterial pérvio)

-Manifestações: assintomática, ICC, sopro característico e pulsos fortes

-Tratamento; médico (administração de indometacina que provoca a constrição do ducto, inibindo a ação da prostaglandina (mantém o ducto aberto pelo relaxamento de células musculares. Cirúrgica: toracotomia visualmente assistida. Não cirúrgica (dispositivos e cateterismo cardíaco)

CAV defeito do canal átrio-ventricular (comunicação do átrio)

DEFEITOS OBSTRUTIVOS

COA- coarctação da aorta (estreitamento da aorta)

-Manisfestações: alta pressão sanguínea e pulsos fortes nos MMSS e pulsos femorais baixos ou ausentes, baixa pressão sanguínea e esxtremidades frias. ICC.

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-Trtamento: cirúrgico: toracotomia, sem circulação extracorpórea (primeiros dois anos de vida). Não cirúrgico: a angioplastia está sendo testada.

-Prognóstico: menos de 5% de coarctação (quanto só ela).

Estenose da aorta (estreitamento da aorta, em seu inicio- onde se insere no coração)

Estenose Pulmonar (estreitamento da veia da artéria pulmonar)

CIANÓTICAS

Tetralogia de Fallot (defeito septo ventricular, estenose da pulmonar, cavalgamento da aorta, hipertrofia ventricular direita) Mistura do sangue oxigenado com o não oxigenado.

Não são corrigidos em uma cirgurgia só (as vezes a criança já tem 7/ 8 anos e ainda está operando.

-Manifestações clínicas: RN (cianose e hipóxias agudas, principalmente durante i choro ou pós alimentação) Crianças (cianose crescente, podendo haver baqueteamento dos dedos (corpo tenta produzir tecido mole para criar maior ramos de circulação, para tentar circular melhor as extremidades, e déficit de crescimento). ICC

-Tratamento: cirúrgico:paliativo (derivação para aumentar o fluxo sanguíneo) e corretiva (no primeiro ano de vida, indicada por cianose crescente e crises hipercianóticas.

-Prognóstica: mortalidade cirúrgica abaixo de 5%.

FLUXO SANGUÍNEO MISTURADOI

Transposição dos grandes vasos: aorta sai do VD e AP do VE, sem comunicação entre as circulações sistêmicas e pulmonares.

Tronco arterioso: AP e aorta não se dividem, resulta em um único vaso que cavalga em ambos os ventrículos.

Manifestações: sopro cardíaco, respiração rápida e curta (que piora com sucção alimentar), sudorese excessiva, anormalidades nos pulsos periféricos, cianose central (periorbital e periorbicular) e cianose de extremidades, prostração, apatia, palidez cutânea, sinais e sintomas de ICC, alterações do tamanho do coração ao RaioX (cardiomegalia- quase metade do hemitórax)

Consequencias Físicas: retardo do crescimento, menor tolerância ao exercício, infecções respiratórias, dispnéia, taquipnéia, taquicardia, cianose (presença de hemoglobina não oxigenada), hipóxia tecidual, Cianóticos (policitemia –aumento de eritrócitos), baqueteamento dos dedos, postura de córcoras (diminuir retorno venoso, ocluir veia femural, diminuir carga de trabalho do coração direito, melhorar saturação de órgãos vitais.

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INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

-Manter cuidados com a administração de digoxina (caridiotonico, antiarrítmico), fortalecer a ação cardíaca e reduzir a ICC.

- Cuidados com intoxicação digitálica (bradicardia) sinais de intoxicação: vomito, anormalidades na frequência e ritmo.

-NÃO ADMINITRAR SE:lactentes pulso inferior a 90 a 110bt/min.

-Crianças maiores com pulso inferior a 70bt/min.

-Verificar pulso durante um minuto cheio antes de administrar digoxina.

- Se possível frequentemente deve ser feito traçado de ECG

-assegurar a ingesta adequada de potássio, conforme prescrito

-observar a presença de sinais de hipocalemia (fraqueza muscular, arritmias, taqui ou bradicardia) hipercalemia (fraqueza muscular, bradicardia, oligúria, apnéia)

-A queda do potássio (hipocalemia) intensifica os efeitos do digitálico, aumentando o risco de intoxicação digitálica.

-pode usar dieta rica em potássio (banana, laranja,grãos cereais).

-Verficar P.A, observando sinais de hipotensão.

-LEMBRAR AO ENFERMEIRO SEMPRE OBSERVAR EXAMES DAS CRIANÇAS.

-colocar a criança em posição semi-fowler

-evitar qualuqer vestimenta apertada ou contenção ao redor do abdome.

-manter cuidados com a administração de oxigênio umidificado, conforme prescrito.

-empregar programa flexível de alimentação que reduza a irritabilidade causada pela fome.

-manter cuidados com administração de diuréticos, conforme prescrito Furosemida (lasix), Tiazidas, hidroclorotiazida, clorotiazida, espironolactona(eliminar o excesso de água e sal) são depletores de potássio.

-balanço hídrico rigoroso

-peso corporal diário, de preferência na mesma balança e horário.

-dieta pobre em sal.

-manter restrição hídrica, se prescrita

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-avaliação rigorosa e diária do edema.

-medidas para evitar solução de continuidade da pele

-manter um ambiente térmico neutro, porque a hipo ou hipertermia aumenta as necessidades de oxigênio.

-dar pequenas quantidades de alimento a intervalos freqüentes (a cada três horas), combicos macios e com abertura moderadamente grande. Alimentação por SNG, se necessário.

-responder imediatamente ao choro ou outras, epxressões de angústias/estresse, com medias que reduzam a ansiedade.

-lavagem rigorosa das mãos antes e após prestar cuidados a criança

-evitar contato com pessoas infectadas, principalmente no pós operatório.

-Oferecer nutrição adequeda para dar suporte as defesas naturais do organismo

-oferecer dieta balanceada e altamente nutritiva

-monitorizar altura e peso

-permitir que a criança estabeleça seus próprios ritmos e limites de atividades

- discutir com os pais os medos e preocupações referentes aos defeitos cardíacos da criança e seus sintomas físicos

-explicar ou esclarecer as informações apresentadas à família pelo médico e cirurgião

-explorar os sentimentos referentes as opções cirúrgicas

-incentivar a família a participar nos cuidados a criança durante a hospitalização, para facilitar o melhor enfrentamento em casa.

-encaminhar para serviços ambulatoriais e recursos comunitários, conforme necessário, para continuidade do apoio.

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