Cardiopatias na Doença de Chagas - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo891 de Março de 2013

Cardiopatias na Doença de Chagas - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

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Apostilas sobre o estudo dos mecanismos de transmissão e a infectividade do protozoário quando não é feito um diagnóstico logo no inicio da doença onde ele pode infectar e acometer outros órgãos.
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2. OBJETIVO GERAL

Rever e avaliar os mecanismos de transmissão e a infectividade do protozoário quando não é feito um diagnóstico logo no inicio da doença onde ele pode infectar e acometer outros órgãos.

2.1 Objetivo específico

Estudar as principais características das Cardiopatias gerada na Doença de Chagas.

3. METODOLOGIA

Pesquisas de artigos científicos publicados nos sites, sciello, pub med, livros e publicações cientificas.

Palavras-chave: Doença de Chagas, Cardiopatia, Trypanosoma cruzi, diagnóstico, tratamento.

4. INTRODUÇÃO

Varias espécies de protozoários flagelados parasitam o homem, mas há um grupo que se destaca porque seus membros possuem, além das estruturas celulares habituais, uma organela bastante singular, o cinetoplasto. Esta organela é formada por um segmento de sua longa mitocôndria onde se encontra abundante DNA do tipo e Kdna (REY, 1992).

O Trypanossoma cruzi é um parasita protozoário intracelular cinetoplastídio que causa a tripanossomíase americana ou doença de Chagas. A doença de Chagas ocorre raramente nos Estados Unidos e no México, porém é mais comum na América do Sul, particularmente no Brasil (ROBBINS e COTRAN, 2005).

Trata-se de uma forma da doença, com conhecida apresentação em forma de micro epidemia, com casos graves e importante letalidade. No ano 2005, um surto registrado numa área turística do sul do Brasil concitou a atenção internacional como conseqüência de ter afetado a um grupo de turistas internacionais e de ter sido registrada alta morbidade e mortalidade (PANAFTOSA, 2006).

Boa parte da história de misérias e sofrimentos relacionados ao mal de Chagas pode ser associada à perpetuação da transmissão vetorial, responsável pela maior parte do contingente de infectados por T. cruzi do planeta. De fato, díspares investigações demonstraram a existência de uma correlação direta entre a densidade doméstica de triatomíneos infectados e o número

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de casos agudos, especialmente nas crianças. Assim, as ações de controle desenvolvidas ao longo do século XX especialmente aquelas dirigidas à redução da transmissão por vetores têm permitido uma transição epidemiológica ao menos em determinadas regiões do continente, sendo observada forte tendência à queda do número de casos em alguns países como Argentina, Brasil (país que recebeu, recentemente, o Certificado Internacional de Eliminação da Transmissão da Doença de Chagas pelo Triatoma infestans) Chile, Uruguai e Venezuela, ainda que outros como Bolívia, Paraguai e Peru permaneçam com prevalências consideráveis, provavelmente pela implementação recente dos seus programas de controle (SIQUEIRA E PATRICIA, 2011).

O diagnóstico da infecção pelo Trypanosoma cruzi, agente causal da doença de Chagas, como em outras enfermidades infecciosas, tem como base três parâmetros distintos: as manifestações clínicas, que, se presentes, permitem ao médico suspeitar da infecção; os antecedentes epidemiológicos, que também induzem o clínico a suspeita; e os métodos de diagnóstico, em geral laboratoriais, que permitem confirmar ou excluir a suspeita diagnóstica na maioria das situações.

Na infecção pelo T. cruzi, lembramos que mais da metade dos infectados não apresenta cardiopatia, nem megaesôfago nem megacólon, as principais manifestações da doença de Chagas. Nestes casos em particular, o diagnóstico é sugerido pelos antecedentes epidemiológico e confirmado ou excluído pelos resultados dos exames laboratoriais.

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4.1 HISTÓRICO

Esse protozoário e a doença foram descobertos e descritos pelo grande cientista Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas. Recém formado em medicina, sua tese foi sobre controle de malária, interou desde logo a equipe de Oswaldo Cruz, tendo sido encarregado a chefiar os trabalhos de combate à malária em Minas Gerais, onde estava sendo construída a Estrada de Ferro Central do Brasil. Entre 1907 e 1909 mudo-se para Lassange, próximo de Corinto, utilizando um vagão de trem como moradia, laboratório e consultório. Como bom cientista, sua curiosidade levou-o a examinar animais e pessoas, buscando informações sobre as patologias da região. Em um mico (Callithrix penicillata) encontrou um hemoflagelado, denominando-o Trypanosoma minasensi (essa espécie é exclusiva de micos considerada não patogênica) e em

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‘’chupões’’ou’’barbeiros’’(insetos comuns nas cafuas da região) encontrou outro tripasonoma, diferente do interior, com cinetoplasto grande e movimentação intensa. Enviou então, alguns barbeiros para Oswaldo Cruz, que, em seu laboratório no Rio de Janeiro, conseguiu infectar micos, comprovando a suspeita de Chagas de que esse tripanosoma diferente deveria ser uma espécie nova que circularia entre barbeiros, mamíferos e, talvez, até o homem (NEVES, 2002).

Por não dispor em Lassance de condições laboratoriais para elucidar a questão, uma vez que os macacos da região estavam infectados pelo minasense, Chagas enviou a Manguinhos alguns daqueles insetos. Oswaldo Cruz os fez se alimentarem em sagüis criados em laboratórios (e, portanto livres de qualquer infecção) e, cerca de um mês depois, comunicou a Chagas que encontrara formas de tripanossoma no sangue de um dos animais, que havia adoecido. Voltando ao Instituto, Chagas constatou que o protozoário não era o T. minasense, mas uma nova espécie de tripanossoma, que batizou então de Trypanosoma cruzi, em homenagem ao mestre. A nota anunciando esta descoberta foi redigida em Manguinhos em 17 de dezembro de 1908 e publicada na revista do Instituto de Doenças Tropicais de Hamburgo (Archiff für Schiffs-und Tropen-Hygiene), no início de 1909.

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A partir daí, Carlos Chagas procurou incessantemente aquele protozoário no sangue de pessoas e animais residentes em casas infectadas por barbeiros. Foi assim que no dia 14 de abril de 1909, ao examinar uma criança febril, de 2 anos de idade,de nome Berenice,Carlos Chagas descobriu em seu sangue aquele mesmo protozoário encontrado nos barbeiros e nas diversas espécies de animais examinados.A mãe da criança informou-o que a menina havia apresentado,a sintomatologia coincidia com aquela observada nos animais de laboratório experimentalmente infectados.Berenice é considerada o primeiro caso clínico humano descrito da doença de Chagas.Parasitos de seu sangue ,inoculados em animais de laboratórios,desenvolveram nestes a infecções e sintomatologia pertinentes à fase da doença (NEVES,2002).

Naquela ocasião, o grande cientista estudou ainda a morfologia e a biologia o parasito no hospedeiro vertebrado e invertebrado e denominou-o Trypanosoma cruzi, daí por diante o agente etiológico da doença de Chagas passou a ser denominado Trypanosoma (Schizotrypanum) cruzi (Chagas, 1909). Carlos Chagas conseguiu naquela época descobrir o agente etiológico, T.cruzi, sua biologia no hospedeiro vertebrado e invertebrado, seus reservatórios e diversos aspectos da patogenia e sintomatologia da doença (NEVES, 2002).

Berenice e sua família mudaram mais tarde para a cidade de Pirapora, também no norte de MG, passando a residir em casa de boa qualidade, não habitada por barbeiros. Em

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1962, ela foi submetida a uma minuciosa avaliação clínica. Através de xenodiagnóstico, foi possível isolar parasitos de seu sangue. Nesta ocasião, 53 anos após a descoberta da infecção, a paciente apresentava-se normal no tocante às manifestações clínicas da doença. Em 1978, a paciente Berenice foi reavaliada, colhendo-os outra amostra do parasito, verificando-se novamente ausência de qualquer alteração clínica atribuível à doença de Chagas. A paciente Berenice representava, desde modo, a chamada forma indeterminada da doença de Chagas, na qual se situa a maioria dos indivíduos infectados com o T.cruzi. Berenice morreu no dia 11 de setembro de 1982, com 75 anos de idade e 73 anos de infecção pelo T.cruzi. Não foi possível a realização de necropsia, mas pelas investigações realizadas, não foi atribuída à infecção pelo T.cruzi (NEVES, 2002).

4.2 Agente etiológico

A tripanossomíase (ou tripanossomose) humana é conhecida por doença de Chagas e tem por agente causal o Trypanosoma cruzi (REY, 2010).

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