Cirurgia Bariátrica - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
Neymar
Neymar28 de Fevereiro de 2013

Cirurgia Bariátrica - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre o estudo da importância da Terapia Nutricional no pós-operatório em indivíduos que submeteram-se a Cirurgia Bariátrica.
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PROJETO

2 TEMA:

Terapia Nutricional

2.1 Delimitação do Tema:

Terapia Nutricional no Pós-Operatório de Cirurgia Bariátrica.

3 OBJETIVO GERAL:

Demonstrar a importância da Terapia Nutricional no pós-operatório em indivíduos que submeteram-se a Cirurgia Bariátrica.

3.1 Objetivo Específico:

 Demonstrar a importância da terapia nutricional no pré-operatório de cirurgia bariátrica;

 Apontar a eficácia da terapia nutricional oral, enteral e parenteral no pós-operatório de cirurgia bariátrica;

 Exemplificar e demonstrar como a terapia de reeducação alimentar auxilia na perda e manutenção de peso sem que desenvolvam deficiências nutricionais após a cirurgia.

4 INTRODUÇÃO:

A obesidade alcançou proporções epidêmicas globais com mais de um bilhão de adultos com excesso de peso.Trata-se do principal componente de incidência de doença crônica e da incapacidade.

Convivendo freqüentemente com a subnutrição nos países em desenvolvimento, a obesidade é uma patologia complexa que apresenta graves dimensões sociais e psicológicas, e afeta praticamente todas as faixas etárias e grupos socioeconômicos.

Isso se deve ao fato da população mundial ter aumentado o consumo de alimentos com elevada densidade energética, mas pobres em nutrientes, com altos teores de açúcar e gorduras saturadas. É resultado também da redução nas atividades físicas.

A obesidade e o excesso de peso representam risco substancial para doenças crônicas severas, como diabete tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais e certos tipos de câncer.

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo e é atualmente um dos mais graves problemas de saúde pública. Sua prevalência vem crescendo acentuadamente nas últimas décadas e os custos com suas complicações atingem cifras de bilhões de dólares. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB), já existem mais de um milhão de obesos mórbidos.

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Como a obesidade é uma condição médica crônica de etiologia multifatorial, seu tratamento envolve vários tipos de abordagens. A orientação dietética, a programação de atividade física e o uso de fármacos antiobesidade são os pilares principais do tratamento. Entretanto, o tratamento convencional para a obesidade grau III continua produzindo resultados insatisfatórios.

Devido à necessidade de uma intervenção mais eficaz na condução clínica de obesos graves, a indicação das operações bariátricas vêm crescendo nos dias atuais, sendo o método mais eficaz no tratamento da obesidade mórbida e controle de peso em longo prazo.

A cirurgia da obesidade mórbida, nas últimas décadas, vem sendo amplamente difundida e realizada em todo o mundo, sendo que sua “explosão” no Brasil ocorreu principalmente nos últimos cinco anos.

A técnica cirúrgica, desde que executada por cirurgião hábil e com experiência, geralmente é bem-sucedida, com mortalidade perioperatória de 0,5–1,5% nos melhores centros e com bons resultados em curto prazo.(WAITZBERG, 1995).

No Brasil, tal como em toda a comunidade médico-científica internacional,vive-se hoje uma época de reconhecimento da importância do tratamento cirúrgico da assim chamada "obesidade mórbida", uma vez que esta condição está associada à piora da qualidade e à redução da expectativa de duração da vida e, excepcionalmente, é controlada por métodos conservadores.

O objetivo da terapia nutricional é buscar o bem estar físico e emocional, através da seleção dos alimentos que contenham os nutrientes mais saudáveis e que estejam adequados às necessidades de cada indivíduo para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição.

5 JUSTIFICATIVA:

As complicações nutricionais têm sido observadas em indivíduos que se submeteram a cirurgias de obesidade, incluindo carências vitamínico-minerais até desnutrição calórico- proteica clássica. Deficiências graves de micronutrientes são objeto de publicações intermitentes, porém geralmente passíveis de prevenção e tratamento, desde que a equipe multiprofissional esteja alerta para essa possibilidade e se esmere no seguimento e na terapêutica nutricional.

6 PROBLEMA:

A Cirurgia bariátrica é uma forma de tratamento cirúrgico para a obesidade e suas doenças associadas. Existem diversas técnicas de cirurgia, que são determinadas dependendo de cada caso.

A indicação do tratamento cirúrgico é feita pelo endocrinologista e/ou cirurgião, porém a participação do Nutricionista e Psicólogo no tratamento é essencial. A alimentação no pós operatório varia conforme o tipo de cirurgia a ser realizada.

Estas cirurgias podem ser do tipo restritivas (onde se reduz a capacidade do estomago limitando a quantidade de alimentos) e/ou desabsortivas (onde é reduzida a absorção dos

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nutrientes pela retirada ou desvio de uma parte do intestino). A técnica conhecida como Fobi- Capela, é a mais realizada mundialmente e inclui a restrição e desabsorção. Considerando a ingestão reduzida da quantidade de alimentos e conseqüentemente de nutrientes como a terapia nutricional pode ajudar a manter o estado nutricional adequado no pós-operatório de cirurgia bariátrica?

7 HIPÓTESE:

• Importância do acompanhamento e da terapia nutricional, para detectar e prevenir deficiências nutricionais.

8 METODOLOGIA:

8.1 Métodos

Abordagem: Dedutiva “(...) é o que parte do geral e, a seguir desce ao particular. O raciocínio dedutivo parte de princípios considerados verdadeiros e indiscutíveis para chegar a conclusões de maneira puramente formal (...)”.

8.2 Técnicas

Documentação Indireta: Pesquisa bibliográfica. Para a fundamentação teórica do trabalho, serão utilizados livros e rede eletrônica, os quais fornecerão dados imprescindíveis para a elaboração da pesquisa, contendo informações atuais sobre gerenciamento de dados, as ferramentas oferecidas pela tecnologia da informação, a política adotada para implantação de outros sistemas.

De acordo com Vergara (2006, p.49), trata-se de um estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado acessível ao público em geral.

Segundo Gil (2002), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.

A pesquisa também é descritiva, visando observar, registrar, analisar, classificar e interpretar os fatos pesquisados através de dados estatísticos, a pesquisa será também descritiva, que tem por premissa buscar a resolução de problemas por meio da observação, análise e descrições objetivas.

Para Vergara (2011, p. 42) a pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza.

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9 EMBASAMENTO TEÓRICO

9.1 Referencial Teórico:

9.1.1 Obesidade

De acordo com o Ministério da Saúde (2010) o índice de sobrepeso e obesidade da população brasileira avançou nos últimos quatro anos. Levantamento mais recente do Ministério da Saúde aponta que, de 2006 a 2009, a proporção de pessoas com excesso de peso subiu de 42,7% para 46,6%. O percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9% no mesmo período.

Definem-se a obesidade como alterações funcionais, de composição bioquímica, do metabolismo, da estrutura corporal, caracterizadas pela expansão do acúmulo subcutâneo de gordura com aumento do peso corporal e está associado a fatores ambientais e comportamentais e não somente a fatores genéticos (ANGELIS, 2005).

De acordo com Shils et al., (1994) Coutinho & Benchimol (2003), a obesidade é considerada uma doença crônica sendo classificada como um excesso de tecido adiposo no organismo.

Para Monteiro (2004) a obesidade também é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de gordura em nível elevado a ponto de comprometer a saúde do indivíduo, estando associada ao risco de acometimento de doenças cardíacas, aterosclerose, hipertensão, hiperlipidêmias, diabetes, osteartrites, patologias biliares e vários tipos de câncer.

Através deste contexto, pode-se observar que a epidemia global da obesidade é reflexo dos problemas sociais, econômicos e culturais atualmente enfrentados pelos países. No Brasil e no mundo a obesidade é considerada um problema de saúde pública que ocasiona a mortalidade e morbidade oriunda proveniente das patologias como diabetes, acidentes vascular cerebral, as doenças cardiovasculares, as dislipidemias e outras patologias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS (1988) a obesidade é caracterizada a partir da divisão da massa corporal em quilogramas, pela estatura em metros ao quadrado, tendo como resultado o índice de massa corpórea – IMC, sendo esse um indicador apropriado para avaliação do estado nutricional de adultos, com esse cálculo são consideradas obesas as pessoas que apresentem IMC igual ou superior a 30kg/m2, com sobrepeso aquelas com IMC entre 25 a 30kg/ m2 e com obesidade mórbida aquelas com IMC maior que 40kg/ m2.

Através do índice de Quatelet (OMS, 1998) que é o processo mais utilizado para avaliar o excesso de peso/obesidade em indivíduos.

IMC Classificação Risco de Comorbilidade

= 40 Obesidade de Classe 3 Muito Grave

Tabela 1 – Tabela de índice de Quatelet segundo a Organização Mundial de Saúde (1998)

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Segundo Cabrera & Jacob Filho (2001) o maior problema da obesidade é que ela leva a distúrbios das condições de saúde do organismo. Podem ocorrer diversas alterações desde distúrbios psicológicos até o aumento do risco de morte prematura e de doenças de grande morbi-mortalidade.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2006) o sucesso no tratamento da obesidade é considerado a partir da habilidade de atingir e manter uma perda de peso clinicamente útil, que resulte em efeitos benéficos sobre doenças associadas como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemias.

Para Ferraz (2003) outra forma de tratamento tem sido considerada bastante eficiente na cura da obesidade mórbida e suas co-morbidades. Esta técnica é a cirurgia da obesidade, ou cirurgia de redução de estômago, cirurgia bariátrica e também chamada de gastroplastia, indicada em decorrência da ineficácia do tratamento não cirúrgico e pelo elevado risco de vida de uma obesidade clinicamente severa não tratada.

O tratamento cirúrgico da obesidade conhecido como cirurgia bariátrica, gastroplastia ou cirurgia de redução de estômago, justifica-se somente quando não há o risco de permanecer obeso ou exceder os riscos, a curto e longo prazo.

9.1.2 Cirurgia Bariátrica

A cirurgia Bariátrica trata-se de uma intervenção cirúrgica que necessita prévia avaliação clínica e acompanhamento de uma equipe composta por diversos profissionais de saúde.

De acordo com Zilberstein, Galvão Neto e Ramos (2002) a cirurgia bariátrica é de natureza invasiva e apresenta uma relevante taxa de mortalidade, mas tem resultado de sucesso consistente com uma redução de em média 50% do excesso de peso e na manutenção desta redução de peso em prazos longos.

Segundo Costa (2008) em seu artigo diz que a cirurgia bariátrica é o tratamento mais efetivo para a obesidade de grau III. As cirurgias antiobesidade podem ser procedimentos que limitam a capacidade gástrica, ou que interferem na digestão ou, ainda, uma combinação de ambas as técnicas. A finalidade do tratamento cirúrgico consiste em melhorar não somente a qualidade, como também o tempo de vida do obeso, resolvendo os problemas de ordem física e psicossocial que o excesso de peso acarreta.

Para Burgos (2011) a obesidade mórbida é uma síndrome crônica de difícil tratamento. O mesmo geralmente envolve dieta, atividade física, terapia comportamental, uso de medicamentos e, quando tudo isto falha, a cirurgia bariátrica.

Ainda de acordo com Burgos (2011) hoje está estabelecido que o tratamento cirúrgico está indicado em pacientes com obesidade moderada (IMC > 35 Kg/m²) que tenham co-morbidades como apnéia do sono, hipertensão arterial, Diabetes Mellitus, dislipidemia, artropatias ou aqueles pacientes com IMC > 40 Kg/m² independente de haver co-morbidades ou não. Isso porque já foi evidenciado que existe um risco muito maior do paciente morrer por complicações clínicas relacionadas à obesidade do que morrer com a realização da cirurgia e os benefícios que ela traz.

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9.1.3 Os Tipos de Cirurgias:

Segundo Conselho Federal de Medicina (2005) as operações para a cura da obesidade mórbida (cirurgia bariátrica) existem desde a década de 1950. Quando nos alimentamos, a comida cai inicialmente no estômago e em seguida passa por cerca de 5 metros de intestino delgado antes de atingir o intestino grosso. Logo no início do intestino delgado (no duodeno) o alimento se mistura com o suco pancreático e a digestão se processa permitindo que o alimento entre para o nosso corpo.

O autor discorre ainda que o alimento é incorporado em nosso corpo durante a passagem pelo intestino delgado. As primeiras operações faziam uma ligação do início do intestino delgado com a porção final do mesmo, impedindo que o alimento ingerido passasse e fosse absorvido pelos 5 metros de intestino delgado.

Ainda de acordo com Conselho Federal de Medicina (2005) estas cirurgias, apesar de proporcionarem grande emagrecimento, levavam à desnutrição grave e, por isto, foram abandonadas até que as pesquisas mostrassem um caminho mais seguro para estes pacientes. Hoje, a cirurgia para cura da obesidade mórbida é apresentada na imprensa e discutida entre os médicos em congressos porque nos últimos anos, cirurgias eficazes surgiram, propiciando um emagrecimento com saúde. Hoje são reconhecidos 3 tipos de operações:

9.1.3.1 Cirurgias desabsortivas

Segundo o Conselho Federal de Medicina (2005) a mais conhecida é a operação de Scopinaro (médico italiano que idealizou e propaga esta operação). Uma parte do estômago também é retirada, no entanto, não há grande diminuição da ingestão de alimentos.

9.1.3.2 Cirurgias gastrorestritivas

Segundo o Conselho Federal de Medicina (2005) esta operação consiste em se colocar uma banda envolvendo o estômago e fazendo com que o alimento ingerido fique inicialmente parado em uma pequena parte do estômago propiciando a sensação de saciedade, o que faz a pessoa sentir-se satisfeita e sem fome após ter comido bem pouco. A banda é chamada de ajustável porque através de um dispositivo, fixado acima da musculatura da barriga e embaixo da gordura, podemos apertar ou alargar esta banda conforme a necessidade. Para isso injetamos um líquido através deste dispositivo.

9.1.3.3 Cirurgias mistas

Segundo o Conselho Federal de Medicina (2005) Cirurgias bariátricas que provocam o emagrecimento diminuindo o estômago e também impedindo que haja absorção por pequena parte do intestino delgado. Com esta cirurgia o alimento passa, apenas, por uma parte pequena do estômago (embora nenhuma parte de estômago seja retirada do corpo) onde fica retido por um tempo, uma vez que a este nível é colocado um anel para diminuir a passagem.

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9.1.4 Os Critérios para Indicar a Cirurgia da Obesidade/Bariátrica

Segundo o Conselho Federal de Medicina (2005) os critérios para indicar cirurgia bariátrica são os seguintes:

• Pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40 kg/m2.

• Pacientes com IMC maior que 35 kg/m2 e afetado por co-morbidades, tais como diabetes melito, apnéia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, osteo- artrites e outras.

• Idade: maiores de 18 anos. Idosos e jovens entre 16 e 18 anos podem ser operados, mas exigem precauções especiais e o risco/benefício deve ser muito bem analisado.

• Obesidade estabelecida, conforme os critérios acima, com tratamento clínico prévio insatisfatório de, pelo menos, dois anos.

• Não uso de drogas ilícitas ou alcoolismo.

• Ausência de quadros psicóticos ou demenciais graves ou moderados.

• Compreensão, por parte do paciente e familiares, dos riscos e mudanças de hábitos inerentes a uma cirurgia de grande porte sobre o tubo digestivo e da necessidade de acompanhamento pós-operatório com a equipe multidisciplinar.

9.1.5 Os Riscos e Benefícios da Cirurgia

Oliveira & Azevedo (2002) diz que é muito importante mencionar que a cirurgia não é recomendada por motivos estéticos. Dependendo da cirurgia, os riscos iniciais podem incluir infecção, coágulos sanguíneos, falta de cicatrização, obstrução intestinal, disfunção do coração e pulmão, ou mesmo complicações da anestesia. Nas semanas ou meses após a cirurgia, os riscos podem incluir vômitos freqüentes, úlceras de estômago, síndrome de dumping, obstruções e deficiência vitamínica ou mineral. Muitos destes riscos podem ser diminuídos seguindo as orientações de dieta e uso de suplementos vitamínicos.

Para Angelis (2001) os pacientes que seguem as orientações alimentares geralmente perdem três quartos ou mais do seu excesso de peso, sem sentir fome entre as refeições. Muitos são capazes de diminuir ou interromper a medicação para diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto. Dores nas costas e articulações, inchaço nas pernas, bem como outros problemas relacionados com o peso, melhoram geralmente quando os pacientes perdem peso.

9.1.5 A Terapia Nutricional no Pré e Pós Operatório de Cirurgia Bariátrica

Segundo Francischi (2000), a terapia não medicamentosa constitui um aspecto importante do comportamento humano e sua mudança é um processo lento e difícil. Visa a perda de peso a

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partir da adoção de um processo dietético através da terapia nutricional e de educação alimentar vislumbrando mudanças não só de comportamento alimentar, como também a estimulação à adoção de um hábito saudável como prática de exercícios físicos regularmente e adoção de dieta.

Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2000) conceitua a Terapia Nutricional como um conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio da nutrição parenteral ou enteral (RDC, 2000).

O nutricionista tem papel muito importante no tratamento da cirurgia bariátrica, onde acompanha o pré-operatório a cirurgia até o indivíduo submetido a cirurgia até o fim da vida (FARIA, 2009).

A grande importância da terapia nutricional no pós operatório é que o mesmo poderá evitar as deficiências nutricionais e corrigir os hábitos alimentares além de ser peça fundamental no monitoramento e acompanhamento da evolução para potencializar os resultados (QUADRADOS, et. al., 2007).

O nutricionista responsável pelo acompanhamento no pós-operatório deverá seguir um plano gradual de reintrodução alimentar deverá fazer orientações a cerca de educação alimentar como ensinar a mastigar e até mesmo que não se consuma quantidades de alimento além do recomendado, além da suplementação necessária por conta da má absorção e pela intolerância a certos alimentos. (QUADRADOS, et. al., 2007; COMBI e colaboradores 2003).

De acordo com Torres (2007) a terapia nutricional no período pré e pós operatório tem como objetivos preparar o paciente para o programa de alimentação do período subseqüente à cirurgia e promover uma reeducação alimentar que possibilite a perda de peso sem que desenvolvam-se deficiências nutricionais.

Dependendo do tipo de técnica cirúrgica adotada o volume inicial aceitado pelo paciente varia entre 50 e 500mL por horário e a consistência da dieta é líquida para que o estômago não seja muito estimulado. Açúcar, gordura e laticínios são excluídos da dieta por aproximadamente 5 dias (TORRES, 2007).

Alimentos bem aceitos são água, água de coco, bebidas isotônicas, chás, sucos de frutas naturais coados, caldo de vegetais coados e gelatina diet. Após a primeira semana a dieta evolui e são introduzidos laticínios desnatados, sucos de frutas peneirados, sopa com carne liquidificada, temperos e pudins (TORRES, 2007).

Nesta fase os volumes ainda são pequenos e deve-se atentar bastante para a hidratação do paciente. Geralmente permanece-se com esta dieta por mais 15 dias, iniciando-se então uma dieta de transição para uma consistência mais pastosa. Pode-se incluir ovos cozidos moles, biscoitos misturados com leite, frutas raspadas ou amassadas e caldo de feijão. (TORRES, 2007).

A dieta pastosa pode ser necessária por mais 15 até 30 dias. É importante que a mastigação seja lenta e cuidadosa, que os líquidos sejam ofertados longe dos horários das refeições e que

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sejam escolhidos alimentos nutritivos, ricos em cálcio, proteínas, ferro, ácido fólico e vitaminas (TORRES, 2007).

Seguindo-se a este período segue-se a dieta branda, com digestão facilitada pela cocção ou ação mecânica. Por isto excluem-se ainda alimentos muito fibrosos e consistentes e as refeições ainda são bastante fracionadas (6 a 9 vezes ao dia) com volumes pequenos.

Segundo Torres (2007) esta fase costuma durar outros 15 dias quando o paciente torna-se apto a receber uma alimentação normal, ou aquela da família. Erros alimentares devem ser trabalhados e alimentos ricos em nutrientes devem ser escolhidos.

O objetivo da terapia nutricional é buscar o bem estar físico e emocional, através da seleção dos alimentos que contenham os nutrientes mais saudáveis e que estejam adequados às necessidades de cada indivíduo para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição.

9.2 Revisão de Literatura:

ANVISA, Resolução RDC n. 63. D.O.U. – Diário Oficial da União; Poder Executivo, de 07 de julho de 2000.

BRASIL. Programa de Orçamento Familiar. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2004. Disponível em: . Acesso em: 12/03/11.

_______. Uso e aplicação das dietas de referências. DRI´s. São Paulo. Brasil. 2001.

BURGOS, Goretti. Nutrição em cirurgia Bariátrica. Editora Rubio. Rio de Janeiro. 2011.

COUTINHO, W.F; BENCHIMOL, A.K. GARRIDO A. B. Obesidade mórbida e afecções associadas. Cirurgia da Obesidade. São Paulo. Atheneu, 2003.

OLIVEIRA VM, LINARDI RC, AZEVEDO AP. Cirurgia bariátrica – Aspectos psicológicos e psiquiátricos. Revista Brasileira de Psiquiatria Clínica. [online]. São Paulo; 2002: 4; 31. Disponível em [08 Março 2011].

TORRES, Andréia. Terapia nutricional em cirurgia bariátrica. Dicas da nutricionista. Disponível: http://andreiatorres.blogspot.com/2007/11/terapia-nutricional-na-cirurgia.html. Acesso em 20 de Maio de 2011.

10 CRONOGRAMA

Atividades Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov

Revisão bibliográfica X X X X X X X X

Visitas às áreas de estudo X X X X X

Análise dos dados X X X X

Elaboração do pré-projeto X X

docsity.com

Elaboração do projeto parcial X

Entrega do projeto final X X

11 ORÇAMENTO

Especificação

Tipo

Quantidade

Valor unitário R$

Papel A4

Resma

01

15,00

Tinta p/impressora

Cartucho preto

04

140,00

Tinta p/impressora

Cartucho colorido

02

140,00

Gasolina

docsity.com

50

150,00

Total

445,00

12 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ANVISA, Resolução RDC n. 63. D.O.U. – Diário Oficial da União; Poder Executivo, de 07 de julho de 2000.

ANGELIS, R. C. de. Fome oculta: bases fisiológicas para reduzir seus riscos através da alimentação saudável. São Paulo: Atheneu, 2001.

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ANTONINI, D. R. et al. Avaliação nutricional dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Bol. Cirur. Obes. a. 2, v. 4, n. 3, 2001.

B CARLINI, M. P. Avaliação nutricional e de qualidade de vida de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Florianópolis, 2001.

BRASIL. Programa de Orçamento Familiar. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2004. Disponível em: . Acesso em: 12/03/11.

_______. Uso e aplicação das dietas de referências. DRI´s. São Paulo. Brasil. 2001.

_______. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Quase metade dos brasileiros tem excesso de peso. Artigo disponível em www.saude.gov.br. Acesso em 18/05/2011.

BURGOS, Goretti. Nutrição em cirurgia Bariátrica. Editora Rubio. Rio de Janeiro. 2011.

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CFM –Conselho Federal de Medicina. Normas seguras para tratamento cirúrgico da obesidade. Brasília. Julho de 2005.

CABRERA, M.A.S.; JACOB Filho. Obesidade em idosos: prevalência, distribuição e associação com hábitos e co-morbidades. São Paulo. 2001.

COUTINHO, W.F; BENCHIMOL, A.K. GARRIDO A. B. Obesidade mórbida e afecções associadas. Cirurgia da Obesidade. São Paulo. Atheneu, 2003.

COMBI, M.P.C; MICHELIS J.B. Aspectos nutricionais e de qualidade de vida em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica. Rev.Bra.Nut.Clín.v.18.2003.

COSTA, Anna Christina Charbel. Obesidade em pacientes candidatos a cirurgia bariátrica. Artigo científico Acta. Campo Grande.MS. Setembro de 2008.

FARIA,Silvia Leite .O papel do nutricionista na cirurgia bariátrica. Revista CRN1. ed.09-ano 04.Mai-ago 2009 p.19-20.11.

FERRAZ. E.M. Tratamento cirúrgico da obesidade mórbida.Rev. Col. Bras.Cir. vol. 30 nº2. Rio de Janeiro Mar./Apr.

FRANCISCHI. Rachel Pamfilio Prado. Obesidade: atualizações sobre sua etiologia, morbidade e tratamento. Revista da Nutrição. N.1 Campinas Jan./Apr. 2000.

GARRIDO Jr AB, Halpern A, Rodrigues JJG. Cirurgia para obesidade grave: vivência de duas décadas. Rev Bras Nutr Clín 2000; 15(3):400-5.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.

OLIVEIRA VM, LINARDI RC, AZEVEDO AP. Cirurgia bariátrica – Aspectos psicológicos e psiquiátricos. Revista Brasileira de Psiquiatria Clínica. [online]. São Paulo; 2002: 4; 31. Disponível em [08 Março 2011].

ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DA SAÚDE/ OMS. Doenças crônico-degenerativas e obesidade: Estratégia mundial sobre alimentação saudável, atividade física e saúde. Brasília; 2003.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição – NAN. Pesquisa Nacional sobre Saúde Nutrição. 21 de Junho de 2010.

MONTEIRO, R.C.A. et al. Obesidade, nutrição e exercício físico. Revista de nutrição. Campinas. Sp. Out/dez.2004.

QUADRADOS M. R. R. et al. Intolerância alimentar no pós operatório de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Rev. Bras. Nutr. Clín. 2007.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLISMO. Obesidade: tratamento abril, 2006.

SCHILS, M E. et al.Modern nutritition in the health and disease. Ed. Baltmore, 1994.

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TORRES, Andréia. Terapia nutricional em cirurgia bariátrica. Dicas da nutricionista. Disponível: http://andreiatorres.blogspot.com/2007/11/terapia-nutricional-na-cirurgia.html. Acesso em 20 de Maio de 2011.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 12 ed. São Paulo: Atlas, 2011.

WAITZBERG DL. Nutrição Enteral e Parenteral na Prática Clínica. Editora Atheneu. São Paulo; 1995.

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