Cirurgia Periimplantar - Apostilas - Odontologia, Notas de estudo de . Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA)
Michelle87
Michelle8728 de Fevereiro de 2013

Cirurgia Periimplantar - Apostilas - Odontologia, Notas de estudo de . Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA)

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Apostilas sobre o estudo da cirurgia periimplantar, introdução, importancia do tecido mole, vantagens, considerações estéticas.
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MANEJO DOS TECIDOS MOLES – CIRURGIA PERIIMPLANTAR

1. INTRODUÇÃO

A implantodontia moderna está cada vez mais preocupada com a obtenção de

ótimos resultados estéticos na restauração de dentes perdidos com implantes dentais.

A crescente solução de casos clínicos de edentulismos parciais e unitários

com implantes, associada à mudanças sociais, fez com que o grau de exigência

estética passasse a ser considerado fator determinante na avaliação do sucesso da

técnica ( Dinato J C – 2001)

Perda do dente: Perda do tecido mole

Perda do tecido duro

Redução do formato do arco dentário

Diminuição da crista óssea. ( Neves J B – 2001)

Percepção estética - Harmonia de conjunto

Dentes

Tecido gengiva

Tecido ósseo

Sistema estomatognático ( Franciscone C E – 2004)

2. IMPORTÂNCIA DO TECIDO MOLE

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A necessidade de tecido ceratinizado em torno dos implantes na reabilitação oral é ainda um pouco controversa, e a inserção do tecido mole ceratinizado no sítio do implante, no que diz respeito ao seu sucesso ao longo do tempo, não foi completamente estabelecida.

( Nemcovsky C E – 2000)

Vantagens:

- A margem se mantém mais constante e resistente a resseção

- Melhor estética, pois auxilia a formação de papilas

- Facilita a higiene oral

- A manipulação cirúrgica se torna mais fácil

- Facilita os procedimentos de moldagem

- A mucosa periiplantar não colapasa sobre a plataforma do implante

- Maior resistência à progressão do processo inflamatório, pois é menos vascular ( Melloning J T – 2003)

- Previne o movimento excessivo da gengiva livre ( Melloning J T – 2003)

- Oferece resistência aos danos causados pela ação mecânica da escovação.

Biótipos gengivais: ( Classificação segundo Onu, Nevins e Capeta )

Tipo 1 – Mais de 5mm de mucosa ceratinizada cobrindo o rebordo edêntulo total ou parcial

( figura, 11-1, pág 254)

Tipo 2 – Menos que 5 mm de mucosa ceratinizada:

Tipo 2 – Classe 1 – quando possui um mínimo de tecido na crista do rebordo, na lingual ou palatina, e pouco ou quase nenhum na vestibular.

( figura 11-2, pág 254)

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Tipo 2 – Classe 2 – quando a maior parte de gengiva será eliminada pela lingual ou palatina, necessitando de reposição do retalho apical.

( figura 11-3, pág 254)

Tipo 3 – Não há gengiva ceratinizada no rebordo e na vestibular.

( figura 11-4, pág 254)

3 - Considerações estéticas: ( Buser D; Martin W; Belser U.C. – 2004)

- Área edêntula, com volume ósseo adequado

- Local da inserção do implante preciso, de acordo com o planejamento protético

- A interface do intermediário deve ser estável e a menor possível em relação ao implante

- Prótese provisória visando apropriado perfil de emergência

- Prótese se assemelhar o máximo possível ao dente natural

4 – Distância Biológica: ( Palacci P - 2001; Tarnow D.P. – 2000; Buser D – 2004)

O espaço biológico da mucosa periimplantar compreende:

. A zona supracrestal,

. O tecido conjuntivo ( + ou – 1mm)

. Estrutura epitelial ( sulco e epitélio juncional, 2mm)

( figura 11-8, pág 257)

5 – FATORES QUE DETERMINAM A FORMAÇÃO DA PAPILA

5.1 – Manipulação do tecido mole antes da inserção do implante (enxerto livre de gengiva)

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- Fratura radicular do 45( radiografia) ( figura 11-21 a, pág 265)

- Discrepância entre as paredes vestibular e lingual após exodontia e curetagem do alvéolo. ( fig 11-21b)

- Inserção de membrana reabsorvível, para proteção do rebordo. ( fig 11-21 c)

- Pós operatório – 5 meses. Observar ausência de vestíbulo e de mucosa ceratinizada ( fig 11-21 d)

- Preparo da área para inserção do enxerto gengival livre. ( fig 11-21 e)

- Sutura do enxerto livre de gengiva ( fig 11-21 f)

- Pós operatório – 3 meses após o enxerto de gengiva livre. Observar a excelente faixa de gengiva ceratinizada e a recuperação do vestíbulo. ( fig 11-21 g )

- Preparo do sítio para a inserção do implante ( fig 11-21 h)

- Pós operatório - 3 meses após a inserção. ( fig 11-21 i , fig 11-21 j)

- Controle 2 anos. ( fig 11-21 k, fig 11-21 l)

5.2 – Formação de papilas entre dois implantes

-A presença ou ausência de papila interproximal e indiretamente proporcional à distância entre a área do ponto de contato e a altura da crista óssea. ( Tarnow et al – 2000)

( fig 11-22, pág 266)

- Perda óssea lateral considerável entre os implantes quando estes são colocados muito próximos um do outro. ( < 3 mm) ( fig 11-24, pág 266).

- Perda óssea lateral menor entre os implantes, quando são colocados com uma distância > 3mm.

( fig 11-23, pág 266)

5.3 – Primeiro estágio cirúrgico

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É a fase de inserção do implante. Já foram realizadas as primeiras cirurgias de reconstrução óssea e aumento de gengiva ceratinizada.

- Técnica de ROG, com ou sem enxerto ósseo autógeno intra-oral

- Levantamento do seio maxilar, expansão e divisão da crista alveolar ( Scarso J.F.; Barreto M.A.; Tunes U.R – 2001) (fig 11-25, pág 268)

- Enxerto de conjuntivo ( fig 11-26, pág 268)

- Frenectomia

- Retalho palatino de rampa

- Enxerto gengival livre ( tampão mucoso)

- Retalho palatino deslocado coronalmente.

5.4 – Entre o primeiro e segundo estágio cirúrgico

Nesta fase a maioria das técnicas cirúrgicas de manipulação do tecido mole, são voltadas para o aumento da faixa de tecido ceratinizado.

- Não é essencial para o sucesso do implante

- É importante para formação de papila

- Proteção do traumatismo mecânico da escovação ( Azzi R ; Etienne D – 2002)

- Facilita a higienização oral

- Manutenção dos implantes ( Hoelscher D.C.; Simons A.M. – 1994)

As cirurgias nesta fase podem ser:

- Retalho palatino de rampa

- Enxerto gengival livre

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- Retalho em envelope

- Enxerto de conjuntivo

- Vestíbuloplastia ( Tarnow et al – 2000)

( fig 11-27, pág 271)

5.5 – Segundo estágio cirúrgico

- Esta é a fase de instalação do cicatrizador

- Ajuste dos tecidos moles

- Requisitos estéticos

- Requisitos funcionais

Técnicas cirúrgicas empregadas:

- Uso de bisturi circular

- Retalho com dobra cervical

- Reposicionamento apical

- Enxerto gengival livre

- Retalho convencional posicionado para apical

- Técnicas de confecção de papila ( Scarso J.F et al 2001)

5.5.1 Confecção de papilas no segundo estágio cirúrgico:

- Técnica de Nemcovsky et al : Indicada para implantes unitários

Presença de papilas interproximais dos dentes adjaica decentes

Contra-indicada para regiões com pouca gengiva ceratinizada,

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ou onde há necessidade de se fazer deslocamento apical do retalho.

( fig 11-28, pág 275)

- Técnica de Tinti e Benfenati : Indicada onde serão instalados dois implantes adjacentes.

( fig 11-29, pág 276)

- Técnica de Palacci e Ericson : Indicada tanto para implantes unitários ou múltiplos

Maxila ou Mandíbula. ( fig 11-30, pág 278)

5.6 – Após a colocação da prótese:

Ainda é possível através de técnicas cirúrgicas de tecido mole, recuperar o tecido ceratinizado que se perdeu, por exemplo, por recessão gengival logo após a inserção da prótese final.

Técnica: Enxerto de tecido conjuntivo livre por enxerto de conjuntivo bilaminar

Planejamento multidisciplinar para otimizar a estética.

( fig 11-32, pág 282)

6 – Considerações Finais

A demanda estética atual dos pacientes exige do profissional bom embasamento científico e capacitação técnica adequada necessária para correto diagnóstico, planejamento e tratamento dos casos clínicos.

A seleção da técnica cirúrgica vai depender muito dos fatores locais, e os tratamentos não podem ser conduzidos sempre de acordo com um protocolo padrão.

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Para a obtenção de um ótimo resultado estético perimplantar, deve-se entender que, a restauração final é quem deve guiar o planejamento e os procedimentos cirúrgicos necessários, antes, durante e depois da instalação dos implantes.

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