COMUNICAÇÕES VERTICAIS G2 S6 IMPC, Projetos de Desenho Técnico. Instituto Médio Politécnico de Cacuaco
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eben_zer_l_c_costa19 de Agosto de 2015

COMUNICAÇÕES VERTICAIS G2 S6 IMPC, Projetos de Desenho Técnico. Instituto Médio Politécnico de Cacuaco

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INTRODUÇÃO

As comunicações verticais são meios que nos permitem deslocar-se verticalmente entre os diversos pisos.

A comunicação vertical tem função de vencer os desníveis em geral e/ou entre pavimentos consecutivos, possibilitando o livre acesso e circulação entre estes.

Elas podem ser:

1. Escadas.

2. Elevadores.

3. Rampas.

Cap. 1 – ESCADAS

1. HISTORIAL DAS ESCADAS

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A origem das escadas remonta certamente aos tempos mais longínquos.

A presença detalhada no flanco das pirâmides egípcias mostra que os degraus de escadas existiam já desde há muito tempo e que a sua origem é ainda mais antiga. Para não trepar nem descer penosamente encostas escorregadias e perigosas, o homem começou por escavar nas rampas naturais dando forma a entalhes nivelados que, sucedendo-se uns aos outros, permitiam aceder a níveis superiores ou inferiores.

No entanto, embora as primeiras escadas estivessem sem dúvida a nascer, elas estavam longe de ter as formas características que se lhes podem observar hoje em dia pois elas sofreram ao longo dos séculos múltiplas transformações. Se as primeiras foram talhadas em encostas mais ou menos abruptas, um dia elas tiveram que vencer o espaço compreendido entre o ponto de partida e o de chegada, primitivamente com a ajuda de paredes e pilares e mais tarde, audaciosamente lançadas no vazio, sem qualquer ponto de apoio. A necessidade de chegar a um determinado ponto partindo de outro igualmente dado, obrigou os criadores primitivos a abandonar os degraus rectos e os lanços rectos a fim destes alcançarem mais facilmente o ponto de chegada previsto.

1.2 DEFINÇÃO

A escada é uma circulação vertical que tem como função vencer os desníveis em geral entre pavimentos consecutivos, possibilitando o livre acesso e circulação entre estes.

É um elemento cuja função é proporcionar a circulação vertical entre dois ou mais pisos diferentes, através de uma sucessão de degraus.

3. ELEMENTOS DAS ESCADAS

1 – Degrau: Composto por piso e espelho.

2 – Piso: Plano horizontal do degrau.

3 – Espelho: Plano vertical que compõe o degrau.

4 – Patamar: Elemento de ligação entre dois ou mais lances. Trata-se de um piso, cuja profundidade geralmente é igual ao da largura da escada, tendo como objetivo proporcionar uma pausa no andamento.

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5 – Bocel ou focinho: Trata-se da borda do piso, quando este avança sobre o espelho, assemelhando-se a um “mini-beiral”.

6 – Guarda-corpo: Consiste num elemento cuja estrutura tem função de proteger as pessoas contra quedas. Pode ser construído de vários materiais. È composto pelo conjunto de balaustres e um corrimão.

7 – Balaústre: é o elemento cuja função é a de sustentar o corrimão, como um pequeno pilar. Denomina-se balaustrada ao conjunto de balaustres, propiciando o fechamento do guarda-corpo.

8 – Corrimão: é o elemento pertencente ao guarda-corpo, posicionado na parte superior, sobre os balaustres. É o elemento onde as pessoas seguram ao utilizarem a escada.

9 – Bomba: é o espaço que separa dois lances paralelos de uma escada.

Fig.nº1: Elementos de escadas

1.4 MATERIAIS

Escadas podem ser de quase todos os materiais possíveis. Dependendo do formato e da função estrutural do material, existem limitações, mas podemos citar como os principais materiais primários: a madeira, o aço e o concreto. Eles são elementos que muitas vezes agem também dentro do papel estrutural na escada. Entretanto, o mais comum é encontrarmos combinações de materiais, como uma escada de estrutura metálica com pisadas em madeira ou uma escada de concreto com pisadas em granito.

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Outro item que pode ser constituído de diversos materiais é o guarda-corpo. Muito importante na segurança das escadas, é outro elemento que possui extensa variação de materiais e sua presença é sempre impactante no aspeto estético das escadas. Trataremos em um próximo artigo das diferentes possibilidades de guarda-corpos.

Analisando todos os componentes existentes em uma escada e somando-os à variação de materiais que podem existir entre eles, é fácil concluir que a variedade de soluções é muito ampla.

1.5 CLASSIFICAÇÃO DAS ESCADAS.

A classificação das escadas efectua-se habitualmente segundo a sua forma. Contudo não se pode esquecer que existem relações directas entre a forma, o número de voltas, a inclinação, a posição no edifício, o aspecto construtivo, o tipo de material utilizado na sua construção, entre outros. Deste modo a ordenação das escadas pode ser também realizada segundo as características acima mencionadas.

1.5.1 Quanto a forma do eixo.

A forma das escadas é determinada essencialmente pela função que irá desempenhar, pela importância do edifício em causa, pelo material e tipo de construção selecionados e por outro lado, pelas dimensões disponíveis e a altura a alcançar.

As formas existentes são muito diversificadas, podendo dividir-se em quatro grandes grupos:

escadas rectas, com ou sem patamar, escadas em caracol, escadas de quarto de volta e escadas giratórias.

Algumas formas possuem significados especiais, sendo características de determinados locais. A escada de duas voltas é geralmente construída em edifícios de habitação colectiva. Por sua vez a escada de caracol está reservada à ligação quase íntima entre dois espaços pertencentes à mesma unidade mar a meio, é característica de palácios funcional, enquanto a escada recta com três voltas, compacta ou edifícios públicos representativos.

Escada em “L”- A escada em “L” é da mesma família das escadas retas, com a diferença que há uma mudança de direção a 90 graus para um dos lados. Pode haver um patamar quando existe essa mudança ou essa mudança pode ser gradual, com degraus em leque, como é comum em escadas de prédios residenciais ou sobrados antigos.

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Fig.nº2: Escada em L

Escada em “U” - Essa escada também é da mesma família das escadas em linha reta, e é dos modelos mais confortáveis. É quando a escada possui um patamar intermediário e ao chegar nesse patamar há uma mudança de direção para o sentido oposto. É importante lembrar que esse patamar não deve estar sempre exatamente no meio da escada para configurar uma escada em “U”, ele pode estar nos primeiros ou últimos degraus, dependendo da situação.

Fig.nº3: Escada em U

Escada Curva ou Circular - São as escadas que possuem uma curva, mas não há um eixo central em torno da qual a escada circula dando voltas. São extensas as variações de escadas curvas, pois existem muitas possibilidades diferentes de arcos. É a clássica escada do filme “E o Vento Levou”, ou o caso da escada do Palácio do Itamaraty, por exemplo.

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Fig.nº4: Escada curva ou circular

Escada Caracol ou Helicoidal - São as escadas que possuem, em geral, um eixo central em torno do qual os degraus estão orientados, como raios de um círculo. As clássicas escadas caracóis de pré-moldados em concreto talvez sejam o exemplo mais difundido desse tipo. O interessante da escada caracol é que ela cabe em espaços diminutos. A desvantagem é que elas não são muito confortáveis.

Fig.nº5: Escada em caracol ou helicoidal

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Escada em Linha Reta - Essa é o tipo de escada que primeiro vem à mente: uma escada reta, que vence o desnível sem que usuário mude de direção, em apenas um lance. É possível ainda que haja um patamar intermediário de descanso em uma escada reta, dependendo do desnível que a escada está vencendo.

Fig.nº6: Escada em linha recta

Escada rolante - Uma escada rolante é um método de transporte que consiste em uma escada inclinada cujos degraus movem-se para cima ou para baixo. A escada rolante transporta pessoas de até 300Kg, que continuam a ficar em uma posição horizontal. São usados para transportar confortavelmente e rapidamente um grande número de pessoas, entre andares de um dado edifício, especialmente em shopping centres.

A direção do movimento pode ser permanentemente a mesma ou controlada por empregados de acordo com o horário do dia ou controlado automaticamente, ou seja, uma pessoa chegando à escada rolante pelo andar de baixo faria com que a escada movimentasse para cima, e vice-versa, uma pessoa chegando à escada rolante pelo andar de cima faria com que a escada movimentasse para baixo. Neste caso, o sistema é programado para que o sentido da escada não possa ser revertido enquanto haja pessoas usando a escada rolante.

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Fig.nº7: Escadas rolantes

1.5.2 Quanto ao número de voltas

Esta característica permite selecionar rapidamente a forma geométrica que melhor se adapta às contrariedades dimensionais.

1.5.3 Quanto a inclinação

1 – Escadas de planos inclinados até 20º

2 – Escadas mais confortáveis 30º -

3 – Escadas ainda admissíveis até 45º

4 – Escadas mecânicas até 60º -

5 – Escadotes 75º -

6 – Elevadores 90º

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1.5.4 Quanto a posição no edifício

Conforme as escadas se encontrem incluídas no espaço de utilização do edifício — escada livre — ou cingidas numa caixa — escadas em caixa — a escada toma um significado particular. A escada livre para além da função que desempenha, é um elemento de arquitectura importante no espaço no qual ela se insere.

Nesta classe podem ser inseridas escadas rectas, curvas e em caracol. Este tipo de escadas não liga mais que dois ou três níveis. A escada em caixa é mais utilizada nos edifícios de habitação colectiva ou nos edifícios administrativos. O isolamento deste tipo de escadas confere uma independência entre os níveis a ligar. Pode ser uma escada principal ou secundária, como no caso de ser uma escada de socorro, se o edifício estiver equipado com elevador. Os tipos de escadas mais correntes são as escadas rectas de duas voltas, com patamar.

Para além da escada livre ou em caixa, existe a escada de socorro exterior. Esta serve para a evacuação do edifício em caso de incêndio. Puramente funcional, este tipo de escadas devem ser constituídos por material resistente ao fogo. As escadas em caracol são desaconselhadas por razões de segurança.

Existem ainda outros tipos de escadas, as chamadas escadas especiais: escadas móveis ou fixas contra o muro, escadas desmontáveis, escadas retrácteis, entre outras.

1.5.5 Quanto aos materiais.

Quanto aos materiais elas podem ser:

Escadas de pedra

É um tipo muito usado, em escadas exteriores, devendo empregar-se uma pedra que seja bastante compacta, dura e resistente ao desgaste, como por exemplo o calcário tipo lioz, mármore ou granito. São geralmente assentes em maciços de alvenaria.

Fig.nº 8: Escada de pedra

Escadas de madeira

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É um tipo de material, muito empregado para a execução de escadas pois, embora com o inconveniente da sua combustibilidade apresenta as vantagens de fácil execução e de um pequeno peso próprio.

Fig.nº9: Escada de madeira

Escadas de betão armado

É o material especialmente indicado para a construção de escadas, além de ser incombustível pode admitir sobrecargas elevadas, sem haver necessidade de empregar secções exageradas.

O regulamento das construções urbanas dá-lhe preferência, obrigando até, o seu emprego em determinados casos como sejam cinemas, edifícios públicos, etc. Estas escadas permitem, ainda, que o revestimento dos degraus se faça com o material que se deseje.

Fig.nº10: Escada de betão armado

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Escadas metálicas

São as mais simples, que normalmente, se aplicam em poços ou chaminés, são formadas apenas, por degraus constituídos por simples varões de diâmetro 7/8 ou 1’’ (polegadas), duplamente curvados em ângulo reto e tendo os extremos em cunha, para mais facilmente, se embeberem nas paredes.

Fig.nº11: Escada metálica

Guardas da escada

As guardas poderão ser ou não maciças, devendo ser de 85 a 90 cm a distância medida na vertical, desde o focinho do degrau ao guarda mão da escada.

Este guarda-mão deve ter uma forma que permita que a mão corra facilmente sobre ele podendo ser de madeira ou metálico, empregando-se então, o cobre ou o níquel ou mesmo aço inoxidável.

Fig.nº12: Guarda de escada

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1.5.6 Quanto à posição dos edifícios: exteriores

Todas as escadas interiores ou exteriores são compostas pelos seguintes elementos:

A caixa de Escada Espaço ocupado pela escada em sentido vertical dentro ou fora do edifício perímetro do edifício. As escadas exteriores para além de estares fora possuem pelo menos um dos lados abertos apenas com uma guarnição, corrimão ou parapeito.

Esta tipologia tem limitação máxima de altura de 10,00 m; contada do a partir do pavimento

térreo até o último piso de acesso.

1.6 Cálculo de Escadas

Com o aumento da demanda de construções nas grandes cidades e metrópoles em geral, aumentou a necessidade de edificações superpostas, logo a remente necessidade de escadas, procurando construir uma boa escada para um projeto.

1. Piso é a parte horizontal do degrau (p)

2. Espelho é a parte vertical do degrau, perpendicular ao piso (h)

3. Bocel é a saliência (balanço) do piso sobre o espelho (b)

4. Banzo é a peça ou viga lateral de uma escada

5. Linha de Bomba é a linha de contorno da parte interna de uma escada entre os degraus quando estes fazem um giro de 180 graus.

6. Bomba é o espaço entre os dois lances da escada.

Dados experimentais:

• A altura recomendável para o espelho de uma escada deve ser no máximo de 0,18 m.

• A profundidade recomendável deve ser no mínimo de 0,25 m.

1.6.2 Fórmula de Blondel

Blondel, arquiteto francês, estabeleceu uma fórmula empírica que permite calcular a largura do piso em função da altura do espelho e vice-versa.

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Esta fórmula é a seguinte:

E2H + p = 0,64 m

Onde:

E = Espelho

P = Piso a ser determinado

0,64 = Constante

1.6.3 Recomendações nos projetos de escadas

A altura dos degraus depende da finalidade da escada. Não se pode dimensionar uma escada de hospital da mesma forma que uma escada residencial, assim como uma escada interna e uma escada externa. A escada faz parte do projeto arquitetónico e do projeto urbano não apenas como um meio de circulação vertical para vencimento de desníveis. Ela permite o acesso a espaços de forma lenta ou rápida, objetiva ou não, marcando os ambientes em que se encontram, muitas vezes de forma extremamente positiva.

O ritmo da escada depende da intenção do projeto, e se dá a partir da relação de proporção entre a altura e a largura dos degraus, que deve ser fixada de modo que o pé assente facilmente no piso.

Dessa forma, segundo a NBR 9077, os pisos devem ter no mínimo 28cm e no máximo 32cm.

1.7 Cortes da Escada

A representação da escada em corte é feita através de um desenho em elevação, 13

quando seccionado por um plano vertical, que passa cortando sempre um ou mais lances da escada, excetuando-se as escadas curvilíneas, onde este plano não

secciona os lances, deixando a escada em vista.

1.8 DIMENSIONAMENTO DE ESCADAS

Segundo a norma brasileira NBR 9050/2004 (Norma de Acessibilidade) recomenda-se

As dimensões dos pisos e espelhos devem ser constantes em toda a escada, atendendo às condições definidas a seguir, excetuando-se as escadas fixas com lances curvos ou mistos (retos + curvos). Dessa forma, devem ser seguidos os seguintes parâmetros:

• Pisos (p) : 0,28m

• Espelhos (e): 0,16mc. 0,63m

• A largura mínima admissível para as escadas fixas é de 1,20m.

• O primeiro e o último degrau de um lance de escada devem distar pelo menos 0,30m da área da circulação adjacente.

• As escadas fixas devem ter, no mínimo, um patamar a cada 1,20m de desnível e também sempre que houver mudança de direção.

• Em relação aos corrimãos e guarda-corpos – é obrigatória a instalação de corrimãos e guarda-corpos nos dois lados das rampas e escadas fixas. Eles devem ser construídos em materiais rígidos, firmemente fixados à parede ou às barras de suporte, oferecendo condições seguras de utilização.

• Além disso, os corrimãos devem permitir boa empunhadura e deslizamento da mão, sendo preferencialmente de seção circular entre 3,5cm e 4,5cm de diâmetro. Deve ser, ainda, deixado espaço livre de 4cm, no mínimo, entre a parede e o corrimão.

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• Para dar segurança às crianças e pessoas com problemas de visão e mobilidade, o corrimão deve prolongar-se pelo menos 0,30m antes do início e após o término da rampa e da escada, sem interferir com as áreas de circulação.

• A altura de corrimãos recomendada pela NBR 9050/2004 é de 0,92m em relação ao piso para adultos, sendo orientada uma segunda altura de 0,70m em relação ao piso para atender também às crianças.

• Tanto em escadas como em rampas, é importante que os corrimãos sejam contínuos, sem interrupção nos patamares. Dessa forma, é importante que eles sigam o projeto da circulação vertical.

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Cap. 2 - ELEVADORES

2.1 Historial dos Elevadores

Em 1857 o primeiro elevador de passageiros foi instalado em um grande armazém localizado na Broadway Avenue, esquina Broome Street, na cidade de Nova York. Movido a vapor, este elevador subiu cinco andares em menos de um minuto. Naquela época, que foi rápida. Em contraste com isso, hoje um dos mais altos de elevadores do mundo, a torre Sears, em Chicago, edifícios ascensão rápida 412m (1.353) em menos de um minuto.3 atualmente, o mais alto do mundo, a Torre Burj Khalifa, em Dubai, com 828 m de altura, tem empresa de elevadores Otis Elevator Company que carregou a distância no mundo todo a mais longa: 504 metros; também tem acesso por elevador localizado em altitudes mais elevadas do mundo: 638 m; e o elevador com o táxi mais rápido do mundo: 10 metros por segundo.

2.2 Definição

O elevador é outro elemento de circulação vertical muito utilizado nas edificações altas.

Um elevador ou ascensor é um sistema de transporte vertical projetado para mobilizar as pessoas ou bens entre diferentes níveis. Ele pode ser usado tanto para subir ou descer em um edifício ou uma construção subterrânea. Compatível com peças de mecânicas, elétricas e eletrônicas que trabalham juntos para alcançar um meio seguro de mobilidade.

O elevador é uma máquina que está disponível em edifícios de apartamentos ou casas, que têm vários andares e serve como a principal rota de transporte de pessoas e de mercadorias, permitindo que por meio dele, para cima ou para baixo através dos andares para ter o edifício ou a casa em questão.

É também um veículo destinado a elevar, abaixar ou mover-se, por meio de um dispositivo especial, mercadorias em armazéns, prédios, pessoas, etc. Sua principal diferença com um elevador é a velocidade e a manutenção. E a energia necessária para levantar a carga é transmitida por uma bomba com eletricidade drive motor que transmite o fluido hidráulico de um cilindro que atua diretamente ou indiretamente na cabina.

2.3 Conceito de elevador A palavra elevador derivado do verbo Ascend, que etimologicamente vem do latim "scandere", que significa subir, e onde o "ECA" tem o significado de "rumo", portanto,

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elevador vai subir. Os elevadores são dispositivos que permitem que você a subir. Os primeiros elevadores que poderiam executar o engenho humano eram talhas, levantando-se pela força humana, uma vez que vários homens foram se transformando um torno enorme, onde vai enrolando uma corda, o que permitiu o aumento da carga. Em Roma, seria construído um elevador para 263 andares.

2.4 Partes de um elevador De modo geral podemos dividir um elevador em 6 partes sendo elas:

Casa de máquinas: é o nome dado ao local onde normalmente são instalados os equipamentos de tração e o quadro de comando que aciona o elevador. Com os avanços tecnológicos, existem modelos de elevadores que dispensam a presença desta, ficando o motor apoiado nas guias e o quadro de comando embutido no último ou primeiro marco.

Cabine: é o nome dado ao compartimento onde é transportada a carga. • Contrapeso: é uma parte fundamental do sistema e permite que a carga na

cabine seja transportada e balanceada utilizando menos energia na operação. • Caixa ou caixa de corrida: é o nome dado ao local no interior do qual a cabine

se desloca. • Patamar ou pavimento: é nome dado ao local através do qual a carga entra na

cabine. • Poço: é o nome do local onde ficam instalados dispositivos de segurança para

proteção de limite de percurso do elevador.

Fig.nº13: Partes de um elevador

2.5 Tipos especiais de elevador

Elevador a vácuo: usado em escritórios, clínicas, casas e, normalmente em apartamentos "duplex" atende até 3 andares, é econômico, seguro e prático.

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Fig.nº14: Elevador a vácuo

Plataforma elevatória: um elevador formado por uma placa sem paredes, onde podem colocar-se cargas para transportar entre diferentes níveis, normalmente em uma oficina

Fig.nº15: Plataforma elevatória

Elevador de cozinha: um pequeno elevador que liga a cozinha ao refeitório, quando estes se situam a níveis diferentes, para transportar utensílios culinários ou comida pronta a servir.

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Fig.nº16: Elevador de cozinha

Elevador hidráulico: movido por um pistão hidráulico dispensa o contrapeso, se destaca por ser mais suave e silencioso porém, os modelos tradicionais são de até três andares.

Fig.nº17: Elevador hidráulico

Elevadores mecânicos: Operam basicamente com força mecânica, gerada por um motor que aciona a cabine, que por sua vez em conjunto com um contrapeso, constituem um sistema equilibrado.

Para sua operação, são necessários os seguintes elementos: ▲ ƒ Casa de máquinas, onde serão localizados os motores, o quadro de

força, o quadro de comando, o quadro elétrico e as roldanas. ▲ ƒ Uma cabine para acolhimento dos usuários, que deverá ser

dimensionada de acordo com a tabela anterior e cujo desenho está representado abaixo:

▲ ƒ Um conjunto de alçapões. ▲ ƒ Um poço a ser localizado abaixo do pavimento de última parada.

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Elevadores de carga e monta-cargas: Estes elevadores operam da mesma forma que o mecânico de passageiros, porém tanto o motor quanto o sistema de freios e o contrapeso, são proporcionais à capacidade do elevador.

Enquanto o monta-cargas oferecem cabines de 1,20 x 1,20 m em média, os de carga chegam a 2,00 x 2,40 m. O dimensionamento é sempre elaborado em função do tipo de carga a ser transportada.

Elevadores panorâmicos: São definidos como panorâmicos os elevadores compostos por um ou mais caixilhos envidraçados.

Podem ser de dois tipos: Totalmente externos. Encaixilhados, onde a cabine além de conter um ou mais fechamentos laterias em vidro, estão enclausurados em um caixilho do edifício.

2.6 Elevadores com caixa comum Havendo na mesma caixa órgãos suspensos, cabinas ou contrapesos pertencentes a vários elevadores, deverão instalar-se divisórias no fundo da caixa, que poderão ser de rede, com resistência mecânica suficiente e com, pelo menos 2,50 m de altura, separando órgãos suspensos pertencendo a elevadores diferentes.

Para um conhecimento mais aprofundado da matéria ou em caso de dúvidas poderão sempre consultar: - RGEU (Regulamento Geral das Edificações Urbanas - Portugal) - Normas Europeias EN 81-1 ou EN 81-2. - Largura de 3 m até à capacidade de 25 veículos, ou 4,5 m para capacidades superiores. - Para regular a inscrição de veículos ligeiros os raios interior e exterior devem ser de 8 e 10 m respetivamente. - No interior do edifício, a inscrição deve atingir em profundidade, a medida mínima de 5 m livres de obstáculos. - A rampa deve ser presa, na entrada, por um patamar de igual largura à da rampa e profundidade mínima de 5 m entre outras.

2.7 Classificação dos elevadores

O elevador tradicional com máquina de tração, normalmente empregado em edifícios residenciais e comerciais, é constituído basicamente de cabina onde os passageiros são transportados, de máquina ou motor responsável pela movimentação do elevador, de cabos de tração que respondem pelo deslocamento do sistema cabina/contrapeso - responsável pelo equilíbrio do sistema - e de quadro de comando, que armazena as

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informações enviadas pelos passageiros e aciona o motor para o deslocamento do elevador. A casa de máquinas também é imprescindível para o funcionamento do sistema. É lá que são instalados o quadro de comando, a máquina de tração e o regulador de velocidade, além da caixa de corrida - por onde se deslocam a cabina e o contrapeso - e o poço do elevador, onde está instalado o amortecedor de choques, item de segurança do sistema.

Há também os elevadores de acionamento hidráulico, normalmente adotados em projetos nos quais existe dificuldade para construção de casa de máquinas. "É um sistema mais lento, com problema de limitação de altura, embora funcione bem", afirma Motta Filho. "Mas é funcional em termos de manutenção e simplicidade, embora no Brasil esse segmento não seja explorado pelos principais fabricantes, já que o mercado imobiliário prioriza os grandes edifícios", acrescenta.

O problema de espaço ocupado pela casa de máquinas nos elevadores à tração, normalmente localizada num espaço nobre da parte superior do edifício, pode ser resolvido com uma nova tecnologia denominada roomless (sem casa de máquinas). O sistema possibilita que todo o maquinário situado na casa de máquinas seja instalado no interior da caixa de corrida. "Do ponto de vista do empreendedor isso é muito interessante, já que todos os custos de construção da casa de máquina são subtraídos", afirma Cardoso. "O acesso ao quadro de comando também é facilitado, pois normalmente está posicionado ao lado da porta do último pavimento", completa. Este tipo de configuração, no entanto, exige que a máquina de tração seja perfeitamente imune a vazamentos de óleo e preferencialmente de baixo ruído acústico, já que a caixa de corrida funciona neste caso como uma "caixa acústica".

2.8. Características fundamentais dos elevadores 1-Características básicas que definem o elevador de passageiros: velocidade nominal e lotação da cabina. 2- Após determinadas estas variáveis tem-se por consequência definidos os equipamentos que irão compor o elevador. 3- A determinação da velocidade e capacidade dos elevadores é feita através do Cálculo de Tráfego. 4- Não se deve optar por elevadores de grande capacidade e baixa velocidade e vice-versa. 2.9 Recomendações

Em instalações de grande porte com grupos de 5 ou mais elevadores recomenda-se que o hall principal seja aberto em seus extremos.

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• Estando os elevadores fisicamente próximos ou agrupados será conveniente projetar uma única casa de máquinas. 2.10 Benefícios • Distribuição racional das cargas no projeto estrutural. • Economia de paredes divisórias. • Concentração das instalações elétricas, isolação térmica, acústica e redes de monitoramento predial. • Agilidade de montagem. 2.11 Dimensionamento: O dimensionamento das caixas/poços de elevadores depende do tipo e marca de cada elevador. Geralmente cada fabricante vai fornecer tabelas com os dados e cálculos para a definição de medidas e capacidade dos elevadores.

Cap. 3 – Rampas 3.1 Definição É uma região com uma relativa diferença de altitude em um determinado espaço. As rampas, diferentemente das escadas, podem se constituir meios de circulação verticais acessíveis a todos, sem exceção. Entretanto, para que elas possam ser, de fato, utilizadas pela maior gama possível de pessoas, é preciso seguir a norma de acessibilidade (NBR 9050/2004), de forma a dimensionar esse meio corretamente, atendendo com segurança todos os usuários. Rampas também são confecionadas para utilização em exportes como disputas em skates, patins, bicicletas e outros. Rampas têm diversos formatos, alturas, e perigos. Além de serem utilizadas nas práticas esportivas e aventureiras, as rampas são excelentes elementos arquitetónicos para promover a acessibilidade. As rampas são utilizadas para fazer a ligação de um local ao outro que tenha aclive ou declive. Rampas servem também para colocar e retirar o barco da água.

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3.2 Tipos de rampas

Rampas são essenciais se você tiver quaisquer etapas ou níveis diferentes em sua casa. Este artigo descreve os tipos comuns de rampas.

Rampa permanente Você pode caber uma rampa permanente pode em qualquer lugar em sua casa. Estes são normalmente feitos de metal ou feitas de madeira e não pode ser facilmente removido. Eles basicamente se um dispositivo elétrico de sua casa. Se você ou um ente querido precisa usar uma cadeira de rodas por causa de uma condição permanente, você provavelmente vai avaliar a sua casa e mudar a sua casa para torná-lo mais fácil de se locomover. Neste caso, uma rampa permanente pode ser uma solução útil.

Fig.nº18: Rampas permanentes

Rampas temporárias Há também grande quantidade de diferentes tipos de rampas temporárias. Você pode remover rampas temporárias e até mesmo levá-los com você, se necessário. Você terá de considerar rampas temporárias se você quer uma rampa que você pode transportar com você ou de uma rampa que não é sempre fixa no lugar. Rampas temporárias também são ideais se você às vezes tem um visitante que tem uma deficiência, mas você não precisa sempre usar a rampa. Ou, se você pretende mover, você pode tomar a rampa temporária para o seu novo lar.

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Fig.nº19: Rampas temporárias

Rampas dobráveis Muitas rampas dobram ao meio ao longo de seu centro. Este recurso permite que você armazene a rampa mais facilmente. Mas a rampas para cadeiras de rodas dobráveis ainda pode ser muito grande, então você terá que encontrar espaço para caber o seu.

Fig.nº20: Rampas dobráveis

Rampa mala Uma rampa mala é um tipo especial de rampa dobrável leve, que lida de modo que você pode levá-lo facilmente. Este é um tipo ideal de rampa de acesso para quem usa uma scooter, você pode levá-lo com você onde quer que você vá.

Fig.nº21: Rampa mala

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Rampas telescópicas Rampas telescópicas são perfeitas para levantar diferentes alturas de passo porque elas podem se estender em tamanho. Se você precisa tomar uma rampa em seu carro, uma rampa telescópica oferece uma boa escolha. No entanto, não é tão resistente como muitos outros tipos de rampa.

Fig.nº22: Rampa telescópica

Rampas sólidas Uma rampa sólida é tipicamente feito de metal, o que significa que dura por um tempo muito longo. Construído em alumínio ou aço inoxidável, que não enferrujam se você deixá-los de fora. Embora você pode remover essas rampas para cadeiras de rodas, armazená-los é difícil. Rampas, uma alternativa às escadas quando se quer vencer um desnível e ao mesmo tempo assegurar o acesso de quem tem dificuldades de locomoção. Apesar de aparentemente simples, elas frequentemente acabam sendo um problema em nossos projetos, seja por dificuldade em calcular sua inclinação ou desconhecimento das normas de acessibilidade. O fato é que, quanto maior a altura, menor tem de ser a inclinação para que alguém com dificuldades de locomoção possa subi-la, e por isso há a necessidade de muito espaço para implantação da mesma, o que nos leva a muitas rampas incorretas. Por isso, vamos explicar aqui de maneira sucinta o que diz a norma NBR9050 sobre rampas, e como se faz o cálculo da inclinação.

Fig.nº23: Rampa sólida

Rampas em curva

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Para rampas em curva, a inclinação máxima admissível é de 8,33% (1:12) e o raio mínimo de 3,00 m, medido no perímetro interno à curva, conforme figura abaixo.

Fig.nº24: Rampa em curva

Patamares das rampas

No início e no término da rampa devem ser previstos patamares com dimensão longitud inal mínima recomendável de 1,50 m, sendo o mínimo admissível 1,20 m, além da área de circulaçã o adjacente. Os patamares situados em mudanças de direção devem ter dimensões iguais à largura da ra mpa.

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Fig.nº25: Patamar de rampa

3.3 Dimensionamento de rampas As rampas, diferentemente das escadas, podem se constituir meios de circulação verticais acessíveis a todos, sem exceção. Por elas podem circular pedestres, idosos, cardíacos, pessoas portadoras de deficiências motoras, usuários de cadeiras de rodas, mães com carrinhos de bebês, ciclistas, skatistas etc. Entretanto, para que elas possam ser, de fato, utilizadas pela maior gama possível de pessoas, é preciso seguir a norma de acessibilidade (NBR 9050/2004), de forma a dimensionar esse meio corretamente, atendendo com segurança todos os usuários.

Segundo a NBR 9050/2004:

A largura mínima admissível para uma rampa é de 1,20m, sendo recomendada a largura de 1,50m. O fluxo de usuários é fator determinante para o dimensionamento dessa largura. Dessa forma, não se pode utilizara mesma largura para uma rampa de uma edificação residencial e para uma estação de transportes de massa ou um shopping center.

Na construção de uma rampa, quanto maior for a altura do desnível a ser vencido, maior terá que ser o seu comprimento. É um engano comum pensar que o uso da área da escada para fazer um plano inclinado sobre ela seria a solução para o acesso. O espaço utilizado por uma escada nunca será suficiente para fazer uma rampa em seu lugar. Ficaria muito íngreme, deslizante, e não permitiria sua utilização de forma segura.

Dimensionamento de rampas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT NBR 9050/2004

Em reformas, quando esgotadas as possibilidades de soluções que atendam integralmente à tabela, podem ser utilizadas inclinações superiores a 8,33% (1:12), mas até no máximo 12,5% (1:8).

A largura das rampas (L) deve ser estabelecida de acordo com o fluxo de pessoas. A largura livre mínima recomendável para as rampas em rotas acessíveis é de 1,50 m, sendo o mínimo admissível 1,20 m. Em edificações existentes, quando a construção de rampas nas larguras indicadas ou a adaptação da largura das rampas for impraticável,

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podem ser executadas rampas com largura mínima de 0,90 m com segmentos de no máximo 4,00 m, medidos na sua projeção horizontal.

3.4 Inclinação de uma rampa O valor da inclinação da rampa é nada mais, nada menos que a relação entre a altura e o comprimento da mesma em percentagem. Por exemplo: uma rampa com 8% de inclinação é aquela em que o valor da altura corresponde a 8% do valor do comprimento. Então, quando se tem um desnível de 16cm vencido com uma rampa de 2m de comprimento, tem-se uma rampa com 8%, já que 0,16 corresponde a 8% de 2. Na verdade, o cálculo do comprimento da rampa é bastante simples: INCLINAÇÃO (i) = ALTURA (h) / COMPRIMENTO EM PLANTA (c) X 100 (em %) Inclinação Máxima de Rampas: Segundo NBR 9050 - Pedestres 8,33% com guarda corpo. Até 4,99% não é necessário GC. Para veículos 25%; Pedestres em Habitação Unifamiliar tolerado 17,5%.

Altura em metros

Fig.nº26: Exemplo 1 de inclinação de rampa

Assim sendo, 0% é o chão plano, e 100% é a inclinação de uma rampa cujo comprimento é igual à medida da altura, ou simplesmente 45°. Como se pode notar, quanto maior for a altura que se quer vencer, mais suave tem de ser a rampa para que portadores de necessidades especiais possam a cessá-la.

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No caso de uma reforma que se proponha a adicionar uma rampa a uma construção já pronta, são aceitas inclinações superiores a 8,33%. Nesses casos, admite-se até 10% para rampas com até 80cm de altura e até 12,5% para rampas com até 20cm de altura. Contudo, a inclinação máxima de projeto deve seguir a tabela acima. Vejamos então alguns exemplos práticos de como se calcula o comprimento de rampas para determinados desníveis: Para uma altura de 1,20m, inclinação de 5%. C= (1,2×100) /5 = 24m Para uma altura de 70cm, inclinação de 8,33% C= (0,7×100) /8,33 = 8,4m Para uma altura de 8cm, inclinação de 8,33% C= (0,08×100) /8,33 = 0,96m Quando não se tem muito espaço para fazer uma rampa contínua, é possível trabalhar com segmentos, sempre colocando patamares entre eles. Assim, cada segmento vence um desnível menor do que o desnível total a ser vencido, e por isso pode ter uma inclinação um pouco maior, ocupando menos espaço, como no exemplo abaixo. Quando não se tem muito espaço para fazer uma rampa contínua, é possível trabalhar com segmentos, sempre colocando patamares entre eles. Assim, cada segmento vence um desnível menor do que o desnível total a ser vencido, e por isso pode ter uma inclinação um pouco maior, ocupando menos espaço, como no exemplo abaixo.

Fig.nº27: Exemplo 2 de inclinação de rampa

Fig.nº28: Exemplo 3 de inclinação de rampa

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Nesse caso, o desnível a ser vencido é o mesmo, 1m, mas temos duas rampas com 0,5m de altura cada. Desse modo, cada uma possui 8,33% de inclinação conforme a norma. Assim, cada segmento passa a possuir aproximadamente 6m de comprimento. Os dois segmentos somados ao comprimento do patamar intermediário (no caso 1,2m) resultam numa rampa com 13,2m de comprimento, 2,8m a menos que no caso anterior. Trabalhar com segmentos também permite desenhos com rampas fazendo curvas, o que pode ajudar ainda mais a resolver os problemas com espaço, como nos exemplos abaixo.

Fig.nº29: Exemplo 4 de inclinação de rampa

Aqui tem-se o mesmo desnível, 1m, sendo vencido com três segmentos vencendo alturas diferentes (0,4m; depois 0,2m; e enfim 0,4m).

Fig.nº30: Exemplo 5 de inclinação de rampa

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Dois segmentos com 0,5m de altura cada. É possível, conforme a necessidade de espaço, dividir em mais segmentos. Cada projeto possui suas exigências. No caso de rampas fazendo curvas em arco, é necessário observar que se deve trabalhar com um raio de no mínimo 3m na sua parte interna. Observação: caso não haja espaço para colocação de uma rampa de jeito nenhum, é mais aconselhável instalar uma plataforma elevatória junto à escada do que fazer uma rampa fora da norma, que acaba sendo às vezes tão intransponível como uma escada para alguém em cadeira de rodas

Fig.nº31: Plataforma elevatória

A norma, contudo, não se refere somente à inclinação da rampa.

3.5 Pontos importantes a serem considerados: - Quando o desnível a ser vencido for maior do que 1,50m, é obrigatório que haja dois ou mais segmentos de rampa. - A largura tem de ser de no mínimo 1,20m. Para permitir a passagem de duas pessoas em cadeiras de rodas ao mesmo tempo, recomenda-se no mínimo 1,50m. - O piso deve ser antiderrapante. - Patamares no início e fim de cada segmento são obrigatórios. - A rampa deve possuir corrimão duplo. A norma não estabelece que a rampa deva ser coberta, mas é sempre recomendável, pois em caso de chuva ela pode se tornar escorregadia, mesmo com o piso antiderrapante. Chegamos, enfim, à representação gráfica das rampas nos projetos. Em planta baixa, representa-se a inclinação sempre com uma flecha cujas extremidades são o início e o fim da rampa. Em geral, usa-se a flecha apontando no sentido da subida, mas é possível fazer de maneira contrária também, contanto que esteja explicado em uma legenda. Ao lado da flecha põe-se a percentagem indicando a inclinação.

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3.6 Vantagens e desvantagens de uma rampa

Vantagens de uma rampa • Se for pública, pode ser utilizada em qualquer altura, a qualquer hora, sem

necessidade de qualquer outra máquina ou pessoa, para além do carro e do atrelado;

• Baixo custo de construção, comparado com uma grua ou uma marina; • Baixo custo de manutenção: Basta manter o piso em boas condições; • Utilização por um grande número de pessoas, desde que o acesso seja fácil e

haja estacionamento. Não é necessário um lugar para o barco, como numa marina, ou de um operador, como para a grua;

Desvantagens de uma rampa • Exige esforço mecânico ao carro; • São necessárias duas pessoas, no mínimo, para colocar / retirar o barco

da água; • É necessário ter cuidado para não ocorrerem acidentes, tais como o carro

ir parar à água; • O atrelado fica sujeito a corrosão, pois é necessário pô-lo dentro de água

para colocar / retirar o barco da água; • Normalmente não há estruturas de apoio, tais como um pontão ou um

local de amarração; • Não serve para barcos de grandes dimensões; • É uma operação relativamente complicada para um principiante

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Conclusão

Em jeito de conclusão dizemos que as comunicações verticais são meios que facilitam ao homem a transição de um piso ao outro dando também uma outra estética a habitação ou local onde será posto.

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