Conceitos de Magnetismo - Apostilas - Fisica, Notas de estudo de Física. Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
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Brigadeiro6 de Março de 2013

Conceitos de Magnetismo - Apostilas - Fisica, Notas de estudo de Física. Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

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Apostilas e exercicios de Física sobre o estudo dos Conceitos de Magnetismo, aspectos, magnetismo da Terra.
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Trabalho De Física

Magnetismo

Um disco rígido aberto. As informações digitais encontram-se magneticamente gravadas na mídia circular, que gira em alta velocidade. O movimento da cabeça de leitura sobre a mídia é obitido mediante forças magnéticas que agem em bobinas imersas entre dois fortes ímãs, na parte anterior esquerda do disco (parte metálica com cobertura preta).

Magnetismo é a denominação associada ao fenômeno ou conjunto de fenômenos naturais relacionados à atração ou repulsão observada entre determinados objetos materiais - particularmente intensas aos nossos sentidos nos materiais ditos ímãs ou em materiais ditos (ferro) magnéticos (atração intensa) ou antiferromagnéticos (repulsão intensa) - e ainda, em perspectiva moderna, entre tais materiais e condutores de correntes elétricas - especificamente entre tais materiais e portadores de carga elétrica em movimento - ou ainda a uma das parcelas da interação total (força de Lorentz) que estabelecem entre si os portadores de carga elétrica quando em movimento - explicitamente a parcela que se mostra nula na ausência de movimento de um dos dois, ou de ambos, no referencial adotado. Há de se ressaltar que a simples observação de atração ou repulsão entre dois objetos não é suficiente para caracterizar a interação entre os dois como de origem magnética, geralmente confundindo-se com certa facilidade, aos olhos leigos, os fenômenos magnéticos e elétricos. Tais fenômenos elétricos e magnéticos, apesar de hoje saber-se estarem profundamente correlacionados, têm em princípio de naturezas certamente diferentes. Aos olhos desatentos enfatiza-se que os fenômenos elétricos e magnéticos - ao menos no cotidiano - diferem entre si basicamente nos seguintes aspectos:

* No cotidiano a força magnética mostra-se geralmente mais intensa do que a elétrica.

* Enquanto os fenômenos elétricos - em específico os eletrostáticos oriundos do atrito entre materiais diferentes - apresentem natureza efêmera, os magnéticos são geralmente duradouros.

* Ao passo que corpos eletrizados interagem de forma perceptível com praticamente todos os materiais, os corpos magnéticos interagem de forma significativa apenas com um grupo muito seleto destes.

Em particular, é valido aqui desfazer-se a ideia em senso comum de que os ímãs atrairiam qualquer metal. Em verdade, a grande maioria dos metais simplesmente não responde em magnetostática de forma perceptível aos sentidos. Entre os poucos que respondem, destacam- se o ferro, o cobalto e o níquel.

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* O magnetismo pode orientar os corpos em direções definidas, geralmente não ocorrendo o mesmo nos fenômenos elétricos. Em outras palavras, em virtude de sua orientação, um mesmo corpo magnético pode ou ser atraído ou ser repelido por outro. No caso elétrico ou os dois geralmente ou se atraem ou se repelem - de forma independente da orientação espacial destes.

* Os pólos elétricos - positivo e negativo - podem ser separados ao passo que os pólos magnéticos - norte e sul - estão sempre presentes no mesmo corpo, nunca podendo ser separados.

Nestes termos é fácil agora caracterizar a atração entre o pente de cabelos após uso e pequenos pedaços de papel, ou mesmo entre a folha de papel e a capa de plástico de uma encadernação, como fenômenos elétricos, e a atração entre uma chave de fenda e um parafuso, ou entre o adesivo de propaganda e a geladeira, como magnéticos.O exemplo mais difundido de fenômeno magnético certamente associa-se o funcionamento da bússola, uma agulha magnética de livre movimento orientada pelo campo magnético terrestre. As auroras boreal e austral constituem um exemplo menos conhecido, sendo devidas à existência de interação magnética entre partículas presentes no vento solar e o campo magnético da terra - que desvia tais partículas em direção aos pólos magnéticos do planeta, onde, em interação com a atmosfera, implicam as luzes no céu características deste fenômeno.Magnetismo é ainda o nome associado à divisão da Física responsável pelo estudo dos fenômenos magnéticos. A descoberta e melhor compreensão da estreita relação existente entre os fenômenos magnéticos e elétricos implicaram, em tempos recentes, na fusão das áreas concernentes ao estudo da eletricidade e magnetismo - originalmente distintas - em uma única divisão mais abrangente, o eletromagnetismo. O eletromagnetismo encerra em si todos os fenômenos elétricos, todos os magnéticos, e mais os fenômenos associados à inter-relação explícita ou implícita entre os dois primeiros.

Ímã

O íman ou ímã chamado ainda de magneto, é um objeto que provoca um campo magnético à sua volta.Um ímã permanente é feito de um material ferromagnético. As suas propriedades magnéticas são causadas pelo spin dos elétrons que se encontram no interior da matéria.Um ímã é um dipolo, tem sempre dois pólos, "norte" e "sul". Por definição, o pólo sul de um ímã é o que é atraído pelo pólo norte magnético da Terra.Os dipolos não podem ser separados. Se um ímã for dividido ao meio, obtêm-se dois imanes menores, cada um com um pólo norte e um pólo sul.Um eletroímã é um ímã que se baseia em campos magnéticos gerados por cargas em movimento. Ou seja, uma peça de liga de ferro, com um fio enrolado, por onde corre energia elétrica.A principal característica de um objeto em interação magnética atrela-se ao fato de esta interação mostrar-se particularmente intensa em determinadas regiões e menos intensas em outras ao longo de sua extensão (ou, em caso de tamanho desprezível, ao redor deste). A cada uma destas regiões de forte interação dá-se o nome de pólo magnético. Evidencia-se que um pólo é sempre acompanhado de um pólo conjugado, havendo no mínimo dois pólos distintos em qualquer objeto magnético. Tais pólos são inseparáveis, e juntos formam o que denomina-se por dipolo magnético.

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Colocando-se uma folha de papel sobre uma barra de ímã e sapicando-se limalhas de ferro sobre a mesma evidencia-se a presença dos pólos magnéticos deste: trata-se de um dipolo magnético.Os pólos conjugados de um objeto magnético são nomeados respectivamente pólo magnético norte e pólo magnético sul.É explicitamente importante aqui que se evite confundir esta nomenclatura com uma nomenclatura muito semelhante utilizada ao nomearem-se os pólos geográficos de objetos em rotação, a exemplo os pólos geográficos do planeta Terra. Associados à um objeto em rotação têm-se os pólos geográficos. Fala-se neste caso em pólo geográfico norte e pólo geográfico sul: considerando-se os dois pontos determinados pelo interseção do eixo de rotação com a superfície deste objeto, movendo-se os dedos da mão direita sobre o mesmo de forma que os dedos desta mão, em posição de segurá-lo, acompanhem o seu movimento de rotação, ter-se-á o dedão desta mão indicando o pólo que será então denominado pólo geográfico norte; outro dos dois pontos na superfície será o pólo geográfico sul.A definição de qual dos pólos magnéticos de um eletroímã será o nomeado pólo magnético norte e qual será o pólo magnético sul também pode, em vista do paradigma científico válido atualmente, ser determinada mediante uma das aplicações da "regra da mão direita", obviamente não existindo neste caso um eixo de rotação espacial aplicável, contudo. A referência passa a ser a direção e sentido estabelecidos pela corrente elétrica associada ao comportamento magnético exibido que circula no condutor elétrico em questão. Estabelecido qual é o pólo norte e qual o pólo sul magnéticos deste, por comparação, estabelece-se qual o pólo norte e qual o sul de qualquer outro magneto. Para tal, basta observar que, dados dois objetos em interação magnética:

* Pólos de mesma nomenclatura, quando em interação, determinam repulsão.

* Pólos de nomenclaturas diferentes, quando em interação, determinam atração.

É sabido, entretanto, que a nomenclatura magnética em debate antecede cronologicamente o conhecimento necessário ao uso da regra da mão direita para determiná-la. A explicação para a questão derivada desta afirmação passa certamente pela percepção de que a semelhança entre as nomenclaturas para os pólos geográficos e para os pólos magnéticos talvez não seja, e em verdade não é, mera coincidência. Há muito, conforme citado, sabe-se que dipolos magnéticos, quando suspensos de forma que possam girar livremente, normalmente orientam-se espacialmente de forma que um de seus pólos magnéticos determinem uma direção próxima àquela estabelecida pelos pólos geográficos da terra. Tal observação levou à denominação no magneto de pólo magnético norte ao pólo magnético que orienta-se de forma a indicar o pólo geográfico norte, e à de pólo magnético sul ao pólo magnético do magneto voltado para o sul geográfico da Terra. Esta nomenclatura, conforme estabelecida.

Magnetismo da Terra

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O magnetismo terrestre é causado pela movimentação de seu núcleo, que é supostamente dividido em uma parte sólida e uma líquida, ambas compostas de ligas metálicas de ferro, em que a movimentação da parte líquida em relação à parte sólida, causa a indução de um campo magnético muito forte no núcleo que é quase totalmente barrado pelo manto, composto principalmente de material eletricamente isolante. Assim, apenas uma parte desse poderoso campo pode ser percebida acima da superfície.

O magnetismo terrestre tem o seu pólo sul magnético próximo ao pólo norte geográfico, assim também como o pólo norte magnético é próximo do pólo sul geográfico, com estes dois pólos magnéticos interagindo da mesma forma que os pólos de um ímã. Contudo se formos analisar, o magnetismo nos acompanha desde nossos antepassados.

A Terra porta-se como se fosse um gigantesco ímã. Junto ao pólo geográfico norte tem-se o pólo magnético sul do planeta, e junto ao pólo geográfico sul o norte magnético.

Bússola usada na navegação. Atraído pelo pólo magnético sul da Terra, o pólo magnético norte da agulha da bússola irá orientar-se sempre de forma a indicar o norte geográfico do planeta.

Durante muito tempo procurou-se explicação para a orientação assumida pelos ímãs quando suspensos de forma a girarem livremente. A resposta é em princípio simples quando se propõe que a Terra se comporte como um ímã de dimensões gigantescas, contudo mostra-se bem mais complicada quando evolui para a questão de se saber o porquê da Terra se comportar como tal.

Em dias atuais os pólos geográficos localizam-se próximos, mas não coincidentes, aos pólos magnéticos da Terra. Em vista das considerações na seção anterior, é fácil perceber que próximo ao pólo geográfico norte da Terra situar-se-á o pólo sul magnético do planeta, e próximo ao pólo geográfico sul do planeta encontra-se o pólo magnético norte deste. Tal posicionamento leva ao correto funcionamento da bússola: o norte magnético da agulha magnética determina o norte geográfico do planeta por ter sido atraído pelo pólo magnético sul do planeta, setentrionalmente localizado.

Em termos dos pólos geográficos e do eixo de rotação do planeta, fundamentais para se definirem as coordenadas geográficas, as posições geográfica dos pólos magnéticos são atualmente as seguinte:

Pólo magnético norte | (2001)81° 18′ N 110° 48′ W | (2004)82° 18′ N 113° 24′ W | (2005)82° 42′ N 114° 24′ W |

Pólo magnético sul | (1998)64° 36′ S 138° 30′ E | (2004)63° 30′ S 138° 0′ E | |

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Vale contudo lembrar que a bússola nem sempre irá apontar exatamente para tais pontos. Devido a interferências associadas às condições magnéticas locais, devidas entre outros à presença ou não de materiais magnéticos no solo, mesmo o uso da bússola para a orientação geográfica deve ser feito com cautela, devendo esta ser atrelada à uma correção pontual conhecida por declinação magnética. As cartas de navegação normalmente informam a declinação magnética aplicável e sua área de abrangência.

A explicação do por que a Terra se comporta como um grande ímã mostra-se bem mais nebulosa ao considerar-se que os registros magnéticos gravados em rochas vulcânicas - nos ímãs naturais, verdadeiros "fósseis" magnéticos - fortemente sugerem que as posições geográficas dos pólos magnéticos do planeta mudam não apenas constantemente - conforme corroborado por medidas atuais - como em verdade mudam radicalmente. Nos últimos 17 milhões de anos, tempo não tão significativo perto dos 4,5 bilhões de anos atribuídos à idade do planeta, os pólos magnéticos teriam invertido suas posições cerca de 170 vezes. Mesmo considerações sobre o fato de que o manto e o núcleo da Terra sejam constituídos em essência por ferro não são suficientes para estabelecer-se um modelo satisfatório. Sabe-se que o material do manto encontra-se em estado líquido viscoso, em temperaturas bem acima da temperatura de Curie deste elemento, o que o leva a um estado não magnético. A consideração mesma consideração quando aplicada ao núcleo, mesmo sólido, mostra-se também é pertinente. Até o momento não se tem um modelo cientificamente aceito para explicar-se o magnetismo terrestre e seu comportamento. Supõe-se que correntes elétricas oriundas de gradientes de temperatura no interior do planeta desempenhem papel importante no processo.

Campo magnético

Antes que o conceito de campo fosse estabelecido dentro da física admitia-se que as interações física, quaisquer que fossem suas naturezas, davam-se por ação direta e instantânea de uma das partes interagentes sobre a outra, em um modelo conhecido por "ação à distância". Neste modelo, em essência, não havia um ente físico responsável por intermediar a interação.

Surgindo entre outros como um mecanismo para facilitar os cálculos envolvidos em problemas onde havia inúmeros - ou às vezes incontáveis - objetos que, dispostos simetricamente, atuavam simultaneamente sobre o ente físico em análise, o conceito de campo evoluiu rapidamente junto às descobertas de novos fatos que contrastavam com a idéia de ação à distância, chegando-se ao ponto deste ganhar, nos paradigmas válidos atualmente, status de ente físico com existência real. A possibilidade de verificar-se experimentalmente que "o limite superior para a velocidade de transmissão de uma informação é a velocidade da luz" foi certamente decisivo a favor da idéia de campo: o campo hoje expressa uma entidade real responsável por mediar a interação entre dois entes físicos quaisquer. Há pois um campo associado à interação gravitacional, um associado à interação elétrica, um associado à interação magnética, e assim por diante. As ondas eletromagnéticas figuram como o ápice de tal idéia: um campo elétrico e um campo magnético sustentando-se mutuamente durante sua propagação pelo espaço.

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Modelos físicos:

* (1) : ente 1 <-- ação à distância: direta e instantânea --> ente 2 : superado; contradito por fatos descobertos nos últimos séculos.

* (2) : ente 1 <-- Campo: ação não direta e não instantânea --> ente 2 : paradigma atual

Diagrama representando os vetores , e a força resultante que atua em um pósitron (e+) na situação apresentada. O campo magnético encontra-se saindo da tela, situação por convenção representada por um círculo com um pontinho ao centro. Caso o pósitron fosse posto a se mover em qualquer dos sentidos perpendiculares à tela, saindo ou entrando desta - em direção paralela à de , portanto - a força magnética sobre este mostrar-se-ia, por isto, nula.

Nestes termos a interação magnética entre dois momentos de dipolo magnéticos passa a ser analisada sob enfoque de uma entidade vetorial conhecida por campo magnético. Sua definição tem origem em fatos empíricos, sendo o mesmo definido como se segue.

Campo magnético uniforme é aquele em que o vetor de indução magnética B tem o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido em todos os pontos do meio, homogêneo por hipótese.

Definição

Considere uma carga elétrica de prova positiva q = e+ movendo-se com uma velocidade não nula em uma região do espaço sob influência apenas de fontes magnéticas - a exemplo, sob influência de fios que conduzem correntes elétricas, ou mesmo de uma distribuição não necessariamente simples de dipolos magnéticos. Nestes termos verifica-se experimentalmente que:

* havendo presença de força magnética atuando na partícula, esta será sempre perpendicular à velocidade desta partícula.

* mantidas demais condições inalteradas, o valor da força magnética é diretamente proporcional ao valor da carga q da partícula.

* mantidas demais condições inalteradas, o valor da força magnética é diretamente proporcional ao valor v da velocidade da partícula.

* variando-se apenas a direção da velocidade da partícula, há uma direção em específico para a qual o valor da força magnética mostrar-se-á nulo.

* o valor da força magnética depende do ângulo existente entre a direção da velocidade da partícula e a direção anterior - para a qual a força magnética mostra-se nula. O fator de proporcionalidade envolve o seno do ângulo em questão (senθ).

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Agrupando-se logicamente estes dados chega-se à conclusão de que a força magnética que atua sobre uma carga elétrica q em movimento é proporcional ao produto das grandezas relacionadas:

F α q.v.senθ

onde α é traduzido por "é diretamente proporcional a". O rigor matemático permite-nos transformar tal sentença em uma igualdade mediante a introdução de uma constante, aqui nomeada B.

F = B(q.v.senθ)

A constante B corresponderá, por definição, justamente ao valor do campo magnético presente no ponto em que a partícula se encontra, ficando este por tal assim definido:

Regra da mão direita, em sua versão conhecida por "regra do tapa", exibindo a correta relação entre os vetores , e para a interação magnética.

O valor do campo magnético B fica experimentalmente definido visto que as demais grandezas das quais depende - velocidade, força e ângulo - são facilmente mensuráveis na prática. Contudo há ainda que se considerar a direção e sentido do campo magnético B, pois este é em verdade uma grandeza vetorial. Assim:

* a direção do campo magnético B é definida como sendo paralela à direção da velocidade da partícula carregada para no caso em que a força magnética sobre a mesma mostre-se nula em virtude apenas da orientação desta velocidade.

* o sentido do campo magnético é estabelecido de forma a ter-se o sentido do campo magnético análogo ao sentido do vetor que resulta do produto vetorial entre e na ordem dada (ou seja, análogo ao sentido do resultado do produto ).

Em essência, esta definição implica a regra da mão direita conforme amplamente difundida, de forma que:

Esta é a expressão fundamental da interação magnética, que permite calcular a força magnética que atua em uma partícula que se move com uma velocidade em uma região do espaço onde há um campo magnético . Esta equação encerra em si todos os pontos empíricos inicialmente discutidos, inclusive o fato experimental de que a força magnética mostra-se sempre perpendicular à velocidade da partícula, e também sempre perpendicular ao agora definido campo magnético , com o qual a partícula interage. O ângulo θ relativo ao ângulo entre os

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vetores e , o qual pode certamente ser diferente de 90º, antes presente de forma explícita na equação envolvendo apenas os módulos das grandezas em questão, ainda figura na presente equação, contudo agora subentendido na definição de produto vetorial. O produto vetorial entre dois vetores paralelos é por definição nulo, de forma que se a partícula for posta a se mover de forma paralela ao campo magnético, a expressão irá fornecer um resulto nulo para a força magnética, o que está em pleno acordo com os resultados experimentais: há uma direção em particular na qual a partícula se move de forma que esta não experimenta força magnética - a direção definida como sendo a direção de .

A unidade de campo magnético deve ser dimensionalmente compatível com sua definição. Retomando-se a expressão que define o valor de B e lembrando que seno de um ângulo é adimensional e que, no S.I, a unidade para força é o Newton (N), para velocidade é o metro por segundo (m/s), para carga elétrica é o Coulomb (C), e que há uma relação entre as unidade de corrente elétrica, carga e tempo de forma que um àmpere iguala-se a um Coulomb por segundo (1A = 1C/s), tem-se que a unidade de campo magnético deve ser expressa por:

onde os colchetes "[]" representam "a unidade de".

A unidade de campo magnético recebe o nome de Tesla em homenagem ao cientista Nicola Tesla, de forma que

ou seja,

Segue-se abaixo uma tabela com alguns valores de campos magnéticos típicos:

Fonte e localização | Valor do campo magnético (Tesla) |

Superfície de uma estrela de nêutrons | 10⁸ |

Nas proximidades de um ímã supercondutor | 5 |

Nas proximidades de um grande eletroímã | 1 |

Nas proximidades de uma pequena barra imantada | 10 -2 |

Campo magnético terrestre em sua superfície | 10 -4 |

No espaço interestelar | 10 -10 |

Em uma sala blindada magneticamente | 10 -14 |

Há ainda uma unidade para o campo magnético que, embora não pertencente ao S.I, mostra-se freqüentemente utilizada em laboratórios de física. Trata-se do Gauss, em homenagem explicita a Johann Carl Friedrich Gauss, um matemático cujas contribuições foram decisivas na solidificação da teoria do eletromagnetismo (vide lei de Gauss, entre outras). Um campo

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magnético de valor 1 Gauss equivale à um campo de 1x10 -4 teslas, ou respectivamente, 1 tesla equivale a 10.000 Gauss. O campo magnético da terra, quando medido em sua superfície, tem ordem de grandeza de 1 Gauss.

Conclusão

* Magnetismo é a denominação associada ao fenômeno ou conjunto de fenômenos naturais relacionados à atração ou repulsão observada entre determinados objetos materiais - particularmente intensas aos nossos sentidos nos materiais ditos ímãs ou em materiais ditos (ferro) magnéticos (atração intensa) ou antiferromagnéticos (repulsão intensa) - e ainda, em perspectiva moderna, entre tais materiais e condutores de correntes elétricas - especificamente entre tais materiais e portadores de carga elétrica em movimento - ou ainda a uma das parcelas da interação total (força de Lorentz) que estabelecem entre si os portadores de carga elétrica quando em movimento - explicitamente a parcela que se mostra nula na ausência de movimento de um dos dois, ou de ambos, no referencial adotado.

* O íman ou ímã chamado ainda de magneto, é um objeto que provoca um campo magnético à sua volta.Um ímã permanente é feito de um material ferromagnético. As suas propriedades magnéticas são causadas pelo spin dos elétrons que se encontram no interior da matéria.Um ímã é um dipolo, tem sempre dois pólos, "norte" e "sul".

* O magnetismo terrestre é causado pela movimentação de seu núcleo, que é supostamente dividido em uma parte sólida e uma líquida, ambas compostas de ligas metálicas de ferro, em que a movimentação da parte líquida em relação à parte sólida, causa a indução de um campo magnético muito forte no núcleo que é quase totalmente barrado pelo manto, composto principalmente de material eletricamente isolante. Assim, apenas uma parte desse poderoso campo pode ser percebida acima da superfície.

* O campo magnético é um campo vetorial. Traduz-se por tal que deve-se, a cada ponto do espaço tridimensional, associar-se um pequeno vetor com módulo, direção e sentido bem determinados, isto a cada instante especificado de tempo t, visto que o campo magnético pode encontrar-se variando no tempo. Há certamente diversas formas de representá-lo, tanto gráfica como algebricamente.

Bibliografia

Sites:

* http://www.google.com.br/

* http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo

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Perguntas:

1) O que é Magnetismo?

2) O que se poderia ressaltar sobre o Magnetismo?

3) O que é um ímã?E de que material é um ímã?

4) Como funciona o magnetismo terrestre?

5) Como funciona uma bússola?

6) O que seria um campo magnético?

7) Dê a definição de Campo magnético uniforme?

8) Por que a unidade Do campo magnético recebe o nome de Tesla?

9) Há ainda uma unidade para o campo magnético que, embora não pertencente ao S.I, mostra-se freqüentemente utilizada em laboratórios de física. Qual é essa unidade?

10) Complete as frases:

1) A explicação do por que a Terra se comporta como um grande ímã mostra-se bem mais nebulosa ao considerar-se que os registros magnéticos gravados em rochas vulcânicas.

2) A unidade de campo magnético deve ser dimensionalmente compatível com sua definição.

3) A Terra porta-se como se fosse um gigantesco ímã. Junto ao pólo geográfico norte tem-se o pólo magnético sul do planeta, e junto ao pólo geográfico sul o norte magnético.

4) No cotidiano a força magnética mostra-se geralmente mais intensa do que a elétrica.

11) Marque ( v ) para verdadeiro e ( f ) para falso:

1) ( v ) A direção do campo magnético é definida como sendo paralela à direção da velocidade da partícula carregada para no caso em que a força magnética sobre a mesma mostre-se nula em virtude apenas da orientação desta velocidade.

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2) ( f ) O sentido do campo magnético não é estabelecido de forma a ter-se o sentido do campo magnético análogo ao sentido do vetor que resulta do produto vetorial entre e na ordem dada.

Respostas:

1) Magnetismo é a denominação associada ao fenômeno ou conjunto de fenômenos naturais relacionados à atração ou repulsão observada entre determinados objetos materiais.

2) Que a simples observação de atração ou repulsão entre dois objetos não é suficiente para caracterizar a interação entre os dois como de origem magnética

3) É um objeto que provoca um campo magnético à sua volta. Um ímã permanente é feito de um material ferromagnético.

4) O magnetismo terrestre é causado pela movimentação de seu núcleo, que é supostamente dividido em uma parte sólida e uma líquida, ambas compostas de ligas metálicas de ferro, em que a movimentação da parte líquida em relação à parte sólida, causa a indução de um campo magnético muito forte no núcleo que é quase totalmente barrado pelo manto, composto principalmente de material eletricamente isolante.

5) Bússola usada na navegação. Atraído pelo pólo magnético sul da Terra, o pólo magnético norte da agulha da bússola irá orientar-se sempre de forma a indicar o norte geográfico do planeta.

6) O campo magnético é um campo vetorial. Traduz-se por tal que deve-se, a cada ponto do espaço tridimensional.

7) Campo magnético uniforme é aquele em que o vetor de indução magnética B tem o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido em todos os pontos do meio, homogêneo por hipótese.

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8) A unidade de campo magnético recebe o nome de Tesla em homenagem ao cientista Nicola Tesla.

9) Trata-se do Gauss, em homenagem explicita a Johann Carl Friedrich Gauss, um matemático cujas contribuições foram decisivas na solidificação da teoria do eletromagnetismo (vide lei de Gauss, entre outras)

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