Contribuições da Psicologia - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
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Gaucho_827 de Março de 2013

Contribuições da Psicologia - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

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Apostilas de Pedagogia sobre o estudo das Contribuições da Psicologia para educação, Sigmund Freud.
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PSICOLOGIA E AS CONTRIBUIÇÕES PARA EDUCAÇÃO

2012

Sigmund Freud

Sigmund Freud (Viena, 1856 – Londres, 1939), médico austríaco e fundador da psicanálise Nascido em Freiburg, na Moravia (ou Pribor, na República Tcheca), em 6 de maio de 1856, Sigmund, Sigmund Freud era filho de Amália Freud e de Jacob Freud, e filho mais velho do terceiro casamento de seu pai.

Circuncidado ao nascer, o jovem Sigmund recebeu uma educação judaica não tradicionalista e aberta à filosofia do Iluminismo. Era adorado pela mãe, que o chamava “meu Sigi de ouro”, e amado pelo pai, que lhe transmitiu os valores do judaísmo clássico. Tinha uma afeição especial por sua governanta tcheca e católica, Monika Zajic, apelidada Nannie, que o levava para visitar igrejas, falava-lhe do “bom Deus” e lhe revelou outro mundo além do judaísmo, talvez tenha desempenhado um papel em sua aprendizagem da sexualidade.

Freud nasceu em uma família de abastados comerciantes judeus. Foi um aluno muito bom em seus estudos secundários, e foi sem uma vocação especial que no outono de 1873, Freud começou seu estudo de medicina. Devem se destacar duas coisas, uma ambição precocemente formulada e reconhecida e “o desejo de contribuir com alguma coisa, durante sua vida, para o conhecimento da humanidade”. Sua curiosidade, “que visava mais às questões humanas do que às coisas da natureza”. Freud estabeleceu a teoria do desenvolvimento sexual; contribuiu com uma teoria das fases do desenvolvimento do indivíduo. Este passa por sucessivos tipos de caráter: oral, anal e genital. Essas fases se desenvolverão entre os primeiros meses de vida e os 5 ou 6 anos de idade, e estão ligadas ao desenvolvimento do Id: Na fase oral, ou fase da libido oral, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca e na ingestão de alimentos e o seio materno, a mamadeira, a chupeta, os dedos são objetos do prazer; Na fase anal, ou fase da libido , o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nas excreções e fezes. Brincar com massas e com tintas, amassar barro ou argila, comer coisas cremosas, sujar-se são os objetos do prazer;

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Na fase genital ou fase fálica, ou fase da libido, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que excitam tais órgãos. Nessa fase, para os meninos, a mãe é o objeto do desejo e do prazer; para as meninas, o pai. Complexos de Édipo isto é, o desejo incestuoso pela mãe, e uma rivalidade com o pai. Segundo ele, é esse o desejo fundamental que organiza a totalidade da vida psíquica e determina o sentido de nossas vidas. Freud atribui o complexo de Édipo às crianças de idade entre 3 e 6 anos. Ele disse que o estágio geralmente terminava quando a criança se identificava com o parente do mesmo sexo e reprimia seus instintos sexuais. Estrutura tripartite da mente. Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina platônica com certeza o impressionou em seu curso de Filosofia. As partes da alma de Platão correspondem ao Id, o Superego e o Ego da sua teoria das partes ou órgãos da mente Id - E regido pelo "princípio do prazer", tinha a função de descarregar as tensões biológicas. Corresponde à alma concupiscente, do esquema platônico: é a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética e voltados para a preservação e propagação da vida.

Ego - lida com a estimulação que vem tanto da própria mente como do mundo exterior. Racionaliza em favor do Id, mas é governado pelo "princípio de realidade". É a parte racional da alma, no esquema platônico. É parte perceptiva e a inteligência que devem, no adulto normal, conduzir todo o comportamento e satisfazer simultaneamente as exigências do Id e do Superego através de compromissos entre essas duas partes, sem que a pessoa se volte excessivamente para os prazeres e sem que, ao contrário, se imponha limitações exageradas à sua espontaneidade e gozo da vida.

O superego - também inconsciente, faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao Id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão da repressão, particularmente a repressão sexual. Manifesta-se á consciência indiretamente, sob a forma da moral, como um conjunto de interdições e de deveres, e por meio da educação. O Superego ou censura desenvolve-se em um período que Freud designa como período de latência, situado entre os 6 ou 7 anos e o inicio da puberdade ou adolescência. Nesse período, forma-se nossa personalidade moral e social.

A obra de Sigmund Freud, centrada inicialmente na terapia de doenças emocionais, também veio contribuir em muito na área social e na pedagogia, pois o ato de educar está intimamente relacionado com o desenvolvimento humano, especialmente o desenvolvimento emocional e mental, pois o ser humano constitui-se como um todo, razão e emoção.

A maior parte das contribuições da Psicanálise com a educação em geral se dá através do estudo do funcionamento do aparelho psíquico e dos processos mentais, onde ocorre a aprendizagem, através dos processos de identificação e dos processos de transferência que ocorrem na relação professor-aluno.

Segundo Freud, os estudos psicanalíticos devem direcionar-se a auxiliar o educador na difícil tarefa de educar, missão quase impossível de ser realizada plenamente, pois o ser humano vive numa constante luta entre suas forças internas, regidas pelo princípio do prazer (id) e as forças externas que impõem juízos de valor (superego) sobre esses desejos. O educador precisa ajudar o educando a buscar esse equilíbrio na construção do eu (ego) para que a aprendizagem possa ocorrer de forma eficaz.

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Revelando que o ser humano possui vários tipos de pensamento (prático, cogitativo e crítico), o estudo freudiano lembra a importância que tem a escola em proporcionar o desenvolvimento de todas as suas dimensões, alargando assim a capacidade do sujeito em buscar alternativo por si próprio e desenvolva o prazer de aprender.

Uma grande contribuição diz respeito à aprendizagem por identificação, pois mostra que através de modelos de pessoas que lhes foram significativas o ser humano motiva-se no sentido de equiparar a elas sua autoimagem.

A teoria de Freud destaca a importância da relação professor-aluno. É necessário que o professor saiba sintonizar-se emocionalmente com seus alunos, pois depende muito desse relacionamento, dessa empatia, estabelecer um clima favorável à aprendizagem.

As teorias de Freud podem ser aplicadas ainda hoje na educação. Cada vez mais é preciso revê- las para entender como se processa o desenvolvimento do aluno tanto emocional quanto mental. Ainda temos uma educação que infelizmente trata os alunos como iguais, usando metodologias que ignoram as diferenças e os professores muitas vezes não conseguem analisar mais profundamente os porquês de determinados fracassos escolares, que certamente estão ligados a problemas emocionais ou a metodologias equivocadas que não respeitam a forma de construção do pensamento e as etapas evolutivas dos educandos.

Jean Piaget

Um dos mais importantes pesquisadores de educação e pedagogia, Jean Piaget nasceu na cidade de Neuchâtel (Suíça) em 9/08/1896 e morreu em 17/9/1980. Especializou-se em psicologia evolutiva e também no estudo de epistemologia genética. Seus estudos sobre pedagogia revolucionaram a educação, pois derrubou várias visões e teorias tradicionais relacionadas à aprendizagem.

Jean Piaget construiu uma Teoria Pedagógica fundada no estudo da evolução do pensamento até a adolescência, procurou entender os mecanismos mentais que o indivíduo utiliza para captar o mundo. Investigou o processo de construção do conhecimento.

A partir de todo este conhecimento, revolucionou a maneira de pensar com relação às crianças. Até então a teoria pedagógica tradicional afirmava que as crianças eram “caixas vazias” esperando que os adultos depositassem conhecimento. Com a Teoria de Jean Piaget as crianças passam a construir seu mundo de acordo com o que lhes é oferecido criando e testando suas teorias.

Piaget separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento. Enquanto que o desenvolvimento seria uma aprendizagem de fato, sendo este o responsável pela formação dos conhecimentos.

Piaget foi o autor da Teoria Cognitiva, que identifica e caracteriza as fases de aprendizagem do ser humano que são: Sensório-motor, Pré-operatório, Operatório concreto e Operatório formal.

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Piaget, descreve o desenvolvimento sobre a criança 4 fases são :

Sensório-motor (0 – 2 anos);

Neste estágio, a partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. Também é marcado pela construção prática das noções de objeto, espaço, causalidade e tempo as noções de espaço e que são construídas pela ação, uma inteligência essencialmente prática. É assim que os esquemas vão “pouco a pouco, diferenciando-se e integrando-se, no mesmo tempo em que o sujeito vai se separando dos objetos podendo, por isso mesmo, interagir com eles de forma mais complexa, contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento”.

Pré-operatório ( 2 – 7,8 anos);

É nesta fase que surge na criança, a capacidade de substituir um objeto ou acontecimentos, pois ocorre uma crescente melhoria na sua aprendizagem, permitindo que a mesma explore melhor o ambiente, fazendo uso de mais e mais sofisticados movimentos e percepções intuitivas a criança deste estágio são:

É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar abstratamente no lugar do outro.

Não aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicação é fase dos "por quês”.

Possui percepção global sem discriminar detalhes.

Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.

Operatório-concreto ( 8 – 11 anos);

Neste estágio a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, ..., sendo então capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Apesar de não se limitar mais a uma representação imediata, depende do mundo concreto para abstrair. Um importante conceito desta fase é o desenvolvimento da reversibilidade, ou seja, a capacidade da representação de uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada.

Operatório-formal (8 – 14 anos);

Neste momento que as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento. A representação agora permite à criança uma abstração total, não se limitando mais à representação imediata e nem às relações previamente existentes. Agora a criança é capaz de pensar logicamente, formular hipóteses e buscar soluções, sem depender mais só da observação da realidade, alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas.

Com base na teoria de Piaget a educação deve oferecer à criança a descoberta e a construção do conhecimento através de atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilíbrios sempre respeitando sua maturação. Jean Piaget, dividiu o desenvolvimento da

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criança em etapas que devem ser respeitadas para um trabalho mais eficiente do ponto de vista pedagógico.

Nesta teoria o professor assume um papel de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais e faz a mediação da construção do conhecimento.

Jean Piaget não propõe um método de ensino, mas elabora uma teoria do conhecimento, os resultados são utilizados por psicólogos e pedagogos. Suas pesquisas têm várias interpretações que se concretizam em propostas didáticas diferentes.

Com a teoria de Piaget a educação tomou um novo rumo, onde os objetivos pedagógicos devem estar centrados no aluno, a aprendizagem é entendida como um processo construindo internamente e os conflitos são vistos como algo importante para o desenvolvimento da aprendizagem.

Henri Paul Hyacinthe Wallon

Nasceu em 15 de junho de 1879, em Paris foi filósofo, médico, psicólogo e político francês, e marxista convicto. Tornou-se bem conhecido por seu trabalho cientifico sobre Psicologia do desenvolvimento á infância. Na sua formação ocupou os postos mais altos no mundo universitário francês. Wallon é admitido na Escola Normal Superior em 1899. Na Segunda Guerra Mundial foi perseguido por Gestapo, tendo de viver na clandestinidade. Visitou o Brasil em 1935. Henri Wallon faleceu no dia 1 de dezembro de 1962, em Paris aos 83 anos.

Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Militante apaixonado (tanto na política como na educação), dizia que reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. Ou seja, "a própria negação do ensino."

A obra de Henri Wallon é perpassada pela ideia de que o processo de aprendizagem é dialético: não é adequado postular verdades absolutas, mas, sim, revitalizar direções e possibilidades.

Uma das consequências desta postura é a crítica às concepções reducionistas: Wallon propõe o estudo da pessoa completa, tanto em relação a seu caráter cognitivo quanto ao caráter afetivo e motor. Para Wallon, a cognição é importante, mas não mais importante que a afetividade ou a motricidade.

Wallon reconhece que o fator orgânico é a primeira condição para o desenvolvimento do pensamento, a importância das influências do meio. O homem, para Wallon, seria o resultado de influências sociais e fisiológicas, de modo que o estudo do psiquismo não pode desconsiderar nem um nem outro aspecto do desenvolvimento humano. Para Wallon as potencialidades psicológicas dependem especialmente do contexto sociocultural.

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Wallon define que desenvolvimento é o processo pelo qual o indivíduo emerge de um estado de completa imersão social em que não se distingue do meio para um estado em que pode distinguir seus próprios motivos dos motivos oriundos do ambiente.

O desenvolvimento ocorreria, para Wallon, por uma sucessão de estágios, à maneira da teoria de Piaget, mas através de um processo assistemático. O desenvolvimento é movido por conflitos, dialeticamente, de maneira análoga à combinação de acomodação, assimilação e equilíbrio na teoria piagetiana. Entretanto, ao contrário de Piaget, Wallon acreditava que o processo não é tão bem delimitado, mas constante, podendo haver, inclusive, regressão: as aquisições de um estágio são irreversíveis. Um estágio não suprime os comportamentos anteriores, mas sim os integra, resultando em um comportamento que é a acumulação das partes.

A teoria de Wallon confronta-se com o Behaviorismo neste ponto. Enquanto um comportamentalista acredita que a aprendizagem é um processo de modelagem onde vários comportamentos são condicionados e posteriormente extintos, Wallon afirma que o comportamento aprendido não é extinto, mas sim integrado ao posterior. Durante a aprendizagem da escrita, a criança primeiro aprende a desenhar algo semelhante a um círculo, para posteriormente "puxar a perninha" e escrever um "a". Wallon vai mais além e afirma que foi integrado a outros comportamentos ou, para usar um termo mais adequado à teoria walloniana, integrado a outras aprendizagens.

Para Wallon, a cognição está alicerçada em quatro categorias de atividades cognitivas específicas, às quais dá-se o nome de 'campos funcionais. Os campos funcionais seriam o movimento, a afetividade, a inteligência e a pessoa. O movimento seria um dos primeiros campos funcionais a se desenvolver, e que serviria de base para o desenvolvimento dos demais. Enquanto atividades cognitivas podem estar em duas categorias: movimentos instrumentais e movimentos expressivos. Já os movimentos expressivos têm uma função comunicativa intrínseca, estando usualmente associados a outros indivíduos ou sendo usados para uma estruturação do pensamento do próprio movimentador. Falar, gesticular, sorrir seriam exemplos de movimentos expressivos.

Wallon dá especial ênfase ao movimento como campo funcional porque acredita que o movimento tem grande importância na atividade de estruturação do pensamento no período anterior à aquisição da linguagem.

LEV VIGOTSKY

Vygotsky nasceu em 1896 em Orsha, pequena cidade perto de Minsk, a capital da Bielo-Rússia, região então dominada pela Rússia (só se tornou independente em 1991, com a desintegração da União Soviética, adotando o nome de Belarus).seus pais eram de uma família judaica culta e com boas condições econômicas, o que permitiu a Vygotsky uma formação sólida desde criança. Ele teve um tutor particular até entrar no curso secundário e se dedicou desde cedo a

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muitas leituras. Aos 18 anos, matriculou-se no curso de medicina em Moscou, mas acabou cursando a faculdade de direito.

Formado voltou a Gomel, na Bielo-Rússia, em 1917, ano da revolução bolchevique, que ele apoiou. Lecionou literatura, estética e história da arte e fundou um laboratório de psicologia área em que rapidamente ganhou destaque, graças a sua cultura enciclopédica, seu pensamento inovador e sua intensa atividade, tendo produzido mais de 200 trabalhos científicos.

Tinha contato com crianças portadoras de deficiências congênitas. Isso estimulou seu estudo da compreensão dos processos mentais humanos, assunto principal de seu projeto de pesquisa.

Dentre as ideias de Vygotsky, está o pensamento de que as características típicas do ser humano não nascem com o indivíduo, mas resultam da interação dialética do homem e seu meio sociocultural. Ao mesmo tempo em que o ser humano transforma o seu meio, ele transforma-se a si a mesmo. Para o teórico, a cultura é parte constitutiva da natureza humana. Ele considera que a mediação dos seres humanos entre si e deles com o mundo é feita através de instrumentos técnicos e os sistemas de signos, a linguagem.

Vygotsky atuou intensamente na área da educação contribuindo com estudos sobre o aprendizado e o desenvolvimento.

A parte mais conhecida da extensa obra produzida por Vygotsky em seu curto tempo de vida converge para o tema da criação da cultura. Aos educadores interessa em particular os estudos sobre desenvolvimento intelectual.

Vygotsky desenvolve o conceito do pensamento verbal; E a capacidade humana de unir a linguagem ao pensamento para organizar a realidade. Para Vygotsky, o pensamento deixa de ser biológico, como o dos primatas, para se tornar histórico-social, diferenciando o homem dos animais. Ele dedicou anos de estudo para compreender as relações entre o pensamento e a linguagem e esse foi um dos maiores acertos de seu trabalho. Ate então, os estudos sobre o tema buscavam dissecar os dois conceitos isoladamente. O desenvolvimento da criança de acordo com ele, mesmo antes de dominar a linguagem, ela demonstra capacidade de resolver problemas pratico, de utilizar instrumentos e meios para atingir objetivos. E o que o pesquisador chamou de fase pré-verbal do pensamento. Ela e capaz, por exemplo, de dar a volta no sofá para pegar um brinquedo que caiu atrás dele e que não esta a vista. Esse conhecimento pratico independe da linguagem e considerado uma inteligência primaria.

Vygotsky e o conceito de zona de desenvolvimento proximal; Não ha um estudante igual a outro. As habilidades individuais são distintas a o que significa também que cada criança avança em seu próprio ritmo. Depois que Vygotsky elaborou este conceito, a integração de crianças em diferentes níveis de desenvolvimentos passou a ser encarada como um fator determinante no processo de aprendizado.com alunos em diferentes níveis de conhecimento para uma atividade grupal, a principal vantagem de promover essa mescla, na concepção de Vygotsky e que todos saem ganhando. Por um lado, o aluno menos experiente se sente

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desafiado pelo que sabe mais e, com a sua assistência, consegue realizar tarefas que não conseguiria sozinho.

Vygotsky e o conceito de aprendizagem mediada; Para Vygotsky, o professor e a figura essencial do saber por representar um elo intermediário entre o aluno e o conhecimento disponível no ambiente. Ao ameaçar colocar o dedo na tomada, a criança muda de ideia com a alerta da mãe ou pela lembrança de um choque. Nesse caso um elo intermediário se interpõe entre o ser humano e o mundo. É a aquisição de conhecimentos realizada por meio de um elo intermediário entre o ser humano e o ambiente. Para Vygotsky, há dois tipos de elementos mediadores os instrumentos e os signos-representações mentais que substituem objetos do mundo real. Segundo ele, o desenvolvimento dessas representações se da, sobretudo pelas interações, que levam ao aprendizado. O primeiro são os instrumentos. Ao se interpor entre o homem e o mundo, eles ampliam as possibilidades de transformar. O segundo elemento mediador, o signo,e exclusivamente humano. Na perspectiva da teoria sociocultural desenvolvida por ele a aprendizagem e uma atividade conjunta, em que relações colaborativas entre alunos podem e deve ter espaço.

Bibliografia

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