Corredores Ecológicos - Apostilas - Ciências Bilológicas, Notas de estudo de . Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo894 de Março de 2013

Corredores Ecológicos - Apostilas - Ciências Bilológicas, Notas de estudo de . Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

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Apostilas de ciências bilológicas sobre o estudo da importância dos Corredores Ecológicos como instrumento de preservação da fauna e flora.
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CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

A importância dos Corredores Ecológicos como Instrumento de Preservação da Fauna e Flora: Na Estação Ecológicas Águas Emendadas

2010

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A importância dos Corredores Ecológicos como Instrumento de Preservação da Fauna e Flora: Na Estação Ecológicas Águas Emendadas

2010

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Introdução

As áreas de florestas e vegetação nativa encontram-se atualmente em elevado estado de fragmentação. Em determinados locais, é como se houvessem “ilhas verdes” espalhadas pelo território brasileiro, que acabam por isolar as populações de animais e plantas. Com o isolamento as trocas não acontecem ou são prejudicadas, com especial declínio da fauna e, por conseqüência a alteração dos processos ecológicos como, por exemplo, a polinização. Mesmo nas unidades de conservação, a fragmentação pode ocorrer com a presença de estradas, cercas, cultivo agrícola, extração de madeira entre outras atividades, que dificultam a passagem da fauna de uma unidade para outra. O corredor ecológico surge como uma das formas de minimizar esta esses problemas, pois a idéia é conectar unidades de conservação, formando uma rede entre elas, um mosaico, ao qual fazem parte áreas de agricultura, pastos, áreas reflorestadas entre outros usos, planejadas para facilitar o fluxo gênico e a dispersão das espécies (animais e vegetais).

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A importância dos Corredores Ecológicos como Instrumento de Preservação da Fauna e Flora: Na Estação Ecológicas Águas Emendadas

FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Como a criação de um corredor ecológico, pode auxiliar na conservação da biodiversidade em uma estação ecológica? Qual a importância do corredor ecológico para a sobrevivência das espécies nativas de uma área de preservação? HIPÓTESES Corredores Ecológicos são áreas que unem os remanescentes florestais possibilitando o livre trânsito de animais e a dispersão de sementes das espécies vegetais. Isso permite o fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora e a conservação da biodiversidade. Também garante a conservação dos recursos hídricos e do solo, além de contribuir para o equilíbrio do clima e da paisagem. Os corredores podem unir Unidades de Conservação, Reservas Particulares, Reservas Legais, Áreas de Preservação Permanente ou quaisquer outras áreas de florestas naturais.

OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Compreender a importância dos corredores ecológicos para a preservação da fauna e flora na Estação Ecológica Águas Emendadas Planaltina-DF.

OBJETIVOS ESPECIFICOS Ampliar e diferenciar o conhecimento sobre a importância dos corredores ecológicos. Expor a riqueza da biodiversidade na Estação Águas Emendada.

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Demonstrar para a população a importância da biodiversidade em uma Estação Ecológica. Compreender a necessidade da integração entre áreas de conservação ambiental para a sobrevivência da fauna e da flora nativas. Verificar a implantação de corredores ecológicos em áreas de preservação para prevenir o isolamento. Identificar os benefícios da implantação de corredores ecológicos em áreas de preservação ambiental. JUSTIFICATIVA De acordo com os últimos estudos sobre a biodiversidade, foi detectado um grande problema, onde pessoas sem o conhecimento ou até mesmo por má fé conseguem destruir a fauna e a flora de uma determinada área, construindo cercas, promovendo queimadas, fazendo plantio inadequado, dentre outros fatores que podem levar ao desaparecimento de animais e plantas. Esses fatores acabam por isolar os animais em um determinado local, assim desestruturando o bioma e podendo levar a extinção algumas espécies. O corredor ecológico vem para corrigir esse desequilíbrio, possibilitando o acesso de animais de uma Área de Proteção Ambiental para outra, ainda que não seja possível conter a expansão das cidades, é importante compatibilizar o desenvolvimento regional com a conservação de corredores ecológicos que viabilizem o trânsito de animais. Após observar a importâncias dos corredores ecológicos decidimos desenvolver a pesquisa dentro da Estação Ecológica Águas Emendadas, para demonstrar a sustentabilidade de sua biodiversidade, assim possibilitando sua troca gênica normalmente, e predominando o maior número de animais e plantas dentro da reserva.

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REFERENCIAL TEÓRICO BÁSICO

1. O que é um Corredor Ecológico?

Corredor ecológico ou corredor de biodiversidade é uma faixa de vegetação que liga fragmentos florestais ou unidades de conservação separadas pela atividade humana. O principal objetivo desses corredores é possibilitar o deslocamento da fauna entre as áreas isoladas e garantir a troca genética entre as espécies. Assim, essas faixas de vegetação permitem que animais que seriam isolados devido ao desmatamento possam passar de um fragmento florestal para o outro. Esse trânsito permite a dispersão de espécies e a reocupação de áreas degradadas, conciliando a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento ambiental na região. A importância dos corredores é defendida por diversos estudiosos, que afirmam que o isolamento dos fragmentos de floresta está avançando rapidamente e que isso pode causar um colapso das funções ecológicas e da biodiversidade local. "A necessidade de promover a conectividade entre os fragmentos de ecossistemas naturais encontra sua base na biologia da conservação. Os processos ecológicos necessitam de áreas extensas para se manter a longo prazo. Populações da flora e da fauna isoladas são mais vulneráveis às pressões externas, sendo susceptíveis à extinção" - Roseli Senna Ganem, Consultora Legislativa. O conceito surgiu em 1990 e é uma das principais estratégias utilizadas na conservação da biodiversidade de determinado local. No Brasil, os corredores ecológicos são planejados e executados pela iniciativa governamental e pelas ONG ´s ambientais. Eles vêm sendo utilizados em diferentes contextos, com diferentes definições e em escalas diversas. Esse instrumento está previsto na legislação brasileira desde 1993, quando o Decreto nº 750, que dispõe sobre o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica, proibiu a exploração de vegetação que tenha por função formar corredores de remanescentes de vegetação primária ou em estágio avançado e médio de regeneração. Já a lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), impõe em seu Art. 25 que "as

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unidades de conservação, exceto Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural, devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos". “Art. 1º Corredor entre remanescentes caracteriza-se como sendo faixa de cobertura vegetal existente entre remanescentes de vegetação primária em estágio médio e avançado de regeneração, capaz de propiciar habitat ou servir de área de trânsito para a fauna residente nos remanescentes”.

Além de definir corredor, a Resolução do CONAMA instituiu como tal as matas ciliares, em toda a sua extensão, além de outras que se prestem à mesma finalidade. A Resolução ainda fixava a largura dos corredores em 10% do seu comprimento total, a partir do mínimo de cem metros. Entende-se aqui que esse parâmetro já não está mais em vigor, tendo em vista as disposições da Lei do SNUC. Essa Lei determinou que as UCs, exceto Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural, devem possuir zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos (art. 25), os quais define como “porções de ecossistemas naturais ou semi-naturais, ligando UCs, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais” (art. 2º, XIX). Além disso, a Lei do SNUC estabelece, entre as diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, “proteger grandes áreas por meio de um conjunto integrado de UCs de diferentes categorias, próximas ou contíguas, e suas respectivas zonas de amortecimento e corredores ecológicos, integrando as diferentes atividades de preservação da natureza, uso sustentável dos recursos naturais e restauração e recuperação dos ecossistemas” (art. 5º, XIII). Percebe-se, portanto, que tanto a Resolução do CONAMA quanto a Lei do SNUC definem corredor ecológico como elo entre fragmentos de vegetação nativa, mas a Lei do SNUC vincula claramente o conceito de corredor a faixas territoriais destinadas à conectividade entre unidades de conservação.

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Vio (2001), ao tecer comentários sobre a base legal para implantação de corredores ecológicos no Brasil, afirma que os mesmos já estavam previstos no Código Florestal (Lei nº 4771/65), com outra nomenclatura: áreas de preservação permanente. Afirma a autora que essas áreas, por sua disposição geográfica ao longo da rede hidrográfica, constituem corredores naturais. Portanto, estes poderiam estar efetivamente implantados, caso a legislação florestal houvesse sido respeitada. Entretanto, o conceito de corredores como elo entre UCs insere-se em escala diferente daquela em que os corredores ecológicos que vêm sendo criados no Brasil, visando à conservação dos biomas nacionais, no âmbito do Projeto Corredores Ecológicos, do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil – PPG7. (Roseli Senna Ganem) 2005.

2- COMO FUNCIONA O CORREDOR ECOLÓGICO DENTRO DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA ÁGUAS EMENDADAS (ESEC-AE) PLANALTINA-DF.

No extremo nordeste do Distrito Federal na região administrativa de Planaltina localiza-se a Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE), são áreas protegidas na melhor forma de conservação tanto espécies ameaçadas de extinção raras ou endêmicas e mantendo seus recursos naturais. A ESEC-AE da toda a importância a quantidade e qualidade de pesquisas que vem sendo geradas nos últimos anos, sendo que podem contribuir para a conservação do bioma da região. A ESEC-AE possui uma área de 10.547 hectares, sendo dividida em duas partes: uma maior que abriga o fenômeno “Águas Emendadas” e a menor, onde esta situada a Lagoa Bonita. O fenômeno “Águas Emendadas” é fruto de um ressurgência natural de água que drena para duas grandes bacias hidrográficas: Rio Tocantins e a bacias do Rio Paraná. Já o Ribeirão Mestre D’Armas, que recebe o Córrego Sarandi em sua margem direita, tem sua nascente na Lagoa Bonita. Em termos hidrogeológicos, o fenômeno de Águas Emendadas não apresenta similaridade com outros, pois é alimentado pela associação de águas provenientes de aquíferos porosos e fraturados profundos, em quanto os demais são alimentados

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apenas por aqüíferos intergranulares rasos, reforçando ainda mais a importância desta Estação Ecológica. A típica paisagem vegetacional do bioma cerrado presente na ESEC-AE consiste de uma savana denominada serrado que vão desde campos abertos a densas florestas; na Estação predomina vegetação típica do cerrado, denominada cerrado sensu - stricto. A fauna da ESEC-AE tem sido estudada com mais intensidade, sendo considerada uma das unidades de conservação existente no bioma cerrado mais bem conhecido. No entanto, esta fauna não esta totalmente protegida dentro da estação. Um dos grandes problemas enfrentados são intensidade e freqüência de presença de animais domésticos que pode acarretar danos as populações silvestres, uma vez que estes animais podem transmitir doenças, ocupam espaços nos nichos ecológicos das espécies silvestres correlacionadas e aumentam a pressão sobre as presas dos animais silvestres. Outra grande ameaça são as rodovias que circundam a ESEC-AE das vias que passam entre a ESEC-AE, nenhuma existe mecanismos eficientes que possibilitem a travessia da fauna com segurança. A ESEC-AE abriga em seus ambientes um rico e variado conjunto de espécies nativas do cerrado. Foram registradas até o momento 27 espécies de anfíbio de cinco famílias e 53 espécies de repteis das ordens Chelonia, Crocodilia e Squamata. Apenas a ordem Squamata apresenta dezessete espécies de lagartos e 29 de serpentes na ESEC-AE. Os ambientes alagáveis da estação favorecem a riqueza de anfíbio e repteis. Os anfíbios apresentam grande dependência de água livre e acabam por manter grandes agregações populacionais em ambientes úmidos, tanto perenes quanto sazonais. Foram também identificadas doze espécies que incluem a estação como rota de migração e área de descanso. Na ESEC-AE ainda há registro recentes da ocorrência de espécies ameaçadas de extinção, tais como o lobo-guará, suçuarana, lontra, veado-campeiro e o rato-do-mato. A perda de habitats elimina espécies com distribuições restritas, enquanto a fragmentação impede que espécies de maior porte, que necessitam de espaços maiores ou distribuem-se de modo mais espalhado, consigam manter populações estáveis em fragmentos pequenos. A conectividade de áreas preservadas entre diferentes biomas deve ser também garantida, pois significativa parcela da fauna de cerrado transita e utiliza as formações vegetais da Amazônia, mata atlântica, caatinga e pantanal. São espécies

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que não exibem adaptações especificas para a vida no cerrado, mas também vivem nele. Os corredores ecológicos como faixas de cobertura vegetal existente entre remanescentes de vegetação que sejam capazes de propiciar habitat ou servir de área de transito para a fauna e flora residentes em áreas preservadas. Dessa forma, os corredores ecológicos constituem-se de matas de galeria e de faixas de cobertura vegetal que interliguem dois ou mais remanescentes de ecossistemas preservados, em especial, unidades de conservação ou áreas de preservação permanente. A rápida expansão das áreas urbanas a partir da década limitou ao entorno da ESES-AE, mas foi padrão em todo o Distrito Federal. O crescimento das áreas alteradas entrou em ritmo acelerado no final da década de 1970. Imagens de 1984 mostram grandes áreas de agropecuária, reflorestamento e de ocupação urbana em expansão. Ate 1984, as áreas de cerrado e campos nativos no entorno da ESEC-AE. A zona de amortecimento de 10 km da ESEC-AE ocupa uma faixa de 78.696 hectares no entorno dela, e as áreas alteradas por atividades humanas somam 56% dessa extensão. A degradação de solos sob o cerrado é maior em áreas de agricultura do que em pastagens nativas e em áreas florestadas com espécies exóticas. Ao sudoeste da ESEC-AE, a área urbana de Planaltina-DF representa o maior risco à integridade da estação e uma barreira ao estabelecimento de corredores ecológicos. Esses cursos d’águas e suas matas de galeria representam corredores ecológicos importantes e devem ser recuperados e preservados. As matas de galeria encontram-se atualmente degradadas em alguns trechos e há barragens para captação de água. Os cursos d’água são corredores naturais e o impacto dos barramentos sobre o transito da fauna aquática e flora necessita ser estudado e mitigado. Alguns estudos definem as matas de galeria, que protegem as drenagens, como corredores ecológicos prioritários no Distrito Federal, pois elas estão presentes em todo o território distrital e são elos naturais de ligação entre os fragmentos de áreas e de vegetação preservada. A demarcação e a recuperação das reservas legais e das áreas de preservação permanentes dessas propriedades são essenciais para conectar a ESEC- AE as matas secas do vale do Rio Maranhão, a nordeste da estação. A utilização de reservas legais e de áreas de preservação permanentes é um caminho factível para se estabelecerem corredores ecológicos entre áreas preservadas, passando por terras particulares.

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A recente criação da Reserva Biológica da Contagem e a recente amplificação do Parque Nacional de Brasília abrem a possibilidade de ligação desta Unidade de Conservação com o vale do Rio Maranhão e, conseqüentemente, como o corredor ecológico Paranã-Pitineus, do qual a Esecae faz parte. Há ainda a necessidade de se definir e ampliar um corredor que ligue o vale do Rio Preto a Esecae e ao Vão do Paraná. Poderá ser concretizado por meio da recuperação de reservas legais e de áreas de preservação permanente. Esse corredor é fundamental para o transito da fauna campestre e, para torná-lo viável e coletivo, faz-se necessário conter a expansão de áreas urbanas nessa direção.

3. Conceito de corredor conservação ambiental.

ecológico

como

instrumento

de

Corredores Ecológicos, segundo o conceito original são áreas de ligação entre fragmentos florestais ou setores de alta diversidade biológica (protegidas ou não) que garantem uma conexão entre estas partes gerando configurações contínuas e lineares. Mas, o que será que acontece com as plantas e animais que não têm a sorte de viver numa área protegida, ou aqueles que precisam transitar para outras áreas, a fim de encontrar alimento e parceiros? Como consequência do desenvolvimento, entre os espaços naturais ainda preservados, os rios e as florestas, existem locais com os mais variados usos da terra como pastagens, áreas de cultivo, centros urbanos e atividades industriais. Esse cenário é como um grande quebra- cabeça, no qual cada peça interfere e se relaciona com a outra. Nesse sistema é preciso circular energia, alimento, material genético, entre outros fatores que garantam a sobrevivência das espécies, incluindo a humana. Como estratégia para diminuir esses efeitos, o governo brasileiro, por meio do Ministério do Meio Ambiente e algumas ONG’s conservacionistas vêm promovendo a conservação de grandes corredores de biodiversidade e corredores ecológicos, para interligar áreas protegidas espalhadas pelo território, com outros fragmentos florestais. A intenção é assegurar a efetiva proteção da biodiversidade, num longo espaço, conjuntamente ao equilíbrio ambiental, social e econômico.

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O princípio do corredor ecológico como ação de manejo foi incorporado na Lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – Lei 9.985 de 18 de julho de 2000), que em seu artigo 2o (item XIX) define o termo como: ... Corredores Ecológicos: porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais. O corredor ecológico é uma ferramenta essencial ao manejo e a conservação da variabilidade de espécies tanto da fauna quanto da flora das unidades de conservação, e vem sendo cada dia mais utilizado e difundido, isso mostra o grande avanço nos trabalhos de preservação da biodiversidade. “Corredor ecológico”, usado pelo Projeto Corredores Ecológico do Ministério do Meio Ambiente, ou "corredor de biodiversidade", refere-se à mesma estratégia de gestão da paisagem. Nessa concepção, englobam todas as áreas protegidas e os interstícios entre elas. Os cordões de vegetação nativa que conectam fragmentos definidos como corredores ecológicos no Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC, são um dos componentes dos corredores, mas não o único. Unidades relevantes, de conservação instituídas (UCs), pelo são poder espaços público, territoriais com e seus de componentes, abrangem as águas jurisdicionais, com características naturais legalmente objetivos preservação/conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. As unidades de conservação podem ser de uso indireto quando não envolvem consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais e de uso direto quando envolvem o uso comercial ou não dos recursos naturais, como definidas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). Corredores ecológicos não são unidades políticas ou administrativas; são áreas onde se destacam ações coordenadas, com o objetivo de proteger a diversidade biológica na escala de biomas. Essas ações envolvem o fortalecimento, a expansão e a conexão de áreas protegidas dentro do corredor, incentivando usos de baixo impacto, como o manejo florestal e os sistemas agroflorestais; além do desencorajamento de uso de alto impacto, como o desmatamento em larga escala. A

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implementação de corredores ecológicos demanda alto grau de envolvimento e cooperação de instituições e de interessados de diversos setores. Em suma, o conceito de corredor ecológico simboliza abordagem alternativa às formas convencionais de conservação da diversidade biológica que é, a um só tempo, mais abrangente, descentralizada e participativa. (Fonte: Ministério do Meio Ambiente). METODOLOGIA DA PESQUISA Esta pesquisa pretende ampliar o debate em torno da biodiversidade e dos corredores ecológicos da Estação Ecológica Águas Emendadas – Planaltina/DF, conceitos considerados importantes para a conservação do meio ambiente dos serviços prestados pelos ecossistemas, como a transição da fauna e flora, em relação à conservação ambiental. Quanto ao método de procedimento será trabalhado com estudos de casos a importância de alguns conceitos: conceito de Corredores Ecológicos da Área de Preservação e Conceito de corredor ecológico como instrumento de conservação ambiental. A pesquisa tem como foco o estudo minucioso de entendimentos legais quanto a forma de preservação da biodiversidade abalizando a interdisciplinaridade com outras áreas do curso de Biologia e outros. As características da pesquisa monográfica seguirão o padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas). PLANO PRELIMINAR INTRODUÇÃO 12O que é um Corredor Ecológico? COMO FUNCIONA O CORREDOR ECOLÓGICO DENTRO DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA ÁGUAS EMENDADAS (ESEC-AE) PLANALTINA-DF. 3 Conceito de corredor ecológico como instrumento de conservação ambiental.

CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA

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ETAPAS

DA 1a Mês

PESQUISA 10/08/2010 Definição da equipe Coleta de dados Análise dos dados. Elaboração do projeto. Revisão da redação do projeto. Redação da pesquisa Redação, revisão e

conclusão da pesquisa. Entrega da pesquisa.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DOYLE, Patrícia M M C. Reserva da Biosfera do Cerrado no Distrito Federal. Distrito Federal, 2009 VALERI, Sérgio V, Mirela Andréa Alves Ficher Senô. A Importância dos Corredores Ecológicos para a Fauna e a Sustentabilidade de Remanescentes Florestais. SEDUMA, Águas Emendadas. Brasília - DF: Athalaia, 2008. CAVALCANTE, Roberto Brandão, Andée de Rider Vieira, Denise Hamú. Investigando a

Biodiversidade: Guia de Apoio aos Educadores do Brasil. Brasília, 2010. LABARRÉRE, Luizalice, Paulo César Fonseca, Aylton Lopes, Henrique Harakawa. Plano de Manejo ESEC-AE. Brasília, 2009. http://www.ecossocial.com.br/index.php?secao=n Pesquisa: 05/09/2010 http://pib.socioambiemtal.org/pt/noticias?id=34980 Pesquisa: 05/09/2010 http://ambientes.ambientebrasil.com.br/unidades_de_consevacao...Pesquisa:14/09/2010 http://www.aguasemendadas.com/2010/09/um-gran... Pesquisa: 20/09/2010 http://www.corredores.org.br/ Pesquisa: 20/09/2010 http://www.wwf.org.br/ Pesquisa: 20/09/2010

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