Corrupção Finalizado - Apostilas - Bioquímica, Notas de estudo de Bioquímica. Universidade Estadual de Maringá (UEM)
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Lula_8514 de Março de 2013

Corrupção Finalizado - Apostilas - Bioquímica, Notas de estudo de Bioquímica. Universidade Estadual de Maringá (UEM)

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Apostilas de Bioquímica sobre o estudo da Corrupção Política, Ação da corrupção sobre o desenvolvimento econômico, Oportunidades e incentivos para o crime de corrupção.
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Corrupção Política Corrupção política: Corrupção: derivação do latim “corruptus” que, significa quebrado em pedaços ou

apodrecido, pútrido. Deriva dtambém do verbo corromper que tem um sentido mais amplo que a prática pura e simples de corrupção política, significa a transformação - danosa para a sociedade - da personalidade da pessoa alçada à posição de exercer poder sobre os demais cidadãos.

Numa definição ampla, corrupção política significa o uso ilegal - por parte de governantes, funcionários públicos e agentes privados - do poder político e financeiro de organismos ou agências governamentais com o objetivo de transferir renda pública ou privada de maneira criminosa para determinados indivíduos ou grupos de indivíduos ligados por quaisquer laços de interesse comum.No crime de corrupção política, os criminosos – ao invés de assassinatos, roubos e furtos - utilizam posições de poder estabelecidas no jogo político normal da sociedade para realizar atos ilegais contra a sociedade como um todo. O uso de um cargo para estes fins é também conhecido como tráfico de influência. O ato considerado crime de corrupção e o não considerado, podem variar em função das leis existentes e, portanto, depende do país em análise.

A corrupção ocorre não só através de crimes subsidiários como, por exemplo, os crimes de suborno (para o acesso ilegal ao dinheiro cobrado como impostos, taxas e tributos) e do nepotismo (nomeação de parentes e amigos aos cargos de administração pública). O ato de um político se beneficiar de fundos públicos de uma maneira outra que a não prescrita em lei – isto é, através de seus salários - também é corrupção.

A corrupção provoca distorções econômicas no setor público direcionando o investimento de áreas básicas como a educação, saúde e segurança para projetos em áreas em que as propinas e comissões são maiores, como a criação de estradas e usinas hidroelétricas. Além disso, a necessidade de esconder os negócios corruptos leva os agentes privados e públicos a aumentar a complexidade técnica desses projetos e, com isso, seu custo. Isto distorce ainda mais os investimentos. Por esta razão, a qualidade dos serviços governamentais e da infraestrutura diminui. Em contrapartida, a corrupção aumenta as pressões sobre o orçamento do governo. Em seguida, esta pressão se reflete sobre a sociedade com o aumento dos níveis de cobrança de impostos, taxas e tributos. A corrupção impede o desenvolvimento econômico da nação ao permitir a extração de renda de setores vulneráveis da população ou de pessoas ou de empresas que conseguiram juntar riqueza patrimonial

Existem dois tipos de Agentes de Corrupção: os agentes de corrupção passiva que são governantes ou funcionários públicos que utilizam o poder do Estado para atender às demandas especiais dos agentes corruptores e os agentes de corrupção ativa ou “agentes privados corruptores” que são empresários, gestores de empresas, gestores de grupos religiosos ou líderes de grupos étnicos ou de grupos de interesse, que buscam aumentar seu poder político e financeiro em relação ao poder político de seus concorrentes do resto da sociedade.Ambos agentes têm como um primeiro objetivo a obtenção de diferenciais competitivos ilegais para seus empreendimentos. Um segundo objetivo é a facilitação de atividades criminais como o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e exploração da prostituição. Neste caso, atividades criminosas – como a do contrabando, o do tráfico de

armas, o tráfico de seres humanos, o tráfico de órgãos, o tráfico de animais silvestres, o tráfico de influência política – usam a corrupção política como ferramenta criminosa.

O nome que tem se firmado no mundo ocidental para os tipos de crimes por estes agentes praticados é o “crime de colarinho branco”, em função de estarem sempre vestidos com costumes sociais, como terno, gravata e camisa com colarinho branco.

Os agentes de corrupção impedem o desenvolvimento econômico criando fortes distorções e deficiências no mercado. Por exemplo, as empresas privadas sofrem com o aumento do custo dos negócios em função da necessidade de realizar pagamentos ilícitos exigidos pelos funcionários corruptos.

A corrupção política pode ser grande ou pequena e organizada ou desorganizada. Pode se iniciar nos escritórios de agentes políticos e seus partidos, nos escritórios das grandes ou pequenas empresas, nos escritórios de agências governamentais. Pode também se iniciar até mesmo em reuniões sociais como festas de aniversário, de casamento ou de velhos amigos da escola.

Ação da corrupção sobre o desenvolvimento econômico: A afirmação que a corrupção reduz custos porque diminui os procedimentos

burocráticos legais exigidos em função do fornecimento de subornos ou propinas (que são menores que os custos burocráticos) não se sustenta numa análise mais profunda. A razão é que tais propinas induzem os funcionários públicos e empregados de empresas privadas interessadas em barreiras legais de entrada em seu setor aos novos concorrentes a formarem grupos de interesse e a pressionar os respectivos parlamentos para criarem novas leis e normas legais. Os legisladores corruptos - acumpliciados com os agentes públicos e privados de corrupção - imporão maiores custos em um novo ciclo de corrupção.

Ao inflacionar o custo dos negócios, a corrupção diminui a disponibilidade de bens e serviços á sociedade. Ao diminuir o jogo capitalista da competição entre empresas, ela também aumenta os custos dos bens e serviços, diminuindo sua disponibilidade aos cidadãos. Ao blindar as empresas ligadas conectadas por laços de corrupção aos agentes públicos corruptos, a corrupção permite não apenas a sobrevivência e crescimento de empresas ineficientes para o fornecimento de bens e serviços a um preço adequado à sociedade, mas também favorece – no jogo de mercado capitalista – o desaparecimento das empresas eficientes, mas desprovidas de conexões com os agentes de corrupção.

O principal fator favorável à corrupção é o regime de governo em que não há democracia, isto é, o regime ditatorial ou autoritário. Nestes regimes, as estruturas governamentais de tomada de decisão concentram o poder de decisão em poucas pessoas.

A falta de transparência da estrutura governamental é outro fator favorável. Mesmo em regimes geralmente existem estruturas viciadas através das quais a legislação dificulta ou mesmo impede a prestação de contas dos tomadores de decisão para a cidadania. O impedimento do olhar fiscalizador do uso do dinheiro público por parte do cidadão implica seu acesso ao interior da estrutura burocrática estatal de tomada de decisão e não apenas aos efeitos da tomada de decisão na realidade.

Falta de simetria de informação entre os membros da sociedade, falta de educação de qualidade em que é mantida a maior parte da população dos países mais corruptos é um fator extremamente favorável à instalação e manutenção da corrupção porque cria um ciclo vicioso de atividades de corrupção.

Mesmo que haja democracia formal, a população mantida ignorante acaba votando em políticos corruptos que apenas possuem um discurso de proteção às pessoas mais desfavorecidas. Tais políticos corruptos, ao obterem ou manterem o poder político, forçam para usar o poder político em ações corruptas com o dinheiro dos cidadãos. Esse capital financeiro público ou privado transferido para os agentes corruptos deixa menos valor econômico a ser investido em educação.

A falta de educação política também é um fator que aumenta a propensão do cidadão em não defender e/ou não exercer seus direitos de cidadania, como a liberdade de expressão ou a liberdade de imprensa. Ela aumenta também a negligência dos cidadãos do país na defesa de seu status social de cidadão.

Oportunidades e incentivos para o crime de corrupção: Alguns fatores são oportunidades que incentivam o crime de corrupção:

 Grandes investimentos governamentais;  Grandes incentivos de crédito subsidiado;  Presença de uma consistente cultura de não-prevenção e de não-

punição dos agentes de corrupção;  Falta de organismos da sociedade civil e de organismos

governamentais com membros de ambos os setores que atuem em conjunto para prever e investigar as atividades e promover a punição de agentes de corrupção;

 Processos eleitorais desenhados para facilitar a corrupção. Tais processos levam à criação de campanhas eleitorais excessivamente caras que se transformam em uma justificativa para a busca de financiamento por parte de políticos e empresários interessados em atuação econômica predatória;

 Ausência de controles específicos que impeçam o suborno (ou o pedido e a dação de propinas) implícito nas chamadas “doações de campanha”. Como vimos, em termos políticos, a corrupção surge no mesmo momento em que o

detentor do poder do Estado passa a considerar os privilégios, os benefícios e as homenagens inerentes ao cargo como se dirigidos à sua pessoa. Tais privilégios, distinções, imunidades e deferências referem-se ao cargo e não à pessoa que o ocupa no momento.

Corrupção no Brasil: O índice de corrupção no Brasil, feito atraves de pesquisa e estudos, registra queda

contínua da situação brasileira desde 2003, tendo atingido seu pior nível em 2006.No presente momento, o Brasil vive um momento delicado, onde praticamente em todos os dias são divulgados novos escândalos nos órgãos da imprensa. Com isso, a sociedade entende que houve um aumento nos casos de corrupção, quando, o que ocorre na verdade é que esta vem sendo divulgada e combatida com muito mais freqüência e intensidade.

Uma prova disso é a ação da Polícia Federal, que desde 2003 realizou mais de 300 operações, desbaratou cerca de uma centena de quadrilhas e efetuou em torno de 6 mil prisões. Em relação às prisões, o número de condenados pela justiça ainda é baixo; isso, todavia, não invalida o trabalho da PF, que faz a sua parte. Em conjunto com a Polícia Federal, o Ministério Público e a Controladoria Geral da União têm tornado mais difícil a vida dos corruptos no país. Por parte da sociedade civil, instituições como a Transparência Brasil fazem o seu papel de denunciar e combater as manifestações de corrupção.Um dos

principais problemas que dificultam o combate à corrupção é a cultura de impunidade ainda vigente no país. A justiça é lenta e aqueles que podem pagar bons advogados dificilmente passam muito tempo na cadeia.

Corrupção política no Brasil (opinião) A corrupção já é tida como corriqueira no Brasil após sucessivos escandalos

seguidos por impunidade dos responsavéis, criando jargões e idéias políticas absurdas como no caso do prefeito de São Paulo a população se diz satisfeita pois o polítco “rouba mas faz”. Essa impunidade e associação da política com a corrupção já faz parte da mentalidade nacional.

O fenomeno da corrupção é muitas vezes associado apenas aos políticos, no entanto, a corrupção faz parte da mentalidade de grande parte da população. São muito comuns os casos de suborno, um exemplo é a polícia, que recentemente foi retratada no filme “Tropa de Elite” como uma polícia corrupta e displicente com o bem comum. Pequenos casos de corrupção são de grande efeito sobre a sociedade pois aconetecem com grande frequência e comprometem a sustentabilidade da sociedade.

O caminho para a dissolução da corrupção tem que passar por uma menor impunidade nas acusações e condenações. E um uma maior cobrança por parte da população para que o governo não tenha outra opção a não ser punir os culpados.

Ética e Política

O que é? Ética é um dos grandes capítulos em que se divide o pensar do ser humano

desde os primórdios da filosofia, na Grécia Antiga. E desde essa origem a ética teve e tem uma íntima ligação com a política, chegando mesmo a uma quase identificação naquele momento da Antigüidade. É que ética é um conceito Eminentemente ligado ao coletivo seja esse coletivo a corporação (o caso das éticas profissionais), a nação ou a humanidade (onde se colocam todas as questões dos direitos humanos).

“A ética, que preside as ações na perspectiva da coletividade, invoca tantas vezes a razão, atributo essencial do ser humano, a fim de validar margens de tolerância para as ações políticas, sem que tenha de renunciar ou abrir mão de seus princípios, simplesmente flexibilizando-os”.

“A ética da nação é a responsabilidade verdadeiramente coletiva, é o princípio que rege a esfera do poder público. Ela deve compreender o sentimento popular com respeito ao destino da nação, às aspirações da sociedade quanto a este destino. Assim seu conceito abrange o interesse de cada um e de todos pelo destino nacional, e este interesse necessariamente se define sob a forma de consensos”.

A (falta de) ética na política não tem fronteiras geográficas: A chamada questão moral, ou seja, o problema da desonestidade política, apresenta

uma seqüência conhecida dos especialistas, como dos simples observadores políticos: ela vem à tona por ocasião de algum escândalo momentaneamente original — e portanto de repercussão mais dramática nos meios de comunicação —, mas este sempre é recuperado logo adiante ou acaba “normalizado” pela inexistência prática (ou fabricada) de responsáveis diretamente incrimináveis, para cair finalmente no esquecimento de uma

imprensa eternamente à cata de “escândalos frescos”. Aqueles que ameaçam com “cadeia” estão justamente caindo na “normalidade” do vocabulário político, oferecendo em frases ocas remédios que sabem ser inexeqüíveis, pelo menos neste Brasil tão complacente com políticos de honestidade duvidosa. Mais uma vez, caberia a pergunta: houve alguma mudança dramática a partir da substituição do que se considerava direita pela esquerda na condução geral dos negócios do Estado?

O problema, podemos dizer, não é apenas brasileiro, pois a classe política de respeitáveis países considerados “desenvolvidos” também já esteve envolvida em negócios e operações de moralidade algo dúbia, quando não claramente ilegais. A diferença retorquirá o pessimista tupiniquim, é que aqui as saúvas não são incomodadas por nenhum tipo de judiciário ou procurador público, como em terras de puritanos autopenitentes. De acordo, concede o racionalista, mas vejamos, por exemplo, os casos da Itália e do Japão: há exemplos de democracias avançadas que tenham grande parte de seus políticos em tamanho descrédito como esses dois países, situados nas antípodas da cultura política contemporânea? Os Estados Unidos não têm, por sua vez, uma classe política mais virtuosa do que suas congêneres dos países citados, mas ostenta, provavelmente, uma das imprensas mais combativas do planeta, além de uma justiça pouco complacente com os “desviantes”.

Em todos esses países a chamada “questão moral” costuma freqüentar o universo do jornalismo político e chega mesmo a ingressar nas salas dos tribunais. O problema da desonestidade política é praticamente universal, ainda que ele encontre arranjos nacionais absolutamente específicos do ponto de vista da ética pública. O tratamento dessa questão, digamos desde já, não pode ser equacionado com a introdução de simples reformas institucionais, mas parece exigir uma espécie de redirecionamento cultural e ético da classe política, algo como uma “reforma moral” que diminua o abismo aberto na base da sociedade política entre a “ética dos resultados” e a “ética dos valores”. Cabe o registro, em todo caso, de que a tradicional divisão entre esquerda e direita não parece ter nenhuma influência na distribuição entre grupos e indivíduos “éticos” ou “desviantes”.

Exemplos de corrupção na politíca brasileira

Fernando Collor: Primeiro governo civil brasileiro, eleito por voto direto desde 1960. No dia seguinte

ao da posse, ocorrida em 15 de março de 1990, o Presidente lançou seu programa de estabilização, o plano Collor, baseado em um gigantesco e inédito confisco monetário, congelamento temporário de preços e salários e reformulação dos índices de correção monetária. Em seguida, tomou medidas duras de enxugamento da máquina estatal, como a demissão em massa de funcionários públicos e a extinção de autarquias, fundações e empresas públicas. Ao mesmo tempo, anunciou providências para abrir a economia nacional à competição externa, facilitando a entrada de mercadorias e capitais estrangeiros no país. Circulam suspeitas de envolvimento de ministros e altos funcionários em uma grande rede de corrupção. Até a primeira-dama, Rosane Collor, dirigente da LBA, foi acusada de malversação do dinheiro público e de favorecimento ilícito a seus familiares. As suspeitas transformaram-se em denúncias graças a uma intensa campanha da imprensa. Em 25 de abril de 1992, Pedro Collor, irmão do Presidente, deu uma explosiva entrevista à revista "Veja". Nela, falou sobre o "esquema PC" de tráfico de influência e de irregularidades financeiras organizadas pelo empresário Paulo César Farias, amigo de

Collor e caixa de sua campanha eleitoral. Em 26 de maio, o Congresso nacional instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de irregularidades. Essas e outras informações atingiram diretamente o Presidente. Surgiram manifestações populares em todo o país. Os estudantes organizaram diversas passeatas pedindo o Impeachment do Presidente. Depois de um penoso processo de apuração e confirmação das acusações e da mobilização de amplos setores da sociedade por todo o país, o Congresso Nacional, pressionado pela população, votou o impeachment (impedimento) presidencial. Primeiramente, o processo foi apreciado na Câmara dos deputados, em 29 de setembro de 1992, e, depois, no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O Parlamento decidiu afastar Collor do cargo de Presidente da República e seus direitos políticos são cassados por oito anos. Foi também denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de formação de quadrilha e de corrupção.

Jader Barbalho: Deputado Federal, foi governador do Estado do Pará, Ministro e Senador. Responde

por processo criminal no STF (Supremo Tribunal Federal) no qual é acusado de crime de peculato, praticado na época em que governou o Estado do Pará, tendo participado no desvio de US$ 913.315,86 do Banco do Estado do Pará (Banpará), durante a gestão dele no governo do Pará (1984 a 1987). O esquema envolvia a transferência de verbas públicas do Banpará para aplicações em fundos de renda fixa no banco Itaú. Ele sempre negou as acusações. O inquérito do caso Banpará tramita no Supremo desde agosto de 2001. Na época, Jader era senador, mas renunciou ao mandato para escapar de processo de cassação. Em 2002, ele se elegeu deputado.

Ele também é acusado de desvio de dinheiro da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e de venda de TDAs (títulos da dívida agrária) que teriam sido emitidos de forma fraudulenta quando ele foi ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, no governo do ex-presidente José Sarney.

Paulo Maluf: O histórico de Maluf sempre foi acompanhado por acusações de corrupção e gastos

indevidos. Até 2001, Maluf respondia a seis ações penais. Foi condenado em primeira instância no caso dos precatórios (emissão irregular de títulos públicos), porém as ações prescreveram porque, ao completar 70 anos, tem direito a redução do prazo.

Em 1970, doou 25 fuscas para os jogadores e para a comissão técnica da seleção brasileira de futebol, que havia vencido a Copa. Foi denunciado, condenado, mas, em 2002, o Supremo Tribunal Federal confirmou decisão favorável a Maluf. Atualmente é processado por suposto superfaturamento de obras em sua gestão na Prefeitura de São Paulo e emissão irregular de dinheiro para o exterior.

Celso Pitta: Ex-prefeito de São Paulo, foi alvo de várias denúncias (inclusive de sua ex-esposa

Nicéa e do filho). Se esquivou da cassação do mandato (inclusive de um processo de impeachment) por seu partido ter a maioria na Câmara. Obteve um "empréstimo" de R$ 800.000 do empresário Jorge Yunes (que descobriu-se mais tarde, foi beneficiado pelo

prefeito em seus negócios imobiliários e na contratação de seus parentes pela Prefeitura). O nome Pitta também consta de relatório do Governo suíço, onde teria movimentado cerca de U$ 1 milhão entre os bancos de Genebra e de Zurique. O dinheiro foi retirado da Suíça transferido para outro paraíso fiscal não identificado

Marcos Valério: Marcos Valério foi apontado pelo deputado Roberto Jefferson como agente

financeiro do esquema do “mensalão”. De acordo com Jefferson, Valério ajudava o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, na distribuição do mensalão. O dinheiro era proveniente de estatais e empresas privadas e chegava em “malas” a Brasília.

Marcos Valério negou ter qualquer envolvimento com o PT. As denúncias se ampliaram a tal ponto que provocaram a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (a "CPMI dos Correios") para investigar a corrupção nos Correios e outros órgãos estatais, e, posteriormente, a criação de outra Comissão Parlamentar (a "CPI do Mensalão e da Compra de Votos"), para apurar especificamente as denúncias do "mensalão".

Paralelamente, outras investigações passaram a ser conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da União, para apurar as acusações de corrupção em estatais e as denúncias de tráfico de influência e compra de votos. As investigações acabaram trazendo à luz que Marcos Valério realizou vultosos e sucessivos empréstimos junto a bancos privados, repassando-os ao PT e a outros partidos da base aliada, entre os anos de 2003 e 2005. Tais empréstimos tinham como garantia os contratos das empresas de publicidade de Valério junto a órgãos públicos.

Em outra oportunidade, Valério terminou por admitir as movimentações e empréstimos, afirmando, porém, que os repasses serviriam para "caixa 2” das campanhas eleitorais de 2002 e 2004, não sendo utilizados para a compra de votos de parlamentares. Além disso, sustentou que nunca houve o uso de recursos públicos, já que o dinheiro seria proveniente de empréstimos.

Caso escândalo Renan:

Em junho de 2007, Renan Calheiros foi acusado de receber ajuda financeira de um lobista, Cláudio Gontijo. O assunto teve destaque na edição da Revista Veja, de circulação nacional, que chegou às bancas no dia 25 de maio de 2007. Na capa, apareciam o dono da empreiteira baiana Gautama, Zuleido Veras, o então Ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e o próprio Calheiros.

Um dia depois de a revista Veja publicar que o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia ajuda financeira de um lobista, assessor da construtora Mendes Júnior, houve muito movimento na casa do senador, com a visita de líderes do PMDB. Renan se declarou tranqüilo.

Na quarta-feira da semana seguinte, 30 de maio, Renan foi ao plenário para se defender das acusações. Na primeira fileira estava sua esposa, Verônica. O senador apresentou vários documentos que supostamente comprovariam sua inocência no caso. Em seu discurso, disse que os advogados enviariam documentos sigilosos, como movimentações bancárias, à Corregedoria do Senado, e que não os tornaria público para preservar a identidade de pessoas sem envolvimento no caso[1]. Ao final da sessão, Verônica foi abraçá-lo.

Segundo a reportagem, de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, o lobista Cláudio Gontijo teria pago pensão mensal de doze mil reais para uma filha de três anos que o senador tem com a jornalista Mônica Veloso, além do aluguel de 4,5 mil reais, de um apartamento de quatro quartos em Brasília.

Os pagamentos, segundo a revista, seriam feitos todos os meses à mãe da menina, em dinheiro vivo, dentro de um envelope: dezesseis mil reais. Gontijo disse à Veja que é amigo do senador; admitiu que entregava o dinheiro, mas que os recursos não eram dele, nem da construtora. Renan Calheiros disse à revista que o dinheiro era dele, dizendo que vinha de venda de gado de fazendas que, reveladas, não haviam sido declaradas no imposto de renda do Senador anteriormente. Mais tarde, para complicar ainda mais a explicação, uma reportagem do Jornal Nacional descobriu que o Senador não havia vendido gado como dissera, não podendo ter o montante que dizia ser seu. Como senador, ele recebe um salário bruto mensal de R$ 12.700,00.

O Senador corre sério risco de cassação, com a PF mostrando incoerências em sua defesa como vendedor de gado. Além disso, outra denúncia na revista Veja o colocou como cabeça de um esquema que usava laranjas por trás de negócios ilegais. A revista afirma que o Senador se tornou dono oculto de duas rádios e um jornal em Alagoas, pagando um total de 1,3 milhão de reais em dinheiro vivo.

Saída de Renan Calheiros No dia 11 de outubro, Renan anunciou que solicitou uma licença de 45 dias da

presidência do senado, em uma entrevista gravada a emissora do senado. Em dezembro, Renan Calheiros renuncia.

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