Cuidados Domiciliares - Resumo - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Pamela87
Pamela8727 de Fevereiro de 2013

Cuidados Domiciliares - Resumo - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Resumo sobre os cuidados domiciliares, introdução, o programa melhor em casa, o papel da enfermagem, comentários finais.
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CURSO DE ENFERMAGEM

CUIDADOS DOMICILIARES

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OUTUBRO 2012

CUIDADOS DOMICILIARES

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OUTUBRO 2012

SUMÁRIO

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 4

2 O PROGRAMA MELHOR EM CASA 4

2.1 Como funciona o programa 4

2.2 Benefícios do programa 5

2.3 Trabalho das equipes 5

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2.4 Critérios de implantação 6

3 O PAPEL DA ENFERMAGEM NO CUIDADO DOMICILIAR 6

4 COMENTÁRIOS FINAIS 9

5 REFERÊNCIAS 10

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1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta de forma sintética o tema Cuidados Domiciliares. Para tal será realizada uma breve abordagem do Programa Melhor em Casa – exemplificando o tema em questão – e também o papel do enfermeiro na assistência às pessoas que são assistidas dentro de suas residências.

2 O PROGRAMA MELHOR EM CASA

Lançado em 8 de novembro de 2011, o programa Melhor em Casa amplia o atendimento domiciliar aos brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS). O princípio é oferecer, aos pacientes da rede pública de saúde, um serviço humanizado e acolhedor. (1)

Pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica, por exemplo, terão assistência multiprofissional gratuita em seus lares, com cuidados mais próximos da família.

O atendimento é feito por equipes multidisciplinares, formadas prioritariamente por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeuta. Outros profissionais (fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, psicólogo e farmacêutico) poderão compor as equipes de apoio.

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O programa também ajuda a reduzir as filas nos hospitais de emergência, já que a assistência, quando houver a indicação médica, passará a ser feita na própria residência do paciente, desde que haja o consentimento da família.

2.1 Como funciona o programa

O programa Melhor em Casa funciona da seguinte forma:

- O programa é executado em parceria com estados e municípios. O programa está articulado com as Redes de Atenção à Saúde (Saúde Mais Perto de Você e Saúde Toda Hora), lançadas pelo governo federal para ampliar a assistência, respectivamente, na Atenção Básica e nos casos de urgência e emergência no SUS.

- As equipes do Melhor em Casa atuarão de maneira integrada com os serviços da Atenção Básica, Unidades com Salas de Estabilização, UPAS, SAMU 192 e com as unidades hospitalares.

- Diferentemente do que ocorre na maioria dos projetos de atenção domiciliar já existentes, as equipes do Melhor em Casa atuarão vinculadas a uma central de regulação controlada pela secretaria de saúde dos municípios ou estados e não a um hospital. Assim, ao ser acionada, a central, então, seleciona a equipe do local onde o paciente mora para prestar a assistência domiciliar.

2.2 Benefícios do programa

Os benefícios desse programa são os seguintes:

- Melhorar e ampliar a assistência no SUS a pacientes com agravos de saúde, que possam receber atendimento humanizado, em casa, e perto da família.

- Estudos apontam que o bem estar, carinho e atenção familiar aliados à adequada assistência em saúde são elementos importantes para a recuperação de doenças.

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- Pacientes submetidos a cirurgias e que necessitam de recuperação poderão ser atendidos em casa, e terão redução dos riscos de contaminação e infecção.

- O Melhor em Casa representará avanços para a gestão de todo o sistema público de saúde, já que ajudará a desocupar os leitos hospitalares, proporcionando um melhor atendimento e regulação dos serviços de urgência dos hospitais.

2.3 Trabalho das equipes

As equipes do programa Melhor em Casa trabalham da seguinte forma:

- As equipes de Atenção Domiciliar do Melhor em Casa serão contratadas por estados e municípios. O atendimento à população será feito durante toda a semana (de segunda a sexta- feira), 12 horas por dia e, em regime de plantão, nos finais de semana e feriados.

- Os pacientes terão visitas regulares das equipes e serão monitorados permanentemente. A freqüência de visitas se dará conforme o estado clínico e avaliação de cada paciente.

- Haverá a figura do cuidador, que poderá ser ou não membro da família. O cuidador será a referência da família para as equipes do Melhor em Casa.

2.4 Critérios de implantação

Para o programa ser implantado deve obedecer aos seguintes critérios:

- Municípios com população entre 40 mil e 100 mil habitantes poderão participar, desde que estejam localizados em regiões metropolitanas e tenham SAMU instalado.

- Municípios com população acima de 100 mil habitantes devem ter, ainda, Hospital de Referência (mais de 60 leitos e com as clínicas básicas – ginecologia e obstetrícia, clínica, cirurgia e pediatria - ou estar habilitado em oncologia ou possuir UTI).

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3 O PAPEL DA ENFERMAGEM NO CUIDADO DOMICILIAR

A enfermagem domiciliar é uma atividade especializada, conforme resolução 290/20041 do Conselho Federal de Enfermagem e é aceita em vários países no mundo, inclusive no Brasil. (2)

No Brasil, a presença da enfermeira no domicílio dos clientes esteve historicamente associada à enfermagem de saúde pública. A partir de 1998, foi priorizado o sistema extra- hospitalar de assistência, ampliando o universo do atendimento à saúde e exigindo novas reflexões sobre o cuidado domiciliar. As primeiras experiências surgiram na área da cancerologia, objetivando cuidados paliativos aos pacientes fora de possibilidade terapêutica (3)

Por ser considerada uma especialidade e uma prática avançada, exige conhecimento científicotecnológico, competência e profissionalismo, pois é um exercício profissional complexo e subjetivo e requer profissionais com formação e apropriação de modelos de expertise clínica.

O cuidado domiciliar é realizado pela enfermeira e pela equipe de enfermagem domiciliar e está inserido na atenção à saúde domiciliar que, por sua vez, faz parte do continuum da assistência à saúde prestada pelo sistema de saúde no Brasil.

A enfermagem domiciliar é uma prática que exige do profissional responsabilidade, flexibilidade e autonomia no desempenho de seu trabalho. É uma atividade que envolve tomada de decisões baseadas na expertise fornecida por sua vivência e está fundamentada em um corpo de conhecimentos com um referencial conceitual sólido na especificidade do contexto domiciliar. A enfermagem domiciliar exige também habilidades e atitudes profissionais da enfermeira, o que a possibilita alcançar resolubilidade dos problemas apresentados pelos pacientes e pelos familiares.

No atendimento domiciliar à saúde, há uma ação individual da enfermeira com o paciente e com a família, em uma correlação, surgindo um espaço de liberdade, de criatividade, de complementaridade e de poder. Essa prática é independente e autônoma, em que a enfermeira recorre a seus próprios meios: independência intelectual baseada no conhecimento pessoal e no conhecimento empírico e responsabilidade legal e moral de seu exercício profissional.

No estudo realizado por Sosa Silva foi observado durante o estudo que o enfermeiro é o eixo de toda internação domiciliar, fazendo o vínculo entre os profissionais, gerenciando os cuidados de enfermagem em conjunto com o auxiliar de enfermagem e a família/cliente. Esta participação ativa do enfermeiro junto com o médico do Programa de Internação Domiciliar se dá desde a triagem do cliente que será internado em cuidado domiciliar. O médico tem a tarefa de indicar o momento exato em que o paciente passará a ser internado. Compete ao enfermeiro

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providenciar os equipamentos ergonômicos que serão necessários para a continuidade do tratamento, adaptando o atendimento (equipamentos/cuidados), trabalhando com as reais necessidades do cliente e a sua família, na perspectiva de realizar uma prática humanizada e teoricamente competente, sincronizando o saber popular com o saber técnico-científico . (3)

Compete também ao Enfermeiro que se engaja no cuidado domiciliar conhecer as crenças presentes nas vivências das pessoas. É através de suas narrativas que permitem ao indivíduo contar histórias de si mesmo, relatar suas experiências sempre de acordo com o que elas representam para ele. Pois as pessoas agem em função do significado que as coisas têm para elas, e esta significação é construída nas interações com os indivíduos, podendo ser constantemente restabelecidas. Cabe ao enfermeiro, orientar, explicar e esclarecer os procedimentos por ele realizados, respeitando o conhecimento e crença do paciente a respeito dos mesmos.

A análise da prática dos profissionais que prestam cuidados domiciliares de saúde aos serviços municipais ofereceu novos elementos para a compreensão das necessidades de saúde das pessoas com perdas funcionais e dependência. Embora essas necessidades sejam peculiares a todos os seres humanos, as pessoas com perdas funcionais e dependências, devido a suas próprias limitações inerentes a cada caso e na dependência da oferta de elementos facilitadores, apresentam relativamente maiores dificuldades na satisfação dessas necessidades.

4 COMENTÁRIOS FINAIS

Diante do exposto acima, observa-se que o programa Melhor em Casa apresenta uma oportunidade para a otimização de leitos hospitalares e a promoção de uma melhor qualidade de vida às pessoas com dependência para as atividades da vida diária.

Neste contexto, a finalidade do cuidar na enfermagem é prioritariamente aliviar o sofrimento humano, manter a dignidade e facilitar meios para manejar com as crises e com as experiências do viver e do morrer. Assim, o Enfermeiro e demais profissionais de saúde, na internação domiciliar tem um papel de mediador entre o cliente e a pessoa que vai realizar a ação do cuidado. Não só ver o que se passa no corpo físico de quem recebe cuidado, mas identificar quem pode assumir o cuidado na ausência do profissional. Assim, além de constatar sinais clínicos, o profissional necessita ver, interpretar e identificar a rede social de cuidado à qual o paciente pertence.

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5 REFERÊNCIAS

1) PORTAL DA SAÚDE.

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Disponível em . Acessado em: 22 out. 2012.

2) ENFERMAGEM DOMICILIAR.

Disponível em . Acessado em: 22.out. 2012.

3) SOSA SILVA,JR., HECK,RM., SCHWARTZ,E. O enfermeiro no programa de internação domiciliar: A visão do usuário e da família.

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