Demonstração do Fluxo de Caixa - Apostilas - Ciências Contábeis, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)
Maracana85
Maracana856 de Março de 2013

Demonstração do Fluxo de Caixa - Apostilas - Ciências Contábeis, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)

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Apostilas de Contabilidade sobre o estudo da demonstração do Fluxo de Caixa, métodos de elaboração, geração Bruta de Caixa.
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Centro de Ciências Sociais Aplicadas

Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais

ELABORAÇÃO E ANÁLISE

DO FLUXO DE CAIXA

Disciplina: Análise de Balanços 1

Recife

Setembro/2009

Introdução

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) passou a ser um relatório obrigatório pela contabilidade para todas as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Esta obrigatoriedade vigora desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, e desta forma torna-se mais um importante relatório para a tomada de decisões gerenciais.

A Deliberação CVM 547/2008 aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 03, que trata da Demonstração do Fluxo de Caixa. De forma condensada, esta demonstração indica a origem de todo o dinheiro que entrou no caixa em determinado período e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro. Assim como a Demonstração de Resultados de Exercícios, a DFC é uma demonstração dinâmica e também está contida no balanço patrimonial.

A Demonstração do Fluxo de Caixa irá indicar quais foram às saídas e entradas de dinheiro no caixa durante o período e o resultado desse fluxo. Apesar de ser uma das demonstrações financeiras mais úteis, não é divulgada pelas empresas. Assim, desenvolveu-se uma nova demonstração que pode ser realizada de “fora” da empresa e a partir dela realizar sua análise, é ela a Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa.

Demonstração do Fluxo de Caixa

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A demonstração do Fluxo de Caixa evidencia as modificações ocorridas nas disponibilidades da Companhia, em um determinado exercício ou período, por meio da exposição dos fluxos de recebimentos e pagamentos. Apesar do nome, além das modificações ocorridas no saldo da conta caixa, a DFC deve expor as alterações sofridas pelas demais disponibilidades, inclusive a conta bancos conta movimento e os investimentos de elevada liquidez.

Existem 2 métodos de elaboração da DFC:

• Método Direto;

• Método Indireto.

As diferenças entre os métodos direto e indireto são limitadas, exclusivamente, aos fluxos das atividades operacionais. Os fluxos das atividades de Financiamento e de Investimento são demonstrados de forma igual nos dois métodos.

Figura 1 - Método Direto vs. Método Indireto

Fonte: (Sá, 1998:36)

O fluxo de caixa é um retrato fiel da composição da situação financeira da empresa. É imediato e pode ser atualizado diariamente, proporcionando ao gestor uma radiografia permanente das entradas e saídas de recursos financeiros da empresa. O fluxo de caixa evidencia tanto o passado como o futuro, o que permite projetar, dia a dia, a evolução do disponível, de forma que se possam tomar com a devida antecedência, as medidas cabíveis para enfrentar a escassez ou o excesso de recursos.

Por outro lado é importante ressaltar que o fluxo de caixa também apresenta suas limitações. Uma delas é a incapacidade de fornecer informações precisas sobre o lucro e sobre os custos dos produtos da empresa. Isto porque as apurações e demonstrações são realizadas pelo regime de caixa e não pelo regime de competência. Todavia, pode-se afirmar que o fluxo de caixa é um instrumento de controle e análise financeira que juntamente com as demais demonstrações contábeis torna-se efetivamente um instrumento de apoio à tomada de decisões de caráter financeiro.

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Figura 2- O fluxo de caixa é o produto final da integração do Contas a

Receber com o Contas a Pagar.

[pic]

Fonte: (Sá, 1998:10)

Elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa

Planejar é uma das tarefas mais importantes do gestor. Através do planejamento é que se realiza uma gestão eficaz. Se não planejar suas atividades, o gestor corre o risco de ser surpreendido por imprevistos e colocar a empresa em grandes dificuldades, ou até mesmo levá- la à falência. O fluxo de caixa possibilita ao gestor programar e acompanhar as entradas (recebimentos) e as saídas (pagamentos) de recursos financeiros, de forma que a empresa possa operar de acordo com os objetivos e as metas determinadas, a curto e a longos prazos. A curto prazo para gerenciar o capital de giro e a longo prazo para fins de investimentos. Segundo Marion (1998):

“A DFC propicia ao gerente financeiro a elaboração de melhor planejamento financeiro, pois numa economia tipicamente inflacionária, não é aconselhável excesso de caixa, mas o estritamente necessário para fazer face aos seus compromissos “.

De acordo com a utilidade que se pretende obter, existem duas demonstrações de fluxo de caixa:

• Demonstração das “Entradas e Saídas” de caixa – DESC;

• Demonstração do “Fluxo Líquido de Caixa” – DFLC.

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A demonstração de entradas e saídas de caixa – DESC - visa mostrar o confronto entre as entradas e saídas de caixa e, conseqüentemente, se haverá sobras ou falta de caixa, permitindo à demonstração decidir com antecedência e a empresa deve tomar recursos ou aplicá-los.

A DESC, entretanto, permite-nos a análise das causas da posição de caixa da empresa. Por exemplo: se está faltando dinheiro, por que isso acontece? As causas são várias. Por isso foi criada uma demonstração que denominou-se de Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa – DFLC -, que mostra o efeito de cada variável no caixa.

Em resumo, enquanto a DESC é o instrumento de trabalho, a DFLC é o instrumento de análise. Nesse estudo, daremos ênfase da DFLC.

Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa

A demonstração do Fluxo Líquido de Caixa permite extrair importantes informações sobre o comportamento financeiro da empresa no exercício. As principais informações dessa demonstração referem-se à capacidade financeira da empresa de:

• Autofinanciamento das operações (compra, produção e vendas);

• Independência do sistema bancário no curto prazo;

• Gerar recursos para manter e expandir o nível de investimentos;

• Amortizar dívidas bancárias de curto e de longo prazo.

Essa demonstração pode ser preparada facilmente de fora da empresa, a partir das demonstrações financeiras publicadas pelas S.A. Além disso, é construída sob a forma que permite uma série de relações e avaliações referentes à capacidade de pagamento da empresa e à administração financeira.

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Para um melhor entendimento, vejamos em seguida um caso prático (extraído do Livro: Análise Financeira de Balanços: Abordagem básica e gerencial, Dante Camini Matarazzo, Atlas, 2008).

✓ Consideremos uma empresa Fictícia – Cia Líquida – cujas demonstrações financeiras estão abaixo:

A partir das demonstrações acima, podemos observar que a empresa sofreu prejuízo, então como podemos explicar o fato dela ter distribuído dividendos e aumentado seu saldo de caixa e realizado investimentos no ativo imobilizado?

Inicialmente, veremos como seria a Demonstração das Entradas e Saídas de Caixa para o exercício em questão.

[pic]

Através dessa demonstração é possível observar as fontes de caixa e seus usos, porém não responde às questões formuladas anteriormente.

Vejamos então, como construir passo – a - passo a Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa.

Geração Bruta de Caixa

Significa o ajuste do lucro por despesas não desembolsáveis. Vem evidenciar o montante de caixa gerado pelas atividades econômicas, ou seja, pelas atividades comerciais.

Geração Operacional de Caixa

O confronto das variações dos itens do Ativo Circulante Operacional e do Passivo Circulante Operacional resulta na variação da NCG – Necessidade de Capital de Giro. Adicionando a variação da NCG à geração bruta de caixa chega-se a Geração operacional de Caixa, cujo significado é o caixa gerado pelas atividades comerciais acopladas aos investimentos operacionais e fontes operacionais.

Geração Corrente de Caixa

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Adicionando – se à geração operacional de caixa a variação dos empréstimos bancários de curto prazo, chega - se à geração corrente de caixa, cujo significado é o caixa gerado pelas atividades de curto prazo.

A partir desse estudo, agora sim poderemos observar a Demonstração do Fluxo Líquido de caixa completa:

Análise da Gestão de Caixa

Analisar os fatores que influenciam o movimento de caixa a curto e longo prazos.

A DFLC evidencia:

۞ Se a empresa está gerando recursos para financiar suas atividade comerciais;

۞ Se pode pagar dívidas bancárias;

۞ Se sobram recursos para investimentos ou amortização de financiamento de longo prazo

۞ ...

Roteiro para Análise da DFLC

1º Passo: Conhecer o significado de cada Item da DFLC e seu inter-relacionamento;

2º Passo: Avaliar a importância relativa de cada item da DFLC.

Falta na DFLC uma visão da relevância da movimentação dos itens não correntes do exercício em relação a seus saldos do início do exercício e, consequentemente, da relevância da movimentação do CCL e CGP. Por isso, desenvolveu-se as seguintes demonstrações:

o Demonstração do Capital de Giro – DCG; e a

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o Demonstração da Movimentação do Capital de Giro - DMCG

Roteiro para Análise da DFLC

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Para melhor avaliar a gestão de caixa e evidenciar dados relevantes, existem mais duas demonstrações: DCG (Demonstração do Capital de Giro e a DMCG (Demonstração da movimentação do capital de Giro).

Demonstração do Capital de Giro - DCG

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Demonstração da Movimentação do Capital de Giro

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Além das análises da DCG, alguns indicadores podem ser extraídos dos números do conjunto da DFLC/DCG/DMCG:

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Conclusão

Buscamos mostrar neste trabalho algumas ferramentas capazes de tratar de modo específico um dos ativos mais importantes de uma entidade, que é o disponível, pois é ele que supre as necessidades diárias de uma empresa, contribuindo dessa forma para a continuidade da entidade.

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