Dengue - Apostilas - Ciências Biolológicas, Notas de estudo de Ciências Biologicas. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo894 de Março de 2013

Dengue - Apostilas - Ciências Biolológicas, Notas de estudo de Ciências Biologicas. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

PDF (431 KB)
15 páginas
1000+Número de visitas
Descrição
Apostilas de ciências biolológicas sobre o estudo das medidas de controle ambiental para a prevenção da dengue.
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 15
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS

DENGUE: EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CONTROLE.

2012

DENGUE: EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CONTROLE.

Trabalho de Conclusão de Curso

apresentado à Especialização em

Gestão Ambiental, área de Ciências

Biológicas Faculdade Facel

Santa Catarina , SC

2012

DEDICATÓRIA

Pós Graduação em GESTÃO AMBIENTAL

Área de CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Data de início: 01/06/2012

DENGUE: CONTROLE AMBIENTAL E PREVENÇÃO

docsity.com

Licenciatura em Ciências Biológicas

Santa Catarina 2012

RESUMO

Este trabalho consiste na exposição de medidas de controle ambiental para a prevenção da dengue, doença comum nos países tropicais, transmitida pelo vetor, mosquito Aedes aegiptis, que pode levar a complicações, incluindo o óbito. É uma doença comum nos países que não dispõe rede de saneamento básico adequado, associado a falta de informações e educação ambiental. A doença é comum em países subdesenvolvidos, de clima tropical, e a melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. O combate ao avanço da doença é de responsabilidade não apenas do governo, com seus órgãos de saúde pública, mas de toda a população, através da educação e do conhecimento.

PALAVRAS – CHAVE

Educação. Saneamento. Controle do vetor. Doença. Complicações.

ABSTRACT

This work consists of exhibition of environmental control measures for the prevention of dengue, a disease common in tropical countries, transmitted by the vector, Aedes aegiptis, which can lead to complications, including death. It is a common disease in countries that do not have adequate sanitation network, coupled with the lack of information and environmental education. The disease is common in underdeveloped countries, tropical climate, and the best way to prevent dengue is to combat outbreaks of water accumulation, potential sites for the creation of mosquito that transmits the disease. The fight against disease progression is not only the responsibility of government, with its public health agencies, but of the entire population through education and knowledge.

KEY - WORDS

docsity.com

Education. Sanitation. Vector control. Disease. Complications.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – O mosquito da dengue................................................................................9

Figura 2 - Número de casos de dengue, por região. Brasil, 2011..............................12

Figura 3 - casos em Santa Catarina, 2010-2-11........................................................14

Figura 4 - Municípios com registro de focos 2011......................................................16

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

FHD – Febre Hemorrágica da Dengue

Dive/SC - Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina

MS – Ministério da Saúde

SVS – Secretaria da Vigilância em Saúde

PCD - Programa de Controle da Dengue

UBS – Unidade Básica de Saúde

ACE – Agente de Controle de Endemia

ACS – Agente de Saúde Pública

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................8

2 DENGUE...................................................................................................................8

docsity.com

2.1 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS...............................................................................9

2.2 FEBRE HEMORRÁGICA DA DENGUE (FHD)....................................................10

2.3 AGENTE ETIOLÓGICO.......................................................................................10

2.4 TRATAMENTO.....................................................................................................10

2.5 OS NÚMEROS DA DENGUE...............................................................................11

2.6 MEDIDAS DE CONTROLE AMBNIENTAL NA PREVENÇÃO DA DENGUE......16

2.7 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS...............................................17

2.8 LIXÃO E ATERRO SANITÁRIO...........................................................................17

3 O ACE E O ACS......................................................................................................18

3.1 O AGENTE DE CONTROLDE DE ENDEMIAS (ACE).........................................19

3.2 O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE (ACS)..................................................19

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................20

1 INTRODUÇÃO

Dengue é uma doença infecciosa, febril, aguda, de evolução benigna ou grave. É causada pelo vírus flavivirus, transmitida pelo homem através do vetor, mosquito Aedes aegypti. A dengue está presente em mais de cem países, localizados desde o sudeste asiático, África e nas Américas. A doença atinge toda a América Latina, exceto o Chile. No Brasil, a dengue é uma doença endêmica, potencializada pelo crescimento desordenado das cidades, deficiências no abastecimento de água e na coleta e destino adequado do lixo. A movimentação de pessoas entre cidades e estados do nosso país, facilita a circulação do vírus e a disseminação da doença. Assim, o número de municípios infestados pelo Aedes aegypti aumenta gradativamente

2 DENGUE

A dengue é uma doença infecciosa, transmitida de pessoa para pessoa, através do mosquito vetor Aedes aegypti, atingindo populações de todos os estados brasileiros, independente de classes sociais. A fêmea pica o portador infectado e retransmite o vírus através da saliva. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a fêmea do Aedes aegypti ingerir o sangue infectado, ocorre um período de incubação e o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a sua vida. Não há transmissão pelo

docsity.com

contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento, somente pela ação do Aedes aegypti, que ao contrario de outros mosquitos, também pica durante o dia.

Esse animal, de hábitos diurnos e crepusculares, possui tamanho pequeno, com cerca de meio centímetro de comprimento. Sua cor varia entre o café e o preto, apresentando faixas brancas nas patas e nas costas. Já o vírus, pertencente à Família Flavivirus, possui quatro subtipos: o DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Este último, desde 2010, passou a se manifestar também em nosso país. (Araguaia, 2011)

A infecção pode se manifestar desde formas inaparentes até quadros graves, que evoluem para o óbito, geralmente por manifestações hemorrágicas, hepatite, insuficiência hepática, alterações do sistema nervoso, miocardite, hemorragias graves e choque.

O mosquito Aedes aegypti é uma espécie hematófaga originária da África que chegou ao continente americano na época da colonização. O mesmo mosquito também pode transmitir a febre amarela. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

Figura 1 – O mosquito da dengue

Fonte: Blog da Call

2.1 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

A primeira manifestação é a febre, geralmente alta, acima de 39º C, de início abrupto, associado à cefaléia, mialgia, perda da força muscular, atralgias, dor retroorbitaria, e às vezes, com presença de exantemas e prurido. Posteriormente, surge anorexia, náuseas, vômitos e diarréias, observadas por dois a seis dias. Alguns casos evoluem para formas graves da doença, com manifestações hemorrágicas importantes, como:

- petéquias (extravasamento de sangue pelos capilares da pele);

- gengivorragias (sangramento gengival);

- metrorragias (perda sanguínea uterina fora do período menstrual);

- hematêmese (vômito com sangue);

docsity.com

- hematúria (sangue na urina);

- melena (sangue nas fezes)

A trombocitopenia, baixo número de plaquetas sanguíneas, pode ser observada em todas as manifestações clínicas da dengue.

O fator determinante da febre hemorrágica é o extravasamento plasmático.

Nas crianças, as manifestações de cefaléia, mialgias e atralgias podem ser caracterizadas por choro persistente, fraqueza muscular e irritabilidade, com ausência de manifestações respiratórias, confundidos com sintomas de quadros infecciosos febris próprios da idade.

2.2 FEBRE HEMORRÁGICA DA DENGUE (FHD)

A dengue hemorrágica apresenta as mesmas manifestações da dengue comum, porém, com a defervescência da febre, surgem sinais e sintomas como vômitos importantes, dor abdominal intensa, hepatomegalia dolorosa, desconforto respiratório, letargia, derrames cavitários (pleural, pericárdico, ascite). Estes sinais prescedem as manifestações hemorrágicas descritas anteriormente. Podem ocorrer alterações circulatórias, evoluindo para instabilidade hemodinâmica, com hipotensão arterial e choque.

2.3 AGENTE ETIOLÓGICO

Vírus RNA, Arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente a família Flaviviridae, com quatro sorotipos conhecidos, DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4. São os mesmos tipos de vírus, com diferentes variações. Todos os sorotipos causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Assim, na vida, a pessoa só pode ter dengue quatro vezes. O avanço do vírus tipo 4 da dengue no Brasil é uma ameaça à saúde pública por tratar-se de uma nova variação do vírus, ainda sem reconhecimento imunológico da maioria da população. Quem já teve dengue causada por um tipo do vírus não registra um novo episódio da doença com o mesmo tipo. Ou seja, quem já teve dengue devido ao tipo DENV 1 só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos DENV 2, DEBV 3 ou DENV 4. A possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo episódio da dengue, os sintomas são mais severos. A resposta do sistema imunológico pode causar inflamações, aumentando o risco de lesões nos vasos sanguíneos, levando à dengue hemorrágica. Um terceiro episódio poderia ser ainda mais grave, e um quarto seria mais perigoso que o terceiro.

docsity.com

2.4 TRATAMENTO

O tratamento da dengue é sintomático. Não existe tratamento específico para dengue, apenas tratamentos que aliviam os sintomas. Deve-se ingerir muito líquido como água, sucos, chás, soros caseiros, etc. A dor e febre podem ser tratadas com analgésicos comuns, geralmente dipirona ou paracetamol. Não devem ser usados medicamentos antiinflamatórios à base de ácido acetil salicílico, pois são antiagregantes plaquetários, favorecendo as hemorragias.

2.5 OS NÚMEROS DA DENGUE

A dengue é considerada a mais importante arbovirose (arbovírus da família Flaviridae) que afeta o ser humano, constituindo-se num grave problema de saúde pública. Ocorre principalmente em países tropicais, onde as condições são mais favoráveis à proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Desde 1986, o Brasil vem convivendo com epidemias, atingindo a maior parte do território nacional, atualmente com circulação dos 4 diferentes sorotipos virais (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4).

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) registrou um total de 721.546 casos de dengue no país, excluindo os descartados, até a semana epidemiológica 39 (25/09/11 a 01/10/11). Nesse cenário, a distribuição dos casos de dengue de acordo com as regiões do país, conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (dive/SC) é a seguinte:

região | número de casos | % do total nacional |

Sudeste | 343,731 | 47,6 |

Nordeste | 184,663 | 25,6 |

Norte | 113,638 | 15,7 |

Sul | 34,962 | 4,8 |

Centro Oeste | 44,552 | 6,2 |

Tabela 1 - dengue por região, 2011

Fonte: dive/SC

Figura 2 - Número de casos de dengue, por região. Brasil, 2011

docsity.com

Fonte: SVS/2011 (dados atualizados em 20/01/2012)

Aproximadamente 54,4% (392.696) dos casos do país concentram-se em quatro estados:

- Rio de Janeiro (155.771; 21,6%),

- São Paulo (113.204; 15,7%),

- Amazonas (61.224; 8,7%)

- Ceará (62.497; 8,5%).

Em Santa Catarina houve 2 casos de dengue, nos municípios de São João do Oeste e Joinville, porém continua sendo o único estado da federação sem circulação viral.

Em 2011 foram registrados 769 casos suspeitos, com 130 confirmados, sendo todos importados, exceto os 2 casos autóctones já citados.

A tabela abaixo mostra a evolução dos casos de Dengue no estado nos últimos dois anos, retratando um aumento no numero de casos suspeitos e uma diminuição no número de casos confirmados.

casos | 2010 | 2011 |

suspeitos | 678 | 769 |

descartados | 493 | 639 |

confirmados | 185 | 130 |

Tabela 2 - Número de casos de dengue (suspeitos, descartados e confirmados) em Santa Catarina,

Fonte: LACEN – PCD SC (dados atualizados em 04/04/2012)

O número de casos confirmados tem relação com a ocorrência de epidemias em outros Estados do Brasil, em função do fluxo de turistas que nos visitam e de cargas que utilizam o Estado como via de acesso para outros pontos do país e de países vizinhos.

docsity.com

Figura 3 - casos confirmados em Santa Catarina, por local provável da infecção, 2010-2-11

Fonte: LACEN - PCD SC (dados atualizados em 04/04/2012)

Observa-se que em 2010 e 2011, a procedência da maioria dos casos (importados) reflete a situação epidêmica do país, onde os estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, tiveram maior número de casos.

Em Joinville, existe um caso confirmado de dengue em 2011, caso este importado de outro estado.

Conforme dados da Divisão de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, em 2010, houve um aumento do número de focos do mosquito Aedes aegypti em 67%, com 890 focos, se comparado ao ano anterior, com 507 focos. Dos 52 municípios com focos em 2009, 34 deles registraram focos em 2010, representando um percentual de 66%. Destes municípios, o Programa de Controle da Dengue (PCD) considera pontos prioritários para o controle do agravo, por apresentarem características que facilitam a entrada e dispersão do vetor, como Florianópolis, São José, Biguaçú e Balneário Camboriú, que são cortados pela BR 101; Joinville, quase divisa com o estado do Paraná; Dionísio Cerqueira, fronteira com a Argentina; e cidades como Chapecó, São Miguel D’Oeste, Brusque e Blumenau que, ou fazem parte de rota obrigatória do MERCOSUL ou constituem-se em importantes pólos industriais e comerciais do estado, recebendo grande fluxo de cargas rodoviárias. Torna-se importante salientar que dos 850 focos registrados em 2010, 43% foram nos municípios de Chapecó e São Miguel D’Oeste, ficando evidente o risco maior de transmissão viral para a população dessa região, bem como da dispersão do vetor para as demais áreas do estado.

Acompanhe a evolução de focos de Aedes aegypti em Santa Catarina, no triênio 2009, 2010 e 2011.

ano | focos | número de municípios |

2009 | 507 | 52 |

2010 | 890 | 34 |

2011 | 679 | 61 |

Tabela 3 - evolução dos focos de dengue - 209 a 2011

Fonte: dive/SC

Conforme demonstrado na tabela anterior e evidenciado em vermelho na figura seguinte, em 2011 foram registrados 679 focos em 61 municípios do estado de Santa Catarina.

docsity.com

Considera-se foco de dengue a existência do mosquito vetor, Aedes aegypti, seus ovos, larvas, em reservatórios de águas, pneus, vasos de plantas, garrafas plásticas, copos, dentre outros locais com águas paradas.

Figura 4 - Municípios com registro de focos 2011

Fonte: Laboratório de entomologia/SC (dados atualizados em 04/04/2012)

O Programa de Controle da Dengue (PCD) tem como objetivo impedir a circulação do vírus, mantendo-se atento ao combate de focos de seu vetor, o mosquito Aedes aegypti no território nacional. O aumento do número de focos do mosquito em Santa Catarina, se comparado ao ano de 2009, evidencia um risco epidemiológico, trazendo a possibilidade de contagio autóctone, transmissão local de dengue.

Ações de prevenção e controle do vetor, desde que executadas com qualidade e de forma oportuna, diminuirão o risco do mosquito transmissor da dengue se instalar em Santa Catarina. O envolvimento de órgãos públicos, bem como da população em geral, é imprescindível para evitar a formação de criadouros do mosquito. Assim, medidas de controle ambiental, onde sejam apresentadas ações educativas, com cuidados ao meio ambiente, poderão ser eficazes para a redução do ambiente propício a multiplicação do vetor.

2.6 MEDIDAS DE CONTROLE AMBNIENTAL NA PREVENÇÃO DA DENGUE

O controle da dengue exige um esforço de todos os profissionais de saúde, gestores e população. Não se combate dengue sem parcerias. É preciso envolver outros setores da administração municipal, como limpeza urbana, saneamento, educação, meio ambiente, turismo, entre outros.

Para se reproduzir, o mosquito vetor da dengue, Aedes aegypti, se utiliza de todo tipo de recipientes que as pessoas costumam manusear no dia-a-dia, como garrafas, embalagens descartáveis, latas, pneus, plásticos, etc. Estes recipientes são facilmente encontrados a céu aberto, nos quintais das casas, em terrenos baldios ou em lixões.

Cuidados fora de casa:

docsity.com

- limpar as calhas e lajes das casas. Trocar freqüentemente a água da piscina;

- manter recipientes de armazenamento de água, caixas d'água, poços, cisternas, latões, tambores bem fechados;

- guardar garrafas vazias de boca para baixo;

- eliminar a água acumulada em plantas, como bambús, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada de São Jorge, dentre outras;

- entregar pneus utilizados para a coleta seletiva de lixo;

- limpar terrenos baldios, retirando objetos que possam acumular água;

Cuidados dentro de casa:

- evitar acúmulo de água nos vasos de plantas;

- lavar bebedouros de animais, trocando a água com frequencia;

- tampar todos os objetos que possam acumular água, como potes, tambores, filtros de água, tanques, etc.;

Cuidados com o lixo:

- não jogar lixo em terrenos baldios;

- manter os lixeiros tampados e secos, até que o lixo seja recolhido;

- tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo;

- separar copos descartáveis, tampas de garrafas, latas, embalagens plásticas e qualquer lixo que possa acumular água, fechando-o bem em sacos plásticos entes de desprezar no lixo;

2.7 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

A Lei nº 12.305/10, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o

docsity.com

aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).

Cria metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e institui instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal e metropolitano e municipal; além de impor que os particulares elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. A Política Nacional de resíduos Sólidos prevê, entre outras obrigações, a extinção de todos os lixões (depósito de resíduos a céu aberto) até 2014.

2.8 LIXÃO E ATERRO SANITÁRIO

O lixão é um grande espaço destinado apenas a receber lixo, sem um planejamento para que se possa depositar os resíduos de forma menos agressiva ao meio ambiente. Não há tratamento para o chorume, líquido liberado pelo lixo, que contamina o solo e a água. Os recipientes que acumulam água ficam expostos a céu aberto, facilitando a proliferação do vetor da dengue, mosquito Aedes aegypti. Ratos e outros insetos desenvolvem-se e procriam- se livremente neste ambiente. Já no aterro sanitário, o lixo é depositado em local impermeabilizado por uma base de argila e lona plástica, o que impede o vazamento de chorume para o subsolo. Diariamente, o material é aterrado com equipamentos específicos para este fim. Existem, também, tubulações que captam o metano, gás liberado pela decomposição de matéria orgânica e que pode ser usado para gerar energia.

3 O ACE E O ACS

Os profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) são responsáveis pelas ações de prevenção e controle da dengue. Estas ações devem fazer parte das rotinas, integrando-se as demais ações desenvolvidas pelo sistema de saúde. É preciso que o combate a dengue seja planejado em conjunto, por todos os profissionais de saúde, e é preciso chamar à responsabilidade da população para a sua parcela de contribuição.

3.1 O AGENTE DE CONTROLDE DE ENDEMIAS (ACE): profissional de saúde do município, cuja missão é visitar, vistoriar e eliminar focos do mosquito da dengue. Esta visita domiciliar de casa em casa é periódica, e o trabalho se dá através da verificação in loco e da orientação dos moradores quanto a eliminação de possíveis criadouros do mosquito da dengue. Dentre as competências do ACE destacam-se:

- encaminhar casos suspeitos de dengue à UBS;

docsity.com

- atuar junto aos domicílios, informando seus moradores sobre a doença, seus riscos, sintomas, agente transmissor e medidas preventivas;

- informar o proprietário do imóvel sobre a importância da verificação da existência de larvas do mosquito transmissor;

- orientar e acompanhar o responsável pelo imóvel quanto a remoção, destruição ou vedação de objetos que possam servir de criadouros do mosquito;

- vistoriar e tratar com larvicida, quando necessário, os pontos estratégicos;

- vistoriar e tratar os imóveis cadastrados e identificados pelo ACS, que necessitem do uso de larvicida ou remoção mecânica de difícil acesso que não possam ser resolvido pelo ACS, ou em ares onde não exista cobertura de ACS;

- encaminhar pendências, casas fechadas ou recusa de atendimento pelos moradores;

- notificar casos suspeitos de dengue,informando a equipe da UBS.

3.2 O AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE (ACS): profissional responsável pelo levantamento de dados relacionados à saúde da população e pelo cadastramento das famílias, de acordo com a área de abrangência da UBS. Através dos dados coletados e repassados pelo ACS, os profissionais de saúde poderão desenvolver projetos relativos a prevenção e manutenção da saúde das pessoas da sua área de abrangência. Dentre as competências do ACS destacam-se:

- encaminhar casos suspeitos de dengue à UBS,conforme rotina local;

- atuar junto aos domicílios, orientando os moradores quanto a doença e medidas de prevenção;

- informar o morador sobre a importância da verificação da existência de larvas de mosquito em qualquer material acumulado no terreno que possam servir de criadouro;

- orientar o morador quanto a recepção ao ACE,

- caso necessário, remover mecanicamente os ovos e larvas do mosquito;

- encaminhar ao ACE casos de verificação de criadouros em locais de difícil acesso ou que necessitem do uso de larvicidas;

- reunir-se periodicamente com o ACE para desenvolvimento de ações conjuntas;

- notificar casos suspeitos e informar a UBS.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

docsity.com

O controle da dengue passa necessariamente por todos os setores da sociedade, os órgãos governamentais, com ações ambientais educativas, ações de controle dos resíduos sólidos, com destinação adequados ao lixo, obras de saneamento básico e de controle de inundações, além de implementação das diretrizes da lei nº 12.305/10.

A população cabe a sua parte, para o controle da proliferação do mosquito vetor.

Escolas, Associações de Moradores, Igrejas, Imprensa, ONGs, devem participar do controle da doença, através de campanhas educativas para alunos e comunidade, além de mutirões de limpeza de terrenos baldios, evitando o acúmulo de água em recipientes.

A dengue como doença, deve ser tratada no âmbito da saúde pública, com ações efetivas de tratamento e controle, porém, não deve ser de exclusividade das Unidades de Saúde, pois a redução dos focos do mosquito, e a consequente redução dos casos da doença, dependem de todos nós.

REFERÊNCIAS

ARAGUAIA, Mariana. Dengue. Disponível em <http://www.brasilescola.com/ doencas/ dengue. htm> Acesso em 01 jun. 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria da Vigilancia em Saúde. Departamento de Vigilancia Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. ed. rev. Brasilia, Ministério da Saúde, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria da Vigilancia em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengue. Brasília, Ministério da Saúde, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde.Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. O Agente Comunitário de Saúde no controle da dengue. Brasília: Ministério da Saúde, 2009

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde, Diretoria Técnica de Gestão. Dengue: manual de enfermagem - adulto e criança. Brasília, Ministério da saúde, 2008.

docsity.com

Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Situação da Dengue no Brasil e em Santa Catarina-2011. Disponível em <http://www.dive.sc.gov.br/conteudos/zoonoses/Ve tores/dengue/A_Dengue_no_Brasil_e_Santa_Catarina_2011.pdf. Acesso em 01 jun. 2012.

Blog da Call. Dengue: a prevenção é a única arma contra a doença. Disponível em <http://www.call-construtora.com.br/blog/arquivos/tag/dengue/> Acesso em 16 jun. 2012

docsity.com

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento