Dentina - Apostilas - Odontologia, Notas de estudo de . Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA)
Michelle87
Michelle8728 de Fevereiro de 2013

Dentina - Apostilas - Odontologia, Notas de estudo de . Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA)

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Apostilas sobre o estudo da dentina, generalidades, composição quimica, propriedades, estrutura.
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DENTINA

1 - GENERALIDADES:

A dentina é um tecido conjuntivo avascular, mineralizado, especializado que forma o corpo do dente, suportando e compensando a fragilidade do esmalte. A dentina é recoberta pelo esmalte na sua porção coronária e pelo cemento na porção radicular. Sua superfície interna delimita a cavidade pulpar onde se aloja a polpa dentária. Por ser um tecido vivo, contém prolongamentos de células especializadas e substância inter celular.Dentina e polpa formam um complexo em íntima relação topográfica, embriológica e funcional, por isso têm características biológicas comuns.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

A dentina consiste de 30% de matéria orgânica e 70% de material inorgânico.

Esta composição varia com a idade do dente, devido a sua mineralização progressiva,mesmo já estando totalmente formado.A PORÇÃO INORGÂNICA consiste de sais minerais sob a forma de cristais de hidroxiapatita. Cada cristal é composto por vários milhares de unidades e cada ? unidade básica fundamental? tem como fórmula 3 Ca3(PO4)2.Ca(OH)2. Contem também pequenas quantidades de fosfatos, carbonatos e sulfatos, além de elementos como F, Cu, Zn, Fe e outros.Os grupos OH da hidroxiapatita podem se combinar com o flúor e formar a fluorapatita.Esta troca particular na composição da apatita tem importância clínica, pois a fluorapatita é menos solúvel que a hidroxiapatita, com maior resistência ao ataque ácidoproduzido por microorganismos cariogênicos.A PORÇÃO ORGÂNICA consta de fibras colágenas (17%), dispostas em pequenos feixes ao redor e entre os prolongamentos odontoblásticos. Estas fibras são unidas e cimentadas pela substância amorfa de natureza glicoproteica (lipídios,glicosaminoglicanas e compostos protéicos).

PROPRIEDADES FÍSICAS

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COR

Nos dentes de indivíduos jovens, a dentina tem uma cor amarelo-claro. Ao contrário do esmalte, que é muito quebradiço, a dentina está sujeita a deformações leves. E é altamente elástica. É algo m,ais dura que o osso, mas mais mole que o esmalte.

É uma estrutura branca amarelada. O tom do amarelo varia com a idade e de um indivíduo para outro.

Quanto mais translúcido o esmalte, mais deixa transparecer a cor da dentina DUREZA

A dentina é um tecido muito duro, mais que o osso e o cemento, embora seja mais mole e portanto mais radiolúcida do que o esmalte.

RESILIÊNCIA

Apresenta considerável elasticidade, devido ao arranjo em rede das suas fibras colágenas, cedendo mediante pressões, e com isso, amortece as forças mastigatórias impostas sobre o esmalte, impedindo que o mesmo se frature.

PERMEABILIDADE

A dentina é canalicular, e portanto permeável; substâncias podem penetrar através dos canalículos e atingir a polpa.

4- ESTRUTURA DA DENTINA

Os componentes estruturais básicos são:

O prolongamento do odontoblasto (fibrila de Tomes)

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Canalículo da dentina (zona canalicular)

O espaço periodontoblástico (líquido tissular)

A dentina pericanalicular (parede)

A dentina intercanalicular

PROLONGAMENTOS ODONTOBLÁSTICOSOs odontoblastos estão situados na periferia da polpa, e as suas projeções citoplasmáticas (prolongamentos) ocupam um espaço na matriz da dentina, que são os túbulos dentinários. A sua espessura é maior quanto mais próxima do corpo do odontoblasto. Os prolongamentos odontoblásticos ramificam-se próximo ao limite amelodentinário por toda a sua extensão. Essas ramificações se anastomosam com as vizinhasB

CANALÍCULOS OU TÚBULOS DENTINÁRIOS São delicados cilindros ocos dentro da dentina, que alojam os prolongamentos odontoblásticos. Seu trajeto é curvo, assemelhando-se a um S, sendo na raiz, na área dos bordos incisais e cúspides, praticamente retos. Emitem colaterais durante seu trajeto.O diâmetro e o volume desses canalículos variam, dependendo:a

da idade do dente b

da localização do canalículo na dentina Além disso, eles são mais largos junto a polpa e se tornam mais estreitos em suas extremidades externas.O número de canalículos por unidade de superfície varia segundo a região da dentina considerada: próximo da polpa

65.000 túbulos/mm parte central

35.000 túbulos/mm na periferia

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15.000 túbulos/mm superfície pulpar da dentina corresponde de 1/3 a 1/5 da superfície externa da dentina. A relação entre o número de canalículos por unidade de superfície

peripulpar e nas superfícies externas da dentina é ao redor de , o que eqüivale a dizer que os canalículos estão mais separados entre si nas camadas externas da dentina do que próximo à polpa.Há mais canalículos por unidade de superfície na coroa do que na raiz.

ESPAÇO PERIODONTOBLÁSTICO É o espaço compreendido entre a parede do canalículo e o prolongamento do odontoblasto. É preenchido pelo líquido, tissular, e, onde ocorrem as trocas metabólicas com os prolongamentos odontoblásticos .

DENTINA PERICANALICULAR OU PERITUBULAR É a dentina que constitui a parede do canalículo, e caracteriza-se pelo seu elevado conteúdo mineral (90%). Nos dentes recém irrompidos, está ausente na porção da dentina mais imediata à polpa, e também pode, dependendo da idade do dente, chegar a obliterar os túbulos dentinários. Quando a dentina peritubular é desmineralizada (descalcificada) resta da mesma uma pequena porção de matéria orgânica, que juntamente com a água, constitui 10% desta dentina.E

DENTINA INTERCANALICULAR OU INTERTUBULAR É a dentina situada entre os canalículos da dentina.A dentina intertubular é a massa principal da dentina. É altamente mineralizada, porémmais da metade do seu volume está formado por matriz orgânica com grande quantidade de colágeno.1 Composição:

sais minerais 70% material orgânico e água 30%

PRÉ-DENTINA

Camada de matriz não mineralizada de 25 a 30um de espessura, que está situada entre a camada de odontoblastos e a dentina mineralizada. Está presente durante a dentinogênese e permanece ao longo da vida do dente,depositando-se de forma lenta e contínua.

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LINHAS INCREMENTAIS

Refletem variações na estrutura e mineralização estabelecidas durante a formação de dentina. O curso das linhas corresponde aos períodos rítmicos de aposição de dentina.Na coroa varia de 4 a 8um a aposição diária de dentina. Na raiz, a aposição dentinária é mais lenta. Ocasionalmente algumas destas linhas estão acentuadas devido a distúrbios no processo de mineralização e são conhecidas como linhas de contorno de Owen (verroteiro de dentinogênese).

LINHA NÉO-NATAL

Durante o nascimento, o feto sofre alterações abruptas tanto no meio ambiente como na forma de nutrição, ocasionando nesta fase da vida, uma linha de contorno acentuado nadentina, resultado de uma calcificação incompleta (hipocalcificação), é a chamada linha néo- natal. Isto ocorre nos dentes decíduos e nos primeiros molares permanentes, ondeuma parte da dentina é feita antes do nascimento.

TIPOS DE DENTINA

DENTINA DO MANTO

É a primeira camada de dentina produzida pelo odontoblasto, ela é constituída por fibras pré- colágenas imaturas que se enrolam em espiral ao redor do prolongamento.

DENTINA PRIMÁRIA

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É aquela que se forma quando o dente ainda não está totalmente formado, apresenta muitos canalículos dentinários e a sua dentinogênese processa-se com grande velocidade (4 a 8um diários), ela é depositada até o término da formação da raiz.

– DENTINA PRÉ-NATAL

É aquela formada antes do nascimento.

– DENTINA PÓS-NATAL

Forma-se depois que o indivíduo nasce.

DENTINOGÊNESE:

1 – GENERALIDADES

A formação da dentina precede e é essencial para a formação do esmalte.

2 – ETAPAS DA DENTINOGÊNESE

A formação da dentina realiza-se em duas etapas:

- Matriz orgânica da dentina (pré-dentina) – 30%

- Dentina (mineralização) – 70%

A formação e calcificação da dentina começa na ponta das cúspides ou bordas incisais, e avança para dentro por uma aposição rítmica de camadas cônicas uma dentro da outra. Com a conclusão da dentina radicular, a formação da dentina primária chega ao seu final.

MATRIZ ORGÂNICA

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No início do desenvolvimento da matriz aparecem feixes de fibrilas entre os odontoblastos, que divergem num arranjo em forma de leque. São as fibras de Korff e sua origem e função na dentinogênese tem sido objeto de discussão. São constituintes importantes na matriz formada inicialmente, devido ao arranjo em leque de suas fibras, mas que mais tarde tornam-se compactos feixes de fibrilas paralelas. Os odontoblastos formam fibras colágenas e substância amorfa, e estas fibras se dispõem em espirais ao redor das fibrilas de Tomes e entre as mesmas, que foram deixadas pelos odontoblastos que se afastaram para o interior da papila. As fibras são unidas entre si pela matriz amorfa.

MINERALIZAÇÃO DA MATRIZ

Depois que várias camadas de pré-dentina foram depositadas, começa a mineralização das camadas mais próximas a junção dentina-esmalte. Forma-se então uma faixa de matriz dentinária e os odontoblastos elaboram fosfatase alcalina, dando ao meio condições ótimas de pH para que se processe a mineralização da matriz.

Nesse ínterim, íons minerais transportados pelos capilares sangüíneos da papila depositam-se na matriz orgânica como sais, sob a forma de cristais de hidroxiapatita, sobre as superfícies das fibrilas colágenas e na substância fundamental. Posteriormente os cristais são depositados dentro das próprias fibrilas.

O processo geral de calcificação e gradual, mas a região peritubular torna-se muito mineralizada em pouco tempo. Embora haja crescimento dos cristais enquanto a dentina amadurece, o tamanho final dos cristais permanece muito pequeno (até 0,1).

LINHAS INCREMENTÁRIAS

O crescimento aposicional da dentina é uma deposição de matriz em forma de camadas. O crescimento aposicional é caracterizado pela deposição regular e rítmica de material extracelular, incapaz de crescer mais por si próprio. Períodos de atividade e repouso se alternam em intervalos definidos. A matriz é depositada pelas células ao longo do local delineado pelas células formadoras.

As junções dentina-esmalte e dentina-cemento são diferentes entre si e em cada tipo de dente.

As linhas incrementares do Owen são linhas de implicação que refletem variações na estrutura e mineralização durante a formação de dentina. Correspondem as linhas incrementais de Von Ebner que estão acentuadas devido a distúrbios no processo de mineralização. As linhas de contorno de Owen representam, radiograficamente, faixas hipocalcificadas.

DENTINA RADICULAR

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Tem a mesma estrutura da dentina coronária. As linhas incrementares acham-se dispostas no sentido longitudinal em relação ao eixo do dente, demonstrando a deposição rítmica da dentina.

Seus canalículos se apresentam menores, com ramificações e trajeto sinuoso discretos. Isto se deve ao fato de que os odontoblastos desta região, que são praticamente cubóides, apresentam menor atividade metabólica, elaborando dentina muito lentamente.

Toda dentina radicular é envolvida externamente pelo cemento, que é uma estrutura pertencente ao periodonto de sustentação.

LIMITE DA DENTINA COM O CEMENTO

A dentina se relaciona com o cemento por meio da zona granular de Tomes. Percorrendo os canalículos da porção radicular em direção ao cemento, se comprova que a imensa maioria deles desaparece ao chegar nesta. Por este motivo se acredita que a zona granular de Tomes é a terminação natural da maior parte dos canalículos radiculares.

ESTRUTURA DA BAINHA RADICULAR EPITELIAL DE HERTWIG

É formado pela fusão dos epitélios interno e externo do órgão do esmalte. É constituído por duas fileiras de células cúbicas ou poliédricas.

As células do epitélio interno induzem a diferenciação das células do tecido conjuntivo (papila dentária) em odontoblastos, e assim que a primeira camada de dentina for depositada, a bainha de Hertwig perde a sua continuidade e a sua relação íntima com a superfície do dente.

Alguns de seus resíduos podem persistir no ligamento peridontal, são os chamados restos epiteliais de Malassez, que não apresentam nenhuma função, mas, numa possível inflamação do ligamento peridontal podem desenvolver como reação os cistos dentais.

É importante citar que a bainha de Hertwig é responsável pelos casos de rizogênese imperfeita que são encontrados em clínica.

MODELADO DA RAIZ

A forma da raiz é modelada pela Bainha de Hertwig.

1 –Dentes unirradiculares

A bainha de Hertwig contorna todo o colo do dente assumindo a forma de um tubo cônico simples que apresenta consequentemente, um único orifício.

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2 – Dentes bi e multirradiculares

A bainha de Hertwig forma lingüetas epiteliais que se dirigem para o longo eixo do dente fusionando-se entre si. Assim, estabelece a formação do soalho da câmara pulpar e agora aquele orifício único fica dividido em dois ou três orifícios que correspondem a base das futuras raízes.

FORMAÇÃO DA DENTINA RADICULAR

1 – A bainha de Hertwig migra em direção apical.

2 – As células do epitélio interno da bainha de Hertwig induzem a diferenciação dos odontoblastos, a partir das células periféricas da papila dentária.

3 – Os odontoblastos recuam o seu corpo em direção centrípeta deixando seu prolongamento, e simultaneamente, depositam matriz de dentina.

4 – Mineralização da matriz – Com a secreção da fosfatase alcalina elaborada pelos odontoblastos e células da camada sub-odontoblástica, ocorre a deposição de sais, principalmente de fosfato de cálcio, na forma de cristais de hidroxiapatita, cujos íons vieram dos capilares fenestrados da papila dentária.

CANAIS ACESSÓRIOS

A raiz tem habitualmente um conduto amplo e central. Entretanto, pode ocorrer a presença de 2, 3 ou mais condutos menores que recebem o nome de canais acessórios. A definição desses canais ocorre provavelmente pela deposição de dentina ao redor do vaso sangüíneo da polpa, já preexistente.

TECIDO ÓSSEO

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A fim de facilitar a compreensão dos tópicos que serão vistos adiante é de suma importância que agora nos alonguemos um pouco para analisar algumas peculiaridades dos tecidos ósseos.

O tecido ósseo é um dos mais resistentes e rígidos do corpo humano. Como tecido especia¬lizado em suportar pressões, sucede à cartila¬gem, tanto na ontogênese como na filogênese. Constituinte principal do esqueleto, serve de suporte para as partes moles e protege órgãos vitais, como os contidos nas caixas craniana e to¬rácica e no canal raquidiano. Suporta os dentes, aloja e protege a medula óssea, formadora das célulasdo sangue. Além dessas funções, proporciona apoio aos músculos esqueléticos, transformando suas contrações em movimentos úteis, e constitui um sistema de alavancas que amplia as forças geradas na contração muscular.

O tecido ósseo é formado por células e um material intercelular calcificado, a matriz óssea. As células são: 1. os osteócitos, que se situam em cavidades ou lacunas no interior da matriz; 2. os osteoblastos, produtores da parte orgânica da matriz; 3. os osteoclastos, células gigantes multinucleadas, relacionadas com a reabsorção do tecido ósseo e que participam dos processos de remodelação dos ossos.

Como não existe difusão de substâncias através da matriz calcificada do osso, a nutrição dos osteócitos depende de canalículos que exis¬tem na matriz. Esses canalículos permitem a comunicação dos osteócitos com seus vizinhos, com as superfícies externa e interna do osso e com os canais vasculares da matriz.

A presença da matriz mineralizada torna o tecido ósseo difícil de ser cortado no micró¬tomo. Por isso, técnicas especiais são utilizadas para seu estudo. Uma das técnicas usadas, que não preserva as células mas permite um estudo minucioso da matriz com suas lacunas e canalí¬culos, consiste na obtenção de fatias finas de te¬cido ósseo, preparadas por desgaste.

Todos os ossos são revestidos em suas su¬perfícies externas e internas por membranas conjuntivas, o periósteo e o endósteo, respecti¬vamente.

CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO

Osteócitos

São as células existentes no interior da ma¬triz óssea, ocupando lacunas das quais partem canalículos. Os osteócitos são cé¬lulas achatadas, com forma de amêndoa e prolongamentos citoplasmáticos que, ao menos nos ossos recém-formados, ocupam toda a extensão dos canalículos.

Os osteócitos são essenciais para a manu¬tenção da matriz mineralizada do osso e sua morte é seguida por reabsorção da matriz. Estu¬dos histoquímicos recentes demonstraram que os

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osteócitos e os osteoblastos contêm fosfato de cálcio unido a proteína ou glicoproteína. As células do osso são, portanto, capazes de con¬centrar cálcio no seu citoplasma.

Osteoblastos

São as células que sintetizam a parte orgâ¬nica (colágeno e proteoglicanas) da matriz óssea. Dispõem-se sempre nas superfícies ósseas, lado a lado, num arranjo que lembra um epitélio simples. Possuem prolongamentos citoplasmáticos que se prendem aos dos osteoblastos vizinhos. Esses prolongamentos se tornam mais evidentes quando um osteoblasto é envolvido pela matriz, pois são responsáveis pela formação dos canalículos que se irradiam das lacunas. Uma vez apri¬sionado pela matriz recém-sintetizada, o osteo¬blasto passa a ser chamado de osteócito. A ma¬triz se deposita ao redor do corpo da célula e de seus prolongamentos, formando assim as lacu¬nas e os canalículos, respectivamente.

A matriz óssea adjacente aos osteoblastos ativos e que não está ainda cal-cificada recebe o nome de osteóide ou pré-osso.

Osteoclastos

São células globosas, gigantes, móveis, con¬tendo de seis a 50 núcleos ou mais, que apare¬cem nas superfícies ósseas quando ocorre reab¬sorção do tecido. Nos cortes histológi¬cos, as áreas de reabsorção podem ser identifi-cadas pela presença de osteoclastos. Freqüen¬temente, os osteoclastos situam-se em depres¬sões da matriz, as lacunas de Howship.

Há evidências de que eles secre¬tam uma colagenase que ataca a parte orgânica da matriz óssea. Além disso, os osteoclastos en¬globam e solubilizam os cristais contendo cálcio, que se destacam da matriz durante a reabsorção desta.

MATRIZ

A parte inorgânica representa cerca de 50% do peso da matriz óssea. Os íons mais encontra¬dos são o fosfato e o cálcio. Há também bicar¬bonato, magnésio, potássio, sódio e citrato em pequenas quantidades. O cálcio e o fósforo for¬mam cristais que estudos de difração de raios X mostraram ter a estrutura da hidroxiapatita, com a seguinte composição: (Ca)10 (P04)6 (OH)2. Esses cristais se arranjam ao longo das fibrilas coláge¬nas e são envolvidos por substância fundamental amorfa. Os íons da superfície do cristal de hi- droxiapatita são hidratados, existindo, portanto, uma camada de água e íons em volta do cristal. Essa camada é denominada capa de hidratação. A capa de hidratação facilita a troca de íons entre o cristal e o fluido intersticial.

A parte orgânica da matriz é formada por fi¬bras colágenas (95%) e por pequena quantidade de substância fundamental amorfa que contém mucopolissacarídeos ácidos e neutros associa¬dos a proteínas, uma das quais é conhecida como osteomucóide.

Em virtude de sua riqueza em fibras coláge¬nas, a matriz óssea descalcificada cora-se pelos corantes seletivos do colágeno.

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A associação de hidroxiapatita com fibras co¬lágenas é responsável pela dureza e resistência características do tecido ósseo. Após a remoção do cálcio, os ossos mantêm sua forma intacta, porém tornam-se tão flexíveis quanto os ten¬dões. A destruição da parte orgânica, que é principalmente colágeno, pode ser realizada por incineração e também deixa o osso com sua forma intacta, porém tão quebradiço que difi¬cilmente pode ser manipulado sem se partir.

Colágeno

O colágeno ou colagénio é uma proteína de importância fundamental na constituição da matriz extracelular do tecido conjuntivo, sendo responsável por grande parte de suas propriedades físicas.

Características Gerais dos Colágenos

O colágeno é sintetizado intracelularmente em pequenas porções e exportado para fora da célula, onde, através da atuação de enzimas polimerizantes, é definido com a estrutura própria de colágeno, em hélice-tripla. Cada uma destas 3 "fitas" de proteínas são formadas quase inteiramente por glicina (que representa 1/3 da seqüência), prolina e lisina, como por mais dois aminoácidos que são modificados após serem colocados pelos ribossomos: a hidroxiprolina e a hidroxilisina. Esses dois últimos são derivados respectivamente da prolina e da lisina através de processos enzimáticos que são dependentes da vitamina C. Por esse motivo, a deficiência dessa vitamina leva ao escorbuto, uma doença relacionada a problemas na síntese do colágeno, causando hemorragia (vasos sanguíneos e pele possuem colágeno na sua constituição).

O colágeno ou gelatina, como conhecemos, é a classe mais abundante de proteínas do organismo humano e representa mais de 30% de sua proteína total, sendo obtidos industrialmente principalmente através dos bovinos.

No corpo humano, o colágeno desempenha várias funções, como, por exemplo, unindo e fortalecendo os tecidos. Com o passar do tempo, o corpo pode sofrer algumas privações desta substância, principalmente na alimentação atual, muitas vezes carente de vitaminas e proteínas. Durante os primeiros anos até a puberdade, essas deficiências não são visíveis e nem mostram suas evidências. A falta de colágeno vai se tornar mais visível e notável quando o homem entra na fase da maturidade, fase em que há uma possibilidade maior dele sofrer

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fraturas com freqüência. Também é nessa etapa da vida que começam a aparecer as rugas, pois a pele não tem mais a mesma elasticidade de antes.

A partir deste momento, é interessante fazer uma análise para examinar o que está danificado ou gasto pelo tempo, para fazer mudanças que possibilitem que seu corpo siga em frente e continue a operar seus shows de transformações. Praticar exercícios físicos, reforçar a alimentação saudável, levar uma vida regrada e saudável, tem uma grande colaboração.

A deficiência de colágeno no organismo denomina-se colagenoses, acarretando alguns problemas como má formação óssea, rigidez muscular, problemas com o crescimento, inflamação nas juntas musculares, doenças cutâneas, entre outros.

Todos os mamíferos fabricam o colágeno e seu uso se estende em diversas áreas de aplicação. No setor alimentício, ele é usado na fabricação de iogurtes, embutidos (salsichas, presunto, rosbife) e para sobremesas de fácil preparação (sobremesas de gelatinas, pudins, maria-mole, baianu´s e Pint), sendo também muito utilizado na área de cosméticos e produtos fármacos (cápsulas moles e duras são de gelatina obtida do processo de hidrólise parcial do colágeno, por exemplo).

O colágeno hidrolisado é o colágeno que passou por processo de hidrólise (hidros=água + lise=quebra) ou seja a grande cadeia proteica se quebra em um ponto, agregando uma molécula de água em sua estrutura. O processo de hidrólise mais comum utilizado pelas indústrias é através de enzimas específicas que garantem um tamanho mínimo desses fragmentos proteicos (normalmente próximo de 5000 Daltons). É justamente o tamanho do fragmento proteico que garante a absorção pelo organismo (cerca de 90%) através do trato intestinal, chegando facilmente à corrente sanguínea. Já a síntese de colágeno pelo corpo depende de fatores como a disponibilidade de vitaminas e minerais específicos de cada colágeno, além da necessidade do organismo em sintetizar aquele tipo de colágeno.

Como a maioria de sua estrutura é composta dos 3 tipos de aminoácidos já citados, o colágeno não é uma boa "fonte de proteínas", pois não oferece todos os aminoácidos essenciais necessários à boa alimentação.

Classificação

Tipos de colágeno

Colágeno Tipo I

É o mais comum; aparece nos tendões, na cartilagem fibrosa, no tecido conjuntivo frouxo comum, no tecido conjuntivo denso (onde é predominante sobre os outros tipos), sempre formando fibras e feixes, ou seja, está presente nos ossos, tendões e pele.

Colágeno Tipo II

É produzido por condrócitos, aparece na cartilagem hialina e na cartilagem elástica. Não produz feixes. Presente nos discos intervertebrais, olhos e cartilagem.

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Colágeno Tipo III

constitui as fibras reticulares. Presentes em musculo liso, endoneuro e nas trabéculas dos orgãos hematopoieticos (baço, nódulos linfáticos, medula óssea vermelha); artérias, fígado, útero e camadas musculares do intestino.Abundando no tecido conjuntivo frouxo, é encontrado na artéria aorta do coração, nos pulmões, nos músculos dos intestinos, fígado, no útero. Constitui as fibras reticulares.

Colágeno Tipo IV

Aparece na lâmina basal, um dos componentes da membrana basal dos epitélios. Presente nas lentes da cápsula ocular, glomérulos.

Colágeno Tipo V

Está presente nos ossos, tendões e sangue.

Colágeno Tipo VI

Está presente no sangue, camada íntima da placenta.

Colágeno Tipo VII

Está presente nas membranas corioaminióticas e na placenta.

Colágeno Tipo VIII

É endotélio.

Colágeno Tipo IX

Ele tem a função de manter as células unidas e é o principal componente protéico de órgãos

Colágeno Tipo X, XI e XII

Está presente na cartilagem.

Colágeno que formam longas fibrilas

As fibrilas de colágeno são formadas pela agregação de moléculas de colágeno do tipo I, II, III, V e XI, que se agregam para formar fibrilas claramente visíveis ao microscópio eletrônico. O colágeno do tipo I é o mais abundante, sendo amplamente distribuído no organismo. Ele ocorre como estruturas classicamente denominadas de fibrilas de colágeno e que formam ossos, dentina, tendões, cápsulas de órgãos, derme etc.

Colágenos associados a fibrilas

Colágenos associados a fibrilas são estruturas curtas que ligam as fibrilas de colágeno umas às outras e a outros componentes da matriz extra celular. Pertencem a este grupo os colágenos do tipo IX e XII.

Colágeno que forma rede

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O colágeno cujas moléculas se associam para formar uma rede é o colágeno do tipo IV e VII. O tipo IV é um dos principais componentes estruturais das laminas basais, onde tem o papel de aderência e de filtração. O tipo VII forma dímeros que se reúnem em estruturas especializadas denominadas fibrilas de ancoramento. As fibrilas de ancoramento auxiliam a conexão da lâmina basal do epitélio de múltiplas camadas ao tecido conjuntivo subjacente e, portanto, sao especialmente abundantes na pele.

Colágeno líquido, capsula ou pó

O colágeno hidrolisado pode ser encontrado na forma líquida, em capsula ou pó.

O colágeno em pó é o mais difundido entre as apresentações do produto devido à baixa atividade água (umidade normalmente próximo de 8%), o que garante uma estabilidade muito grande da proteína (chegando a 5 anos na embalagem original de fabricação). Esta apresentação em pó normalmente apresenta um preço mais baixo que as outras apresentações. Esta apresentação, quando vendido puro (sem aditivos ou sabor) requer uma melhor qualidade sensorial (sabor neutro).

As cápsulas de colágeno são o produto em pó, inserido na cápsula garantindo doses, normalmente miligramas do produto. É bastante útil para quem tem facilidades em ingerir capsulas e evita a necessidade de diluição. Esta apresentação permite utilizar um produto de baixa qualidade sensorial (sabor característico mais evidente). É necessário avaliar a dose/cápsula para analisar a relação custo/benefício.

O colágeno líquido pode ser obtido através da exclusão da etapa de secagem do colágeno hidrolisado ou da diluição do colágeno em pó. Normalmente essa apresentação requer a necessidade de conservantes e agentes de sabor. É necessário conferir a concentração do produto para analisar a relação custo/benefício.

Da superfície da cavidade pulpar até o esmalte (se for dentina coronária – que forma a

Por que a vitamina C é importante?

A vitamina C é importante para o ser humano (e também para os animais), pois é vital para a produção de colágeno. Ela também ajuda a proteger as vitaminas lipossolúveis A e E e os

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ácidos graxos da oxidação. A vitamina C previne e cura o escorbuto e pode ser benéfica no tratamento da anemia ferropriva.

A maioria das pessoas não tem idéia do que é o colágeno e por que ele é tão importante. O colágeno é a substância mais encontrada no organismo, pois é a fibra mais abundante no tecido conectivo. Esses tecidos dão forma a nosso corpo e sustentam nossos órgãos. Para ter uma idéia de como o colágeno é importante, eis uma lista dos cinco tipos de colágeno e em que parte do corpo eles são necessários:

• tipo 1 - tecido conectivo da pele, ossos, dentes, tendões, ligamentos, fáscias, membranas dos órgãos;

• tipo 2 - cartilagens;

• tipo 3 - tecido conectivo dos órgãos (fígado, baço, rins, etc);

• tipos 4, 5 - camada entre as células epiteliais e endoteliais, assim como entre as células esqueléticas ou de musculatura lisa (lâmina basal), glomérulos renais, cápsula do cristalino, células gliais e de Schwann do sistema nervoso.

Como você pode ver, o colágeno está por toda parte em nosso corpo e a vitamina C tem um papel importante em sua formação. Então, como essa vitamina está envolvida na síntese do colágeno?

Quando o colágeno é produzido, acontece uma complexa série de eventos, alguns dentro e outros fora da célula. A vitamina C é ativa dentro da célula, onde hidroxila (adiciona hidrogênio e oxigênio) dois aminoácidos: a prolina e a lisina. Isso ajuda a formar uma molécula precursora chamada procolágeno, que é mais tarde mudada para colágeno, fora da célula. Sem vitamina C, a formação do colágeno é interrompida, causando uma série de problemas em todo o corpo (veja Como funcionam as células para mais informações sobre bioquímica celular).

Referências

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GARTNE, L. P. HIATT, J. L. Atlas de Histlogia. Rio de Janeiro: Guananbara-Koogan, 1993. 322p.Disponível em Acesso 27 de outubro de 2012.

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