Dermatologia - Apostilas - leishmaniose, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Pipoqueiro
Pipoqueiro8 de Março de 2013

Dermatologia - Apostilas - leishmaniose, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Dermatologia sobre o estudo leishmaniose, definição, transmissão, ciclo natural biológico, formas.
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LEISHMANIOSE:

– Doença infecciosa crônica; – não contagiosa; – atinge a pele e, às vezes, mucosas e cartilagem; – causada por protozoário do gênero Leishmania; – transmitida ao homem através da picada do flebótomo fêmea infectado; – Doença de notificação obrigatória; – Ampla distribuição nas Américas: desde sul dos EUA até norte da Argentina. No Brasil: ocorre em todo

território (35 mil novos casos por ano); – Transmissão Silvestre: ocorre na mata. Animal silvestre reservatório → flebótomo fêmea infectado → animal

silvestre sadio. O ciclo passa a ser:animal silvestre reservatório → flebótomo fêmea infectado → HOMEM (desmatador, lavrador);

– Transmissão Urbana :ocorre no domicílio ou peridomicílio. Homem ou animal doméstico → flebótomo fêmea infectado → HOMEM (qualquer idade ou sexo);

– 4 espécies patogênicas de Leishmania: – Cx Leishmania donovani → calazar indiano e outros; – Cx Leishmania tropica → forma cutânea; – Cx Leihmania braziliensis → forma cutâneo-mucosa; – Cx Leishmania chagasi → L. visceral americana;

– agrupadas em 2 subgêneros (Viannia e Leishmania): – 1ª- Espécies do subgênero Viannia (V.) (intestino anterior, médio e posterior do mosquito):

L.(V.). braziliensis: agente mais comum das formas cutâneas e mucocutâneas; – L.(V.) guianensis; L.(V.) lansoni; L.(V.) naiffi; L.(V.) shaw; L.(V.) peruviana; L.(V.) panamensis; L. (V.) colombiensis;

– 2º- Espécies do subgênero Leishmania(L.): – L.(L.) amazonensis: distribuida no Brasil - AM, BA e PR. Responsável pela L. cutânea difusa anérgica

e cutânea; – L.(L.) chagasi; L.(L.) maxicana; L.(L.) pifanoi; L.(L.)venezuelensis; L.(L.) donovani; L.(L.) infantum; L.(L.) tropica; L.(L.) aethiopica;

– A forma clínica da Leishmaniose depende do tipo de população de leishmania, da espécie do flebótomo e, acima de tudo, da imunidade do hospedeiro (REATIVIDADE DEFENSIVA CONSTITUCIONAL);

– Ciclo natural biológico: Animal ou Homem infectado(amastigota) → picado pelo flebótomo fêmea fecundado (promastigota) → nova picada → regurgita formas promastigotas → amastigotas no hospedeiro;

– Maior ou menor nº de parasitos dependerá do estado imunológico do hospedeiro e é determinado pelo Linfócito T específico sensibilizado presente;

– Formas localizadas da doença: hiperreatividade celular (Montenegro POSITIVO); – Formas disseminadas: hiporreatividade celular (Montenegro NEGATIVO); – Período de incubação: 15 a 18 dias a meses; – Lesão de inoculação: única a várias;

– MMII (42%); – MMSS(39%).

– Forma ulcerada é a mais comum (95% dos casos); – Involui em 6 a 15 meses (cicatriz característica em “aro de bicicleta”); – Linfangite discreta; – Outras apresentações: pápulas, tubérculos, verrucosidades (BLECT); – Lesões de disseminações hematogênicas(Leishmânides):

– Na pele têm morfologia variada: pápulo-pustulosas; úlcero-crostosas; pápulo-foliculares; tuberosas. Nº

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variável; habitadas ou não; – Nas mucosas (boca, nariz, faringe e laringe): morfologia variada. Queixas de epistaxe, obstrução nasal,

tosse, disfonia,etc.; – Mucosa pode estar edemaciada, infiltrada, friável, com odor fétido (ESTOMATITE EM

PARALELEPÍPEDO; CRUZ DE ESCOMEL); – Fácies Tapiroide; – Fácies Gangosiforme; – Nariz em Bico de Papagaio; – Leishmaniose Cutânea Primitiva Difusa Anérgica:

– lesões difusas. Infiltrativas e tuberosas que lembram MHV; – riqueza de parasitos. – Montenegro negativo; – discreto ou ausente comprometimento mucoso; – sem comprometimento visceral; – Resistência terapêutica;

– Leishmanoide Pós-calazar: – semelhante à anterior porém secundária à infecção visceral previamente tratada;

– Leishmaniose Recidivante: – Surgimento de tubérculos em torno de ou sobre lesões cicatriciais principalmente na face;

– Classificação Clínico-imunopatológico das Leishmanioses: – I. Formas com hiper-reatividade celular:

– I.1.Forma abortada(subclínica); – I.2.Forma cutânea; – I.3.Forma mucosa; – I.4.Forma cutâneomucosa(tegumentar);

– II. Formas com hiporreatividade celular: – II.1.Forma cutânea difusa primária; – II.2.Forma cutânea difusa secundária; – II.3.Forma visceral (calazar);

– III. Formas borderline; – O diagnóstico da Leshmaniose consiste basicamente em três aspectos: clínica das lesões + procedência do

paciente + Montenegro; – Exames laboratoriais:

– 1- Pesquisa de leishmânia: exame direto corado pelo Giemsa e cultura em meio NNN (Novy-Mac-Neal- Nicole);

– 2-Exame histopatológico; – 3-Intradermorreação de Montenegro; – 4-Imunofluorescência indireta; – 5-Reação de fixação de complemento; – 6-PCR; – 7-técnicas imuno-histoquímicas;

– dx diferencial: – Lesões cutâneas: úlceras de estase; úlceras por anemia falciforme; vasculites; CA espinocelular e

basocelular; lues; BLECT, ectima; MH; sarcoidose; – Lesões mucosas: paracoccidiodomicose; histoplasmose; CA espinocelular; MHV; lues; lupus vulgar;

– tto: – Deve ser precoce para evitar deformidades; – Glucantime(antimônio pentavalente);

– 10 mg/Kg/dia(cutâneo) – 20 mg/Kg/dia(mucosa).IM ou IV. – Cálculo da dose até 60 Kg; – 30 dias;

– Pentamidina: 4 mg/Kg- IM- dias alternados; – Anfotericina B: 1 mg/Kg/dia, máximo50 mg/dose; – Anfotericina B lipossomal (menos tóxica): 2 a 3mg/Kg/dia por 20 dias; – Sulfato de aminosidina (Gabromicina): aminoglicosídeo; – Azitromicina; – Imidazólicos(itraconazol);

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– Alopurinol; – Inibidores do TNF-alfa e outros imunoterápicos; – Pentoxifilina; – Miltefosine (antineoplásico oral) - trabalhos recentes; – Cirurgia reparadora - SOS;

– evolução e prognóstico: – Dependendo da RDC pode evoluir de forma muito benigna ou de maneira muito grave; – Do ponto de vista evolutivo: forma abortiva sem cicatriz, forma abortiva com cicatriz,forma disseminada e

forma anérgica difusa;

– profilaxia: – Combate aos animais reservatórios; – Tratamento da fonte humana de infecção; – Combate ao flebótomo; – Proteção ao sadio; – Vacina (composta de suspensão de formas promastigotas e BCG). Bons resultados.

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