Dermatologia - Apostilas -  micoses profundas, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Pipoqueiro
Pipoqueiro8 de Março de 2013

Dermatologia - Apostilas - micoses profundas, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Dermatologia sobre o estudo das micoses profundas, causas, paracoccidioidomicose, esporotricose, cromomicose, lobomicose.
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MICOSES PROFUNDAS: – doenças causadas por diferentes cogumelos que invadem a derme e/ou hipoderme e órgãos

internos com reação inflamatória granulomatosa e vários anticorpos séricos. Não se conhece contágio inter-humano;

paracoccidioidomicose: – goença granulomatosa crônica, subaguda, ou raramente aguda; – produz infecção pulmonar primária (frequentemente inaparente) → dissemina → forma

granuloma ulcerativo na mucosa oral, nasal e ocasionalmente gastrointestinal. – linfonodos comumente comprometidos; – pode haver extensão para pele ou comprometimento sistêmico; – etiologia: fungo dimórfico Paracoccidioides braziliensis; – América do Sul e Central (exceto Chile), maior número de casos no Brasil; – endêmico nas zonas rurais de SP, RJ, RS, MT e MG; – forma crônica (mais comum): lavradores adultos do sexo masculino; – formas subagudas e agudas: acomete jovens e crianças sem preferência de sexo; – esporos de Paracoccidioides braziliensis no meio ambiente → via respiratória →

infecção pulmonar primária (polo parenquimatoso) → infecção ganglionar (polo ganglionar) → complexo primário → disseminação linfo-hematogênica → focos metastáticos (lesões específicas em qualquer órgão);

– complexo primário + focos metastáticos, dependendo do estado imunológico do hospedeiro: – 1) fazem involução das lesões com destruição dos fungos; – 2) sem fase de latência, levam à doença; – 3) fazem involução das lesões com focos quiescentes (PB infecção) → diminui

imunidade celular → doença; – a gravidade da infecção depende do estado imunológico do hospedeiro:

– polo hiperérgico → representado pela PB INFECÇÃO (Paracoccidioidina positiva na ausência de doença) e pelas formas circunscritas e autolimitadas da doença nas quais a imunidade celular é preservada (Paracoccidioidina positiva) com títulos de Ac específicos baixos;

– polo anérgico → quadro grave e progressivo, com imunidade celular comprometida (Paracoccidioidina negativa) e títulos de Ac específicos elevados;

– acometimento mucoso: – estomatite moriforme de Aguiar Pupo (típica e mais comum. Lesões

eritematoexulcerativas com pontilhado hemorrágico similar a amora); – lábio trombiforme; – lesões infiltrativas, vegetantes e ulcerativas; – sialorreia;

– acometimento cutâneo: – normalmente por disseminação hematogênica; – número e morfologia variados; – papulosas, vegetantes, úlcero-vegetantes, ulcerações...; – preferencialmente face e pescoço;

– acometimento nodal: – comum; – regional ou generalizado (simula linfoma); – amolecimento e fistulização (simula TB ganglionar);

– paracoccidiomicose juvenil aguda: – formas infantis são graves;

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– comprometimento do sistema retículo-endotelial (adenomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia);

– lise de ossos e síndrome de má absorção; – poupa pulmões e mucosas;

– acometimento pulmonar: – 80 a 90% dos casos; – infiltrado local assintomático; – infiltrado pneumônico em lobos inferiores, bilateral e simétrico (típico); – lesões cavitárias (15% dos casos); – sintomas: tosse produtiva, dispneia, febre, dor torácica, fibrose pulmonar, “cor

pulmonale”; – associaçào c/ TB pulmonar em 12% dos casos;

– dx micológico: – exame direto a fresco: formas arredondadas com membrana de duplo contorno,

tamanhos diferentes, gemulação única ou múltipla; – cultura em Ágar-sangue a 37ºC:

– macroscopia: colônias cerebriformes de cor creme; – microscopia: formas semelhantes ao tecido parasitado (leveduriforme);

– Sabouraud a 25ºC: – macroscopia: colônias filamentosas, esbranquiçadas, penugentas; – microscopia: elementos micelianos;

– dx histopatológico: – hiperplasia pseudoepiteliomatosa; – infiltrado inflamatório misto - granuloma tuberculóide + infiltrado exsudativo; – criptoesporulação (gemulação múltipla e simultânea em torno do parasito), com

aspecto de “Roda de Leme”; – dx imunológico:

– intradermoreação da Paracoccidioidina (valor prognóstico e epidemiológico); – reação de precipitinas (atividade da doença) e fixação do complemento (quantidade

de parasitos); – imunoeletroforese - identificação do arco E2 (precipitação) específico para

Paracoccidioides braziliensis, é de valor diagnóstico; – tto:

– sulfas: bons resultados, atualmente consideradas drogas de 2a linha; – anfotericina B: indicado nos casos extensos e graves. 0.5 a 1.0mg/kg/dia, mas não

ultrapassar 50mg/dia. Associar c/ hidrocortisona no soro p/ diminuir flebite. Efeitos colaterais: flebite, calafrios, febre, náuseas, anemia, nefrotoxicidade, hepatite, hipopotassemia com alterações no ECG;

– cetoconazol: 400mg diários. Efeitos colaterais: gastralgia, náuseas, vômitos, erupções cutâneas, anemia hemolítica, diminuição de libido, ginecomastia, hepatoxicidade;

– itraconazol: eficácia muito superior ao Cetoconazol com efeitos colaterais muito menores. 200mg diários após a refeição;

esporotricose: – doença granulomatosa crônica; – é micose subcutânea mais comum; – causada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenkii (comumente encontrado no solo); – atinge pele e, eventualmente, mucosas e órgãos internos; – epidemiologia universal, mais frequente nos climas tropical e subtropical;

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– mais comum na zona rural, em jardineiros e empalhadores; – não há contágio inter-humano; – fungo no solo, vegetais, etc. Pode penetrar por:

– 1) trauma, objeto pontiagudo na pele, arranhadura ou mordida de gato (vetor) → bloqueio pelo sistema imune – 1.1) sem lesão → esporotiq. Positiva; – 1.2) lesão local → forma cutânea local; – 1.3) invasão de linfonodos regionais → forma cutâneo-linfática;

– 2) via aérea ou digestiva → doença sistêmica (forma disseminada); – forma cutânea localizada:

– boa resistência do hospedeiro; – mais frequente na face; – lesão papulosa, papulotuberosa ou verrucosa com ou sem ulceração (dx diferencial

com síndrome LECT); – forma mucosa localizada:

– rara; – na conjuntiva e aparelho lacrimal, boca e faringe; – nódulos, vegetação e ulceração;

– forma cutâneo-linfática: – é a + comum (70% dos casos); – cancro de inoculação, seguido de cordão linfangítico centrípeto com nódulos que

sofrem transformação gomosa (mais intensa quanto mais próxima do cancro); – pode ocorrer adenopatia regional discreta; – localização preferencial nos membros;

– forma disseminada: – geralmente primária, decorrente da inalação ou ingestão do S. schenii; – dependendo da resistência do hospedeiro pode comprometer um ou vários órgãos; – ossos (osteolite), periósteo (periostite), articulações (artrite destrutiva e

tenossinovite), SNC (meningite), pulmões (bronquite, pneumonite, cavernas ) e rins (nefrite);

– dx micológico: cultura e Sabouraud a 25ºC é de escolha. Cresce em poucos dias, com microscopia da colônia de morfologia característica: hifas finas e alongadas com conídeos em pétalas de margarida;

– dx histopatológico: granuloma peculiar de zona externa com linfócitos e plasmócitos (sifiloide), intermediária de células epitelioides e central com PMN. É raro encontrar o parasito;

– imunofluorescência direta: revela o parasito com facilidade; – tto:

– iodeto de potássio: 2 a 4g diários por 1-8 meses. Efeitos colaterais: amargo na boca, expectoração, rinite, acne, paratidismo e iododerma;

– cetoconazol: 400 mg/dia; – itraconazol: 200 mg/dia – anfotericina B nos casos disseminados;

cromomicose: – infecção cutânea e subcutânea, crônica, granulomatosa e localizada; – causada por vários fungos dematiáceos que se apresentam nos tecidos lesados como

“corpos escleróticos”; – lesões: nodulares, tumorais, verrucosas, em placas e cicatriciais; – agentes etiológicos: Fonsecaea pedrosoi, Fonsecaea compacta, Phialophora verrucosa,

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Cladosporium carrioni, Rhinocladiella acquaspersa, (Cladosphialophora ajelloi); – dx direto em cristas e fragmentos da pele;

lobomicose: – ou doença de Jorge Lobo, blastomicose amazônica. micose queloidiforme de Jorge

Lobo; – doença crônica comprometendo exclusivamente a pele; – lesões: queloidiformes; – causada por fungo que abunda na derme e aí provoca intensa proliferação de histiócitos; – agentes etiológicos: Loboa loboi, Glenosporella loboi, Glenosporopsis amazonica,

Paracoccidioides brasiliensis, Blastomyces loboi, Lobomyces loboi; – dx: parasito abunda no exame a fresco.

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