Dermatologia - Apostilas - sífilis, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Pipoqueiro
Pipoqueiro8 de Março de 2013

Dermatologia - Apostilas - sífilis, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Dermatologia sobre o estudo da sífilis, definição, transmissão, lesões infectantes.
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SÍFILIS: – agente etiológico: Treponema pallidum exclusiva do ser humano; – incubação: 10 a 90 dias – 21 dias; – transmissão: contato sexual, vertical (congênita), hemotransfusão, por inoculação acidental; – doença sistêmica: afeta praticamente todos os órgãos; – só é infectante na forma recente da doença; – também conhecida como LUES, cancro duro, Protossifiloma; – sífilis adquirida recente (menos de um ano de evolução):

– lesões infectantes e não destrutivas; – primária :

– aparece geralmente três semanas após contato sexual; – cancro duro: único, indolor, bordas endurecidas e fundo limpo; – adenopatia regional (10 dias pós cancro) não inflamatória, móvel, indolor, uni ou

bilateral. (mais comum r. Inguinal); – cancro geralmente regride espontaneamente em 1–2 meses sem tratamento e sem

deixar cicatriz; – localização:

– M: colo uterino e vulva; – H: sulco balano-prepucial e glande; – cancro oculto: intra-uretral, retal, cervical ou anal; – outros locais de contato sexual podem ser o sítio das lesões: boca, dedo, umbigo,

mamilos...; – apresentações atípicas:

– sífilis decapitada: sem cancro. Infecções transfusionais ou pctes que usavam ATB;

– cancro misto de Rollet: cancro duro (sifilítico) + cancro mole; – cancro redux: lesão de sífilis recente recidivante, reaparece no lugar do antigo

cancro. Involui espontaneamente sem cicatriz; – cancro pseudoredux;

– secundária: – após 6 a 8 semanas do aparecimento do cancro duro; – erupções cutâneas generalizadas, alterações em mucosa e cabelo; – sintomas e sinais da generalização do treponema: febre, linfadenopatia generalizada,

cefaleia, meningite, adinamia e artrite; – cura espontânea; – sifílides foliculares papulares: atinge folículos pilosos - alopécia circunscrita com

perda do cabelo, sobrancelhas e barbas → alopécia “em clareira”; – sinal de Fournier; – roséolas sifílíticas: máculas eritematosas com 5mm, não pruriginosas ou dolorosas.

Tronco, pescoço, raízes dos membros superiores e inferiores, palmas e plantas; – sifílides papulosas ou papuloescamosas - após semanas - “Collerette de Biett”; – lesões eritemato-descamativas: mãos e pés - sifílide palmo-plantar; – lesões pápulo-erosivas ou condiloma plano: lesões nas regiões de dobras ou de atrito

como vulva, escroto, região interna das coxas, axilas, região anal. Extremamente infectantes;

– lesões orais esbranquiçadas superficiais da mucosa → placa mucosa (úlcera em rastro de lesma);

– latente recente; – sífilis adquirida tardia (mais de um ano de evolução):

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– lesões não infectantes e destrutivas; – latente tardia; – terciária:

– sinais clínicos após 1 ano de infecção - 10 a 15 anos. Caracterizada como o período destrutivo e não infectante;

– locais mais acometidos: SNC, sistema cardiovascular e pele; – principais lesões: goma, aortite sifilítica, demência, artropatia de Charcot; – goma:

– inflamação granulomatosa com área central de necrose; – atinge: pele, ossos, mucosas (oral e nasal), trato respiratório superior; – lesões nodulares, papulocrostosas ou ulcerativas, indolores;

– sífilis congênita recente: até o 2º ano de vida; – sífilis congênita tardia: após o 2º ano de vida; – sífilis latente:

– pcte assintomático: silêncio clínico. Identificado por exames de sangue; – HPP: lesões primárias ou secundárias, exposição a sífilis; – recente: < 1 ano de evolução – ainda é contagioso; – tardia: > 1 ano - não é mais infeccioso por contato sexual; – 70% dos pacientes evoluem para a sífilis tardia clinicamente evidentes (terciária);

– exames laboratoriais: – pesquisa direta: campo escuro, impregnação pela prata, imunofluorescência; – análise da secreção serosa – cancro ou gânglio; – sorologia não-treponêmica:

– VDRL: positivo a partir da 2° semana após surgimento do cancro. < 1:8 → cicatriz sorológica, então acompanhar VDRL de 3-3m para excluir sífilis;

– RPR; – sorologia treponêmica:

– positiva a partir do 15º dia pós infecção; – FTA-ABS (IgM e IgG); – TPHA;

– dx diferencial: – cancro duro: cancro mole, herpes, donovanose, LGV, escabiose, trauma, CA

espinocelular, hemorroidas e doença de Behçet; – roséola sifilítica: rubéola, viroses exantemáticas, farmacodermia; – condiloma plano: condiloma acuminado, donovanose; – erosões mucosas: aftas comuns, Doença de Behçet, leucoplasia. – goma: micoses profundas, Bk cutânea, leishmaniose;

– tto: – sífilis primária: Penicilina Benzatina 2.4 milhões UI, IM em dose única; – sífilis recente (secundária ou latente recente): Penicilina Benzatina 2.4 milhões UI, IM

(1.2 em cada glúteo). Repetir após 1 semana (total de 4.8 milhões); – sífilis tardia (latente tardia e terciária): Penicilina Benzatina 2.4 milhões UI, IM (1.2 em

cada glúteo). Semanalmente por 3 semanas (total de 7.2 milhões); – na dúvida do estágio de evolução, 3 doses de Penicilina Benzatina; – controle de cura: VDRL de 3-3 meses no 1º ano. Reatividade em titulações decrescentes:

acompanhar 6-6 meses até negativar ou estacionar; – elevação de 2 titulações acima da anterior: novo tto mesmo em assintomáticos; – reiniciar tto em caso de interrupção ou quando houver quadruplicação dos títulos de

VDRL (ex. 1/2 → 1/8).

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