Dermatologia - Apostilas - tumores, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
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Pipoqueiro8 de Março de 2013

Dermatologia - Apostilas - tumores, Notas de estudo de Dermatologia. Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Dermatologia sobre o estudo dos tumores, dermatoses pré-cancerosas, cânceres cutâneos, melanoma.
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TUMORES: dermatoses pré-cancerosas:

– adquiridas ou genéticas; – podem evoluir para câncer cutâneo; – dermatoses adquiridas: ceratose actínica, radiodermite, arsenicismo crônico, úlceras

crônicas e cicatrizes, leucoplasia e corno cutâneo; – dermatoses genéticas: albinismo, xeroderma pigmentoso;

cânceres cutâneos: carcinoma basocelular:

– possui a maior incidência dentre todos os tumores em seres humanos (75% das neoplasias cutâneas), com incidência de metástases praticamente desprezível;

– predileção por idosos (> 60 anos) e por áreas fotoexpostas da pele (o nariz é o local mais acometido);

– fatores de risco: exposição à radiação ultravioleta, cabelos e olhos claros; – carcinoma basocelular nodular (globoso ou nódulo-cístico):

– tipo mais frequente; – aparece como pápula ou nódulo translúcido, arredondado com ou sem

telangiectasia e brilho perolado característico; – cabeça e pescoço; – evolui para a forma ulcerada;

carcinoma basocelular ulcerado: – pode iniciar-se como úlcera ou evoluir a partir de carcinoma basocelular nodular,

com as bordas peroladas; – nas lesões próximas ao canto interno do olho, a abordagem cirúrgica é difícil

devido à proximidade do ducto lacrimal; – carcinoma basocelular terebrante (ulcus rodens):

– forma ulcerada com invasão rápida, provoca grande destruição tecidual; – carcinoma basocelular pigmentado; – nódulo ou pápula translúcido e hiperpigmentado; – pode ser confundido com melanoma maligno;

– formas menos frequentes: – carcinoma basocelular superficial (eritematoso ou pagetoide) → placa

eritematosa bem definida com bordas nítidas, sendo mais frequente no tronco; – carcinoma basocelular plano-cicatricial → lesão eritematosa com bordas

peroladas podendo ocorrer microulcerações no seu interior; – carcinoma basocelular esclerodermiforme (morfeiforme) → possui coloração

branco-marfim e se assemelha a uma lesão de esclerodermia; – dx diferencial: carcinoma espinocelular, doença de Bowen, LES, Esclerodermia em

placas, Melanoma maligno, Ceratoses actínicas, seborreicas e liquenoides, nevo intradérmico, pápula fibrosa do nariz, hiperplasia sebácea, dermatoses ulceradas e vegetantes de várias etiologias;

– tto: exérese cirúrgica seguido de exame histopatológico para avaliação das margens cirúrgicas;

– modalidades terapêuticas que devem ser reservadas para as formas superficiais: quimioterapia tópica (5-fluouracil- efurix®), cauterização química, eletrocauterização;

– criocirurgia com nitrogênio líquido possui excelente indicação em pacientes idosos com múltiplas lesões e em uso de medicação anticoagulante;

– radioterapia nos tumores recidivados ou nos casos onde a cirurgia é contra-indicada; – terapia fotodinâmica parece ter um futuro promissor nas pequenas lesões;

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carcinoma espinocelular: – 20 a 25% das neoplasias cutâneas; – associado à idade avançada, aumenta após os 50 anos de vida; – pele, cabelos e olhos claros são fatores de risco para o desenvolvimento do tumor; – pode metastatizar com incidência variando de acordo com a lesão precursora; – exposição à radiação ultravioleta associada ou não à existência de lesões precursoras,

radiação ionizante, imunossupressão prolongada, cicatrizes, queimaduras ou exposição crônica ao calor, infecção pelo HPV, genodermatoses (albinismo, xeroderma pigmentoso, poroceratoses, epidermólise bolhosa), carcinógenos ambientais e industriais estão correlacionados ao aumento da sua incidência;

– áreas fotoexpostas como cabeça, pescoço e dorso das mãos; – morfologia: lesão ulcerada, ulcerovegetante, vegetante, condilomatosa, cornificada e

nodular; – eritroplasia de Queyrat → carcinoma espinocelular in situ que se apresenta como

uma placa eritematocircinada sobre a glande. Pacientes não-circuncidados acumulam esmegma, o que exerce um efeito carcinogênico;

– condiloma de Buschke-Löwenstein → mais frequente no pênis, sobretudo nos não circuncidados, seguido por vagina, região cervical e perianal;

– ceratoacantoma → considerado um espinocelular “benigno” pelo fato de poder ocorrer regressão espontânea. Lesão nodular com rolha de queratina central, parecendo a cratera de um vulcão, com crescimento rápido;

– dx: biópsia e exame histopatológico. Algumas vezes, em processos inflamatórios crônicos, são necessárias varias biópsias para afastar possibilidade de hiperplasia pseudocarcinomatosa;

– dx diferencial: carcinoma basocelular, melanoma amelanótico, granuloma piogênico, hiperplasia pseudocarcinomatosa, lesões vegetantes ou ulceradas de etiologia diversas;

– tto: – exérese cirúrgica seguido de exame histopatológico para avaliação das margens

cirúrgicas; – cirurgia micrográfica de Mohs – para lesão recidivada após exérese prévia ou

localizada em áreas nobres (olhos, nariz, orelhas); – criocirurgia com nitrogênio líquido possui excelente indicação em pacientes

idosos com múltiplas lesões e em uso de medicação anticoagulante; – radioterapia em recidivados ou em casos onde a cirurgia é contraindicada; – esvaziamento ganglionar: quando houver comprometimento dos linfonodos

regionais e possibilidade de cura, caso contrário, está indicada a radioterapia; – doença de Bowen:

– lesão eritemato-escamosa, considerada como espinocelular in situ; – melanoma:

– negros: localização mais frequente é a palmoplantar ; – incidência tem seu pico no adulto jovem e vem aumentando na raça branca; – lesão primordial do melanoma é a mácula, pápula ou nódulo pigmentado; – prurido e sangramento local são sinais precoces que apontam para a degeneração

maligna; – neoplasia com elevada capacidade de gerar metástases precoces; – o reconhecimento precoce permite a sua cura pela exérese cirúrgica; – nos homens é mais comum no tronco e, nas mulheres, pernas e o tronco; – lentigo maligno melanoma:

– mancha pigmentada no polo cefálico (face e pescoço) e MMSS de idosos

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(aproximadamente 65 anos) com pele fotolesada; – responsável por 4-15% dos casos de melanoma; – lentigo maligno é lesão intraepitelial precursora do lentigo maligno melanoma;

– melanoma superficial extensivo: – é o tipo mais comum de melanoma, ocorrendo em até 70% dos casos; – 30-50 anos sem preferência por sexo; – lesão maculosa ou máculo-papulosa de tons variados (castanho, preto, cinza,

vermelho); – bordas irregulares, tamanho maior que 6 mm, porém menor do que o lentigo

maligno melanoma; – localizações mais frequentes: tronco em ambos os sexos, MMII nas mulheres;

– melanoma nodular: – nódulo de cor negra; – poder ser amelanótico (não-pigmentado); – pode ser ulcerado ou úlcero-vegetante; – crescimento inicial rápido no sentido vertical com invasão da derme e

hipoderme, o que lhe confere pior prognóstico; – ocorre em 15-30% dos casos; – localizando-se preferencialmente no tronco e MMII;

– melanoma acral: – variedade mais comum (30-70%) nos melanodérmicos; – localizam-se nas extremidades (palmoplantar, periungueal ou subungueal do 1°

pododáctilo); – melanoma amelanótico:

– corresponde a menos de 5% dos melanomas; – pior prognóstico pela dificuldade na identificação e por se apresentar sem

pigmento; – dx:

– exame clínico inicial reforçado pela dermatoscopia (lente de amplificação de 6 a 100 vezes, que aumenta a acurácia diagnóstica na diferenciação do melanoma com outras lesões melanocíticas) e todas as lesões suspeitas confirmadas pelo exame histopatológico;

– histopatológico: melanócitos atípicos dispostos isoladamente na camada basal e estratos superiores ou em ninhos de diferentes tamanhos, com assimetria da silhueta, proliferação pagetoide e infiltrado inflamatório subjacente e intralesional com pigmentação irregular e difusa;

– seguimento: – exame clínico de toda a superfície corpórea; – palpação de todas as cadeias linfonodais; – exames de imagem: radiografia de tórax, ultrassonografia abdominal a cada 6

meses; – laboratório: LDH e hepatograma a cada 6 meses; – tomografia e cintilografia óssea somente em caso de queixas clínicas;

– dx diferencial: carcinoma basocelular pigmentado, nevo azul, dermatofibroma, lentigo;

– síndrome do nevo displásico: vários nevos melanocíticos de aspectos irregulares em pacientes propensos ao desenvolvimento de melanoma.

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