DESENHO ARQUITETÔNICO, Exercícios de Engenharia de Desenho e Gráficos. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)
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luka_ribeiro12 de Maio de 2016

DESENHO ARQUITETÔNICO, Exercícios de Engenharia de Desenho e Gráficos. Centro Universitario Nove de Julho (UNINOVE)

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MATERIAL DIDÁTICO PARA DESENHO TÉCNICO ARQUITETÔNICO
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Microsoft Word - Apostila de DA - Elaboração - 2012.docx

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FURG 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE ‐ FURG 

ESCOLA DE ENGENHARIA  NÚCLEO DE EXPRESSÃO GRÁFICA 

DESENHO  ARQUITETÔNICO

         Prof. Me. SINVAL XAVIER 

AP O ST IL A  DE  D ES EN

HO  A RQ

U IT ET Ô N IC O  

M AR

ÇO  D E  20

11  

PREFÁCIO 

 

A presente apostila  faz parte do material didático das disciplinas de Desenho Arquitetônico dos  cursos de Engenharia Civil e Engenharia Civil Empresarial da Universidade Federal do Rio Grande –  FURG. A mesma foi elaborada com o objetivo de auxiliar o estudante na compreensão e execução  dos desenhos de arquitetura com uso de meios e recursos computacionais.  

Apesar  de  farta,  a  bibliografia  de  desenho  arquitetônico,  em  geral,  encontra‐se  desatualizada  quanto às ferramentas de produção gráfica. A quase totalidade dos  livros e materiais eletrônicos  (incluindo  apostilas,  apresentações,  e  outros,  encontrados  na  internet)  tratam  o  desenho  arquitetônico através dos métodos tradicionais de sua consecução, qual sejam: com o uso do lápis,  dos esquadros, do escalímetros, etc.  

É sabido que apesar da importância do domínio das técnicas manuais de desenho pelo profissional  de arquitetura e engenharia, o desenho de projetos de arquitetura e engenharia já vem a um bom  tempo, tanto por estudantes como profissionais, sendo executado quase exclusivamente através  de meios eletrônicos. O uso do computador e dos programas CAD (Computer Aided Design) está  inexoravelmente  associado  a  pratica  profissional  de  engenheiros  e  arquitetos,  e  encontra‐se  presente desde as escolas de engenharia e arquitetura até os grandes escritórios de arquitetura e  empresas de construção.  

Neste  sentido,  as  disciplinas  de Desenho Arquitetônico  da  FURG  adotaram  o  computador  e  os  softwares CAD como instrumentos de ensino e prática do desenho de arquitetura, e esta apostila  busca  suprir  a  falta  de material  de  estudo  a  cerca  do  tema.  Nela  são  abordados  conceitos  e  atributos  do  Desenho  Arquitetônico,  tendo  sempre  como  referência  o método  digital  de  sua  execução.  

Com exceção de algumas perspectivas de um modelo apresentado por Montenegro (2001), todas  as demais  figuras e desenhos  foram elaborados pelo autor com o uso de  software CAD. Alguns  textos apresentados foram extraídos ou baseados em material pesquisado na internet e que, por  falta de fonte clara e expressa, não puderam ser corretamente referenciado.  

Muito do conteúdo metodológico desse trabalho é baseado na prática de desenho do autor, ou  seja, possui um caráter de método pessoal que pode ou não equivaler aos utilizados por outros  profissionais de arquitetura e engenharia. Por tratar‐se de uma primeira versão, o material sofrerá  complementos, correções e melhoramentos, que estarão sempre disponíveis no blog da disciplina  de Desenho Arquitetônico da FURG. 

 

Prof. Me. Sinval Xavier 

 

 

 

SUMÁRIO   

PARTE 1 ‐ NOÇÕES GERAIS DE DESENHO TÉCNICO ............................................................................. 6 

1.1 O DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃO .............................................................................. 6 

1.1.1 O DESENHO TÉCNICO .......................................................................................................... 6 

1.1.2 A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS TÉCNICAS .......................................................................... 7 

1.2 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA ............................................................................................... 7 

1.2.1 AS LINHAS ............................................................................................................................ 8 

1.2.1.1 Espessuras das linhas ................................................................................................... 8 

1.2.1.1 Tipos de Linhas ............................................................................................................. 9 

PARTE 2 – O DESENHO ARQUITETÔNICO AUXILIADO POR COMPUTADOR ...................................... 10 

2.1  CONSIDERAÇÕES INICIAIS ....................................................................................................... 10 

2.2 UTILIDADES DO DESENHO ARQUITETÔNICO AUXILIADO POR COMPUTADOR ....................... 11 

2.3 IMPORTANTES ATRIBUTOS DO DESENHO DIGITAL.................................................................. 11 

2.3.1 A Escala ............................................................................................................................. 11 

2.3.2 A Área Gráfica ou de Desenho .......................................................................................... 12 

2.3.3 O Desenho em Layers (camadas) ...................................................................................... 12 

2.3.4 Uso de Biblioteca de Blocos .............................................................................................. 13 

2.4 PADRONIZAÇÃO EM DESENHO CAD ........................................................................................ 14 

PARTE  3‐   DESENHOS UTILIZADOS NA REPRESENTAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO DE UMA  EDIFICAÇÃO. ....................................................................................................................................... 17 

3.1 PLANTA BAIXA .......................................................................................................................... 17 

3.1.1 DENOMINAÇÃO E QUANTIDADE ...................................................................................... 19 

3.1.2 ESCALA .............................................................................................................................. 19 

3.1.3 ELEMENTOS DE UMA PLANTA BAIXA................................................................................ 20 

3.1.3.1 Paredes ....................................................................................................................... 20 

3.1.3.2 Desníveis e transições de pisos .................................................................................. 22 

3.1.3.3 Elementos em projeção ............................................................................................. 23 

3.1.3.4 Esquadrias .................................................................................................................. 24 

3.1.3.5 Equipamentos fixos .................................................................................................... 26 

3.1.3.6 Outros equipamentos ................................................................................................ 26 

3.1.3.7 Textos ......................................................................................................................... 26 

3.1.3.8 Pisos ........................................................................................................................... 27 

3.1.3.9 Cotas e referências de nível ....................................................................................... 29 

3.1.4 SEQUÊNCIA DE  MONTAGEM DE UMA PLANTA BAIXA .................................................... 32 

3.2 CORTES ..................................................................................................................................... 36 

3.2.1 POSICIONAMENTO DOS CORTES ...................................................................................... 36 

3.2.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHO ............................................................................................. 38 

3.2.3 ELEMENTOS DE UM CORTE ............................................................................................... 38 

3.2.3.1 Fundações .................................................................................................................. 38 

3.2.3.2 Piso e contra‐piso ....................................................................................................... 38 

3.2.3.3 Beirais ......................................................................................................................... 39 

3.2.3.4 Paredes ....................................................................................................................... 40 

3.2.3.5 Lajes e vigas ................................................................................................................ 40 

3.2.3.6 Esquadrias .................................................................................................................. 41 

3.2.3.7 Equipamentos fixos .................................................................................................... 42 

3.2.3.8 Coberturas.................................................................................................................. 42 

3.2.3.9 Cotas e referências de níveis ..................................................................................... 42 

3.2.4 SEQUÊNCIA DE MONTAGEM DE UM CORTE ..................................................................... 43 

3.3 FACHADAS ................................................................................................................................ 47 

3.3.1 Montagem das fachadas ................................................................................................... 48 

3.3.1 Espessuras das linhas ........................................................................................................ 48 

3.3.2 Uso de Blocos .................................................................................................................... 49 

3.3.2 Uso de hachuras ................................................................................................................ 49 

3.3.3 Uso de sombras ................................................................................................................. 50 

3.3.4 Uso de elementos de humanização. ................................................................................. 50 

3.3.4 Nomenclatura ................................................................................................................... 51 

3.4. PLANTA DE LOCALIZAÇÃO ....................................................................................................... 52 

3.4.1 Elementos Gráficos ........................................................................................................... 52 

3.4.2 Informações ...................................................................................................................... 52 

3.4.3 Escalas de representação .................................................................................................. 53 

3.4.4 Espessura dos traços ......................................................................................................... 53 

3.4.5. Observações Gerais .......................................................................................................... 53 

3.5. PLANTA DE COBERTURA ......................................................................................................... 55 

3.5.1 Rede Pluvial ....................................................................................................................... 55 

3.5.2 Linhas do Telhado ............................................................................................................. 55 

3.5.3 Elementos Gráficos ........................................................................................................... 56 

3.5.4 Informações ...................................................................................................................... 56 

3.5.5 Escalas ............................................................................................................................... 56 

3.5.6 Espessuras dos traços ....................................................................................................... 57 

3.5.7 Identificação das linhas do telhado .................................................................................. 57 

3.5.8 Localização e Cobertura .................................................................................................... 58 

3.6 PLANTA DE SITUAÇÃO .......................................................................................................... 59 

3.6.1 Elementos Gráficos ........................................................................................................... 59 

3.6.2 Informações ...................................................................................................................... 59 

3.6.3 Escalas ............................................................................................................................... 59 

3.6.4 Espessuras dos traços ....................................................................................................... 60 

3.6.5 Generalidades ................................................................................................................... 60 

3.7 DETALHES CONSTRUTIVOS ...................................................................................................... 61 

3.7.1 Exemplos de detalhes construtivos .................................................................................. 62 

3.8 PERSPECTIVAS .......................................................................................................................... 67 

PARTE 4‐  FOLHAS DE DESENHO ........................................................................................................ 67 

4.1 FORMATO PADRÃO BÁSICO E DERIVAÇÕES ............................................................................ 67 

4.2 MARGENS E QUADRO .............................................................................................................. 68 

4.3 LEGENDA (CARIMBO OU SELO) ................................................................................................ 68 

4.4 OUTROS .................................................................................................................................... 70 

4.5 DOBRAMENTO ......................................................................................................................... 70 

4.5.1 Dobramento do Formato A0 ............................................................................................. 70 

4.5.2 Dobramento do Formato A1 ............................................................................................. 71 

4.5.3 Dobramento do Formato A2 ............................................................................................. 71 

4.5.3 Dobramento do Formato A3 ............................................................................................. 71 

4.6 FORMATOS ESPECIAIS .............................................................................................................. 72 

4.7 ORGANIZAÇÃO DOS DAS FOLHAS ............................................................................................ 72 

REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 74 

 

 

 

 

   

PARTE 1 ‐ NOÇÕES GERAIS DE DESENHO TÉCNICO   

1.1 O DESENHO COMO FORMA DE EXPRESSÃO 

Segundo Schuler e Mukai (200‐?), desde suas origens o homem comunica‐se através de grafismos  e desenhos. As primeiras  representações que  conhecemos  são as pinturas  rupestres, em que o  homem  representava  não  apenas  o  mundo  que  o  cercava,  mas  também  as  suas  sensações:  alegrias, medos, crenças, danças... Ao  longo da história, a comunicação através do desenho,  foi  evoluindo,  dando  origem  a  duas  formas  de  desenho:  o  desenho  artístico  –  que  pretende  comunicar  idéias e  sensações, estimulando a  imaginação do espectador; e o desenho  técnico –  que  tem por  finalidade  a  representação dos objetos o mais próximo do possível,  em  formas  e  dimensões. 

Em arquitetura, o desenho é a principal forma de expressão. É através dele que se exteriorizam as  criações e soluções arquitetônicas, representando o projeto, seja ele um espaço, uma edificação  ou um conjunto delas. 

1.1.1 O DESENHO TÉCNICO 

O  desenho  começou  a  ser  usado  como  meio  preferencial  de  representação  do  projeto  arquitetônico a partir do Renascimento, quando as  representações  técnicas  foram  iniciadas nos  trabalhos  de  Brunelleschi  e  Leonardo  Da  Vinci.  Apesar  disso,  ainda  não  havia  conhecimentos  sistematizados na área, o que tornava o desenho mais livre e sem nenhuma normatização. Um dos  grandes avanços em desenho técnico se deu com a geometria descritiva de Gaspar Monge (1746‐ 1818), que apresentou um método de representação das superfícies tridimensionais dos objetos  sobre a superfície bidimensional do papel. A geometria mongeana embasa a técnica do desenho  até hoje (SCHULER e MUKAY, 200‐?). 

Com a Revolução  Industrial, os projetos das máquinas passaram a necessitar de maior rigor e os  diversos  projetistas  necessitaram  de  um  meio  comum  para  se  comunicar.  Desta  forma,  instituíram‐se  a  partir  do  século  XIX  as  primeiras  normas  técnicas  de  representação  gráfica  de  projetos (SCHULER e MUKAY, 200‐?). 

O Desenho Arquitetônico é uma especialização do desenho  técnico normatizado, voltada para a  execução e representação de projetos de arquitetura. Para Schuler e Mukai (200‐?) o desenho de  arquitetura manifesta‐se como um código para uma linguagem, estabelecida entre o desenhista e  o  leitor do projeto, envolvendo um certo   nível de  treinamento no  seu entendimento. Por este  motivo, este tipo de desenho costuma ser uma disciplina  importante nos primeiros períodos das  faculdades de arquitetura e engenharia civil.  

Assim,  o Desenho  Arquitetônico  é  uma  forma  de  comunicação  do  arquiteto  e  do  engenheiro.  Quando o elaboramos estamos criando um documento que contém, na  linguagem de desenho,  informações  técnicas  relativas  a  uma  obra  arquitetônica.  Esse  documento  segue  normas  de  linguagem que definem a representatividade das retas, curvas, círculos e retângulos, assim como 

  dos diversos outros elementos que nele aparecem, de forma a poder ser perfeitamente lido pelos  profissionais envolvidos na construção (SCHULER e MUKAY, 200‐?). 

Os desenhos de arquitetura até pouco  tempo eram  realizados quase exclusivamente sobre uma  superfície de papel através do instrumental tradicional do desenho técnico, tal como o lápis e/ou  lapiseira,  borracha,  esquadros,  escalímetro,  compasso,  gabaritos,  etc.  Com  a  evolução  da  computação gráfica e a disseminação dos programas CAD (Computer Aided Design), o instrumento  de  elaboração  dos  desenhos  de  arquitetura  passou  a  ser majoritariamente  o  computador.  O  desenho  arquitetônico  passa  a  ser  desenvolvido  na  tela  do  computador  e  posteriormente  impresso em  impressoras de grande  formato  (plotter). Mas apesar da  troca de  instrumental, os  elementos do desenho arquitetônico mantêm‐se com as mesmas características gráficas, ou seja,  os  traços  e  os  demais  elementos  apresentados  deverão  transmitir  todas  as  informações  necessárias para  a  construção do objeto,  com a mesma  representatividade, nos dois processos  (SCHULER e MUKAY, 200‐?). 

1.1.2 A IMPORTÂNCIA DAS NORMAS TÉCNICAS 

Segundo  Schuler  e  Mukai  (200‐?),  sendo  o  desenho  a  principal  forma  de  comunicação  e  transmissão das  idéias do arquiteto, é necessário que os outros profissionais envolvidos possam  compreender  perfeitamente  o  que  está  representado  em  seus  projetos.  Da mesma  forma,  é  necessário que o  arquiteto  consiga  ler qualquer outro projeto  complementar  ao  arquitetônico,  para possibilitar a compatibilização entre estes. 

“A normatização para desenhos de arquitetura  tem a  função de estabelecer  regras e  conceitos  únicos  de  representação  gráfica,  assim  como  uma  simbologia  específica  e  pré‐determinada,  possibilitando  ao  desenho  técnico  atingir  o  objetivo  de  representar  o  se  quer  tornar  real”  (SCHULER e MUKAY, 200‐?). 

A  representação  gráfica  do  desenho  em  si  corresponde  a  uma  norma  internacional  (sob  a  supervisão da ISO – International Organization for Standardization). Porém, geralmente, cada país  costuma  ter  suas  próprias  normas,  adaptadas  por  diversos motivos.  No  Brasil,  as  normas  são  editadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Para o Desenho Arquitetônico, a  principal  norma  é  a NBR  6492  –  Representação  de  Projetos  de  Arquitetura. Grande  parte  das  recomendações dessa apostila são baseadas nessa norma. 

1.2 A GRAFICAÇÃO ARQUITETÔNICA 

Sempre que possível o desenho deve estar bem paginado, dentro de pranchas padronizadas com  margens e carimbo (selo) com as informações necessárias. Deve estar limpo e sem rasuras. Conter  traços homogêneos,  com espessuras diferenciadas que  identifiquem e  facilitem a  compreensão  dos elementos desenhados. Textos com caracteres claros e bem dimensionados, que não gerem  dúvidas  ou  dupla  interpretação. Dimensões  e  demais  indicações  que  permitam  a  boa  leitura  e  perfeita execução da obra.  

A base para a maior parte do desenho arquitetônico é a linha, cuja essência é a continuidade. Em  um  desenho  constituído  somente  de  linhas,  a  informação  arquitetônica  transmitida  (espaço  volumétrico;  definição  dos  elementos  planos,  cheios  e  vazios;  profundidade)  depende  primordialmente das diferenças discerníveis no peso visual dos tipos de linhas usados. 

  1.2.1 AS LINHAS 

As  linhas  são  os  principais  elementos  gráficos  do  desenho  arquitetônico.  Além  de  definirem  o  formato, dimensões e posicionamento das paredes, portas,  janelas, pilares, vigas, escadas, etc.,  também  informam  as  características  e  dimensões  de  cada  elemento  projetado.  Sendo  assim,  deverão estar perfeitamente representadas dentro do desenho. 

As  linhas  de  um  desenho  normatizado  devem  ser  regulares,  legíveis  (visíveis)  e  devem  possuir  contraste umas com as outras. Nas plantas, cortes e fachadas, para sugerir profundidade, as linhas  sofrem uma gradação no traçado em função do plano onde se encontram. As linhas em primeiro  plano  (plano mais  próximo)  serão  sempre mais  grossas  e  escuras,  enquanto  as  do  segundo  e  demais  planos  visualizados  (mais  afastados)  serão  menos  intensas.  Também  se  diferem  as  espessuras das linhas dos elementos seccionados (transpassados pelos planos de corte) das linhas  dos  elementos  em  vista  (que  estão  além  do  plano  de  corte),  representando‐se  com  maior  intensidade  visual  os  primeiros  (elementos  em  seção)  em  relação  aos  últimos  (elementos  em  vista).  

1.2.1.1 Espessuras das linhas 

As espessuras das linhas utilizadas no desenho arquitetônico podem ser classificadas em grossas,  médias  e  finas.  As  espessuras  variam  conforme  o  uso  (elemento  representado)  e  a  escala  de  representação.  

 

TRAÇO  ESPESSURA  TIPO DE LINHA  PRINCIPAIS USOS 

GROSSO 

 

 

0,5 mm a 1,0 mm  Principais/secundárias  Linhas que estão sendo  cortadas (perfil) 

MÉDIO 

 

 

0,25 mm a 0,45 mm  Secundárias  Linhas em vista/elevação 

FINO 

 

 

0,05 mm a 2,0 mm  Terciárias  Linhas auxiliares/cotas/   hachuras/ pisos 

 

Traço forte: As linhas grossas e escuras são utilizadas para representar, nas plantas baixas e cortes,  as paredes e os elementos estruturais (pilares, vigas, lajes) interceptados pelo plano de corte.  

Traço médio: as  linhas de espessura médias, representam elementos em vista, ou seja, tudo que  esteja  abaixo  (planta  baixa)  ou  a  além  (cortes)  do  plano  de  corte,  como  peitoris,  soleiras,  mobiliário, ressaltos no piso, vãos de aberturas, paredes em vista, etc. Também são utilizadas para  representar  elementos  seccionados  de  pequenas  dimensões,  tais  como  marcos  e  folhas  de  esquadrias.   

  Traço fino: as linhas finas são utilizadas principalmente para representar hachuras e texturas, tais  como as que representam os elementos de concreto e madeiras, e as que representam os pisos e  paredes  revestidas,  por  exemplo,  com  pedras  e  cerâmicas.  Também  são  utilizadas  para  representar as linhas de cotas e de chamadas.  

Linhas nas  representações das  fachadas: nas  representações das  fachadas  (elevações) de uma  edificação  são  utilizadas  linhas  de  diversas  espessuras,  que,  entre  outros  fatores,  variam  seu  traçado  conforme:  a  distância  relativa  dos  planos  de  fachadas  ao  observador;  representarem  contornos de planos ou  linhas  internas; representarem vãos ou elementos  internos e externos a  esses, etc.  

1.2.1.1 Tipos de Linhas 

1. Linhas de contorno – Contínuas 

A espessura varia com a escala e a natureza do desenho, exemplo: 

(± 0,5 mm)   

2. Linhas internas – Contínuas 

De menor valor que as linhas de contorno, exemplo: 

(± 0,4 mm) 

3. Linhas de elementos em seção – Contínuas 

A espessura varia com a escala e as dimensões do elemento seccionado, exemplo: 

(± 0,6 mm) 

4. Linhas de elementos não visíveis situadas além do plano do desenho ‐ Tracejadas 

Mesmo valor que as linhas de eixo. 

(± 0,2 mm) 

5. Linhas de projeção ‐ Traço e dois pontos 

São  indicadas para representar projeções de pavimentos superiores, marquises, balanços,  etc. 

(± 0,3 mm) 

6. Linhas de eixo ou coordenadas – Traço e ponto 

Com espessura inferior às linhas internas e com traços longos. 

 (± 0,3 mm) 

7. Linhas de cotas, indicações e chamadas – contínuas 

Com espessura inferior à linha de eixo ou coordenadas 

(± 0,1 mm) 

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  é  comum  observar‐se  o  uso  de  linhas  tracejadas  (4)  na  representação  de  elementos  em  projeção, ao invés da linha traço e dois pontos recomendada pela NBR 6492. 

 

PARTE 2 – O DESENHO ARQUITETÔNICO AUXILIADO POR COMPUTADOR   

O  desenho  de  uma  obra  ou  projeto  de  arquitetura  –  desenho  arquitetônico  –  sofreu  diversas  transformações  com  a  passagem  do método  tradicional  para  o  desenho  computadorizado,  ou  desenho auxiliado por computador. A mudança não é somente instrumental, atinge conceitos e a  própria forma de se desenhar, ou seja, a técnica gráfica (XAVIER, 2004).  

O desenho auxiliado por computador (CAD) não se limita unicamente a própria representação. O  desenho  digital  pode  conter muito mais  informação  acerca  de  um  projeto  ou  de  um  edifício  daquela  eventualmente  impressa  para  uma  apresentação. No  desenho  digital  a  representação  passa a ser parte de uma informação maior. O desenho possui uma versatilidade e potencialidade  de uso e informação que o coloca em outra dimensão quando comparado ao desenho tradicional.  

2.1  CONSIDERAÇÕES INICIAIS  

Desde 1962, quando em Massachustseetts Ivan Sutherland divulgou o primeiro programa capaz de  desenhar  uma  linha  na  tela  do  computador,  até  hoje,  a  chamada  Computação Gráfica,  e mais  especificamente  a  subárea  voltada  à  criação  e manipulação  de  desenhos  técnicos  e  projetos,  passou por um acelerado processo evolutivo.  

Segundo  Sainz  e  Valderrama  (1992),  por  uma  questão mercadológica  as  primeiras  aplicações  constituíam‐se de programas gráficos não especializados desenvolvidos para o desenho  técnico  em geral e voltadas para a produção industrial. Por muito tempo, diziam estes autores, não se fez  diferença entre o desenho por computador e o desenho de arquitetura por computador, ficando a  informática gráfica para arquitetura como um subproduto dos desenvolvimentos pensados para  outros campos de atividades. 

Esta  situação mudou  com  o  aparecimento  dos  PCs  (ou  computadores  pessoais)  da  IBM,  que  representou  uma  abrupta  queda  nos  custos  dos  equipamentos,  tornando  a  informática  gráfica  acessível ao trabalho de arquitetura. Este fator determinou o surgimento de um novo e potencial  mercado consumidor, não só formado por arquitetos, mas por profissionais de diversas áreas da  engenharia  e  da  gráfica,  que  antes  tinham  poucas  possibilidades  de  acesso  às  caras  estações  gráficas. Com a nova demanda  surgiu à  conseqüente  comercialização de programas gráficos de  todos os tipos, muitos deles voltados especificamente à arquitetura. 

O  aparecimento  de  programas  cada  vez  mais  especializados  na  arquitetura,  tanto  para  automatização dos desenhos  como para o auxilio ao projeto em  si,  com grande diversidade de  enfoques,  acabaram  por  determinar  ao  usuário  uma  escolha  antecipada  de  qual  método  de  trabalho  se  adapta melhor  a  sua  forma  de  projetar  e  desenhar  (SAINZ;  VALDERRAMA,  1992).  Alguns  programas  são  pouco  flexíveis  quanto  à  forma  de  usos  de  seus  recursos,  impondo  ao  usuário uma metodologia de trabalho que conflita com sua forma de projetar e desenhar.  

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  Sendo  assim,  a  escolha  do  programa  CAD  passou  a  ser  ponto  chave  na  informatização  dos  processos de  trabalhos gráficos dos arquitetos, estudantes e desenhistas de arquitetura, pois o  programa, em si mesmo,  implica em um método de trabalho que determinará a futura forma de  desenhar do usurário (SAINZ; VALDERRAMA, 1992). 

2.2 UTILIDADES DO DESENHO ARQUITETÔNICO AUXILIADO POR COMPUTADOR 

Apesar de um dos  fins do desenho auxiliado por computador ser a produção de representações  estáticas,  no molde  do  desenho  tradicional,  sua  utilidade  não  se  limita  unicamente  a  própria  representação. A  informação contida no computador é muito mais ampla e potencialmente mais  útil do que as imagens e impressões que dela possam resultar. Um conjunto de plantas pode, por  exemplo,  servir  não  só  para  apresentação  do  projeto  arquitetônico,  como  também  para  o  desenvolvimento e apresentação de quase todos os projetos complementares a este.  

Entre  os  diversos  atributos  que  identificam  o  desenho  digital  e  o  distinguem  do  tradicional,  destacam‐se seu dinamismo, globalidade e variabilidade. Ao contrário dos desenhos tradicionais  que  somente  representam  uma  parte  da  realidade  global  de  um  objeto  a  partir  de  uma  determinada condição espaço‐tempo, o desenho digital por conter a informação completa a cerca  da geometria do edifício possibilita  sua  representação através de qualquer condição ou posição  espacial  escolhida.  As  representações  gráficas  serão  únicas,  porém  com  uma  simples  troca  de  parâmetros é possível obter um número ilimitado de visualizações (SAINZ; VALDERRAMA, 1992). A  possibilidade  de,  através  do  encadeamento  de  imagens  estáticas,  se  obter  imagens  dinâmicas,  dentro das chamadas animações, traz a  incorporação da dimensão temporal a representação do  edifício através do movimento relativo do observador. 

Assim,  as  diversas  representações  que  se  pode  obter  a  partir  de  um  desenho  digital,  principalmente  do  tridimensional,  passam  a  ser  parte  de  uma  informação maior,  ou  seja,  pelo  menos  em  teoria  o  objeto  arquitetônico  está  completamente  documentado,  e  as  imagens  que  obtemos  são as partes dessa  informação que escolhemos para  ser  representada no monitor ou  impressa em papel (SAINZ; VALDERRAMA, 1992). 

2.3 IMPORTANTES ATRIBUTOS DO DESENHO DIGITAL 

Além da inserção de novos atributos, tais como o uso de camadas de desenhos e de bibliotecas de  blocos, a passagem do desenho tradicional para o digital significou uma mudança significativa em  alguns dos já conhecidos atributos do desenho de arquitetura. Destes, dois se destacam: à escala e  a área de desenho.  

2.3.1 A Escala 

No  desenho  tradicional,  a  escala,  seja  ela  absoluta,  como  nas  projeções  ortogonais  (tais  como  corte, fachadas, plantas baixas) e nas axonometrias, ou relativa como nas perspectivas cônicas, é  um  dado  fundamental  da  representação.  A  escala  tem  de  ser  previamente  definida  antes  da  representação, e sua alteração, no meio ou no fim do processo, representa o redesenho de tudo  que o que já foi representado.  

No  CAD  a  definição  prévia  da  escala  deixou  de  ser  necessária. O  projetista  ou  desenhista  não  trabalha  mais  com  medidas  previamente  escaladas.  Representa  os  elementos  da  edificação 

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  através  de  suas medidas  reais,  escolhendo  para  isto  a  unidade  de  representação,  se metro  ou  centímetros, por exemplo. Posteriormente o desenho pode ser impresso em mais de uma escala,  bastando para isso apenas configurar os parâmetros de impressão. 

Enquanto o desenho digital é executado, ou seja, antes de sua impressão, a escala é uma simples  questão  de  proporções  entre  os  elementos  que  vemos  na  tela.  Aproximamos  e  afastamos  os  elementos  do  desenho  conforme  a  necessidade,  alterando  a  escala  visual, mas mantendo  sua  proporção e principalmente a unidade de medida do desenho. 

2.3.2 A Área Gráfica ou de Desenho 

Diferentemente do processo tradicional, onde o espaço do desenho está  limitado pelo tamanho  da  folha  de  papel,  no  desenho  digital  à  área  gráfica  não  possui  um  tamanho  definido,  e  seus  limites  podem  ser  configurados  para  qualquer  tipo  ou  organização  de  desenho.  Este  recurso  possibilita o desenho de objetos das mais diferentes dimensões no mesmo espaço gráfico. Desta  forma o desenhista pode representar um detalhe do edifício, o próprio edifício, a quadra aonde  este se situa, o entorno desta quadra, ou seja, objetos de diferentes escalas de medidas, em uma  mesma área ou espaço de desenvolvimento do modelo.  

Outra característica  importante da área ou espaço de desenho e/ou modelagem é, no caso dos  programas com suporte 3D, sua  tridimensionalidade. Sendo o espaço  tridimensional, os objetos  podem ser representados não apenas através de suas projeções em um único plano de trabalho  (plano de desenho ou projeção), mas através de suas alturas, larguras e profundidades, utilizando‐ se um sistema cartesiano tri‐axial de coordenadas.  

2.3.3 O Desenho em Layers (camadas) 

Os programas CAD possibilitam a organização dos vários elementos de um desenho de arquitetura  em distintas camadas (layer). Este recurso permite o agrupamento das geometrias de acordo com  os elementos do desenho que  representam, ou  seja, em  temas. Assim, por exemplo, as  linhas,  arcos, círculos e outros elementos geométricos que representam as paredes de uma planta baixa,  podem  fazer  parte  de  uma  única  camada,  nomeada  de  forma  a  identificar  os  elementos  do  desenho que a compõe (paredes ou alvenarias). 

A  organização  do  desenho  em  camadas  possibilita  uma  série  de  operações  que  facilitam  sobremaneira  o  processo  de  representação.  Além  de  facilitar  o  desenho,  a  sobreposição  de  camadas  (que  podem  a  qualquer  momento  ser  ligadas  ou  desligadas,  bloqueadas  e  desbloqueadas)  permite  representar‐se  sobre  uma mesma  base,  como  a  planta  baixa  de  uma  edificação,  diversos  temas  referentes  a  esta  edificação. Assim,  por  exemplo,  pode‐se  sobrepor  informações  dos  diversos  projetos  complementares,  verificando‐se  as  compatibilidades  e  os  reflexos de uns sobre os outros.   

A cada camada criada pode ser atribuída uma cor diferente e, os elementos nela desenhados, por  configuração  padrão,  receberão  a  cor  escolhida. O  uso  de  cores  diversas  possui mais  de  uma  utilidade: em primeiro lugar permite identificar visualmente na tela do computador os elementos  pertencentes  à  determinada  camada  ou  determinada  categoria  de  informação  e,  em  segundo,  possibilita,  nos  programas  que  se  utilizam  do  estilo  de  impressão  baseado  na  cor  (Color‐ dependent plot style), diferenciar previamente as espessuras de impressão dos elementos.  

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  Cabe  ao  desenhista  e/ou  projetista,  estabelecer  uma metodologia  própria,  ou  de  preferência  utilizar um sistema padronizado para criar, nomear e atribuir cores as camadas de seus desenhos,  de  forma a tornar possível a  integração entre seus diversos trabalhos e a troca de  informação e  integração  com  outros  profissionais  que  porventura  interajam  com  o  desenho/projeto  da  edificação. 

A busca por uma padronização nos desenhos  e projetos digitais de  arquitetura, que permita  a  intercambialidade  na  informação  entre  profissionais  e  projetos,  já  gerou,  no  Brasil,  diversas  discussões, estudos, e trabalhos. O mais significativo deles é o da AsBEA (Associação Brasileira de  Escritórios de Arquitetura), a qual propõe, baseado no modelo das normas americanas/canadense  e européias, um sistema de nomenclatura de  layers, diretórios, e arquivos   de projetos  (ASBEA,  2000).  

2.3.4 Uso de Biblioteca de Blocos 

Outra significativa diferença entre o desenho tradicional e o auxiliado por computador reside na  representação  dos  elementos  repetitivos  do  desenho  arquitetônico.  No  desenho  digital,  ao  contrário do tradicional, não há necessidade da representação múltipla desses elementos, o que  simplifica enormemente o processo. Os programas CAD oferecem o recurso de uso de blocos ou  gabaritos eletrônicos  (em analogia aos gabaritos do desenho  tradicional), que nada mais são do  que estruturas geométricas compostas. Nessas estruturas, é possível agrupar diversas entidades  de qualquer tipo e atribuir‐lhe um nome de identificação e um ponto para sua inserção em um ou  mais desenhos. 

Desta  forma,  um  elemento  repetitivo,  tal  qual  o  desenho  de  uma  esquadria  ou  de  um  equipamento  sanitário,  necessita  ser  representado  uma  única  vez,  e  após  ser  estruturado  e  armazenado  como  um  bloco  pode  ser  utilizado  inúmeras  vezes,  em  um  ou mais  projetos.  A  possibilidade  de  organizar  os  blocos  na  forma  de  uma  biblioteca  permite  aos  usuários  dos  programas CAD  colecionarem  blocos  na  forma  de  arquivos  em  disco. Na WEB, por  exemplo,  é  possível obter uma infinidade de blocos prontos. O usuário, a medida de sua necessidade, poderá  ampliar  a  sua biblioteca de blocos. Também existe  a possibilidade de organizar  a biblioteca de  blocos  forma de menu de  ícones, o que  torna a manipulação de uma quantidade relativamente  grande de blocos, algo bastante simples e organizado.  

Mas o uso de blocos de forma eficiente e correta demanda uma rígida padronização das layers e  das cores de seus elementos. O usuário ao criar um bloco e, principalmente, ao utilizar um bloco  feito por terceiros deve verificar se as cores e as layers se adaptam a sua metodologia e padrão de  desenho.  Como  já  foi  citado  os  programas  CAD,  em  geral,  utilizam‐se  do  sistema  de  estilo  de  impressão vinculado a cor. Tal sistema determina que as espessuras de linhas sejam relacionadas  às suas cores. Desta forma pode acorrer conflito entre as cores das geometrias e textos presentes  nos blocos e as utilizadas como padrão pelo usuário. Exemplificando: determinado usuário utiliza  por  padrão  a  cor  branca  para  representação  das  alvenarias  e,  por  conseguinte,  a mesma  esta  vinculada a uma espessura grossa de linha. Esse usuário pretende utilizar um bloco de uma porta  cuja representação foi feita com a mesma cor. Tal situação gera um conflito de cores e espessuras.  

No que se  refere à nomenclatura das  layers  também pode haver conflito. Se o usuário  tem por  padrão, por exemplo, utilizar a layer “ARQ‐Esquadrias” para representação de portas e janelas no  projeto  arquitetônico,  e  pretende  utilizar  um  bloco  de  uma  janela  que  foi  criado  na  layer  “Janelas”, igualmente ocorrerá um conflito, desta vez na nomenclatura das layers. Desta forma, a 

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  incorporação de blocos elaborados por  terceiros a biblioteca de blocos exige uma prévia edição  para padronização dos mesmos.    

Por outro  lado, o  trabalho com blocos permite uma padronização do desenho entre arquivos e  usuários. Evita‐se, com a utilização de blocos, que cada usuário desenhe de forma distinta de certo  padrão estabelecido. 

2.4 PADRONIZAÇÃO EM DESENHO CAD 

Conforme Ruggeri (2004) a adoção de recursos de informática no desenvolvimento de projetos de  Engenharia e Arquitetura trouxe consigo grandes avanços em termos de custos, tempo, qualidade  e intercambialidade dos trabalhos. Porém, a maciça e desorganizada disseminação destes recursos  gerou uma série de problemas de ordem organizacional e gerencial no processo de produção dos  serviços e produtos.  

Antes  da  adoção  das  técnicas  e  recursos  computacionais  tínhamos  todo  o  processo  produtivo  manual.  No  caso  da  engenharia  predial,  todos  os  desenhos  eram  feitos  com  utilização  de  instrumentos  simples  (lápis,  canetas,  esquadros  etc.)  e  segundo  técnicas  e  normatizações  de  desenhos pré‐estabelecidas. Por exemplo, eram fixadas espessuras para traçados conforme seus  significados na representação gráfica, e para cada espessura de traçado correspondia uma caneta.  Sendo  assim,  independentemente  de  quem  fosse  o  desenhista,  não  eram  possíveis  muitas  variações,  ou  seja,  antes  da  adoção  de  recursos  de  informática  na  produção  de  projetos  de  engenharia  e  arquitetura,  tinha‐se  um  sistema  de  trabalho  com  poucos  recursos,  difundido  e  normalizado em seus aspectos primordiais (RUGGERI, 2004). 

Com o avanço da computação gráfica, gradativamente os trabalhos de desenho foram se tornando  “computadorizados”,  surgindo  uma  série  de  programas  gráficos  pare  esse  fim.  Dentre  estes,  alguns ganharam mercado e se  firmaram. Desta  forma surgiram versões e mais versões de cada  programa,  cada  vez  com mais  recursos. Este  crescimento  tornou  altamente  flexível  a utilização  destes programas e cada usuário passou a criar seus trabalhos utilizando‐se dos recursos que mais  lhe  agradavam  ou  eram  úteis,  da  forma  que melhor  lhe  convinha,  ou  que  lhe  era  ensinada. A  organização na utilização dos  recursos gráficos computacionais dependia apenas da vontade de  cada usuário, não seguindo nenhuma regra (RUGGERI, 2004). 

Os  problemas  advindos  dessa  “livre  organização”  na  utilização  dos  recursos  dos  programas  de  desenho/projeto são diversos e atingem principalmente o processo de comunicação que ocorre  nos diferentes níveis e etapas de desenvolvimento dos projetos de uma edificação. O problema de  comunicação pode se dá, principalmente, entre os diversos intervenientes no processo projetual,  mas pode atingir até mesmo os produtos (desenhos/projetos) de um único usuário. O meio digital  permite  a  fácil  intercambialidade  entre  desenhos/projetos  e  profissionais, mas  essa  facilidade  encontra uma forte barreira na falta de padronização entre os desenhos. 

Ruggeri  (2004)  apresenta um  exemplo prático da questão:  você  é um  engenheiro  e precisa de  informações  sobre  o  projeto  arquitetônico  para  fazer  os  projetos  complementares  para  um  edifício. O  profissional  responsável pelo projeto  arquitetônico  lhe passa uma mídia digital  com  etiqueta “projeto1”. Ao chegar em seu escritório você explora o conteúdo da mídia e percebe que  existem três arquivos denominados: “proj1.dwg”, “proj1a.dwg” e “proj1b.dwg”. Seu interesse está  a princípio nas plantas baixas dos pavimentos  sem  se  importar em um primeiro momento  com  cortes, fachadas, etc. Intuitivamente você abre o arquivo “proj1.dwg” e descobre que ali estão as 

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  plantas necessárias. Por curiosidade você também abre o arquivo “proj1a.dwg” e descobre outras  plantas com  ligeiras alterações. Pressupõe ser uma opção de planta para o edifício em estudo e  ainda, que o arquivo “proj1b.dwg” deva ser outra alternativa para as plantas. Ao abri‐lo percebe  que se trata das demais representações do projeto arquitetônico (fachadas, cortes, detalhes, etc.).  Liga  para  o  “emissor”  da mensagem  e  questiona  sobre  a  planta  a  ser  adotada  obtendo  com  resposta a alternativa contida no arquivo “proj1a.dwg”. Ótimo! Ao iniciar o trabalho percebe que  as definições internas do arquivo estão de forma completamente diferente das utilizadas por você  e, como era de se esperar, existem muitas informações que não são necessárias nesse momento.  Você está utilizando, por exemplo, o AutoCAD e quando  tenta desativar  a  ”camada” de  textos  contida  no  desenho  para melhor  visualizá‐lo  descobre  que  não  há  qualquer  camada  intitulada  TEXTOS ou algo semelhante. Ao contrário, os nomes das camadas disponíveis são: 0, 1, 2, 3, P1,  P2, P3, P4, P01, P02, ..., alv‐hatch, projeção, Vporta, e outros. Fica então a dúvida: o que fazer para  visualizar apenas as paredes e esquadrias no desenho? O que  significam aqueles nomes  todos?  Por fim você necessita imprimir a planta baixa para usar de rascunho e para consulta, deparando‐ se com o uso cores que conflita totalmente com os padrões utilizados por você. Estes são apenas  alguns  dos  diversos  problemas  enfrentados  nos  trabalhos  em  que  há  trocas  de  informações  através de recursos de informática.  

Admitindo‐se que o problema situa‐se na etapa de codificação (e sua conseqüente decodificação)  do processo de comunicação temos que buscar uma solução nas definições de códigos. 

Para Ruggeri  (2004), é  interessante que a definição de um código, para que o mesmo possa ser  abrangente, seja feita com base no que é mais sugestivo em termos de compreensão. Em outras  palavras: a nomeação de arquivos, por exemplo, deve ser  feita através de um código que possa  dar idéia do conteúdo; a organização de camadas de desenho, em arquivos gráficos, deve ser feita  de forma a possibilitar a compreensão do conteúdo de cada uma através de seu nome, etc. Para  que este processo de codificação possa ser facilmente adaptável, e aceito de uma forma geral, ele  deve  ser  intuitivamente  compreensível.  Isto  indica  que  sua  definição  precisa  ser  baseada  em  conceitos e  termos correntes. Por outro  lado, a codificação deve considerar a mudança cultural  incluída  na  adoção  de  recursos  de  informática. Ou  seja,  não  devemos  deixar  de  considerar  os  necessários avanços permitidos pela computação sem, contudo, sofisticar de tal modo a dificultar  a difusão dos processos de codificação. 

No exemplo dado os nomes dos arquivos seriam mais sugestivos se utilizassem códigos intuitivos e  disseminados, por exemplo: o arquivo “proj1.dwg” poderia se chamar “XXX‐ARQ01.DWG”, onde  XXX  identificasse  o  edifício  do  qual  tratasse; ARQ  significasse  arquitetura;  01  significasse  ser  o  primeiro  arquivo  e,  obviamente,  DWG  significasse  ser  arquivo  gráfico  do  AutoCAD.  O  arquivo  “proj1a.dwg” poderia se chamar “XXX‐ARQ01a.DWG” e o arquivo “proj2.dwg” poderia se chamar  “XXX‐ARQ02.DWG”. Notemos  que  a  adoção  deste  código  implica  no  desenvolvimento  de  uma  cultura  que  permita  a  associação  intuitiva  dos  códigos  do  tipo ARQ  (arquitetura). De  qualquer  forma, na pior das hipóteses, já seria um avanço (RUGGERI, 2004). 

Quanto aos nomes das camadas de desenhos poderíamos ter o seguinte. No lugar de 0, 1, 2, 3, P1,  P2, P3, P4, P01, P02,  ...,  teríamos como nomes de camadas esquadrias, alvenarias, pisos, cotas,  detalhes, pilares, titulos, textos etc, de forma a facilitar a associação do nome da camada com seu  conteúdo.  Os nomes de camadas também podem ser abreviados na forma XXX‐YYY...‐ZZZ..., onde  XXX  identifica  a  disciplina  (p.ex.,  arquitetura,  estrutura,  hidráulica,  paissagismo,  etc)  ,  YYY..  identifica o  conteúdo da  camada  (p.ex.,  alvenarias, pilares, esquadrias, pisos, etc.) e  ZZZ..  seria  usado, se necessário, para complementar a codificação do conteúdo da camada. Desta  forma a 

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  camada relativa às alvenarias normais seria nomeada como: ARQ‐ALVENARIAS, e as das alvenarias  baixas seria nomeada como: ARQ‐ALVENARIAS‐BAIXAS. 

A  nomenclatura  deve  basear‐se  em  itens  que  não  mudam  conforme  o  projeto.  Independentemente do edifício em questão, os nomes de camadas de desenhos serão os mesmos  e os nomes dos arquivos seguirão o mesmo padrão. Uma padronização simples e recomendada de  nome  de  camadas  seria,  por  exemplo,  convencionar  que  todas  as  camadas  do  projeto  sejam  nomeadas em letra maiúscula, sem espaços, sem acentos e no plural.  

O estabelecimento de códigos generalizados, na prática, nada mais é que a adoção de padrões de  trabalho.  Ao  contrário  do  que  possa  parecer,  a  definição  de  padrões  de  trabalho  não  torna  o  processo de codificação estático no tempo. Muito pelo contrário. A adoção de um padrão significa  o  reconhecimento  de  um  consenso  a  respeito  de  uma  proposta  para  organização  de  procedimentos  do  processo  produtivo.  Este  consenso  é  a  base  para  o  desenvolvimento  e  adaptação destes padrões. Ou seja, é um ponto de partida. A utilização dos mesmos conduzirá ao  seu próprio aprimoramento, adaptando‐se e englobando novos recursos (RUGGERI, 2004). 

Diversos  trabalhos  foram  desenvolvidos  neste  sentido,  destaca‐se  o  da  AsBEA  –  Associação  Brasileira de Escritórios de Arquitetura, que serviu como base para outros estudos. O trabalho da  AsBEA propõe a padronização dos nomes de  layers, diretórios e arquivos e  sugere a adoção do  seguinte esquema de cores/espessuras de plotagem (ASBEA, 2000): 

Cor (número)  Espessura (mm)  Cor de Plotagem  Uso 

1 ‐ Red  0.1 

Black 

 

Usadas para os elementos principais  da representação, a serem impressos  em preto 

2 ‐ Yellow  0.2 

3 ‐ Green  0.3 

4‐ Cyan  0.4 

5 ‐ Blue  0.5 

6 ‐ Magenta  0.6 

7 ‐ White  0.7 

8   0.09 

9  0,09 

10 a 249  0.25  Na própria cor (object color)  Usadas para elementos a serem impressos coloridos 

250 a 255  0.1 a 0.2  Na própria cor (object color)  Usadas para elementos a serem impressos em tons de cinza 

 

Outro  trabalho  que  merece  ser  consultado  é  o Manual  de  Referência  para  Padronização  de  Projetos em CAD, desenvolvido  com base no  trabalho da ASBEA pelo  Sindicato da  Indústria da  Construção no Estado de Goiás ‐ SINDUSCON‐GO, Federação das Indústrias do Estado de Goiás –  FIEG, Serviço Nacional de Aprendizagem  Industrial – SENAI, e Faculdade de Tecnologia SENAI de  Desenvolvimento Gerencial –  FATESG e publicado pelo SENAI/FATESG em 2007 (SINDUSCON‐ GO, 2007).  

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  PARTE 3‐  DESENHOS UTILIZADOS NA REPRESENTAÇÃO DO PROJETO 

ARQUITETÔNICO DE UMA EDIFICAÇÃO.   

Na representação dos projetos de edificações são utilizados os seguintes desenhos: 

Planta(s) baixa(s) 

Cortes 

Fachadas 

Planta de Localização 

Planta de Cobertura 

Planta de Situação 

Desenhos de Detalhes 

Perspectivas 

3.1 PLANTA BAIXA 

A  Planta  baixa  é,  genericamente,  uma  vista ortográfica  seccional do  tipo  corte,  feita  em  cada  pavimento  através  de  um  plano  projetante  secante  horizontal  imaginário,  posicionado  de  maneira a seccionar o maior número possível de elementos, normalmente em uma altura entre as  vergas das portas e os peitoris das janelas (média 1.50m). 

 

A porção da edificação acima do plano de corte é eliminada e representa‐se o que um observador  imaginário posicionado a uma distância  infinita veria ao olhar do alto a edificação cortada. Esta  representação  é  acompanhada  de  todas  as  informações  necessárias  a  correta  construção  da  edificação.   Veja a seguir exemplo de representação da planta baixa na escala 1/50 da edificação  apresentada anteriormente. 

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  3.1.1 DENOMINAÇÃO E QUANTIDADE 

Qualquer construção de um único piso terá a necessidade óbvia de uma única planta baixa, que  será denominada simplesmente de “PLANTA BAIXA”. 

Em construções com vários pavimentos,  será necessária uma planta baixa para cada pavimento  arquitetonicamente  distinto.  Vários  pavimentos  iguais  terão  como  representação  uma  única  planta baixa, que neste caos será denominada de “PLANTA BAIXA DO PAVIMENTO TIPO”. 

Quanto  aos demais pavimentos, o  título da planta  inclui a denominação do piso. Por exemplo,  planta  baixa  do  1º  pavimento  (ou  pavimento  térreo),  planta  baixa  do  segundo  subsolo,  planta  baixa da cobertura, planta baixa da sobre loja, e assim por diante. 

Para adequação a norma NB‐140,  são utilizadas as denominações  “PISO” e  “PAVIMENTO”. Não  podendo ser empregada a terminologia “ANDAR”. 

A denominação do número é dada: 

 nos subsolos 1, 2, 3, etc no sentido de quem desce;  

 nos pavimentos 1 (ou térreo), 2, 3, etc no sentido de quem sobe. 

3.1.2 ESCALA 

A escala usual para  impressão  (representação) das plantas baixas é a de 1:50. Ocorre que para  determinadas edificações, em função de suas dimensões, essa escala pode ser muito grande e de  difícil impressão.  Nesses casos, costuma‐se utilizar as escalas de 1:75 e 1:100. Escalas menores do  que  estas,  em  projetos  executivos,  não  devem  ser  utilizadas,  sendo  preferível  a  representação  (impressão) da planta baixa por partes, através de pranchas articuladas. Escalas maiores do que  1:50,  como  por  exemplo  1:20  e  1:25,  são  utilizadas  para  representação  de  plantas  baixas  de  compartimentos e/ou áreas da edificação que por  suas  características necessitem de um maior  detalhamento  construtivo,  o  que  geralmente  é  feito  em  desenho(s)  a  parte  (que  compõem  as  pranchas de detalhes).  

Como já foi dito, no CAD a definição prévia da escala deixou de ser imprescindível, pois os objetos  são  representados  através  de  suas  reais  dimensões,  escolhendo‐se  para  isso  uma  unidade  de  medição. Posteriormente o desenho pode  ser  impresso em mais de uma escala, bastando para  isso apenas configurar os parâmetros de impressão.  

Esta característica do CAD aplica‐se perfeitamente a representação dos elementos construtivos de  uma  edificação, mas não pode  ser  estendida  as  informações  textuais,  tais  como  os nomes  e  a  áreas dos  compartimentos,  as  cotas e dimensões, e outras.    Estas devem manter  seu principal  requisito, qual seja: a legibilidade. Um texto configurado para impressão na escala 1:50 não deve  ser impresso na escala 1:100, pois restaria muito pequeno e de difícil leitura. Desta forma, existe a  necessidade de reconfiguração dos elementos textuais para diferentes escalas de impressão.  

As  espessuras  das  linhas  também  devem  ser  configuradas  de  forma  distinta  para  diferentes  escalas  de  impressão,  obedecendo‐se  a  regra  de  que  quanto menor  a  escala, menores  são  as  espessuras das  linhas.   A seguir é apresentada uma referência de relações entre espessuras  (em  milímetros) de linhas para as escalas de 1:50, 1:75 e 1:100. 

 

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  1:50  1:75  1:100 

1 ‐ Red  0,1  0,1  0,1 

2 ‐ Yellow  0,2  0,15  0,13 

3 ‐ Green  0,3  0,25  0,2 

4‐ Cyan  0,4  0,35  0,25 

5 ‐ Blue  0,5  0,4  0,3 

6 ‐ Magenta  0,6  0,5  0,4 

7 ‐ White  0,7  0,6  0,45 

8   0,09  0,09  0,09 

9  0,09  0,09  0,09 

 

Nesta apostila as referências as espessuras, espaçamento de linhas, tamanhos de textos e outros,  são feitas para a escala 1:50, utilizando‐se o metro como unidade de medida.  

3.1.3 ELEMENTOS DE UMA PLANTA BAIXA 

Os elementos de uma planta baixa podem ser divididos em: 

a) Elementos Construtivos: 

Paredes  e  elementos  estruturais;  aberturas  (portas,  janelas,  portões,  etc.);  pisos  e  seus  componentes (degraus, rampas, escadas, etc.); equipamentos de construção (aparelhos sanitários,  armários, lareiras, etc.); aparelhos elétricos de porte (fogões, geladeiras, máquinas de lavar, etc.) e  elementos de importância não visíveis (dutos de ventilação, reservatórios, etc.). 

b) Informações: 

Nome dos compartimentos, áreas úteis dos compartimentos, níveis, posições dos planos de corte  vertical, dimensões das aberturas, cotas, e outras informações. 

3.1.3.1 Paredes 

As paredes, geralmente em alvenaria, seccionadas pelo plano de corte que gera a planta baixa, são  representadas através de  linhas paralelas de espessura grossa. Podem aparecer preenchidas ou  não  por  textura  sólida  (cor),  e/ou  com  ou  sem  representação  do  revestimento  das  alvenarias  (reboco ou outros).  

A seguir aparecem representações dos tipos mais comuns de paredes. 

 

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Abaixo são apresentadas variações na representação e no tom da cor (tom de cinza) de paredes de  alvenaria. Não é aconselhável utilizar  cores diversas dos  tons de  cinzas, pois algumas  cores  são   associadas aos diferentes tipos  (estados) de paredes em um projeto de reforma e/ou ampliação  (p.ex: paredes a demolir, paredes a conservar, paredes a construir). 

 

 

 

É recomendável diminuir a espessura das  linhas conforme o tom de cinza utilizado: quanto mais  escuro, mais  fina devem ser as  linhas de contorno. A cor preta somente deve ser utilizada para  escalas pequenas  (1/100 ou menor), pois na  escala  1/50  esta  cor  confere  a  representação das  paredes um  “peso”  excessivo. A  seguir  é  apresentada  tabela  com  as  espessuras de  linhas  e  as  cores utilizadas no exemplo anterior (escala 1/50).  

 

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Exemplos  Espessura da linha da alvenaria (mm)  Espessura da linha  do reboco (mm) 

Cor da textura  (índex color) 

0.70     

0.55  0.20   

0.65    254 

0.60    253 

0.53    252 

0.50    251 

0.45    250 

0.40    255 (black) 

 

Paredes baixas (menor do que 1.50m de altura) não são cortadas pelo plano e por conseqüência  são representadas em vista, com linhas de espessura média, conforme exemplo abaixo.  

 

 

3.1.3.2 Desníveis e transições de pisos 

Os desníveis devem ser representados com linhas finas, mas mais espessas e/ou escuras do que as  que  representam os pisos. Recomenda‐se o uso de  linhas na espessura de 0.20 mm a 0.25 mm  para desníveis, soleiras, rampas e degraus, e de 0.10 mm a 0.15 mm para  linhas de transição de  pisos.  

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3.1.3.3 Elementos em projeção 

Os  elementos  da  construção  situados  a  cima  do  plano  de  corte  da  planta  baixa,  e  por  conseqüência, não visíveis, devem ser representados em projeção através de linhas tracejadas ou  de  linha traço dois pontos. São assim representados: beirais das coberturas, vãos de aberturas e  esquadrias  (incluindo  iluminação  zenital),  elementos  da  estrutura  (vigas),  chaminés,  alçapões,  mezaninos, caixa d’água, escadas, etc.  

As linhas que a representam os elementos em projeção devem ser finas a médias (0,25 mm a 0,30  mm) e recomenda‐se o tamanho do tracejado entre 0.15 m e 0.10 m.  

 

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  3.1.3.4 Esquadrias 

As esquadrias, em geral portas e janelas, podem ser representadas de forma simplificada, ou mais  detalhada. O desenho CAD permite a utilização de blocos1, desta forma os elementos repetitivos  nos  desenhos  de  arquitetura,  tais  como  as  esquadrias,  as  louças  sanitárias,  equipamentos  de  serviço e outros, podem ser desenhados uma única vez, e formarem uma biblioteca de desenhos,  a serem inseridos em diversas representações.   

Abaixo  são  apresentadas  representações  simplificadas  de  porta  e  janela  formadas  por  linhas  independentes,  e  representações  mais  detalhada  das  mesmas  esquadrias,  as  quais  foram  desenhadas com a finalidade de compor um bloco para uso repetitivo. Quanto menor a escala de  impressão mais simplificada deve ser a representação da esquadria. 

 

 

 

 

Ao  representar  os  elementos  das  esquadrias  que  faceiam  as  paredes,  tais  como  marcos  e  guarnições,  devemos  lembrar  que  se  essas  últimas  forem  representadas  por  linhas  grossas,  as  mesmas  irão parcialmente  se  sobrepor as  linhas desses elementos, diminuindo  suas dimensões  visuais  (após  a  impressão).  Nestes  casos, marcos  e  guarnições  devem  ser  representadas  com  dimensões  maiores  do  que  as  reais,  de  forma  a  compensar  a  sobreposição  das  linhas  representativas das paredes. Abaixo são apresentadas duas figuras ilustrando essa situação. Pode‐ se observar que na figura da direita os marcos e as guarnições da porta foram representados com  suas medidas reais e por conseqüência os mesmos tem suas linhas parcialmente sobrepostas pelas  das paredes. 

                                                       1 Os blocos  em desenho CAD  são  estruturas  compostas. Nessas estruturas, é possível agrupar entidades de diversos tipos (linhas, arcos, textos, etc), e atribuir-lhes um nome de identificação e um ponto de inserção. 

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A seguir são apresentadas as representações de uma porta e uma janela com valores de referência  para espessuras de seus elementos em uma impressão na escala 1/50.  

 

 

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  3.1.3.5 Equipamentos fixos 

Os equipamentos fixos, tais como louças sanitárias, balcões de banheiros e cozinhas, pias, tanques  e  outros,  podem  ser  representados  utilizando‐se  tanto  blocos  como  linhas  individuais.  Por  exemplo: na representação do lavatório de um banheiro podem ser utilizadas linhas para definir o  balcão, e um bloco para a louça do lavatório propriamente dito.  As linhas de contorno, da grande  maioria dos equipamentos fixos, são de espessura média (entre 0,30 e 0,40 mm) e seus detalhes  são representados por linhas finas (entre 0,1mm e 0,2mm).  

Deve‐se ter cuidado especial com a compatibilidade entre o nível de detalhamento dos blocos e a  escala de representação. Blocos muito detalhados (com muitas linhas) quando impressos na escala  1/50 ou menor, ficam “carregados” demais, chegando até mesmo a aparecerem como borrões no  desenho. A figura seguinte apresenta a impressão do mesmo bloco de um tanque com dois níveis  de detalhamento, ilustrando a questão. 

 

3.1.3.6 Outros equipamentos 

Equipamentos  tais  como  geladeira,  fogão,  frezer, máquina  de  lavar  e  secar  roupas,  podem  ser  representados  na  planta  baixa,  indicando  suas  posições  e  orientando  a  execução  dos  projetos  complementares  (elétrico  e  hidrossanitário).    Também  para  esses  equipamentos  as  linhas  de  contorno  devem  ser  de  espessura  média  (entre  0,30  mm  e  0,40  mm)  e  seus  detalhes  representados por linhas finas (entre 0,1mm e 0,2 mm). 

3.1.3.7 Textos 

Os textos devem ser representados em letras e números técnicos, evitando‐se fontes “artísticas” e  “rebuscadas”.  Recomenda‐se  a  utilização  de  fontes  do  tipo  “true  type”  as  quais  já  possuem  espessura  definida  na  própria  fonte  e  que  se  ajustam  automaticamente  a  altura  do  texto,  dispensando  assim  a  necessidade  de  configurar  a  espessura  das  letras  e  números  quando  da  impressão.  

Os  textos devem  ser dispostos  sempre no  sentido de  leitura, ou  seja, de baixo para  cima e da  esquerda para direita.  

A  altura dos  textos deve  variar  seguindo uma hierarquia de  informação,  ser  compatível  com  a  escala de impressão, e obedecer a critérios visuais e de legibilidade. Desta forma, devem‐se evitar  textos  exageradamente  grandes  e  desproporcionais  aos  desenhos  aos  quais  se  relacionam,  ou  textos muitos  pequenos  e  por  conseqüência  de  difícil  leitura.  A  seguir  são  apresentados  dois  exemplos de alturas de  textos em uma mesma planta baixa que representam,  respectivamente,  textos exageradamente grandes e pequenos. 

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A  seguinte  tabela  apresenta  uma  sugestão  de  alturas mínimas  e máximas  de  textos  para  os  principais elementos de uma planta baixa a ser impressa na escala 1/50. 

 

  Altura mínima (m)  Altura máxima (m) 

Nome dos compartimentos  0.14  0.17 

Área dos compartimentos  0.10  0.14 

Dimensões das janelas  0.11  0.13 

Dimensões da portas  0.08  0.10 

Cotas  0.10  0.13 

Textos auxiliares  0.09  0.11 

 

Deve‐se  atentar  que  apesar  do  modelo  (elementos  da  edificação)  poder  ser  impresso  em  diferentes escalas, os  textos a ele  relacionado não podem sofrer o mesmo escalonamento, pois  deve  ser  mantida  a  sua  legibilidade  e  proporcionalidade  em  qualquer  escala  de  impressão.  Ilustrando:  se os  textos  foram dimensionados para uma  impressão na escala 1/50 e por  algum  motivo o modelo (representação da edificação) for impresso na escala 1/100, os textos devem ter  suas alturas redimensionadas, pois não podem simplesmente serem  impressos com a metade de  seus tamanhos originais sem comprometer a clareza de leitura.  

Como  os  tamanhos  dos  textos  devem  levar  em  conta  não  só  a  questão  da  legibilidade, mas  também considerar a proporção entre esses e os elementos da edificação,  indica‐se as seguintes  fatores de ampliação aplicáveis as alturas apontadas para a escala 1/50: 1.30 para escala 1/75 e  1.60 para escala 1/100. 

3.1.3.8 Pisos 

Os pisos frios e/ou especiais devem ser representados com  linhas finas (0.09 mm a 0.15 mm) na  cor preta, ou em tom de cinza. Neste último caso, recomenda‐se o aumento gradual da espessura 

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  das  linhas proporcionalmente a diminuição do nível de cinza  (linhas mais espessas para  tons de  cinzas mais claros). Abaixo são apresentados exemplos de representações de pisos com diferentes  espessuras e níveis de cinza.  

 

 

Na  representação  de  pisos  também  deve  ser  observado  à  densidade  das  hachuras,  ou  seja,  o  distanciamento entre suas linhas em relação ao tamanho do compartimento onde os mesmos são  aplicados. Deve‐se evitar a utilização de hachuras muito densas em compartimentos de grandes  dimensões  e  de  hachuras  pouco  densas  em  compartimentos  pequenos.  As  primeiras  sobrecarregam  visualmente o desenho, e as ultimas  tornam difícil  sua  leitura. Deve‐se,  sempre  que  possível,  manter  uma  proporção  entre  a  densidade  da  hachura  e  o  tamanho  (área)  do  compartimento,  observando‐se,  é  claro,  uma  certa  proximidade  com  as  dimensões  reais  dos  materiais representados.  

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  A figura seguinte mostra um exemplo de hachuras com dimensões desproporcionais (esquerda) e  proporcionais (direita). 

 

 

 

3.1.3.9 Cotas e referências de nível 

As cotas ou dimensionamentos seguem as determinações da NBR 10126  (Cotagem em desenho  técnico) e NBR 6492  (Representação de projetos de arquitetura). As contas  são  formadas pelos  seguintes elementos: 

Linha de cota: é a  linha que contém a dimensão daquilo que está sendo contado e na qual é na  qual é posicionado o valor numérico da cota. 

Linha de extensão  (ou auxiliar ou de chamada): é a  linha que  liga a cota ao elemento que está  sendo cotado. Na representação de arquitetura são utilizadas linhas de extensão de comprimento  fixo, ao contrário das linhas de comprimento variável utilizadas em projetos de outras áreas. 

Finalização  das  linhas  de  cota:  é  o  encontro  da  linha  de  conta  com  a  linha  de  extensão.  Usualmente  na  representação  dos  projetos  de  arquitetura  as  linhas  de  cota  e  de  extensão  se  cruzam e  são  adotados  pequenos  traços  inclinados  a  45º ou pontos  (com uma  espessura mais  grossa que as linhas de cotas e chamadas) neste cruzamento2.  

A figura seguinte mostra uma cota com seus elementos. 

                                                       2 Na  representação de arquitetura não é usual a utilização de  setas ao  final das  linhas de  cotas,  como ocorre em  projetos de outras áreas.  

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As linhas de cota e de extensão são representadas através de linhas finas (0.09mm a 0.15mm) e o  projeto da edificação deve ter seus elementos cotados de forma que seja possível identificar todas  as medidas necessárias a sua execução sem recorrer a instrumento de medição do desenho (régua  ou escalímetro). 

Distribuição das  linhas de cotas: é usual no desenho arquitetônico cotas em  série, posicionadas  tanto pelo lado externo da planta baixa, quanto, quando necessário, internamente ou cruzando a  mesma. As cotas devem ser acumuladas de forma a também representarem as medidas externas  da edificação. Deve‐se evitar cotas repetidas e repetitivas. 

Unidade de cotagem: na representação de projetos de arquitetura os elementos usualmente são  cotados  em metros ou  em  centímetros. Deve‐se  escolher uma dessas unidades,  e  adotá‐la  em  todo  o  projeto.  A  NBR  6492/94  permite  que  um  desenho  seja  cotado  em  metros  e  que  as  dimensões que forem menores que a unidade (1 metro) sejam cotadas em centímetros. 

Dimensionamento  de  esquadrias:  No  dimensionamento  de  esquadrias  são  representadas  três  diferentes dimensões, sempre na mesma ordem: largura da esquadria, altura da esquadria e altura  do peitoril (distância da parte inferior da esquadria até o piso interno da edificação).  No caso das  portas e/ou portas, sendo a altura de peitoril  igual a zero, a mesma não é  informada. Além das  dimensões das esquadrias é usual que sejam informados códigos para as mesmas, utilizados para  identificá‐las  na  planilha  e  nos  desenhos  de  detalhes  de  esquadrias,  que  freqüentemente  acompanham os projetos.  

 

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Referência de nível: na planta baixa utiliza‐se o  símbolo   para  informar a altura de  determinados pontos do projeto  (neste exemplo, o nível 0.15m). Devem  ser  indicados  todos os  diferentes  níveis  presentes  na  planta  baixa.  Evita‐se  a  repetição  desnecessária  de  níveis,  identificando‐os  sempre  que  for  visualizada  uma  diferença  de  nível,  não  sendo  necessário  informar a cota de nível de todos os compartimentos, mas sim os lugares aonde há mudança nas  alturas dos pisos.  

Os  níveis  devem  ser  sempre  indicados  em METROS  e  acompanhados  do  sinal  negativo  caso  localizarem abaixo do nível de  referência  (00) –  (opcionalmente pode ser usado o  sinal positivo  para  o  caso  de  níveis  localizados  acima  do  nível  de  referência).  Sempre  são  indicados  com  referência ao nível ZERO do projeto. É costume omitir‐se o zero, nos casos de níveis menores de  1.00m, mas deve‐se manter o ponto decimal como  forma de  informar que a cota de nível é em  metros. 

Tamanho  dos  textos  de  cotas:  sugere‐se  a  utilização  dos  seguintes  tamanhos  de  textos  para  impressões na escala 1/50 – Cotas das paredes: 0.11m; dimensões das janelas: 0.11m; dimensões  das portas: 0.09m. 

A seguir é apresentada figura com as cotas de uma pequena edificação. 

 

 

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  3.1.4 SEQUÊNCIA DE  MONTAGEM DE UMA PLANTA BAIXA 

A seguir é apresentada uma seqüência de  representação de uma planta baixa. Trata‐se de uma  seqüência genérica, podendo variar em  função da prática do desenhista e do  tipo de edificação  representada.  

1º  Representação  das  paredes:  são  demarcadas  as  paredes  da  edificação  através  das  linhas  horizontais, verticais, inclinadas e curvas que as representam; 

 Representação dos vãos das aberturas 

 

3º  Representação  dos  desníveis  e  transições  de  tipos  de  pisos:  são  representados  desníveis,  degraus, rampas, soleiras, balcões, e linhas de transição de pisos. 

4º  Representação  através  de  linhas  tracejadas  da  projeção  dos  beirais,  marquises  e  demais  elementos necessários (localizados acima do plano de corte da planta baixa). 

 

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  5º  Representação  das  esquadrias:  são  desenhadas,  nos  respectivos  vãos,  as  portas,  janelas  e  outros tipos de esquadrias que porventura houver. As esquadrias poderão ser representadas linha  a linha ou inseridas como blocos previamente definidos; 

 

 

 

6º  Representação  esquemática  das  circulações  verticais:  elevadores  (com  suas  dimensões  internas) e escadas (número de degraus, pé‐direito, base e altura dos degraus, sentido de subida)  – Ver item específico sobre representação de escadas; 

7º  Representação  dos  equipamentos  fixos  dos  banheiros  (louças  sanitárias,  balcão(ões)  de  lavatório(s), chuveiro(s), etc.), da(s) cozinha(s) (pia(s), balcões e outros), área de serviço (tanque(s)  e  balcões),  churrasqueiras  (pia(s)  e  balcões)  e  de  outros  compartimentos  de  serviço  que  houverem; 

 

 

 

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  8º  Representação  dos  principais  equipamentos  de  serviço,  tais  como  fogão(ões),  geladeira(s),  frezer(s), máquina(s) de  lavar e  secar  roupas, etc. A  representação desses equipamentos não é  obrigatória no projeto arquitetônico, mas é comum, servido como referência para execução dos  projetos complementares (hidrossanitário, elétrico e gás).  

9º  Representação  dos  principais  textos:  nome  e  áreas  dos  compartimentos,  dimensões  das  esquadrias. 

 

 

10º  Representação  dos  pisos  (pisos  frios  e  outros  pisos  especiais)  através  de  hachuras  quadriculadas e outras.  

 

 

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  11º Representação das cotas e dos níveis dos pisos. 

 

 

12º Representação das indicações dos cortes e detalhes (quando existirem). 

13º Representação dos textos complementares (quando existirem). 

 

 

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  3.2 CORTES 

Cortes,  em  Desenho  Arquitetônico,  são  representações  gráficas  constituídos  por  vistas  ortográficas seccionais do tipo corte, obtidas quando fazemos passar por uma edificação, planos  secantes e projetantes verticais, normalmente paralelos a um determinado conjunto de paredes,  em posicionamento estrategicamente definidos. 

Os cortes são elaborados para a representação de elementos internos à edificação e de elementos  que se desenvolvam em altura, e que, por conseqüência não são representados em planta baixa.  Seus posicionamentos e orientações (sentido da vista) são determinados objetivando representar  os elementos da edificação de maior importância e/ou complexidade.   

Em  geral,  são  realizados  no  mínimo  dois  cortes,  um  longitudinal  (acompanhando  a  maior  dimensão da edificação) e outro  transversal  (acompanhando a menor dimensão da edificação).  Mas  devem  ser  feitos  tantos  cortes  quanto  o  necessário  para  representar  inequivocamente  os  elementos da edificação não apresentados em planta baixa.   

São fatores que influenciam a quantidade de cortes necessários a representação de um projeto de  arquitetura: 

 Complexidade interna da edificação (paredes, estrutura, acabamentos, etc.);   Forma da edificação;   Variação de níveis;   Variação e complexidade da cobertura;   Diversidade  de  elementos  internos  que  se  desenvolvam  em  altura  (escadas,  poços  de 

elevadores, etc.) 

Os cortes são elaborados na mesma escala da planta baixa. 

3.2.1 POSICIONAMENTO DOS CORTES 

Os planos de corte são posicionados pela presença de: pés‐direitos variáveis, esquadrias especiais,  barreiras  impermeáveis, equipamentos de construção, escadas, elevadores, planos de cobertura,  etc.  Recomenda‐se  também  sempre  que  possível  passá‐los  pelas  áreas  molhadas  (banheiros,  cozinhas, áreas de serviço, etc). O sentido de observação depende do  interesse de visualização,  procurando‐se estabelecê‐lo de  forma a representar o maior número de elementos construtivos  possíveis, e/ou, elementos especiais.  

A  localização dos planos de corte e o sentido de visualização devem estar  indicados nas plantas  baixas, de maneira a permitir sua perfeita interpretação. 

A indicação dos cortes em planta baixa tem uma simbologia específica e deve conter no mínimo os  seguintes elementos: 

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Opcionalmente, pode ser informado o número da prancha que contém a representação do corte.  

 

 

 

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  3.2.2 COMPOSIÇÃO DO DESENHO 

Elementos  gráficos:  compreende  a  representação  de  todos  os  elementos  construtivos  seccionados e visualizados, e mesmo, quando necessário, eventuais partes não visíveis como, por  exemplo, as fundações. São representados nos cortes: fundações; solos e aterros; pisos e contra‐ pisos; paredes e elementos estruturais; portas e janelas; equipamentos de construção e aparelhos  sanitários; forros e entre‐pisos; estrutura de cobertura; telhados; etc. 

Informações:  bem  mais  simplificadas  que  as  informações  nas  plantas  baixas  envolvem  obrigatoriamente:  cotas  verticais  dos  elementos  em  corte;  níveis  dos  compartimentos,  dados  básicos relativos à cobertura e outras informações complementares que se achar necessário para  a compreensão do projeto. 

 

3.2.3 ELEMENTOS DE UM CORTE 

 

3.2.3.1 Fundações 

 A  representação  completa das  fundações no projeto arquitetônico é opcional, pois é o projeto  estrutural que definirá, em fução da carga da edificação e da capacidade de suporte do terreno, o  tipo adequado de  fundações e suas dimensões. As  fundações são    representadas em  função do  seu  tipo  e material  e  de  sua  disposição  geral,  com medidas  aproximadas. No mínimo  deve‐se  representar as vigas baldrame  (vigas de fundação), e o perfil do terreno (natural e aterrado). 

A seguir são apresentados exemplos de representações de tipos comuns de fundações: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.2.3.2 Piso e contra‐piso 

Piso e contra‐piso são representados através de linhas paralalelas. O contrapiso com linhas grossas  e,  em  geral,  espessura  de  10cm  e  o  piso  com  linha  fina  e,  em  geral,  espessura  de  5  cm  (correspondendo ao piso com sua argamassa de assentamento ou elemento de fixação). 

Sapata  Alicerce Estaca 

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3.2.3.3 Beirais 

Prolongamento da cobertura além das paredes externas da edificação, os beirais podem  ser de  vários  tipos,  formatos e materiais. Os mais comuns são os beirais de concreto e os de madeira,  planos e inclinados. A seguir são apresentados alguns exemplos de desenhos de beirais. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  3.2.3.4 Paredes 

Nos cortes, as paredes podem aparecer seccionadas ou em vista. No caso de paredes seccionadas,  a representação é semelhante ao desenho em planta baixa. Existindo paredes em vista (que não  são cortadas pelo plano de corte) a representação é similar aos pisos em planta. 

3.2.3.5 Lajes e vigas 

As  lajes  e  vigas  são  representadas  através  de  linhas  paralelas  em  traço  grosso,  devendo  ser  hachuradas para  indicar  a diferença de material  (concreto) em  relação  às paredes  (geralmente  alvenaria). 

 

Assim   como na planta baixa, as paredes seccionadas podem ser representadas preenchidas por  uma hachuras sólida (tom de cinza), valendo as mesmas observações feitas anteriormente (planta  baixa) quanto as espessuras das linhas e os tons de cinzas utilizados.  

 

 

Há mais de um padrão de hachura que pode ser utilizado para representação dos elementos em  concreto,  ficando  a  critério  do  desenhista  sua  escolha.  Podem  ser  utilizados,  por  exemplo,  hachuras sólidas (tom de cinza), desde que as mesmas, por critério de diferenciação de materiais,  não sejam repetidas nas paredes. 

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3.2.3.6 Esquadrias

Assim como na planta baixa, as esquadrias devem ser representadas com nível de detalhamento  compatível  com  a  escala  do  desenho. Quando maior  a  escala mais  detalhadas  devem  ser  suas  representações.  Como  o  desenho  CAD  possibilita  o  uso  de  blocos  para  elementos  repetitivos,  permitindo que esses sejam desenhados apenas uma única vez, recomenda‐se que para a escala  1/50  (escala  usual  para  projetos  arquitetônicos)  as  portas  e  janelas  seccionadas  pelo  plano  de  corte sejam representadas, no mínimo, através de seus marcos e folhas (caixilhos para as janelas).  

Em  vista,  portas  devem  ser  representadas  por  suas  guarnições  (linhas  paralelas  com  distanciamento de 5 a 7 cm), e as janelas por suas guarnições e pelas folhas (caixilhos). Em ambas  representações deve ser indicado o sentido de abertura da esquadria. 

 

 

 

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  3.2.3.7 Equipamentos fixos

Equipamentos fixos, tais como lavatórios, vasos, balcões e outros, podem aparecer tanto em vista  como em corte. Devem  ser  representados, na escala 1/50 ou menor, pelos  seus  traços básicos,  sem  maiores  detalhamentos.  Em  geral  fazem  parte  da  biblioteca  de  blocos.  A  seguir  são  apresentados exemplos de representações de alguns desses elementos. 

 

 

 

3.2.3.8 Coberturas

A  representação  das  coberturas  em  corte,  devido  as  sua  grande  variação  de  formas,  tipos  e  materiais, necessitam um estudo específico, que será feito em unidade posterior.  

3.2.3.9 Cotas e referências de níveis 

Cotas:   São representadas exclusivamente as cotas verticais, de todos os elementos de  interesse  em projeto, e principalmente: 

 pés direitos (altura do piso ao forro/teto);   altura de balcões e armários fixos;   altura de impermeabilizações parciais;   cotas de peitoris, janelas e vergas;   cotas de portas, portões e respectivas vergas;   espessura das lajes;   espessura dos pisos e contra‐pisos   alturas de patamares de escadas e pisos intermediários;   altura de empenas e platibandas;   altura de cumeeiras;   altura de reservatórios (posição e dimensões); 

* Não se cotam os elementos abaixo do contra‐piso. 

A figura a seguir mostra a cotagem típica de um corte. Ressalta‐se que quanto maior o número e  maior  a  complexidade  dos  elementos  construtivos  presentes  no  corte,  igualmente maior  é  o  número de cotas necessários aos seus dimensionamentos.   

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Níveis: Devem  ser  indicados  todos os diferentes níveis presentes no  corte. Evita‐se  a  repetição  desnecessária de níveis, identificando‐os sempre que for visualizada uma diferença de nível, e não  se fazendo a especificação no caso de sucessões de níveis iguais (degraus de uma escada).  

Os  níveis  devem  ser  sempre  indicados  em METROS  e  acompanhados  do  sinal  negativo  caso  localizarem abaixo do nível de  referência  (00) –  (opcionalmente pode ser usado o  sinal positivo  para  o  caso  de  níveis  localizados  acima  do  nível  de  referência).  Sempre  são  indicados  com  referência ao nível ZERO do projeto.  

As cotas de nível em corte possuem uma simbologia própria, que a diferencia da cota de nível em  planta baixa (embora ambas devam possuir o mesmo valor para o mesmo local).  

 

 

3.2.4 SEQUÊNCIA DE MONTAGEM DE UM CORTE 

Os  cortes  são  elaborados  a  partir  das  plantas  baixas.  Sugere‐se  a  seguinte  seqüência  de  procedimentos: 

(i) Isolar os principais elementos da planta baixa,  juntamente  com os  símbolos de  cortes e  fazer uma cópias dos mesmos;   (ii) Rotacionar (se necessário) a planta baixa copiada de forma a posicionar o plano de corte na  horizontal e com o sentido de visualização voltado para cima;  

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  (iii) Representar os principais elementos seccionados pelo plano de cortes (vigas de fundações,  lajes, vigas de amarração, vigas estruturais, contra‐pisos e paredes) através dos cruzamentos de  linhas verticais “puxadas” dos elementos na planta baixa com as linhas horizontais representativas  das alturas desses elementos; 

 

 

 

(iv) Abrir, nas paredes, os vão das aberturas seccionadas pelo plano de corte;  (v) Representar  elementos  estruturais  inclinados,  tais  como  beirais  de  concreto,  lajes  inclinadas, etc;  (vi) Representar, a partir de linhas puxadas da planta baixa, elementos principais em vista, tais  como as paredes e os vão de abertura;  (vii) Representar os pisos (em corte);     

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(viii) Inserir blocos das esquadrias em corte e em vista (ou representá‐las no caso de não haver  blocos específicos);  (ix) Inserir demais blocos (por exemplo: equipamentos hidrossanitários e fixos);  (x) Representar a cobertura; 

 

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  (xi) Representar o terreno (base do corte);  (xii) Inserir as cotas de níveis;  (xiii) Cotar (somente cotas verticais);  (xiv) Colocar as hachuras representativas das paredes impermeáveis;  (xv) Colocar as hachuras representativas dos elementos em concreto;  (xvi) Colocar outras hachuras (por exemplo: terreno natural e aterro);     

 

 

 

 

 

CORTE AB 

CORTE CD 

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  3.3 FACHADAS 

As fachadas ou elevações são elementos gráficos do desenho arquitetônico constituídos por vistas  ortográficas  principais  (frontal,  posterior,  lateral  esquerda,  lateral  direita)  ou  eventualmente  auxiliares da edificação, elaborados com a finalidade de fornecer informações para a execução da  edificação, bem como antecipar sua visualização externa

Por  ter  um  caráter  visual  as  fachadas  não  são  cotadas,  ou  seja,  não  é  especificada  nenhuma  dimensão  da  edificação  nos  desenhos  das  fachadas.  As  informações  descritivas,  que  eventualmente  podem  vir  expressas  nos  desenhos  das  fachadas,  apenas  dizem  respeito  aos  materiais  utilizados  na  composição  externa  da  edificação,  principalmente  os  revestimentos.  Devido  a  esse  caráter  o  desenho  das  fachadas  exige  um  maior  rigor  na  determinação  das  espessuras dos  traços, de  forma a  representar corretamente a posição dos diversos planos e as  relações  entre  cheios  e  vazios. O  uso  de  técnicas  de  expressão  gráficas  na  representação  das  texturas dos materiais, e  aplicação de  recursos  gráficos,  tais  como  as  sombras e elementos de  humanização  (vegetação,  figura  humana,  veículos,  etc),  são  de  grande  importância  na  representação das fachadas, pois facilitam seu entendimento e qualificam a visualização prévia da  edificação.  Mas  deve  sempre  ser  tomado  o  cuidado  de  se  manter  o  caráter  técnico  da  representação. 

As fachadas são elaboradas na mesma escala dos cortes e da planta baixa. 

Veja no exemplo a seguir a representação de uma fachada. 

 

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3.3.1 Montagem das fachadas 

As  fachadas são desenhadas a partir das plantas baixas e dos cortes da edificação. Usando‐se o  mesmo  processo  apresentado  para  representação  dos  cortes:  (i)  isolar  os  principais  elementos  da(s)  planta(s)  baixa(s)  e  dos  cortes;  (ii)  fazer  cópias  dos mesmos;  (iii)  utilizar  as  cópias  para  montagem das fachadas.  

 

 

 

 

3.3.1 Espessuras das linhas 

Após a montagem dos planos de fachada devem ser definidas as espessuras das linhas, atribuindo‐ se/alterando‐se cores conforme  seus diferentes pesos visuais  (seguindo a metodologia de cores  utilizada pelo usuário do programa CAD). Para isso, alguns critérios devem ser seguidos: 

a) As linhas dos planos mais próximos ao observador devem ser mais espessas do que as dos  planos  mais  afastados.  As  diferenças  nos  pesos  das  linhas  auxiliam  na  sugestão  da  profundidade dos planos. Quanto mais pesada a delineação de um elemento, mais para a  frente ele parece situar‐se; quanto mais leve a delineação, mais ele parece recuar;   

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b) As  linhas de contorno dos planos devem ser mais espessas do que as  linhas  internas aos  mesmos; 

c) As linhas que definem os vãos devem ser mais espessas do que as dos elementos que neles  se situam.  

3.3.2 Uso de Blocos 

Para representação de elementos que seguem determinada padronização, tal como as esquadrias,  podem ser usados blocos previamente definidos, desde que as  linhas que os compõem sigam o  mesmo padrão de cor/espessura utilizado pelo usuário.  

3.3.2 Uso de hachuras 

Nos desenhos das fachadas as hachuras são utilizadas para indicarem as texturas de materiais tais  como tijolo a vista, concreto, vidro, grama, pedra, etc. Deve‐se escolher padrões de hachuras que  melhor  represente  dos  diferentes  tipos  de  materiais  e  definir  corretamente  a  escala  de  sua  aplicação (tamanho e/ou distanciamento dos elementos da hachura). A figura a seguir apresenta  alguns exemplos de representações de texturas. 

 

 

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3.3.3 Uso de sombras 

A utilização de sombras nas fachadas amplia a nossa percepção da arquitetura, dando uma maior  noção de e profundidade, realçando e adicionando uma idéia de clareza e materialidade as formas  representadas.  

O  cálculo  e  traçado  de  sombras  demandam  um  estudo  específico.  No  desenho  arquitetônico,  como forma de simplificar a representação, convencionou‐se utilizar raios luminosos com direção  de 45º em planta e em elevação, como se fosse à diagonal de um cubo.  

 

3.3.4 Uso de elementos de humanização. 

Figuras  humanas  e  veículos  são  utilizados  na  representação  das  fachadas  como  elementos  de  proporção  no  desenho.  Conhecendo  intuitivamente  o  tamanho  de  pessoas  e  veículos,  e  os  relacionado  visualmente  com  a edificação, o  leitor do desenho  tem uma noção das dimensões  proporcionais dos elementos de uma fachada.  

A vegetação é utilizada na arquitetura com diversas funções, serve, por exemplo, para auxiliar no  conforto térmico da edificação protegendo as fachadas contra a insolação, ou para criar áreas de  sobra  para  o  lazer. Uma  dos  usos mais  importantes  é  o  de  auxiliar  na  composição  estética da  edificação. Neste  sentido, o uso de  vegetação na  representação das  fachadas é uma  forma do  projetista mostrar a concepção estética global do projeto (edificação + entorno imediato).       

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3.3.4 Nomenclatura 

Existe mais de uma maneira  aceita de  se nomear  as elevações, mas uma  vez  adota uma delas  deve‐se usá‐la para todas as representações. 

- pelo nome da vista: frontal, posterior, lateral direita, lateral esquerda 

- pela orientação geográfica: norte, leste, sudeste (mais indicada) 

- pelo nome da rua: para construções de esquina 

- pela importância: principal, secundária (apenas para duas fachadas) 

- letras e números 

A Seguir são apresentadas duas fachadas do modelo de edificação em estudo. 

 

  FACHADA LATERAL DIREITA 

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  FACHADA FRONTAL 

3.4. PLANTA DE LOCALIZAÇÃO 

Também chamada de Planta de Locação ou de  Implantação, a Planta de  localização é uma vista  principal  superior  esquemática,  abrangendo  o  terreno  e  seu  interior,  que  tem  a  finalidade  de  identificar: o formato, as dimensões e a localização da construção dentro do terreno para o qual  está projetada. 

elemento básico se constitui na representação do contorno da edificação, sem representação  de  quaisquer  elementos  internos  (paredes  e  demais  elementos),  e  dos  elementos  complementares. 

Além  da  edificação  definida  e  posicionada,  serão  usualmente  representados  nesta  planta  os  tratamentos externos a saber: muros, cercas, caminhos, piscinas, acessos, canteiros, etc. 

Quando a quantidade de elementos externos é acentuada tornando impossível sua representação  na escala dessa planta,  representa‐se  somente os muros e os  acessos,  acoplando‐se os demais  desenhos à planta‐baixa, em escala maior. 

3.4.1 Elementos Gráficos 

A planta de localização é composta dos seguintes elementos gráficos: 

 Contorno do terreno;   Contorno da edificação;   Contorno da cobertura (em tracejado);   Tratamentos externos (passeio, muro, pavimentações...);   Representação da(s) calçada(s);   Desenho das construções pré‐existentes (contorno).   Árvores de médio e grande porte pré‐existentes. 

3.4.2 Informações 

Devem constar na planta de localização as seguintes informações: 

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   Cotas totais do terreno;   Cotas parciais e totais da edificação;   Cotas angulares da construção (diferentes de 90°);   Cotas de beirados;   Cotas de posicionamento da construção;   Cotas da(s) calçada(s);   Informações  sobre  tratamentos externos  (Ex.:  altura de muros, pisos,  áreas  com  grama, 

etc.);   Marcação de acessos;   Distinção por convenção de construções existentes e a construir;   Símbolo de Norte 

3.4.3 Escalas de representação   

A planta de localização de edificações em terrenos com dimensões urbanas (terrenos inseridos na  malha  urbana,  com  dimensões  próximas  a  média  dos  terrenos  urbanos)  são  representadas  usualmente nas escalas 1:100 ou 1:200. Em  terrenos de grandes dimensões, urbanos ou  rurais,  tendo em  vista  suas medidas e/ou medidas de  seus prédios, é  comum  a utilização das escalas  menores: 1:2501:500 e até mesmo 1:1000

3.4.4 Espessura dos traços 

O  contorno  do  terreno  é  representado  em  espessura  média;  o  contorno  da  edificação  em  espessura grossa, pois é o elementos mais  importante dessa planta; e os elementos secundários  em espessura fina. Costuma‐se usar hachuras para destacar a edificação. 

3.4.5. Observações Gerais 

(i) As cotas do terreno devem ser externas a este; as cotas da construção e de seu posicionamento  devem ser externas a essa, podendo situar‐se tanto dentro do terreno como fora, dependendo do  espaço disponível; 

(ii) É usual que se destaque as construções projetadas das existentes, hachurando o interior de um  dos tipos, e desenhando as demais somente pelo contorno em linha espessa, conforme convenção  a ser destacada ao lado do desenho (em legenda); 

(iii) O acesso ao   terreno deve ficar, preferencialmente, na parte  inferior do desenho, ou mesmo  nas laterais, evitando‐se que seja posicionado na parte superior da prancha 

(iv) Especial atenção deve ser dada para que as cotas relativas ao posicionamento da construção,  sejam sempre em relação a ela, e nunca em relação ao limite da cobertura. As cotas de beirados e  similares devem ser colocadas soltas, em separado. 

(v)  Também  existe  a  possibilidade  de  um  desenho  conjunto  de  “PLANTA  DE  LOCALIZAÇÃO  E  COBERTURA”, normalmente só viável, por relacionamento de dimensões e escalas, para terrenos  com dimensões “urbanas”.  Este assunto será retomado na PLANTA DE COBERTURA. 

A  seguir  é  apresentado  a  Planta  de  Localização  da  edificação  que  vem  sendo  utilizada  para  exemplificar os conteúdos tratados.  

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PLANTA DE LOCALIZAÇÃO 

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  3.5. PLANTA DE COBERTURA 

Planta de cobertura de uma edificação é a representação gráfica de sua vista principal superior,  acrescida das informações necessárias, e eventualmente acoplada do desenho da rede pluvial da  edificação

finalidade desta planta é a representação e o detalhamento de todos os elementos do telhado,  ou a ele vinculados, do ponto de vista externo. 

A rede pluvial é representada, eventualmente,  junto com a PLANTA DE COBERTURA, pela  íntima  relação  entre  esses  elementos:  a  própria  planta  de  cobertura  faz  parte  da  rede  pluvial.  Nada  impede que, por opção do projetista, estas plantas sejam representadas separadamente. 

3.5.1 Rede Pluvial 

A  rede  pluvial  de  uma  edificação  é  o  conjunto  dos  elementos  construtivos  responsáveis  pela  condução e pelo direcionamento das águas que caem sobre a propriedade privada. Ela pode ser  dividida em:   

a) REDE PLUVIAL AÉREA: Constituída pelos elementos conectados a cobertura: águas do telhado,  terraços ou similares, calhas, tubos condutores, etc. 

b) REDE PLUVIAL DE SUPERFÍCIE: Constituída apenas pelos elementos que sofrem um tratamento  da sua superfície (ou mesmo elementos naturais aproveitados), sendo dotados de declividade que  condicionem o escoamento das águas pluviais. 

c)  REDE  PLUVIAL  SUBTERRÂNEA:  Composta  por  um  conjunto  de  caixas  de  areia,  caixas  de  passagem, caixas de  inspeção, e canalizações, com dimensões e caimentos adequados, visando à  condução das águas da chuva. 

Os  elementos  da  rede  pluvial  aérea  devem  sempre  ser  representados  na  planta  de  cobertura,  independente de os demais elementos serem ou não representados nessa planta. 

3.5.2 Linhas do Telhado 

As  linhas do  telhado são  linhas que  resultam do encontro de águas do  telhado, ou que  indicam  seus  términos.  Na maioria  das  vezes,  são  linhas  retas  (posto  que  as  águas  são  normalmente  planas). 

As linhas dos telhados convencionais são as seguintes: 

1. CUMEEIRA –  linha divisora de  águas, de disposição horizontal e  localizada nas posições mas  elevadas do telhado. 

2. ESPIGÃO – linha divisora da águas, de disposição inclinada, normalmente unindo cumeeiras de  altura diferentes, e cumeeiras e beirais. 

3. ÁGUA FURTADA OU RINCÃO – linha coletora de águas, de disposição horizontal ou inclinada. 

4. POLÍGONO DO BEIRAL –  linha poligonal fechada que, em vista superior (planta de cobertura),  coincide com o limite externo da cobertura. 

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Além  das  linhas  básicas  dos  telhados,  naturalmente,  dependendo  do  projeto,  outras  representações podem ocorrer, tais como: empenas, platibandas, chaminés, reservatórios, rufos,  calhas,  etc.  Todos  estes  elementos  deve  aparecer  desenhados  e  dimensionados  na  planta  de  cobertura. 

Para  as  águas de mesma declividade ou  inclinação,  as disposições  serão  sempre  simétricas, ou  seja: as cumeeiras serão centralizadas nos vãos, e os espigões e/ou rincões serão bissetrizes dos  ângulos respectivos da construção. 

3.5.3 Elementos Gráficos 

O  desenho  da  planta  de  cobertura,  acoplado  à  representação  de  rede  pluvial  subterrânea,  apresenta um número razoável de informações, conforme relacionado a seguir: 

 Desenho do polígono do beiral;   Linhas do telhado;   Elementos do telhado (chaminé, reservatórios, etc);   Trechos do terreno (onde interessar);   Elementos da rede pluvial (calhas, condutores, caixas, canalizações, etc).   Projeção do contorno da edificação. 

3.5.4 Informações 

Devem constar na planta de cobertura as seguintes informações: 

 Cotas de beirados ou similares;   Setas  indicando  o  sentido  de  escoamento  da  água  em  telhados,  terraços,  calhas, 

canalizações, etc;   Dimensões de elementos do telhado;   Cotas de posição de elementos do telhado;   Dimensionamento da rede pluvial (quando essa vier acoplada ao desenho da cobertura);   Tipos de telhado quanto ao material;   Inclinação ou declividade das águas. 

3.5.5 Escalas 

Usualmente são empregadas as escalas de 1:50, 1:100 ou 1:200, conforme o número de detalhes e  informações. 

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  3.5.6 Espessuras dos traços 

As  espessuras  grossas  e médias  prevalecem  para  o  desenho  da  cobertura.  As  espessuras  vão  decrescendo  à  medida  que  o  objeto  representado  se  afasta  do  observador.  A  rede  pluvial  subterrânea (quando representada) é sempre indicada em linha fina. 

3.5.7 Identificação das linhas do telhado 

Consideradas  as  setas  indicativas  dos  escoamentos  das  águas,  em  telhados  de  declividade  constante, as linhas podem ser facilmente identificáveis: 

- Setas  de  mesma  direção  e  sentidos  opostos  indicam  cumeeiras  (quando  sentidos  divergentes), ou rincões horizontais (quando sentidos convergentes); 

‐  Setas  concorrentes  com  sentido  convergente  indicam  rincões  inclinados  e  divergentes  indicam espigões. 

 

PLANTA DE COBERTURA 

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  3.5.8 Localização e Cobertura 

Quando o tamanho do terreno, da edificação, e a complexidade da cobertura permitir, as plantas  de  localização e a de  cobertura podem  ser unidas em uma única planta denominada Planta de  Localização  e  Cobertura.  A  planta  com  esse  nome  se  constitui  na  PLANTA  DE  COBERTURA  acrescida do desenho do terreno, suas cotas, tratamentos externos, mais as cotas da construção e  de seu posicionamento no terreno.  

Devido ao grande número de elementos presentes nessa planta, recomenda‐se a representação  em separado (como projeto complementar) das redes pluviais de superfície e subterrânea.  

 

  PLANTA DE LOCALIZAÇÃO E COBERTURA 

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  3.6 PLANTA DE SITUAÇÃO 

Planta  de  situação  é  a  representação  de  um  desenho  projetivo  constituído  por  uma  vista  principal superior esquemática, envolvendo o terreno (lote) onde a edificação será edificada e a  zona  de  entorno  desse  terreno,  com  a  finalidade  de mostrar  o  formato,  as  dimensões  e  a  localização do lote.  

Trata‐se  de  um desenho  esquemático  por  que,  na  realidade, não  são  representados  todos os  elementos  e  detalhes  que  seriam  vistos  pelo  observador,  mas  somente  aqueles  que  visam  atender ao objetivo deste desenho específico. 

3.6.1 Elementos Gráficos  

Tomando‐se com referência o caso de terrenos urbanos, os elementos representados na planta de  situação são os seguintes: 

 Contorno do terreno;   Contorno do quarteirão principal (no qual está inserido o terreno);   Trechos  dos  quarteirões  adjacentes  (com  a  finalidade  de  delimitar  os  logradouros 

públicos);   Eventuais outros elementos referenciais. 

Em  caráter  opcional,  podem  ser  representados  os  passeios  públicos,  canteiros  e  similares.  Em  zona  rural, na  inexistência dos elementos urbanos,  serão normalmente  representados, além do  contorno do  terreno: as vias de acesso, pontes, riachos, matas, estradas de  ferro,  linhas de alta  tensão, etc. 

3.6.2 Informações 

A representação das informações na planta de situação é constituída por:  

 Cotas gerais lineares do terreno;   Cotas angulares do terreno;   Identificação do terreno (número cadastral e/ou número do lote);   Cota de distância à esquina mais próxima ou mais conveniente;   Nome das vias;   Orientação geográfica  

Em  caráter optativo podem  ser  informadas  as  cotas de  ruas, passeios,  canteiros e quarteirões,  identificação dos terrenos vizinhos, código do quarteirão e outros. Na zona rural, são  indicações  indispensáveis: nome dos  lindeiros, acidentes topográficos e vias; distância da rodovia; nome de  lugar, etc. 

3.6.3 Escalas 

Considerando as dimensões médias dos lotes e quadras urbanos a planta de situação geralmente é  representada na escala 1:1000, mas pode também ser representada tanto em escala maior, para  lotes e quadras de pequenas dimensões, ou menor, para grande glebas de terra.  

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  3.6.4 Espessuras dos traços 

O contorno do terreno  deve ser representado com a espessura mais grossa. Com espessura média  representa‐se os elementos complementares ao desenho, e que identificam sua localização, como  contorno de quarteirões, elementos topográficos, etc. A espessura fina é utilizada para elementos  secundários e linhas de cota, hachuras eventuais, linhas auxiliares, etc. 

3.6.5 Generalidades 

Fazendo parte do conjunto de desenhos que  trata dos aspectos mais genéricos da edificação, a  planta  de  situação,  sempre  que  possível,  deve  ser  desenhada  próxima  à  representação  das  plantas de localização e cobertura. Nesta planta, a indicação do norte geográfico, por convenção,  deve ficar, preferencialmente, voltada para a parte superior do desenho

Para  um  maior  destaque  da  representação  do  terreno  é  recomendado,  para  terrenos  de  dimensões  urbanas,  hachurar  todo  o  interior  do  lote,  principalmente  se  não  houver  cotas  angulares a serem marcadas. 

Outra particularidade que deve ser destacada é a representação do símbolo relativo à orientação  geográfica.  A  NBR  6492  já  apresenta  uma  padronização  para  a  simbologia, mas  na  prática  é  enorme a diversidade de símbolos utilizados, normalmente utilizando‐se uma seta ou  linha para  indicar a direção e sentido do norte, acompanhada da  letra N  (maiúscula) ou da palavra Norte.  Deve ser ressaltado é que o fundamental é que a  indicação de norte não pode deixar margem a  dúvidas ou a dupla interpretação. O local de sua representação é também livre, devendo ser feita  em local de fácil visibilidade, dentro ou fora do quarteirão.      

 

 

A seguir é apresentado um exemplo de uma planta de situação. 

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PLANTA DE SITUAÇÃO 

3.7 DETALHES CONSTRUTIVOS 

Os  detalhes  construtivos  são  compostos  por  partes  do  projeto  (elementos  construtivos,  compartimentos,  revestimentos,  etc.)  cuja  complexidade  ou  importância  para  o  conjunto  requerem uma representação em maior escala e com um nível maior de informação.  

Os elementos a serem detalhados variam de projeto para projeto, mas em geral são todos aqueles  cuja representação na escala original das plantas, cortes e elevações não é suficiente para mostrar  todos os aspectos e informações necessárias a sua correta execução.  

Os detalhes constituem‐se, portanto, em plantas, cortes, elevações e perspectivas realizadas em  escala  compatível  a  complexidade  construtiva  do  elemento,  e  são  complementados,  quanto  necessário, por textos, tabelas, especificações, etc.  

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  3.7.1 Exemplos de detalhes construtivos 

A seguir são apresentados alguns exemplos de detalhes construtivos.     

DETALHE DE UMA ESQUADRIA 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  DETALHE DE UMA LAREIRA 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  DETALHE DE UMA FACHADA (CORTE DE PELE) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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  DETALHE UM DE LAVABO 

 

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  3.8 PERSPECTIVAS 

Item a ser escrito 

PARTE 4‐  FOLHAS DE DESENHO 

4.1 FORMATO PADRÃO BÁSICO E DERIVAÇÕES 

As Normas Brasileiras de Desenho Técnico estabelecem como padrão para  folhas de desenho a  série  “A”. O  formato básico para da  série  “A” é o  retângulo de  área  igual  a  1 m²,    e de  lados  medindo 841 mm x 1189 mm, isto é, guardando entre si a mesma relação que existe entre o lado  de um quadrado e sua diagonal, qual seja:  1

2

Deste  formato básico, designado por A0  (A  zero), deriva‐se  a  série  "A" pela bipartição ou pela  duplicação sucessiva  

 

 

 

 

 

 

          

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  4.2 MARGENS E QUADRO 

Margens são limitadas pelo contorno externo da folha e quadro. O quadro limita o espaço para o  desenho.  As margens  esquerda  e  direita,  bem  como  as  espessuras  das  linhas,  devem  ter  as  dimensões constantes na tabela abaixo. A margem esquerda serve para ser perfurada e utilizada  no arquivamento.   

                     

4.3 LEGENDA (CARIMBO OU SELO) 

Conforme  a  NBR  10.068  a  legenda  deve  estar  posicionada  dentro  do  quadro  para  desenho  e  conter a identificação deste (número de registro, título, origem, etc.). A legenda deve estar situada  no  canto  inferior direito,  tanto nas  folhas posicionadas horizontalmente  como  verticalmente. A  direção da leitura da legenda deve corresponder à do desenho.  

A legenda (carimbo ou selo) deve ter 178 mm de comprimento, nos formatos A4, A3 e A2, e 175  mm nos formatos A1 e A0 (conforme tabela abaixo) 

 

 

 

 

 

69 

  A NBR 6492 estabelece que no carimbo de um projeto de arquitetura devem constar, no mínimo,  as seguintes informações: 

a) identificação da empresa e do profissional responsável pelo projeto;  b) identificação do cliente, nome do projeto ou do empreendimento;  c) título do desenho;  d) indicação seqüencial do projeto (números ou letras das pranchas);  e) escalas;  f) data;  g) autoria do desenho e do projeto; 

h) indicação de revisão. 

As  normas  técnicas  não  estabelecem  nem  um  padrão  para  formatação  da  legenda  (layout),  ficando  essa  a  cargo  do  profissional.  Comumente  deixa‐se  um  espaço  acima  do  carimbo  para  colocação dos carimbos e registros por parte dos órgãos públicos, conforme exemplo abaixo   

  Abaixo são apresentados dois exemplos de carimbos de projeto de arquitetura.                                   

70 

  4.4 OUTROS 

Além  dos  itens  anteriores  (formato  e  tamanho  da  folhas, margens  e  carimbo)  a  NBR  10.068  estabelece outros a serem observados: marcas de centro, escala métrica de referência, sistema de  referência  por malhas,  e marcas  de  corte.  A  utilização  destes  itens  não  é muito  comum  nos  projetos  de  arquitetura,  de  forma  que  não  serão  comentados  nesse  trabalho,  podendo  ser  consultados diretamente na norma.   

4.5 DOBRAMENTO 

Sendo  necessário,  o  dobramento  das  folhas  de  desenho  de  formato  A0,  A1,  A2,  e  A3,  devem  resultar no formato A4. As folhas devem ser dobradas levando em conta a fixação através da aba  em pastas e de modo a deixar visível o carimbo destinado à legenda.  

 

A seguir são mostrados os dobramentos para cada um dos formatos “A”. 

4.5.1 Dobramento do Formato A0 

 

71 

  4.5.2 Dobramento do Formato A1 

 

 

4.5.3 Dobramento do Formato A2 

 

 

 

4.5.3 Dobramento do Formato A3 

 

 

72 

  Quando as folhas de formatos A0, A1 e A2 tiverem de ser perfuradas, para arquivamento, deve‐se  dobrar para trás o canto superior esquerdo, de acordo com as indicações acima. 

4.6 FORMATOS ESPECIAIS 

Na  prática,  quando  permitido  pelos  órgãos  de  análise  e  aprovação,  é  comum  a  utilização  de  formatos  de  folhas  diferentes  dos  estabelecidos  pela  norma,  de  forma  a  melhor  adequar  o  tamanho da folha as dimensões do projeto.  

Nestes  casos, a NBR 10.068  recomenda  se escolha  formatos de  tal maneira que a  largura ou o  comprimento corresponda ao múltiplo ou submúltiplo do formato padrão. 

A dobradura dos formatos especiais deve seguir o padrão da norma, da seguinte maneira: 

 uma dobra na esquerda de 210mm;   dobras consecutivas da direita para a esquerda de 185mm, até restar um pedaço de folha 

de dimensão menor do que 370mm, que deve ser dobrado em dois;   dobras  consecutivas,  de  baixo  para  cima,  de  297mm,  até  restar  um  pedaço  de  folha 

dimensão menor do que 297mm. 

4.7 ORGANIZAÇÃO DOS DAS FOLHAS  

Os desenhos devem ser organizados dentro das pranchas (folhas) seguindo‐se a seguinte ordem: 

1º ‐ Quadro de áreas e índices; 

2º ‐ Planta de situação; 

3º ‐ Planta de localização; 

4º ‐ Planta de cobertura; 

5º ‐ Planta baixa; 

6º ‐ Cortes; 

7º ‐ Fachadas; 

8º ‐ Perspectivas (quando houverem); 

9º ‐ Detalhes (quando houverem). 

Sempre  que  possível  as  pranchas  devem  possuir  todas  o mesmo  tamanho,  organizando‐se  os  desenhos dentro das mesmas de forma seqüencial. Os desenhos  não devem ficar excessivamente  próximos (entre eles e com as margens) e nem excessivamente afastados. 

Todos os desenhos devem  ser numerados  (por prancha), com  título e  indicação da escala, para  tanto a norma recomenda a utilização da seguinte simbologia: 

73 

 

 

A  numeração  e  o  titulo  do  desenho  deve  ser  colocada  logo  abaixo  a  esse,  a  uma  distância  adequada  (não muito  próxima  e  nem muito  afastada).  Cada  prancha  pode  conter  um  ou mais  desenho. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

74 

  REFERÊNCIAS 

 

MONTENEGRO, Gildo. Desenho Arquitetônico. 4º  edição. São Paulo: Edgard Blücher, 2001. 

SCHULER,  Denise;  MUKAY,  Hitomi.  Apostila  da  Disciplina  de  Desenho  Técnico  I.  Curso  de  Arquitetura  da  Faculdade  Assis  Gurgacz  –  FAC.  Cascavel.  (200?).  Disponível  em:  http://pt.scribd.com/doc/42762695/Apostila‐Desenho‐Arquitetura‐FAG.  Acessado  em  25/06/2010. 

XAVIER,  Sinval.  O  Desenho  Arquitetônico  Auxiliado  por  Computador.  Um  caso  prático:  A  Westechster House de Richard Meier. Monografia de  conclusão do Curso de Especialização em  Desenho.  UFPEL. Pelotas: UFPEL, 2004. 

SAINZ,J;  VALDERRAMA,  F.  (1992).  Infografìa  y  Arquitectura:  dibujo  y  proyecto  asistido  por  ordenador. Madrid: Ed. Nerea, 1992. 

AsBEA.  Otimização  e  Padronização  de  Informações  em  CAAD.  A  Integração  entre  Projetos  e  Projetistas.  Revisão  1.4.  AsBEA,  2000.  Disponível  em:  http://pt.scribd.com/doc/41398977/Normas‐Cad‐Asbea. Acessado em 18/09/2000. 

RUGGERI, Rene. 2004. Sistema de Organização de Informações de Projetos – SOIP. Disponível em:  http://br.groups.yahoo.com/group/grupo‐cad‐autocad/. Acessado em: 18/09/2000. 

SINDUSCON‐GO. Manual de Referência para Padronização de Projetos em CAD. Sindicato da  Indústria da Construção no Estado de Goiás. SINDUSCON – GO.  Goiânia: SENAI/FATESG, 2007 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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