Desenvolvimento Infantil - artigo - Pratica de Ensino, Notas de estudo de Psicologia do Desenvolvimento. Universidade do Vale do Sapucaí
Rio890
Rio8901 de Março de 2013

Desenvolvimento Infantil - artigo - Pratica de Ensino, Notas de estudo de Psicologia do Desenvolvimento. Universidade do Vale do Sapucaí

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Artigo: O Desenvolvimento Infantil - as etapas, concepção psicológica, segunda infância.
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1. Desenvolvimento Infantil

O desenvolvimento próprio da criança é de suma importância quando se

pensa em qualquer tipo de produto que respeite a idade.

As etapas pelas quais elas passam e o seu relacionamento com o mundo

que as cerca, é o que vai definir o tipo de pessoa que vão se tornar.

Segundo a concepção psicológica interacionista, a criança constrói seus

conhecimentos na interação com o meio, em que fatores externos e internos se

inter-relacionam continuamente. (FALCÃO, 1991:36)

O fator humano tem uma grande importância nesse desenvolvimento,

como explica FALCAO: “É através da interação com outras pessoas adultos e

crianças que, desde o nascimento, o bebê vai construindo suas características

(seu modo de agir, de pensar, de sentir) e sua visão de mundo (seu

conhecimento)”

Além dos instrumentos simbólicos – que são passados pelas pessoas com

quem a crianças convive, como a cultura, os valores, os costumes – os

instrumentos físicos também são importantes nessa interação, e nessa categoria

as roupas especializadas podem ser de grande ajuda.

Uma análise em separado é feita para melhor entendermos cada etapa do

desenvolvimento infantil, em suas áreas motora, social e cognitiva.

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1.1 Segunda Infância

É a partir dessa idade que nos interessa conhecer, a idade pré-escolar

dos 3 aos 6 anos, chamada de Segunda Infância.

A partir dos 3 anos, as mudanças físicas já transformam as formas

arredondas de bebês em formas típicas da infância, mais compridas e atléticas.

As habilidades motoras e o desenvolvimento muscular dão um grande

salto nesses anos, permitindo à criança uma maior independência e coordenação

motora, aumentando também seu ritmo nos esportes e brincadeiras. (PAPALIA &

OLDS, 2000 : 185)

Elas já assumem uma maior responsabilidade em seu cuidado pessoal,

conseguindo vestir-se com pouca ajuda ou comer sem fazer bagunça; os

desenhos e brincadeiras são menos aleatórios, fazendo uso de representações e

símbolos.

Nesse estágio do desenvolvimento cognitivo, as crianças fazem bastante

uso de seu pensamento simbólico, utilizando as suas idéias preexistentes a

respeito de algo. Podem formar representações de objetos como carros, bebês, ou

substituí-los por palavras como símbolos simples que expressem seus desejos,

como “água” por “eu quero água”.

Esse estágio foi chamado pelo pedagogo Jean Piaget de pré-operatório

(PAPALIA & OLDS :193), é nesse momento que a criança amplia seu vocabulário

e a compreensão de números, podendo ainda classificar, contar e compreender

causa e efeito.

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A empatia, ou capacidade de entender o que a outra pessoa está sentindo

também se intensifica nessa fase, sendo importante para formar e manter

relacionamentos.

É nessa fase que se desenvolve também o conceito inicial do “eu” da

criança, em conformidade com como os outros a vêem. Elas reconhecem suas

características físicas e mencionam suas habilidades particulares, e definem mais

sua identidade de gênero.

Elas escolhem suas amizades entre as que mais gostam e tem mais

afinidades, como se cuidar e ajudar mutuamente, e preferem brincar com crianças

do mesmo sexo em brincadeiras próprias do gênero.

A identidade sexual da criança é fortemente influenciada pelos pais – no

tratamento que dão aos filhos permitindo mais afetação nas meninas e mais

agressividade nos meninos, por exemplo – e pelo ambiente cultural, como os

estereótipos que vêem na tv ou livros e mais tarde, pelas escolas com as

separações e hierarquizações.

O relacionamento com outras pessoas é estudado pelo psicólogo Lev

Vygotsky como parte principal de uma “natureza social” humana em que desde

pequenos vivemos cercados por pessoas em um ambiente cultural.

O desenvolvimento da inteligência é, segundo Vygotsky, produto dessa

convivência. A criança age como um espelho refletindo o que aprende, com

informações intermediadas pelas pessoas que as rodeiam. (LOPES, 1996 : 33)

De acordo com essa teoria, o meio é sempre revestido de significados

culturais; “por exemplo, o objeto armário (meio) não tem sentido em si. Só tem o

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sentido (cultural) que lhe damos, como ser útil ou inútil, valioso ou não, rústico ou

sofisticado e assim por diante”. (LOPES : 35)

O papel dos outros como mediadores do conhecimento é o que contribui

para que a criança continue seu desenvolvimento, aliado às mudanças físicas que

vão ocorrendo.

1.2 Terceira Infância

Etapa que compreende dos 6 aos 12 anos de idade, e tem como

principal acontecimento a entrada da criança na escola.

Nessa época o seu crescimento físico é bastante contínuo, e as

habilidades motoras se aperfeiçoam de modo menos intenso do que antes. Elas

tornam-se mais fortes, mais rápidas e maiores; as brincadeiras são as chamadas

impetuosas que consistem em correr, lutar, como formas de testar as novas

habilidades do corpo. (PAPALIA & OLDS : 252)

À medida que crescem, são mais freqüentes as brincadeiras com regras

e a maior diferença nas habilidades motoras de meninos e meninas, de acordo

com suas características biológicas e suas inclinações culturais para exercícios

específicos.

Os desenvolvimentos físico e cognitivo da crianças são importantes, a

base emocional ainda é a família, mas os interesses começam a se deslocar para

o novo mundo da sala de aula.

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Os pais deixam de ser as únicas autoridades e pontos de referencia,

passando agora grande parte da importância para os professores e colegas de

classe.

Ao se relacionar com outras crianças e realizar suas tarefas, ela começa

a se perceber com integrante da sociedade e a formar conceitos mais definidos de

si mesma.

Agora ela se define em diferentes características, e não mais em uma só

área, como em “eu sou inteligente, mas não em matemática”. Essa visão de si

mesma é importante para o “desenvolvimento da auto estima, sua avaliação de

seu valor pessoal”, como cita PAPALIA & OLDS.

O papel da família e dos educadores é de grande importância no

desenvolvimento dos estudos e da auto-estima da crianças, pois as figuras de

identificação são os maiores responsáveis pelo apoio, orientação e estímulo que

elas precisam para crescer corretamente.

O ambiente familiar (com sua específica cultura, situação econômica,

brigas dos pais) são as principais influencias em problemas emocionais e

eventuais deficiências no aprendizado que irão gerar.

Os irmãos e o grupo de amigos são as primeiras práticas de

relacionamentos sociais das crianças, seja ao brigar e se reconciliar

constantemente, e nos jogos e brincadeiras. São essas experiências que vão

ensinar de modo saudável a competição, a intimidade, o senso de pertencer, e

proporcionar à criança uma melhor sociabilização no futuro.

Por volta dos 7 anos de idade, a criança já demonstra novas formas de

lidar com o mundo, num novo estágio cognitivo chamado por Piaget de operatório

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concreto. Elas agora podem usar o pensamento lógico, objetivo, para fazer

operações flexíveis, diferenciar realidade e fantasia e compreender outros pontos

de vista, num pensamento menos egocêntrico. (FALCAO : 43)

Essa maior habilidade com o raciocínio permite à criança começar a lidar

com a aritmética, inicialmente usando imagens concretas (como contar nos

dedos). A capacidade de pensar abstratamente ainda não é possível, como

explica FALCAO: “(...) ela só consegue pensar corretamente nesta etapa se os

exemplos ou materiais que utilizar para apoiar seu pensamento existem mesmo e

podem ser observados”.

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Bibliografia

FALCÃO, Gerson Marinho. Psicologia da aprendizagem. São Paulo: Editora

Ática, 1991.

LOPES, Josiane. Vygotsky – O teórico social da inteligência. Nova Escola, São

Paulo: dezembro, 1996.

STEINER, Deborah. Compreendendo seu filho de 6 anos. Rio de Janeiro:

Imago Editora, 1993.

PAPALIA, Diane; OLDS, Sally Wendkos. Desenvolvimento Humano. Porto

Alegre: Editora Artmed, 2000.

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