Dialética - Apostilas - Filosofia, Notas de estudo de Filosofia. Centro Universitário La Salle (Unilasalle)
Garrincha
Garrincha5 de Março de 2013

Dialética - Apostilas - Filosofia, Notas de estudo de Filosofia. Centro Universitário La Salle (Unilasalle)

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Apostilas de Filosofia sobre o estudo da dialética, origem, significado, seu importante papel em nosso cotidiano, método dialético.
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Introdução

* O tema apresentado neste trabalho refere-se ao o método dialético, sua origem, significado, seu importante papel em nosso cotidiano, suas informações fundamenta-se em pesquisas objetivas, para levar ao conhecimento do leitor os pontos principais do método dialético, de forma clara, constitui-se em fator decisivo de estudo, pois propicia a ampliação de conhecimento, assim como a melhoria na comunicação e na forma como vemos a realidade em nossas vidas, porem temos como principal objetivo oferecer ao leitor um leque de informações , que possam ajudá-lo ,mostrando a evolução do método dialético, com o decorrer dos anos ,assim também como a forma como ele é visto nos dias atuais.

Método Dialético

* Dialética tem origem no latim dialectica ou dialectice que, literalmente traduzido, significa ”o caminho entre as idéias”. Em suma, a dialética e um método de dialogo cujo foco é contraposição e contradição de idéias que levam a outras idéias, porém, seu conceito é utilizado por diferentes doutrinas filosóficas e, de acordo com cada uma, assume um significado diferente.

* O mais ferrenho defensor da dialética na Grécia Antiga foi Heráclito, considerado por grande parte dos autores, o pai da dialética, por conceber o mundo em constante mudança; para ele, os seres não têm estabilidade alguma, estão em constante movimento, modificando- se. É dele a famosa frase que diz que “um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio”, porque nem o homem nem o rio serão os mesmos.

* Para Platão, a dialética é sinônimo de filosofia, o método mais eficaz de aproximação entre as idéias particulares e as idéias universais ou puras. Platão considerava que apenas através do dialogo o filosofo deve procurar o verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sensível e chegando ao mundo das idéias.

* Aristóteles define a dialética como a lógica do provável, do processo racional que não pode ser demonstrado. Diz o filosofo que o “Provável é o que parece aceitável a todos, ou à maioria, ou aos mais conhecidos e ilustres”.

* Emmanuel Kant tinha a dialética como uma ilusão, pois se baseia em princípios subjetivos. Ele retomou a “lógica da aparência” de Aristóteles.

* Como se pode notar, o método dialético possui varias definições, mas sempre terá como princípios fundamentais o movimento, a mudança. Em oposição à metafísica, nada é estático na dialética, isso significa que “nada é para sempre” ou insuperável.

* Nos prenderemos, neste breve estudo, à visão materialista da dialética, sempre defendida por Karl Marx e Engels. Marx nunca procurou esquematizar o método dialético, mas é inegável o seu uso em suas obras, como é percebível na passagem a abaixo a interligação de tudo que constitui o mundo, tanto natural quanto socialmente falando.

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* “As relações sociais estão intimamente ligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens mudam o seu modo de produção e, ao mudarem o modo de produção, a maneira como ganham a vida, mudam todas as suas relações sociais. (...) Os mesmos homens que estabelecem as relações sociais de acordo com a sua produtividade material produzem também os princípios, as idéias, as categorias, de acordo com as suas relações sociais.” (idem: 9 8)

* Engels resumiu a dialética em três leis: a passagem do quantitativo para o qualitativo, a interpenetração dos contrários e a negação da negação. Porém, há divergências entre autores que estudam a dialética materialista quanto à quantidade de leis fundamentais do método, se são três ou quatro, pois uns citam a ação recíproca, ou seja, “tudo se relaciona”. Em vista disso, explanaremos sobre as quatro.

* A primeira lei será a ação recíproca, ou seja, “tudo se relaciona”. Um fenômeno seja social, ou natural, não pode ser compreendido e explicado se considerado isoladamente, fora do contexto em que ocorre, pois, friso aqui Stalin “... qualquer fenômeno, não importa em que domínio da natureza, pode ser convertido num contra-senso quando considerado fora das condições que o cercam, quando destacado destas condições...” um fenômeno é condicionado pelos fenômenos que o circundam, este por sua vez condiciona a outro e assim por diante, deixando claro a interligação entre tudo que constitui o mundo.

* Tudo presente tanto na natureza quanto na sociedade está organicamente ligado, todas as coisas são dependentes entre si e, ao mesmo tempo condicionam-se reciprocamente. Marx formula, igualmente, um conjunto de assertivas que revelam que para se estudar, para se lidar com qualquer fenômeno sócio-histórico, tem-se de levar na devida conta as relações entre o todo e as partes, isto é, tem-se de relacionar o fenômeno em tela, que constitui a parte, com o todo sócio-histórico, com o todo da existência social, entendendo-se a sociedade como um complexo composto de complexos e a totalidade como um complexo ordenado de relações em processo. Um processo sócio-histórico, por sua vez, não constitui algo acabado, pronto, imutável, mas algo dinâmico, mutável, um complexo de processos. Além disso, um complexo não existe isoladamente, separado e independente dos demais complexos, porém numa ação recíproca com os outros complexos e o todo.

* Isso fortifica o dito por Engels, segundo o qual a “grande idéia fundamental segundo a qual o mundo não deve ser considerado como um complexo de coisas acabadas, mas como um complexo de processos em que as coisas, na aparência estavam, do mesmo modo que os seus reflexos intelectuais no nosso cérebro, as idéias, passam por uma mudança ininterrupta de devir e decadência, em que finalmente, apesar de todos os insucessos aparentes e retrocessos momentâneos, um desenvolvimento progressivo acaba por se fazer hoje". Um exemplo da ação é a chuva que cai do céu, que está relacionada com a incidência de raios solares nas águas de um rio, lago, mar, etc, que se evapora e sobe às nuvens, onde se condensa para retorna à terra em forma de chuva.

* A segunda lei trata da mudança dialética, negação da negação ou “tudo se transforma”. A negação de uma coisa é ponto de transformação de uma coisa em seu contrario. Nada está acabado, tudo está em constante processo de transformação, que se relaciona e condiciona novos processos e assim por diante, de forma ininterrupta. Tudo, as coisas e idéias, estão em

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movimento, transformando-se e desenvolvendo-se, e tais processos se dão por meio das contradições ou mediante a negação de uma coisa, a referida negação trata-se da transformação da coisa. Numa seqüência, a negação assume a seguinte forma: primeiro vem à tese, que é a proposição que será negada ou transformada pela antítese, proposição que constitui a segunda fase do processo, que nega a primeira, e com esta uma vez negada, obtêm síntese, que é a negação da tese e antítese, mas também será efêmera, pois logo será negada e modificada, sendo que nada é imutável, nada escapa ao movimento, à mudança.

* E devo citar que um dos fatores, dentro da dialética, que condiciona os processos de movimento, transformação e desenvolvimento é o autiodinamismo, ou seja, a força interna que permite a seqüência de fase de um processo, de uma mudança, como um fruto de onde se extrai uma semente que é posta na terra, depois se transforma em planta, para mais a frente dá seu fruto que pode ser melhor (qualitativo) que o fruto do qual veio à semente, ou da arvore pode brotar mais frutos (quantitativo) que a primeira arvore de onde veio fruto.

* A terceira lei trata-se da mudança qualitativa ou passagem da quantidade à qualidade, trata-se de analisar a mudança contínua, lenta ou descontínua, que acontecem em nosso cotidiano, tomamos como exemplo um homem que se apresenta à candidatura a um mandato qualquer, precisa de 4.500 votos para obter a maioria absoluta, não é eleito com 4.499 votos, continua a ser apenas um candidato, com um voto a mais a mudança pela quantidade de votos determina uma mudança de qualidade uma vez que o candidato que era se torna eleito. Assim também acontece nos vestibulares e concursos, que a mudança pela quantidade de acertos pode gerar uma mudança de qualidade, ou seja, as coisas não têm um ritmo para se alterarem, podem ser lentas (pequenas alterações quantitativas), ou rápidas (modificações qualitativas).

* A quarta e ultima lei refere-se à interpenetração dos contrários, contradição ou luta dos contrários, que também pode ser denominada lei da ação recíproca, pois na idéia de aspecto conflitante, porem de união, há um relação entre o todo e as partes, entre o geral e o particular resumindo, um encadeamento de processos. Posso citar como exemplo o fato de que não e possível a compreensão da Guerra Fria, tomando por base apenas a visão dos EUA ou então da União Soviética, apesar das idéias e posições ideológicas serem divergentes, é necessário uma união de ambas para compreensão dos papeis de cada uma no contexto em que estão inseridas, ou seja, uma análise mútua.

* Podem-se destacar três características da lei de interpretação dos contrários: a primeira é que a contradição é interna- pois toda realidade é movimento e não há movimento que não seja conseqüência de uma luta de contrários. Exemplo: a planta surge da semente e o seu aparecimento implica o desaparecimento da semente

* A segunda a contradição é inovadora – pois não bastar constatar o caráter interno da contradição. Exemplo: é na criança e contra ela que cresce o adolescente, é no adolescente e contra ele que amadurece o adulto.

* A terceira é a unidade dos contrários – pois a contradição encerra dois termos que se opõem. Exemplo: existe, em um dia, um período de luz e um período de escuridão. Pode ser um dia de horas e uma noite de horas. Portanto, dia e noite são dois opostos que se excluem

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entre si, o que não impede que sejam iguais e constituam as duas partes de um mesmo dia de horas.

Conclusão

Portanto em virtude de todas informações apresentadas , somos levados acreditar na importância do método dialético ,na sociedade em que vivemos , pois ele nos esclarece sobre fatos acontecidos,

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