Doença Celíaca - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Doença Celíaca - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre o estudo dos sintomas e dos diagnósticos da doença celíaca em adultos.
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RESENHA CRÍTICA:

DIAGNÓSTICO DE DOENÇA CELÍACA EM ADULTO

Imunologia Clínica

3.1. Objetivo

O objetivo deste trabalho foi estudar os sintomas e relatar os diagnósticos da doença celíaca em adultos. O diagnóstico da DC, muitas vezes, exige alto grau de suspeita. Não há um único teste para esse diagnóstico, que é firmado após a associação de dados clínicos e laboratoriais. O primeiro passo no diagnóstico pode ser um teste sorológico como os anticorpos antitransglutaminase tecidual ou antiendomísio. Se a sorologia for positiva, faz-se necessária biópsia duodenal para confirmação diagnóstica.

3. ARTIGO

A doença celíaca pode ser considerada, mundialmente, como sendo um problema de saúde pública, principalmente devido à alta prevalência, freqüente associação com morbidade variável e não-específica e, em longo prazo, à probabilidade aumentada de aparecimento de complicações graves, principalmente osteoporose e doenças malignas do trato gastroentérico.

Ela é caracterizada por uma intolerância permanente ao glúten, caracterizada por atrofia total ou subtotal da mucosa do intestino delgado proximal e conseqüente má absorção de alimentos, em indivíduos geneticamente susceptíveis. As proteínas do glúten são relativamente resistentes às enzimas digestivas, resultando em derivados peptídeos que podem levar à resposta imunogênica em pacientes com essa doença.

Doença celíaca é uma doença auto-imune que pode potencialmente afetar qualquer órgão, e não tão somente o trato gastroentérico, como previamente se supunha. A sua eclosão e o parecimento dos primeiros sintomas podem se dar em qualquer idade. Como

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apropriadamente apontado no presente estudo, a forma clássica da doença, com sintomatologia diretamente atribuível à má-absorção.

Essa infermidade se não tratada manifesta-se, freqüentemente, de forma monossintomática, através de anemia resistente ao tratamento, dermatite herpetiforme, que pode ser considerada a expressão dermatológica da doença, menarca tardia e menopausa precoce, infertilidade, abortos de repetição, hipertransaminasemia, depressão, sintomatologia neurológica progressiva, principalmente ataxia e epilepsia associadas a calcificações cerebrais, osteoporose e hipoplasia do esmalte dentário.

Deve ser enfatizado que, apesar da existência dos inúmeros novos métodos sorológicos não invasivos de rastreamento para o diagnóstico da DC, é imprescindível arealização da biópsia de intestino delgado, obtida de preferência na junção duodeno-jejuna.

A investigação diagnóstica de DC deve ser realizada antes da introdução do tratamento que é a dieta isenta de glúten, pois a dieta pode alterar negativamente os resultados dos testes sorológicos e melhorar a histologia.

O diagnóstico de DC nem sempre é fácil de ser realizado. Em torno de 10% dos casos, há dificuldade de diagnóstico por achados discordantes entre sorologia, clínica e histologia. O diagnóstico de DC deve ser cogitado em todo paciente com diarreia crônica, distensão abdominal, flatulência, anemia ferropriva, osteoporose de início precoce, elevação de transaminases, familiares de primeiro e segundo graus de pacientes com DC, hipocalcemia, assim como na deficiência de ácido fólico e vitaminas lipossolúveis.

Apenas a endoscopia com biópsia do intestino delgado associada à sorologia positiva para doença celíaca permitem o diagnóstico definitivo. Este é o padrão ouro no diagnóstico da doença celíaca. Os marcadores utilizados são os anticorpos antiendomísio (EMA) e os anticorpos antitransglutaminase tecidual (anti-tTG), pois são sensíveis e específicos para o diagnóstico inicial de DC.

A sensibilidade dos marcadores sorológicos está relacionada ao grau de dano histológico na DC, tanto no momento do diagnóstico, como no acompanhamento da aderência à DSG. É alta a sensibilidade dos testes sorológicos quando houver atrofia vilosa total e diminuição progressiva desta, à medida que os achados histológicos estão menos alterados. Logo, a sorologia negativa não exclui o diagnóstico de DC. Testes sorológicos podem ser usados para avaliar a aderência do paciente à dieta isenta de glúten:

Antitransglutaminase tecidual (anti-tTG IgA): O anti-tTG é o anticorpo contra a transglutaminase tecidual. Esse teste é realizado pelo método de ELISA e utiliza como substrato a proteína de porco guinea - primeira geração, células derivadas de eritrócitos humanos ou recombinante humano - segunda geração.

Antiendomísio IgA (emA): Anticorpos EMA IgA ligam-se ao endomísio, o tecido conjuntivo ao redor do músculo liso, produzindo um padrão característico. É detectado por imunofluorescência indireta. É um método que demanda mais tempo, em relação ao método de ELISA, além de ser operador-dependente. Para sua realização usa-se esôfago de macaco ou cordão umbilical humano.

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Anticorpos Antigliadina (AGA IgA):Este é o marcador mais antigo e é determinado pelo método ELISA.

Deficiência seletiva de IgA:Deficiência de IgA é a mais comum imunodeficiência humana e é 10-15 vezes mais comum em pacientes com DC . Entretanto, a dosagem de IgA só deve ser realizada se houver alta suspeição desta deficiência.

Tipagem HLA: É o primeiro passo para a investigação de familiares de pacientes com DC. Tipagem HLA exclui um terço dos familiares de primeiro grau e identifica indivíduos para avaliação com biópsia. Também é o exame indicado se o indivíduo tem sorologia negativa e recusa-se a realizar a biópsia.

4. CONCLUSÃO

Para o diagnóstico da DC é imprescindível a realização da biópsia de intestino delgado. A presença de quadro clínico muito sugestivo ou de sorologia positiva para DC não invalidam a obrigatoriedade da biópsia de intestino delgado e de modo algum autorizam o teste terapêutico, isto é, a retirada do glúten da dieta e a observação da resposta clínica.

Além do desafio diagnóstico, a doença celíaca requer do médico perseverança e estabelecimento de um forte vínculo de confiança com o paciente, uma vez que dieta sem glúten é de difícil adesão. O paciente deve compreender as razões para seguir as recomendações dietoterápicas e ser capaz de identificar alimentos que possam conter glúten.

5. APRECIAÇÃO CRÍTICA

Acredito que daqui uns anos o Brasil estará muito melhor que hoje. Com a divulgação e campanhas sobre a conscientização da doença celíaca, o numero de diagnósticos irá aumentar e com isso a procura por produtos sem glúten também. Não serão somente os celíacos e intolerantes que estarão buscando esses produtos. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carbohidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras e proteínas e em menor parte de carbohidratos.

As pessoas com maior risco de contrair a doença celíaca são aquelas que têm diabete do tipo 1, doença autoimune da tiróide, síndrome de Turner, síndrome de Williams, ou parentes com a doença celíaca.

Ela pode levar anos para ser diagnosticada. Os exames de sangue são muito utilizados na detecção da doença celíaca. Os exames do anticorpo anti-transglutaminase e do anticorpo anti-endomísio são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para um diagnóstico.

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Por fim o diagnóstico da DC depende, principalmente, de sua suspeita, uma vez que, atualmente, formas atípicas, monossintomáticas ou mesmo silenciosas são as mais freqüentemente encontradas.

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