Doenças relacionadas com o lixo - Apostilas - Sustentabilidade, Saúde e Cidadania, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
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Tucupi11 de Março de 2013

Doenças relacionadas com o lixo - Apostilas - Sustentabilidade, Saúde e Cidadania, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Sustentabilidade, Saúde e Cidadania sobre o estudo das Doenças relacionadas com o lixo, doenças infecciosas.
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ATIVIDADE

De acordo com a aula, é conveniente classificar as doenças infecciosas em categorias, relacionando- as com o ambiente em que são transmitidas, desse modo:

- Doenças infecciosas relacionadas com a água;

- Doenças infecciosas relacionadas com o esgoto;

- Doenças infecciosas relacionadas com o lixo;

- Doenças infecciosas relacionadas com a habitação

Para a ATIVIDADE, você deverá escolher uma dessas categorias e descrever sobre as doenças infecciosas relacionadas.

[DOENÇAS INFECCIOSAS RELACIONADAS COM O LIXO]

A má disposição de resíduos sólidos, bem como o seu não-tratamento adequado pode levar a complicações graves para a saúde tanto em ambiente residencial quanto nos depósitos de lixo. Más condições levam à proliferação de vetores de doenças, como moscas, ratos e mosquitos.

As moscas transmitem doenças ao pisar em alimentos humanos, após terem tido contato com fezes, dejetos, feridas e cadáveres. Dentre as doenças vetorizadas pelas moscas, estão:

Salmoneloses → também podem ser transmissíveis por ratos e pequenos vermes. A infecção se dá à ingestão de material contaminado com fezes infectadas por Salmonella spp. de portadores ou doentes. As bactérias aderem e colonizam o intestino delgado, penetrando-o e multiplicando-se livremente e em macrófagos. Cepas muito virulentas podem chegar a contaminar os linfonodos mesentéricos, especialmente em crianças, afetando fígado, baço, meninge e até mesmo o cérebro, caracterizando um quadro de sepse. As manifestações clínicas variam, portanto, de uma simples enterite à septicemia potencialmente fatal. Não raro ocorre desidratação do paciente, haja vista as diarreias provocadas pelo patógeno. A salmonelose pode ser descrita através de três síndromes: enterite aguda, enterite crônica e sepse. O diagnóstico é difícil, haja vista a quantidade de sintomas gerais que cursam com diversas doenças. À presença de esplenomegalia, focos necróticos e granulomas, suspeita-se de salmonelose. O diagnóstico diferencial é feito, principalmente, com E. coli, através de exames bacteriológicos.

Amebíases → provocadas pela Entamoeba histolytica, o contágio se dá por ingesta de água ou alimentos contaminados por quistos advindos das fezes de doentes ou portadores. Moscas portam esses quistos em suas patas, ao pousarem em tais materiais. Há, ainda, a possibilidade de contágio sexual oro-anal, se um dos parceiros estiver contaminado. Frequentemente, a única manifestação é a disenteria amebiana (uma sequência de diarreias muco-sanguinolentas que cursa com dor abdominal em cólica e urgência para defecar). Tal quadro se desenvolve insidiosamente, intensificando-se ao

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fim de duas a três semanas e tornando-se intermitente em fases mais avançadas. A longo prazo e sem tratamento adequado, há perda ponderal e desnutrição, bem como hemorragias intestinais e desidratações agudas. Existe a possibilidade, ainda que incomum, de os parasitas chegarem à corrente sanguínea, atingindo o fígado e formando abscessos que causam dor aguda no hipocôndrio direito, náusea, êmese, febre e anorexia. Se estes abscessos não forem adequadamente tratados, os parasitas podem se propagar e formar tais coleções purulentas em outros órgãos, como diafragma, pulmões e sistema nervoso central.

Os ratos podem se esconder e proliferar em locais com muito lixo. Frequentemente causam diversas doenças que atingem aos humanos, sendo de grande preocupação para o sistema público e a população como um todo.

Peste bubônica → causada pela Yersinia pestis, bactéria que vive em roedores. O contágio ao ser humano é acidental, haja vista ser necessário que a pulga de um desses animais contaminados morda uma pessoa. Há um período de incubação de 2 a 5 dias, após o qual ocorre febre alta, astenia e cefaleia intensa. Depois de algum tempo, há inflamação dolorosa de gânglios linfáticos graças à multiplicação bacteriana, formando os chamados bubões, próximo às regiões de picadas. Os bubões crescem e a pele não resiste, arrebentando e liberando pus. Ao não tratamento, sucede-se a transmissão dos micro-organismos ao sangue, gerando sepse e causando insuficiências orgânicas, o que leva ao choque e ao óbito. Há casos em que a sepse é tão grave que, mesmo antes da manifestação dos bubões, ocorre a morte.

Leptospirose → provocada pela Leptospira interrogans, transmitida ao humano através de roedores e, mais raramente, bovinos, suínos e cães que eliminam tal bactéria na urina. O contágio se dá por contato direto com urina infectada ou por água contaminada, uma vez que o patógeno sobrevive e mantém-se virulento em meio líquido de temperatura amena por um bom tempo. A incubação dura de uma a três semanas e a manifestação se dá bruscamente, através de febre com calafrios, cefaleia pulsátil, mialgia generalizada e conjuntivite. Pode-se observar, ainda, dores abdominais, náuseas, êmese e diarreia. Todos os sintomas costumam desaparecer entre uma semana e dez dias, levando à cura espontânea da doença. Há casos, porém, em que após um período assintomático, novas manifestações surgem por reação imune anormal, afetando fígado, rins e sistema nervoso, sendo a sintomatologia de síndromes ictérica e meníngea. Cerca de 5% dos casos evolui para complicações tão agudas que podem levar ao óbito.

Febre causada pela mordida → causada, principalmente, pela Streptobacillus moniliformis, bactéria que habita boca e garganta de ratos saudáveis. A infecção pode ser causada, ainda, por consumo de leite não pasteurizado, caracterizando a doença como Febre de Haverhill, nesse caso. De um a 22 dias após a mordida, surgem sintomas como febre acompanhada de calafrios, êmese, cefaleia e artralgia. Três dias após a mordedura, há um rash cutâneo em mãos e pés e, após uma semana, pode surgir tumefação articular acompanhada de dor que pode perdurar por meses se não houver tratamento adequado. Podem surgir complicações, ainda que raras, como infecção de valvas cardíacas e abscessos cerebrais. A cultura bacteriana em amostra sanguínea ou de líquido sinovial é o exame ideal para confirmação do diagnóstico. Há, ainda, uma variação chamada soduku, causada pela espiroqueta Spirillum minus, muito frequente em países asiáticos. A ferida causada pela mordedura logo se cura, porém a inflamação retorna entre 4 e 28 dias, cursando com febre intermitente e tumefação de gânglios linfáticos. Pode haver um eritema cutâneo, além de astenia, cefaleia e fadiga.

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Os mosquitos são grandes causadores de doenças e, no Brasil, há uma preocupação constante acerca de, principalmente, as epidemias de dengue que ocorrem praticamente todos os anos, especialmente nos meses mais quentes.

Dengue → provocada por vírus transmitido ao homem pela picada do Aedes aegypti. Há um período de incubação de cerca de uma semana, após o qual manifesta-se febre com arrepios, sudorese profusa, inflamação de gânglios linfáticos, cefaleia (principalmente retro-ocular), astenia, artralgia e mialgia intensas, conjuntivite e tumefação facial. Dois a três dias após o início dos sintomas há regressão da febre e surgimento de petéquias pruriginosas especialmente na face, tórax, antebraços, mãos e pés. Cerca de dois a três dias após esse quadro, costumam cessar os sintomas, à exceção de depressão e insônia, que podem perdurar por meses. Na fase aguda, podem haver complicações graves e potencialmente fatais, como hemorragias digestivas e encefalites. A prevenção da doença se dá por combate ao mosquito, bem como conscientização da população.

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