Economia Clássica  - Apostilas - Contabilidade, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)
Maracana85
Maracana856 de Março de 2013

Economia Clássica - Apostilas - Contabilidade, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)

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Apostilas de Contabilidade sobre o estudo da economia clássica, Adam Smith, juventude, educação formal.
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ECONOMIA CLÁSSICA

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2012

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ECONOMIA CLÁSSICA

Projeto de dissertação ao curso de Graduação em ciências contábeis , com requisito parcial para obtenção de .

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UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ

POUSO ALEGRE

2012

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

1.1 Apresentação 3

2 ADAM SMITH

2.1-Economia Clássica 4

2.2-Juventude 5

2.3-Educação formal 6

2.3.1-Obra 6

2.3.2-Progresso Econômico 6

2.3.3-O Estado 7

2.4.1-Riqueza das Nações 8

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2.4.2-A melhor educação 9

2.4.3-A Teoria de valor de Adam Smith 9

2.5-A Teoria da Repartição do Rendimento 10

2.5.1-Thomas Malthus e a “Teoria da População” 11

2.5.2-David Ricardo e a “Teoria da renda da terra ” 11

CONCLUSÃO

ANEXO

BIBLIOGRAFIA

1. INTRODUÇÃO

1.1 Apresentação

Neste artigo, fazem-se um estudo da relação entre trabalho, exploração e classe durante o período de domínio da Economia Política Clássica. A Economia Política Clássica foi à primeira

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escola de pensamento que estabeleceu as raízes da Economia como ciência e teve o seu auge entre os anos de 1776, com a publicação da obra de Adam Smith, A Riqueza das Nações. O objetivo do presente texto é investigar a importância do fator trabalho, concebido pelos clássicos como o único fator de produção, relativamente ao capital e a outros meios de produção, utilizados na produção da riqueza material, durante a época de domínio do pensamento clássico. O trabalho é considerado como fator criador de riqueza, através da análise da teoria do valor-trabalho, e na sua relação social com outras classes da sociedade. Como os proprietários e os capitalistas, caracterizando a relação de exploração. Na sua relação de classe, o trabalho gera riqueza que, segundo os clássicos, era apropriada por outras classes, através da exploração do trabalho, conceito introduzido por Ricardo e que, segundo Marx, gerava o conflito entre as classes que compunham a sociedade. A questão geral que se punha ao pensamento da época em que surge a Economia como ciência era a seguinte: “de que dependia o progresso geral e a riqueza de uma nação”? A resposta geralmente aceita era a seguinte: do excedente à sua disposição. A explicação da noção de excedente constituía então, a idéia central do pensamento teórico da época. O trabalho mostra finalmente, o estudo com uma breve síntese dos resultados alcançados.

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2. ADAM SMITH

2.1-Economia Clássica

A ciência econômica é consolidada com a escola clássica. O marco fundamental é a obra Uma Investigação sobre a Natureza e Causas da Riqueza das Nações (1776), do escocês Adam Smith (1723-1790) Após a morte de Smith, alguns nomes aperfeiçoam e ampliam suas idéias:os ingleses Thomas Malthus (1766-1834) e David Ricardo (1772-1823).

O pensamento clássico se desenvolve na segunda metade do século XVIII e no século XIX. Desse modo centra suas reflexões nas transformações do processo produtivo, trazidas pela Revolução Industrial. Os clássicos alteram mais uma vez a noção de riqueza. Adam Smith afirma que não é a prata ou o ouro que determinam a prosperidade de uma nação, mas, sim, o trabalho humano. Em conseqüência, qualquer mudança que aprimore as forças produtivas estará potencializando o enriquecimento de uma nação. A principal delas - além da mecanização - é a divisão social do trabalho, amplamente estudada por ele. A escola também aborda as causas das crises econômicas, as implicações do crescimento populacional e a acumulação de capital.

Os clássicos defendem o liberalismo e elaboram o conceito de racionalidade econômica, no qual cada indivíduo deve satisfazer suas necessidades da melhor forma possível sem se preocupar com o bem-estar da coletividade. Essa busca egoísta e competitiva, no entanto, estaria na origem de todo o bem público porque qualquer intervenção nessas leis naturais do

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comportamento humano bloquearia o desenvolvimento das forças produtivas. Usando a metáfora econômica de Smith, os homens, conduzidos por uma "mão invisível", acabam promovendo um fim que não era intencional.

2.2-Juventude

Smith era filho de Margaret Douglas e de um advogado, funcionário público também de nome Adam Smith, tendo nascido em Kirkcaldy, Fife, na Escócia. O pai faleceu dois meses depois do nascimento. Apesar de a data exacta do seu nascimento seja desconhecida, o seu baptismo foi registado em 5 de Junho de 1723 em Kirkcaldy. Apesar de poucos acontecimentos da juventude de Smith serem conhecidos, o jornalista escocês e biógrafo de Smith, John Rae registou que Smith teria sido raptado aos quatro anos e libertado logo quando o procuraram e acharam Smith era próximo da sua mãe, que o encorajou a seguir os seus desejos de se tornar

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um académico. Frequentou o Burgh School of Kirkcaldy — caracterizado por Rae como "uma das melhores escolas secundárias da Escócia naquele período" - entre 1729 e 1737. Na sua estadia nesse estabelecimento de ensino, Smith estudou latim, matemática, história, e escrita.

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2.3-Educação formal

Aos 15 anos, Smith matriculou-se na Universidade de Glasgow, onde estudou Filosofia moral com o "inesquecível" Francis Hutcheson. Em 1740, entrou para o Balliol College da Universidade de Oxford, mas, como disse William Robert Scott, "...Oxford deste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra." e acabou por abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas em Edimburgo sob o patronato de Lord Kames. Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas mais tarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 1740, que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdade natural" que ele viria a proclamar no seu Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza das Nações.

Em 1751, Smith foi nomeado professor de Lógica na Universidade de Glasgow, passando, no ano seguinte, a dar a cadeira de filosofia moral. Nas suas aulas, cobria os campos da ética, retórica, jurisprudência e política econômica ou ainda "política e rendimento".

Tem havido uma controvérsia considerável quanto a saber se há ou não uma contradição ou contraste entre a ênfase de Smith na empatia (ou compaixão) como motivação humana fundamental em "sentimentos morais", e o papel essencial do auto-interesse na "riqueza das nações". Este parece colocar mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividades humanas sob uma providência benigna no primeiro livro, enquanto que no segundo livro, apesar do tema geral da "mão invisível" promovendo a harmonia de interesses, Smith encontra mais ocasiões para apontar causas de conflitos e o egoísmo estreito da motivação humana.

Depois de voltar para Kirkcaldy, dedicou muito do seu tempo nos dez anos seguintes à sua magnum opus, que surgiu em 1776. Em 1778, recebeu um posto confortável como comissário da alfândega da Escócia e foi viver com a sua mãe em Edimburgo. Faleceu na capital escocesa a 17 de julho de 1790, depois de uma dolorosa doença.

2.3.1-Obra

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Pouco antes da sua morte, os manuscritos de Smith tinham sido quase totalmente destruídos. Nos seus últimos anos, ele teria rejeitado dois grandes tratados, um sobre a teoria e história do Direito e outro sobre ciências e artes. Os Ensaios sobre temas reflexivos (1795), posteriormente destruídos, contém provavelmente partes do que deveriam ter sido o último daqueles dois tratados.

2.3.2-Progresso Econômico

A Análise de Smith do mercado como um mecanismo alto-regulador era impressionante. Assim, sob o ímpeto do apelo aquisitivo (em si mesmo inespecífico, aberto), o fluxo anual da riqueza nacional podia ser vista crescer continuamente. A riqueza das nações cresceria somente se os homens, através de seus governos, não inibissem este crescimento concedendo.

Privilégios especiais que iriam impedir o sistema competitivo de exercer seus efeitos benéficos. Conseqüentemente, muito da “Riqueza das Nações", especialmente o Livro IV, é uma polêmica contra as medidas restritivas do "sistema mercantil" que favorecem monopólios no país e no exterior

A grande contribuição de Adam Smith para o Pensamento Econômico é exatamente a chamada "Teoria da Mão Invisível".

Para este autor todos aplicam o seu capital para que ele renda o mais possível. A pessoa ao fazer isto não tem em conta o interesse geral da comunidade, mas sim o seu próprio interesse – neste sentido é egoísta. O que Adam Smith defende é que ao promover o interesse pessoal, a indivíduo acaba por ajudar na persecução do Interesse Geral e coletivo. Dizia ele, que não pela benevolência do padeiro ou do açougueiro que nós temos o nosso jantar, mas é pelo egoísmo deles, pois os homens agindo segundo seu próprio interesse é que todos se ajudam mutuamente Adam Smith acredita então que ao conduzir e perseguir os seus interesses, o homem acaba por beneficiar a sociedade como um todo de uma maneira mais eficaz.

Graças à mão invisível não há necessidade de fixar o preço. Por exemplo, a Inflação é corrigida por um reequilibro entre Oferta e Procura, reequilibro esse que seria atingido e conduzido pela Mão Invisível, é, pois o início da Glorificação do Mercado que Adam Smith preconiza.

2.3.3-O Estado

Para Adam Smith o Estado deve desempenhar três funções:

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a) Manutenção da Segurança Militar b) Administração da Justiça c) Erguer e manter certas instituições públicas.

Adam Smith acredita que a intervenção do Estado noutros domínios para além de ser inútil é também prejudicial. O comércio implica uma liberdade de circulação. Assim podem-se adquirir mais quantidades a menores preços no Estrangeiro, essa liberdade deve ser procurada, nem que tal implique desigualdade (não esquecer que um dos fundamentos de Adam Smith é a tal desigualdade geradora do crescimento).

Para este autor o progresso pode ser dividido em três etapas:

a) A caça e Pastorícias Pre-Feudal b)A Sociedade Agrícola· c)A Sociedade Comercial

A passagem faz-se através de transformações na propriedade. Atingida o Sociedade Comercial, só existem uma fonte de crescimento Econômico – a Divisão do Trabalho.Adam Smith como se pode ver é o pai da Economia Liberal, foi ele que lhe deixou os seus principais fundamentos – cujo expoente máximo é a chamada teoria da Mão Invisível2.4-Teoria dos Sentimentos Morais

Em 1759, Smith publicou seu primeiro trabalho, A Teoria dos Sentimentos Morais (The Theory of Moral Sentiments no original). Continuou a fazer grandes revisões do livro até sua morte. Apesar de A Riqueza das Nações ser considerada como a obra mais influente de Smith, acredita-se que o próprio Smith considera-se a Teoria dos Sentimentos Morais uma obra superior.

Na obra, Smith examina criticamente o pensamento moral de seu tempo, e sugere que a consciência surge das relações sociais. Seu objetivo ao escrever a obra foi para explicar a origem da capacidade da humanidade em formar juízos morais, apesar da natural tendência

dos homens aos auto-interesses. Smith propõe uma teoria da simpatia, em que o ato de observar os outros torna as pessoas conscientes de si e da moralidade de seu comportamento.

Estudiosos têm tradicionalmente percebido um conflito entre a Teoria dos Sentimentos Morais e A Riqueza das Nações, a primeira enfatiza a simpatia pelos outros, enquanto a segunda enfoca o papel do auto-interesse. Deve-se apontar que a visita de Smith à França (1764-1766) influenciou a última obra mas não a primeira. De certa forma, A Riqueza das Nações só pode ser compreendida no quadro de referência da economia política dos fisiocratas (e de Quesnay, em particular). Nos últimos anos, porém, a maioria dos estudiosos da obra de Smith têm argumentado que não existe contradição. Em A Teoria dos Sentimentos Morais, Smith postula que os indivíduos buscam a aprovação através do "observador imparcial" que é resultado de um desejo natural entre os individuos, mais respectivamente ao agente da ação, acerca de se posicionar de um ponto de vista imparcial, para bem julgar, relações simpatizantes mutuas que se fazem nas relações sociais . As obras, portanto, enfatizam aspectos diferentes da natureza humana, que variam dependendo da situação. A riqueza das nações baseia-se em situações onde a moralidade do homem é susceptível de desempenhar um papel menor, como o trabalhador envolvido na elaboração do trabalho, enquanto a Teoria dos Sentimentos Morais centra-se em situações onde a moralidade do homem é susceptível de desempenhar um papel dominante entre as relações intercambiavéis das pessoas.

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2.4.1-Riqueza das Nações

A Riqueza das Nações foi muito influente, uma vez que foi uma grande contribuição para o estudo da economia e para a tornar uma disciplina independente. Este livro tornar-se-ia uma das obras mais influentes no mundo ocidental.

Quando o livro, que se tornaria um estudo contra o mercantilismo, foi publicado em 1776, havia um sentimento forte contra o livre comércio, quer no Reino Unido como também nos Estados Unidos. Esse novo sentimento teria nascido das dificuldades econômicas e as privações causadas pela guerra. No entanto, ao tempo da publicação nem toda a gente estava convencida das vantagens do livre comércio: o parlamento inglês e o público em geral continuariam apegados ao mercantilismo por muitos anos.

A Riqueza das nações, e também a Teoria dos sentimentos morais, este de menor impacto, tornaram-se ponto de partida para qualquer defesa ou crítica de formas do comunismo,nomeadamente influenciando a escrita de Karl Marx e de economistas

humanistas. Em anos recentes, muitos afirmaram que Adam Smith foi tomado de rapto por economistas liberais

(Laissez-faire economists) e que como a Teoria dos sentimentos morais mostra, Smith tinha uma inclinação pelo humanismo.

Tem havido alguma controvérsia sobre a extensão da originalidade de Smith em Riqueza das nações; alguns argumentam que esta obra acrescentou pouco às ideias estabelecidas por pensadores como David Hume e Montesquieu. No entanto, ela permanece como um dos livros mais influentes neste campo até hoje. A obra de Smith aclamada quer pelo mundo acadêmico como na prática. O primeiro-ministro britânico William Pitt, a braços com a derrocada econômica e social dos anos que se seguiram à independência americana, foi um partidário do

comércio livre e chamou Riqueza das nações de "a melhor solução para todas as questões ligadas à história do comércio e com o sistema de economia política".

A obra Riqueza das Nações popularizou-se pelo uso da expressão da mão invisível do mercado. Segundo Adam Smith os agentes econômicos atuando livremente chegariam a uma situação de eficiência, dispensando assim a ação do Estado para esse efeito. Assim, atuando de forma livre, os mercados seriam regidos como se por uma mão invisível que o regula automaticamente sempre chegando a situação ótima ou de máxima eficiência. Curiosamente a expressão aparece apenas uma vez na obra Riqueza das Nações

2.4.2-A melhor educação

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No Artigo II do Volume II da “Riqueza" diz Smith que também as instituições para a educação podem propiciar um rendimento suficiente para cobrir seus próprios gastos. Ele não se ocupa de se é dever do Estado propiciar educação gratuita aos cidadãos. Ele apenas garante que, se esse for o caso, infalivelmente será a pior educação possível. Ele coteja o ensino particular com o público, este último exemplificado com o péssimo ensino que viu em Oxford, universidade onde os professores tinham seu salário garantido, mesmo que sequer dessem aulas. Quando o professor não é remunerado à custa do que pagam os alunos, "o interesse dele é frontalmente oposto a seu dever, tanto quanto isto é possível"... "é negligenciar totalmente seu dever ou, se estiver sujeito a alguma autoridade que não lhe permite isto, desempenhá-lo de uma forma tão descuidada e desleixada quanto essa autoridade permitir". Nesta situação, mesmo um professor consciencioso do seu dever, irá, segundo Smith, acomodar seu projeto de ensino e pesquisa a suas conveniências, e não de acordo com parâmetros reais de interesse de seus alunos

2.4.3-A Teoria de valor de Adam Smith

A teoria do valor-trabalho é o reconhecimento de que em todas as sociedades, o processo de produção pode ser reduzido a uma série de esforços humanos.

Os seres humanos não conseguem sobreviver sem se esforças para transformar o ambiente natural de uma forma que lhes seja mais conveniente. O ponto de partida da teoria de Smith foi enfatizado da seguinte maneira: O trabalho era o primeiro preço, o dinheiro da compra inicial que era pago por todas as coisas. Assim, Smith afirmou que o pré-requisito para qualquer mercadoria ter valor era que ela fosse produto do trabalho humano. Smith conclui

que o valor do produto era a soma de três componentes: o salário, os lucros e os aluguéis. Como os lucros e os aluguéis têm que ser somado aos salários para a determinação dos preços, onde a teoria dos preços de Smith foi chamada de teoria da soma. Uma mera soma dos três componentes básicos para o preço.

Smith estabeleceu distinção entre preço de mercado e preço natural. O preço de mercado era o verdadeiro preço da mercadoria e era determinado pelas forças da oferta e da procura. O preço natural era o preço ao qual a receita da venda fosse apenas suficiente para dar lucro, era o preço de equilíbrio determinado pelos custos de produção, mas estabelecido no mercado pelas forças da oferta e da procura. Havia uma relação entre esses dois preços que era: o preço natural era o preço de equilíbrio determinado pelos custos de produção, mas estabelecido no mercado pelas forças da oferta e da procura havia dois grandes pontos fracos na teoria dos preços de Smith: Primeiramente os três componentes dos preços salários, lucros e aluguéis

eram eles próprios preços ou derivavam de preços, uma teoria que explica os preços com base em outros preços não pode explicar os preços em geral. Smith afirmava que o valor de uso e o valor de troca não estavam sistematicamente relacionados.

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O segundo grande ponto fraco da teoria dos preços baseados no custo de produção de Smith era que a teoria levava a conclusões sobre o nível geral de todos os preços, ou em outras palavras, sobre o poder aquisitivo da moeda, e não aos valores relativos de diferentes mercadorias. A melhor medida do valor em sua opinião era quantidade de trabalho que qualquer mercadoria poderia oferecer numa troca. Dado o papel fundamental do Trabalho no processo de formação de riqueza, Adam Smith defende que o valor de troca deveria ser igual ao salário, mas o que acaba por verificar é que o valor de troca é diferente do preço.

Como é que isto podia acontecer? Dado que o Trabalho criava a riqueza, e conseqüentemente o preço do bem, não deveria ser o Preço apenas o valor do trabalho Contido?Não. Pois o Preço de um bem para além de conter o Salário, contem também o lucro do capital e a Renda.

Preço=Salário+Rendas+lucro do Capital

Adam Smith faz uma distinção fundamental entre o Preço Natural e o Preço de Mercado, a saber:· Preço Natural: Reflete o conteúdo em termos de remunerações, sem influência da Procura: · Preço de Mercado: Surge do confronto entre a Procura e a Oferta de Curto Prazo Preço natural acaba por ser um preço referência.

2.5-A Teoria da Repartição do Rendimento

Adam Smith defende que o rendimento é a soma dos Salários com os Lucros e as Rendas.

Rendimento = Salários + Lucros + Rendas

A) Quanto aos Salários que distinguir entre· Salário dos ocupados na produção à Deve ser o mínimo necessário para assegurar a subsistência. Este salário evoluir com a Economia (Em expansão deve ser superior). Adam Smith entende trabalho produtivo como aquele que participa na transformação dos bens materiais.

· Salário dos Trabalhadores Não Produtivos a Adam Smith entende que o trabalho não produtivo é aquele que é impossível de vender. São exemplos de trabalhadores não produtivos os criados, os funcionários, e os produtores de serviços.

B) Lucro do Capital à Adiantamento sobre o valor criado pelo trabalho, acaba por representar a remuneração devida ao Capital em Risco.

C) Renda Fundiária à Diferença entre o Preço e a Soma dos Salários com os lucros que serão pagos ao Proprietário. Analiticamente:

Renda = Preço – (Salários + Lucros)

2.5.1-Thomas Malthus e a “Teoria da População”

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A “Teoria da População” de Thomas Malthus publicada em 1798 demonstra sua preocupação diante da questão social agravada pela miséria crescente do operariado na Inglaterra. Segundo ele, a população crescia em progressão geométrica, enquanto os meios de subsistência cresciam em progressão aritmética, o que resultava em miséria e pobreza. Malthus era contrário a qualquer intervenção do Estado para tentar resolver o problema e afirmava que isso serviria apenas para estimular o aumento da população e o agravamento da questão. Para ele, a própria natureza seria incumbida de resolver tal problema, pois aumentaria a mortalidade devido à fome.

“O essencial da teoria de Malthus, como enfatiza Hugon (1995, p. 112), se resume que há uma falta de concordância entre o poder de reprodução da espécie humana e a capacidade de produção dos meios de subsistência e que o excedente deve desaparecer”.

“Um homem que nasce em um mundo já ocupado não tem o direito de reclamar parcela alguma de alimento, no grande banquete da natureza não há lugar para ele”. A natureza intima-o a sair e não tarda em executar essa intimação (Hugon, 1995, p. 112).

Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica uma série de idéias alertando a importância do controle da natalidade, afirmando que o bem-estar populacional estaria intimamente relacionado com o crescimento demográfico do planeta. Ele acreditava

que o crescimento desordenado acarretaria a falta de recursos alimentícios para a população gerando, como conseqüência, a miséria e a fome. (Coulon, 1995)

2.5.2-David Ricardo e a “Teoria renda terra”

Smith considerava que a cada melhoria na economia levaria a um aumento na renda da terra de forma direta ou indireta. Já para David Ricardo o processo de formação da renda da terra ocorre de forma um pouco diferente. Para ele inicialmente são cultivadas as terras mais férteis e de melhor localização, encontradas de forma ilimitada. Assim, não existe renda da terra, pois o produto é obtido do trato da terra livre de qualquer custo. Todo valor recebido na venda da produção agrícola se constitui no lucro do capitalista que investiu seu capital.

Como podemos observar o cultivo da terra em um segundo momento gera uma renda diferencial sobre a terra cultivada em um primeiro momento. Como a fertilidade das terra

Agora é menor, há necessidade de se investir uma quantidade inicial maior, o que faz com que o lucro final do produtor seja menor, pois a renda paga pelo uso da terra vai aumentando

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conforme há menos terras disponíveis e os salários pagos vão diminuindo porque o número de trabalhadores aumenta.

Para Ricardo a renda surge do aumento populacional, cuja expansão exige um aumento na produção de alimentos. Ainda que os proprietários se recusassem a receber o pagamento da renda, o preço dos produtos originários da terra não deixaria de subir, pois a pressão demográfica causada pelo aumento populacional força o cultivo de terás menos férteis, incorporando cada vez mais trabalho e capital.

sob esta ótica os únicos beneficiados seriam os proprietários de terras, uma vez que tanto os lucros quanto os salários diminuiriam progressivamente. Com a ocorrência deste fato, o trabalhador ficaria duplamente prejudicado, pois além de conviver com a alta dos preços dos produtos agrícolas, também sofreria com a baixa dos salários. Segundo Ricardo, "(...) os salários, enquanto forem regulados pela lei da oferta e da procura, tendem a baixar,pois o número de trabalhadores continuará a crescer um pouco mais rapidamente do que a procura da mão-de-obra".

Conclusão

A conclusão mais importante se relaciona com a visão integrada da Economia Clássica, desenvolvida na base dos conceitos de excedente e classe social. Tanto Ricardo quanto Adam constrói as suas teorias na suposição da geração de um excedente econômico em todos os setores produtivos e na sua distribuição entre. As três principais classes da sociedade: trabalhadores, capitalistas e proprietários.

A aceitação do trabalho como Único fator de produção, que contribui para a criação de riqueza, aparece como a segunda grande conclusão deste trabalho. Para os clássicos, em particular o capital era entendido como um fundo de salários que era acumulado para sustentação dos trabalhadores durante o processo produtivo - capital como trabalho acumulado - e não possuía capacidade independente de geração de riqueza. Nesse sentido, ele transferia ao produto o valor gerado pelo trabalho no passado.

O entendimento da teoria clássica dentro de sua dupla contabilidade de valores e preços é outra conclusão que emerge desta análise. Adam foi o primeiro economista a estabelecer um sistema de dupla contabilidade de valores e preços, dentro de um modelo de equilíbrio geral da economia, na sua famosa análise do problema da transformação.

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Anexos

1. Algumas de suas citações Adam Smith:

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2. Adam Smith

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Bibliografia

http://www.economiabr.net/economia/1_hpe4.html

http://www.academiaeconomica.com/2008/05/teorias-clssicas.html

http://www.google.com.br/imgres?q=economia+classica+adam+smith&um=1&hl=pt-

http://www.google.com.br/imgres?q=economia+classica+adam+smith&um=1&hl=pt- BR&sa=N&tbm=isch&tbnid=rxZGZ- wbKjEuWM:&imgrefurl=http://www.ibamendes.com/2011/01/herbert-spencer-sob- influencia-de-

http://www.eumed.net/libros/2009a/487/Thomas%20Malthus%20e%20a%20Teoria%20da%2 0Populacao.htm

http://www.geomundo.com.br/geografia-30222.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith - cite_note-rae_1895_5-3

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