Efeitos da Fonte de Financiamento - Apostilas - Economia, Notas de estudo de Economia

Economia

Descrição: Apostilas de Economia sobre o estudo dos Efeitos da Fonte de Financiamento, Investimento Inicial, Depreciação, Fonte de Financiamento, Impostos e Contribuições.
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Efeitos da Fonte de Financiamento

Prof. Juvenal Filho

INVESTIMENTO INICIAL Entende-se por Investimento Inicial todo o aporte de capital necessário para colocar o projeto em funcionamento. Usualmente é composto por:

a. Investimentos em ativos fixos;

b. Despesas pré-operacionais; e

c. Aporte inicial de capital de giro.

INVESTIMENTO INICIAL Investimentos em ativos fixos

Compreendem os terrenos, obras civis, máquinas e equipamentos, veículos, ferramentas, infra-estrutura de comunicação, hardware e softwqre, móveis utensílios etc.

INVESTIMENTO INICIAL Despesas pré-operacionais

Compreendem os desembolsos realizados antes de o projeto entrar em funcionamento. Representam gastos que seriam lançados como despesas operacionais caso o projeto já estivesse em funcionamento.

INVESTIMENTO INICIAL Capital de Giro

É o volume de recursos necessários para a empresa se sustentar até que seu volume de vendas proporcione caixa suficiente para fazer frente aos desembolsos inerentes a sua operação. São necessários recursos para pagamentos de fornecedores; para sustentar a folha de pagamentos etc.

INVESTIMENTO INICIAL Exemplo

Descrição Valor ($)

Ativo Fixo na área industrial 240.000

Ativo Fixo na área administrativa 25.000

Ativo Fixo na área comercial 30.000

Ativos fixos de uso compartilhado 25.000

Capital de Giro 40.000

Despesas pré-operacionais 20.000

Total 380.000

INVESTIMENTO INICIAL Exemplo das Despesas pré-operacionais

Descrição Valor ($)

Obras preliminares 11.000

Pesquisa de marketing 6.000

Material de expediente 800

Procedimentos legais e contábeis 700

Registro de marcas e patentes 600

Visitas a fornecedores 500

Outros 400

Total 20.000

INVESTIMENTO INICIAL A compra de ativos fixos, independentemente da forma de pagamento, constitui investimento. O uso desses ativos, na operação do empreendimento, representa o consumo de recursos e, contabilmente, é interpretado como o custo ou despesa operacional. Assim, os investimentos em ativos fixos definem a parcela de depreciação que será deduzida como custo ou dspesa.

DEPRECIAÇÃO A operação mais comum realizada por uma empresa é transformar matéria-prima em produto acabado e comercializar esse produto no mercado. Nessa operação dois requesitos devem ser observados: a. O preço pelo qual o produto é

comercializado deve ser suficiente para remunerar todos os fatores de produção utilizados no processo de transformação da matéria-prima em produto acabado.

DEPRECIAÇÃO b. O tempo decorrido entre os desembolsos

para colocar o produto acabado nas mãos do cliente e os recebimentos decorrentes da venda do produto devem ser compatíveis com o folego financeiro da empresa, de tal forma que a empresa possa sustentar o ciclo de negócios.

DEPRECIAÇÃO Dos fatores de produção consumidos no processo de transformação da matéria-prima em produto acabado destaca-se o desgaste dos equipamentos utilizados. A parcela teórica de desgaste dos equipamentos devida à fabricação de um produto é apropriada ao custo desse produto, sob a denominação de DEPRECIAÇÃO. Este valor, embora represente um custo de produção , não se materializa em desembolso.

DEPRECIAÇÃO Os valores correspondentes à depreciação, teoricamente, seriam acumulados em um fundo denominado de Fundo de Depreciação. A idéia básica é a de permitir que, ao dar baixa de um ativo depreciável, o valor monetário correspondente, contabilizado nesse fundo seja suficiente para aquisição de outro similar.

TAXA DE DEPRECIAÇÃO Descrição Taxa anual de

Depreciação Prazo

Tratores 25% 4 anos

Caminhões fora-de-estrada 25% 4 anos

Motociclos 25% 4 anos

Veículos de passageiros 20% 5 anos

Computadores 20% 5 anos

Software 20% 5 anos

Veículos de carga 20% 5 anos

Maquinários 10% 10 anos

Edificações 4% 25 anos

DEPRECIAÇÃO A depreciação de um equipamento pode ocorrer por desgaste físico ou por obsolescência tecnológica. As rápidas mudanças tecnológicas, que a nova ordem econômica impõe às empresas, tem provocado reflexões cada vez mais presente a necessidade de substituir os equipamentos atuais por outros mais competitivos.

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES

A construção do Fluxo de Caixa também é influenciada pelos impostos e contribuições a que a empresa está sujeita. São eles:

 IR CSLL  PIS  COFINS

 ICMS  IPI  ISS

IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES Tipo Sigla Atividade Alíquota Base de Cálculo

Imposto de Renda IR Lucro Líquido15%Comércio, Indústria e Serviços

Contribuição Social CSLL Comércio, Indústria

e Serviços 9% Lucro Líquido

Faturamento

Faturamento

Faturamento

Faturamento

Faturamento

1,65%

0 a 5%

5 a 15%

0 a 25%

7,6%

Comércio, Indústria e Serviços

Comércio, Indústria e Serviços

Comércio, Indústria e Serviços

Indústria

Serviços

PIS

COFINS

ICMS

IPI

ISS

Programa de Integração Social

Contribuição Financeira Social

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e

Serviços

Imposto sobre Produtos Industrializados

Imposto sobre Serviços

Fonte de Financiamento  Até este ponto a hipótese que se utilizou foi

a de que havia disponibilidade de recursos para a execução dos projetos em análise, ou seja, os projetos seriam executados integralmente com recursos próprios.

 Iremos examinar as implicações de se financiar parte do projeto com financiamentos tipo PRICE ou SAC, obtidos no mercado financeiro.

Fonte de Financiamento

 É necessário fazer alguns ajustes no Fluxo de Caixa:

a. Elaborar a planilha de pagamento do financiamento, separando o valor da amortização e do juro contido em cada prestação;

b. Lançar os juros como despesas financeiras no Demonstrativo de Resultados do Exercício;

Fonte de Financiamento

c. Apurar o lucro após IR e CSLL; d. Deduzir as amortizações do Fluxo de Lucro

Contábil

Fonte de Financiamento Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6

(=) Fluxo de lucro contábil $ $ $ $ $ $ $

(+) Depreciação $ $ $ $ $ $

(-) Amortização do financiamento $ $ $ $ $ $

(-) Investimento inicial em ativo fixo $

(-) Despesas pré-operacionais $

(-) Capital de Giro $

(+) Liberação do financiamento $

(+) Valor Residual

(=) Fluxo de caixa do investidor $ $ $ $ $ $ $

Fonte de Financiamento Para ilustrar os efeitos da fonte de financiamento, vamos supor que o capital próprio disponível para investimento seja da ordem de $130.000. O restante pode ser obtido por meio de um financiamento. O sistema de amortização utilizado pela instituição financeira é o SAC, prazo de amortização cinco anos, um ano de carência e juros de 14% ao ano.

Descrição Valor Custo do capital Participação

Recursos Próprios 130.000 12% 34,21%

Financiamento de Longo Prazo 250.000 14% 65,79%

TOTAL 380.000 100%

Planilha de Pagamento - SAC PERÍODO PRESTAÇÃO AMORTIZAÇÃO JURO SALDO

0 250.000

1 35.000 0 35.000 250.000

2 85.000 50.000 35.000 200.000

3 78.000 50.000 28.000 150.000

4 71.000 50.000 21.000 100.000

5 64.000 50.000 14.000 50.000

6 57.000 50.000 7.000 0

Fonte de Financiamento Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6

(=) Fluxo de lucro contábil 0 -37.000 -11.316 16.720 42.040 67.360 92.680

(+) Depreciação 32.000 32.000 32.000 32.000 32.000 32.000

(-) Amortização do financiamento 0 50.000 50.000 50.000 50.000 50.000

(-) Investimento inicial em ativo fixo 320.000

(-) Despesas pré-operacionais 20.000

(-) Capital de Giro 40.000

(+) Liberação do financiamento 250.000

(+) Valor Residual

(=) Fluxo de caixa do investidor -130.000 -5.000 -29.316 -1.280 24.040 49.360 74.680

Fonte de Financiamento Os novos valores dos indicadores, em decorrência da decisão de financiar parte do investimento inicial:

Indicadores Valor

Valor Presente Líquido 80.565

Valor Presente Líquido Anualizado 15.120

Índice Benefício Custo 1,62

Retorno Adicional (ROIA) 5,50%

Taxa Interna de Retorno 19,15%

Pay-back 7,5

Fonte de Financiamento Se houvesse disponibilidade de capital para investimento, deveria ser feita uma comparação entre os indicadores do projeto realizado com recursos próprios e os indicadores do projeto financiado.

Na análise de projetos mutuamente exclusivos, deve-se evitar a comparação direta entre os projetos se apenas um deles puder ser financiado. O ideal seria compará-los numa situação em que ambos pudessem ser financiados.

Fonte de Financiamento Outra análise que pode ser feita quando se pretende recorrer a fontes externas de financiamento: procurar a melhor composição entre o capital próprio e capital de terceiros. A melhor composição é a que maximiza o Valor Presente Líquido do projeto e atende às restrições do percentual do projeto que a linha de financiamento impõe. Uma boa maneira de solucionar esse problema é representar o comportamento do Valor Presente Líquido como uma função do percentual de financiamento do projeto.

Exercício Considere uma oportunidade de investimento de $100.000 que proporcionará lucros anuais, antes de IR e CSLL, de $30.000 durante cinco anos. O valor da depreciação será o equivalente a 20% do investimento por ano. Após cinco anos de uso, o valor de mercado deste equipamento está estimado em $24.000. A TMA da empresa, após IR e CSLL, é de 8% ao ano. a) Verificar a atratividade do investimento,

observar que 80% do investimento inicial do projeto será financiado (SAC – 5 anos) por um banco que cobra juros de 6% ao ano.

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