Elasticidade de Preços - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)
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Oscar_S26 de Fevereiro de 2013

Elasticidade de Preços - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)

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Elasticidade de preços. Conceito geral de elasticidade e como a elasticidade influencia o preço da demanda.
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Elasticidade

Reflete a sensibilidade de reação de uma variável quando ocorrem alterações em outras variáveis (como preço próprio, preço de outros bens e renda).

Elasticidade-Preço da Demanda

É a resposta relativa da quantidade demandada de um bem X às variações de seu preço. Ou seja, é a variação percentual na quantidade demandada de um bem X em relação a uma variação percentual em seu preço.

Seu sinal será sempre negativo, em consequência da relação inversa entre o preço de um bem e sua demanda.

Epd = Q%

P%

Onde : Q% = (Qf - Qi)/Qi

: P%= (Pf - Pi)/Pi

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Isto é, uma queda de 20% no preço do bem, a quantidade demandada aumenta 1,5 vez esse percentual (1,5 x 20% = 30%).

Demanda-Elástica Demanda-Elástica = Epd > 1 ou Q% > P

Uma redução ou aumento no preço do bem tem reflexo na quantidade demandada mais que proporcional a variação do preço.

Demanda-Inelástica = Epd < 1 ou Q% < P%

Uma redução ou aumento no preço do bem tem reflexo na quantidade demandada menos que proporcional a variação do variação.

Demanda-Unitária = Epd = 1 ou Q% = P%

Uma redução ou aumento no preço do bem tem reflexo na quantidade demandada na mesma proporção a variação do preço.

Elasticidades com Base na Curva de Demanda

Equação Geral da Demanda

Qd = a –bP

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A equação da elasticidade Ep = pode ser rearranjada como : , , onde (Q/(P

Representa a variação da quantidade demandada em relação à variação no preço. Por sua vez, representa o coeficiente ou a inclinação da curva de demanda ( –b), onde a quantidade é uma função do preço: Q = f(p). Não devemos confundir com a curva de demanda inversa, isto é, onde o preço é uma função da quantidade: P = f(q).

Sendo ( Q/ P) a equivalente à inclinação da curva de demanda (- b), isto também pode ser visto como o inverso do coeficiente da curva de demanda inversa (1/ P/ Q = 1/-b).

Substituindo a equação de demanda (Qd = a –bP) na equação de elasticidade sob esse novo rearranjo, a equação de elasticidade assume a seguinte configuração: Ed = P x (-b)/Q, onde P e Q são os preços e quantidades. Isso nos indica que a curva de demanda apresenta diferentes elasticidades ao longo de sua curva. Tudo dependerá do preço e da quantidade em que estamos analisando.

Partindo da fórmula acima Epd = Q%:

P%

Temos : Q %= Q/Qi

: P%= P/Pi

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Logo: Epd = Q% = Q x Pi

P P Qi

Sabendo que ( Q/ P) representa a inclinação da curva de demanda (- b’), isto é, o inverso do coeficiente da curva de demanda inversa ( 1/ P/ Q = 1/-b).

Considere a seguinte curva de demanda (não a inversa!!!): Q = a – b’P. Se introduzirmos a equação na última fórmula de elasticidade, isso resultará na seguinte configuração:

Epd = -b’P = -b’P

Q a - b’P

Quais as conseqüências para o produtor (empresário) trabalhar num mercado elástico ou inelástico?

As consequências são os reflexos na receita do empresário quando da alteração de preço entre os dois períodos.

Digamos que estamos trabalhando num mercado elástico. Ao aumentar o preço de seu produto, segundo a definição de elasticidade preço-demanda elástica, a variação na quantidade demandada cairá mais que proporcional ao aumento de preço. Logo ele perderá receita no período seguinte, quando comparado ao período anterior. Vamos a um exemplo numérico.

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Primeiramente devemos definir a receita total da empresa no período inicial (com o índice zero) pela seguinte equação:

RT0 = P0 x Q0.

Digamos que no período 1 (ou seguinte), um aumento de 0,10 (10%) no preço provocaria uma queda de 0,40 (40%) na quantidade demandada, o que implicaria em queda de 40% na quantidade vendida pelo empresário.

P0 levaria o preço P1 (período seguinte) a seguinte correspondência: P1 = 1,10 x P0 e, em contrapartida, a quantidade Q1 valer 0,60 x Q0.

Logo, a receita seguinte (período 1) será:

RT1 = 1,10 P0 x 0,60Q0 = 1,1 x 0,60 P0 Q0 = 0,66 P0 Q0

Isto é, RT1 passará a corresponder a 66% da receita anterior, representando uma perda de 34% na sua receita. Logo, não será vantagem para o empresário aumentar o preço do bem num mercado elástico.

No caso dele reduzir seu preço nesse mercado, a titulo de exemplo, digamos que ele reduza seu preço para 0,10 (10%) e que isso provoque um aumento de 0,30 (30%) nas vendas (ou, variação de + 30% em Q). O resultado então seria:

RT1 = 0,9P0 x 1,3Q0 = 0,9 x 1,3 P0 Q0 = 1,17 P0 Q0

Isto é, um aumento de 17% na sua receita quando comparada ao período anterior. Mostrando mais vantajoso reduzir o preço no mercado elástico do que aumentar o preço.

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Quando se trata de um mercado inelástico, porém, os resultados e as estratégias se invertem para o empresário.

Por exemplo. Se o mercado é inelástico, pela definição, mostra uma queda/elevação na quantidade demandada menos que proporcional à elevação/queda no preço.

Sendo assim, digamos que a elevação no preço P0 fosse de 0,20 (20%) e que isso representasse uma queda na demanda de 0,05 (5%). Seguinte o processo anterior temos:

RT1 = 1,2P0 x 0,95Q0 = 1,2 x 0,95P0 Q0 = 1,14 P0 Q0.

Veja que sua receita aumenta em 14%, mesmo havendo queda na sua demanda.

Em caso contrário, ou seja, de uma que no preço P0, a fim de elevar sua demanda, o processo ocorreria com uma queda na sua receita. Pois a queda no preço implicaria num aumento muito pequeno nas suas vendas ou menos que proporcional à queda no preço. Mostrando, portanto, que seria mais vantajoso para o empresário elevar o preço e não reduzi-lo num mercado inelástico.

Para o caso de elasticidade unitária não faria nenhuma diferença para o empresário.

Fatores que Influenciam o grau de elasticidade-preço da Demanda

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Disponibilidade de bens substitutos – quanto maior a quantidade de bens substituto no mercado, maior será a Elasticidade-Preço de um bem.

Essencialidade do Bem - se um bem é essencial, será pouco sensível à variação de preço. Isto é, a Elasticidade-Preço da demanda será inelástica.

Importância do bem Quanto ao Gasto no Orçamento – quanto maior o peso do bem no gasto da renda maior será a elasticidade-preço desse bem.

A elasticidade, inelasticidade ou elasticidade unitária são levada em consideração no propósito de alteração de preço de um bem. Sendo assim, quando há uma elevação na carga tributária, os empresários procurarão repassar, sempre que possível, toda esse aumento para os preços.

Portanto, esse repasse poderá ser total ou parcial. Neste ultimo caso, as empresas assumem uma parte dessa carga tributária ( a parcela dessa carga dependerá do grau da Epd , quanto mais elástica maior será a parcela assumida pela empresa). E quanto maior for a inelasticidade de um bem maior será o repasse para o consumidor.

Elasticidade-Renda da Demanda

Mede a variação percentual da quantidade de mercadoria comprada resultante de uma variação percentual na renda do consumidor.

ER = variação na quantidade demandada < 0

var. na Renda

ER = Q%

R%

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A elasticidade-renda da demanda pode ser negativa (ER < 0) ou positiva (ER >0). Com essas informações, podemos analisar se um bem é inferior, normal ou superior.

No caso de ser negativa, isto é, menor que zero, a interpretação a ser dada é que se trata de um bem inferior. Isto é, um aumento na renda do consumidor provoca uma redução na sua demanda. Ex. A carne de segunda.

No caso de ser positiva (maior que zero) e menor que 1 significa que o bem em questão é um bem normal. Por outro lado, em caso de ser positiva e maior que 1, significa que se trata de um bem superior ou de luxo. Ou seja, a variação na sua demanda é mais que proporcional a variação na renda.

Elasticidade Preço-Demanda e Renda No Curto e Longo Prazo

Dependendo do bem analisado a elasticidade preço-demanda ou renda-demanda pode ser muito mais sensível no Curto Prazo do que no Longo Prazo ou vice-versa.

Elasticidade preço-demanda - as razões são as inflexibilidades nos hábitos de consumo de muitos bens.

Ex.

Muitos Bens não Duráveis tais como café – os consumidores podem resistir ao aumento no preço desse bem por resistência ao hábito (é cultural). Dessa forma, no curto prazo se apresentará pouco elástica. Já no longo prazo os hábitos são alterados, torna-se mais elástico, ou gasolina nos anos 70 e 80 – um aumento no preço reduzirá a demanda, porém, pouco no curto prazo. Mudanças de carros requer um período (alerta – no Brasil isso não ocorre devido ao bi combustível). No Longo Prazo há mudanças na tecnologia, assim é mais elástica no L.P.

Bens Duráveis (carro, geladeira, etc) – são mais sensíveis ao aumento de preço no C.P e menos sensíveis no LP. Consideremos o exemplo dos automóveis sob dois aspectos importantes: a) o estoque desses bens em poder dos consumidores é grande; b) a demanda em relação a produção anual é grande (ex. a demanda é 8 milhões e a produção é 9milhões). Isso significa que um aumento no preço levará os consumidores a adiar suas compras sendo que qualquer

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percentual provocará uma forte redução no CP. Entretanto, a medida que o estoque for ficando velho e sendo substituído, um percentual tal como 5% sobre o total do estoque representará uma quantidade muito grande, bem próxima ao total da demanda anual. Logo, a variação na queda será muito pequena e a elasticidade no LP será também pequena.

Elasticidade-Renda – também difere no Curto e Longo Prazo. Muitos bens são mais elásticos renda no LP do que no CP. Diferindo de bens duráveis e não duráveis.

Um exemplo disso está na gasolina. Um aumento na renda fará as pessoas consumirem mais gasolina (usar mais vezes os automóveis, carros maiores, etc). Porém, o hábito de consumo não alterará tão rápido assim, levará um tempo para tal, o que ocorrerá só no LP.

Para bens duráveis ocorre o contrário – ex. os automóveis. Como a frota de carro é grande, um aumento na renda agregada levará a um aumento na demanda. Um percentual (digamos de 5%) sobre a frota total (digamos 120 milhões) representará um percentual significativo sobre a demanda anual normal (digamos 8 milhões. Entretanto, no longo prazo as novas compras serão para substituir os carros velhos.

Elasticidade-Preço da Demanda Cruzada

A elasticidade-preço da demanda como vimos, relaciona a variação no preço de um bem X com a variação na demanda desse próprio bem. A diferença para Elasticidade-Preço da Demanda Cruzada busca analisar a relação entre a variação no preço de um bem X com a variação na demanda de outro bem Y, considerando constante o preço do bem Y.

Epdc = Qy%

Px %

Temos que seu valor pode ser positivo (Epdc > 0) ou negativo (Epdc < 0). O que nos leva a seguinte análise:

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Para Epdc > 0 significa que uma variação no preço do bem X provoca uma variação na demanda do bem Y, no mesmo sentido da variação do preço do bem X. Isto é, aumentando (diminuindo) o preço do bem X, aumento (diminui) a demanda do bem Y. Trata-se de dois bens substitutos.

No caso de Epdc < 0 significa que uma variação no preço do bem X provoca uma variação na demanda do bem Y, em sentido contrário da variação do preço do bem X. Isto é, aumentando (diminuindo) o preço do bem X, diminui (aumenta) a demanda do bem Y. Trata-se de dois bens substitutos. Trata-se nesse caso de dois bens complementares.

Elasticidade-Preço da Oferta

Segue o mesmo raciocínio da Elasticidade-Preço da Demanda, a diferença está no fato em que nesse caso a análise está na sensibilidade da oferta, diante de uma variação no preço.

Eo = S %

P%

Também difere no Curto e Longo Prazo. Na maioria das vezes a oferta é mais elástica no LP do que no CP. Um aumento na capacidade produtiva das firmas na maioria das vezes exige um período longo para ampliação de seu parque de produção. A CP sua capacidade de aumentar a produção se dá apenas por mais horas-extras, algumas contratações de operário, etc.

A oferta de imóveis é muito inelástica, pois um aumento na demanda, provocando um aumento no preço, proporcionará um aumento no número de imóveis para alugar somente no LP. No CP aparecerão muito poucos imóveis adicionais para alugar.

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(Q.P

(P.Q

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(Q/Q

(P/P

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