Eletroconvulsoterapia - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Eletroconvulsoterapia - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre a eletroconvulsoterapia, definição, indicações, contra-indicações, objetivos, benefícios, papel do enfermeiro.
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Eletroconvulsoterapia

A ECT - eletroconvulsoterapia é um tratamento extremamente eficaz e seguro para doenças psiquiátricas, principalmente a depressão. O objetivo é promover uma estimulação elétrica no cérebro com a finalidade de induzir uma crise convulsiva que dura ao redor de 30 segundos, mas já suficiente para aliviar os sintomas das doenças. O tratamento é feito em sessões, o número de aplicações é definido pelo psiquiatra. Tudo é feito em um ambiente hospitalar, com o paciente anestesiado para que não sinta desconforto ou dor e a liberação é feita no mesmo dia.

Eletroconvulsoterapia (ou ECT); também conhecida por eletrochoques; é uma forma de tratamento psiquiátrico desenvolvido em 1937 pelos médicos italianos Ugo Cerletti e Lucio Bini e aprimorada continuamente desde então. Nas décadas de 1960 e 1970 esta forma de tratamento foi retratada de maneira preconceituosa em filmes, livros e peças de teatro.

Isto contribuiu para afastar muitos pacientes de um tratamento altamente eficaz, que permite o rápido alívio de sintomas muito desagradáveis e salva vidas. Atualmente, a ECT é indicada nos casos em que há necessidade de resposta terapêutica mais rápida que a oferecida pelos tratamentos convencionais (por exemplo, para pacientes deprimidos com elevado risco de suicídio ou tentativas de suicídio ou para pacientes catatônicos); nos casos em que os psicofármacos não são tolerados pelo paciente por seus efeitos colaterais; no tratamento de alguns transtornos mentais durante a gravidez, pois muitos psicofármacos podem causar graves efeitos colaterais aos fetos em gestação; quando o tratamento com psicofármacos não surtiu o efeito esperado. Para que o paciente chegue a ser tratado com ECT ele primeiro será avaliado para determinar o seu diagnóstico e a indicação deste procedimento. Em seguida, o paciente será avaliado clinicamente.

A eletroconvulsoterapia só pode ser realizada em ambiente hospitalar, com autorização do paciente ou de seu familiar (ou com a autorização de dois médicos caso o paciente não tenha condições de julgar o que está vivendo e não seja possível localizar um familiar), após uma extensa avaliação clínica do paciente, sob anestesia.

Indicações

Os quadros depressivos são os que melhor respondem a este tratamento. Todos os subtipos podem se beneficiar do tratamento: refratária, unipolar, bipolar, catatônica, associada ao transtorno de personalidade ou a uma outra doença orgânica.

A ECT tem indicação como primeiro tratamento nos quadros nos quais:

1. Há um risco de suicídio iminente;

2. Uma desnutrição que põe em risco a vida do paciente;

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3. A presença de sintomas catatônicos;

4. Presença de sintomas psicóticos graves;

5. Em situações nas quais outros tratamentos são mais arriscados devido aos seus efeitos colaterais (por exemplo: pacientes idosos, durante a gestação e amamentação).

Outros quadros também podem ter indicação: mania e seus subtipos, esquizofrenia e outras psicoses funcionais resistentes ao uso de antipsicóticos, epilepsia refratária e transtornos mentais em epilépticos, síndrome neuroléptica maligna e doença de Parkinson (há melhora dos sintomas extrapiramidais e depressivos).

Contra-Indicações

Não há um conhecimento absoluto de contra-indicações para a ECT, mas existem certas restrições: tumor ou infarto cerebral, histórico de infarto no miocárdio ou arritmias cardíacas, marca-passo cardíaco, aneurisma, deslocamento de retina, feocromocitoma e doenças pulmonares estão entre as condições potencialmente perigosas, nas quais o uso da ECT é considerado de alto risco, requerendo precauções adicionais (Stevens et al., 1996).

Objetivo

O objetivo é promover uma estimulação elétrica no cérebro com a finalidade de induzir uma crise convulsiva que dura ao redor de 30 segundos, mas já suficiente para aliviar os sintomas das doenças.

Como são as aplicações

Antes de iniciar e ao longo do tratamento com ECT, o paciente é avaliado pelo psiquiatra. Todas as aplicações são realizadas por psiquiatras devidamente especializados. A cada sessão, o paciente passa por uma nova avaliação realizada pelo psiquiatra. Ela é realizada em ambiente hospitalar, com o uso da técnica modernizada e avançada. O paciente deve chegar ao hospital em jejum absoluto de 8 horas. Após ser acolhido na recepção, é avaliado pela equipe completa: enfermagem, psiquiatra e anestesista. No centro cirúrgico, é realizada a infusão das medicações (anestésico, relaxante muscular e outras se houver indicação) através do acesso venoso (única parte que pode ser incômoda). Quando o paciente estiver completamente anestesiado (inconsciente) é, então, feito o estímulo elétrico com duração de 2 a 8 segundos. Este estímulo elétrico irá desencadear uma crise convulsiva que dura aproximadamente 20” e é praticamente imperceptível por causa do uso da técnica modernizada (relaxante muscular). Durante todo o processo, é utilizado o uso de oxigenação por máscara. Em seguida, o paciente retoma a consciência, faz o desjejum, é avaliado pela equipe e vai para casa. Todo este procedimento descrito acima dura, em média, de 5 a 10 minutos e é indolor.

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O número de aplicações não é padronizado. Há certo consenso de que não deve ser previamente fixado, pois depende de vários fatores como: diagnóstico, gravidade, tolerância às alterações cognitivas, idade, complicações clínicas, entre outros. A maioria dos pacientes requer entre 6 a 12 tratamentos. Geralmente, 6 a 8 tratamentos são suficientes para alcançar o resultado desejado.

O tratamento de ECT é feito três vezes por semana em dias alternados. Este esquema de tratamento permite um equilíbrio entre uma boa velocidade de resposta clínica com um tempo entre as aplicações para que haja recuperação da memória.

O tratamento de manutenção está indicado quando há uma melhora clinica, indicação do psiquiatra e vontade do paciente. Após o término do tratamento, recomenda-se a redução gradativa das aplicações (por ex: semanal, quinzenal ou mensal, conforme a avaliação e indicação).

Alguns cuidados especiais devem ser seguidos, como por ex: Jejum absoluto de 8 horas antes das aplicações; remover próteses dentárias, levar exames, tomar as medicações anti- hipertensivas quando houver. Também, recomenda-se não dirigir, operar máquinas ou tomar decisões importantes nos dias das aplicações. Nos outros dias, se não houver problemas, pode seguir as atividades normalmente.

A ECT é um método consagrado para o tratamento da depressão, sendo tão ou mais eficaz que qualquer outro tratamento antidepressivo. Todas as pesquisas confirmaram sua eficácia e também superioridade com relação às medicações. Nos casos de episódios depressivos primários a taxa de remissão com a utilização da ECT foi estimada em 80-90%, enquanto que, com farmacoterapia é apenas 60-70%.

Os Exames pré ect são os seguintes:

• Hemograma C/ Plaquetas

• Uréia

• Cleatinina

• Sódio

• Potássio

• Glicemia

• Raio X de Torax

• Eletrocardiograma

• TAC Crânio.

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Benefícios da Eletroconvulsoterapia

• A ECT é um método consagrado para o tratamento da depressão, mais eficaz que qualquer outra opção terapêutica, com índices de eficácia que chegam a 90%.

• Os principais estudos realizados mostraram a superioridade da ECT com relação ao tratamento com medicamentos, que apresentam eficácia entre 60 e 70%.

• Rápida resposta ao tratamento (geralmente após 8 aplicações).

• Tratamento seguro, feito em ambiente hospitalar e com liberação do paciente no mesmo dia.

• Nos casos de episódios depressivos primários, ou seja, onde há uma ausência de transtornos mentais comórbidos e ausência de doenças físicas, a taxa de remissão com a ECT foi estimada entre 80 e 90%.

• O tratamento é definido individualmente com cada paciente.

• A maior parte dos ensaios clínicos e estudos comparativos demonstraram que a ECT é eficaz em todos os tipos de depressão.

• Todas as pesquisas confirmam a superioridade da ECT “ativa” sobre a ECT “simulada”, quando pacientes são submetidos ao tratamento e outros à uma simulação.

• As aplicações são realizadas por médicos psiquiatras experientes. A cada sessão o profissional avalia junto ao paciente a evolução do tratamento.

• Após o tratamento inicial (de aproximadamente 12 sessões) o psiquiatra avalia se haverá e qual será o programa de manutenção.

Papel do Enfermeiro

Os profissionais envolvidos com o procedimento devem observar possíveis alterações na condição clínica do paciente e que possam interferir na continuidade do tratamento eletroconvulsivo. Devem orientar, tirar duvidas, e responder ao questionamento, sanar medos diante dos procedimentos. Alem dos procedimentos básicos de enfermagem, como por exemplo, verificação de sinais vitais, observação das reações do paciente, preparação do centro cirúrgico, verificação dos materiais, etc.

Referências

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Instituto de pesquisas avançadas em Neuroestimulação. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: Acesso em: 08 de agosto de 2012.

Revista de psiquiatria clinica. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol33/n5/262.html. > Acesso em: 08 de agosto de 2012.

Revista de psiquiatria clinica. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol33/n5/262.html . > Acesso em: 08 de agosto de 2012.

Sielo. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: http://search.scielo.org/?q=eletroconvulsoterapia&where=SCL .> Acesso em: 09 de agosto de 2012.

Slides hare. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: http://www.slideshare.net/abrpsp/manual- de-imprensa-abp. > Acesso em: 09 de agosto de 2012.

Instituto de pesquisas avançadas em Neuroestimulação. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: Acesso em: 09 de agosto de 2012.

Instituto de pesquisas avançadas em Neuroestimulação. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: Acesso em: 09 de agosto de 2012.

Instituto de pesquisas avançadas em Neuroestimulação. Eletroconvulsoterapia. Disponível em: Acesso em: 09 de agosto de 2012.

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